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Busca por: Concordância intra e interobservador com relação ao sistema de classificação de Walch para artrose da articulação do ombro*

Concordância intra e interobservador com relação ao sistema de classificação de Walch para artrose da articulação do ombro*

Lauro José Rocchetti Pajolli; Marcelo Casciato Carlini; Isabella Ferrari; Fábio Teruo Matsunaga; Nicola Archetti Netto; Marcel Jun Sugawara Tamaoki

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):644-648 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a concordância inter e intraobservador com relação ao sistema de classificação de Walch para artrose do ombro.
MATERIAIS E MÉTODOS Foram selecionadas tomografias computadorizadas da articulação do ombro de pacientes adultos entre 2012 e 2016, que foram classificadas por médicos com diferentes níveis de experiência em ortopedia. As imagens foram examinadas em três momentos distintos, e a análise foi avaliada pelo índice Kappa de Fleiss para verificar a concordância intra e interobservador.
RESULTADOS O índice Kappa na concordância intraobservador variou entre 0,305 e 0,545. A concordância interobservador se mostrou muito baixa no fim das três avaliações (κ = 0,132).
CONCLUSÃO A concordância intraobservador com relação à classificação de Walch modificada mostrou-se variável, entre moderada e baixa. A concordância interobservador foi baixa.


Palavras-chave: articulação do ombro; osteoartrite/classificação; reprodutibilidade dos testes; tomografia computadorizada por raios x.

Concordância intra e interobservadores do sistema de classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):501-508 - Artigo Original
Objetivo: A classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica foi desen-volvida e validada em 2006. Entretanto, a complexidade desse sistema tem limitado o seuuso na prática clínica. Poucos estudos na literatura avaliam sua reprodutibilidade e aplicabi-lidade. Este trabalho teve como objetivo determinar a concordância intra e interobservadorescom o uso do sistema de classificação AO pediátrica entre médicos de diferentes níveis deexperiência.Métodos: Após a feitura do cálculo amostral, foram selecionadas 108 radiografias consecuti-vas de fraturas de ossos longos de pacientes de 0-16 anos, provenientes do arquivo digitalde um hospital de nível quaternário. As radiografias foram classificadas por cinco examina-dores com diferentes níveis de experiência após uma explicação prévia sobre o sistema.Foi mostrada uma planilha que continha as imagens da classificação para consulta. Asavaliações foram feitas em dois momentos distintos por cada observador. O índice Kappade Fleiss foi usado para verificar a concordância intra e interobservadores.Resultados: Foram obtidas concordâncias intraobservadores no mínimo substanciais emtodos os itens da classificação, alcançaram níveis excelentes por todos os observadoresem cinco dos sete itens considerados. A avaliação interobservadores apresentou níveis deconcordância excelentes em dois itens, substancial em dois itens, moderada a substancialem um item e pobre a moderada em um dos itens. Não se observou influência da experi-ência do observador na obtenção de maiores ou menores níveis de concordância, intra ouinterobservadores.Conclusões: Neste estudo, a concordância intra e interobservadores foi considerada boa ouexcelente para o sistema de classificação AO pediátrico para os parâmetros: osso, seg-mento, osso pareado, subsegmento, padrão e desvio. No entanto, a concordância intra e

Avaliação de concordância interobservador da classificação de Albertoni para dedo em martelo

Vinícius Alexandre de Souza Almeida,; Carlos Henrique Fernandes; João Baptista Gomes dos Santos; Francisco Alberto Schwarz-Fernandes; Flavio Faloppa; Walter Manna Albertoni

