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Busca por: Osteomielite crônica pós-operatória nos ossos longos – O que sabemos e como conduzir esse problema*

Osteomielite crônica pós-operatória nos ossos longos – O que sabemos e como conduzir esse problema*

Lourenço Galizia Heitzmann; Raphael Battisti; Ayres Fernando Rodrigues; Juliano Valente Lestingi; Cinthya Cavazzana; Roberto Dantas Queiroz

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):627-635 - Artigo de Atualizaçao

A osteomielite crônica pós-operatória é um problema de saúde importante devido à sua morbidade significativa e baixa taxa de mortalidade. Essa patologia se apresenta como um desafio do ponto de vista de compreensão da patogenia e também de escolha da estratégia de tratamento. O objetivo deste artigo foi revisar o tema proposto quanto à sua definição, patogenia, aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento, e reunir todas essas informações em uma única publicação brasileira de caráter de atualização.
Foram feitas buscas nas bases de dados PubMed, Lilacs e Cochrane Library com palavras-chave pertinentes ao tema, e foram escolhidos trabalhos atuais e de relevância.
Este trabalho permitiu reunir informações clássicas e inovações relacionadas à osteomielite crônica e seu tratamento, e oferecer material de atualização para auxiliar os profissionais envolvidos no tratamento dessa doença na tomada de decisão terapêutica.


Palavras-chave: osteomielite; complicações pós-operatórias; infecções bacterianas.

ADAMANTINOMA DE OSSOS LONGOS

JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; ELIO CONSENTINO; CLÁUDIA DE CÁSSIA TANOUE HASEGAWA; MARIA FERNANDA CARRIEL AMARY; EDUARDO SADAO YONAMINE

Rev Bras Ortop. 2008;43(8):343-350 - Artigo Original
Objetivos: Estudar retrospectivamente 18 casos de pacientes com adamantinoma de ossos longos, todos localizados na tíbia; ressaltar a importância da biópsia e a correlação com métodos de imagem para diagnóstico diferencial com osteofibrodisplasia e displasia fibrosa; tecer considerações sobre a natureza do adamantinoma de ossos longos, cujo nome deve-se à analogia histológica com o adamantinoma (ameloblastoma) da mandíbula. Métodos: Foram analisados o quadro clínico, imagens e exames anatomopatológicos complementados com imunohistoquímica e a evolução dos pacientes. Todos foram submetidos a tratamento cirúrgico, 17 com "tibialização" da fíbula e os demais com amputação. Resultados: A evolução pós-cirúrgica mostrouse imprevisível e não relacionada com os aspectos clínicos ou histopatológicos. Dois pacientes evoluíram com metástases pulmonares e morreram. Seis não tiveram recidivas ou metástases e estão clinicamente curados. Os demais, após alta hospitalar não retornaram à consulta. Conclusões: Trata-se de rara neoplasia constituída por estruturas epiteliais e mesenquimais que devem ser diagnosticadas com precisão, antes de qualquer procedimento. O tratamento é cirúrgico com ressecção do tumor com boa margem oncológica. O comportamento biológico é variável e imprevisível.Descritores - Adamantinoma; Tíbia/ patologia; Displasia fibrosa óssea/ diagnóstico; Diagnóstico diferencial; Diagnóstico por imagem.

