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Busca por: Cirurgia em metástase vertebral: Proposta de modelo preditivo de morbimortalidade*

Cirurgia em metástase vertebral: Proposta de modelo preditivo de morbimortalidade*

Pedro Reggiani Anzuatégui; Luiz Antônio Munhoz da Cunha; Glauco José Pauka Mello; Edmar Stieven Filho; Xavier Soler Graells

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):665-672 - Artigo Original

OBJECTIVE To develop a predictive model of early postoperative morbidity and mortality with the purpose of assisting in the selection of the candidates for spinal metastasis surgery.
METHODS A retrospective analysis of consecutive patients operated for metastatic spinal disease. The possible prognostic preoperative characteristics were gender, age, comorbidities, tumor growth rate, and leukocyte and lymphocyte count in the peripheral blood. The postoperative outcomes were 30-day mortality, 90-day mortality and presence of complications. A predictive model was developed based on factors independently associated with these three outcomes. The final model was then tested for the tendency to predict adverse events, discrimination capacity and calibration.
RESULTS A total of 205 patients were surgically treated between 2002 and 2015. The rates of the 30-day mortality, 90-day mortality and presence of complications were of 17%, 42% and 31% respectively. The factors independently associated with these three outcomes, which constituted the predictive model, were presence of comorbidities, no slow-growing primary tumor, and lymphocyte count below 1,000 cells/µL. Exposure to none, one, two or three factors was the criterion for the definition of the following categories of the predictive model: low, moderate, high and extreme risk respectively. Comparing the risk categories, there was a progressive increase in the occurrence of outcomes, following a linear trend. The discrimination capacity was of 72%, 73% and 70% for 30-day mortality, 90-day mortality and complications respectively. No lack of calibration occurred.
CONCLUSION The predictive model estimates morbidity and mortality after spinal metastasis surgery and hierarchizes risks as low, moderate, high and extreme.


Palavras-chave: spine/surgery; comorbidity; lymphocytes; morbidity; mortality; neoplasm metastasis; postoperative complications.

MEDIDA DA TENSÃO DO NERVO FIBULAR: PROPOSTA DE MODELO EXPERIMENTAL

MONICA PASCHOAL NOGUEIRA; CÉSAR AUGUSTO MARTINS PEREIRA; ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 2004;39(9):- - Artigo Original
O presente estudo objetivou o desenvolvimento de um dispositivo para mensuração da variação da tensão no nervo fibular após a osteotomia em varo da extremidade proximal da tíbia e, em seguida, após a descompressão desse nervo. A tensão no nervo foi medida indiretamente, por meio de um aparelho desenvolvido para tracionar o nervo perpendicularmente a seu eixo e medir com um transdutor de força a reação a essa força de tração. O gráfico de força por deformação produzido pelo computador mostrou uma fase inicial de acomodação e depois apresentou comportamento próximo a linear. Essa porção da curva possibilitou o cálculo da rigidez do nervo em três momentos: pré-osteotomia em varo, após a osteotomia em varo e após a descompressão do nervo fibular. Os valores obtidos em sete cadáveres (14 membros inferiores) foram tratados estatisticamente por meio de análise de variância para medidas repetidas, obtendo-se o aumento significativo da tensão após a osteotomia (p = 0,0002) e a redução da mesma após a descompressão do nervo fibular no nível do colo da fíbula (p = 0,0003). Foi observado também que não houve diferença significativa entre os valores observados ao início em relação aos valores obtidos após descompressão do nervo (p = 0,3666). Descritores - Nervo fibular; cadáver; biomecânica.

Análise da morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas cirurgicamente com haste intramedular de fêmur proximal*

Sidney Quintas; Jacques Charlab; Max Ramos; Henrique Mansur

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):396-401 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar a morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas com haste intramedular e sua relação com o tempo de internação, com o tempo para fazer o procedimento cirúrgico, e com as comorbidades dos pacientes.
MÉTODOS Foi feito um estudo observacional, analítico e retrospectivo por meio da avaliação dos prontuários de 74 pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de fraturas peritrocantéricas com haste intramedular de fêmur proximal de 2011 a 2014 em uma unidade hospitalar.
RESULTADOS A idade média no momento da ocorrência da fratura foi de 79,7 anos, e o tempo de internação total médio foi de 16,7 dias, com média de 11,3 dias até a cirurgia e 5,4 dias da cirurgia à alta. A incidência de complicações na internação no grupo com idade ≥ 78,5 anos foi de 47,6%, enquanto no grupo mais novo ela foi de 19,4% (p = 0,013). A incidência de complicações na internação no grupo que fez a cirurgia após 6 dias foi significativamente maior (42,9%; p = 0,019). Observou-se também que a incidência de complicação na internação está significativamente associada ao risco cirúrgico de grau ≥ 3 (p = 0,001) e à diabetes mellitus (p = 0,001).
CONCLUSÃO As complicações relacionadas às fraturas peritrocantéricas estão significativamente associadas ao risco cirúrgico elevado (graus 3 e 4), diabetes mellitus, idade (> 78,5 anos) e tempo de internação pré-operatório prolongado (> 6 dias).