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):2-9 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação de Albertoni para dedo em martelo. Métodos: Foi feita uma avaliação por meio de questionário no qual foram avaliadas 43 radiografias em perfil da articulação interfalângica distal de dedos da mão, com lesão tipo dedo em martelo. Todas as lesões foram caracterizadas pela classificação de Albertoni, por 19 entrevistados (12 cirurgiões de mão e sete residentes). Foi então avaliada a concordância com o coeficiente Kappa generalizado, separadas por grupos - (A) avulsão tendínea; (B) fratura avulsão; (C) fratura do lábio dorsal e (D) lesão fisária - e por subgrupos (cada grupo dividido em 1 e 2). Resultados: A concordância foi excelente para o grupo A (k = 0,95 [0,93-0,97]) e manteve-se boa quando separados em A1 e A2. No grupo B, a concordância foi moderada (k = 0,42 [0,39- 0,44]), e foi ruim quando separada em B1 e B2. No grupo C, a concordância foi boa (k = 0,72 [0,70-0,74]), mas quando separada em C1 e C2 se tornou moderada. No grupo D foi sempre ruim (k = 0,16 [0,14-0,19]). A concordância geral foi moderada (k = 0,57 [0,56-0,58]). Conclusão: Pela avaliação da concordância geral, a classificação de Albertoni é considerada reprodutível pelo método usado na pesquisa.

Avaliação da concordância interobservador no diagnóstico de lesões do anel pélvico posterior usando radiografia simples*

Leonardo Comerlatto; Alberto Braun Batista; Natália Henz Concatto; Ary da Silva Ungaretti Neto; Ramiro Zilles Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):673-678 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a concordância interobservador de radiologista, dois ortopedistas especialistas em quadril com experiência no tratamento de fraturas da pelve e acetábulo, dois ortopedistas gerais, dois residentes de ortopedia, e dois residentes de radiologia no diagnóstico de lesões do anel pélvico posterior usando radiografia simples.
MÉTODO Estudo transversal, realizado em setembro de 2017. Foram selecionados retrospectivamente e de modo aleatório exames de 20 pacientes atendidos previamente com lesões traumáticas do anel pélvico posterior. Nove examinadores de diferentes áreas médicas avaliaram as radiografias simples de bacia, que foram comparadas com a tomografia computadorizada, considerada critério confirmatório de diagnóstico. A concordância interobservador foi analisada pelo teste de Kappa (κ), e com intervalos de confiança de 95% (IC95%).
RESULTADOS Foram encontradas pela tomografia computadorizada 28 lesões (23%; IC95%: 16-32%) em todos os casos avaliados. A concordância interobservador entre a radiografia simples e a tomografia computadorizada foi moderada nos médicos com mais experiência: o radiologista (κ = 0,461; IC95%: 0,270-0,652), os especialistas em quadril 1 e 2 (κ = 0,534; IC95%: 0,348-0,721; e κ = 0,431; IC95%: 0,235-0,627, respectivamente), e os ortopedistas gerais 1 e 2 (κ = 0,497; IC95%: 0,307-0,686; e κ = 0,449; IC95%: 0,254-0,645, respectivamente). Já com relação aos residentes de ortopedia e radiologia, a concordância interobservador foi considerada fraca. Nos diagnósticos de todos os examinadores, foram encontrados altos valores falso-negativos, principalmente nas fraturas da região posterior do ilíaco e nas fraturas do sacro.
CONCLUSÃO Profissionais com mais experiência na área apresentam melhor capacidade de identificação de lesões do anel pélvico posterior por radiografia simples; porém, salienta-se que a radiografia simples de pelve esteve suscetível a avaliações falso-negativas da parte de todos os profissionais estudados.


Palavras-chave: educação médica; fraturas ósseas; radiologia; traumatologia.

Concordância intra e interobservadores das diferentes classificações usadas na doença de Legg-Calvé-Perthes

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):680-685 - Artigo Original
Objetivo: Determinar o índice de concordância intra e interobservadores das classificaçõesde Waldenström, Catterall e Herring na doença de Legg-Calvé-Perthes.Métodos: Foram selecionadas 100 radiografias da bacia, nas incidências anteroposterior ede Lauenstein de pacientes portadores da doença. As radiografias foram classificadas porquatro médicos com diferentes níveis de experiência, previamente orientados a respeitodas classificações usadas, para minimizar qualquer viés de interpretação. As radiografiasforam examinadas pelos mesmos observadores em dois momentos distintos para avaliaras concordâncias inter e intraobservadores. A análise da reprodutibilidade foi avaliada peloíndice de Kappa.Resultados: A análise de concordância foi estratificada em níveis (ruim, pequena, regular,moderada, boa e excelente) e evidenciou para a concordância intraobservadores: concordân-cia moderada para três examinadores e uma regular para a classificação de Waldenström;excelente para um examinador e boa para três, na classificação de Herring; na classificaçãode Catterall, a concordância foi considerada boa entre todos os examinadores. Em relação àanálise de concordâncias interobservadores foram obtidas: nenhuma concordância exce-lente para os três sistemas de classificação; quatro regulares, uma moderada e umapequena para a classificação de Waldenström; quatro moderadas, uma boa e uma regularna classificação de Herring e, pelo sistema de Catterall, quatro concordâncias moderadas eduas regulares.Conclusão: As classificações estudadas são as mais usadas para guiar o tratamento da DLCP,porém o grau de concordância intra e interobservadores não é ideal e sistemas complemen-tares de estadiamento devem ser levados em consideração, para uma maior assertividadeno tratamento.

