SÉRGIO AFONSO HENNEMANN; WALTER SCHUMACHER
Rev Bras Ortop. 1994;29(3):- - Artigo Original
Os autores realizaram ampla revisão do assunto hérnia de disco lombar e juntamente com sua experiência pessoal trazem conceitos atuais no que diz respeito a clínica, à fisiopatogenia e a investigação diagnóstica quanto à radiologia, mielografia, tomografia computadorizada com e sem contraste, ressonância magnética com e sem contraste, discografia, tomografia computadorizada associada a discografia e ao eletrodiagnóstico. Apresentam dados atuais sobre o tratamento conservador e cirúrgico no que se refere à cirurgia convencional, a microcirurgia, a discectomia percutânea e a quimionucleólise.
EDUARDO B. PUERTAS, JAMIL NATOUR, ARTUR R. FERNANDES, ROGÉRIO K. PICADA, OSVALDO G.N. PIRES
Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
Os autores relatam caso de lipomatose epidural e pretendem alertar para a necessidade de pensar nesta patologia como diagnóstico diferencial nos casos de pacientes com sintomatologia de compressão medular, concomitantemente com dor nas costas, com ou sem radiculopatia, e que tenham feito uso de corticóide, mesmo em baixas doses. Esta é uma patologia rara, apresentando poucos ca-sos descritos na literatura mundial.
HUMBERTO P.C. ALBUQUERQUE; PAULO CÉZAR VIDAL
Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
A trombose venosa profunda resulta de processo de hipercoagulação sistêmica, em associação com uma estase venosa local, decorrente quase sempre de redução da atividade física do paciente. As estatísticas demonstram que ela é responsável por número elevado de mortes súbitas que ocorrem no pós-opera-tório imediato, por embolia pulmonar, na maioria das vezes não diagnosticada, além de graves lesões que se manifestam tardiamente. É a causa principal da morbidade e da mortalidade nas fraturas do colo do fêmur(7,21). Estudos demonstram que 10% morrem no primeiro mês após a fratura e 25% após (11,28). A metade das mortes que ocorrem no pós-ope-ratório imediato resultam de complicações trombembólicas, principalmente da embolia pulmonar e do infarto do miocárdio. Acidentes não fatais ocorrem em torno de 5 a 10% dos pacientes, enquanto um terço desenvolve trombose venosa profunda(7). Por apresentar quase sempre uma sintomatologia escassa, não é diagnosticada em tempo hábil, aumentando dessa maneira a mortalidade por complicações pulmonares. A trombose venosa profunda, na maioria das vezes, tem origem nas grandes veias profundas da perna e em segundo plano na veia femoral, mais freqüentemente secundária a uma estase venosa. Os êmbolos pulmonares podem ser originados de diversas fontes, tais como de gordura e de medula óssea. A estase venosa pode ocorrer durante a anestesia, na fase de indução e mesmo durante a cirurgia(5). É um dos mais importantes fatores patogênicos, ao lado do estresse cirúrgico. Os fatores de risco da doença trombembólica são: 1) imobilidade; 2) neoplasias; 3) varizes dos membros inferiores; 4) idade; 5) sexo; 6) obesidade; 7) traumatismo; 8) insuficiência cardíaca em tratamento com diuréticos; 9) contraceptivos orais; 10) distúrbios congênitos com deficiência da ATIII ou da proteína C. A lesão do endotélio das grandes veias pode ocorrer durante a cirurgia e também ser considerada como um fator desencadeante(19). São esses grandes fatores de risco que justificam o emprego de medidas profiláticas: medicamentosas, mecânicas ou associadas. Há, sem dúvida alguma, uma relação direta entre os trombos formados nos vasos profundos e a ocorrência da embolia pulmonar, embora em certas situações possa ocorrer EP sem TVP. Kakkar et al.(10) já comprovaram que grande parte dos trombos que se desenvolvem durante o ato cirúrgico se dissolvem nas primeiras 72 horas. Os demais que não sofrem o processo de lise fisiológico poderão atuar de maneira nociva, provocando obliteração total ou parcial das veias, com comprometimento de suas válvulas, que se tornam insuficientes(22). Como decorrência natural dessa insuficiência, surgirão com o tempo edema crônico, varizes e úlceras varicosas. A síndrome da TVP aparece sempre nos primeiros dias após o ato cirúrgico, com incidência que pode variar entre 17% e 56%(14). Com o decorrer dos dias a incidência vai-se reduzindo e a partir do nono dia o risco de TVP é mínimo. De acordo com alguns autores, o pico ocorre no quarto dia do pós-operatório(24). Mesmo as-sim, tem sido observada, embora com pouca freqüência, até o 17º dia, na região da panturrilha. A incidência na prótese total do quadril da EP oscila em torno de 6%(6). O risco de embolismo poderá persistir até a quarta semana. Esse quadro poderá ser inteiramente modificado com a utilização de medidas profiláticas: heparina subcutânea(8), compressão pneumática intermitente das panturrilhas(24). A incidência de complicações trombembólicas pode variar de hospital para hospital, de acordo com o tipo de população que atende, na razão de fatores considerados como de risco.