Transformação maligna na osteomielite crônica

Diogo Lino Moura; Rui Ferreira; António Garruço

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):141-147 - Artigo Original
    Introdução: Degeneração carcinomatosa é uma complicação rara e tardia que se desenvolve décadas após o diagnóstico de osteomielite crônica. Objetivos: Apresentar os resultados de um estudo retrospectivo de seis casos de carcinoma espino-celular em um contexto de osteomielite crônica. Métodos: Identificamos seis casos de carcinoma espino-celular relacionados à osteomielite crônica. A causa e as características da osteomielite foram analisadas, bem como o tempo decorrido até transformação maligna, os sinais de suspeita de malignização, a localização e o tipo histológico do câncer e o tipo e os resultados do tratamento. Resultados: O tempo médio entre a causa da osteomielite e o diagnóstico da transformação maligna foi de 49,17 anos (intervalo: 32 a 65). O câncer teve origem em osteomielites da tíbia em cinco casos e em uma osteomielite do fêmur em um caso. A análise histológica demonstrou carcinoma espinocelular cutâneo em todos os casos. Todos os pacientes foram estadiados como N0M0, com exceção de um que apresentava atingimento dos gânglios linfáticos lomboaórticos. O tratamento foi a amputação proximal ao tumor em todos os pacientes. Nenhum dos pacientes apresentou sinais de recidiva local e apenas um desenvolveu metastização do carcinoma espinocelular. Conclusão: O diagnóstico precoce e a amputação proximal ao tumor são fundamentais para o prognóstico e os resultados finais na transformação maligna secundária a osteomielite crônica  

Osteomielite crônica multifocal recorrente: relato de caso

Adayellen Cristina Salomé Oliveira; Andrew Raimundo Fernandes da Costa,; Ana Maria Magalhães Valle Cundari e Vinícius Bicalho Rodrigues

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):625-627 - Relato de Caso
    Osteomielite crônica multifocal recorrente (OCMR) é uma doença inflamatória idiopática rara que acomete principalmente crianças e adultos jovens. Os sintomas e sinais clínicos são inespecíficos, dificultam e retardam o diagnóstico. Os exames radiológicos e histopatológicos são indispensáveis para sua definição. Neste relato, os autores apresentam um caso de OCMR que demonstra a importância dos dados clínicos, laboratoriais e radiológicos para o diagnóstico.

Tratamento das fraturas de ossos longos com fixador externo monolateral*

ANTONIO MILANI; JOÃO EDUARDO B. ASCÊNCIO; PAULO EDUARDO DE CARVALHO GALVÃO; WALLACE TUMANI MARION

Rev Bras Ortop. 1995;30(3):- - Artigo Original
O presente trabalho demonstra a experiência dos autores no tratamento de 50 pacientes portadores de fraturas de ossos longos com a utilização de um fixador externo monolateral denominado MIP (morsa interpotencial) (21) . O sistema mostrou-se eficaz não apenas como opção de tratamento, mas também como método de escolha primária no manuseio dessas fraturas.

Avaliação mecânica de diferentes métodos de osteossíntese de ossos longos pequenos Estudo "in vitro" em metacárpicos de porcos*

OSVALDO MENDES DE OLIVEIRA FILHO; NILTON MAZER; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI; CARLOS ALBERTO MORO

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Foi estudada a estabilidade de seis diferentes métodos de fixação interna de fraturas de metacárpicos: fios de Kirschner intramedulares, en bouquet; fios de Kirschner cruzados; haste intramedular, tipo bilboquet; banda de tensão dorsal em oito, associada a um fio de Kirschner oblíquo; duas cerclagens longitudinais, em ângulo reto entre si, associadas a um fio de Kirschner oblíquo; e miniplaca de estabilização. Foram utilizados metacárpicos de porcos devido à semelhanças anatômicas com os de humanos, conforme demonstrado por estudos histológicos e radiológicos prévios. As montagens foram submetidas a esforços de flexão com três pontos de apoio em uma máquina universal de ensaio. Os resultados mostraram que os metacárpicos de porcos não são adequados para os modelos de fixação intramedular e que as miniplacas e as cerclagens longitudinais em ângulo reto entre si foram os modelos mais estáveis.

