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Busca por: A locação do parafuso de interferência no túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior: estudo biomecânico em espécie*

A locação do parafuso de interferência no túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior: estudo biomecânico em espécie*

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ; MARCELO SARAGIOTTO; MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE; ALEXANDRE ESTEVÃO V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
A fixação do enxerto de tendão patelar no túnel femoral através do parafuso de interferência é hoje um dos métodos mais utilizados na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Neste estudo, foram testados doze joelhos de cadáveres simulando a reconstrução intra-ar-ticular desse ligamento, utilizando-se enxerto de tendão patelar. Foram comparadas a variação da distância de um fio de comportamento quase inelástico e de um enxerto fixado nas posições inferior e posterior no túnel femoral, no arco de flexão de 0º a 90º do joelho. Constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa quando comparados o fio com o enxerto fixado na posição inferior e desse com o fixado na posição posterior. No arco de flexão de 30º-60º, houve diferença significativa quando comparado o fio com o enxerto na posição posterior. Concluiu-se, dessa maneira, que a fixação do enxerto de tendão patelar pelo parafuso de interferência deve ser feito preferencialmente na posição inferior, por mais se aproximar do comportamento isométrico do LCA.

Avaliação radiológica do posicionamento do túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Luciano Rodrigo Peres; Matheus Silva Teixeira; Caetano Scalizi; Wolf Akl

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):397-403 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a inclinação e o comprimento dos túneis femorais em pacientes submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) pelas técnicas transtibial e anatômica.
MÉTODOS: Estudo observacional analítico em pacientes com lesão do LCA submetidos à reconstrução artroscópica pelas técnicas cirúrgicas transtibial e anatômica. No pós-operatório imediato foram feitos os exames de tomografia computadorizada (TC) e radiografia digital simples (RX) na incidência anteroposterior para avaliação da inclinação e do comprimento do túnel femoral.
RESULTADOS: Dos 42 pacientes analisados, 27 foram submetidos à reconstrução anatômica e 15 à reconstrução pela técnica transtibial. O ângulo de inclinação e o comprimento do túnel na técnica transtibial são sempre maiores do que na reconstrução anatômica. Os ângulos de inclinação na técnica transtibial foram 59,75º (53,9º-66,1º) no RX e 54,17º (43,5º-62,3º) na TC; na técnica anatômica, 42,91º (29,3-57,4º) no RX e 39,10º (23,8-50,6º) na TC. Em relação ao comprimento do túnel femoral, a técnica transtibial gera túneis mais longos. Em média 55,7 mm (40-70,2 mm) na técnica transtibial e 35,5 mm (24,5-47 mm) na anatômica. Não encontramos correlação estatisticamente significativa nos valores do comprimento versus inclinação do túnel, independentemente da técnica usada. Portanto, são variáveis independentes.
CONCLUSÃO: A técnica de reconstrução anatômica apresentou túneis femorais mais curtos e com ângulo de inclinação menor do que a técnica transtibial. A TC apresentou valores de inclinação do túnel menores do que o RX, independentemente da técnica cirúrgica.


Palavras-chave: Articulação do joelho; Ligamento cruzado anterior; Reconstrução do ligamento cruzado anterior; Radiografia; Tomografia computadorizada por raios X.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com tendões flexores quádruplos e parafusos de interferência metálicos*

JULIO CESAR GALI; MARCOS ANTONIO HARO ADAD; MAURÍCIO SANTE BETTIO MOD

Rev Bras Ortop. 2002;37(6):- - Artigo Original
Existem muitas técnicas de reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado anterior, utilizando diferentes tipos de enxertos e variados métodos de fixação. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto quádruplo de tendões dos músculos semitendíneo e grácil, fixado com parafuso de interferência metálico, em 64 casos, avaliados segundo o protocolo do International Knee Documentation Committee. A idade dos pacientes variou de 14 a 46 anos (média de 30,9) e o seguimento, entre 12 e 38 meses (média de 21,5). Na avaliação final, os joelhos de 93,6% dos pacientes foram graduados como normais ou próximos do normal. A técnica é mais uma opção para reconstrução do ligamento, a custo acessível.