Avaliação da reprodutibilidade intra e interobservadores da classificação AO para fratura do punho

Pedro Henrique de Magalhães Tenório; Marcelo Marques Vieira; Abner Alberti; Marcos Felipe Marcatto de Abreu; João Carlos Nakamoto; Alberto Cliquet

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):703-706 - Artigo Original

OBJETIVO: Este estudo avaliou a confiabilidade interobservador e intraobservador da classificação AO para radiografias simples em fraturas do terço distal do punho.
MÉTODOS: Trinta observadores, divididos em três grupos (residentes de ortopedia e traumatologia, ortopedistas e cirurgiões de mão), classificaram 52 fraturas do terço distal do antebraço com radiografias simples. Após quatro semanas, os mesmos observadores avaliaram as mesmas 52 fraturas em ordem aleatória. O índice kappa foi usado para estabelecer o nível de concordância entre os observadores individualmente e entre os grupos de residentes, ortopedistas e cirurgiões da mão, bem como para avaliar a concordância intraobservador. O índice de kappa foi interpretado conforme proposto por Landis e Koch.
RESULTADOS: A confiabilidade interobservador global da classificação AO foi considerada baixa (0,30). Os três grupos apresentaram índices globais de concordância considerados baixos (residentes, 0,27; ortopedistas, 0,30 e cirurgiões da mão, 0,33). A concordância intraobservador global obteve índice moderado (0,41), foi maior no grupo dos cirurgiões da mão, no qual foi considerada moderada (0,50). No grupo dos residentes e ortopedistas foi considerada baixa, com valores de 0,30 e 0,33, respectivamente.
CONCLUSÃO: A partir desses dados, concluímos que a classificação AO para fraturas do punho apresenta baixa reprodutibilidade interobservador e moderada reprodutibilidade intraobservador.


Palavras-chave: Ortopedia; Fratura ósseas; Punho; Classificação

Existe relação entre a razão neutrófilo/linfócito e a bilateralidade para artrose de quadril?

Gustavo Göhringer de Almeida Barbosa; Fabricio Cardozo Vicente; Miguel Antonio Razia Fagundes; Lauro Manoel Etchepare Dornelles; Marcelo Reuwsaat Guimarães; Cristiano Valter Diesel

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):778-782 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a relação entre a razão neutrófilo/linfócito e a presença de sinais de artrose em ambos os quadris em pacientes acompanhados neste serviço.
MÉTODOS: Estudo transversal, retrospectivo, que usou análise de prontuários e revisão de banco de dados de pacientes maiores de 18 anos com diagnóstico de artrose de quadril acompanhados no ambulatório deste hospital.
RESULTADO: Com relação à análise do teste de Mann-Whitney para correlacionar a razão neutrófilo/linfócito e a lateralidade, observou-se um resultado de teste bilateral de 0,036, evidenciou desse modo a diferença entre os grupos. Quando os valores absolutos de neutrófilos e linfócitos foram analisados, observaram-se p = 0,14 e p = 0,24, não foi possível observar diferenças estatisticamente significativas entre os valores absolutos nos dois grupos.
CONCLUSÕES: Considerando-se as interações entre os mecanismos inflamatórios na osteoartrose e o fato de que a interação entre os neutrófilos e os linfócitos tem diferenças com relação à lateralidade da coxartrose, é possível levantar a hipótese de que a etiologia inflamatória da osteoartrose unilateral e da bilateral tem dinâmicas diferentes. Entretanto, são necessários estudos mais aprofundados, com citometria de fluxo, para avaliar o impacto com relação às diferenças nos mecanismos inflamatórios observados nesse estudo.


