ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Mai de 1996
VOLUME 31 - NÚMERO 5

ARTIGO ORIGINAL

A locação do parafuso de interferência no túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior: estudo biomecânico em espécie*

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ, MARCELO SARAGIOTTO, MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE, ALEXANDRE ESTEVÃO V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

A fixação do enxerto de tendão patelar no túnel femoral através do parafuso de interferência é hoje um dos métodos mais utilizados na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Neste estudo, foram testados doze joelhos de cadáveres simulando a reconstrução intra-ar-ticular desse ligamento, utilizando-se enxerto de tendão patelar. Foram comparadas a variação da distância de um fio de comportamento quase inelástico e de um enxerto fixado nas posições inferior e posterior no túnel femoral, no arco de flexão de 0º a 90º do joelho. Constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa quando comparados o fio com o enxerto fixado na posição inferior e desse com o fixado na posição posterior. No arco de flexão de 30º-60º, houve diferença significativa quando comparado o fio com o enxerto na posição posterior. Concluiu-se, dessa maneira, que a fixação do enxerto de tendão patelar pelo parafuso de interferência deve ser feito preferencialmente na posição inferior, por mais se aproximar do comportamento isométrico do LCA.

Tratamento das infecções nas artroplastias totais de joelho*

ANTÔNIO ALTENOR B. QUEIROZ, MARCUS V. M. LUZO

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores apresentam os resultados no tratamento das infecções profundas nas artroplastias totais de joelho. Em 250 artroplastias totais de joelhos, 15 (6%) sofreram infecção profunda, precocemente em 12 (80%) e tardiamente em três (20%). A infecção foi diagnosticada por meio do quadro clínico, radiológico e artrocentese com cultura do material. O agente predominante foi o Staphylococcus aureus (cinco pacientes - 33,33%). Em três pacientes o tratamento foi a artrotomia com desbridamento, ressecção da prótese e colocação de cimento com gentamicina por seis semanas, e novo implante da prótese. Um desses pacientes submetidos a revisão em dois tempos permaneceu com infecção. Dos 12 pacientes submetidos a desbridamento e manutenção da prótese, dez não obtiveram êxito e evoluíram para a artrodese e dois, para a cura.

O uso do tendão do músculo semitendíneo fixo com "Endobutton" no tratamento das instabilidades anteriores do joelho*

GILBERTO LUÍS CAMANHO, ROGÉRIO OLIVI

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores descrevem técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior no tratamento das instabilidades anteriores do joelho, utilizando o tendão do músculo semitendíneo dobrado de forma tripla. Empregam, como fixação do enxerto, o sistema Endobutton no fêmur e amarria a parafuso de esponjosa na tíbia.

Análise comparativa da ressonância nuclear magnética com a artroscopia no diagnóstico das lesões intra-articulares do joelho*

INGO SCHNEIDER, MARCO ANTONIO SCHUEDA, ANDRÉ BERGAMASCHI DEMORE

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores analisaram os prontuários de 37 pacientes submetidos a artroscopia do joelho e que haviam realizado ressonância nuclear magnética prévia ao ato cirúrgico, com o objetivo de avaliar a eficácia deste método no diagnóstico das lesões do joelho. A sensibilidade, especificidade e acurácia do método foram, respectivamente, de 94%, 72% e 83% para menisco medial; de 81%, 80% e 83% para menisco lateral; de 53%, 95% e 78% para ligamento cruzado anterior; indefinida, 100% e 100% para ligamento cruzado posterior; e de 60%, 86% e 75% para condromalácia. Os exames foram realizados por apenas um radiologista e a artroscopia, por um único cirurgião, eliminando a variação interpessoal. Concluíram que a ressonância nuclear magnética é excelente exame para diagnosticar patologias meniscais, porém sua capacidade em verificar as lesões do ligamento cruzado anterior e condromalácia não corresponderam à expectativa.

Osteoartrose medial do joelho: avaliação da osteotomia proximal de valgização da tíbia pela técnica de Weber

MARCO ANTÔNIO PERCOPE ANDRADE, ALEXANDRE DIAS DE SOUZA, JEFFERSON SOARES LEAL

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Osteotomia proximal da tíbia, para tratamento da osteoartrose medial do joelho, foi realizada em 39 pacientes, 42 joelhos, entre outubro de 1989 e outubro de 1994. Todos os casos foram avaliados no pré e no pós-operató-rio em relação a dor, mobilidade articular e perímetro de marcha e eixo mecânico, que foi medido na incidência radiológica em AP, com apoio monopodálico. Foram encontrados excelentes resultados em 64,1%, bons resultados em 12,8%, regulares em 15,3% e maus em 7,6%. A osteotomia foi considerada boa opção no tratamento da osteoartrose medial do joelho e a fixação rígida, pela possibilidade de mobilidade precoce, um eficiente meio de manter a mobilidade articular sem perda da correção no pós-operatório.