HUMBERTO PAULO C. DE ALBUQUERQUE; PAULO CÉZAR VIDAL
Rev Bras Ortop. 1995;30(4):- - Artigo Original
A prótese total do quadril é procedimento de alta complexidade, que tem como objetivos fundamentais eliminar a dor, corrigir a deformidade e restituir a função articular. Charnley (1961), com a publicação de seu trabalho, estabeleceu os fundamentos básicos, quando desenvolveu uma artroplastia com um componente femoral de metal e um componente acetabular de politetrafluoretileno, fixados ao tecido ósseo com o metilmetacrilato.
TARCÍSIO E. P. BARROS FILHO; REGINALDO PERILO OLIVEIRA; NILSON RODNEI RODRIGUES; MÁRIO A. TARICCO
Rev Bras Ortop. 1993;28(3):- - Artigo Original
São apresentados cinco casos de hérnia de disco torácica em pacientes do sexo masculino, com idade média de 41 anos, variando de 35 a 54 anos. Todos os pacientes apresentavam déficit neurológico, sendo submetidos a discectomia anterior. Foram observados três bons resultados, um regular e um mau. Os autores alertam para a importância de se realizar diagnóstico precoce nesses casos, para que se evite o desenvolvimento de mielopatia.
Rafael de Paiva Oliveira; Vinícius Gonçalves Coimbra; Yuri Lubiana Chisté; José Lucas Batista Junior; Charbel Jacob Juinior; Igor Machado Cardoso; Rodrigo Rezende
Rev Bras Ortop. 2014;49(2):189-193 - Artigo Original
Objetivo: avaliar o equilíbrio espinopélvico, por meio da incidência pélvica, do declive sacral e da versão pélvica, em pacientes portadores de hérnias discais lombares submetidos a tratamento cirúrgico. Métodos: foram avaliados 30 pacientes do Serviço de Coluna Vertebral do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória e do Vila Velha Hospital, por meio da aferição do equilíbrio espinopélvico, obtido pela mensuração dos ângulos da versão pélvica, do declive sacral e da incidência pélvica, com suas respectivas médias, nas radiografias simples lombopélvicas, tipo perfil, que englobaram, obrigatoriamente, coluna lombar, sacro e terço proximal do fêmur. Resultados: a medida do equilíbrio espinopélvico, obtida pela média dos ângulos na população estudada da incidência pélvica, do declive sacral e da versão pélvica, foi de 45?, 36,9? e 8,1?, respectivamente. O intervalo de confiança da média da incidência pélvica entre 41,9 - 48,1 (95% IC) contém o valor de referência que a caracteriza como baixa, para uma população assintomática, o que confirma que a amostra foi extraída de uma população com essa característica. Conclusão: nos pacientes portadores de hérnia discal lombar submetidos a tratamento cirúrgico foi encontrado, em média, um equilíbrio espinopélvico com incidência pélvica abaixo do encontrado na literatura para uma população assintomática. Descritores - Deslocamento do disco intervertebral Coluna vertebral Disco intervertebral
LUIZ ROBERTO STIGLER MARCZYK; JOÃO LUIZ ELLERA GOMES
Rev Bras Ortop. 2000;35(8):- - Atualização
Problemas na articulação femoropatelar são bastante comuns na prática diária da traumatologia e ortopedia, sendo a queixa de dor e instabilidade os principais sintomas que os pacientes referem. O presente trabalho de revisão tem como objetivo mostrar os avanços adquiridos pela especialidade na última década e correla-cioná-los com os conhecimentos prévios, tanto na área de diagnóstico, como no planejamento estratégico, na execução do procedimento e na avaliação dos resultados, buscando um consenso atualizado no tratamento das instabilidades femoropatelares. Tenta dar uma visão mais atual da terapêutica dessa patologia.
