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Reconstrução de membro inferior– retalho fasciocutâneo sural*

Lower Limb Reconstruction – Fasciocutaneous Sural Flap*

Antonio Lourenco Severo1,, Eduardo Felipe Mandarino Coppi1, Haiana Lopes Cavalheiro1, Alexandre Luiz Dal Bosco1, Danilo Barreto1, Marcelo Barreto Lemos1

DOI: 10.1016/j.rbo.2017.12.016


 

RESUMO:

OBJETIVO Avaliar o uso do retalho fasciocutâneo sural de fluxo reverso na cobertura de lesões no terço distal dos membros inferiores.
MÉTODOS Foram analisados 24 casos, 20 de origem traumática, três por lesões esportivas e um por ressecção de lesão tumoral.
RESULTADOS Dos 24 prontuários avaliados, 16 eram homens e oito mulheres. A idade variou de seis a 75 anos. A maioria dos pacientes evoluiu com cicatrização total do retalho (21). Houve apenas um caso de necrose total do retalho em paciente diabético insulinodependente e hipertenso, evoluiu para posterior amputação do membro. Em dois casos, houve necrose parcial com posterior cicatrização por segunda intenção, um desses pacientes era tabagista pesado. As complicações foram associadas às comorbidades e, ao contrário do evidenciado por outros estudos, não houve correlação com a curva de aprendizado. Também não houve correlação com o local ou o tamanho da lesão a ser coberta.
Tem-se como relevância clinica que a técnica de retalho fasciocutâneo sural de fluxo reverso usada obteve 87,5% de sucesso, é uma opção viável e eficaz no arsenal terapêutico das lesões complexas dos membros inferiores.

Palavras-chave:
retalhos cirúrgicos; nervo sural/transplante; fáscia/transplante; traumatismos da perna.

ABSTRACT:

OBJECTIVE The present study aims to evaluate the use of the reverse-flow sural fasciocutaneous flap to cover lesions in the distal third of the lower limb.
METHODS A total of 24 cases were analyzed, including 20 traumatic injuries, 3 sports injuries, and 1 case of tumor resection.
RESULTS Among the 24 evaluated medical records, 16 patients were male, and 8 were female. Their age ranged from 6 to 75 years old. Most of the patients evolved with total healing of the flap (n= 21). There was only one case of total necrosis of the flap in an insulin-dependent diabetic, high blood pressure patient, evolving to subsequent limb amputation. In two cases, there was partial necrosis and subsequent healing by secondary intention; one of these patients was a heavy smoker. Complications were associated with comorbidities and, unlike other studies, no correlation was observed with the learning curve. There was also no correlation with the site or size of the lesion to be covered.
CONCLUSION It is clinically relevant that the success rate of the reverse-flow sural fasciocutaneous flap technique was of 87.5%. This is a viable and effective alternative in the therapeutic arsenal for complex lower limb lesions.

Keywords:
surgical flaps; sural nerve/transplantation; fascia/transplantation; leg injuries.

FIGURAS

Citação: Severo AL, Coppi EFM, Cavalheiro HL, Bosco ALD, Barreto Filho D, Lemos MB. Reconstrução de membro inferior– retalho fasciocutâneo sural*. 54(2):128. doi:10.1016/j.rbo.2017.12.016
Nota: * Trabalho desenvolvido no Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil. Publicado originalmente por Elsevier Ltda.
Recebido: September 26 2017; Aceito: December 14 2017
 

INTRODUÇÃO

A cobertura do terço distal da perna, por apresentar disten-sibilidade e mobilidade limitadas, baixo suprimento sanguíneo e não haver interposição de tecidos musculares entre as estruturas nobres e o tegumento, ainda é um desafio para a cirurgia reconstrutiva. Tais características tornam o uso de enxertos e retalhos randomizados inadequados para feridas localizadas nessa região.1-3

O uso de retalhos microcirúrgicos e de retalhos pedicu-lados baseados nas perfurantes cutâneas da perna, especificamente de retalhos de fluxo reverso, é a opção com melhores resultados. Porém, alguns necessitam de técnica cirúrgica mais complexa.4

