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Busca por: Avaliação da concordância interobservador no diagnóstico de lesões do anel pélvico posterior usando radiografia simples*

Avaliação da concordância interobservador no diagnóstico de lesões do anel pélvico posterior usando radiografia simples*

Leonardo Comerlatto; Alberto Braun Batista; Natália Henz Concatto; Ary da Silva Ungaretti Neto; Ramiro Zilles Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):673-678 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a concordância interobservador de radiologista, dois ortopedistas especialistas em quadril com experiência no tratamento de fraturas da pelve e acetábulo, dois ortopedistas gerais, dois residentes de ortopedia, e dois residentes de radiologia no diagnóstico de lesões do anel pélvico posterior usando radiografia simples.
MÉTODO Estudo transversal, realizado em setembro de 2017. Foram selecionados retrospectivamente e de modo aleatório exames de 20 pacientes atendidos previamente com lesões traumáticas do anel pélvico posterior. Nove examinadores de diferentes áreas médicas avaliaram as radiografias simples de bacia, que foram comparadas com a tomografia computadorizada, considerada critério confirmatório de diagnóstico. A concordância interobservador foi analisada pelo teste de Kappa (κ), e com intervalos de confiança de 95% (IC95%).
RESULTADOS Foram encontradas pela tomografia computadorizada 28 lesões (23%; IC95%: 16-32%) em todos os casos avaliados. A concordância interobservador entre a radiografia simples e a tomografia computadorizada foi moderada nos médicos com mais experiência: o radiologista (κ = 0,461; IC95%: 0,270-0,652), os especialistas em quadril 1 e 2 (κ = 0,534; IC95%: 0,348-0,721; e κ = 0,431; IC95%: 0,235-0,627, respectivamente), e os ortopedistas gerais 1 e 2 (κ = 0,497; IC95%: 0,307-0,686; e κ = 0,449; IC95%: 0,254-0,645, respectivamente). Já com relação aos residentes de ortopedia e radiologia, a concordância interobservador foi considerada fraca. Nos diagnósticos de todos os examinadores, foram encontrados altos valores falso-negativos, principalmente nas fraturas da região posterior do ilíaco e nas fraturas do sacro.
CONCLUSÃO Profissionais com mais experiência na área apresentam melhor capacidade de identificação de lesões do anel pélvico posterior por radiografia simples; porém, salienta-se que a radiografia simples de pelve esteve suscetível a avaliações falso-negativas da parte de todos os profissionais estudados.


Palavras-chave: educação médica; fraturas ósseas; radiologia; traumatologia.

Estudo epidemiológico das fraturas e lesões do anel pélvico

Gilberto José Cação Pereira; Erick Ribeiro Damasceno; Daniel Innocenti Dinhane; Francisco Marques Bueno; Jaqueline Bartelega Rodrigues Leite; Bruno da Costa Ancheschi

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):260-269 - Artigo Original
    Objetivo: Estudo das fraturas/lesões do anel pélvico atendidas e tratadas neste serviço de agosto de 2012 a janeiro de 2014. Métodos: Elaborou-se um protocolo para os 66 pacientes, consideraram-se os dados: idade, sexo, cor, mecanismo da lesão, local do trauma, classificação das lesões, intervenção de urgência, lesões associadas, lado acometido, tratamento e óbito. Para os dados de maior interesse foram usados os procedimentos estatísticos que envolveram o teste de associação de Goodman e as técnicas de comparações de medidas por meio do teste t de Student e da análise de variância complementada com as comparações múltiplas de Tukey. Resultados: A idade média foi de 47 anos; pacientes do sexo masculino e brancos foram mais frequentes. A causa mais comum das lesões foi acidente carro/caminhão e a zona urbana foi o local onde elas mais ocorreram. Fraturas tipo A foram as mais frequentes. Em 16,6% dos pacientes, foi necessária cirurgia de urgência e 42,4% apresentaram lesão associada. O lado direito foi mais acometido. O tratamento incruento foi o mais usado e o óbito ocorreu em 3%, em casos de trauma de alta energia. Conclusões: As fraturas/lesões do anel pélvico são mais frequentes no sexo masculino. De modo geral e em jovens, o acidente de trânsito é o mecanismo mais frequente, já em idosos é queda banal. A maioria das lesões ocorre na zona urbana. Fraturas do tipo A são as mais frequentes. A maioria não necessita de intervenção de urgência e não apresenta lesões associadas. O tratamento incruento é o mais usado e os óbitos estão associados a trauma de alta energia com graves lesões associadas