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DO USO DA TÉCNICA TRANSPORTAL NA RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: RELAÇÃO ENTRE O TÚNEL FEMORAL, A ARTÉRIA GENICULAR LATERAL SUPERIOR E O EPICÔNDILO LATERAL DO CÔNDILO FEMORAL

Diego Costa Astur; Vinicius Aleluia; Ciro Veronese Santos; Gustavo Gonçalves Arliani; Ricardo Badra; Saulo Gomes Oliveira; Camila Cohen Kaleka; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):606-610 - Artigo Original
Objetivo: Definir zona de segurança para evitar possíveis complicações vasculares e ligamentares durante a reconstrução do ligamento cruzado anterior. Métodos: Reconstrução artroscópica com uso de técnica transportal e transtibial em joelhos de cadáver foi realizada seguida de dissecção e mensuração da distância entre o túnel femoral e a inserção proximal do ligamento colateral lateral e o túnel femoral e a artéria genicular lateral superior. Resultados: A mensuração das distâncias analisadas mostra uma aproximação maior do principal ramo da artéria genicular lateral superior e da inserção proximal do ligamento colateral lateral com o túnel femoral, realizado com a técnica transportal. Conclusão: Percebemos que o uso da técnica transportal para reconstrução artroscópica do LCA apresenta maior probabilidade de lesão da artéria genicular lateral e da inserção do ligamento colateral lateral, favorecendo complicações pós-cirúrgicas como instabilidade do joelho, osteonecrose do côndilo femoral lateral e ligamentização do enxerto. Descritores - Ligamento Cruzado Anterior; Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos; Artérias; Fêmur

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM DUPLO FEIXE UTILIZANDO OS TENDÕES DOS MÚSCULOS SEMITENDÍNEO E GRÁCIL: FIXAÇÃO COM DOIS PARAFUSOS DE INTERFERÊNCIA

Mario Carneiro; Ricardo Dizioli Navarro; Gilberto Yoshinobu Nakama; João Mauricio Barretto; Antonio Altenor Bessa de Queiroz; Marcus Vinicius Malheiro Luzo

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):441-445 - Nota Técnica
Procedimentos cirúrgicos de reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil têm sido descritos na última década. A maioria das técnicas descritas utiliza o dobro de material de síntese empregado na reconstrução com feixe único. Relatamos uma técnica original para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe, na qual mantemos as inserções tibiais dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e realizamos dois túneis tibiais e dois túneis femorais. Os túneis femorais são realizados "de fora para dentro" e a fixação do enxerto é realizada somente com dois parafusos de interferência. Descritores - Ligamento cruzado anterior; Traumatismos do joelho; Joelho.

Utilização do parafuso "Bone Mulch" na reconstrução do ligamento cruzado anterior com tendões dos músculos semitendinoso e grácil*

NILSON ROBERTO SEVERINO; OSMAR PEDRO ARBIX DE CAMARGO; TATSUO AIHARA; RICARDO DE PAULA LEITE CURY; VICTOR MARQUES DE OLIVEIRA; CELSO NISHIHARA

Rev Bras Ortop. 2001;36(3):- - Artigo Original
Os autores analisam técnica de fixação dos enxertos dos tendões retirados dos músculos semitendinoso e grácil, utilizando-se para tal o parafuso Bone Mulch, con-forme descrito por Howell(1). No período compreendido entre outubro de 1996 e julho de 2000, 230 pacientes (208 homens e 22 mulheres), com idade média de 30 anos, apresentando lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), foram submetidos à reconstrução com duplos tendões do semitendinoso e grácil utilizando-se a fixação proximal com Bone Mulch e distal com washer-Loc. São descritas as dificuldades encontradas no ato operatório, nas primeiras operações a não realização da sulcoplastia em 222 dos casos, as complicações, a reabilitação agressiva, os resultados obtidos até o momento e a avaliação com KT 1000 em 65 pacientes operados há pelo menos dois anos.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM TENDÕES FLEXORES E PARAFUSO TRANSVERSO DE GUIA RÍGIDO