Palavras-chave: Osteoartrose; Inflamação; Neutrófilos; Linfócitos

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO TRATAMENTO NÃO ARTROPLÁSTICO (ARTROSCÓPICO) DA ARTROSE DO OMBRO

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Luciana Andrade da Silva; Guilherme do Val Sella; José Eduardo Rosseto Garotti; Sergio Luiz Checchia

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivos: Avaliar os resultados funcionais obtidos dos pacientes com artrose submetidos aoprocedimento artroscópico e tentar correlacioná-los com o perfil epidemiológico do doente,a técnica cirúrgica usada, as eventuais complicações e o protocolo pós-operatório.Métodos: Entre 1998 e 2011, 31 pacientes (32 ombros) com artrose do ombro foram subme-tidos ao tratamento artroscópico pelo Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento deOrtopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo. Foram incluídos os casos de artrosede ombro primária ou secundária, abaixo dos 70 anos, com manguito rotador íntegro, eainda aqueles que, apesar de indicado o procedimento artroplástico, decidiram tentar umaopção. Foram avaliados: sexo, idade, dominância, comorbidades, tempo de queixa, lesõesassociadas, etiologia, tratamento prévio, operação feita, protocolo pós-operatório e arco demovimento ativo, pré e pós-operatório. A avaliação funcional foi feita pelos critérios daUCLA pré e pós-operatoriamente. As alterações da cartilagem articular foram classificadaspor Outerbridge e a artrose por Walch.Resultados: Houve diferença média estatisticamente significativa entre os valores paraelevação, rotação lateral e medial pré e pós-operatória (p < 0,001) e uma tendência (p = 0,057)de maus resultados com o maior tempo de queixa pré-cirúrgica. O ganho total da UCLA nãotem relação estatisticamente significativa com todas as outras variáveis analisadas.Conclusão: O tratamento artroscópico da artrose glenoumeral propicia melhoria funcionalda articulação glenoumeral, com ganhos significativos de elevação, rotação lateral e mediale melhoria da função e da dor, e o maior tempo de queixa é fator fortemente sugestivo parapiores resultados.

ARTROPLASTIA DE SUPERFÍCIE NO TRATAMENTO DA OSTEOARTROSE PRIMÁRIA E/OU SECUNDÁRIA DO OMBRO PELO SISTEMA HEMICAP-ARTHROSURFACE

Adalberto Visco; Luis Alfredo Gómez Vieira; Felipe Borges Gonçalves; Luis Filipe Daneu Fernandes; Murilo Cunha Rafael dos Santos; Nivaldo Souza Cardozo Filho; Nicolas Gerardo Gómez Cordero

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):288-292 - Artigo Original
 Objetivo: Apresentar a técnica cirúrgica pelo sistema HemiCAP- -Arthrosurface® e a avaliação dos resultados com esta técnica no tratamento da osteoartrose primária e/ou secundária do ombro. Método: Entre junho/2007 e junho/2009, 10 ombros de 10 pacientes, sendo nove com osteoartrose primária e um com necrose avascular da cabeça umeral, foram submetidos à artroplastia de superfície pelo sistema HemiCAP-Arthrosurface para correção do problema. O tempo de seguimento variou de seis a 29 meses, com média de 17 meses. A idade variou de 62 a 73 anos com média de 67,5 anos. Seis pacientes eram do sexo feminino e quatro do sexo masculino. Os pacientes foram acompanhados semanalmente no primeiro mês e a cada três meses após o procedimento cirúrgico. A avaliação clínica foi feita por meio dos critérios da University of Califórnia at Los Angeles (UCLA) e escala analógica de dor. Resultados: Todos os pacientes operados encontravam-se satisfeitos com os resultados do tratamento cirúrgico, com uma média de 30 pontos e dois pontos nas escalas de avaliação da UCLA e analógica de dor, respectivamente. Conclusão: O sistema HemiCAP-Arthrosurface® utilizado na cirurgia do ombro para um grupo específico de pacientes é uma técnica cirúrgica que preserva o estoque ósseo com bons resultados funcionais e antálgicos.Descritores - Ombro/patologia; Artroplastia/métodos; Osteoartrite.

