ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 73 resultado(s)

Busca por: Administrações Orais do Látex da Hancornia speciosa Gomes não aumentam a neoformação óssea*

Administrações Orais do Látex da Hancornia speciosa Gomes não aumentam a neoformação óssea*

Francielly Andressa Felipetti; Rafaela Mariano Bereta; Sônia Maria Stefano Piedade; Pedro Duarte Novaes

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):692-696 - Artigo Original

OBJETIVO Este trabalho objetivou avaliar o efeito sistêmico do látex de H. speciosas obre a neoformação óssea.
MÉTODOS Para isso, o látex foi coletado e diluído a 3% e a 50%. Um total de 28 ratos Wistar foi submetido a cirurgia para a criação de um defeito de 5 mm de diâmetro no osso parietal. Esse experimento foi conduzido em dois períodos distintos: 1 e 2. Para cada período, os ratos foram divididos em 3 grupos: Grupo Controle, Grupo Látex3 e Grupo Látex50 que receberam, respectivamente, administrações diárias de 0,5 mL de água destilada, látex a 3% e látex a 50% por gavagem, via oral. Os ratos dos períodos 1 e 2 foram eutanasiados, respectivamente, 15 e 30 dias após a cirurgia e a calvária foi coletada. Os resultados foram analisados utilizando os testes ANOVA e Tukey; o nível de significância estabelecido foi 0,05.
RESULTADOS Mostramos que, em cada período analisado, os grupos experimentais tiveram a mesma quantidade de osso neoformado no defeito da calvária.
CONCLUSÃO Portanto, concluímos que administrações diárias e orais do látex de H. speciosa a 3% e a 50% durante um período de 15 e 30 dias não contribui para o aumento da área do osso neoformado no defeito da calvária.


Palavras-chave: apocynaceae; hematoxilina; histologia; látex; osso e ossos; terapias complementares.

ESTUDO COMPARATIVO DA NEOFORMAÇÃO ÓSSEA UTILIZANDO-SE O ENXERTO AUTÓGENO E TRÊS SUBSTITUTOS: DEFEITOS ÓSSEOS EM RATOS

Rodrigo Steffen Stein; Jefferson Braga Silva; Vinicius Duval da Silva

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):330-335 - Artigo Original
Objetivo: Comparar a percentagem de neoformação óssea promovida pelo enxerto ósseo autógeno e três tipos de materiais de substituição de características distintas em cavidades em fêmures de ratos. Métodos: Foram realizadas duas cavidades de 5,4 x 2,7mm, em cada fêmur (direito e esquerdo), de 14 ratos Wistar isogênicos. Cada um dos quatro defeitos criados foi preenchido com o osso autógeno ou com um dos três materiais testados - hidroxiapatita (HA), Genphos® (HA+ ß-TCP) e GenMix® (um enxerto ósseo bovino composto). Ao final dos períodos de seis semanas (n = 6) e 12 semanas (n = 8), os animais foram sacrificados. As lâminas (coradas com Picro-Sirius) foram analisadas por microscopia óptica normal e software específico. Resultados: Os grupos com o osso autógeno se mostraram muito superiores aos demais nos dois tempos analisados, tendo média de neoformação óssea ± DP de 90,6 ± 10,8% em seis semanas, e 98 ± 9,2% em 12 semanas (p > 0,0001 em ambos os tempos analisados). Em seis semanas, os resultados para os demais grupos foram os seguintes: Genphos®, 46 ± 7,1%; HA, 43,1 ± 8,4%; e GenMix®, 57,3 ± 4,5%. Em 12 semanas: Genphos®, 47,8 ± 11,1%; HA, 39,9 ± 5,4%; GenMix®, 59,7 ± 4,8%, significativa (p = 0,007). Conclusões: Em ambos os tempos analisados, os três materiais de substituição óssea testados se mostraram inferiores ao osso autógeno quanto à percentagem de neoformação óssea. Descritores - Regeneração óssea; Transplante ósseo; Substitutos ósseos; Durapatita; Fosfatos de cálcio; Transplante heterólogo; Transplante autólogo; Materiais biocompatíveis; Ratos Wistar