Renato Luiz Bevilacqua de Castro; Sandor Dosa Acras

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):143-147 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste trabalho é analisar os resultados da reconstrução do LCA (ligamento cruzado anterior) com o uso dos tendões flexores quádruplos como enxerto e fixação ligamentar no fêmur com parafuso transverso de guia rígido e, na tíbia, parafuso esponjoso fixando uma arruela de fixação ligamentar. Métodos: Foram avaliados, no período de dezembro de 2002 a fevereiro de 2007, 173 joelhos, que foram operados e submetidos à reconstrução do LCA com a técnica proposta, sendo 166 masculinos e sete femininos. A idade média foi 30 anos (13 a 56 anos), e com tempo de seguimento médio de 30 meses (6-55 meses). Elaboramos três grupos que foram submetidos à escala de Lysholm: o grupo A, com seis meses de seguimento; o grupo B, com 12 meses de seguimento; e o grupo C, com 24 meses de seguimento. Resultados: Avaliamos os resultados, e os grupos A, B e C obtiveram 94, 95 e 95 pontos, respectivamente, na escala de Lysholm. Conclusões: A técnica cirúrgica se mostrou segura, de fácil execução, com bons resultados, baixa taxa de complicações e mantém seu resultado com o tempo estudado de 24 meses.Descritores - Joelho; Ligamento Cruzado Anterior; Artroscopia.

Comportamento isométrico na reconstrução do ligamento cruzado anterior após a confecção dos túneis ósseos femoral e tibial*

MÁRCIA UCHOA DE REZENDE; GABRIEL BENTO DE MELLO FILHO; MARCELO SARAGIOTTO; ALEXANDRE E. V. KOKRON; ALCYR ROZANTE SOTTO; GILBERTO LUIS CAMANHO; ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Os autores estudam a manutenção da isometricidade definida por fios-guias dos túneis tibial e femoral para reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e depois perfurados com broca de 10mm, em oito joelhos de cadáver humano. Um fio inelástico é passado pelos orifícios do fio-guia e um enxerto de tendão patelar, pelos túneis ósseos. É medida a excursão do fio e do enxerto num arco de movimento de 0 a 90 graus, mostrando os resultados que o deslocamento máximo do fio foi, em média, de 2,51 mm (máximo de 5mm), enquanto o do enxerto foi de 3,18 mm em média (máximo de 6mm). Não se verifica diferença estatística entre estes dois grupos no arco de movimento de 0 a 90° de flexão do joelho, enquanto entre 30 e 60° ocorre diferença significativa de deslocamento entre os pontos isométricos e os túneis. Os autores concluem que a confecção do túnel não compromete a isometricidade determinada pelo guia; que a maior distância entre os dois pontos isométricos e os dois túneis ocorre a 0° de flexão do joelho e a menor a 90°; que há diferença de comportamento no arco de 0 a 30° entre os dois grupos; e que a melhor posição para a fixação do enxerto e entre 20 e 30 graus.

Índice de fadiga do músculo quadríceps femoral em atletas de futebol após reconstrução do ligamento cruzado anterior

Maria Luzete Costa Cavalcante; Paulo Renan Lima Teixeira,; Tamara Cristina Silva Sousa; Pedro Olavo de Paula Lima; Rodrigo Ribeiro Oliveira

