ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378
Visualizações
Original Article
ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE EM GINASTAS JOVENS
SPONDYLOLYSIS AND SPONDYLOLISTHESIS IN YOUNG GYMNASTS
Rafael Mohriak1, Pedro Debieux Vargas Silva1, Miguel Trandafilov Junior2, Délio Eulálio Martins3, Marcelo Wajchenberg3, Moisés Cohen4, Eduardo Barros Puertas5
Rev Bras Ortop. 2010;45(1):79-83
RESUMO
Objetivo: Determinar a presença de espondilólise e espondilolistese em atletas de ginástica artística feminina e correlacionar com dor lombar, história de trauma e carga de treinamento. Método: Avaliação voluntária de 18 atletas de ginástica olímpica em nível competitivo de oito a 17 anos, com média de 11,3 anos. As ginastas responderam a um questionário em relação às suas atividades esportivas e foram submetidas a exame clínico e radiográfico da coluna lombar. Resultados: A análise das radiografias foi realizada por ortopedistas especialistas em cirurgia de coluna vertebral, obtendo prevalência de 5,56% para espondilólise e não havendo casos de espondilolistese. Conclusão: A incidência das alterações radiográficas identificadas é semelhante à relatada na literatura para indivíduos não atletas e a lombalgia apontada pelas atletas não apresentou relação direta com a espondilólise ou espondilolistese. Descritores - Ginástica; Coluna vertebral; Lombalgia; Espondilólise; Espondilolistese.
ABSTRACT
ABSTRACT Objective: To determine the incidence of spondylolysis and spondylolisthesis among female gymnasts, and to correlate these with lumbar pain, history of trauma and training load. Method: Eighteen competitive-level Olympic-style gymnasts aged 8-17 years, with an average age of 11.3 years, were evaluated on a voluntary basis. The gymnasts answered a questionnaire about their sports activities and underwent a clinical examination and lumbar spine radiography. Results: The radiographs were analyzed by orthopedists specializing in surgery of the vertebral column. The prevalence of spondylolysis was 5.56%, while no cases of spondylolisthesis were found. Conclusion: The incidence of the radiographic abnormalities identified was similar to what has been reported in the literature for non-athletic individuals, and the lumbalgia reported by these athletes did not show any direct relationship with spondylolysis and spondylolisthesis. Keywords - Gymnastics; Spine; Lumbalgia; Spondylolysis; Spondylolisthesis
1 - Médico Residente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina-Unifesp, São Paulo, Brasil.
2 - Médico Assistente do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina-Unifesp, São Paulo, Brasil.
3 - Médico Assistente do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola paulista de Medicina-Unifesp, São Paulo, Brasil.
4 - Livre-docente, Professor Adjunto e Chefe do Cento de Traumatologia do Esporte do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina-Unifesp, São Paulo, Brasil.
5 - Livre-docente, Professor Associado e Chefe do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina-Unifesp, São Paulo, Brasil. Trabalho realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital São Paulo, Escola Paulista de Medicina - Unifesp. Correspondência: Rua Galleazzo Alessi, 70, ap. 81 - 04305-050 - São Paulo. E-mail: rmohriak@yahoo.com
"A ginástica olímpica é um esporte que congrega a arte da dança, a velocidade dos esportes radicais, a agilidade dos saltos ornamentais e a flexibilidade do balé"(1). As provas oficiais de ginástica olímpica (artística) diferem em relação ao sexo. No masculino existem seis provas (salto sobre o cavalo, exercícios de solo, cavalo com alça, argolas, barras paralelas, e barra fixa), enquanto que, no feminino, são quatro (salto sobre o cavalo, trave de equilíbrio, exercícios de solo e barras assimétricas).
O risco de lesão na prática desse esporte é o dobro do de qualquer outro esporte feminino se desconsiderarmos a gravidade do incidente(2-4). A coluna vertebral responde por 17,2% do total de lesões na ginástica olímpica, correspondendo à segunda sede mais frequente de acidentes(3-7). A espondilólise compromete 11% das ginastas do sexo feminino, local mais frequente é a quinta vértebra lombar e é caracterizada pela presença de dores lombares que pioram com a corrida e a queda e melhoram com o repouso e a flexão do tronco(1,8-10). No exame físico dessas pacientes detectam-se hiperlordose lombar e encurtamento da musculatura posterior da coxa(1,9).
O mecanismo de lesão mais frequente é a hiperextensão em geral causada pelo impacto contra o solo na saída dos aparelhos ou mecanismo de torções durante os exercícios, tais como os movimentos em parafuso(9,10). Outros fatores predisponentes da dor lombar são a hiperlordose e os desequilíbrios musculares(10). Dentre as causas de lombalgia em atletas, a espondilólise e a espondilolistese são comuns.