Palavras-chave: fraturas do fêmur/epidemiologia; morbimortalidade; fixação intramedular de fraturas.

Metástase no fêmur por carcinoma de mama masculina

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; FLORINDO VOLPE NETO; MARCOS SANMARTIN FERNANDEZ; NABIL ABISAMBRA PINILLA

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Relato de Caso
Os autores relatam caso de fratura patológica por metástase óssea de carcinoma de mama masculina. O paciente em questão tinha um nódulo mamário à direita com história de seis anos, não diagnosticado quando tratado por fratura de fêmur havia oito meses. Destaca-se neste trabalho a importância de exame físico completo e cuidadoso. Assim, evitar-se-á fazer diagnóstico tardio de neoplasia e metástase óssea. É evidenciada a importância de pensar em câncer de mama em paciente com fratura patológica, mesmo que seja homem. O caso é apresentado por tratar-se de doença rara no homem. São mencionados os aspectos gerais do tratamento das metástases ósseas.

Metástase única de adenocarcinoma no talo, com sítio primário desconhecido*

IDYLLIO DO PRADO JUNIOR; SHEILA JORGE ADAD; MURILO ANTONIO ROCHA; LUÍS OTÁVIO ARAÚJO MIANA; RICARDO DA ROCHA RESENDE

Rev Bras Ortop. 1997;32(7):- - Relato de Caso
Relata-se caso de adenocarcinoma metastático do talo, com localização única e sítio primário desconhecido, em paciente do sexo masculino de 65 anos de idade. Trata-se do primeiro caso a ser relatado no Brasil. Os autores chamam a atenção para os cuidados a serem tomados na investigação diagnóstica, devendo-se para isso obedecer a um protocolo.

Modelo experimental de regeneração óssea espontânea*

RICARDO FONSECA RIBEIRO; ELIANE M. INGRID AMSTALDEN; ISABEL CRISTINA IZATTO

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Artigo Original
O trabalho teve por objetivo criar um modelo biológico experimental de regeneração óssea espontânea nas metáfises proximais de tíbias e distais de fêmures de cães. Esses segmentos ósseos foram perfurados com broca de 5,55mm de diâmetro e estudados, do ponto de vista histológico, nos 2º e 5º dias e nas 2ª, 3ª, 4ª, 6ª, 8ª, 10ª e 12ª semanas de pós-operatório. A cicatrização, tanto no fêmur como na tíbia, se fez de forma centrípeta. Inicialmente, a cavidade foi preenchida por tecido de granulação e em seguida por proliferação óssea e, ao final de 12 semanas, a regeneração foi total.

RADIOGRAFIAS EM INCLINAÇÃO LATERAL COMO FATOR PREDITIVO DA CORREÇÃO CIRÚRGICA NA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO ADOLESCENTE

Alberto Ofenhejm Gotfryd; Fernando José Franzin; Patrícia Rios Poletto; Alexandre Spertini de Laura; Luis Carlos Ferreira da Silva

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):572-576 - Artigo Original
ObjetivoAvaliar a utilização de radiografias com inclinação lateral ativa em decúbito dorsal como fator preditivo da cor-reção cirúrgica da curva torácica principal em pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA). Métodos: Foram avaliados, clínica e radiograficamente, 20 pacientes portadores de EIA tipo Lenke 1A e 1B operados por via posterior, utilizan-do nas montagens apenas parafusos pediculares. A flexibilidade das curvas foi calculada através de radiografias em inclinação lateral supina ativa. Os valores obtidos no pré-operatório para a curva torácica principal foram incluídos em uma equação matemática proposta por Cheung et al com a finalidade de predizer o resultado angular esperado após a correção cirúrgica. Após isto, foi realizado estudo estatístico de significância entre o valor predito e o real pós-operatório. Resultados: Houve sig -nificância estatística para todos os casos estudados em relação ao valor predito pré-operatoriamente e os achados radiográ-ficos do pós-operatório imediato (p < 0,005). Conclusões: É possível prever a porcentagem de correção cirúrgica da curva torácica principal, em pacientes com EIA tipo Lenke 1A e 1B, utilizando radiografias pré-operatórias com inclinação lateral em posição supina. Descritores - Escoliose; Artrodese; Adolescente; Radiografia, Parafusos Ósseos.