CLAMPE DE GANZ NO TRATAMENTO DE URGÊNCIA EM LESÕES DO ANEL PÉLVICO

GILBERTO JOSÉ CAÇÃO PEREIRA; HAMILTON DA ROSA PEREIRA; DANIEL INNOCENTI DINHANI; DAVI NICOLETTI GUMIEIRO; REINALDO DOS SANTOS VOLPI

Rev Bras Ortop. 2008;43(7):279-286 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a eficiência do clampe de Ganz na estabilização e redução dos deslocamentos da pelve, quando utilizado no tratamento de urgência, além de aquilatar eventuais dificuldades e facilidades do método. Métodos: O clampe de Ganz foi utilizado no tratamento de urgência em 31 pacientes com graves lesões do anel pélvico (Tile C) associadas a importante instabilidade hemodinâmica. Resultado: Entre os pacientes, 27 (87,1%) apresentaram evolução favorável, com estabilização, redução dos deslocamentos e compressão da região posterior do anel, além de estabilização hemodinâmica, e quatro (12,9%) evoluíram para óbito. Conclusão: O clampe de Ganz mostrou-se eficiente ferramenta no tratamento de urgência das lesões do anel pélvico, por ser de concepção simples, de rápida colocação, não impedir ou dificultar procedimentos no abdome e, principalmente, por permitir a estabilização da pelve, redução dos deslocamentos e compressão na região posterior do anel, local onde ocorrem os maiores sangramentos, reduzindo-os ou eliminando-os.Descritores - Articulação sacroilíaca / lesões; Ossos pélvicos / lesões; Hemodinâmica; Hemorragia; Emergências.

Tratamento das lesões instáveis do anel pélvico com fixador supra-acetabular e parafusos sacroilíacos: resultados preliminares em 20 pacientes

Rodrigo Pereira Guimarães; Arthur de Góes Ribeiro; Oliver Ulson; Ricardo Bertozzi de Ávila; Nelson Keiske Ono e Giancarlo Cavalli Polesello

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):132-137 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados do tratamento de 20 pacientes que usaram como tratamento definitivo um método de osteossíntese opcional para fraturas do anel pélvico. Métodos: Foi feita uma análise retrospectiva da série de 20 casos de pacientes com fratura do anel pélvico tipo C de Tile, portadores de alto risco de infecção pós-operatória, tratados na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo entre agosto de 2004 e dezembro de 2012, submetidos a fixação externa supra-acetabular percutânea associada com parafusos canulados iliossacrais de 70 mm. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 40 anos (mínimo de 22; máximo de 77) e o tempo médio de seguimento foi de 18,5 meses (mínimo de três; máximo de 69). Após o término do tratamento dez pacientes (50%) foram classificados com bons resultados, nove (45%) tiveram desfecho regular e um (5%) não apresentou melhoria alguma. Seis apresentaram complicações. A parestesia do nervo cutâneo femoral lateral foi a mais frequente (dois pacientes). Conclusão: A fixação externa supra-acetabular associada a osteossíntese percutânea iliossacral é um bom método de tratamento definitivo para os pacientes com alto risco de infecção pós-operatória.

Avaliação de concordância interobservador da classificação de Albertoni para dedo em martelo

Vinícius Alexandre de Souza Almeida,; Carlos Henrique Fernandes; João Baptista Gomes dos Santos; Francisco Alberto Schwarz-Fernandes; Flavio Faloppa; Walter Manna Albertoni

