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Busca por: AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DOS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE FIXAÇÃO INTRAMEDULAR BLOQUEADO PARA A TÍBIA

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DOS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE FIXAÇÃO INTRAMEDULAR BLOQUEADO PARA A TÍBIA

GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; FERNANDO BALDY DOS REIS; HÉLIO JORGE FERNANDES; ENRICO JOSÉ GIORDANI; FLÁVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Artigo Original
Um sistema para fixação intramedular bloqueado de fraturas da tíbia foi desenvolvido pelos autores. Seus componentes apresentam dois tipos de hastes, uma sólida e outra com uma fenda e dois tipos de parafusos, um de rosca total e outro de rosca parcial com 4,5mm de diâmetro. As hastes têm um encurvamento proximal de 10º e diâmetro de 8 a 13mm. Os orifícios de travamento proximal são oblíquos, dois distais são paralelos de medial para lateral e um terceiro, de anterior para posterior. O titânio foi o material escolhido para o manufaturamento dos implantes. Ensaios mecânicos foram realizados para avaliar a resistência à fadiga das hastes e parafusos utilizando-se uma máquina de testes, controlada por computador, MTS modelo 812, Test Star II (MTS Systems Corp., Minneapolis, Minnesota). As propriedades mecânicas de hastes com características diferentes foram avaliadas em compressão e flexão em quatro pontos. Os parafusos de travamento com diferentes comprimentos e com rosca total e parcial foram testados em compressão, flexão e torção. Os ensaios de compressão das hastes mostraram que a carga máxima e o limite elástico são inversamente proporcionais ao seu comprimento. O diâmetro é de significância decisiva para a resistência ao encurvamento, assim como o desenho e material utilizado. Os parafusos de rosca parcial apresentam maior resistência ao encurvamento, compressão e torção do que os de rosca total. Os resultados dos ensaios são comparáveis aos da literatura. Descritores - Fraturas da tíbia; fixação intramedular de fraturas; biomecânica; pinos ortopédicos; parafusos ósseos.

ANÁLISE BIOMECÂNICA DE VARIÁVEIS RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS DO SISTEMA DE FIXAÇÃO VERTEBRAL

RODRIGO CÉSAR ROSA; PATRÍCIA SILVA; ANTONIO CARLOS SHIMANO; JOSÉ BATISTA VOLPON; HELTON L. A. DEFINO; PHILIP SCHLEICHER; FRANK KANDZIORA

Rev Bras Ortop. 2008;43(7):293-299 - Artigo Original
Objetivo: Observar a influência do diâmetro do orifício-piloto nos diferentes modos de preparo: sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca, com o propósito de avaliar o nível de resistência ao arrancamento de parafusos com diâmetro diverso. Métodos: Parafusos de 5, 6 e 7mm foram inseridos nos corpos de prova de osso bovino. O orifício-piloto foi confeccionado por meio de sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca. O diâmetro da perfuração foi menor, igual e maior do que o diâmetro interno do parafuso. Após a inserção dos implantes, nos três diferentes diâmetros para cada modo de preparo do orifício-piloto, foram realizados os ensaios mecânicos de arrancamento. Os ensaios mecânicos realizados em máquina universal de ensaio Emic®, software Tesc 3.13, célula de carga de 2.000N, velocidade de aplicação de força de 2mm/min, pré-carga de 5N e tempo de acomodação de 10 segundos. A propriedade avaliada nos ensaios mecânicos foi a força máxima de arrancamento. Resultados: No grupo de parafusos de 5 e 6mm foi observado aumento na resistência ao arrancamento quando o diâmetro do orifício-piloto era menor que o diâmetro interno do parafuso em todos os modos de preparo (sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca). Não foi observada diferença estatística no grupo de parafusos de 7mm para todos os diâmetros de perfuração e modo de preparo do orifício-piloto. Conclusão: O diâmetro do orifício-piloto influencia a resistência ao arrancamento dos parafusos de sistema de fixação vertebral. A realização de orifíciopiloto de diâmetro maior que o diâmetro interno do parafuso reduz a resistência ao arrancamento do implante, independente do modo de preparo do orifício-piloto.Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Biomecânica; Procedimentos ortopédicos; Bovinos.