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):535-540 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar as características clínicas dos pacientes submetidos à distração osteogênica por falha óssea em hospital universitário. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, com amostra de conveniência, de 2000 a 2012, das características clínicas de pacientes tratados e submetidos à distração osteogênica (transporte ósseo) com uso de fixador externo circular tipo Ilizarov. Foram usados os testes de qui-quadrado, exato de Fisher e U de Mann-Whitney, com nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados: Foram 33 casos, 28 homens (84,8%). A idade mais frequente foi entre 21 e 40 anos. A maioria dos pacientes (57,6%) era da região metropolitana. O segmento mais afetado foi a perna (75,8%) e o lado foi o esquerdo (66,7%). A causa mais frequente foi a pseudoartrose infectada (75,8%). O tipo de transporte ósseo feito foi principalmente o bifocal (75,8% dos casos). A média de procedimentos prévios em outra instituição foi de 2,62 cirurgias (desvio padrão de 1,93) e a dos feitos após o início do tratamento foi de 1,89 cirurgia (desvio padrão de 1,29). O tempo de uso de fixador externo foi de 1,94 ano (desvio padrão de 1,34), com mínimo de um ano e máximo de seis. As quatro complicações mais encontradas foram infecção de base de pinos (57,6% dos casos), equino (30,3%), infecção profunda (24,2%) e encurtamento (21,2%). Conclusão: A necessidade de distração osteogênica por falhas ósseas foi mais frequente em adultos jovens, homens, na perna, com transporte bifocal, após múltiplas cirurgias prévias, com média de aproximadamente dois anos de tratamento e com várias complicações (as infecções foram as principais).

Anatomia descritiva da inserção femoral do ligamento cruzado anterior

Julio Cesar Gali; Danilo Bordini Camargo; Felipe Azevedo Mendes de Oliveira; Rafael Henrique Naves Pereira; Phelipe Augusto Cintra da Silva

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):421-426 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os aspectos morfológicos da inserção femoral do ligamento cruzado anterior (LCA) para definir suas características anatômicas e a localização de seu sítio de inserção, com a finalidade de verificar se essa inserção tem características individuais e para prover informações para o posicionamento adequado do túnel femoral na reconstrução anatômica do LCA.
MÉTODOS: Foram examinados 16 joelhos originados de amputações. Nesses, foram observados macroscopicamente o número de bandas e o formato das inserções ligamentares. Foram medidos, com um paquímetro digital, o comprimento e a espessura dessas inserções. As distâncias entre os limites do ligamento e a cartilagem articular e a medida da área de inserção ligamentar foram avaliadas com o software ImageJ.
RESULTADOS: A localização do sítio de inserção ligamentar do LCA no côndilo femoral lateral foi excêntrica, mais próxima da cartilagem condilar profunda. Em dez joelhos (62,5%) as inserções foram ovais; o comprimento médio das inserções foi de 16,4 mm, variou de 11,3 a 19,3 mm; a espessura variou de 7,85 a 11,23 mm (média de 9,62). A área média das inserções foi de 99,7 mm2, variou de 80,9 a 117,2 mm2. As distâncias médias entre os limites do ligamento até a cartilagem articular superficial, profunda e inferior foram, respectivamente, 9,77 ± 1,21; 2,60 ± 1,20 e 1,86 ± 1,15.
CONCLUSÃO: Houve uma diferença de 30% a 40% entre os resultados mínimo e máximo das mensurações do comprimento, da espessura e da área das inserções femorais do LCA, evidenciou uma variação individual importante. O sítio de inserção do LCA foi excêntrico, mais próximo da cartilagem articular profunda do côndilo femoral lateral.


Palavras-chave: Fêmur; Ligamento cruzado anterior; Anatomia; Procedimentos ortopédicos.

História das lesões meniscais na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

WILSON MELLO A. JR.; PAULO CESAR FERREIRA PENTEADO; ADRIANO MARCHETTO; ISMAEL FERNANDO DE CARVALHO FATARELLI; RUBENS LOMBARDI RODRIGUES; PAULO HENRIQUE CERQUEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(11/12):- - Atualização
Neste estudo retrospectivo os autores revisaram 166 prontuários de pacientes com instabilidade sintomática do joelho submetidos a reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior (LCA), com o objetivo de avaliar cronologicamente as lesões meniscais associadas à ruptura do LCA. A lesão meniscal esteve associada à lesão do LCA em 82% dos casos. A lesão isolada do menisco lateral (ML) ocorreu em 27 pacientes (16%) e do menisco medial (MM) em 55 (33%). A lesão dupla (ML + MM) ocorreu em 54 casos (33%) e 30 pacientes (18%) não apresentaram lesão meniscal. Os pacientes foram divididos em três grupos con-forme o tempo decorrido entre a lesão do LCA e a cirurgia de reconstrução: Grupo I (0 a 4 meses), Grupo II (4 meses a 5 anos) e Grupo III (mais de 5 anos). Observou-se que no Grupo I houve predomínio da lesão isolada do ML em relação a lesão dupla e do MM isolada. Nos Grupos II e III a lesão isolada mais encontrada foi a do MM, seguida da lesão dupla, e isolada do ML. Dos 166 pacientes, 139 romperam o LCA durante prática de esporte e o mecanismo de trauma mais comum foi o rotacional. Conclui-se que a lesão do ML foi mais freqüente nos quatro primeiros meses após a ruptura do LCA e que, quanto mais tardia a cirurgia de reconstrução, maior é a incidência de lesão meniscal, especialmente do MM.