Nos atletas adolescentes a espondilólise é responsável por 47% das dores lombares enquanto que nos adultos 5%(11). Por outro lado, a lombalgia é o principal sintoma da espondilólise embora em muitos casos ela seja diagnosticada como achado ocasional nos exames de imagens(1,4,9,12). Em atletas competitivos a incidência de lombalgia pode chegar a 100%(9). Entre atletas olímpicos, encontraram-se 63% de ginastas com alterações constatáveis ao exame de ressonância magnética(4), comprovando-se que, quanto mais longo e exaustivo o treinamento, maior será a sobrecarga na coluna vertebral que resultará em lesão nesse segmento(4,6-9,12,13). O objetivo deste trabalho é determinar a incidência de espondilólise e espondilolistese em atletas de ginástica artística feminina e sua correlação com dor lombar, história de trauma e carga de treinamento.
MÉTODOS
Avaliação voluntária de 18 atletas femininas de ginástica olímpica em nível competitivo de oito a 17 anos, provenientes da equipe do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), utilizando-se como critério de inclusão:
Ser praticante de ginástica olímpica regular há pelo menos um ano.
Apresentar boa saúde física e mental.
Ter entre oito e 17 anos de idade no momento da pesquisa.
Ser voluntária.
Ter um responsável legal informado, lido, concordado e assinado o termo de consentimento livre e esclarecido.
Os critérios de exclusão foram:
Apresentar no momento do exame processo infeccioso ou tumoral agudo.
Ter história de cirurgia recente.
Apresentar história de hipertensão arterial sistêmica não controlada.
Ter histórico de distúrbios neurológicos sistêmicos e/ou convulsões.
Apresentar no dia do exame frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto ou pressão arterial acima de 160 x 100mmHg, em repouso.
Em todas as atletas foram realizados anamnese e exame físico dirigidos, investigando queixas lombares e alterações desse segmento ao exame clínico, seguidos do preenchimento de um questionário sobre suas atividades esportivas e eventuais lesões em decorrência do treinamento. Em seguida, as atletas foram submetidas à avaliação radiográfica nas incidências posteroanterior e perfil de coluna toracolombossacra em posição ortostática com aparelho de radiografia Siemens® ajustado para o potencial de 70KV. Os exames radiológicos foram avaliados num primeiro momento por ortopedistas especialistas em cirurgia de coluna vertebral, os quais não tiveram contato algum com as atletas. A seguir confrontaram- se os dados da história clínica de cada atleta com os achados radiográficos.
RESULTADOS
A idade media das atletas foi de 11,38 anos (oito a 17 anos) e o índice de massa corpórea (IMC) de 16,84 em média. A investigação do padrão de dominância dos membros apresentado revelou 14 atletas destras (77,77%), três ambidestras (16,6%) e uma canhota (5,5%) (Tabela 1).

Quanto à intensidade do treinamento, as ginastas treinaram em média 27,77 horas por semana; 13 atletas (72,22%) dedicam-se aos quatro aparelhos da modalidade, três (16,66%) restringiam o treinamento aos exercícios de solo, barra e trave; uma atleta (5,5%) dedica-se aos exercícios de barra assimétrica e trave de equilíbrio e uma (5,5%) atleta atém-se só aos exercícios de solo. As atletas que treinam um número inferior de horas por semana o fazem devido a lesões e tratamentos fisioterápicos realizados no horário do treino dentro do mesmo complexo esportivo.
O tempo de dedicação ao esporte competitivo variou de um a oito anos, média de 4,27 anos (Tabela 2). A saúde geral de 14 (77,77%) das atletas da amostra é excelente. Uma atleta (5,5%) possui o quadro de sinusite alérgica controlado com medidas gerais. As três ginastas (16,6%) restantes possuíam agravos à saúde que necessitam uso de medicação de uso contínuo. Porém, o uso da medicação não interferiu na qualidade de treinamento dessas atletas. A pesquisa de antecedentes mórbidos pessoais indicou 15 atletas (83,33%) isentas de procedimentos cirúrgicos prévios.
Duas atletas (11,1%) foram submetidas à herniorrafia umbilical na primeira infância e uma atleta (5,5%) sofreu fratura fechada de cotovelo esquerdo em 2005 que necessitou de procedimento cirúrgico. No questionário específico sobre condições físicas relacionadas com o treinamento, 15 atletas referiram dores limitantes em diferentes locais, frequências e intensidades. Às questões com relação à presença de dores, independente da localização, nove atletas (50%) referiram dores em todos os treinos; quatro (22,22%), dores frequentes; duas (11,11%), dores ocasionais; e três (16,66%) negam prejuízos no treinamento devido à dor (Tabela 3). Entendemos por "sempre" uma periodicidade de quatro ou cinco episódios de dor a cada semana; "frequente" refere-se ao aparecimento de episódio doloroso entre duas e três vezes por semana; "ocasional" ou "às vezes", quando a dor se dá cerca de uma vez por semana; quando a atleta relata dor com a frequência de uma vez ao mês foi denominado "raramente" e "desprezível" quando a aponta episódios pontuais de dor.
