ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 415 resultado(s)

Busca por: Tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior em jogadores profissionais de futebol por cirurgiões ortopedistas*

Tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior em jogadores profissionais de futebol por cirurgiões ortopedistas*

Gustavo Gonçalves Arliani; Vitor Luis Pereira; Renan Gonçalves Leão; Paulo Schmidt Lara; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):703-708 - Artigo Original

OBJETIVO Descrever o tratamento realizado por especialistas das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) em jogadores profissionais de futebol.
MÉTODOS Estudo transversal, no qual ortopedistas vinculados a clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol responderam a um questionário sobre o tratamento das lesões do LCA em jogadores profissionais de futebol.
RESULTADOS Os especialistas aguardam entre uma e quatro semanas após a lesão do LCA para realizar o tratamento cirúrgico. Utilizam técnica com incisão e banda únicas auxiliada por artroscopia, perfuração do túnel femoral via portal acessório medial, e autoenxerto quádruplo de tendões flexores ou autoenxerto de tendão patelar. Os jogadores são liberados para correr em linha reta após três a quatro meses; para exercícios com bola sem contato com outros atletas, após quatro a seis meses; e o retorno ao esporte acorre após seis a oito meses. O principal parâmetro usado para o retorno ao esporte é o teste de força isocinético. Os especialistas estimam que mais de 90% dos jogadores operados por lesão do LCA retornam ao esporte profissional, e entre 60% e 90% retornam com o mesmo nível ou com um nível melhor de desempenho.
CONCLUSÃO Este estudo descreve de forma satisfatória as principais práticas cirúrgicas e pós-operatórias adotadas pelos especialistas nessa população altamente específica de pacientes.

Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; joelho/cirurgia; futebol; reabilitação.

História das lesões meniscais na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

WILSON MELLO A. JR.; PAULO CESAR FERREIRA PENTEADO; ADRIANO MARCHETTO; ISMAEL FERNANDO DE CARVALHO FATARELLI; RUBENS LOMBARDI RODRIGUES; PAULO HENRIQUE CERQUEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(11/12):- - Atualizaçao
Neste estudo retrospectivo os autores revisaram 166 prontuários de pacientes com instabilidade sintomática do joelho submetidos a reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior (LCA), com o objetivo de avaliar cronologicamente as lesões meniscais associadas à ruptura do LCA. A lesão meniscal esteve associada à lesão do LCA em 82% dos casos. A lesão isolada do menisco lateral (ML) ocorreu em 27 pacientes (16%) e do menisco medial (MM) em 55 (33%). A lesão dupla (ML + MM) ocorreu em 54 casos (33%) e 30 pacientes (18%) não apresentaram lesão meniscal. Os pacientes foram divididos em três grupos con-forme o tempo decorrido entre a lesão do LCA e a cirurgia de reconstrução: Grupo I (0 a 4 meses), Grupo II (4 meses a 5 anos) e Grupo III (mais de 5 anos). Observou-se que no Grupo I houve predomínio da lesão isolada do ML em relação a lesão dupla e do MM isolada. Nos Grupos II e III a lesão isolada mais encontrada foi a do MM, seguida da lesão dupla, e isolada do ML. Dos 166 pacientes, 139 romperam o LCA durante prática de esporte e o mecanismo de trauma mais comum foi o rotacional. Conclui-se que a lesão do ML foi mais freqüente nos quatro primeiros meses após a ruptura do LCA e que, quanto mais tardia a cirurgia de reconstrução, maior é a incidência de lesão meniscal, especialmente do MM.