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):2-9 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação de Albertoni para dedo em martelo. Métodos: Foi feita uma avaliação por meio de questionário no qual foram avaliadas 43 radiografias em perfil da articulação interfalângica distal de dedos da mão, com lesão tipo dedo em martelo. Todas as lesões foram caracterizadas pela classificação de Albertoni, por 19 entrevistados (12 cirurgiões de mão e sete residentes). Foi então avaliada a concordância com o coeficiente Kappa generalizado, separadas por grupos - (A) avulsão tendínea; (B) fratura avulsão; (C) fratura do lábio dorsal e (D) lesão fisária - e por subgrupos (cada grupo dividido em 1 e 2). Resultados: A concordância foi excelente para o grupo A (k = 0,95 [0,93-0,97]) e manteve-se boa quando separados em A1 e A2. No grupo B, a concordância foi moderada (k = 0,42 [0,39- 0,44]), e foi ruim quando separada em B1 e B2. No grupo C, a concordância foi boa (k = 0,72 [0,70-0,74]), mas quando separada em C1 e C2 se tornou moderada. No grupo D foi sempre ruim (k = 0,16 [0,14-0,19]). A concordância geral foi moderada (k = 0,57 [0,56-0,58]). Conclusão: Pela avaliação da concordância geral, a classificação de Albertoni é considerada reprodutível pelo método usado na pesquisa.

Concordância intra e interobservador com relação ao sistema de classificação de Walch para artrose da articulação do ombro*

Lauro José Rocchetti Pajolli; Marcelo Casciato Carlini; Isabella Ferrari; Fábio Teruo Matsunaga; Nicola Archetti Netto; Marcel Jun Sugawara Tamaoki

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):644-648 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a concordância inter e intraobservador com relação ao sistema de classificação de Walch para artrose do ombro.
MATERIAIS E MÉTODOS Foram selecionadas tomografias computadorizadas da articulação do ombro de pacientes adultos entre 2012 e 2016, que foram classificadas por médicos com diferentes níveis de experiência em ortopedia. As imagens foram examinadas em três momentos distintos, e a análise foi avaliada pelo índice Kappa de Fleiss para verificar a concordância intra e interobservador.
RESULTADOS O índice Kappa na concordância intraobservador variou entre 0,305 e 0,545. A concordância interobservador se mostrou muito baixa no fim das três avaliações (κ = 0,132).
CONCLUSÃO A concordância intraobservador com relação à classificação de Walch modificada mostrou-se variável, entre moderada e baixa. A concordância interobservador foi baixa.


Palavras-chave: articulação do ombro; osteoartrite/classificação; reprodutibilidade dos testes; tomografia computadorizada por raios x.

COMPARAÇÃO ENTRE RESULTADOS DE RADIOGRAFIA SIMPLES, PRÉ E PÓS OSTEOTOMIA DE SALTER, EM PACIENTES PORTADORES DA DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES

Hugo Futoshi Toma; Thiago de Almeida Oliveira Felippe Viana; Rostanda Mart Meireles; Isabel Moreira Borelli; Francesco Camara Blumetti; Eduardo Shoiti Takimoto; Eiffel Tsuyoshi Dobashi

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):488-493 - Artigo Original
Objetivos: Determinar em pacientes com doença de Legg-Calvé-Perthes (DLCP) submetidos à osteotomia de Salter se as variáveis clínicas e as classificaç ões pré-operatórias se correlacionam com o resultado radiográfico na maturidade esquelética.Métodos: Neste estudo de coorte retrospectivo foram avaliados 47 indivíduos portadores da DLCP tratados com osteotomia de Salter (1984-2004). Os pacientes foram avaliados de acordo com sexo, cor, lado acometido e idade em que foi feita a osteotomia. As radiografias pré--operatórias foram analisadas de acordo com as classificaç ões de Waldenström, Catterall, Laredo e Herring. As radiografias obtidas na maturidade esquelética foram classificadas segundo o método de Stulberg.Resultados: A média da idade no momento do tratamento cirúrgico foi de 82,87 meses (6,9 anos). A idade apresentou correlação estatisticamente significativa com os graus de Stulberg na maturidade esquelética (p < 0,001). Pacientes acima de 6,12 anos tendem a apresentar resultados menos favoráveis. As variáveis sexo, cor e lado acometido não apresentaram correlação estatisticamente significativa com o prognóstico (p = 0,425; p = 0,467; p = 0,551, respectivamente). Apenas a classificação de Laredo apresentou correlação estatisticamente significante com o resultado final dado pela classificação de Stulberg (p = 0,001). As demais classificaç ões usadas, Waldenström, Caterall e Herring, não apresentaram correlação entre o momento em que foi indicada a cirurgia e o resultado pós-operatório.Conclusões: A idade em que os pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico e os grupos da classificação de Laredo foram as únicas variáveis que apresentaram correlação significativa com a classificação de Stulberg.Descritores - Doença de Legg-Calve-Perthes Radiografia Classificação Criança