Osteotomia valgizante proximal da tíbia no tratamento da osteoartrose*

JOSÉ I. SAGGIN, ANTÔNIO SEVERO, JORGE L.P. BORGES

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores apresentam os resultados clínicos e radiográficos de 50 pacientes (52 joelhos) submetidos à osteotomia valgizante proximal da tíbia para correção de deformidade em varo com osteoartrose do compartimento medial do joelho. O follow-up médio foi de cinco anos e três meses (variação de três anos e sete meses a 12 anos). Os resultados clínicos finais foram classificados em excelentes e bons em percentual de 77%, regulares em 15% e pobres em 8%. Os joelhos que tiveram correção de me-nos de 5º em valgo no ângulo femorotibial no pós-opera-tório imediato apresentaram os piores resultados clínicos no período da revisão. Correções do ângulo femorotibial maior que 6º em valgo obtiveram os melhores resultados clínicos. Tais resultados foram altamente favoráveis em pacientes na faixa etária dos 45 a 65 anos de idade com grau I ou II de osteoartrose femorotibial no momento da cirurgia. O alinhamento obtido pela osteotomia foi importante fator na progressão da degeneração articular, pois a progressão da degeneração ocorreu quando o alinhamento pós-operatório não estava entre os 5º e 14º em valgo. Os resultados clínicos pobres foram notados nos joelhos que apresentavam graus moderados a severos de osteoartrose do compartimento femoropatelar. Concluiuse que a osteotomia proximal valgizante da tíbia é método seguro e efetivo no tratamento cirúrgico de pacientes com deformidade em varo e osteoartrose do compartimento medial do joelho. Os melhores resultados clínicos podem ser obtidos quando o ângulo femorotibial é corrigido para 6º a 14º em valgo no pós-operatório e em pacientes entre 45 e 65 anos de idade com grau I ou II de osteoartrose femorotibial e mínima evidência de osteoartrose femoropatelar.

Contribuição ao estudo da técnica da agrafagem nas deformidades angulares do joelho Revisão de 11 joelhos operados*

EDUARDO ALVARO VIEIRA, HÉLCIO DA SILVA FRANCEZ, JOSÉ MAXIMIANO DE MACEDO BARBOSA, JOSÉ GILBERTO TERRA TALLARICO

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores, baseados na revisão bibliográfica e no estudo de 11 joelhos operados, procuram discutir o tema, evidenciando sua evolução histórica e sua importância atual na correção das deformidades angulares (valgo e varo) do joelho. Detalhes de técnica são apresentados, procurando enfocar as indicações clínicas e radiográficas pré e pós-operatórias e os resultados obtidos. A agrafagem parece ser procedimento útil, que pode ser realizado em deformidades angulares do joelho, observando-se sempre indicações precisas e detalhes de técnica.

Avaliação radiológica do componente femoral da prótese bipolar não cimentada no tratamento da necrose avascular da cabeça femoral*

MARCOS A. CORREIA, LUIZ OSÓRIO, PAULO COUTO, CLAUDE CHAMBRIARD, VINICIUS CAIAFFA

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Foi avaliada radiologicamente a incorporação óssea femoral em 39 próteses bipolares não cimentadas, realizadas em 31 pacientes portadores de necrose avascular (NAV) da cabeça femoral, num período de cinco anos e três meses (seguimento médio de três anos e três meses), utilizando critérios de incorporação óssea idealizados por Charles Engh para avaliação radiológica. Foi observada incorporação do componente femoral em 88% das próteses, demonstrando ser opção de tratamento para uma doença que teoricamente apresenta fisiopatologia que interfere no processo de fixação e estabilidade das próteses não cimentadas.