Reeducação proprioceptiva nas lesões do ligamento cruzado anterior do joelho *

TANIA CLARETE F. VIEIRA S. SAMPAIO JOSÉ MÁRCIO GONÇALVES DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
A reeducação proprioceptiva do joelho tornou-se imperativa nas lesões do ligamento cruzado anterior (LCA), uma vez que, após a lesão, há necessidade de se desenvolver uma capacidade adaptativa dos numerosos mecanorreceptores que existem no joelho, para fornecer ao sistema nervoso central informações de posição, movimento e stress articular. Os autores deste trabalho divulgam um método de reeducação proprioceptiva aplicado em 247 pacientes com lesão do LCA e secundariamente apresentam uma técnica de avaliação proprioceptiva. Enfatizam a importância desse método no processo de reabilitação de pacientes com lesão do LCA, com ou sem reconstrução. O objetivo é devolver a esses pacientes a habilidade, agilidade e confiança, através do aumento da velocidade da resposta de defesa e da estabilidade articular. Como dado subjetivo, relatam a perda do medo que os pacientes adquirem quando da lesão.

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualizaçao
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

Tratamento das lesões crônicas do ligamento cruzado anterior com prótese artificial de partes moles*

SAMIR FARAH; CONSTANTINO JORGE CALAPODOPULOS; FERNANDO RIBEIRO

Rev Bras Ortop. 1997;32(11):- - Artigo Original
Os autores apresentam 22 casos de instabilidade crônica do joelho submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior, com prótese artificial de partes moles. Os pacientes, 19 do sexo masculino e 3 do feminino, foram operados entre novembro de 1988 e novembro de 1994. Todos foram avaliados clinicamente, dando-se ênfase à avaliação subjetiva. A grande maioria dos pacientes estava satisfeita com o tratamento.

Estudo comparativo no tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior no esporte*

MOISÉS COHEN, RENE JORGE ABDALLA, BENNO EJNISMAN, MARCELO S. FILARDI3, JOICEMAR T. AMARO

Rev Bras Ortop. 1997;32(5):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores realizaram estudo comparativo do nível de retorno às atividades esportivas de 100 atletas recreativos com lesão do ligamento cruzado anterior, confirmada por artroscopia, divididos em dois grupos de 50, após seguimento mínimo de quatro anos. No grupo I, os pacientes foram tratados incruentamente por meio de fisioterapia e, no grupo II, por meio de reconstrução ligamentar com o terço médio do tendão patelar, seguida de programa de reabilitação. Todos os pacientes apresentavam positividade das manobras de Lachman e pivot-shift sob anestesia. A avaliação dos resultados foi realizada segundo os critérios do International Knee Documentation Committee, baseada em sete variáveis. A melhora subjetiva para a volta ao esporte foi mais freqüente no grupo operado. A presença de dor, inchaço e falseio esteve relacionada aos níveis de menor atividade esportiva, em ambos os grupos. Igualmente, não se encontrou relação entre as lesões meniscais e o nível de volta ao esporte. Finalmente, concluiuse que o tratamento cirúrgico foi fator determinante para a obtenção dos melhores resultados na avaliação final, em-bora o tratamento clínico das lesões do ligamento cruzado anterior possa ser boa indicação aos pacientes de me-nor atividade esportiva.

ESTUDO PROSPECTIVO CONTROLADO DO TRATAMENTO DAS LESÕES ISOLADAS DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM RECONSTRUÇÃO E OSTEOTOMIAS CONCOMITANTES

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ; MARCO MARTINS AMATUZZI; ROBERTO FREIRE DA MOTA E ALBUQUERQUE; MARCOS HENRIQUE F. LARAYA; MARCIO LUIZ LIBRELOTTO RUBIN; MAURÍCIO MARTINELLI FILHO