Quando especificada a região lombar como sede de dor limitante, três ginastas (16,66%) referiram dor em todos os treinos, três atletas (16,66%) com dores frequentes, cinco ginastas (27,77%) relataram dor lombar ocasional, quatro (22,22%) referiram dor lombar em raras ocasiões e três (16,66%) não apontaram a coluna como sede importante de dor (Tabela 3).

Ao se relacionar o aparecimento da dor com o período de treinamento, em 13 (72,22%) casos o pico da dor ocorreu durante o treinamento, duas atletas (11,1%) disseram sentir dor logo após o treino e três atletas (16,66%) não relacionaram o aparecimento da dor com o treinamento imediato (Tabela 4). A intensidade da dor é um parâmetro muito subjetivo. Para fim de estudo comparativo usou-se o número de competições esportivas das quais as atletas deixaram de participar devido a dores.
Os resultados revelaram que 12 ginastas (66,66%) nunca deixaram de competir devido às dores e lesões decorrentes de treinamentos. Em contraposição, três atletas (16,66%) deixaram de participar de um campeonato importante devido à dor. Uma atleta (5,5%), pelo quadro álgico, deixou de comparecer à sua apresentação em duas ocasiões, outra (5,5%) deixou de participar de cinco competições e, por fim, uma atleta (5,5%) absteve-se inúmeras vezes de eventos esportivos devido à dor relacionada com treinamento e lesões esportivas de pequena complexidade (Tabela 4).

A seguir, foi realizada avaliação radiográfica das atletas com ênfase na determinação dos parâmetros anatômicos e patológicos, resumidos na Tabela 5. O ângulo de lordose no exame radiográfico variou de 10° a 40°, média de 23°83' pelo método de Cobb (linha tangente ao platô superior de L1 e linha inferior da superfície articular de L5; ângulo de lordose é igual ao ângulo formado pelo cruzamento das perpendiculares dessas linhas). O ângulo sacral situou-se entre 20° e 55°, com média de 37°33'. A incidência sacral esteve dentro de 5° a 32° (média: 22°50').
A obtenção dessa medida foi feita a partir de uma linha tangente à borda posterior do sacro em cruzamento com uma linha perpendicular ao solo. Outro fato anatômico relevante identificado nas radiografias foi a incidência de espinha bífida. No total, oito (44,45%) casos radiograficamente foram apontados, sendo sete (38,88%) em S1 e um (44,4%) em L5. A pesquisa para espondilólise resultou no encontro de um caso (5,5%) na 5ª vértebra lombar (Figura 1).


DISCUSSÃO
Tendo em vista que a lombalgia é a principal queixa de consulta ao ortopedista geral, é importante conhecer a sua etiologia. Com importante prevalência dentre essas causas, estão a espondilólise e a espondilolistese(4,9,10,11). O sintoma prevalente de ambas é a dor lombar, sendo pior com as atividades físicas, hiperextensão lombar e após tempo prolongado na mesma posição.
Pode haver irradiação para nádegas e região posterolateral da coxa, parestesia, claudicação e sintomas compressivos radicular ou até mesmo medular(10). Estudos da literatura mostram prevalência de 4,4% a 5% para espondilólise em crianças de idade escolar, chegando a 6% em torno dos 14 anos e 7,2% em adultos(14,15). Constatou-se, ainda, maior prevalência no sexo masculino bem como nos esquimós do Alasca, e menor em negros(16).
Entre os fatores etiológicos, sabese que a hereditariedade é determinante, assim como o crescimento(2). A presença de traumatismo é considerado fator causal, o mesmo ocorrendo com microlesões de repetição(12). Conforme sugerido na literatura, uma possível causa de espondilólise é fratura por estresse da pars interarticularis devido a microtraumas, algo que faria pressupor o aumento na prevalência em certos esportes que geram hiperextensão e, por conseguinte, contato da borda caudal da faceta articular inferior com a pars(9,11).
Dentre os esportes em questão citam-se os praticantes de levantamento de peso, jogadores de futebol, mergulhadores, bailarinas e ginastas(6,10). Os exames radiográficos foram analisados por ortopedistas especialistas em cirurgias de coluna, obtendo prevalência de 5,56% para espondilólise e não havendo casos de espondilolistese. Não foi observada, portanto, diferença entre a prevalência em ginastas e na população geral. Apesar de ser uma amostra pequena, o resultado obtido sugere não haver relação direta entre ginástica olímpica e espondilólise ou espondilolistese.