Análise dos níveis séricos do biomarcador CTX-II em atletas profissionais como fator preditivo de degradação articular

Rodrigo Miziara Severino; Pedro Baches Jorge; Mauro Olivo Martinelli; Marcos Vaz de Lima; Nilson Roberto Severino; Aires Duarte Junior

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):331-335 - Artigo Original
Objetivo: Analisar os níveis séricos sanguíneos de CTX-II em atletas profissionais de futebolde salão, em três momentos distintos durante uma temporada: no início da pré-temporada,quatro meses após (período que marca o meio da temporada) e no fim da temporada.Métodos: Foram incluídos 14 atletas do gênero masculino e média de idade de 19 anos. Foramcoletados 3 mL de sangue de cada indivíduo. As amostras foram analisadas pelo teste do tipoElisa.Resultados: Houve aumento significativo dos níveis séricos de CTX-II nos atletas de futebolde salão, comparando-se o início e o fim de uma temporada (p < 0,01).Conclusão: Esses dados sugerem a ocorrência de degradação articular nos atletas, ao términodesse período. Fica evidente a necessidade de futuros estudos, com rigor metodológico, quepossam contribuir efetivamente para a elucidação precisa da etiologia da OA e sua relaçãocom os biomarcadores como instrumento de diagnóstico precoce.

Re-ruptura do ligamento patelar: uma proposta para o tratamento cirúrgico*

ARI ZEKCER; ARISTÓTELES C. I. CARNEIRO; SÉRGIO MINERVINI; RICARDO NAVARRO

Rev Bras Ortop. 2001;36(1/2):- - Nota Técnica
Os autores propõem uma modificação da técnica para o tratamento da re-ruptura do ligamento patelar, em três pacientes (três joelhos), com transfixação da pate-la por fios Ethibond® e reforço (augmentation) com o tendão do músculo semitendinoso autógeno.

Instabilidade póstero-lateral do joelho: uma proposta para o tratamento cirúrgico *

GILBERTO LUÍS CAMANHO

Rev Bras Ortop. 1993;28(4):- - Artigo Original
O autor descreve o quadro clínico que caracteriza a instabilidade póstero-lateral do joelho. Apresenta os resultados do tratamento cirúrgico, feito segundo modificação na técnica de Hughston, em 11 pacientes com instabilidades isoladas. Conclui sugerindo a adoção da modificação proposta, por esta retensionar o complexo ligamentar póstero-lateral de forma isométrica.

Anomalias de consolidação óssea Parte I - Modelo experimental em cães

JOSÉ WAGNER DE BARROS; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
Estudou-se experimentalmente, em rádio de cães, a evolução da consolidação óssea e de suas anomalias. Osteotomias foram realizadas no terço distal do ráadio esquerdo, utilizando dois tipos de procedimentos: osteotomia linear simples e/ou remoção de um cilindro ósseo de 3mm de comprimento. Foram operados 60 animais; destes, 27 foram aproveitados para o estudo, três foram sacrificados aos três meses e 24 aos seis meses após o ato operatório. Os rádios dos animais operados foram radiografados aos três e seis meses. O material obtido do local do reparo ósseo foi estudado, através de análise histológica, aos três e seis meses após a realização da osteotomia. Os modelos experimentais e as técnicas empregadas para os estudos realizados permitiram acompanhar a evolução do reparo ósseo e das anomalias de consolidação.