Concordância intra e interobservadores do sistema de classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):501-508 - Artigo Original
Objetivo: A classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica foi desen-volvida e validada em 2006. Entretanto, a complexidade desse sistema tem limitado o seuuso na prática clínica. Poucos estudos na literatura avaliam sua reprodutibilidade e aplicabi-lidade. Este trabalho teve como objetivo determinar a concordância intra e interobservadorescom o uso do sistema de classificação AO pediátrica entre médicos de diferentes níveis deexperiência.Métodos: Após a feitura do cálculo amostral, foram selecionadas 108 radiografias consecuti-vas de fraturas de ossos longos de pacientes de 0-16 anos, provenientes do arquivo digitalde um hospital de nível quaternário. As radiografias foram classificadas por cinco examina-dores com diferentes níveis de experiência após uma explicação prévia sobre o sistema.Foi mostrada uma planilha que continha as imagens da classificação para consulta. Asavaliações foram feitas em dois momentos distintos por cada observador. O índice Kappade Fleiss foi usado para verificar a concordância intra e interobservadores.Resultados: Foram obtidas concordâncias intraobservadores no mínimo substanciais emtodos os itens da classificação, alcançaram níveis excelentes por todos os observadoresem cinco dos sete itens considerados. A avaliação interobservadores apresentou níveis deconcordância excelentes em dois itens, substancial em dois itens, moderada a substancialem um item e pobre a moderada em um dos itens. Não se observou influência da experi-ência do observador na obtenção de maiores ou menores níveis de concordância, intra ouinterobservadores.Conclusões: Neste estudo, a concordância intra e interobservadores foi considerada boa ouexcelente para o sistema de classificação AO pediátrico para os parâmetros: osso, seg-mento, osso pareado, subsegmento, padrão e desvio. No entanto, a concordância intra e

AVALIAÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES COM OSTEOMIELITE CRÔNICA APÓS FRATURAS EXPOSTAS TRATADOS NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS DE GOIÂNIA, GOIÁS

Pablo Erick Alves Villa; Thiago Roberto Nunes; Fernando Prudente Gonçalves; Jefferson Soares Martins; Guilhermo Sócrates Pinheiro de Lemos; Frederico Barra de Moraes,

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):22-28 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar clinicamente pacientes com osteomielite crônica após fraturas expostas, tratados no Hospital de Urgências de Goiânia. Métodos: Estudo do tipo transversal, com coleta de dados mediante questionário, a partir de uma revisão de prontuário. Coletaram-se dados relativos ao tipo de trauma e às características clínicas do paciente. Foram descritas a hora do atendimento e as lesões encontradas no paciente e depois classificadas de acordo com Gustilo e Anderson (1976). Amostras da lesão durante o ato cirúrgico foram coletadas para cultura de microorganismos patogênicos. As análises foram feitas no programa STATA/SE versão 8.0. Fez-se análise descritiva (frequências absolutas e relativas) e para verificar existência de associação entre variáveis foi usado o teste qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Urgências de Goiânia. Resultados: Houve predomínio de adultos do sexo masculino, que apresentaram fraturas expostas com maior acometimento de ossos da perna ou em dois ou mais ossos (politrauma). A maioria dos pacientes apresentou lesão tipo III (trauma de alta energia). Observou-se perda de tempo excessiva desde o momento do acidente até o atendimento cirúrgico inicial. Detectou-se presença de germes gram positivos nas culturas de material obtido após diagnóstico de osteomielite. Conclusões: O controle de fatores como antibioticoterapia, tempo de exposição, resistência bacteriana ao antimicrobiano usado,grande dano tecidual e localização da fratura é importantíssimo para anular o efeito preditivo de infecção em fraturas expostas. Descritores -Osteomielite Fraturas expostas Ortopedia.

A OSTEOTOMIA EM UM PLANO OBLÍQUO POR CORTE ÚNICO PARA CORREÇÃO DE DEFORMIDADES COMPLEXAS DIAFISÁRIAS DE OSSOS LONGOS: UM MÉTODO PARA SUA REALIZAÇÃO