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

Haste intramedular bloqueada da tíbia*

JORGE LUIZ P. BORGES; VOLNEI C. DA SILVA; JOSÉ I. SAGGIN

Rev Bras Ortop. 1997;32(1/2):- - Artigo Original
So apresentados os resultados de 12 fraturas da difise da tbia, tratadas com haste intramedular de Kntscher, bloqueadas com parafusos corticais. Onze fraturas eram fechadas e uma, exposta grau I. Quatro fraturas eram cominutivas; trs, transversas e oblquas curtas; trs, oblquas longas e duas, segmentares. O follow-up mdio foi de dez meses, com variao de oito a 15 meses. Em todas as fraturas ocorreu consolidao e nenhuma delas necessitou de enxerto sseo. O tempo mdio da consolidao foi de 14 semanas, com variao de dez a 24 semanas. Segundo os autores, as maiores vantagens da tcnica por eles utilizada foram seu baixo custo, a mobilizao precoce das articulaes do p, do tornozelo e do joelho e a possibilidade do suporte do peso precocemente. No houve incidncia de infeco ou sndrome compartimental. Dois pacientes apresentaram dores ao nvel do joelho no local de insero da haste. Em concluso, acreditam que a haste intramedular bloqueada seja um mtodo seguro e eficaz para o tratamento de fraturas instveis da tbia, pois permite a reduo e manuteno dessas fraturas.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE OVINOS ENTRE O PONTO MASON ALLEN MODIFICADO E O PONTO COM DUPLO-LAÇO BLOQUEADO EM INFRAESPINAL

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux Santos; Luciana Andrade da Silva; Guilherme do Val Sella; Luiz Antonio Zanotelli Zanella; João Caron La Salvia; Sergio Luiz Checchia

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):630-635 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar e comparar os resultados biomecânicos in vitro de dois pontos: o Mason--Allen modificado por Habermeyer e o ponto duplo-laço bloqueado (DLB), desenvolvido no nosso serviço em tendões de músculos infraespinais de ovinos. Métodos: Vinte tendões do músculo infraespinal de ovinos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: o DLB, no qual foi confeccionado o ponto duplo-laço bloqueado; e o MA, com o ponto Mason-Allen modificado. A avaliação foi feita no laboratório de mecânica, com uma máquina de teste padrão, de tração unidirecional, com velocidade constante de 20 mm por segundo, com uma célula de carga de 500 N, sem ciclagem de força. Resultados: Evidenciamos uma superioridade do DLB sobre o MA, tanto na força necessária para formar 5 mm de espaço (p = 0,01) como 10 mm (p = 0,002) e também na resistência máxima de tração (p = 0,003). Conclusão: Confirmamos nossa hipótese de que o ponto com DLB é superior ao MA do ponto de vista biomecânico. Essa é mais uma opção de ponto para o cirurgião, quando precisa suturar tendões frágeis e pouco vascularizados, e melhora a qualidade da fixação sem aumentar o "estrangulamento" e, consequentemente, a área isquêmica. Descritores - Técnicas de sutura Ombro Bainha rotadora

Avaliação radiológica da fixação biológica dos componentes femorais não cimentados nas próteses totais de quadril segundo Charles Engh

PEDRO IVO DE CARVALHO; ALDO DE CARVALHO FILHO; ADILSON DIAS AVELAR

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Foram realizadas 90 artroplastias totais de quadril não cimentadas, em nosso serviço, no período de junho de 1988 a outubro de 1991. Destas, 45 foram analisadas segundo critérios clínicos e radiológicos. Analisando os resultados segundo o crescimento ósseo, concluímos que o método utilizado é eficiente e de fácil interpretação. Foi constatado crescimento ósseo em 91% das radiografias analisadas, 4,4% de casos com encapsulação fibrosa, porém estáveis, e 4,4% de casos de falha do crescimento ósseo com conseqüente instabilidade do implante.