Reconstrução anatômica do ligamento cruzado anterior: uma abordagem lógica

Julio Cesar Gali

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Nota Técnica
Descrevemos a abordagem cirúrgica que vimos usando nos últimos anos para a reconstruçãodo ligamento cruzado anterior (LCA) e destacamos a importância da visualização artroscó-pica pelo portal anteromedial e perfuração do túnel femoral por um portal anteromedialacessório, para que a reconstrução seja realmente anatômica. Essa via permite a observaçãodireta da inserção femoral do LCA na face medial do côndilo femoral lateral, não necessitade guias para a criação do túnel femoral anatômico, dispensa a necessidade de incisão noterço distal e lateral da coxa, como é inevitável quando a perfuração do túnel femoral é feitaoutside-in, e permite, também, a reconstrução do LCA com dupla banda.

Medidas peroperatórias na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

JOSÉ MÁRCIO G. DE SOUZA; MARCO TÚLIO L. CALDAS; LEONARDO C. ANTUNES; OSCAR NICOLAI PINHEIRO; TANIA CLARETE V. SAMPAIO

Rev Bras Ortop. 1998;33(11/12):- - Artigo Original
A fim de promover mais informações para decisões técnicas na reconstrução do LCA, os autores tomaram medidas peroperatórias da distância entre os orifícios intraarticulares dos túneis tibial e femoral e da parte tendinosa do enxerto do tendão patelar em 30 joelhos de pacientes que se submeteram a uma reconstrução. Discutem os valores e possíveis relações desses dados e sua importância em relação à isometricidade, local de implantação e fixação do enxerto.

Protocolo de reabilitação após reconstrução do ligamento cruzado anterior

Ricardo de Paula Leite Cury; Henry Dan Kiyomoto; Gustavo Fogolin Rosal; Flávio Fernandes Bryk; Victor Marques de Oliveira; Osmar Pedro Arbix de Camargo

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):421-427 - Artigo de Revisão
Elaborar um protocolo de reabilitação pós-reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) através de revisão da literatura. Foi realizada uma revisão da literatura em busca de dados referentes a conceitos e estudos biomecânicos relacionados com o ligamento cruzado posterior do joelho, utilizando-se os bancos de dados Medline e Embase. A estratégia de busca foi montada com a seguinte regra: problema ou lesão, associado a termos de localização anatômica, procedimento de intervenção cirúrgica associado a termos de reabilitação. Iniciamos o processo desta forma e posteriormente realizamos restrições a termos específicos para melhorar a especificidade da busca. Para confecção do protocolo, uma tabela foi construída para melhor direcionamento dos dados, com base no tempo decorrido do procedimento cirúrgico até o início da fisioterapia. Um protocolo de reabilitação foi criado para melhor controle da descarga de peso nas primeiras semanas com o auxílio de imobilizador de joelho. Objetivamos o ganho da amplitude de movimento total do joelho, que deve ser conseguido até o terceiro mês, evitando-se, assim, contraturas resultantes do processo de cicatrização tecidual. Os exercícios de fortalecimento e treino sensório-motor foram orientados de acordo, evitando-se sobrecarga sobre o enxerto e respeitando os períodos de cicatrização do mesmo. O protocolo proposto nesta revisão foi enquadrado dentro das evidências atuais sobre o assunto. Descritores - Ligamento Cruzado Posterior; Joelho; Reabilitação.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Estudo biomecânico, "in vitro", em ovinos, da fixação femoral do tendão patelar na reconstrução do LCA: comparação entre parafusos metálicos de interferência e a fixação sob pressão com bloco ósseo cônico*