O retalho fasciocutâneo sural, popularmente, chamado de retalho sural, com base distal, tornou-se uma das mais importantes ferramentas no arsenal terapêutico da cirurgia recons-trutiva para lesões localizadas no terço distal da perna, do tornozelo e pé, principalmente após publicações de Masquelet et al.1 Apresenta vantagens como grande mobilidade e versatilidade, preservação de artérias importantes e músculos, além de simular a área receptora em textura, espessura, pigmentação e flexibilidade. As possíveis complicações são as mesmas de outros retalhos: isquemia, com necrose parcial ou total.2,5-7 Visto isso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o uso do retalho fasciocutâneo sural de fluxo reverso para cobertura de lesões em distal de membro inferior.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo é de caráter transversal retrospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) de número 1.854.277 da Universidade de Passo Fundo. Foram avaliados prontuários de pacientes submetidos à cirurgia reconstrutiva do membro inferior e incluídos apenas indivíduos submetidos à técnica do retalho sural de fluxo reverso de agosto de 2001 a dezembro de 2016.

As variáveis coletadas dos prontuários foram idade, sexo, localização da lesão, diagnóstico, data da cirurgia, comorbi-dades e complicações.

As dimensões dos retalhos usados variaram de 2 × 3 a 8 × 8 cm2, de acordo com o tamanho das áreas a serem cobertas. A técnica cirúrgica usada em todos os casos teve como base a descrição de Masquelet et al1,2:

  • Bloqueio raquimedular.
  • Paciente em decúbito ventral: limpeza e desbridamento da área receptora.
  • O retalho é desenhado na junção das cabeças do músculo gastrocnêmico. Uma linha é traçada distalmente seguindo o curso sobre o trajeto presumido do pedículo até o ponto de rotação do retalho, localizado aproximadamente 5 cm proximal à extremidade do maléolo lateral.
  • Drenagem venosa gravitacional e torniquete ao nível da região proximal da coxa.
  • Incisão cirúrgica da pele até a fáscia sural.
  • O nervo sural, a artéria sural superficial e a veia safena são ligados proximalmente, então o retalho é elevado e inclui a fáscia até o ponto de rotação. Durante a elevação do retalho, pequenas artérias oriundas da artéria fibular devem ser ligadas.
  • Rotação do retalho até a área receptora.
  • Sutura do retalho na área receptora.
  • Pode o retalho ser sensitivo com a neurotização término-lateral do nervo cutâneo sural com o nervo tibial, descrita por Viterbo et al.8
  • O torniquete é liberado, avalia-se a perfusão do retalho. Se estiver débil, devem-se checar pontos de compressão e acotovelamento do pedículo.
  • A área doadora pode ser fechada primariamente, porém na maioria das vezes é necessário o uso de enxerto parcial de pele, retirado da coxa ipsilateral ao retalho.
  • O curativo deve ser feito com cuidado para que não haja compressão na área do pedículo, bem como o posicionamento do paciente é feito de forma que a região posterolateral da perna não fique sujeita a pressão externa.
  • Pós-operatório: suspende-se a ingestão de alimento que possa causar vasoconstrição, como, por exemplo, café, guaraná, chocolate, chimarrão, bolacha recheada, chá e outros alimentos ricos em xantinas (por serem vasoconstritoras), por período mínimo de um mês. O tabagismo foi desaconselhado. Com relação às medicações: foi usado anticoagulante (enoxaparina sódica de 40 mg/dia) por três dias, depois introduziu-se ácido acetilsalicílico de 325 mg/dia por 30 dias. O antibiótico (Cefazolina) é mantido por período de 48 horas do pós-operatório ou a critério clínico.
 

RESULTADOS

Dos 24 prontuários avaliados, 16 (66,7%) pacientes eram homens e oito (33,3%) mulheres. A idade variou de seis a 75 anos. A maioria (83,3%) necessitou de retalho para cobertura cutânea devido a sequela de trauma (acidente automobilístico), três casos (12,5%) por lesões esportivas (deiscência de sutura na reconstrução do tendão de Aquiles) e apenas um (4,2%) paciente foi submetido a reconstrução de membro inferior após ressecção de tumor.