Fratura diafisária de tíbia: osteossíntese intramedular com haste de Lottes *

GILBERTO N.P. DE FREITAS; ROBERTA C. PINHO; VALBERT M. PEREIRA; CARLOS E. ANTONINI; ACHYLES OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
Foi feito um estudo retrospectivo de 270 pacientes com fraturas diafisárias de tíbia fechada e aberta, que foram fixadas com haste intramedular de Lottes fechada. A consolidação ocorreu em 204 casos (95,8%) e as complicações obtidas foram: pseudartrose, infecção, amputação, encurtamento e desvio angular.

Fixação intramedular nas fraturas do colo dos metacarpianos

JEFFERSON BRAGA SILVA; GUSTAVO NORA CALCAGNOTTO; MONIK FRIDMAN

Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Artigo Original
Os autores avaliam, em 12 pacientes escolhidos de forma aleatória, os resultados da artroplastia total do joelho a que foram submetidos sem a utilização do componente patelar e os comparam com 12 pacientes controles em que foi realizada a substituição da patela. O seguimento médio foi de 29,5 meses para os dois grupos. O critério de avaliação utilizado foi o protocolo da Sociedade Internacional de Cirurgia do Joelho (Knee Society). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos estudados (p = 1,000000). Unitermos - Patela; artroplastia total do joelho; cirurgia do joelho

A haste intramedular bloqueada na fixação da artrodese tibiotalocalcânea*

FERNANDO FERREIRA DA FONSECA FILHO; RICARDO CARDENUTO FERREIRA; KELLY CRISTINA STÉFANI; MARCO TÚLIO COSTA

Rev Bras Ortop. 2001;36(9):- - Artigo Original
Os autores avaliam o resultado preliminar da artrodese tibiotalocalcânea em cinco pacientes (cinco pés), utilizando para fixação a haste intramedular bloqueada. A indicação da cirurgia foi por artrose grave do tornozelo e da articulação subtalar, deformidade e instabilidade do retropé. O diagnóstico etiológico foi: neuroartropatia de Charcot (três pés), artropatia gotosa (um pé) e seqüela de fratura do colo do tálus (um pé). O tempo médio de seguimento foi de 31 meses (variando de 28 a 36 meses). Como resultado, obtiveram consolidação em quatro pés e anquilose fibrosa assintomática em um pé. Os autores concluem que, apesar do curto período de seguimento pós-operatório, essa técnica mostrou resultados promissores no tratamento de casos de difícil solução.

