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Busca por: Encondromas da mão: Uma experiência de 20 anos*

Encondromas da mão: Uma experiência de 20 anos*

Claudio Sollaci; Gabriel Costa Serrão de Araújo

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):714-720 - Artigo Original

OBJETIVO Os encondromas são os tumores mais comuns dos ossos da mão, com uma grande variedade de abordagens terapêuticas. O presente artigo apresenta as características dos tumores, métodos diagnósticos e tratamentos.
MÉTODOS Discutimos a abordagem da nossa instituição, onde tratamos 48 pacientes com encondromas da mão, entre 1996 e 2016. Nossa técnica de tratamento, que permanece a mesma ao longo de duas décadas, compreende o uso de curetagem, esmeril de velocidade e enxerto ósseo autólogo (retirado com uma técnica minimamente invasiva, usando uma agulha de Craig).
RESULTADOS A dor e as fraturas foram os sintomas mais comuns, levando os pacientes à consulta, nas frequências de 33,3% e 31,3%, respectivamente. Um total de 27,1% dos casos era assintomático, e suas lesões foram descobertas incidentalmente. A média de idade foi de 34,4 anos (desvio padrão [DP] = 12,9 anos). Os tumores foram mais frequentemente encontrados no lado ulnar da mão, no quinto raio (41,5%), e nos ossos proximais (nas falanges proximais [43,8%] e no metacarpo [33,3%]). O tamanho do tumor variou de 0,2 cm2 a 5,7 cm2, com média de 1,7 cm2 (DP = 1,0 cm2) e não foi associado à fratura (p = 0,291). A fratura também não foi associada a nenhum dos sintomas, e nem à idade dos pacientes (p = 0,964). Após o tratamento, a maioria dos pacientes alcançou amplitude completa de movimento (91,7%), com boa integração do enxerto ósseo. Três pacientes apresentaram déficit no arco de movimento (6,3%) e a incidência de complicações também foi de 6,3% (3 pacientes). No final, após as revisões cirúrgicas necessárias, esses três pacientes também recuperaram a função completa. Eles tiveram a integração total do enxerto ósseo, recuperaram toda a amplitude de movimento e retornaram ao trabalho. Não houve nenhum caso de recorrência do tumor durante o período de acompanhamento avaliado. Em nenhum dos casos ocorreram complicações no local doador.
CONCLUSÃO O nosso método de tratamento forneceu consistentemente bons resultados, com apenas algumas complicações menores. Nível terapêutico de evidência: IV.

Palavras-chave: encondroma; mão; neoplasias benignas; transplante ósseo.

Estudo artroscópico da articulação do punho: experiência com 20 casos

RONALDO J. AZZE; RAMES MATTAR JR.; EMYGDIO J. L. DE PAULA; REGINA STARCK; ANTÔNIO C. CANEDO

Rev Bras Ortop. 1993;28(4):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência clínica inicial da artroscopia de punho com finalidade terapêutica e diagnóstica. Este estudo artroscópico foi realizado em 20 punhos (19 pacientes), com dor há mais de quatro meses e sem diagnóstico firmado. Apresentam o instrumental e a técnica utilizados para o exame. Dos 20 punhos estudados, 16 evoluíram para completo desaparecimento da dor, dois com melhora da sintomatologia e dois sem mudança do quadro. O tempo de evolução variou de 11 a 42 meses após a artroscopia, com média de 20,75 meses. Não houve qualquer tipo de complicação com o método empregado.

Experiência em 12 reimplantes de dedos da mão*

JOSÉ ANTONIO GALBIATTI1, JOSÉ MARCONDES DA SILVEIRA JÚNIOR, OSWALDO HEITOR NALLIN JÚNIOR, ALCIDES DURIGAN JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores apresentam o resultado de 12 reimplantes de dedos em 11 pacientes, no período de 1993 a 1996, demonstrando a sobrevida dos mesmos. Dos 12 dedos reimplantados, nove sobreviveram, com 75% de sucesso. A sobrevida dos dedos não foi influenciada pelo tipo e nível da amputação, tempo de isquemia, número de artérias e veias anastomosadas e o tipo de reconstrução vascular. A qualidade da sensibilidade foi influenciada pela neurorrafia primária e o tipo de reconstrução arterial. O movimento ativo dos dedos reimplantados e que sobreviveram, através da realização da pinça de digital, foi considerado satisfatório.

ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL COM PRÓTESE BIOMEC: 20 ANOS DE SEGUIMENTO

Rodrigo Benedet Scheidt; Ricardo Rosito; Carlos Alberto de Souza Macedo; Carlos Roberto Galia

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):155-159 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o desfecho clínico e radiográfico da artroplastia total de quadril (ATQ) com prótese Biomec em um período de 20 anos (1988 a 2008). Métodos: Os pacientes foram avaliados clinicamente segundo a classificação funcional de Merle d'Aubigné e Postel e submetidos à radiografia de bacia em anteroposterior (AP) e da articulação operada em perfil. As variáveis avaliadas foram osteólise acetabular e femoral, desgaste do polietileno, migração da haste, seguimento e desfecho clínico. Resultados: O seguimento médio foi de 10,6 anos (4 a 20 anos); a amostra foi de 84 pacientes, sendo 32 do sexo masculino e 52, do feminino; a idade média no pré-operatório foi de 47 anos; obtivemos 88% de resultados bons e muito bons na avaliação clínica. Com relação aos achados radiográficos obtivemos 92,5% de bons resultados. O desgaste médio do polietileno foi de 1,4mm. Conclusão: A utilização da prótese Biomec nesta coorte apresentou bons resultados clínicos e radiográficos. Descritores - Quadril/cirurgia; Artroplastia de quadril; Biomecânica.

OSTEOBLASTOMA NA COLUNA VERTEBRAL: 27 ANOS DE EXPERIÊNCIA

OSMAR AVANZI; LIN YU CHIH; ROBERT MEVES; ANÍBAL CORREIA SILVA

Rev Bras Ortop. 2004;39(4):- - Artigo Original
O osteoblastoma é tumor benigno primário do osso e corresponde a 1% destes tumores. Acomete indivíduos jovens, principalmente na coluna vertebral, onde produz sintomatologia variada, desde dor até deformidades estruturadas. O tratamento é eminentemente cirúrgico. Os autores mostram a experiência do Grupo de Afecções da Coluna Vertebral do Pavilhão "Fernandinho Simonsen" da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SCMSP) com o tratamento do osteoblastoma da coluna vertebral. Foram avaliados os prontuários de 16 pacientes, tratados no período de 1975 a 2002, sendo oito homens e oito mulheres, com média de idade de 23,9 anos. O quadro clínico principal foi dor, presente em todos os pacientes, e a região mais acometida foi a coluna cervical (oito pacientes). O tempo médio de seguimento foi de 51 meses. Discutem-se, comparando com a literatura, o diagnóstico, a evolução e os resultados do tratamento desses pacientes. Descritores - Coluna vertebral; osteoblastoma; tratamento.

Condrossarcoma: experiência do Hospital A.C. Camargo nos últimos 42 anos*

VALTER PENNA; WU TU CHUNG; MARCOS HAJIME TANAKA; LUCÍOLA ASSUNÇÃO ALVES; ALEXANDRE COSTA CHIFERI; ROGER TÉDDE MANSANO; FÁBIO HADDAD; FÁBIO JOSÉ FERREIRA; ADEMAR LOPES; BENEDITO MAURO ROSSI

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Artigo Original
Os autores apresentam estudo realizado de 1953-1995 no Hospital A.C. Camargo de São Paulo, com 149 pacientes portadores de condrossarcoma; 93 eram do sexo masculino e 56, do feminino; 85,9% (128) eram pacientes acima dos 20 anos de idade; 48,7% (58) das indicações cirúrgicas foram de cirurgias ablativas e 51,3% (61), de preservadoras. A partir de 1988, com o estabelecimento de novos protocolos e abordagem multidisciplinar, houve melhora com relação à sobrevida dos pacientes, que nas primeiras três décadas estudadas chegava a 26,7%, passando a atingir taxas de 58,7%. Graças ao pioneirismo de nossos cirurgiões nas três primeiras décadas, tivemos condições de desenvolver e aprimorar conhecimentos sobre esta doença, que apresenta a base de sua abordagem no tratamento cirúrgico.