FIXAÇÃO PERCUTÂNEA COM PARAFUSO ILIOSSACRAL NA LESÃO TRAUMÁTICA DO ANEL PÉLVICO

MARCIO THEO COHEN; JOÃO MATHEUS GUIMARÃES; GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; JOSÉ CARLOS COHEN4; FLÁVIO GOLDSZTAJN; FRANCISCO MATHEUS GUIMARÃES

Rev Bras Ortop. 2005;40(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 12 pacientes tratados com a técnica de fixação percutânea com parafuso iliosacral nas lesões posteriores do anel pélvico. Foram tratados por essa técnica, com o paciente em decúbito dorsal e após redução fechada da lesão, sob visualização do intensificador de imagem, nove casos de luxação sacroilíaca e três de fratura do sacro. Dois pacientes evoluíram com dor na região sacroilíaca. Não ocorreram complicações neurovasculares ou infecciosas relacionadas com a técnica de fixação percutânea empregada nas lesões posteriores do anel pélvico. Houve um caso de infecção relacionada com a osteossíntese de sínfise pubiana. A fixação percutânea com parafuso iliossacral é alternativa de tratamento para as lesões verticalmente instáveis da pelve, desde que haja conhecimento pleno da anatomia e condições de interpretação correta das incidências radiográficas específicas, reduzindo assim os riscos inerentes ao método. Descritores - Pelve; fixação interna; decúbito dorsal; estudo retrospectivo.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA FRATURA INSTÁVEL DO ANEL PÉLVICO EM PACIENTES ESQUELETICAMENTE IMATUROS

João Antonio Matheus Guimarães; Ricardo de Souza Portes Meirelles; Luiz Augusto Peçanha Tavares Júnior; Flávio Goldsztajn; Tito Rocha; Pedro Henrique Barros Mendes

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):583-589 - Artigo Original
Objetivo: Comparar os resultados do tratamento cirúrgico entre placa volar com estabilidade angular e placas ortogonais em fraturas instáveis de rádio distal em pacientes com mais de 60 anos. Métodos: Pacientes foram divididos em dois grupos tratados com placa volar ou placas ortogonais. Resultados clínicos e radiográficos foram analisados prospectivamente. Resultados: Os grupos de estudo apresentaram resultados clínicos e radiográficos semelhantes seis meses após a operação. No entanto três meses após a cirurgia, o grupo onde foi utilizada a placa volar obteve resultados superiores. Conclusão: Ambos os grupos apresentaram bons resultados funcionais. O tratamento cirúrgico facilita a reabilitação precoce. A técnica das placas ortogonais requer uma curva de aprendizado maior e apresentou mais complicações e piores resultados iniciais. Descritores - Fraturas do Rádio Distal; Placas Volares; Placas Ortogonais; Fraturas em Idosos.

FRATURA DO ANEL PÉLVICO ASSOCIADA À LUXAÇÃO SACROILÍACA E COXOFEMORAL EM CRIANÇA: RELATO DE CASO

RODRIGO MANTOVANI; MICHEL GIOVANI VIGO; ISABEL CRISTINA ZUCCO

Rev Bras Ortop. 2006;41(3):87-90 - Relato de Caso
Os autores apresentam um caso raro de fratura do anel pélvico associada à luxação da articulação coxofemoral em uma criança de cinco anos e comentam aspectos relacionados com epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento dessas lesões.Descritores - Luxação do quadril; Fixadores externos; Criança.

HOUVE MUDANçAS NA INCIDÊNCIA E NA EPIDEMIOLOGIA DAS FRATURAS DO ANEL PÉLVICO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS?