Fixação intramedular das fraturas do antebraço em crianças*

JORGE LUIZ P. BORGES; VOLNEI C. DA SILVA; LUIZ H. PENTEADO

Rev Bras Ortop. 1996;31(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 15 fraturas da diáfise dos ossos do antebraço, em pacientes tratados com a fixação intramedular. Todas as fraturas eram completamente deslocadas e não puderam ser reduzidas ou mantidas com a redução incruenta. O follow-up médio foi de oito meses, com variação de seis a 16 meses. Em todos os casos, ocorreu consolidação e nenhum deles apresentou pseudartrose, perda da redução, infecções ou dano ao crescimento dos ossos do antebraço após a retirada dos pinos. Todas as fraturas consolidaram-se dentro das cinco primeiras semanas pós-redução cirúrgica. Em 13 pacientes, a redução incruenta e a fixação percutânea das fraturas foi obtida. Em dois casos, a redução incruenta não foi possível, tendo sido requerida a redução cirúrgica. Nesses casos, a interposição muscular no local fraturado foi a responsável pela indicação cirúrgica. A completa mobilidade articular do membro fraturado foi restaurada em um mês, pós-redução incruenta e fixação percutânea. Limitação leve dos movimentos foi observada nos pacientes que necessitaram de redução cirúrgica do local fraturado. Ainda que o procedimento requeira cuidados para sua aplicação, os casos devam ser cuidadosamente selecionados e a técnica cirúrgica meticulosamente realizada, pode ser considerado método alternativo para o tratamento de fraturas instáveis dos ossos do antebraço em crianças. Acreditamos, assim, ser a fixação intramedular método seguro e eficaz para o tratamento de fraturas dessa natureza, já que permite a redução e a manutenção das mesmas, além de ser método menos invasivo do que as placas, menos incômodo do que os fixadores externos e apresentar baixa taxa de complicações.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DA FIXAÇÃO DA FRATURA SUPRACONDILIANA DO FÊMUR COMPARANDO PLACA-LÂMINA 95O COM DCS

Marco Antônio Percope Andrade; André Soares Rodrigues; Celso Junio Mendonça; Luiz Gustavo Santos Portela

Rev Bras Ortop. 2010;45(1):84-88 - Artigo Original
Objetivo: Demonstrar por meio de ensaios biomecânicos comparativos entre a placa-lâmina de 95º e o parafuso condilar dinâmico (Dynamic Condylar Screw - DCS), qual apresenta maior resistência às cargas compressivas e de flexão, bem como tentar correlacionar o tipo de falha apresentada durante os testes com cada um dos tipos de placa. Métodos: Sessenta e cinco fêmures suínos foram submetidos a osteotomia em cunha de subtração medial de um centímetro (cm), na região metafisária distal do fêmur, com o objetivo de simular fratura supracondiliana instável. Foi realizada osteossíntese dessas peças, sendo 35 fixadas com placa-lâmina 95º e 30 com placas com DCS, submetendo-as a cargas em compressão axial e flexão. Outra variável estudada foi o tipo de falha apresentada em cada grupo com a tentativa de correlacioná-la com o tipo de placa. Resultados: Os resultados não mostraram diferença estatisticamente significante na resistência biomecânica entre os dois tipos de placas ou entre o tipo de falha e a placa utilizada na osteossíntese. Conclusão: Os dois tipos de placas se comportam de maneira semelhante, embora haja um indicativo de que a placa-lâmina seja, no ensaio de flexão, superior à placa DCS. Não foi observada diferença entre o tipo de falha e o tipo de placa utilizada. Descritores - Fraturas do fêmur; Fixação interna de fraturas; Biomecânica.

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Rogério Nascimento Costa; Rubens Rosso Nadal; Paulo Renato Fernandes Saggin; Osmar Valadão Lopes; Leandro de Freitas Spinelli; Charles Leonardo Israel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):183-189 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a força de resistência à tração de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral (LAL). Além disso, comparar os mecanismos de falha da fixação tibial dessa reconstrução em joelhos suínos.
MÉTODOS Foram usados 40 membros recém-congelados de suínos, divididos em quatro grupos de dez espécimes, conforme as técnicas de fixação tibial usadas. No grupo A, a fixação tibial do enxerto tendíneo foi feita por meio de uma âncora e seu fio transpassou o enxerto. No grupo B, a fixação tibial foi feita por meio de parafuso de interferência metálico em túnel ósseo único. No grupo C, a fixação tibial incluiu uma âncora associada à sutura de ponto sobre o tendão (sem a presença de fio que transpassasse o tendão) e, no grupo D, foram usados dois túneis ósseos confluentes associados a um parafuso de interferência em um dos túneis.
RESULTADOS A força média menos elevada (70,56 N) ocorreu no grupo A e a mais elevada (244,85 N), no grupo B; as médias dos outros dois grupos variaram entre 171,68N (grupo C) e 149,43 N (Grupo D). Considerando-se a margem de erro fixada (5%), foi observada diferença significativa entre os grupos (p < 0,001).
CONCLUSÃO A fixação com parafuso de interferência em túnel ósseo único apresentou a maior força de resistência à tração dentre as técnicas avaliadas.


Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; ligamentos articulares; joelho; procedimentos ortopédicos

TRATAMENTO DAS FRATURAS DIAFISÁRIAS DA TÍBIA COM FIXADOR EXTERNO COMPARADO COM A HASTE INTRAMEDULAR BLOQUEADA

Rodrigo Tavares Cardozo; Luís Gustavo Silva; Leandro Augusto Bragante; Murilo Antônio Rocha

Rev Bras Ortop. 2013;48(2):137-144 - Artigo Original
 Objetivo: Comparar a eficiência de fixador externo modular na forma uniplanar e unilateral com haste intramedular bloqueada (HIB) buscando tratamento definitivo das fraturas diafisárias da tíbia. Métodos: Foram comparados os tratamentos cirúrgicos ortopédicos definitivos de 50 pacientes com fratura diafisária da tíbia, por meio do uso do fixador externo modular e da haste intramedular bloqueada. As fraturas foram tratadas no setor de emergência de um hospital-escola pelo serviço de ortopedia e traumatologia de janeiro de 2007 a janeiro de 2011, com variação de 15 a 48 semanas. Resultados: Este estudo comprovou resultados funcionais e de consolidação excelentes quando usada a haste intramedular bloqueada e a versatilidade e rapidez na aplicação do fixador externo atingindo a estabilização necessária dos fragmentos ósseos. Foi obtida a consolidação das fraturas em 95% dos casos quando usamos a haste intramedular bloqueada e 90% dos casos submetidos à fixação externa. Conclusões: O tratamento definitivo das fraturas diafisárias da tíbia por meio do fixador externo modular apresentou-se como uma opção válida de tratamento em pacientes que não puderam ser submetidos à conversão precoce para osteossíntese interna ou quando as hastes intramedulares não estão disponíveis para o cirurgião. Descritores - Fixadores externos Fixação intramedular de fraturas Fraturas da tibia/terapia

ESTUDO MECÂNICO DA ESTABILIDADE DORSAL DA OSTEOSSÍNTESE INTRAMEDULAR ASSOCIADA À FIXAÇÃO EXTERNA (MÉTODO DE ULSON)

Trajano Sardenberg; Sérgio Swain Muller; Daniel Ricardo Medeiros; Pablo Luiz Baptistão

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):656-659 - Artigo Original
 ObjetivoAvaliar o método de Ulson de fixação intramedular associado à fixação externa variando a altura do travamento ex -terno dos fios de Kirschner e sem fixação externa. Método: Fo -ram utilizadas 18 tíbias de porcos, sendo realizada osteotomia transversal na região da tuberosidade e introduzidos dois fios de Kirschner intramedulares em cada peça, em três diferentes padrões de montagem: grupo I - travamento com minifixador externo com 3,0cm de altura; grupo II - travamento com 4,5cm de altura; grupo III: sem travamento externo. Realizaram-se ensaios mecânicos de cisalhamento , obtendo-se: carga máxima, limite de proporcionalidade e coeficiente de rigidez. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas de carga máxima e limite de proporcionalidade entre os grupos; o grupo II apresentou maior coeficiente de rigidez. Conclusão: A altura do travamento dos fios de Kirschner no método de Ulson, dentro dos limites avaliados, não prejudicou a estabilidade do sistema de fixação da fratura.Descritores - Fraturas do Rádio; Fixadores Externos; Biomecânica.