RECONSTRUÇÃO DO POLEGAR COM TRANSFERÊNCIA DO DEDO DO PÉ PARA A MÃO: EXPERIÊNCIA EM 10 CASOS

MARCELO ROSA DE REZENDE; TENG HSIANG WEI; ARNALDO VALDIR ZUMIOTTI; RAMES MATTAR JR.

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
As amputações do polegar merecem especial atenção, considerando a sua importância para a função de preensão e pinça da mão. Nos casos em que o trauma inicial levou à amputação do polegar, há como opção de reconstrução a transferência de um dedo do pé para mão. Objetivo: Avaliar os resultados obtidos, no Serviço de Cirurgia da Mão e Microcirurgia do IOT-HC-FMUSP, com a transferência de um dos dedos do pé para a mão. Material: Foram avaliados 10 pacientes com amputação do polegar, sete distalmente à articulação metacarpofalangiana e três proximalmente. O segundo dedo do pé para a mão foi utilizado em oito casos e o primeiro dedo, em dois casos. A idade variou de cinco a 47 anos, com seguimento mínimo de oito meses. Em to-dos os casos foi feita a anastomose de uma artéria e duas veias, com viabilidade final do dedo e consolidação óssea em todos os casos. Resultado: Foram satisfatórios o aspecto cosmético e a amplitude articular que permitiu a realização da pinça digital e preensão. Em todos os casos houve o retorno, pelo menos, da sensibilidade protetora (S2) e ausência de casos de intolerância ao frio. Satisfação final em relação à área receptora foi relatada em 100% dos pacientes. Conclusão: A cirurgia de dedo do pé para a mão, apesar da complexidade do procedimento, deve ser considerada como boa opção de reconstrução em casos de amputações do polegar. Descritores - Reconstrução; transferência; dedo do pé; polegar.

HEMIPELVECTOMIA: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL ERASTO GAERTNER COM 32 CASOS EM 10 ANOS

Rosyane Rena de Freitas; André Luiz Soares Crivellaro; Glauco José Pauka Mello; Mário Armani Neto; Geraldo de Freitas Filho; Letícia Viani da Silva

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):413-419 - Artigo Original
Objetivo: Mostrar a experiência do Hospital Erasto Gaertner com as cirurgias de hemipelvectomias em um período de 10 anos. Métodos: Estudo retrospectivo de 32 pacientes submetidos à hemipelvectomia de 1998 a 2008, avaliando características clínico-cirúrgicas. Resultados: Dos 32 pacientes, 15 eram do sexo feminino e 17 do masculino. A média de idade foi de 37,94 anos. Oito casos apresentavam comprometimento de feixe vasculonervoso: três localizavam-se em ilíaco com extensão para a coxa, dois em acetábulo com extensão para coxa e três em acetábulo e púbis. Vinte e três apresentavam o feixe vasculonervoso livre de neoplasia: 11 restritos ao ilíaco, seis em região acetabular, dois em ramo púbico, quatro com extensão a toda hemipelve óssea. Um apresentava comprometimento de vasos ilíacos-femorais: um em ramo púbico. Sete casos de condrossarcoma e quatro de sarcoma de Ewing, representaram a maioria. Oito foram submetidos à hemipelvectomia externa e 24 à hemipelvectomia interna (11 tipo I, quatro tipo II, dois tipo II + III, três tipo III e quatro tipo IV). Destes 24 casos, 13 sem reconstrução, 10 com enxerto de fíbula e um com prótese de veia e artéria ilíaco-femorais. Vinte e seis cirurgias foram curativas e seis paliativas. Houve 14 óbitos. Sobrevida de dois e cinco anos observada em 11 e 10 casos, respectivamente. Seis casos apresentam menos de dois anos de cirurgia. Em três casos houve perda de acompanhamento. Conclusão: Os dados mostram a experiência de um serviço de referência em oncologia, especializado no tratamento de cirurgias de alta complexidade. Descritores - Hemipelvectomia; Neoplasias pélvicas; Pelve