Foram encontrados registros de comorbidades associadas apenas em três prontuários: diabetes mellitus, tabagismo e hipertensão arterial sistêmica.

Os locais mais frequentes de lesão foram maléolo lateral (20,8%), dorso do pé, calcâneo (16,7%) e região do tendão de Aquiles (16,7%).

A maioria dos casos (87,5%) evoluiu sem complicações. Apenas dois (8,3%) casos apresentaram necrose parcial com cicatrização por segunda intenção e um (4,2%) caso de necrose total com evolução para amputação.

A paciente da ►Fig.1 sexo feminino, 45 anos, necessitou de retalho após ressecção de melanoma em calcâneo, foi aplicada a presente técnica com sucesso. O paciente da ►Fig. 2, masculino, 40 anos, também hígido, necessitou de retalho fasciocutâneo sural após trauma em dorso do pé, teve desfecho favorável, com boa cicatrização.

As variáveis idade, sexo, localização da lesão, diagnóstico, data da cirurgia e complicações de cada caso seguem descritas na ►Tabela 1.

Tabela 1. Variáveis coletadas a partir dos prontuários de pacientes submetidos à técnica cirúrgica de retalho sural de fluxo reverso, de agosto de 2001 a dezembro de 2016 (Fonte: Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS)
Caso Idade Sexo Localização da lesão Diagnóstico Data da cirurgia Complicação
1 70 M Maléolo medial Fratura de pilão tibial Out/14 Nenhuma
2 23 M Dorso do pé Fratura-luxação exposta tornozelo Mai/2014 Nenhuma
3 37 M Terço distal de perna, face anterior Fratura exposta pilão tibial Dez/2014 Nenhuma
4 33 M Terço distal de perna, face anterior Fratura exposta de tíbia distal Jul/2013 Nenhuma
5 46 M Maléolo lateral Fratura exposta tornozelo Mar/201 2 Nenhuma
6 18 M Terço distal de perna, face anterior + maléolo lateral Fratura exposta tornozelo Fev/2011 Nenhuma
7 6 F Calcâneo Perda de substância em calcâneo Jul/2010 Nenhuma
8 39 M Dorso do pé Fratura-luxação exposta mediopé Out/2009 Nenhuma
9 8 F Maléolo lateral Ferimento em tornozelo Out/2009 Nenhuma
10 7 F Calcâneo Fratura exposta calcâneo Out/2009 Necrose parcial do retalho
11 46 M Maléolo medial Fratura exposta maléolo medial Abr/2009 Nenhuma
12 60 M Aquiles Deiscência de sutura Jan/2013 Nenhuma
13 14 M Terço distal de perna, face lateral Ferimento perna Mai/2016 Nenhuma
14 54 F Aquiles Deiscência de sutura Dez/2004 Nenhuma
15 63 M Terço distal de perna, face anterior Fratura tíbia distal Nov/2004 Nenhuma
16 22 M Calcâneo Exposição calcâneo Set/2004 Nenhuma
17 45 M Dorso pé Fratura exposta maléolo lateral Ago/2001 Nenhuma
18 46 F Maléolo lateral Fratura tornozelo - deiscência de sutura Mar/2006 Nenhuma
19 64 F Maléolo lateral Fratura maléolo lateral Fev/2014 Nenhuma
20a 45 F Calcâneo Melanoma em calcâneo Dez/2016 Nenhuma
21b 75 M Maléolo lateral Fratura exposta de tornozelo Mar/201 3 Necrose total do retalho
22 46 F Aquiles Ruptura - deiscência Abr/2016 Nenhuma
23c 40 M Dorso pé Esmagamento Fev/2007 Nenhuma
24 55 M Aquiles Fratura tíbia e fíbula distal Mai/2015 Necrose parcial

a ►Fig. 1: Caso de melanoma em calcâneo.

b ►Fig. 2: Caso de fratura exposta bimaleolar com evolução para necrose total do retalho e posterior amputação.

c ►Fig. 3: Caso de trauma por esmagamento no dorso do pé.