MODELO EXPERIMENTAL PARA O ESTUDO DA HÉRNIA DO DISCO INTERVERTEBRAL

ANDRÉ LUIZ DE SOUZA GRAVA; LUIZ FERNANDO FERRARI; CARLOS AMÍLCAR PARADA; HELTON L. A. DEFINO

Rev Bras Ortop. 2008;43(4):116-125 - Artigo Original
Objetivo: Apresentar um modelo experimental de hérnia de disco e sua validação para estudo da hiperalgesia mecânica e térmica produzidas pelo contato do núcleo pulposo (NP) com as estruturas nervosas envolvidas nessa afecção. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar, sendo o NP autólogo retirado da região sacrococcígea e depositado sobre a dura-máter, raiz nervosa ou gânglios das raízes dorsais L4, L5 ou L6. Os experimentos foram divididos em quatro etapas: 1a) determinação da estrutura nervosa mais sensível ao contato com o NP; 2a) identificação do melhor nível lombar para a indução da hiperalgesia; 3a) determinação da ausência de lesão motora; e 4a) determinação da influência do procedimento cirúrgico no desenvolvimento do processo inflamatório. A hiperalgesia foi avaliada nos testes de von Frey eletrônico e de Hargreaves e a função motora, pelo teste de rota-rod. Resultados: O NP induziu hiperalgesia de maior intensidade na pata quando em contato com o gânglio da raiz dorsal (GRD) do que em contato com a dura-máter ou a raiz nervosa. Quando em contato com o GRD-L5, o NP induziu hiperalgesia ainda maior que a induzida pelo contato com os GRDs L4 e L6. Não foram observadas lesão motora e influência do processo inflamatório cirúrgico sobre a hiperalgesia. Conclusão: O GRD é a estrutura mais sensível aos componentes do NP para a produção da hiperalgesia, sendo o quinto nível lombar o que apresentou maior alteração nas sensibilidades mecânica e térmica avaliadas na pata dos animais, de acordo com os métodos utilizados.Descritores - Coluna vertebral; Disco intervertebral; Dor lombar; Hiperalgesia; Deslocamento do disco intervertebral; Ratos Wistar

Viscossuplementação intra-articular de ácidos hialurônicos em modelo experimental de osteoartrite

Marcello Zaia Oliveira; Mauro Batista Albano; Guilherme Augusto Stirma; Mario Massatomo Namba; Leandro Vidigal; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):293-299 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar do ponto de vista imuno-histoquímico os efeitos do ácido hialurônico de diferentes pesos moleculares em modelo experimental em coelhos.
MÉTODOS: Foram alocados de modo aleatório 44 coelhos da raça California, machos, em três grupos (PR, S e P), e submetidos à ressecção do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Decorridas três semanas do procedimento cirúrgico iniciaram-se as três injeções intra-articulares semanais de ácido hialurônico nativo de baixo peso molecular (Polireumin®) no grupo PR, ácido hialurônico de cadeia ramificada de alto peso molecular (Synvisc®) no grupo S e soro fisiológico 0,9% no grupo P. Todos os animais foram sacrificados após 12 semanas do ato cirúrgico e os platôs tibiais dos joelhos infiltrados foram dissecados. Cortes histológicos da cartilagem das áreas de apoio dos platôs tibiais foram corados com marcadores imuno-histoquímicos para pesquisa da quantidade de metaloproteases (MMPs-3,13) e seus inibidores (TIMPs-1,3). A intensidade de coloração foi quantificada em um aparelho de microscopia Zeiss Imager.Z2 Metasystems e analisada pelo software Metafer4 Msearch.
RESULTADO: O efeito condroprotetor dos ácidos hialurônicos usados no estudo foi demonstrado quando comparados com o grupo controle, porém feita a comparação entre si não houve diferença estatística significante quanto à condroproteção.
CONCLUSÃO: A injeção de solução salina demonstra sinais de desenvolvimento de OA enquanto que a adição de ácido hialurônico nativo de baixo peso molecular (Polireumin®) e ácido hialurônico de cadeia ramificada de alto peso molecular (Synvisc®) protegeram a cartilagem articular nesse modelo de OA.


Palavras-chave: Osteoartrite; Ácido hialurônico; Modelo experimental de osteoartrite; Imuno-histoquímica.

"Skip" metástase óssea: análise de três casos e revisão da literatura*

ALEXANDRE DAVID; ALDEMAR ROBERTO RIOS; RICARDO TARRAGÔ; RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Relato de Caso
Pacientes portadores de tumores ósseos malignos primários de alto grau podem apresentar-se com skip metástase já no início da doença. A ressonância nuclear magnética tem-se revelado como o exame de imagem de escolha na detecção dessas lesões. O prognóstico tem sido ruim sistematicamente; contudo, casos isolados de sobreviventes têm sido relatados. Talvez o diagnóstico precoce pudesse ser o responsável por melhor resultado. Apesar de ser mais freqüentemente relata-do em osteossarcomas, os autores descrevem o achado em três pacientes portadores de skip metástase decorrentes de diferentes sarcomas ósseos primários tratados nos últimos 15 anos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Porto Alegre (SOT-SCPA). Salienta-se a necessidade da realização de exames de imagens adequados, já que raramente tais lesões aparecem nas radiografias simples. Houve a sobrevivência de apenas um dos pacientes. O mau prognóstico pode estar relacionado à malignidade própria das metástases, ou devido à demora no encaminhamento, ou aos erros realizados no tratamento inicial dos sarcomas ósseos em serviços não especializados.