ALERGIA AO LÁTEX EM PACIENTES PORTADORES DE MIELOMENINGOCELE

ANTÔNIO CARLOS FERNANDES; SIMONE DE OLIVEIRA BITTENCOURT BITU; FRANCISCO HÉLIO VIOLANTE JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):217-220 - Artigo Original
Objetivo: Os autores pesquisaram a prevalência de alergia ao látex em pacientes portadores de mielomeningocele na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e se existe relação com a idade. Métodos: Foram avaliados 187 pacientes, com média de idade de sete anos e três meses (variando de seis meses a 35 anos). Noventa e oito eram do sexo feminino e 89 do masculino. Foram colhidas amostras de sangue e submetidas a teste com antígeno K82, para detectar resposta de anticorpos IgE específicos. Resultados: Cinqüenta e cinco pacientes (29,5%) apresentaram o teste positivo. Foi aplicado o teste estatístico de Mann-Whitney, evidenciando que a sensibilização ao látex au-menta de acordo com a idade do paciente. Conclusões: A prevalência de alergia ao látex em pacientes portadores de mielomeningocele é alta e a sensibilização ao látex au-menta ao longo dos anos.Descritores - Mielomeningocele; Disrafismo espinhal; Hipersensibilidade ao látex.

Cirurgia da mão e do punho sem suspender varfarina ou antiplaquetários orais - Revisão sistemática

Trajano Sardenberg; Francisco Simões Deienno; Raffaello de Freitas Miranda; Denis Varanda; Andréa Christina Cortopassi; Paulo Roberto de Almeida Silvares

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):390-395 - Artigo de Revisao
    Avaliar, por meio de revisão sistemática da literatura, se há ou não necessidade de suspender medicamentos antitrombóticos (varfarina, AAS e clopidogrel) para a realização de procedimentos eletivos de cirurgia do punho e da mão. A busca de artigos foi feita por meio da combinação de palavras-chave nas bases de dados disponíveis, sem restrições de desenho científico, sendo selecionadas séries com cinco ou mais cirurgias; os artigos selecionados foram analisados em relação às complicações graves (necessidade de tratamento cirúrgico) e leves (sem necessidade de tratamento cirúrgico). Sete artigos foram encontrados e analisados; 410 cirurgias do punho e da mão foram feitas em pacientes em uso de varfarina ou AAS e clopidogrel e observou três complicações graves (0,7%) e 38 leves (9,2%); 2.023 cirurgias foram feitas em pacientes sem uso dos antitrombóticos, apresentaram zero complicações graves e 18 leves (0,8%). Pacientes em uso de varfarina ou antiplaquetários orais (AAS, clopidogrel e AAS associado a clopidogrel) não necessitam suspender a medicação para ser submetidos a cirurgias do punho e da mão.

Uso de anticoagulantes orais para prevenção de eventos tromboembólicos no pós-operatório de artroplastia de quadril: revisão sistemática

Anderson Reus Trevisol; Eduardo Felipe Mandarino Coppi; Julia Pancotte; Emanuelly Casal Bortoluzzi; Gabriel Pozzobon Knop

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):515-520 - Artigo de Revisao

Os anticoagulantes orais usados no pós-operatório de artroplastia de quadril para prevenção de eventos tromboembólicos geram dúvidas a respeito da efetividade tromboprofilática e da redução de riscos hemorrágicos. Para isso, esta revisão sistemática tem como objetivo avaliar o uso de anticoagulantes orais para prevenção de eventos tromboembólicos no pós-operatório de pacientes submetidos a artroplastia de quadril. Os métodos usados foram pesquisas nas bases de dados indexadas do PubMed, BVS e periódicos da Capes de setembro de 2015 a junho de 2016, dos últimos dez anos, completos, livres e nos idiomas inglês e português. Os resultados apresentaram alguns casos de embolia pulmonar, trombose venosa profunda e sangramentos; apesar disso, os NACOs foram considerados, pelos estudos citados, eficazes na prevenção de eventos tromboembólicos. Os três medicamentos estudados mostraram-se importantes na prevenção de eventos tromboembólicos, mas os melhores resultados profiláticos foram obtidos com Rivaroxaban 10 mg, uma vez ao dia, com duração entre 30 e 35 dias com anticoagulantes orais e 28 a 42 dias com antiagregante plaquetário.