Rodrigo Rezende; Charbel Jacob Júnior; Camila Kill da Silva; Igor de Barcellos Zanon; Igor Machado Cardoso; José Lucas Batista Júnior
Rev Bras Ortop. 2015;50(2):220-225 - Artigo Original
Objetivo: comparar a técnica de bloqueio interlaminar com a de bloqueio transforaminal,quanto ao quadro álgico e à presença ou não de complicações.Método: estudo prospectivo, de caráter descritivo e comparativo, duplo-cego e randomizado,em que são sujeitos 40 pacientes, de ambos os sexos, portadores de lombociatalgia porhérnia de disco, do tipo centro-lateral ou foraminal, sem resposta a 20 sessões de fisioterapiae sem instabilidade, diagnosticada em exame de radiografia dinâmica. O tipo de bloqueio,transforaminal (grupo 1) ou interlaminar (grupo 2), a ser feito foi determinado por meio desorteio e constituiu 20 pacientes do grupo 1 e 20 do grupo 2.Resultados: foram avaliados 40 pacientes, 17 do sexo masculino, média de 49 anos, nos quaishouve melhoria significativa do quadro álgico em todos os submetidos ao bloqueio radicularem ambas as técnicas, embora a técnica transforaminal apresentasse melhores resultadosquando comparada com a interlaminar.Conclusão: ambas as técnicas são eficazes no alívio da dor e apresentam baixa taxa decomplicação, mas a transforaminal foi mais eficaz do que a interlaminar.
Luis Roberto Vialle; Emiliano Neves Vialle; Juan Esteban Suárez Henao; Gustavo Giraldo
Rev Bras Ortop. 2010;45(1):17-22 - Atualização
A hérnia discal lombar é o diagnóstico mais comum dentre as alterações degenerativas da coluna lombar (acomete 2 a 3% da população) e a principal causa de cirurgia de coluna na população adulta. O quadro clínico típico inclui lombalgia inicial, seguida de lombociatalgia e, finalmente, de dor ciática pura. A história natural da hérnia de disco é de resolução rápida dos sintomas (quatro a seis semanas). O tratamento inicial deve ser conservador, com manejo medicamentoso e fisioterápico, podendo ser acompanhado ou não por bloqueios percutâneos radiculares. O tratamento cirúrgico está indicado na falha do controle da dor, déficit motor maior que grau 3, dor radicular associada à estenose óssea foraminal ou síndrome de cauda equina, sendo esta última uma emergência médica. Uma técnica cirúrgica refinada, com remoção do fragmento extruso, e preservação do ligamento amarelo, resolve a sintomatologia da ciática e reduz a possibilidade de recidiva em longo prazo. Descritores - Hérnia discal lombar; Ligamento amarelo; Ciática; Tratamento cirúrgico.