JOÃO LUIZ VIEIRA DA SILVA; GERSON DE SÁ TAVARES FILHO; MÁRIO MASSATOMO NAMBA; FRANCISCO ASSIS PEREIRA FILHO; MÁRCIO ALVES BARBOSA; MAURO ALBANO; JÚLIO KLEIN DAS NEVES; GABRIEL P. SKROCH

Rev Bras Ortop. 2003;38(7):- - Artigo Original
Foi realizado um estudo biomecânico, in vitro, em 38 modelos de joelhos de ovinos, comparando dois métodos de fixação femoral para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com o enxerto osso-tendão patelar-osso. O grupo, cuja fixação foi feita com parafusos metálicos de interferência de 9mm, apresentou valores médios de 719,06N para a carga máxima e 75,7N/mm para a rigidez. O outro grupo estudado, cuja fixação se fez com bloco ósseo cônico sob pressão, teve valores médios de 1.019N e 109,97N/mm, sendo a diferença entre os dois grupos estatisticamente significativa. A fixação femoral do enxerto osso-tendão patelar-osso, pelo método sob pressão com bloco ósseo cônico, trouxe, além da vantagem biomecânica, menor morbidade ao local de fixação que a com parafusos de interferência metálicos de 9mm. Unitermos - Fixação femoral; reconstrução; ligamento cruzado anterior.

Migração extra-articular e transcutânea de parafuso de interferência de poly L,D-lactide após reconstrução do tendão poplíteo

Camilo Partezani Helito; Noel O. Foni; Marcelo Batista Bonadio; José Ricardo Pécora; Marco Kawamura Demange; Fabio Janson Angelini

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):233-237 - Relato de Caso
    As reconstruc¸ões ligamentares do joelho são procedimentos ortopédicos frequentes. As fixac¸ões dos enxertos são mais comumente feitas com parafusos de interferência, metá- licos ou absorvíveis. Em estudo recente, somente dez relatos sobre migrac¸ão de parafusos foram encontrados; somente um deles não estava relacionado ao ligamento cruzado anterior (LCA) e a maioria estava relacionada a parafusos de poly-L-lactic acid (PLLA). Apenas um caso da literatura reportou migrac¸ão de parafuso em reconstruc¸ões do canto posterolateral, essa para a região intra-articular. Neste artigo, os autores relatam um caso de migrac¸ão extra-articular e transcutânea de um parafuso de interferência de poly L,D-lactide (PDLLA) após a reconstruc¸ão do tendão poplíteo. Além de ser o primeiro caso de reconstruc¸ão do tendão do poplíteo com migrac¸ão extra-articular do parafuso, não foram encontrados na literatura relatos de migrac¸ão de parafusos de PDLLA.  

Propriocepção após a reconstrução do ligamento cruzado anterior usando ligamento patelar homólogo e autólogo*