Palavras-chave: Artroplastia de quadril; Anticoagulantes; Embolia pulmonar; Trombose venosa/prevenção & controle.

Lesões do manguito rotador: a ultra-sonografia e a pneumoartrografia aumentam a capacidade diagnóstica do exame físico, para a detecção das roturas do supra-espinhal?

SÉRGIO J. NICOLETTI; LAUDELINO DE MOURA

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Foi realizado estudo comparativo sobre o valor da ultra-sonografia e da pneumoartrografia, utilizadas como exames complementares ao diagnóstico de pinçamento subacromial com ou sem lesão do manguito rotador, estabelecido através do exame físico. Dos 160 pacientes que receberam o tratamento conservador, 48 não melhoraram e continuaram sendo atendidos em nosso ambulatório, sendo então eleitos para tratamento cirúrgico e para este trabalho. Dos pacientes estudados, 32 (66,7%) eram do sexo feminino e 16 (33,3%), do masculino. Suas idades variaram de 19 a 79 anos (idade média de 48 anos). O lado afetado correspondeu ao lado dominante em 31 (65%) dos pacientes e ao lado não dominante em 17 (35%). Todos os pacientes avaliados foram submetidos às manobras semiológicas para detecção de lesão do supra-espinhal e, seqüencialmente, à radiografia simples, ultra-sonografia e pneumoartrografia. Os resultados de cada exame foram comparados em relação à artroscopia do ombro, cuja indicação foi a ausência de remissão dos sintomas dolorosos, após tratamento conservador. Conclusões - A utilização da ultra-sonografia e da pneumoartrografia em pacientes com teste clínico do su-pra-espinhal positivo não acrescentou valor importante ao diagnóstico clínico. Em pacientes sintomáticos, com teste clínico negativo para rotura do supra-espinhal, a pneumoartrografia e, principalmente, a ultra-sonografia aumentaram consideravelmente a capacidade de diagnóstico. A utilização da pneumoartrografia para confirmar o resultado negativo da ultra-sonografia não parece ter indicação, uma vez que a sensibilidade e a eficácia da primeira são iguais às da segunda e, dentre ambas, sua especificidade é menor.

Ponte óssea na amputação transtibial*

MARCO ANTONIO GUEDES DE SOUZA PINTO; NELSON ASTUR FILHO; JENIFER PATRICIA BUSER GUEDES; MONICA SATOMI OGASAWARA YAMAHOKA

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Entre setembro de 1987 e junho de 1997, 23 pacientes com idade variando entre 12 e 53 anos foram submetidos à amputação transtibial unilateral, sendo a tíbia e a fíbula estimuladas a unir-se por uma ponte óssea entre suas extremidades distais. Todos os pacientes foram operados pelo mesmo cirurgião. A finalidade era: 1) criação de uma moldura óssea rígida e estável; 2) restaurar a fisiologia óssea intramedular; e 3) aumentar a capacidade da extremidade distal do coto de suportar o peso do corpo. Dois dos pacientes eram portadores de vasculopatia periférica por diabetes. Ambos tiveram sucesso na formação da ponte óssea, embora um apresentasse importante infecção de partes moles por pseudomonas no pós-operatório imediato, comprometendo a cicatrização e a qualidade da reabilitação com uso de prótese. Dois outros pacientes apresentavam formação espontânea da ponte óssea entre a tíbia e a fíbula. A cirurgia visou somente melhorar o aspecto funcional do coto de amputação. Duas falhas na formação da ponte óssea são atribuídas à técnica operatória insuficiente.