 

DISCUSSÃO

O retalho fasciocutâneo sural de fluxo reverso tem como principais indicações a cobertura de lesões decorrentes de úlceras crônicas, lesões traumáticas (principalmente secundárias a fraturas expostas), ressecções oncológicas, lesões localizadas na face posterior do calcanhar e do tendão de Aquiles, na face lateral e anterior do tornozelo, no dorso do pé, na face lateral do retropé e no terço inferior da perna. Outras indicações, como cobertura total do calcanhar, face medial do terço distal da perna, são consideradas relativas devido à distância ser diminuta em relação ao ponto de rotação, o que pode afetar o pedículo vascular ao tentar atingir essas regiões, pode comprometer o retalho.1-3,6

Severo et al9 afirmam que retalhos pediculados locais têm preferência sempre que houver viabilidade vascular e de tecido suficiente na área doadora para preenchimento da lesão.

A grande mobilidade e versatilidade do retalho sural de fluxo reverso, além de não sacrificar artérias importantes, tem mostrado crescentes taxas de sucesso e poucas complicações. Estudos feitos há mais de 10 anos mostram taxas maiores de complicações (até 35%), enquanto nos últimos 10 anos apresentam importante redução (até 12%).6,10-12 Fato também observado por Vendramin e Silva,13 ao encontrarem diferentes taxas de complicações após avaliar resultados de uma mesma equipe cirúrgica em períodos diferentes da curva de aprendizagem. Esses achados da literatura não reproduzem os encontrados no presente trabalho, cuja taxa de sucesso foi de 87,5%, pois as complicações não mostraram relação com a curva de aprendizagem. Visto que essa técnica começou a ser usada neste serviço em 2001 e as complicações apresentaram-se em 2009, 2013 e 2015. Os dois casos de necrose parcial representaram cerca de 10% da área do retalho, ocorreu fechamento completo da lesão por segunda intenção em ambos.

O paciente que evoluiu para necrose total e posterior amputação do membro (►Fig. 3) era diabético tipo 2, insulinodependente e hipertenso. Na opinião dos presentes autores, as complicações possivelmente decorreram das comorbidades, o que concorda com Severo et al9 e Parrett et al,14 que encontraram correlação da presença de complicações e comorbidades, como diabetes, obesidade, doença vascular periférica e tabagismo. Esse último, ainda, seria o principal fator de risco isolado para complicações desse retalho.

Almeida et al10 apresentaram 25,3% de necrose em 71 casos (21,1% parcial e 4,2% total). No ano seguinte, Baumeister et al15 analisaram 70 pacientes portadores de comorbidades clínicas, principalmente diabetes, e a taxa encontrada de necrose parcial foi de 17% e total de 18%. No estudo de Belém et al,6 com 22 pacientes, a necrose parcial correspondeu a 22%, enquanto a total foi de 4,1% da amostra. Seguindo, Garcia et al5 relataram necrose parcial em apenas um paciente (6,6%) no total de 15 retalhos feitos. Dhamangaonkar et al,16 com 81 casos, apresentaram apenas necroses parciais em nove pacientes (11,1%). Nesses dois últimos estudos, os resultados aproximam-se dos achados no presente trabalho.

Em relação ao sexo dos pacientes, o presente trabalho teve como maioria o masculino, também encontrado em diversos outros estudos sobre reconstruções cirúrgicas em membros inferiores.1,4,16-18 O fato de as lesões serem em sua maioria traumáticas e o sexo masculino ser mais envolvido nesses incidentes pode explicar tais achados.

 

CONCLUSÃO

Tem-se como relevância clínica que a técnica de retalho fasciocutâneo sural de fluxo reverso para cobertura de lesões no terço distal dos membros inferiores mostrou-se segura, de fácil execução e sem a necessidade de técnica microcirúrgica complexa. Por conseguinte, com resultados satisfatórios e baixo índice de complicações, o que determina uma importante opção para o arsenal terapêutico na reconstrução cirúrgica de membros inferiores.

 

REFERÊNCIAS

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* Trabalho desenvolvido no Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS, Brasil. Publicado originalmente por Elsevier Ltda.