TRATAMENTO DO PÉ TORTO CONGÊNITO IDIOPÁTICO PELO MÉTODO DE PONSETI:10 ANOS DE EXPERIÊNCIA

Luiz Carlos Ribeiro Lara; Delmo João Carlos Montesi Neto; Fagner Rodrigues Prado; Adonai Pinheiro Barreto

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):362-367 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar os resultados do tratamento de 229 pés tortos congênitos idiopáticos (PTC) pelo método de Ponseti, de 2001 a 2011, com a comparação de dois grupos com diferentes tempos de seguimento. Métodos: Foram tratados 155 pacientes (229 PTC) divididos em dois grupos: Grupo I: 72 pacientes (109 PTC - 47,6%) com seguimento de 62 a 128 meses (média de 85). Grupo II: 83 pacientes (120 PTC - 52,4%) com seguimento de quatro a 57 meses (média de 33,5). Consideramos resultados satisfatórios para casos que apresentaram correção de todos os componentes da deformidade sem necessidade de cirurgias. Resultados: A idade média ao início do tratamento foi de 5,4 meses no grupo I e 3,2 no grupo II. Os resultados foram satisfatórios em 85,4% dos pés no grupo I e em 97,5% no grupo II. A média do número de gessos trocados foi de 9,5 no grupo I e de sete no grupo II. Fizemos a tenotomia percutânea do calcâneo em 67% dos pés do grupo I e 65% do grupo II. A recidiva das deformidades, quando do uso da órtese de abdução, ocorreu em 41 (37,6%) pés do grupo I; desses, 11 foram operados. No grupo II, recidivaram 17 (14,1%) pés; desses, três evoluíram para cirurgia. Conclusão: O método foi eficaz em ambos os grupos, com baixo número de complicações. Os resultados foram estatisticamente superiores no grupo II quando analisados correção das deformidades, número de gessos, recidivas e indicação cirúrgica. Keywords -Anormalidades congênitas Deformidades do pé Pé torto

ALOENXERTO CIRCUNFERENCIAL DE FÊMUR PROXIMAL EM CIRURGIA DE REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL: RELATO DE CASOS COM SEGUIMENTO MÍNIMO DE 20 ANOS

Bruno Dutra Roos1, Milton Valdomiro Roos2, Antero Camisa Júnior1

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):- - Relato de Caso
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RESUMO

Dentre as opções para reconstrução femoral em cirurgias de revisão de artroplastia total do quadril (RATQ) em defeitos circunferenciais extensos está a utilização de aloenxerto de fêmur proximal. O seu uso permite a correção do mecanismo abdutor do quadril e da discrepância de comprimento dos membros inferiores, além de apresentar potencial osteocondutivo. Os autores relatam os achados clínicos e radiográficos de dois casos de RATQ com uso desta técnica, em seguimento mínimo de 20 anos.

Descritores - Artroplastia de Quadril/métodos; Fêmur/cirurgia; Transplante homólogo/efeitos adversos; Falha de prótese.