Paracoccidioidomicose óssea: relato de caso*

ALEXANDRE DAVID; MARCO AURÉLIO TELÖKEN; VILSON DALMINA; GUSTAVO KAEMPF DE OLIVEIRA; RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Relato de Caso
Os autores apresentam um caso de paracoccidioidomicose óssea, localizada, acometendo o terço proximal do fêmur direito. O diagnóstico foi feito através da biópsia aberta e o tratamento inicial, por curetagem e enxertia de osso autólogo, associado ao uso de sulfadiazina 4g/dia. No quarto mês de pós-operatório, o paciente sofreu que-da com conseqüente fratura patológica na região subtrocantérica do fêmur direito. Realizou-se a osteossíntese com uma placa angulada de 95º. A consolidação evoluiu normalmente. O relato deve-se à raridade da apresentação.

Coalizões tarsais: ressecção da barra óssea

FERNANDO FERREIRA DA FONSECA FILHO; RICARDO CARDENUTO FERREIRA; MARCO TÚLIO COSTA; MARCOS KARDEQUI SILVA

Rev Bras Ortop. 2000;35(11/12):- - Artigo Original
Os autores avaliam o resultado do tratamento cirúrgico das coalizões calcaneonavicular e talocalcânea em 20 pacientes (25 pés), todos sintomáticos, submetidos à ressecção da barra entre janeiro de 1986 e janeiro de 1998. O tempo médio de seguimento foi de 29 meses para as coalizões talocalcâneas e 49 meses para as calcaneonaviculares. A média de idade no momento da cirurgia foi de 12 anos nas coalizões talocalcâneas e 13 anos e seis meses nas calcaneonaviculares. Os resultados fo-ram determinados pela escala clínico-funcional para tornozelo e retropé da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS). Correlacionam o resultado funcional com o nível de satisfação do paciente, a idade do paciente no momento da cirurgia, o tempo transcorrido desde o início dos sintomas até o tratamento cirúrgico e o grau de artrose da articulação subtalar presente no pré-operatório. Como conclusões observam que: 1) O resultado clínico-funcional e a satisfação pessoal com a cirurgia foram significativamente melhores nos pacientes submetidos à ressecção da coalizão calcaneonavicular em relação à coalizão talocalcânea; 2) A idade no momento da cirurgia não influenciou o resultado clí-nico-funcional nos pacientes submetidos à ressecção da coalizão calcaneonavicular; 3) Quanto maior a idade no momento da cirurgia, piores foram os resultados obtidos com a ressecção da coalizão talocalcânea; 4) Nos pacientes portadores de coalizões talocalcâneas, a presença de artrose subtalar pré-operatória em grau moderado influenciou negativamente o resultado clínicofuncional após a ressecção cirúrgica da barra. Unitermos - Coalizão tarsal; ressecção; tratamento cirúrgico

Modelo experimental de regeneração óssea espontânea*

RICARDO FONSECA RIBEIRO; ELIANE M. INGRID AMSTALDEN; ISABEL CRISTINA IZATTO

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Artigo Original
O trabalho teve por objetivo criar um modelo biológico experimental de regeneração óssea espontânea nas metáfises proximais de tíbias e distais de fêmures de cães. Esses segmentos ósseos foram perfurados com broca de 5,55mm de diâmetro e estudados, do ponto de vista histológico, nos 2º e 5º dias e nas 2ª, 3ª, 4ª, 6ª, 8ª, 10ª e 12ª semanas de pós-operatório. A cicatrização, tanto no fêmur como na tíbia, se fez de forma centrípeta. Inicialmente, a cavidade foi preenchida por tecido de granulação e em seguida por proliferação óssea e, ao final de 12 semanas, a regeneração foi total.

COMO A CÉLULA ÓSSEA RECONHECE O ESTÍMULO MECÂNICO?