RALPH WALTER CHRISTIAN; MARCELO TOMANIK MERCADANTE

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):376-387 - Artigo Original
A correção das deformidades complexas, aquelas simultaneamente com desvios angular e torcional, é possível por osteogênese e por osteotomias. O presente estudo foi realizado para desenvolver e aplicar um método para a técnica da osteotomia em um plano oblíquo por um único corte, para a correção de deformidades diafisárias complexas em ossos longos (fêmur ou tíbia) e verificar a sua aplicabilidade. Métodos: Este estudo prospectivo envolveu 10 pacientes de ambos os sexos, com idades, entre 17 e 62 anos, que apresentavam deformidades complexas de ossos longos (quatro no fêmur e seis na tíbia) tratados cirurgicamente com osteotomia corretiva pela técnica de corte único em um plano oblíquo. Os pacientes foram avaliados comparativamente no pré e pós-operatório, para a mensuração das deformidades angulares verdadeiras através do método gráfico, a partir de medições nas radiografias do osso deformado, e clinicalmente para deformidade torcional e do comprimento. Também foram observados o tempo de consolidação e as complicações. O planejamento pré-operatório determinou o cálculo do ângulo do corte do osso. Foram confeccionados para cada paciente um modelo artificial em plástico do osso deformado e nele simulada a correção. Foram realizados desenhos do osso com anotação dos principais passos cirúrgicos e a escolha do local e do tamanho do material de síntese. O planejamento pré-operatório orientou a cirurgia. No pré-operatório, os pacientes apresentavam deformidades com valores médios de: deformidade angular verdadeira de 19o; torção de 12o; encurtamento de 1,3cm. Resultados: Após correção, as medidas mostraram um valor médio de: deformidade angular verdadeira de 4o (p = 0,005); torção de 1o (p = 0,005) e encurtamento de 0,6cm (p = 0,027). Três pacientes apresentaram complicações, sendo dois com retarde de consolidação e outro com infecção profunda tardia e retarde de consolidação. Conclusão: O presente estudo mostrou ser possível estabelecer um método confiável e reprodutível para a técnica da osteotomia em plano oblíquo por corte único para a correção de deformidades diafisárias complexas de ossos longos.Descritores - Osteotomia /métodos; Diáfises / anormalidades; Estudos prospectivos; Estudos de cortes.

Injeção percutânea de medula óssea autóloga para tratamento de retardo de consolidação ou pseudoartrose de fraturas de ossos longos após fixação interna

Ramji Lal Sahu

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):668-673 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os resultados da injeção percutânea de medula óssea autóloga no tratamento de fraturas com retardo de consolidação ou pseudoartrose após fixação interna.
MÉTODOS: Estudo prospectivo feito no Departamento de Ortopedia de junho de 2005 a junhode 2010. Foram recrutados 93 pacientes com retardo de consolidação e pseudoartrose (56retardos de consolidação e 37 pseudoartroses) de osso longo dos Departamentos de Emergência e Ambulatórios e tratados com injeções de medula óssea autóloga percutânea. Osresultados clínicos deste estudo foram avaliados com base em critérios de consolidação.Todos os pacientes foram seguidos durante 24 meses.
RESULTADOS: Todas as fraturas (retardo de consolidação e pseudoartrose) apresentaramconsolidação dentro de 12 semanas. A maioria dos pacientes apresentava desconforto naregião doadora por alguns dias; nenhum caso de dor persistente foi observado. Os resulta-dos foram excelentes em 68,81% (64/93), bons em 19,35% (18/93) e ruins em 11,82% (11/93)dos casos.
CONCLUSÃO: A injeção de medula óssea autóloga percutânea é um método efetivo e seguropara o tratamento da pseudoartrose e do retardo de consolidação diafisários. Assim, conclui-se que uma quantidade adequada de injeção autóloga de medula óssea pode levar a umaconsolidação bem sucedida em casos de retardo de consolidação e pseudoartrose de fraturasde ossos longos.


Palavras-chave: Hastes ósseas; Fraturas femorais; Fixação interna de fratura; Fraturas com pseudoartrose

Osteomielite criptocócica*

MURILO ANTÔNIO ROCHA; CRISTINA DA CUNHA HUEB BARATA DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2002;37(3):- - Artigo Original
A infecção óssea por Criptococcus neoformans (criptococose, doença de Busse-Buscke, tolurose ou blastomicose européia) é rara e pode manifestar-se de três formas diferentes: infecção generalizada, associada a outras doenças, e a forma mais rara, infecção óssea isolada. É cosmopolita, de curso variável, cuja prevalência real é desconhecida. As formas sintomáticas, principalmente meningite, que é a mais comum, são freqüentemente vistas em indivíduos debilitados e imunocomprometidos, embora alguns não apresentem doença imunológica ou metabólica de base(1,2,3). O presente caso refere-se a paciente imunocompetente que apresentou, como primeira manifestação de criptococose, envolvimento ósseo (fíbula) e, após três meses, sinais e sintomas de envolvimento do sistema nervoso central (SNC).