Cláudia Diniz Freitas; José Eduardo Rosseto Garotti; Juliana Nieto; Rodrigo Pereira Guimarães; Nelson Keiske Ono; Emerson Honda; Giancarlo Cavalli Polesello

Rev Bras Ortop. 2013;48(6):475-481 - Artigo de Revisao
 As fraturas do anel pélvico compõem de 2% a 8% de todas as lesões do esqueleto, incidência que sobe para 25% nos politraumatizados e representa fator prognóstico negativo no que diz respeito à morbidade e à mortalidade. Buscou-se com este trabalho estabelecer se houve mudança do perfil desses pacientes nas últimas décadas e por que ela ocorreu. Para tanto, avaliaram-se epidemiologia, mecanismo de trauma e tipos de fratura, por revisão bibliográfica nas bases de dados indexadas relacionadas ao tema, selecionados 20 trabalhos que continham os requisitos para o estudo. O período entre janeiro de 1987 e dezembro de 1999 (primeira década) e outro de janeiro de 2000 a dezembro de 2010 (segunda década) foram analisados e comparados estatisticamente pelo Teste de Mann-Whitney. As classificações de Tile, Young Burgess e AO foram adequadas para permitir sua categorização. As pesquisas em cada uma das décadas foram homogêneas. Na primeira, as lesões foram mais prevalentes em homens, com 62,5%, com tendência a inversão desse padrão, dado o aumento de mulheres acometidas na segunda década (p = 0,286). A média de idade na primeira década era de 39,3 anos e revelou um aumento na segunda (p = 0,068). Os mecanismos de trauma mais prevalentes foram aqueles relacionados ao tráfego nos períodos, assim como as fraturas classificadas como do tipo A (p = 0,203 e p = 0,457, respectivamente). Os índices de mortalidade diminuíram (p = 0,396). Conclui-se que houve tendência ao aumento na média de idade dos pacientes (p = 0,068). Já o crescente acometimento das mulheres (p = 0,286) e a diminuição da mortalidade (p = 0,396) não foram significantes. Descritores - Ossos pélvicos Epidemiologia Fraturas do quadril Metanálise

RESULTADO FUNCIONAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES SUBMETIDOS À HEMIPELVECTOMIA INTERNA TIPO II, COM OU SEM RECONSTRUÇÃO DO ANEL PÉLVICO

BIANCA PRATELEZZI DENENO; JOSÉ CARLOS BARBI GONÇALVES; ADEMAR LOPES; SILVIA REGINA BRANDALISE

Rev Bras Ortop. 2007;42(5):125-132 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar retrospectivamente os resultados funcionais em crianças e adolescentes portadores de tumores pélvicos, submetidos à hemipelvectomia interna tipo II, com ou sem reconstrução do anel pélvico. Métodos: Foram avaliados 31 pacientes portadores de tumor pélvico, tratados no Centro Infantil Boldrini e no Hospital A.C. Camargo, entre 1994 e 2005. O resultado funcional foi baseado no sistema de avaliação funcional padronizado por Enneking et al. Os critérios analisados foram: dor, função, aceitação emocional, necessidade de suporte, capacidade de deambulação e marcha. Dos 31 casos seguidos, 12 (38,7%) fizeram a reconstrução do anel pélvico com enxerto de fíbula e 19 (61,3%) não a fizeram. A média de idade dos pacientes foi de 11,4 anos (4-17,8 anos). A média de seguimento para os 31 casos foi de 41 meses. Resultado: Obtido aos 12 meses do pós-operatório, foi excelente em 17,4% dos pacientes (todos com reconstrução do anel pélvico), bom em 60,9% dos pacientes, regular em 17,4% e ruim em 4,3%. A média do escore foi melhor no grupo de pacientes com a reconstrução com auto-enxerto de fíbula, comparativamente ao grupo dos que não tiveram essa reconstrução, sendo significativa a diferença entre os grupos (p = 0,008). Conclusão: Os pacientes submetidos à hemipelvectomia interna com reconstrução do anel pélvico com auto-enxerto de fíbula tiveram melhor resultado funcional global comparativamente ao grupo dos que não foram submetidos à reconstrução (p = 0,007). Dentre os critérios específicos do sistema de avaliação funcional, os escores obtidos nos itens aceitação emocional (p = 0,001), capacidade de deambulação (p = 0,034) e marcha (p = 0,002) foram melhores nos pacientes com reconstrução, quando comparados com os do grupo sem reconstrução do anel pélvico. Descritores - Hemipelvectomia; Avaliação de resultado de intervenções terapêuticas; Transplante ósseo; Neoplasias ósseas; Sarcoma; Neoplasias pélvicas/reabilitação.