A ocorrência do sinal do sulco e sua relação com frouxidão ligamentar e instabilidade do ombro*

FILADELFO G. MARTINS NETO; SÉRGIO JOSÉ NICOLETTI; FLAVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 1998;33(10):- - Artigo Original
O objetivo deste trabalho foi verificar a ocorrência do sinal do sulco em uma amostra populacional e sua relação com idade, sexo e frouxidão ligamentar generalizada. Foram examinados 400 ombros de estudantes da Faculdade de Ciências Médicas e funcionários da Universidade São Francisco e Indústria Metalúrgica Krupp. Pesquisa-ram-se sinais de frouxidão ligamentar generalizada e de instabilidade da articulação glenumeral. Os resultados encontrados demonstram que o sinal do sulco pode ser um achado do exame físico em ombros normais, decorrente de características inerentes à articulação. Portanto, a presença do sinal deve ser analisada em conjunto com a história e demais dados do exame clínico do paciente.

GÊNESE DA DOR NA ARTROSE

Gilberto Luis Camanho; Marta Imamura; Lars Arendt-Nielsen

Rev Bras Ortop. 2011;46(1):14-17 - Atualizaçao
 Avanços no conhecimento da fisiopatologia da dor em doentes com osteoartrose de joelho apontam para a participação do sistema nervoso central como fonte mantenedora e amplificadora do quadro álgico refratário aos tratamentos ortopédico e reumatológico habituais. Inicialmente, a hipersensibilidade é observada apenas no local afetado. Entretanto, quando a dor torna-se refratária, mecanismos de sensibilização central e periférica passam a contribuir para a manutenção e amplificação dos quadros dolorosos, independentes do processo periférico que a originou. Neste estágio, mesmo a remoção do agente etiológico pode não mais ser suficiente para o alívio dos sintomas dolorosos. Faz-se necessário então considerar que outros fatores, distantes da própria articulação acometida, podem ser os responsáveis pelos sintomas dolorosos e incapacitantes nestes doentes. No momento não há cura conhecida para a osteoartrose e o objetivo do tratamento é a melhora da dor, da função e da qualidade de vida relacionada à saúde, minimizando, sempre que possível, a toxicidade terapêutica. Diante das evidências emergentes sugerindo o papel do sistema nervoso central na fisiopatologia da dor em doentes com artrose de joelho, os alvos terapêuticos devem contemplar as estruturas do sistema nervoso central, ao invés do tratamento apenas local com analgésicos comuns, anti-inflamatórios e medidas não farmacológicas. Assim, modalidades de modulação da medula espinal e do córtex cerebral, incluindo o uso de antidepressivos, podem ter o seu papel no manejo desses doentes.Descritores - Artrose; Joelho/fisiopatologia; Dor/terapia.

Carpectomia proximal do carpo na artrose radiescafolunar*

JEFFERSON BRAGA SILVA; JUAN TORRES DEL RIO; HILDO FREIRE FERNANDES; SILVANA DINIZ; MONIK FRIDMAN

Rev Bras Ortop. 1997;32(11):- - Artigo Original
Foram analisados 20 pacientes submetidos a carpectomia proximal do carpo. As seqüelas da pseudartrose do escafóide e necrose avascular do semilunar, acompanhadas sempre de artrose radiescafolunar, foram as indicações em igual número de casos. A melhora significativa da dor, mobilidade e força e retorno à mesma atividade profissional foram observados em 90% dos casos. A carpectomia proximal do carpo poderá ser considerada alternativa terapêutica para pacientes portadores de seqüelas traumáticas do carpo, com artrose radiescafolunar, em que será possível obter melhora funcional comparativamente ao estado pré-operatório.