Rev Bras Ortop. 2004;39(7):- - Artigo Original
Com o objetivo de verificar os resultados das reconstruções intra-articulares do LCA associadas à osteotomia valgizante da tíbia, no mesmo ato, os autores realizaram a análise de 15 joelhos operados em 15 pacientes (grupo com osteotomia) com média de idade de 32,87 anos (mínima: 20 e máxima: 54). O tempo de seguimento variou de 11 a 42 meses, com média de 24,67 meses. Compararam os resultados com outros 15 pacientes (15 joelhos) (grupo controle), submetidos à reconstrução do LCA isolada, com média de idade de 32,73 anos (mínima: 17 e máxima: 52). O tempo de seguimento variou de 19 a 132 meses, com média de 30,67 meses. No grupo com osteotomia o escore de Lysholm variou de 15 a 70 pontos, com média de 43,47, no pré-operatório e de 80 a 100 pontos, com média de 91,87, no pós-operatório. No grupo controle, os valores pelo mesmo escore pré-operatórios variaram de 30 a 81 pontos, com média de 55,73, e de 74 a 100 pontos, com média de 91,67, no pós-operatório. Não foram observadas diferenças estatísticas entre os dois grupos, tanto na pontuação pré como pós-operatória. Concluíram que a técnica proposta da operação concomitante apresentou os mesmos índices de bons resultados para a reconstrução ligamentar e, pelos índices calculados, a osteotomia não alterou esses dados. Descritores - Osteotomia; ligamento cruzado anterior; tíbia; joelho; estudo prospectivo.

ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO DE RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR E FREQÜÊNCIA DE OUTRAS LESÕES ARTICULARES DO JOELHO

ROBSON ROCHA DA SILVA; MARCOS ALMEIDA MATOS; DANIEL JOSÉ DE ARAÚJO SILVA; MARCONDES DA SILVA ABREU

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):268-271 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se o tempo de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) se correlaciona com a freqüência de lesões associadas em outras estruturas do joelho. Métodos: Realizou-se estudo retrospectivo em 46 pacientes com lesão do LCA, entre 16 e 43 anos, sendo 44 masculinos e dois femininos. Todos os pacientes tiveram confirmação artroscópica de suas lesões que foram registradas em fichas padronizadas, as quais foram utilizadas para coleta de dados. Resultados: Doze pacientes apresentaram lesões agudas (até seis semanas), 15 lesões subcrônicas (seis semanas a um ano) e 19 lesões crônicas (superior a um ano). A probabilidade de existirem lesões associadas nos pacientes com mais de um ano de instabilidade anterior foi de 57,89%. As lesões no menisco lateral foram mais comuns na fase aguda (60%), sendo a lesão do menisco medial mais comum na fase crônica (51,51%). Conclusões: Existiu aumento significativo (40,64%) do número de lesões associadas à ruptura do LCA, em relação ao tempo de instabilidade articular, e o atraso no tratamento da insuficiência do LCA, por mais de um ano, aumentou em 6,5 vezes a chance de o joelho apresentar outras lesões associadas.Descritores - Instabilidade articular; Articulação do joelho/ lesões; Ligamento cruzado anterior/lesões; Ruptura

Ligamento cruzado anterior - Artigo de atualização

Marcus Vinicius Malheiros Luzo; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Fernando Cury Rezende; Guilherme Conforto Gracitelli; Pedro Debieux; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):385-395 - Atualizaçao
    This updating article on the anterior cruciate ligament (ACL) has the aim ofaddressing some ofthe most interesting current topics in this field. Within this stratified approach, it contains the following sections: ACL remnant; anterolateral ligament and combined intra and extraarticular reconstruction; fixation devices; and ACL femoral tunnel creation techniques.

Lesões do ligamento cruzado anterior e do menisco no esporte: incidência, tempo de prática até a lesão e limitações causadas pelo trauma