Osteossarcoma pélvico*

ALEJANDRO ENZO CASSONE; GIUSEPPE TELLA; CLAUDIO MESETTI; ROBERTO BIAGINI; PIERO RUGGIERI; PIERO PICCI

Rev Bras Ortop. 1994;29(11/12):- - Artigo Original
Quarenta e um pacientes portadores de osteossarcoma pélvico admitidos no Centro de Tumores Ósseos do lstituto Ortopedico Rizoli, com seguimento superior a três anos, foram estudados com o objetivo de comparar a correlação prognóstico-tratamento e confrontá-los com aqueles das extremidades. Ao longo dos anos, os pacientes foram submetidos a diversos protocolos de tratamento: quimioterapia e/ou radioterapia associada ou não à cirurgia. Vinte e três pacientes foram submetidos a cirurgia (oito radicais e 15 conservadoras); seis (26%) apresentaram recidiva local. A taxa de sobrevida de cinco anos (44%) foi melhor no grupo tratado com quimioterapia pré e pós-operatória associada à cirurgia, com critérios oncológicos segundo os parâmetros adotados pela Musculoskeletal Tumor Society. Consideramos pobre o prognóstico de sobrevida de cinco anos do osteossarcoma pé1vico, quando comparado com aquele das extremidades (70%).

LESÕES DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: CARACTERÍSTICAS E ASSOCIAÇÕES MAIS FREQUENTES

Marco Túlio Lopes Caldas; Gilberto Ferreira Braga; Samuel Lopes Mendes; Juliano Martins da Silveira; Robson Massi Kopke

Rev Bras Ortop. 2013;48(5):427-431 - Artigo Original
Objetivo: Pesquisar a prevalência das lesões do ligamento cruzado posterior (LCP) e suas combinações e correlações com o mecanismo e a ocorrência de luxação evidente e fratura associada. Método: Estudo retrospectivo de 85 lesões do LCP operadas entre 2003 e 2010. Diagnóstico por meio do exame físico e da radiografia dinâmica, confrontados com achados cirúrgicos. Resultados: Lesões que envolveram o LCP foram mais prevalentes nos homens (78,8%) com média de idade de 33 anos. A causa principal foi o acidente de trânsito (73,80%), dos quais 49,4% de motocicleta. Lesão isolada do LCP ocorreu em 15,3% dos casos e combinada em 84,7%. Dentre as lesões isoladas, nove foram avulsões ósseas (10,6%). O ligamento mais associado às lesões do LCP foi o cruzado anterior (48,2%), seguido da lesão combinada do LCP com o ligamento colateral lateral/canto póstero-lateral (22,4%). Fraturas estiveram mais associadas à combinação LCP + LCL/CPL e não apareceram nas lesões do LCP + ligamento colateral medial/canto póstero-medial. Complicações além de fraturas: lesão de nervo periférico (4,8%) e vascular (1,2%). Luxação evidente no primeiro atendimento (16,7%), mais prevalente na combinação LCP + LCA+LCM/CPM (44,4%). Metade dos pacientes foi operada na fase aguda. Houve diferença estatística significativa (p < 0,05) na comparação de cada combinação de lesões de ligamentos com a presença de fratura, luxação evidente ou mecanismo do trauma. Conclusão: Lesões do LCP submetidas a tratamento cirúrgicoemcentro de atenção ao trauma ortopédico foram na sua maioria multiligamentares e envolveram principalmente o LCA. Houve associação significativa entre o tipo de lesão com o mecanismo de trauma, a forma de apresentação do joelho, se luxado ou reduzido, e a presença de fratura associada. Descritores - Estudos retrospectivos Joelho Ligamento cruzado posterior/lesões Ligamento cruzado posterior/cirurgia

Estudo do tratamento cirúrgico das lesões graves de joelho envolvendo o ligamento cruzado posterior*

ANTONIO CARLOS ROSSETI; CLÉCIO SEIJI YUHARA; FLÁVIO ZINDEL SALEM

Rev Bras Ortop. 1996;31(8):- - Artigo Original
Os autores estudaram 31 casos de pacientes atendidos no período de 1982 a 1994, com lesões graves e ruptura do ligamento cruzado posterior (LCP). Foram divididos em dois grupos conforme o tipo de tratamento cirúrgico: grupo I, lesão de LCP por avulsão de fragmento ósseo (três casos); grupo II, lesão intersticial do LCP; IIA, reparação isolada do LCP (11 casos); IIB, reparação do LCP, e reforço com tendão do músculo semitendíneo (oito ca-sos); IIC, reconstrução do LCP com enxerto autólogo de tendão patelar (seis casos). Os pacientes foram avaliados observando-se critérios subjetivos e objetivos e, pelos resultados, são discutidos a indicação dos tratamentos cirúrgicos e seus prognósticos.