Avaliação funcional do tratamento percutâneo e aberto das rupturas do tendão de Aquiles*

HÉLIO TOSHIO MORI, WALDIR ALVES DA CUNHA JR., MAURO LUIZ FUCHS

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores comparam os resultados funcionais de 16 pacientes operados com ruptura do tendão de Aquiles, através da técnica de sutura percutânea de Ma & Griffith e 14 pacientes com técnica aberta. Foram realizadas avaliações subjetivas e objetivas, com seguimento médio de 26 meses nas suturas percutâneas e 34 meses nas abertas, em que apenas a força de flexão plantar e a largura do tendão apresentaram diferenças estatisticamente significativas intergrupos. Concluem os autores que a técnica de sutura percutânea sob anestesia local evita a compressão do nervo sural e pode ser indicada para lesões agudas de atletas recreacionais e pessoas sedentárias.

Reconstrução da tíbia proximal com prótese modular não cimentada após ressecção de tumores ósseos*

ALEJANDRO ENZO CASSONE, RODOLFO CAPANNA, MARIO CAMPANACCI

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores analisaram 68 pacientes admitidos no Istituto Ortopedico Rizzoli entre 1985 e 1993, portadores de tumores ósseos primários da tíbia proximal, submetidos a ressecção e reconstrução com prótese modular não cimentada. O resultado funcional após seguimento médio de 52 meses foi considerado excelente e bom em 75% dos casos, segundo a classificação de Enneking, adotada pela Musculoskeletal Tumor Society. As complicações mecânicas foram as mais comuns (30%), porém de resolução simples, sem comprometer o resultado funcional. Entretanto, daqueles que apresentaram infecção (11 casos), apenas 50% tiveram evolução favorável. Baseados nos excelentes resultados funcionais obtidos, os autores consideram a prótese modular não cimentada uma solução reconstrutiva válida após ressecção de tumores da tíbia proximal. A reconstrução do mecanismo extensor e a cobertura muscular da prótese são elementos fundamentais na obtenção de tais resultados.

Nova técnica para obtenção de enxerto de osso esponjoso Estudo anátomo-clínico*

MARCELO ROSA REZENDE, ISANIO VASCONCELOS MESQUITA, SAMUEL RIBAK, ROBINSON DALAPRIA, CELSO SILVA TOLEDO, DIRCEU DE ANDRADE

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores apresentam técnica inédita de obtenção de enxerto ósseo esponjoso, retirado do terço distal do rádio, a partir do tubérculo de Lister, e de grande utilidade nas cirurgias de mão e punho, devido à proximidade da área em que se está atuando. Foram realizados inicialmente estudos experimentais em seis punhos de seis cadáveres frescos para demonstração da técnica e mensuração da quantidade de enxerto obtida. Posteriormente, foi feita sua aplicação clínica em 20 pacientes com indicações cirúrgicas variadas. Demonstram a facilidade da técnica, a boa quantidade de enxerto obtida e a baixa morbidade do local doador, com ausência de complicações em sua casuística.

Estudo radiológico da tuberosidade posterior do calcâneo*

ANTÔNIO VITOR DE ABREU, CARLOS HUMBERTO BOLAÑOS CERON, FERNANDO JOSÉ DE PAIVA COELHO, IROCY GUEDES KNACKFUSS

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores apresentam estudo radiológico em 200 pés na projeção em perfil, objetivando detectar alterações na tuberosidade posterior do calcâneo. Os pés foram divididos em dois grupos, de acordo com o ângulo de Moreau Costa-Bertani: grupo I até 125º e grupo II acima de 125º. Foram medidos nas radiografias os ângulos de inclinação do calcâneo, de Fowler & Philip, túbero-calcâneo e túbero-plan-tar. Além desses ângulos, foram medidas as alturas da deformidade de Haglund e do tubérculo inferior. Concluiuse não haver correlação entre o ângulo Moreau Costa-Bertani e a posição da tuberosidade do calcâneo e que as alturas da deformidade de Haglund e do tubérculo inferior dependem da posição da apófise posterior.

Efeitos da aplicação de micromovimentos controlados em distração osteogênica*

UBIRAJARA MARTINS FIGUEIREDO

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

A influência de fatores mecânicos em consolidação de fraturas tem sido demonstrada clínica e experimentalmente. Todavia, existe pouca evidência sobre os efeitos de estimulação mecânica na osteogênese durante o processo de distração do calo em alongamento ósseo. Incremento da ossificação em tais circunstâncias seria benéfico em termos de aumentar a freqüência da distração e na consolidação do calo nos estágios finais de alongamento. Dois grupos de ovinos foram submetidos à osteotomia diafisária da tíbia, estabilizada com um fixador externo. Num grupo de animais, a distração foi aplicada por extensão linear e, num outro, um superimposto regime de micromovimentos cíclicos foi acrescentado à distração. Aumento na consolidação óssea foi observado no grupo submetido à estimulação, o que resultou na restrição do alongamento finalmente obtido. Isso sugere diferentes propriedades mecânicas do osso neoformado nos diversos grupos.