Diego Costa Astur; Marcos Xerez; João Rozas; Pedro Vargas Debieux; Carlos Eduardo Franciozi; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):652-656 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a incidência da lesão do LCA e dos meniscos numa população de atletas amadores e profissionais no Brasil e a relação destas lesões com o esporte praticado. Métodos: Estudo prospectivo observacional de 240 pacientes com lesão meniscoligamentar do joelho desencadeada por diversas atividades esportivas. Dados dos pacientes, do esporte praticado e do questionário de Tegner foram registrados na primeira avaliação clínica. Os pacientes foram divididos em grupos: 1) lesão isolada do LCA; 2) lesão do LCA associada a lesão meniscal; 3) lesão meniscal isolada. Resultados: A maioria dos pacientes pertencia ao grupo 1 (44,58%), seguido pelos grupos 2 (30,2%) e 3 (25%). O tempo médio de prática esportiva para gerar lesão foi de 17,81 anos no grupo 1, 17,3 no grupo 2 e 26,91 no grupo 3. Atletas de futebol apresentaram lesão de LCA em 0,523/1000 horas de jogo e de lesões meniscais em 0,448/1000 horas de jogo. Antes da lesão, a média de pontos obtidos no questionário de Tegner para os pacientes do grupo 1, 2 e 3 foram de 7,18, 7,34, e 6,53. Após a lesão, este valor caiu para 3,07, 3,18, e 2,87 respectivamente. Conclusões: A modalidade esportiva mais praticada foi o futebol e causou o maior número de lesões, independente do grupo. Além disso, pacientes do grupo 1 e 2 levaram menos tempo de prática do que os do grupo 3 para sofrerem lesões. As mulheres apresentaram maior risco de lesões de LCA e meniscos por 1000 horas de treino/jogo. Corrida, voleibol e academia estão em ordem crescente de riscos de lesões meniscoligamentares. Quando avaliado o retorno ao esporte, o rendimento de todos os atletas foi prejudicado pela lesão.

EXISTE DIFERENÇA NOS TESTES DE FORÇA DA DINAMOMETRIA ISOCINÉTICA ENTRE JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTEBOL DE CAMPO E FUTEBOL DE SALÃO?

Adriano Barros de Aguiar Leonardi; Mauro Olivio Martinelli; Aires Duarte Junior

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):368-374 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar uma análise comparativa dos resultados da avaliação isocinética de força entre jogadores de futebol masculino profissional de campo e de salão e correlacioná-los aos índices de maior risco de lesão descritos na literatura. Métodos: Analisamos 16 atletas jogadores de futebol de campo e 15 atletas jogadores de futsal. Todos os profissionais eram do sexo masculino e tiveram seus joelhos submetidos à avaliação isocinética da força muscular. Resultados: A média de peso foi de 81,81kg para futebol de campo e 80,33kg para o futsal. Os picos de torque extensor direito e esquerdo para o futebol de campo e salão foram, respectivamente, 302,50 e 313,31Nm e 265,20 e 279,80Nm e, para flexores, 178 e 184,88Nm e 158,27 e 154Nm. Os índices de pico de torque por peso corpóreo dos extensores direito e esquerdo para o futebol de campo e salão foram, respectivamente, 3,84 e 3,7Nm/kg e 3,32 e 3,52Nm/ kg e, para flexores, 2,17 e 2,26Nm/kg e 1,98 e 1,93Nm/kg. A relação de equilíbrio entre músculos flexores e extensores dos lados direito e esquerdo para o futebol de campo e futsal foram, respectivamente, 59,81 e 59,44% e 60,47 e 54,80%. Os índices da relação de extensores entre os lados direito e esquerdo do futebol de campo e salão foram, respectivamente, 11,44 e 9,20% e, para os flexores, 7,31 e 8,80%. Conclusões: De acordo com parâmetros internacionais, a análise comparativa dos resultados da avaliação isocinética de força entre jogadores de futebol masculino profissional de campo e de salão na pré-temporada mostra que existe equilíbrio muscular e baixa probabilidade de lesão. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre os parâmetros analisados dos jogadores das duas modalidades. Descritores - Contração Isométrica; Futebol; Dinamômetro de Força Muscular.

LESÕES DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: CARACTERÍSTICAS E ASSOCIAÇÕES MAIS FREQUENTES

Marco Túlio Lopes Caldas; Gilberto Ferreira Braga; Samuel Lopes Mendes; Juliano Martins da Silveira; Robson Massi Kopke