EXPERIÊNCIA DE UM CIRURGIÃO BRASILEIRO EM CIRURGIA DE TRANSPLANTE DE MÃO: "O QUE VI, O QUE APRENDI"

João Bosco Rezende Panattoni Filhoa, Tsu-Min Tsaib, Huey Tienb e Joseph Kutzb,

Rev Bras Ortop. 2013;48(6):- - Relato de Caso

RESUMO

O Programa de Enxerto Alográfico Vascularizado Composto (Vascularized Composite Allograft ou VCA Program) de Louisville é um dos maiores de transplante de mão no mundo. Durante o meu fellowship em cirurgia da mão no Christine M. Kleinert Institute, o grupo fez o oitavo transplante de mão no sétimo receptor em Louisville. O VCA Program de Louisville já fez nove transplantes de mão em oito receptores (um caso bilateral). Entre esses estão os primeiros cinco casos de transplante de mão nos Estados Unidos da América. O primeiro foi feito em 1999, o que teve o mais longo seguimento em todo omundo. O sétimo caso foi feito em um paciente do sexo masculino de 36 anos em 10 de julho de 2011. O resultado obtido até agora pode ser considerado excelente, com ótimo benefício para o paciente. Em um procedimento como esse, existe uma grande equipe multidisciplinar envolvida, cada um tem uma func¸ão crucial para o alcance do melhor resultado possível. O presente artigo será focado no procedimento cirúrgico feito no sétimo receptor, que foi consideradoumcaso especial, por causa do nível da amputac¸ão da mão do paciente, com preservac¸ão do nervo para o polegar.

Descritores - Amputac¸ão Mãos Terapia Transplante

Tratamento de fraturas patológicas tumorais diafisárias do úmero com haste intramedular rígida bloqueada estática – Experiência de 22 anos*

Diogo Lino Moura; Filipe Alves; Rúben Fonseca; João Freitas; José Casanova

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):149-155 - Artigo Original

OBJETIVO Estudo retrospectivo observacional em pacientes submetidos à fixação com haste intramedular de fratura patológica tumoral consumada ou iminente da diáfise do úmero em contexto de doença tumoral disseminada ao longo de 22 anos na mesma instituição.
MÉTODOS Amostra com 82 pacientes e 86 fixações do úmero com haste intramedular rígida bloqueada estática não fresada anterógrada ou retrógrada.
RESULTADOS Os tumores primários mais prevalentes foram carcinoma da mama (30,49%), mieloma múltiplo (24,39%), adenocarcinoma do pulmão (8,54%) e carcinoma das células renais (6,10%). O tempo médio de intervenção cirúrgica para fixação com haste foi 90,16 ± 42,98 minutos (40-135). Todos os pacientes referiram melhoria das queixas álgicas no nível do braço e velicou-se melhoria do score MSTS médio de 26% no pré-operatório para 72,6% na avaliação efetuada nos pacientes ainda vivos aos três meses de pós-operatório. A taxa de sobrevivência aos três meses após a cirurgia foi de 69,50%, 56,10% aos seis meses, 26,70% em um ano e 11,90% em dois anos. Nenhuma das mortes decorreu da cirurgia ou de complicações dela. Apenas se registaram quatro complicações relacionadas com a cirurgia, uma intraoperatória e três tardias, corresponderam a risco de complicações de 4,65%.
CONCLUSÃO O uso de haste intramedular não fresada estática bloqueada (anterógrado ou retrógrado) no úmero é um método rápido, seguro, eficaz e com baixa morbilidade no tratamento das fraturas patológicas da diáfise umeral, garante fixação estável do braço e consequentemente melhora a funcionalidade e a qualidade de vida desses pacientes durante a sua curta expectativa de vida.


Palavras-chave: fraturas do húmero; fixação intramedular de fraturas/instrumentação; fixação intramedular de fraturas/métodos; fraturas espontâneas/cirurgia; metástase neoplásica

Lesões traumáticas da mão*

RAMES MATTAR JR.

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Atualizaçao
A maioria dos pacientes vítimas de traumatismos na mão em nosso país é jovem e do sexo masculino. O mesmo fenômeno ocorre na maioria dos países, mas acentua-se naqueles em que a pobreza, a economia informal, a falta de acesso a equipamentos, os altos índices de violência urbana e de acidentes de trânsito e a falta de múltiplas campanhas de prevenção são realidade há muitas décadas. Quando analisamos os traumas de mão, podemos afirmar que vivemos em epidemia que resulta no grande número de pacientes mutilados, cujas seqüelas geram incapacidade para o trabalho e para as atividades da vida diária.