PSEUDARTROSE DO COLO DO ÚMERO: ANÁLISE DE RESULTADOS DOS CASOS TRATADOS PELA TÉCNICA DESCRITA POR WALCH ET AL

Sérgio Luis Checchia; Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux Santos; Luciana Andrade da Silva; Luís Gustavo Prata Nascimento

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):239-246 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a consolidação e os resultados funcionais obtidos nos casos de pseudartrose do colo cirúrgico do úmero pelo método de tratamento descrito por Walch et al, em 1996, no qual é utilizado, além do enxerto ósseo esponjoso convencional autólogo e osteossíntese interna com placa e parafusos, um enxerto tricortical intramedular, também autólogo. Métodos: Entre julho de 1997 e maio de 2005 foram tratados, pela técnica descrita, 14 pacientes com o diagnóstico de pseudartrose da extremidade proximal do úmero. Um faleceu no pós-operatório imediato por tromboembolismo pulmonar, sendo reavaliados 13 pacientes. Resultados: Com tempo de seguimento mínimo de 12 e máximo de 130 meses (médio de 51,4 meses), quatro pacientes evoluíram com resultados excelentes, quatro bons e cinco regulares; portanto, houve 61,5% de resultados excelentes e bons e nenhum ruim. Doze casos (92%) evoluíram para consolidação, com tempo médio de 3,5 meses. Conclusões: O tratamento cirúrgico da pseudartrose do colo cirúrgico do úmero, por meio da técnica descrita por Walch et al, demonstrou-se eficaz, atingindo 92% de consolidação; resultados excelentes e bons em 61,5% dos casos e satisfação dos pacientes, quanto aos resultados finais, em todos os casos; melhor evolução nas pseudartroses decorrentes de fraturas em duas partes do colo cirúrgico quando comparado com as em três partes. Descritores - Úmero/anatomia; Pseudo-artrose; Fixação interna de fraturas.

Classificação das fraturas trocantéricas: avaliação da reprodutibilidade da classificação AO

CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN; LEONARDO CARBONERA BOSCHIN; GUSTAVO MUNARO MOSCHEN; RAMIROZILLES GONÇALVES; ÁLVARO SANTOS NOVAES RAMOS; PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO; LUCAS SENGER JACOBUS

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):264-267 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação AO entre diferentes observadores e estabelecer uma comparação entre elas. Métodos: Foram selecionadas 50 imagens radiográficas de fraturas trocantéricas do fêmur. Estas foram classificadas por 19 observadores, sendo 10 ortopedistas e nove residentes do Serviço de Ortopedia e Traumatologia. O sistema de classificação utilizado foi o AO. A avaliação da reprodutibilidade foi através do índice estatístico de Kappa. Após avaliação em separado de cada classificação, todas foram agrupadas e submetidas ao teste t de Student para avaliar diferenças estatísticas entre si. Resultados: Quando avaliada a classificação AO, as médias e desvios-padrão foram de 0,34 e 0,14, respectivamente. A reprodutibilidade da classificação AO foi estatisticamente fraca. Conclusão: Os autores sugerem o uso da classificação AO simplificada como de escolha para a prática clínica da avaliação das fraturas trocantéricas.Descritores - Fraturas; Fraturas do quadril/ radiografia; Fraturas do quadril/classificação.

Legg-Calvé-Perthes: classificação radiológica e prognóstico*

ANASTÁCIO KOTZIAS NETO; CARLOS ALBERTO PIERRI; ALESSANDRA SANDRINI LOPES DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 1996;31(6):- - Artigo Original
Trata-se de estudo de 44 pacientes (49 quadris) com doença de Legg-Calvé-Perthes, utilizando-se a classificação radiológica de Stulberg, na fase de maturidade esquelética como parâmetro prognóstico. Dos 49 quadris, 35 chegaram à maturidade esquelética. Procurou-se traçar o perfil do paciente com Legg-Calvé-Perthes no que concerne a sua possível evolução clínica. Dezessete quadris não desenvolverão artrose, 16 tenderão a desenvolvê-la após os 50 anos e dois, antes dos 50 anos.