Importância da ressonância magnética na avaliação das lesões traumáticas da placa de crescimento epifisária*

ALEXANDRE E. V. KOKRON, ARNALDO J. HERNANDEZ, ALDO J. F. COSTA, GUILHERME BUCALEM, CARLOS H. LONGO, LAÉRCIO A. ROSEMBERG, ROGÉRIO G. FELIPE, GILBERTO L. CAMANHO

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Estudo retrospectivo de nove pacientes que sofreram lesão traumática da placa de crescimento foi realizado através da análise de seus prontuários, com o objetivo de determinar o valor da ressonância magnética no diagnóstico precoce das lesões pós-traumáticas da placa de crescimento e também na capacidade de identificar o tipo, localização e extensão da lesão, para melhor planejar o tratamento. As ressonâncias magnéticas foram realizadas com séries pesadas em T1, T2 e T2* (gradiente eco), nos planos coronais e sagitais. Em dois casos de lesão traumática aguda sem desvio da placa de crescimento, foi possível sua identificação. Nos casos em que havia ponte através da placa de crescimento, foi possível identificar sua localização, sua extensão e ainda diferenciar entre ponte óssea ou fibrosa, com exceção de um caso. Os resultados mostraram que a RM é um eficiente método na detecção precoce das alterações pós-traumáticas da placa de crescimento, assim como na determinação da localização e extensão dessas, contribuindo muito para o planejamento terapêutico.

Alterações esqueléticas da mão na picnodisostose

CARLOS HENRIQUE FERNANDES, RICARDO PECYL MATHEUS, FLÁVIO FALOPPA, WALTER MANNA ALBERTONI

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Em três pacientes com picnodisostose que apresentavam alterações esqueléticas nas mãos, no exame clínico encontraram-se encurtamento da mão, enrugamento da pele e hipoplasia das unhas. O exame radiográfico revelou aumento de densidade óssea, encurtamento das falanges médias e afilamento das extremidades distais da falange distal.

RELATO DE CASO

Lesão isolada do ligamento cruzado posterior em criança* Relato de caso e revisão da literatura

MARCO TÚLIO LOPES CALDAS, JOSÉ MARCIO GONÇALVES DE SOUZA, ALEXIA MOURA ABUHID LOPES

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Criança do sexo masculino, com dez anos de idade, sofreu acidente com queda da garupa de uma moto, com trauma no joelho esquerdo por mecanismo não identificado. O exame inicial mostrou sinais clínicos evidentes de lesão do ligamento cruzado posterior (LCP). Através de artroscopia, foi identificada lesão isolada do referido ligamento. Numa revisão da literatura sobre o assunto, cons-tatou-se que a lesão completa, isolada e sem arrancamento osteocartilaginoso do LCP na criança, é uma lesão rara, os tratamentos são controversos e os resultados insatisfatórios. No caso relatado, optou-se por tratamento conservador e observação periódica; na revisão após 30 meses, a criança encontrava-se assintomática e participava de todas as atividades físicas e esportivas, apesar da instabilidade posterior. A apresentação desse caso vem ilustrar pontos importantes sobre as lesões ligamentares do joelho na criança, a raridade dessas lesões, as possibilidades para o diagnóstico e discussão sobre o tratamento.

Luxação congênita do joelho: revisão crítica do tratamento cirúrgico Relato de um caso bilateral*

EDUARDO ALVARO VIEIRA, ROBSON BALDUINO FERREIRA, JOSÉ GILBERTO TERRA TALLARICO

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):

Os autores apresentam o estudo crítico de um caso de luxação congênita bilateral do joelho. Realizam revisão pormenorizada da bibliografia procurando realçar os aspectos clínicos, radiográficos e o caráter evolutivo da deformidade. O tratamento cirúrgico é discutido nos seus detalhes de técnica, indicação e evolução. A classificação de Finder é adotada no trabalho por ser abrangente na graduação das deformidades de hiperextensão do joelho e na indicação correta do tratamento. O método cirúrgico empregado no trabalho deverá ser utilizado sempre que os meios conservadores convencionais falharem e nos casos irredutíveis de longa evolução sem tratamento prévio.
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