Carlos Vinícius Buarque de Gusmão; William Dias Belangero

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):299-305 - Atualizaçao
Sob a influência da gravidade, o tecido ósseo sofre maior ou me-nor deformação de acordo com a intensidade das atividades da vida diária. Sabe-se que as atividades que resultam em impacto são as que mais estimulam a osteogênese e assim reduzem a perda de massa óssea. Conhecer como as células ósseas reconhecem a deformação mecânica imposta ao osso e iniciam uma série de reações bioquímicas em cadeia é de fundamental importância para o desenvolvimento de práticas terapêuticas e preventivas na atividade ortopédica. Ainda há um longo caminho para o entendimento de todo esse processo, mas o conhecimento atual progrediu bastante e há pesquisas com finalidade terapêutica. O sinal mecânico para ser transformado em biológico (mecanotransdução) deve ser amplificado no nível celular pela estrutura histológica do tecido ósseo, gerando tensões em proteínas da membrana celular (integrinas) e alterando a estrutura espacial dessas proteínas. Essa alteração ativa ligações entre elas e o citoesqueleto, originando as adesões focais, locais onde proteínas citoplasmáticas são recrutadas para facilitar as reações bioquímicas. A quinase de adesão focal (FAK) é a principal delas, sendo autoativada após sofrer alteração estrutural pelas integrinas. A FAK ativada incita reações em cascata, resultando na ativação da ERK-1/2 e da Akt, proteínas que, junto com a FAK, regulam a produção da massa óssea. Acredita-se que o osteócito seja a célula óssea responsável por reconhecer o estímulo mecânico e transmiti-lo aos osteoblastos e osteoclastos. Canais iônicos e gap junctions são cogitados como meios de comunicação intercelular para a transmissão bioquímica do estímulo mecânico. Esses eventos ocorrem continuamente no tecido ósseo e regulam a remodelação óssea. Descritores - Mecanotransdução celular; Osteogênese; Estresse mecânico; Suporte de carga; Osteócitos; Osteoblastos; Junções gap; Canais iônicos.

IMPACTO DOS NUTRIENTES NA SAÚDE ÓSSEA: NOVAS TENDÊNCIAS

Glaucia Queiroz Morais; Maria Goretti Pessoa de Araújo Burgos

Rev Bras Ortop. 2007;42(7):189-194 - Atualizaçao
A nutrição é fator importante modificável no desenvolvimento/ manutenção da massa óssea (MO) e prevenção da osteoporose. Esta é uma doença caracterizada por decréscimo na massa esquelética e elevação da suscetibilidade a fraturas. O desenvolvimento do pico de massa óssea (PMO) é ainda o maior determinante dessa condição. Por isso, alterações com a idade sinalizam a importância da manutenção de nutrição adequada durante o desenvolvimento desse pico. Indivíduos que atingiram elevado PMO terão, na idade adulta, baixo risco de desenvolver doenças osteometabólicas com o envelhecimento. Os efeitos dos nutrientes sobre as estruturas esqueléticas são intensos e amplos; alguns, há anos, são consistentemente relacionados com a saúde óssea, como o cálcio, fósforo e vitamina D. Entretanto, outros nutrientes vêm sendo sugeridos como essenciais para o metabolismo ósseo normal: proteínas, lipídeos, potássio, vitaminas K e A e cloreto de sódio. A influência das interações entre tais fatores nutricionais, meio ambiente, estilo de vida e hereditariedade auxiliarão na compreensão da complexidade do desenvolvimento da osteoporose e subseqüentes fraturas. Em adição, déficit energético pode acarretar redução da MO, em face dos distúrbios endócrino- metabólicos desencadeados pela privação alimentar. Esta revisão objetiva elucidar o impacto dos nutrientes e ingestão calórica sobre o osso, em diferentes estágios da vida, descrevendo possíveis interações entre nutrientes e como estas poderiam afetar a homeostase óssea e mineral. Descritores - Osteoporose/prevenção & controle; Fraturas óoseas/ prevenção & controle; Nutrientes; Necessidades nutricionais; Micronutrientes; Bebida gasosa.