Jitendra Parmar; Yash Gulati; Maulik Vora; Bhupesh Patel; Chander Mohan
Rev Bras Ortop. 2018;53(6):681-686 - Artigo Original
OBJETIVOS: A ressonância magnética provou ser uma ferramenta valiosa na avaliação das anormalidades do disco. Dois tipos de extrusão de disco podem ser descritos de acordo com a direção do disco herniado: lateral e axilar. A hérnia de disco axilar é definida quando o fragmento do disco extruso encontra-se no recesso entre a borda lateral da cauda equina e medial às raízes do nervo, enquanto na hérnia lateral o disco posiciona-se lateralmente às raízes do nervo. A descrição do tipo de hérnia de disco é extremamente importante, pois a abordagem cirúrgica difere em cada tipo. Tanto quanto é do conhecimento dos autores, nenhum sinal definido foi descrito na literatura até o momento. Este estudo teve como objetivo abordar a precisão do sinal do beijo na RM no diagnóstico de herniação de disco axilar.
MÉTODOS: As RM de 72 pacientes submetidos à cirurgia da coluna vertebral foram avaliadas prospectivamente em relação à presença de hérnia de disco axilar por um radiologista sênior e cirurgião da coluna experiente com o sinal do beijo na RM. O sinal do beijo foi considerado positivo quando o material do disco herniado estava em contato direto com a lâmina e/ou ligamento amarelo em imagens axiais. Posteriormente, todas as cirurgias foram feitas por dois cirurgiões independentes e o tipo real de hérnia de disco foi documentado. A precisão dos resultados foi avaliada estatisticamente.
RESULTADOS: O sinal do beijo na RM apresentou 66,66% de sensibilidade, 92,59% de especificidade e 76,38% de precisão na detecção de hérnia de disco axilar com correlação significativa com os achados cirúrgicos.
CONCLUSÃO: O tipo de hérnia de disco é um parâmetro importante para a seleção de pacientes em diferentes abordagens cirúrgicas. O sinal do beijo na RM pode ser considerado uma ferramenta importante para o diagnóstico de hérnia de disco axilar devido à sua alta especificidade e precisão.
Palavras-chave: Deslocamento do disco; intervertebral; Ressonância magnética; Coluna/cirurgia
ANDRÉ LUIZ DE SOUZA GRAVA; LUIZ FERNANDO FERRARI; CARLOS AMÍLCAR PARADA; HELTON L. A. DEFINO
Rev Bras Ortop. 2008;43(4):116-125 - Artigo Original
Objetivo: Apresentar um modelo experimental de hérnia de disco e sua validação para estudo da hiperalgesia mecânica e térmica produzidas pelo contato do núcleo pulposo (NP) com as estruturas nervosas envolvidas nessa afecção. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar, sendo o NP autólogo retirado da região sacrococcígea e depositado sobre a dura-máter, raiz nervosa ou gânglios das raízes dorsais L4, L5 ou L6. Os experimentos foram divididos em quatro etapas: 1a) determinação da estrutura nervosa mais sensível ao contato com o NP; 2a) identificação do melhor nível lombar para a indução da hiperalgesia; 3a) determinação da ausência de lesão motora; e 4a) determinação da influência do procedimento cirúrgico no desenvolvimento do processo inflamatório. A hiperalgesia foi avaliada nos testes de von Frey eletrônico e de Hargreaves e a função motora, pelo teste de rota-rod. Resultados: O NP induziu hiperalgesia de maior intensidade na pata quando em contato com o gânglio da raiz dorsal (GRD) do que em contato com a dura-máter ou a raiz nervosa. Quando em contato com o GRD-L5, o NP induziu hiperalgesia ainda maior que a induzida pelo contato com os GRDs L4 e L6. Não foram observadas lesão motora e influência do processo inflamatório cirúrgico sobre a hiperalgesia. Conclusão: O GRD é a estrutura mais sensível aos componentes do NP para a produção da hiperalgesia, sendo o quinto nível lombar o que apresentou maior alteração nas sensibilidades mecânica e térmica avaliadas na pata dos animais, de acordo com os métodos utilizados.Descritores - Coluna vertebral; Disco intervertebral; Dor lombar; Hiperalgesia; Deslocamento do disco intervertebral; Ratos Wistar
Rev Bras Ortop. 2016;51(5):489-500 - Artigo de Revisão
Os autores fazem uma revisão ampla da literatura a respeito das lesões osteocondrais do tornozelo, com o intuito de expor os conceitos atuais sobre o tema, as opções de tratamento, as tendências e as perspectivas.