Fixação intramedular com fios múltiplos no tratamento das fraturas dos metacárpicos *

AFRÂNIODONATO DEFREITAS; ARLINDO G. PARDINI JÚNIOR; PAULO CEZAR V . FONSECA MONTEIRO

Rev Bras Ortop. 1995;30(8):- - Artigo Original
O tratamento cirúrgico das fraturas dos metacarpos é utilizado há muito tempo. Existem várias técnicas descritas na literatura médica, todas elas com bons resultados. O grande desafio no tratamento das fraturas dos metacarpos é oferecer uma fixação rígida o suficiente para permitir mobilização precoce, visando prevenir freqüentes complicações como edema, fibrose, aderência e rigidez. Neste artigo, os autores apresentam os resultados de 21 fraturas de metacarpos tratadas pela técnica de múltiplos fios de Kirschner intramedulares e mostram que a técnica é segura para mobilizar precocemente, promove rápida cura óssea, com bons resultados e baixo custo.

Avaliação da angulação dos parafusos e utilização do estabilizador transversal na estabilidade do sistema de fixação pedicular

HELTON L.A. DEFINO; CARLOS ALBERTO MORO; ANDRÉS E.R. FUENTES; JOSÉ B.P. PAULIN

Rev Bras Ortop. 1996;31(11/12):- - Artigo Original
Foi realizado estudo experimental com o objetivo de avaliar-se a participação do estabilizador transversal e a influência da angulação dos parafusos na estabilidade mecânica dos sistemas de fixação pedicular. Foram utilizados blocos de madeira para simular o segmento vertebral, nos quais o sistema de fixação pedicular foi aplicado. Foram formados dois grupos experimentais de acordo com o posicionamento dos parafusos, que foram implantados paralelos entre si em um grupo e angulados internamente no outro. Foram realizados testes de encurvamento lateral, encurvamento anterior e torção em máquina universal com velocidade de aplicação de força de 2mm/min. Em cada grupo os testes foram realizados em três situações diferentes para avaliar o desempenho do estabilizador transversal (sem estabilizador, estabilizador aproximando as barras do sistema e afastando-as). Observou-se que a colocação do parafuso com angulação interna aumenta a resistência mecânica do sistema, principalmente no plano frontal. O modelo de estabilizador transversal utilizado aumentou de modo discreto a estabilidade no plano frontal no grupo em que os parafusos foram colocados paralelos, não tendo sido observada sua influência no aumento da estabilidade do sistema de fixação pedicular nos demais testes realizados.

Comparação biomecânica entre pinos de Schanz de diferentes materiais empregados na fixação externa: estudo experimental em coelhos*

EUGÊNIO FREIRE DE ANDRADE FILHO; CELSO HERMÍNIO FERRAZ PICADO; CARLOS ABERTO MORO

Rev Bras Ortop. 2003;38(11/12):- - Artigo Original
Os autores analisaram a influência do material na fixação de pinos de Schanz ao osso. Os pinos foram empregados num modelo de osteotomia transversal da diáfise da tíbia de coelhos, fixada com um fixador externo unilateral e uniplanar, com quatro pinos cada, sendo dois proximais e dois distais à osteotomia, cada um deles estudado em separado (posições A, B, C, e D, de proximal para distal). Foram empregados pinos de Schanz de 2,5mm de diâmetro, confeccionados de aço inoxidável e de liga de titânio, este último sem e com revestimento de hidroxiapatita, con-forme o grupo experimental. A fixação externa foi mantida por oito semanas, prazo necessário para a consolidação da osteotomia. A tensão da fixação dos pinos foi medida pelo torque de extração, ou seja, a força necessária para girá-los ¼ de volta no sentido anti-horário, utilizando para isso um torquímetro construído para essa finalidade. Os resultados mostraram que o torque de extração variou com o tipo de material e com a posição de implantação do pino. O material que exigiu maior torque foi o de titânio, com 0,64N.m, seguido do titânio revestido com hidroxiapatita, com 0,58N.m e do aço, com 0,42N.m. As posições de introdução dos fios que exigiram maior torque de extração fo-ram as distais. A análise estatística mostrou que as diferenças entre os materiais, bem como entre as posições de introdução dos fios, não foram significativas.