Patela baixa: classificação e tratamento*

MARCO ANTÔNIO PERCOPE DE ANDRADE

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
As causas de patela baixa, com seus sinais clínicos e radiológicos mais freqüentes, são discutidas, sendo ain-da avaliados os tipos de tratamento propostos na literatura, que é escassa no assunto. São apresentados sete ca-sos de patela baixa submetidos a tratamento cirúrgico: cinco casos de alongamento do tendão patelar e dois ca-sos de elevação da tuberosidade anterior da tíbia. A opção da escolha da técnica utilizada é discutida, levandose em consideração o abaixamento prévio da tuberosidade anterior (patela baixa iatrogênica), ou o encurtamento do tendão por seqüela de algodistrofia (patela baixa algodistrófica). Os resultados são avaliados com relação a alívio da dor, ganho da amplitude de movimentos e melhora do perímetro da marcha, com follow-up máximo de três anos e sete meses, mínimo de oito meses e médio de um ano e 11 meses. Houve um resultado excelente (14,3%), cinco bons (57,1%), um regular (14,3%) e um mau (14,3%).

SISTEMA DE FABRICO RÁPIDO DE IMPLANTES ORTOPÉDICOS

Carlos Relvas; Joana Reis; José Alberto Caeiro Potes; Fernando Manuel Ferreira Fonseca; José Antonio Oliveira Simões

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):260-265 - Nota Técnica
Este estudo teve como objectivo o desenvolvimento uma metodologia de fabrico rápido de implantes ortopédicos, em simultaneidade com a intervenção cirúrgica, considerando duas potenciais aplicações na área ortopédica: o fabrico de implantes anatomicamente adaptados e o fabrico de implantes para substituição de perdas ósseas. A inovação do trabalho desenvolvido consiste na obtenção in situ da geometria do implante, através da impressão directa de um material elastomérico (polivinilsiloxano) que permite obter com grande exactidão a geometria pretendida. Após digitalização do modelo obtido em material elastomérico, o implante final é fabricado por maquinagem recorrendo a um sistema de CAD/CAM dedicado. O implante após esterilização, pode ser colocado no paciente. O conceito foi desenvolvido com recurso a tecnologias disponíveis comercialmente e de baixo custo. O mesmo foi testado sob a forma de uma artroplastia da anca realizada in vivo numa ovelha. O acréscimo de tempo de cirurgia foi de 80 minutos sendo 40 directamente resultantes do processo de fabrico do implante. O sistema desenvolvido revelou-se eficiente no alcance dos objectivos propostos, possibilitando o fabrico de um implante durante um período de tempo perfeitamente compatível com o tempo de cirurgia.Descritores - Próteses e implantes; Perdas ósseas; Artroplastia.      

Análise estatística da concordância na avaliação radiológica das fraturas de rádio distal submetidas a tração

Daniel Gonçalves Machado; Sergio Auto da Cruz Cerqueira; Alexandre Fernandes de Lima; Marcelo Bezerra de Mathias; José Paulo Gabbi Aramburu; Rodrigo Ribeiro Pinho Rodarte

Rev Bras Ortop. 2016;51(1):11-15 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar as classificações atuais da fratura da extremidade distal do rádio, pois as classificações feitas em radiografias tradicionais nas incidências anteroposterior e perfil têm sido questionadas quanto a sua reprodutibilidade e é sugerida pela literatura a necessidade de outras opções, com o uso das radiografias pré-operatórias submetidas a tração de fraturas de rádio distal, estratificados pelos avaliadores, com vistas a demonstrar quais classificações apresentam melhor confiabilidade estatística. Resultados: Na classificação Universal os resultados dos grupos de R3 e Staff apresentaram uma ótima correlação, com um p-valor estatisticamente significativo (p < 0,05). Quando avaliada a classificação de Frykman, nenhum grupo apresentou um resultado estatisticamente significativo. Na classificação AO, nos grupos R3 e Staff, a correlação foi alta (respectivamente 0,950 e 0,800) com um p-valor abaixo de 0,05 (respectivamente < 0,001 e 0,003). Conclusão: A tração para feitura das radiografias se mostrou com uma boa concordância principalmente nos grupos avaliadores de maior experiência (Staff) e no residente de 3 o ano e é uma boa tática na avaliação radiográfica da fratura da extremidade distal do rádio.

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