Mão torta radial congênita

EUGÊNIO PACELLI CASADO DE SOUZA; CLEBER BARBOSA BARROS; ÁLVARO MASSAO NOMURA; ADAILTON SILVA REIS

Rev Bras Ortop. 1993;28(5):- - Artigo Original
Quinze pacientes com mão torta radial congênita (dezenove mãos) foram acompanhados entre agosto de 1980 e agosto de 1990 no Hospital Sarah Kubitschek (DF). Em onze pacientes a deformidade era unilateral e em quatro, bilateral. O seguimento médio foi de 42 meses (variação de oito a 120 meses). UM método de avaliação radiológical é proposto. Os pacientes com desvio radial menor que 60° foram tratados conservadoramente. São também analisadas as malformações congênitas associadas.

LESÃO FACTÍCIA NA MÃO

Ricardo Kaempf de Oliveira, Leohnard Roger Bayerl, Daniel Lauxen, Felipe Roth, Pedro Delgado Serrano, Paulo Henrique Ruschel.

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):- - Relato de Caso

RESUMO

Objetivo: A presença de lesão com apresentação atípica, história clínica indefinida, que não melhora com tratamentos clássicos, deve colocar a equipe médica em alerta. Nesses casos, a hipótese de lesão factícia tem de ser levada em conta. Muitas vezes o diagnóstico correto na avaliação inicial pode evitar a realização de testes diagnósticos de alto custo, tratamentos desnecessários e desgaste da equipe médica. Por meio da apresentação de dois casos clássicos de lesão factícia na mão mostramos que, assim como descrito na literatura, tal patologia é de difícil diagnóstico e tratamento.

Keywords -Comportamento autodestrutivo Transtornos autoinduzidos/diagnóstico Transtornos autoinduzidos/psicologia Traumatismo da mão

Tratamento cirúrgico das fraturas supracondilianas desviadas do úmero na criança: análise dos resultados de 20 casos*

RENÉ SERPA ROUEDE; VINCENZO GIORDANO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL

Rev Bras Ortop. 2001;36(4):- - Artigo Original
Foram avaliados 20 casos de fraturas supracondilianas do úmero em crianças, tipo III de Gartland, tratados pela técnica de redução aberta por via posterior e fixação interna cruzada com fios de Kirschner. Os resultados foram avaliados clinicamente, segundo os critérios propostos por Flynn et al, e radiograficamente, através dos ângulos de Baumann (em incidência ânte-ro-posterior) e de inclinação (em incidência lateral) do cotovelo. Clinicamente, 19 pacientes (95%) obtiveram resultados considerados satisfatórios e um (5%), insatisfatório. Radiograficamente, os valores dos ângulos não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p > 0,05), quando comparados o lado fraturado e o lado oposto. Dois pacientes (10%) apresentavam mais de 10º de limitação do arco de flexão-extensão do cotovelo e dois (10%), cúbito varo quando da realização da última consulta ambulatorial. Diante dos resultados obtidos, os autores sugerem o uso desta técnica como uma opção de tratamento nas fraturas supracondilianas do úmero em crianças, tipo III de Gartland, por sua eficácia e segurança.