Rev Bras Ortop. 2013;48(5):427-431 - Artigo Original
Objetivo: Pesquisar a prevalência das lesões do ligamento cruzado posterior (LCP) e suas combinações e correlações com o mecanismo e a ocorrência de luxação evidente e fratura associada. Método: Estudo retrospectivo de 85 lesões do LCP operadas entre 2003 e 2010. Diagnóstico por meio do exame físico e da radiografia dinâmica, confrontados com achados cirúrgicos. Resultados: Lesões que envolveram o LCP foram mais prevalentes nos homens (78,8%) com média de idade de 33 anos. A causa principal foi o acidente de trânsito (73,80%), dos quais 49,4% de motocicleta. Lesão isolada do LCP ocorreu em 15,3% dos casos e combinada em 84,7%. Dentre as lesões isoladas, nove foram avulsões ósseas (10,6%). O ligamento mais associado às lesões do LCP foi o cruzado anterior (48,2%), seguido da lesão combinada do LCP com o ligamento colateral lateral/canto póstero-lateral (22,4%). Fraturas estiveram mais associadas à combinação LCP + LCL/CPL e não apareceram nas lesões do LCP + ligamento colateral medial/canto póstero-medial. Complicações além de fraturas: lesão de nervo periférico (4,8%) e vascular (1,2%). Luxação evidente no primeiro atendimento (16,7%), mais prevalente na combinação LCP + LCA+LCM/CPM (44,4%). Metade dos pacientes foi operada na fase aguda. Houve diferença estatística significativa (p < 0,05) na comparação de cada combinação de lesões de ligamentos com a presença de fratura, luxação evidente ou mecanismo do trauma. Conclusão: Lesões do LCP submetidas a tratamento cirúrgicoemcentro de atenção ao trauma ortopédico foram na sua maioria multiligamentares e envolveram principalmente o LCA. Houve associação significativa entre o tipo de lesão com o mecanismo de trauma, a forma de apresentação do joelho, se luxado ou reduzido, e a presença de fratura associada. Descritores - Estudos retrospectivos Joelho Ligamento cruzado posterior/lesões Ligamento cruzado posterior/cirurgia

Reconstrução anatômica do ligamento cruzado anterior: uma abordagem lógica

Julio Cesar Gali

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Nota Técnica
Descrevemos a abordagem cirúrgica que vimos usando nos últimos anos para a reconstruçãodo ligamento cruzado anterior (LCA) e destacamos a importância da visualização artroscó-pica pelo portal anteromedial e perfuração do túnel femoral por um portal anteromedialacessório, para que a reconstrução seja realmente anatômica. Essa via permite a observaçãodireta da inserção femoral do LCA na face medial do côndilo femoral lateral, não necessitade guias para a criação do túnel femoral anatômico, dispensa a necessidade de incisão noterço distal e lateral da coxa, como é inevitável quando a perfuração do túnel femoral é feitaoutside-in, e permite, também, a reconstrução do LCA com dupla banda.

Medidas peroperatórias na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

JOSÉ MÁRCIO G. DE SOUZA; MARCO TÚLIO L. CALDAS; LEONARDO C. ANTUNES; OSCAR NICOLAI PINHEIRO; TANIA CLARETE V. SAMPAIO

Rev Bras Ortop. 1998;33(12):- - Artigo Original
A fim de promover mais informações para decisões técnicas na reconstrução do LCA, os autores tomaram medidas peroperatórias da distância entre os orifícios intraarticulares dos túneis tibial e femoral e da parte tendinosa do enxerto do tendão patelar em 30 joelhos de pacientes que se submeteram a uma reconstrução. Discutem os valores e possíveis relações desses dados e sua importância em relação à isometricidade, local de implantação e fixação do enxerto.