THÁTIA REGINA BONFIM; CLEBER A. J. PACCOLA

Rev Bras Ortop. 2000;35(6):- - Artigo Original
Desde a identificação de órgãos sensoriais intraligamentares específicos, a função proprioceptiva do ligamento cruzado anterior vem sendo reconhecida como tão importante quanto a sua função biomecânica. A diminuição da propriocepção no joelho tem sido descrita após a ruptura do ligamento cruzado anterior e há tendência desta deficiência persistir após a reconstrução. Interessados nesta função sensorial do ligamento cruzado anterior, os autores objetivam neste estudo investigar a propriocepção de pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto de ligamento patelar autólogo ou homólogo e, ainda, investigar uma possível diferença na propriocepção quando comparados estes dois tipos de reconstrução. Foram avaliados 13 pacientes submetidos a reconstrução unilateral do ligamento cruzado anterior, sendo seis com enxerto de ligamento patelar homólogo e sete com enxerto de ligamento patelar autólogo. A propriocepção foi avaliada através do senso de posição articular, teste no qual o joelho é movido passivamente e o paciente reproduz o posicionamento articular utilizando um goniômetro manual. O joelho contralateral normal serviu como controle para cada sujeito. Foi encontrado um senso de posição articular diminuído nos joelhos submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior, tanto com enxerto de ligamento patelar autólogo (p < 0,001) quanto com enxerto de ligamento patelar homólogo (p < 0,001). No entanto, não foi encontrada diferença significante entre as duas técnicas de reconstrução (p > 0,05). De acordo com estes resultados, o joelho com ligamento cruzado anterior reconstruído possui deficiência proprioceptiva significante quando comparado com o joelho contralateral normal. E, ainda, não há diferença significante de propriocepção entre os joelhos reconstruídos com enxerto autólogo e os joelhos reconstruídos com enxerto homólogo de ligamento patelar.

Indicações cirúrgicas para reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral

Diego Ariel de Lima; Camilo Partezani Helito; Fábio Roberto Alves de Lima; José Alberto Dias Leite

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):661-667 - Artigo de Revisão

Recentemente descrito na literatura médica, o ligamento anterolateral do joelho já é considerado um importante estabilizador contra a rotação tibial anterolateral, afeta o pivot shiftna falha do ligamento cruzado anterior e comporta-se como um grande estabilizador secundário rotacional. O mecanismo de lesão do ligamento anterolateral combinado com a lesãodo ligamento cruzado anterior é semelhante ao mecanismo da lesão isolada do ligamentocruzado anterior. Assim, o principal objetivo da reconstrução conjunta do ligamento cruzado anterior e do ligamento anterolateral seria um maior controle rotacional e prevençãoda rerruptura do ligamento cruzado anterior. Tendo em vista tal importância, o objetivo dopresente trabalho é resumir as evidências sobre as principais indicações cirúrgicas descritaspara reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articularlateral ou reconstrução do ligamento anterolateral. Foi feita uma revisão da literatura emabril de 2017, por meio de pesquisa nas bases de dados PubMed, Medline, Cochrane e GoogleScholar, sem limites de data. Após revisão dos principais artigos no assunto, os autores concluíram que as principais indicações cirúrgicas descritas para reconstrução do ligamentocruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral são: revisão do ligamento cruzado anterior, exame físico com pivotshift grau 2 ou 3, prática de esporte com mecanismo de pivot e/ou de alto nível, frouxidão ligamentar e fratura de Segond. Secundariamente, as seguintes indicações são possíveis: lesão crônica de ligamento cruzado anterior, idade menor de que 25 anos e sinal radiológico de afundamento do côndilo femoral lateral. Todavia, vale ressaltar que mais estudos ainda são necessários para comprovar essas tendências.


Palavras-chave: Reconstrução do ligamento cruzadoanterior; Joelho; Instabilidade articular

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com auto-enxerto de tendão patelar por via artroscópica*

MÁRIO CARNEIRO FILHO; RICARDO DIZIOLI NAVARRO; CRISTIANO FROTA DE SOUZA LAURINO; JOSÉ ROBERTO BENBASSAT

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Foram avaliados 40 pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA), através do protocolo do International Knee Documentation Committee, num seguimento pós-operatório médio de 2,7 anos (mín. 1 ano, máx. 8 anos). Os resultados foram excelentes em cinco pacientes (12,5%), bons em 27 (67,5%), regulares em sete (17,5%) e mau em um (2,5%). Ocorreram complicações em quatro pacientes (10%), três relacionadas com alterações na amplitude de movimento do joelho e uma, com infecção articular. A idade do paciente na cirurgia, o intervalo entre a lesão e a cirurgia, as lesões meniscais associadas e o tempo de pós-operatório não fo-ram estatisticamente determinantes nos resultados obtidos.

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