ISAAC S. ROTBANDE; MAX R.F. RAMOS
Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Atualização
Define-se por fixador externo um grupo de aparelhos, geralmente metálicos, que permitem manter a rigidez ou estabilidade da estrutura óssea, com a qual se põe em contato através de fios ou pinos de aplicação percutânea, confeccionados quase sempre de aço(1). Os componentes básicos de um fixador externo são os fios ou pinos de fixação, as hastes longitudinais de sustentação e os elementos de conexão entre os pinos ou fios e as hastes(2). Os fios e pinos variam de diâmetros de 1,5 a 6mm e devem ocupar menos de 1/3 do diâmetro ósseo. Podem ser lisos ou rosqueados e, em relação aos membros, transfixantes ou não(2). As hastes que formam o suporte longitudinal são lisas ou rosqueadas, maciças ou tubulares. Estas hastes podem ser contínuas, assim como articuladas ou telescópicas, o que facilita ajustes no alinhamento e dinamização axial(3). Os elementos de conexão entre os pinos e as hastes variam de simples conectores a plataformas ou anéis. Chao et al.(4), baseados na disposição geométrica da estrutura, distinguem seis tipos de configurações espaciais dos fixadores externos: unilateral, bilateral, triangular, semicircular, circular e em quadrilátero. Behrens e Johnson(5), em relação aos planos frontal e sagital, definem os fixadores como uniplanares e biplanares. Nestes termos, o fixador na disposição geométrica em quadrilátero seria uniplanar e o fixador triangular seria biplanar. Entende-se que os fixadores semicirculares e circulares podem, baseados na disposição espacial, variar de uniplanares a multiplanares(6-8). A estrutura e função de cada sistema de fixação externa dependem da forma de seus principais componentes(9). Os ortopedistas, baseados apenas nas conexões pino-hastes, distinguem três tipos de fixadores: os simples, os de plataforma e os de anéis. Os fixadores simples possuem conexões independentes entre cada pino e a haste longitudinal(2). Em certos tipos a instalação dos pinos pode variar, a critério do cirurgião, quanto à distância e ao ângulo entre eles, possibilitando desta forma a construção de diversas configurações espaciais. O fixador simples mais versátil, e também o mais utilizado, é o sistema tubular AO(9). Os sistemas de plataformas possuem um conjunto de pinos conectados à haste longitudinal através de uma sapata(2,4). Este tipo de fixador restringe a escolha da posição angular de cada pino e limita ao tamanho da sapata a distância entre eles, em cada segmento ósseo(2). No Brasil, os fixadores de plataformas mais utilizados são os de Hoffmann, J.R. Biomecânica, Cambras e Wagner(2,10-12). Já aqueles conhecidos como de anéis são compostos de hastes longitudinais e estruturas anelares, que podem ser completas (circulares) ou incompletas (semicirculares)(13). Os segmentos ósseos são fixados por fios finos transfixantes de 1,5 ou 1,8mm sob protensão, por pinos rígidos de vários diâmetros ou pelos chamados one half pins - pinos de grosso calibre que não transfixam o membro, mas tãosomente o osso. Neste tipo de sistema, a fixação de cada fio é feita em ângulo desejado, permitindo, também, que a distância entre os fios ou pinos, em cada segmento ósseo, varie a critério do ortopedista, possibilitando, assim, a construção de um ilimitado número de configurações espaciais(2,13,14). No Brasil, o fixador circular mais utilizado é o de Ilizarov(15). A indicação e a aplicação correta de um sistema de fixação externa dependem de três conceitos básicos: conhecimento anatômico da região(16), da fisiopatologia da lesão e conhecimento biomecânico do aparelho de fixação externa(8). Devem ser também consideradas a habilidade do cirurgião em manipular esses aparelhos e as características socioeconômicas e psicológicas do paciente.