Experiência inicial com o instrumental de Cotrel-Dubousset

ANDRÉS EDGAR RODRIGUES FUENTES; HELTON L. A. DEFINO

Rev Bras Ortop. 1995;30(3):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência inicial com a utilização do instrumental de Cotrel-Dubousset no tratamento de 39 pacientes com patologias da coluna vertebral (25 escolioses, 12 fraturas e 2 degenerações discais). No grupo de pacientes com escoliose, eles observaram correção da deformidade e melhora do aspecto estético, com diminuição da giba em todos os pacientes. A correção média no plano frontal foi de 34,7 graus segundo o método de Cobb e o percentual médio de correção das curvas foi de 56,2%. O sistema permite a correção tridimensional da deformidade, melhora significativa do aspecto estético e não requer imobilização externa no período pós-operatório. No grupo de pacientes com fraturas da coluna vertebral, o sistema mostrou-se eficiente para ser utilizado na face posterior da coluna vertebral, permitindo a realização de compressão ou distração, dependendo da necessidade individual de cada caso. A realização de artrodese curta associada à fixação anterior possibilitou a não utilização de imobilização externa no período pós-operatório, que permitiu reabilitação e volta precoce às atividades dos pacientes desse grupo. Nos pacientes que apresentavam degeneração discal, o sistema também apresentou desempenho satisfatório para atender às necessidades da fixação desses casos. Não foram observadas complicações neurológicas, infecção ou quebra dos componentes do sistema. A experiência inicial com a utilização do instrumental de Cotrel-Dubousset mostrou que o sistema é muito versátil, permite a correção tridimensional das deformidades, possui grande resistência biomecânica e possibilita ainda a não utilização de imobilização externa no período pós-operatório, sendo portanto um sistema que atende às necessidades atuais da cirurgia da coluna vertebral.

TRAUMAS DA MÃO: ESTUDO RETROSPECTIVO

MARISA DE CÁSSIA REGISTRO FONSECA; NILTON MAZZER; CLÁUDIO HENRIQUE BARBIERI; VALÉRIA MEIRELLES CARRIL ELUI

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):181-186 - Artigo Original
Objetivo: Fazer levantamento retrospectivo de dados sobre lesões traumáticas das mãos por meio de amostra populacional de pacientes atendidos em hospital universitário durante um ano, visando conhecer o perfil dos acidentados de mão. Métodos: Informações obtidas em 355 prontuários de uma amostra dos traumas de mão ocorridos durante o ano de 2000 e atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo foram analisadas com técnica de amostragem aleatória simples. Resultados: Os dados revelaram que a média de idade foi de 27,3 ± 16,7 anos e que o sexo masculino foi o predominante (74,4%). Estudantes (28%) e profissionais que lidam com máquinas e ferramentas foram os mais acometidos (24%). Acidentes de trânsito e lacerações com vidro e serras foram as causas mais comuns das lesões. Fraturas (33%) e lesões tendinosas (20,3%) foram os diagnósticos mais freqüentes. Conclusão: As lesões traumáticas das mãos responderam por 27,6% de todos os traumas atendidos no hospital. A redução desse tipo de acidente pode ocorrer como resultado de um programa de prevenção, envolvendo a população, profissionais da saúde, educadores, representantes de entidades e governo.Descritores - Traumatismo da mão/epidemiologia; Estudos retrospectivos

Tratamento das lesões instáveis do anel pélvico com fixador supra-acetabular e parafusos sacroilíacos: resultados preliminares em 20 pacientes

Rodrigo Pereira Guimarães; Arthur de Góes Ribeiro; Oliver Ulson; Ricardo Bertozzi de Ávila; Nelson Keiske Ono e Giancarlo Cavalli Polesello

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):132-137 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados do tratamento de 20 pacientes que usaram como tratamento definitivo um método de osteossíntese opcional para fraturas do anel pélvico. Métodos: Foi feita uma análise retrospectiva da série de 20 casos de pacientes com fratura do anel pélvico tipo C de Tile, portadores de alto risco de infecção pós-operatória, tratados na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo entre agosto de 2004 e dezembro de 2012, submetidos a fixação externa supra-acetabular percutânea associada com parafusos canulados iliossacrais de 70 mm. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 40 anos (mínimo de 22; máximo de 77) e o tempo médio de seguimento foi de 18,5 meses (mínimo de três; máximo de 69). Após o término do tratamento dez pacientes (50%) foram classificados com bons resultados, nove (45%) tiveram desfecho regular e um (5%) não apresentou melhoria alguma. Seis apresentaram complicações. A parestesia do nervo cutâneo femoral lateral foi a mais frequente (dois pacientes). Conclusão: A fixação externa supra-acetabular associada a osteossíntese percutânea iliossacral é um bom método de tratamento definitivo para os pacientes com alto risco de infecção pós-operatória.

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