O uso da cintilografia óssea na doença de Perthes*

LAURO MACHADO NETO; LUCIANO DIAS

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
Este trabalho apresenta os resultados de 17 anos de experiência com o uso de cintilografias ósseas seriadas para a avaliação da doença de Perthes. Nesta série a doença afetou os quadris de 63 meninos e 17 meninas, a idade média de apresentação dos sintomas foi de 6 anos e 2 meses, variando de 2 a 11 anos. A doença foi bilateral em 6 pacientes. Todos os casos foram graduados de acordo com as classificações de cintilografia óssea e, radiologicamente, segundo Herring e Stulberg. Os quadris foram classificados de acordo com a cintilografia da seguinte maneira: grupo A - o que apresenta uma coluna lateral de revascularização na incidência AP; grupo B - sem o aparecimento da coluna lateral na visão AP; grupo C - casos com regressão, que apresentam padrão A no estágio inicial da doença que se transforma em padrão B durante o curso do processo de revascularização. Neste artigo os autores propõem o uso da associação da classificação cintilográfica com a de Herring, em que a primeira letra se refere à classificação cintilográfica e a segunda, à classificação de Herring. Dois grupos distintos foram obtidos, o dos quadris tratados de forma conservadora e o dos tratados com osteotomia de Salter. A análise do grupo tratado de forma conservadora (53 quadris) demonstrou: o nível de concordância entre as classificações de Herring e Stulberg (Kappa = 0,35, p < 0,001), o nível de concordância entre as classificações cintilográfica e de Stulberg (Kappa = 0,46, p <0,001), e entre a associação das classificações cintilográfica e de Herring com a classificação de Stulberg (Kappa = 0,61, p < 0,001). Esses números demonstram notável relação entre a associação das classificações cintilográfica e de Herring com o prognóstico da doença. Na análise do grupo tratado com osteotomia de Salter encontrou-se mudança considerável dos resultados segundo Stulberg nos grupos B-B, B-C, C-B e C-C. No grupo B-B, mais de 50% dos quadris tiveram resultado final melhor do que o esperado. Nos grupos B-C, C-B e CC, 80% dos quadris tiveram resultado final melhor que o esperado. Os autores recomendam, após este estudo, o uso da associação das classificações cintilográfica e de Herring como forma mais eficiente de prever os resultados da doença e de tomar decisões sobre tratamento cirúrgico mais precocemente. Nos quadris nos quais o tratamento cirúrgico é indicado os autores recomendam o uso da osteotomia pélvica de Salter como forma de modificar os resultados esperados de acordo com a classificação de Stulberg.

Avaliação da massa óssea através da ultra-sonografia em 615 pacientes

LUIZ ROBERTO GOMES VIALLE; EMILIANO VIALLE; CARLOS AGUIAR; ARMANDO SECUNDINO

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
Técnicas ultra-sonográficas têm sido amplamente avaliadas como uma forma rápida, de baixo custo e isenta de radiação, de selecionar pessoas que apresentem massa óssea reduzida e encaminhá-las para tratamento profilático da osteoporose. Os autores apresentam experiência com o uso da ultra-sonografia como método de seleção para investigação da qualidade óssea de 615 voluntários da população da cidade de Curitiba, utilizando o aparelho Achilles scanner (Lunar Corp., Madison, WI, USA). Este avalia a qualidade óssea através da combinação da análise da velocidade do som e da atenuação da amplitude de onda do ultra-som. Os resultados obtidos servirão como parâmetro para análises futuras na população brasileira. Unitermos - Osteoporose; ultra-sonografia; massa óssea