Alterações radiográficas femoropatelares na insuficiência do ligamento cruzado anterior

Diego Protásio de Vasconcelos; Alan de Paula Mozella; Pedro Guilme Teixeira de Sousa Filho; Gustavo Cardilo Oliveira; Hugo Alexandre de Araújo Barros Cobra

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):43-49 - Artigo Original
Objetivo: análise comparativa de três parâmetros radiográficos femoropatelares entre joe-lhos com insuficiência crônica do ligamento cruzado anterior (LCA) e joelhos normais.Métodos: foram selecionados 30 pacientes voluntários com diagnóstico de lesão crônicaisolada unilateral do LCA havia mais de um ano e joelho contralateral normal. Todos ospacientes foram submetidos a radiografias digitais de ambos os joelhos nas incidências emperfil absoluto a 30?de flexão, com e sem carga monopodal, e axial de patela a 30?. Forammensurados, nas radiografias obtidas, o índice de altura patelar de Caton-Deschamps, oângulo de congruência patelar de Merchant e o ângulo de inclinação lateral da patela, des-crito por Laurin, nos joelhos normais e nos joelhos com lesão do LCA e foi feita análisecomparativa entre esses dois grupos.Resultados: a altura patelar foi inferior, de forma estatisticamente significante (p < 0,001),nos joelhos com insuficiência do LCA em comparação com os joelhos normais, tanto nasradiografias sem carga quanto nas com carga monopodal. O ângulo de congruência patelarde Merchant foi significativamente menor (p < 0,001) nos joelhos normais e o ângulo deinclinação lateral da patela foi inferior (p < 0,001) nos joelhos com insuficiência do LCA.Conclusão: a insuficiência crônica do LCA alterou de forma estatisticamente significante(p < 0,001) os valores dos parâmetros radiográficos femoropatelares estudados. Joelhos comlesão desse ligamento apresentaram menores valores de altura patelar, maior inclinação edeslocamento laterais da patela em relação à tróclea femoral comparados com os joelhoscontralaterais normais. Descritores - Instabilidade articular Ligamento cruzado anterior Articulação patelofemoral

Protocolo de reabilitação após reconstrução do ligamento cruzado anterior

Ricardo de Paula Leite Cury; Henry Dan Kiyomoto; Gustavo Fogolin Rosal; Flávio Fernandes Bryk; Victor Marques de Oliveira; Osmar Pedro Arbix de Camargo

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):421-427 - Artigo de Revisao
Elaborar um protocolo de reabilitação pós-reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) através de revisão da literatura. Foi realizada uma revisão da literatura em busca de dados referentes a conceitos e estudos biomecânicos relacionados com o ligamento cruzado posterior do joelho, utilizando-se os bancos de dados Medline e Embase. A estratégia de busca foi montada com a seguinte regra: problema ou lesão, associado a termos de localização anatômica, procedimento de intervenção cirúrgica associado a termos de reabilitação. Iniciamos o processo desta forma e posteriormente realizamos restrições a termos específicos para melhorar a especificidade da busca. Para confecção do protocolo, uma tabela foi construída para melhor direcionamento dos dados, com base no tempo decorrido do procedimento cirúrgico até o início da fisioterapia. Um protocolo de reabilitação foi criado para melhor controle da descarga de peso nas primeiras semanas com o auxílio de imobilizador de joelho. Objetivamos o ganho da amplitude de movimento total do joelho, que deve ser conseguido até o terceiro mês, evitando-se, assim, contraturas resultantes do processo de cicatrização tecidual. Os exercícios de fortalecimento e treino sensório-motor foram orientados de acordo, evitando-se sobrecarga sobre o enxerto e respeitando os períodos de cicatrização do mesmo. O protocolo proposto nesta revisão foi enquadrado dentro das evidências atuais sobre o assunto. Descritores - Ligamento Cruzado Posterior; Joelho; Reabilitação.

Lesão parcial do Ligamento Cruzado Anterior: diagnóstico e tratamento

Eduardo Frois Temponi; Lúcio Honório de Carvalho Júnior; Bertrand Sonnery-Cottet; Pierre Chambat