RENE J. ABDALLA; MOISÉS COHEN; CARLOS GORIOS; JEFFERSON ROVEDA
Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
Os autores analisaram os resultados de 22 pacientes submetidos a release lateral de patela, como procedimento isolado, com seguimento médio de 52 meses. Assinalam duas indicações para o método: síndrome da compressão patelar lateral, com diagnóstico inequívoco e resistente a tratamento conservador, chamando a atenção para uma manobra clínica específica, e uma segunda indicação, em pacientes submetidos a cirurgias prévias com retração cicatricial lateral. Nas complicações, descrevem cinco casos de subluxação medial. Concluem que, a partir de um procedimento artroscópico criterioso, indicação e técnica cirúrgica precisa, associados a mobilização mediata, a liberação lateral conduziu a resultados satisfatórios em 66,6% dos pacientes.
Marcos Antonio Tebet
Rev Bras Ortop. 2014;49(1):3-12 - Atualização
Objetivo: O tratamento da espondilólise e da espondilolistese permanece um desafio para ortopedistas, neurocirurgiões e pediatras. Nas espondilolisteses, tem sido claramente demonstrado na última década que a morfologia sacro-pélvica está anormal e que isso pode estar associado a uma anormal orientação sacro-pélvica e também alterar o equilíbrio sagital global da coluna. Este artigo apresenta a classificação SDSG (Spinal Deformity Study Group) da espondilolistese lombossacral. As propostas de tratamento para a espondiolistese são dependentes do reconhecimento do tipo de deslizamento, equilíbrio sacro-pélvico e balanço sagital e de sua história natural. Apesar de haver diversos achados clínicos e radiográficos que são identificados como fatores de risco de progressão, os fatores primários ou secundários que causam a progressão permanecem obscuros. O tratamento conservador para espondilolistese ístmica do adulto apresenta bons resultados na maioria dos casos. Naquelesemque há falha do tratamento conservador, o resultado do tratamento cirúrgico também é bom, com melhoria significativa da função neurológica tanto quanto melhoria da dor lombar. Descritores - Espondilolistese Espondilólise/classificação Equilíbrio postural Radiografia panorâmica
Viviane Regina Hernandez Nunes; Charbel Jacob Júnior,; Igor Machado Cardoso; José Lucas Batista Júnior; Marcus Alexandre Novo Brazolino; Thiago Cardoso Maia
Rev Bras Ortop. 2016;51(6):662-666 - Artigo Original
Objetivos: Analisar e avaliar os resultados funcionais e clínicos em pacientes com pé torto congênito tratados pela técnica de Ponseti. Métodos: O estudo incluiu 31 pacientes diagnosticados com 51 pés tortos congênitos, tratados entre abril de 2006 a setembro de 2011 pela técnica de Ponseti. Os pacientes que não alcançaram a correção do estado equino com manipulação foram tratados com tenotomia do Aquiles. Uma transposição do tendão tibial anterior foi feita nos pacientes que mantiveram uma adução residual. Todos os gessos foram feitos por residentes e supervisionados pelos chefes de Tornozelo e Pé. A técnica foi aplicada sem a necessidade de fisioterapeutas ou técnicos de gesso. Os pacientes foram submetidos a exame antes e depois do tratamento e avaliados de acordo com a escala de Pirani. Resultados: Os pacientes do sexo masculino apresentaram um aumento de incidência e o lado direito foi o mais afetado, enquanto que o acometimento bilateral foi observado em 64,5% dos casos. A média de mudanças de gesso foi de 5,8 e a tenotomia do tendão de Aquiles foi necessária em 26 pacientes. Houve melhorias significativas das deformidades em 46 dos 51 dos pés tratados (90,2%), a escala de Pirani pontuou um avanço na média de 5,5 para 3,6 após o tratamento. Conclusão: O método de Ponseti foi eficaz nas avaliações funcionais e clínicas dos pacientes, com uma relevância estatística significante (p = 0,0001), com uma taxa de sucesso de 90,2% e um avanço na escala de Pirani de 65,5%.