USO DO ADESIVO À BASE DE ETIL-CIANOACRILATO NA REPARAÇÃO ÓSSEA

SYBELE SASKA; ELENY BALDUCCI ROSLINDO; PAULO DOMINGOS ANDRÉ BOLINI; ANA MARIA MINARELLI-GASPAR

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Artigo Original
Muitas pesquisas têm sido realizadas na tentativa de substituir os materiais de fixação rígida convencional na reparação óssea e uma alternativa para essa substituição seria a aplicação de um adesivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar histologicamente um adesivo à base de etil-cia-noacrilato (Super Bonder®), de fácil disponibilidade no mercado brasileiro, após a realização de fissuras em tíbias de ratos. A amostra consistiu de 15 ratos Rattus norvegicus albinus da raça Holtzman, machos; após a anestesia, realizou-se uma incisão de 1,5cm na tíbia; os tecidos fo-ram rebatidos, o osso exposto e realizada uma fissura transversal (3mm/1mm) através de disco de aço e motor de baixa rotação. No lado tratado (GT) foi aplicado o adesivo e no lado controle (GC), nenhum material. Após sete, 15 e 30 dias foi feito o sacrifício, as tíbias foram removidas e fixadas em solução de Bouin por 48 horas, após o que foram processadas segundo técnica rotineira de histologia para coloração em HE. Aos sete, 15 e 30 dias, observaram-se diferenças entre os dois grupos: no GT, visualizaram-se adesivo no interior da cavidade, ausência de células inflamatórias, áreas de neoformação óssea com osteoblastos, osteócitos e vasos sanguíneos e, no GC, em estágio mais adiantado, a cicatrização da fissura. Dessa forma, pode-se concluir que o adesivo Super Bonder® não provoca reação inflamatória. Descritores - Cianoacrilato; adesivos; fraturas da tíbia; inflamação; ratos albinos.

Anomalias de consolidação óssea Parte I - Modelo experimental em cães

JOSÉ WAGNER DE BARROS; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
Estudou-se experimentalmente, em rádio de cães, a evolução da consolidação óssea e de suas anomalias. Osteotomias foram realizadas no terço distal do ráadio esquerdo, utilizando dois tipos de procedimentos: osteotomia linear simples e/ou remoção de um cilindro ósseo de 3mm de comprimento. Foram operados 60 animais; destes, 27 foram aproveitados para o estudo, três foram sacrificados aos três meses e 24 aos seis meses após o ato operatório. Os rádios dos animais operados foram radiografados aos três e seis meses. O material obtido do local do reparo ósseo foi estudado, através de análise histológica, aos três e seis meses após a realização da osteotomia. Os modelos experimentais e as técnicas empregadas para os estudos realizados permitiram acompanhar a evolução do reparo ósseo e das anomalias de consolidação.

Epidemiologia da tuberculose óssea: análise de 149 casos no Paraná*

RICARDO SANTOS PIETROBON; MARCO AURELIO PINHA; PAULO AFONSO BRACARENSE COSTA; RODNEY FRARE SILVA

Rev Bras Ortop. 1994;29(6):- - Artigo Original
Uma análise retrospectiva foi realizada com 12.053 pacientes portadores de tuberculose entre julho de 1988 e dezembro de 1992, tendo sido encontrados 149 cujo foco era osteoarticular. Dentre estes 149 pacientes, foram determinadas algumas características epidemiológicas, tais como: dados demográficos, local de origem, tratamento anterior para tuberculose, cicatriz vacinal por BCG, contato com pacientes portadores de tuberculose, bacterioscopia do escarro para BAAR, resultado do teste tuberculínico, achados no raio X de tórax, ano do diagnóstico inicial e tratamento instituído. Todos os pacientes incluídos neste estudo encontravam-se residindo no Estado do Paraná na época do diagnóstico. Os resultados demonstraram que a maioria dos pacientes era homem, branco, estava na quarta década de vida, morava no leste do Estado do Paraná, sem tratamento prévio para tuberculose, sem cicatriz vacinal, sem contato conhecido com pacientes portadores de tuberculose e recebeu tratamento com o esquema tríplice padronizado (rifampicina + pirazinamida + isoniazida). Não houve tendência ao aumento ou decréscimo na sua incidência nos anos observados.