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):9-15 - Artigo de Revisao
Lesões parciais do ligamento cruzado anterior (LCA) são comuns e representam 10%-27% dastotais. As principais razões para atenção ao feixe não rompido são biomecânicas, vascula-res e proprioceptivas. A permanência do feixe serve ainda de proteção durante o processocicatricial. A definição dessa lesão é controversa, baseada na anatomia, no exame clínico, namedida da translação, nos exames de imagem e na artroscopia. Seu tratamento vai dependerda frouxidão e da instabilidade existentes. O tratamento conservador é opcional para casossem instabilidade, com enfoque na reabilitação motora. O tratamento cirúrgico é desafiador,pois exige correto posicionamento dos túneis ósseos e conservação dos remanescentes dofeixe rompido. O teste do pivot-shift sob anestesia, os achados à ressonância magnética, onível e o tipo de atividade esportiva prévia e o aspecto artroscópico dos remanescentes e suaspropriedades mecânicas auxiliarão o ortopedista no processo decisório entre o tratamentoconservador, o tratamento cirúrgico com reforço do LCA nativo (reconstrução seletiva) ou areconstrução clássica (anatômica). Descritores - Ligamento cruzado anterior/lesões Ligamento cruzado anterior/cirurgia Joelho

Anatomia descritiva da inserção femoral do ligamento cruzado anterior

Julio Cesar Gali; Danilo Bordini Camargo; Felipe Azevedo Mendes de Oliveira; Rafael Henrique Naves Pereira; Phelipe Augusto Cintra da Silva

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):421-426 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os aspectos morfológicos da inserção femoral do ligamento cruzado anterior (LCA) para definir suas características anatômicas e a localização de seu sítio de inserção, com a finalidade de verificar se essa inserção tem características individuais e para prover informações para o posicionamento adequado do túnel femoral na reconstrução anatômica do LCA.
MÉTODOS: Foram examinados 16 joelhos originados de amputações. Nesses, foram observados macroscopicamente o número de bandas e o formato das inserções ligamentares. Foram medidos, com um paquímetro digital, o comprimento e a espessura dessas inserções. As distâncias entre os limites do ligamento e a cartilagem articular e a medida da área de inserção ligamentar foram avaliadas com o software ImageJ.
RESULTADOS: A localização do sítio de inserção ligamentar do LCA no côndilo femoral lateral foi excêntrica, mais próxima da cartilagem condilar profunda. Em dez joelhos (62,5%) as inserções foram ovais; o comprimento médio das inserções foi de 16,4 mm, variou de 11,3 a 19,3 mm; a espessura variou de 7,85 a 11,23 mm (média de 9,62). A área média das inserções foi de 99,7 mm2, variou de 80,9 a 117,2 mm2. As distâncias médias entre os limites do ligamento até a cartilagem articular superficial, profunda e inferior foram, respectivamente, 9,77 ± 1,21; 2,60 ± 1,20 e 1,86 ± 1,15.
CONCLUSÃO: Houve uma diferença de 30% a 40% entre os resultados mínimo e máximo das mensurações do comprimento, da espessura e da área das inserções femorais do LCA, evidenciou uma variação individual importante. O sítio de inserção do LCA foi excêntrico, mais próximo da cartilagem articular profunda do côndilo femoral lateral.


Palavras-chave: Fêmur; Ligamento cruzado anterior; Anatomia; Procedimentos ortopédicos.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Tratamento da lesão aguda do ligamento cruzado anterior*

GILBERTO LUÍS CAMANHO1, ROGÉRIO OLIVI, LUÍS FELIPE CAMANHO3, MARCELO DE AZEVEDO E SOUZA MUNHOZ, MAURO CUBAS MOURA

Rev Bras Ortop. 1997;32(5):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores estudaram a evolução de 73 pacientes com lesão do ligamento cruzado anterior submetidos a reconstrução por duas técnicas distintas. Quarenta e seis foram operados pela técnica que utiliza o terço médio do tendão patelar como enxerto e 27 pela técnica que utiliza o tendão do músculo semitendíneo triplo. Os resultados quanto ao retorno às atividades que antecederam o trauma foram bons na maioria dos casos, independente da técnica empregada. A análise do período de reabilitação demonstrou que os pacientes operados pela técnica que uti-liza o terço médio do tendão patelar apresentaram maior número de problemas.

Pesquisas Recentes

Aguarde, carregando...

Filtrar

Anos


Tipos de artigos