RETALHO DA ARTÉRIA INTERÓSSEA POSTERIOR NA COBERTURA DAS LESÕES GRAVES DO ANTEBRAÇO, PUNHO E MÃO

SÉRGIO JOSÉ DE LIMA; RICARDO PEREIRA DOMINGOS DA COSTA; EMANOEL DE OLIVEIRA; FABRÍCIO GUIMARÃES PRUDENTE; MARCELO PARIS MENDONÇA; CHRISTIANO SOARES DE CAMARGO

Rev Bras Ortop. 2009;44(1):40-45 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com a cobertura cutânea pelo retalho da artéria interóssea posterior nas lesões graves do terço distal do antebraço, punho e mão analisando o grau de eficácia de tal procedimento. Métodos: Avaliação de 35 pacientes com lesões graves do terço distal do membro superior. Foram avaliados: tipo de trauma, sítio da lesão, tamanho do retalho, necessidade de cobertura cutânea, resultado clínico e complicações. Resultados: A principal causa do trauma foi o acidente motociclístico. As áreas mais lesionadas foram: a região dorsal da mão, volar do punho e primeira comissura. Em todos os pacientes o tamanho do retalho foi suficiente para cobrir a exposição de tecidos nobres da lesão. A área doadora não apresentou complicações, sendo fechada primariamente em 23 casos. Resultados foram bons em 31 casos. Em 22 pacientes não houve nenhuma complicação e em quatro tivemos perda total do retalho. Conclusão: O retalho da artéria interóssea posterior apresenta bons resultados na cobertura das lesões graves do terço distal do membro superior, promovendo cobertura estável, confiável, não sacrificando as artérias principais para irrigação da mão, permitindo que procedimentos de reconstrução possam ser realizados. Portanto, é opção válida em tais circunstâncias.Descritores - Traumatismos da mão; Traumatismos do punho; Retalhos cirúrgicos.

ARTRODESE TIBIOCALCANEANA USANDO FIXADOR DE ILIZAROV

Alessandro Marcondes Leite; Helder Mattos Menezes; Igor e Castro Aquino; Jefferson Soares Martins; Frederico Barra de Moraes

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):57-61 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados da artrodese tibiocalcaneana com fixador de Ilizarov. Material e método: Estudaram-se 12 pacientes, com idade média de 35 anos, sendo nove (75%) homens e três (25%) mulheres; submetidos à artrodese tibiocalcaneana. O diagnóstico no pré-operatório foi infecção do tálus. Usou-se a técnica cirúrgica modificada de Reckling (seis pacientes) e a técnica de Ilizarov, modificada por Catagni (seis pacientes). Os pacientes foram submetidos à avaliação pela escala da American Orthopaedic Foot & Ankle Society (AOFAS) e pesquisa do grau de satisfação. Resultados: A consolidação ocorreu em 100% dos casos. O tempo médio de consolidação foi de seis meses (variando de quatro a 12 meses) e o tempo médio de retirada do fixador externo foi de nove meses (variando de quatro a 13 meses). Foi feito alongamento em seis pacientes com média de 4 cm. O seguimento ambulatorial com Vancomicina durou em média seis meses. A média na escala AOFAS foi de 72,5 pontos (variando de 57 a 89 pontos). Todos os pacientes se mostraram satisfeitos com o resultado. Conclusão: A artrodese tibiocalcaneana se mostrou como uma boa solução para casos de lesões complexas do tálus, como infecção, resultando em consolidação óssea, alívio da dor e satisfação do paciente. Descritores -Artrodese Tornozelo Técnica de Ilizarov.

AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS DE MENSURAÇÃO DA ALTURA PATELAR NA RADIOGRAFIA DIGITAL.