Avaliação biomecânica da fixação do tendão da cabeça longa do bíceps braquial por três técnicas: modelo em ovinos

Carlos Henrique Ramos; Júlio Cezar Uili Coelho

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):52-60 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico artroscó- pico da epicondilite lateral refratária a tratamento conservador e identificar fatores de pior prognóstico. Métodos: Estudo retrospectivo de 44 pacientes (47 cotovelos) submetidos a desbridamento cirúrgico artroscópico do tendão extensor radial curto do carpo (ERCC) para tratamento de epicondilite lateral refratária a tratamento conservador de fevereiro de 2013 a fevereiro de 2015, operados por um único cirurgião em um único centro. Os pacientes foram avaliados pelo escore de DASH, pela classificação visual analógica de dor (EVA) e pelo Short-Form 36 (SF-36). A média de idade na cirurgia foi de 44,4 anos (32 a 60). O tempo de sintomas antes da cirurgia foi de 2,02 anos (variação de seis meses a 10 anos). O seguimento médio foi de 18,6 meses (variação de seis a 31,9). Resultados: A média dos escores pós-operatórios foi de 25,9 pontos no DASH; 1 ponto no EVA de repouso (todos os casos de dores leve) e 3 pontos na EVA em atividade, 31 (66%) casos de dores leves, 10 (21%) de moderadas e seis (13%) de intensas; SF-36 de 62,5. Observou-se uma correlação moderada entre o tempo de dor antes da cirurgia e a pontuação no escore de DASH com o resultado funcional final. Não foram observadas complicações significativas com o procedimento por via artroscópica. Conclusões: O tratamento cirúrgico artroscópico para epicondilite lateral recalcitrante do cotovelo apresenta bons resultados, é eficaz e seguro. Quanto menor o tempo de dor antes da cirurgia e quanto menor o DASH pré-operatório, melhor o prognóstico

Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico*

Marcos Ceita Nunes; Ticiano Dozza Posser; Charles Leonardo Israel; Leandro de Freitas Spinelli; Luis Gustavo Calieron; Jung Ho Kim

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):261-267 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar através de ensaios mecânicos a estabilidade da fixação da fratura supracondiliana do úmero com dois fios de Kirschner, intramedular e lateral (Fi), comparada à fixação com dois fios laterais paralelos (FL) em modelos anatômicos, de forma a se definir qual configuração apresenta maior estabilidade.
MÉTODOS Foram utilizados como corpos de prova 72 úmeros sintéticos, os quais foram seccionados transversalmente para simular a fratura. Estes ossos foram divididos em dois grupos iguais e as fraturas fixadas com dois fios de Kirschner paralelos (FL) e com um fio lateral e outro intramedular (Fi). Então os corpos de prova foram submetidos aos testes de carga em estresse em uma máquina de ensaio universal, medidos em Newtons (N). Cada grupo foi subdividido em carga em varo, em valgo, em extensão, em flexão, em rotação externa e em rotação interna. A análise dos dados foi realizada comparando os subgrupos do grupo FL, com seus respectivos subgrupos do grupo Fi através do teste t bicaudal.
RESULTADOS O teste t bicaudal demonstrou que em 4 das 6 condições aplicadas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p > 0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os grupos com carga em extensão com uma média das maiores forças no grupo FL de 19 N e no grupo Fi de 28,7 N (p = 0,004), e também entre os grupos com carga em flexão com a média de forças registradas no grupo FL de 17,1 N e no grupo Fi de 22,9 N (p = 0,01).
CONCLUSÃO A fixação com fio intramedular e um fio lateral para cargas em extensão e flexão apresenta maior estabilidade quando comparada com a fixação com dois fios laterais paralelos, sugerindo resultados clínicos no mínimo semelhantes.


Palavras-chave: fenômenos biomecânicos; epífises/lesões; fixação de fratura; fraturas do úmero.

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