Emiliano Vialle; Luiz Roberto Vialle; William Contreras; Chárbel Jacob Junior
Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Descrever a localização do gânglio da raiz dorsal em relação ao disco intervertebral,incluindo a zona "triangular"de segurança para cirurgia minimamente invasiva na colunalombar.Métodos: Oito cadáveres adultos foram dissecados bilateralmente, na região lombar, com aabordagem posterolateral, até exposição dos espaços L3L4 e L4L5 e se obtiveram medidasreferentes ao espaço entre o disco intervertebral, os pedículos cranial e caudal ao disco, otrajeto da raiz nervosa, o gânglio dorsal e o triângulo de segurança.Resultados: As medidas obtidas foram constantes, sem diferenças significativas entre níveisou lateralidade. O gânglio dorsal ocupou a borda lateral da zona triangular de segurança emtodos os espécimes analisados.Conclusão: A localização precisa do gânglio mostra que a margem de segurança para proce-dimentos minimamente invasivos é menor do que a apresentada nos estudos que envolvemapenas medidas da raiz nervosa, o que explica talvez a presença de dor neuropática apósalguns desses procedimentos.
JAGUARACY SILVA; ANTÔNIO OLÍMPIO MOURA COSTA; MARCUS THADEU VENÂNCIO SIMÕES; RAIMUNDO ROCHA NETO
Rev Bras Ortop. 1999;34(2):- - Artigo Original
Os autores analisam o resultado do tratamento de 45 casos de dor radicular na hérnia discal lombar, com o uso de betametasona por via peridural, tendo como base para isso um provável importante papel do processo inflamatório na ciatalgia da hérnia discal. O critério para admissão ao estudo foi a existência de dor com característica radicular, sinais clínicos de tensão da raiz e confirmação através de CT ou ressonância, da imagem de hérnia dis-cal. Os resultados foram classificados em excelentes (31,1%), bons (62,2%) e ruins (6,7%). A via utilizada foi a interlaminar lombar. Concluem ser o bloqueio peridural com betametasona um bom método de tratamento da dor radicular lombar.
MARCELO CAMARGO DE ASSIS; HORÁCIO PLOTKIN; FRANCIS H. GLORIEUX; CLAUDIO SANTILI
Rev Bras Ortop. 2002;37(8):- - Atualização
Os autores analisam de forma abrangente aspectos da osteogenesis imperfecta, dando ênfase às características clínicas, epidemiológicas, formas de classificação e tratamento da doença. Trata-se de uma atualização com novos conceitos sobre a afecção, tornando-se importante para o conhecimento não só de pediatras e ortopedistas como também de outros profissionais envolvidos com o problema. O artigo foi realizado conjuntamente entre o Departamento de Genética do Shriners Hospital for Children de Montreal e o Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sendo relatadas a experiência clínica do grupo de Montreal e a experiência cirúrgica do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
FLÁVIO FALOPPA; JOÃO CARLOS BELLOTI
Rev Bras Ortop. 2006;41(3):47-53 - Atualização
Objetivo: Atualização dos principais aspectos da osteoartrose. Foram incluídos os principais aspectos da patologia da cartilagem articular: epidemiologia, diagnóstico, prevenção e os tratamentos farmacológico, alternativos, por agentes físicos e fisitoterápicos. Métodos: Foram utilizadas, mediante busca eletrônica, as principais fontes de pesquisa, no período de 1966 a 2004: MEDLINE, EMBASE, LILACS e COCHRANE LIBRARY. Foram selecionadas as melhores evidências da literatura disponível, utilizandose preferencialmente os estudos de revisão sistemática e metanálise, estudos clínicos randomizados, estudos prospectivos e os estudos experimentais. Discussão: Os auto-res discutem os principais aspectos clínicos da osteoartrose e, baseados na experiência clínica e nas evidências encontradas, a melhor forma de abordagem da patologia.Descritores - Osteoartrite/terapia.