Guilherme Conforto Gracitelli; Rafael Pierami; Thomaz Antônio Tonelli; Guilherme Guadagnini Falótico; Flavio Duarte Silva; Gilberto Yoshinobu Nakama; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Antônio Altenor Bessa de Queiroz; Mario Carneiro Filho

Rev Bras Ortop. 2012;47(2):210-213 - Artigo Original
Objetivo: Analisar os métodos mais comuns de medida da altura patelar e o impacto da experiência do observador na correlação com os outros avaliadores utilizando a radiografia digital. Métodos: Sessenta radiografias digitais do joelho na incidência em perfil foram analisadas por quatro observadores, sendo um médico residente do segundo ano de ortopedia (R2), um médico residente do terceiro ano de ortopedia (R3), um ortopedista especialista em joelho (EJ) e um radiologista especialista na área musculoesquelética (ER). Os índices estudados foram: Insall-Salvati (IS), Blackburne-Peel (BP), Caton- -Deschamps (CD) e Insall-Salvati modificado (ISM). Foi calculada a concordância interobservadores por meio do coeficiente de concordância Kappa (?). Resultados: Os maiores coeficientes de correlação foram obtidos com o método de IS seguido pelo método de CD. A pior correlação foi observada no método de ISM. A maior concordância interobservadores foi obtida entre o ortopedista especialista em joelho e o radiologista especializado na área musculoesquelética nos quatro métodos de aferição utilizados. Conclusão: Utilizando a radiografia digital, os índices de Insall-Salvati e Caton-Deschamps apresentaram maior concordância interobservadores, sendo esta também influenciada positivamente pela experiência do observador. Descritores - Joelho; Patela; Intensificação de Imagem Radiográfica.

Um método simples para montagem de um fixador externo híbrido*

LUÍS ORLANDO MORAES DE FARIA; GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; HENRIQUE PEREIRA STORINO; ROCKLANE VIANA AREAS

Rev Bras Ortop. 1999;34(7):- - Artigo Original
O uso dos fixadores externos híbridos associados a fixação interna limitada tornou-se popular no tratamento das fraturas complexas periarticulares da tíbia. Grande número de sistemas híbridos de fixação externa está hoje em dia disponível comercialmente, mas são caros e, por isso mesmo, de difícil aquisição. Os autores apresentam um fixador externo híbrido construído com o sistema tubular AO associado ao fixador de Ilizarov. Essa montagem é fácil de aplicar, versátil e marcadamente mais barata do que as comercialmente disponíveis. Apresentam ainda as indicações, técnica de aplicação e experiência clínica em 11 casos com a utilização da montagem.

Concordância intra e interobservadores das diferentes classificações usadas na doença de Legg-Calvé-Perthes

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):680-685 - Artigo Original
Objetivo: Determinar o índice de concordância intra e interobservadores das classificaçõesde Waldenström, Catterall e Herring na doença de Legg-Calvé-Perthes.Métodos: Foram selecionadas 100 radiografias da bacia, nas incidências anteroposterior ede Lauenstein de pacientes portadores da doença. As radiografias foram classificadas porquatro médicos com diferentes níveis de experiência, previamente orientados a respeitodas classificações usadas, para minimizar qualquer viés de interpretação. As radiografiasforam examinadas pelos mesmos observadores em dois momentos distintos para avaliaras concordâncias inter e intraobservadores. A análise da reprodutibilidade foi avaliada peloíndice de Kappa.Resultados: A análise de concordância foi estratificada em níveis (ruim, pequena, regular,moderada, boa e excelente) e evidenciou para a concordância intraobservadores: concordân-cia moderada para três examinadores e uma regular para a classificação de Waldenström;excelente para um examinador e boa para três, na classificação de Herring; na classificaçãode Catterall, a concordância foi considerada boa entre todos os examinadores. Em relação àanálise de concordâncias interobservadores foram obtidas: nenhuma concordância exce-lente para os três sistemas de classificação; quatro regulares, uma moderada e umapequena para a classificação de Waldenström; quatro moderadas, uma boa e uma regularna classificação de Herring e, pelo sistema de Catterall, quatro concordâncias moderadas eduas regulares.Conclusão: As classificações estudadas são as mais usadas para guiar o tratamento da DLCP,porém o grau de concordância intra e interobservadores não é ideal e sistemas complemen-tares de estadiamento devem ser levados em consideração, para uma maior assertividadeno tratamento.

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