Metástase linfonodal de sarcoma de partes moles em adulto Relato de caso*

ADEMAR LOPES; ANTONIO CORREA ALVES; VALTER PENNA; BENEDITO M. ROSSI; WILSON NAKAGAWA; LEANDRO LUIZ L. FREITAS

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Relato de Caso
Os autores descrevem o caso de um paciente de 33 anos, branco, masculino, com rabdomiossarcoma de alto grau de malignidade da face anterior da coxa direita e metástase linfonodal na região ilíaca. Foi tratado com radioterapia pré-operatória, ressecção ampla em monobloco com linfadenectomia iliinguinal e quimioterapia pós-operató-ria. Está vivo e assintomático sete anos e três meses após o tratamento. Teve como complicações cirúrgicas imediatas alto débito de secreção pelo dreno de sucção e pequena área de deiscência com infecção da ferida operatória. Como complicação tardia, apresentou fratura do colo do fêmur, que foi resolvida com cirurgia de Girdestone.

Metástase óssea de adenoma pleomórfico de parótida (tumor misto de glândulas salivares)

TELMO MAGALHÃES; CARLOS GIESTA; EUGENIO CAPPOBIANCO; GUSTAVO BIRRO,YERECÊ LINS AYMORÉ; CLÁUDIO MAGALHÃES

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Relato de Caso
O trabalho tem como objetivo a apresentação de um caso raro de metástase óssea de adenoma pleomórfico de parótida (tumor misto de glândulas salivares). Não encontramos, na literatura, relato de caso semelhante.

Cisto ósseo aneurismático da coluna vertebral

O. AVANZI; F. G. JOILDA; E. L. DEZEN; J. C. SALOMÃO; J. P. DONATO

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
Os autores apresentam nove pacientes portadores de cisto ósseo aneurismático tratados de 1977 a 1992 no Grupo de Afecções da Coluna Vertebral do Departamento de Ortopedia e Traumatologia - Pavilhão Fernandinho Simonsen, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Serviço do Prof. Dr. José Soares Hungria Neto.

Tratamento cirúrgico dos tumores da coluna vertebral

HELTON A.L. DEFINO; ANDRES E. RODRIGUEZ FUENTES; LUCIANO L. VIANNA

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
O trabalho apresenta estudo retrospectivo do tratamento cirúrgico de 24 pacientes (11 do sexo masculino e 13 do feminino), portadores de tumores da coluna vertebral, com idade entre 13 e 83 anos (média de 44,9 anos). Lesão benigna ocorreu em três pacientes, nove apresentavam tumores malignos, 11 lesões vertebrais metastáticas e em um a etiologia ficou indeterminada. Quanto à localização, quatro ocorreram na coluna cervical, seis na torácica, um na toracolombar, 12 na lombar e um no sacro. Os pacientes foram avaliados por parâmetros clínicos (melhora da dor, função neurológica, deformidade, capacidade de trabalho e marcha) e radiológicos (integração do enxerto ósseo, perda da correção, integridade dos implantes e recidiva da lesão), no período pré e pós-operatório. Foram seguidos durante dois a 24 meses (média de 10,3 meses). O tratamento cirúrgico consistiu na ressecção da lesão e fixação do segmento vertebral. Foram utilizados placas e parafusos, retângulo de Hartshill, parafusos pediculares (USIS) e instrumental de Luque-Galvestone. Em dois pacientes, a abordagem foi anterior, em sete posterior e em 15, anterior e posterior. Em 11 casos utilizou-se cimento acrílico para preenchimento de falha óssea e, em seis, enxerto ósseo (córtico-esponjoso do ilíaco). Observou-se melhora da dor em todos os casos e da função neurológica em 11 (84,6%) dos pacientes com déficit neurológico prévio. Concluímos que o tratamento cirúrgico, quando realizado com técnica adequada, proporciona melhora da dor e da função neurológica, bem como estabilidade mecânica para os pacientes com tumores da coluna vertebral, alterando de modo significativo sua qualidade de vida.

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