Uma das possíveis causas para a ausência de lise e listese na coluna vertebral das ginastas é que, apesar da sobrecarga de hiperextensão e carga, o condicionamento muscular acima dos padrões habituais em alongamento e flexibilidade compensaria o estresse sofrido. No caso específico da listese, o fortalecimento muscular oriundo do próprio esporte e as sessões de alongamento às quais as atletas são submetidas preveniram sua ocorrência. Já em se tratando de espondilólise, o balanço entre fator causal e prevenção traz a prevalência para próxima da população não desportista.
Em vista do analisado, pressupõe-se que a ginástica olímpica não predispõe a lise ou listese da coluna toracolombossacra. Isso despertaria dúvidas quanto à sua ocorrência em outros esportes que apresentam hiperextensão e motiva a realizar estudos semelhantes em atletas de outras especialidades, como mergulho, levantamento de peso, paraquedismo e futebol americano. É notório que devemos procurar outras causas de lombalgia nas atletas, bem como jamais poderemos negligenciar a preparação física em relação à preparação técnica, já que ela parece ser um fator decisivo na prevenção de lesões anatômicas na coluna lombar.
CONCLUSÕES
Concluímos que a incidência de espondilólise e espondilolistese foi pequena, na amostra, quando comparada com a literatura, e que não apresentou relação com a presença de dor lombar nas atletas que praticam ginástica artística. Os ângulos sacrais, da incidência sacral e da lordose lombar não apresentaram correlação com a presença de sintomas de dor ou espondilolistese. Convém salientar que o estudo apresenta uma amostra pequena de atletas, porém, a incidência de lesão aproxima- se da ocorrência em pacientes não atletas relatada na literatura.
1. Cohen M, Abdalla R J. Ginástica olímpica. In: Lesões nos esportes. Diagnóstico prevenção e tratamento. São Paulo: Revinter; 2002. p.776-84.
2. Garcés GL, González-Montoro I, Rasines J L, Santoja F. Early diagnosis of stress facture of the lumbar spine in athletes. Int Orthop. 1999;23(4):213-5.
3. Kolt GS, Kirkby RJ. Epidemiology of injury in elite and subelite female gymnasts: a comparison of retrospective and prospective findings. Br J Sports Med. 1999;33(5):312-8.
4. Tertti M, Paajanen H, Kujala UM, Alanen A, Salmi TT, Kormano M. Disc degeneration in young gymnasts. A magnetic resonance imaging study. Am J Sports Med. 1990;18(2):206-8.
5. Dixon M, Fricker P. Injuries to elite gymnasts over 10 yr. Med Sci Sports Exerc. 1993;25(12):1322-9.
6. Garrick James G, Requa Ralph K. Epidemiology of women's gymnastics injuries. Am J Sports Med. 1980;8(4):261-4.
7. Pettrone FA, Ricciardelli E. Gymnastic injuries: the Virginia experience 1982- 1983. Am J Sports Med. 1987;15(1):59-62.
8. Snook GA. Injuries in women's gimnastics. Am J Sports Med. 1979;7(4):242-4.
9. Bozdech Z, Dufek P. Spondylolisthesis in young gymnasts. Acta Univ Carol Med (Praha). 1986;32(5-6):405-9.
10. Ibarra AG, Miñarro PAL. Espondilolisis y espondilolistesis en la práctica físicodeportiva. Revista digital- Buenos Aires [periódico na internet] 2003 [citado Jan 2003; 8(56)]. Disponível em http://efdeortes.com/.
11. Cassidy RC, Shaffer WO, Johnson DL. Spondylolysis and spondylolisthesis in the athlete. Orthopedics. 2005;28(11):1331-3.
12. Standaert CJ. Spondylolysis in the adolescent athlete. Clin J Sports Med. 2002;12(2):119-22.
13. Lowry C Benton, Leveau Barney F. A retrospective study of gymnastics injuries to competitors and noncompetitors in private clubs. Am J Sports Med. 1982;10(4):237-9.
14. Baker DR, McHollick W. Spondylolysis and spondylolisthesis in children. J Bone Joint Surg Am. 1978;38:933-4.
15. Frederickson BE, Baker D, McHolick WJ, Hansen AY, Luubicky JP. The natural history of spondylolysis and spondylolistesis. J Bone Joint Surg 1984;66(5):699-707.
16. Stewart TD. The age incidence of neural arch defects in Alaska natives, considered from standpoint of etiology. J Bone Joint Surg Am. 1953; 35(4):935-50.
Recebido em
Janeiro de 1 de 1.
Revisado em
Janeiro de 1 de 1.
Aceito em
Janeiro de 1 de 1.
-
Ler em inglês
-
Português PDF
-
English PDF
-
Imprimir
-
Enviar este artigo por email
-
Como citar este artigo
-
Enviar um comentário
-
Mendeley
-
Pocket
-
Compartilhar no Facebook
-
Compartilhar no Twitter
-
Artigos Relacionados
Aguarde, carregando...