ENXERTIA ÓSSEA EM ARTROPLASTIA PRIMÁRIA DO JOELHO: AVALIAÇÃO TRANSOPERATÓRIA

JOÃO MAURÍCIO BARRETTO; RODRIGO PIRES E ALBUQUERQUE; PABLO GUIMARÃES DE OLIVEIRA; MÁRCIO MALTA

Rev Bras Ortop. 2006;41(10):399-404 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a incidência da necessidade de enxertia óssea em artroplastias totais primárias do joelho, cor-relacionando-a com a deformidade preexistente. Método: Foram avaliados 182 joelhos submetidos à artroplastia total em 163 pacientes. Resultados: Observou-se que tal procedimento se fez necessário em 11% dos joelhos operados. Os defeitos periféricos estavam todos localizados na tíbia e os contidos, tanto no fêmur quanto na tíbia. A análise estatística pelo teste do qui-quadrado evidenciou resultados com valores significativos quando comparado o uso do enxerto com o tipo de deformidade. Conclusão: Quanto aos fatores pré-operatórios predisponentes à necessidade de enxertia, observou-se que o percentual de defeitos ósseos enxertados foi maior nas deformidades em valgo do que naquelas em varo. Em todos os quatro pacientes, cuja degeneração articular foi secundária a fraturas, procedeu-se à enxertia óssea.Descritores - Artroplastia do joelho; Transplante ósseo; Avaliação.

ESTUDO HISTOMORFOMÉTRICO DA INTERFACE ÓSSEA DO PARAFUSO EXPANSOR CERVICAL

LEANDRO SÉRGIO DA SILVA; FABIANO RICARDO TAVARES CANTO; ANTONIO CARLOS SHIMANO; SERGIO BRITO GARCIA; LUIZ ANTONIO SALATA; HELTON DEFINO

Rev Bras Ortop. 2008;43(3):76-82 - Artigo Original
Objetivo: Realizar estudo experimental para a avaliação histomorfométrica da interface óssea dos parafusos expansores utilizados no sistema de fixação anterior da coluna cervical. Métodos: Foram utilizadas no estudo cinco vértebras cervicais de ovelhas (C4), nas quais os parafusos foram inseridos. O parafuso expansor de 18,5mm de comprimento e 5,0mm de diâmetro externo (Ulrich) foi inserido em ambos os lados da véterbra C4. No lado esquerdo o parafuso era inserido sem o parafuso interno de expansão e, no lado direito, com o parafuso de expansão interna. Na porção inferior da vértebra foi confeccionado o orifício-piloto com broca de 2,5mm sem a introdução de implante. A região da vértebra contendo os parafusos e o orifício-piloto foi preparada para estudo histológico da interface dos implantes e o tecido ósseo da parede do orifício-piloto. Por meio do estudo histomorfométrico foi avaliada a densidade óssea total, a densidade óssea externa (fora da rosca do parafuso), a densidade interna (dentro da rosca do parafuso) e a medida linear de contato entre o tecido ósseo e o implante. Resultados: A densidade óssea total foi maior no grupo I (parafuso expandido) em relação ao grupo III (controle). A densidade óssea externa foi maior nos grupos I (parafuso expandido) e II (não expandido) em relação ao grupo III. A densidade interna foi maior no grupo I em relação aos grupos II e III e maior no grupo II em relação ao grupo III. O contato linear foi maior no grupo I em relação aos grupos II e III. Conclusão: As alterações da estrutura do tecido ósseo ao redor dos parafusos expansores, detectadas imediatamente após a sua aplicação, forneceram subsídios para o entendimento da maior resistência ao arrancamento desses implantes, que poderiam estar relacionadas com a compactação do osso esponjoso ao redor do mesmo, proporcionando maior área de contato entre o implante e o tecido ósseo.

Pesquisas Recentes

Aguarde, carregando...

Filtrar

Anos


Tipos de artigos