Osteomielite subaguda na criança*

JOSÉ B. VOLPON; ANA CLAUDIA ANDREGHETTO; LUIZ CLÁUDIO C. CARVALHO

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
A osteomielite hematogênica subaguda é um processo infeccioso caracterizado pela presença de dor óssea pouco definida, geralmente com mais de duas semanas de duração, pouca ou nenhuma manifestação sistêmica, dados laboratoriais pouco representativos, hemocultura negativa e sinais radiográficos positivos. Os casos de osteomielite subaguda são freqüentemente maldiagnosticados, porém têm apresentado aumento na incidência. A proposta deste trabalho foi rever os casos confirmados de osteomielite subaguda, com ênfase na epidemiologia, características clínicas da doença, aspecto radiológico, métodos de tratamento e evolução. Foram selecionados 12 casos avaliados de acordo com os critérios acima citados. Verificou-se que todas as lesões acometeram o membro inferior, sendo um na epífise proximal do fêmur, três no colo do fêmur, dois na epífise distal do fêmur, um na metáfise proximal da tíbia, dois no tálus e três no calcâneo. A queixa principal foi dor no local acometido. O aspecto radiológico mais freqüente foi lesão lítica bem definida acompanhada, em alguns casos, de esclerose perilesional. O tratamento realizado foi antibioticoterapia isolada por um período de seis a 11 semanas em 11 casos. Em apenas um caso, devido às características mais agressivas da lesão, foi feito tratamento cirúrgico com curetagem e enxertia óssea. Todos os casos evoluíram para a cura clínica radiológica. O período de seguimento variou de seis meses a cinco anos. Concluiu-se que o tratamento clínico foi apropriado para a maioria dos casos de osteomielite subaguda, devendo ser reservado tratamento cirúrgico para os casos de maior agressividade.

Tratamento da pseudartrose do escafóide pela técnica operatória de Matti-Russe*

ADAUTO DE CASTRO SOARES; DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA; JOSÉ WAGNER DE BARROS

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
No período compreendido entre maio de 1991 e julho de 1993, dez pacientes com pseudartrose do escafóide foram tratados pela técnica operatória de Matti-Russe. Todos foram reavaliados clínica e radiologicamente, com seguimento médio de dois anos e dois meses. A consolidação da fratura foi observada em 80% dos casos e a maioria dos pacientes ficou satisfeita com os resultados obtidos com o tratamento.

SÍNDROME COMPARTIMENTAL PÓS FRATURA DE PLATÔ TIBIAL: RELATO DE CASO

Guilherme Benjamin Brandão Pitta, Thays Fernanda Avelino dos Santos,Fernanda Thaysa Avelino dos Santos, Edelson Moreira da Costa Filho

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):- - Relato de Caso
 
 

RESUMO

As fraturas de platô tibial são relativamente raras e representam, aproximadamente, 1,2% de todas as fraturas. A tíbia, por sua localizac¸ão subcutânea e pobre coberturamuscular, está exposta a sofrer grandes quantidades de traumatismos, que não são somente fraturas, mas também lesões por achatamento, contusões severas, entre outras que, emumdeterminado momento, podem causar no enfermo a síndrome compartimental. É relatado o caso de um paciente de 58 anos que, após fratura de platô tibial, apresentou síndrome compartimental de perna e foi submetido à fasciotomia descompressiva dos quatro compartimentos direitos. Após osteossíntese com fixac¸ão interna de platô tibial com placa em L, evoluiu com nova síndrome compartimental.

Descritores - Fraturas da tíbia Fios ortopédicos Fixac¸ão interna de fraturas

OSTEOMIELITE FÚNGICA: ANÁLISE SECUNDÁRIA DE DADOS

GIOVANNINI CESAR FIGUEIREDO; EVÂNIA CLAUDINO QUEIROGA DE FIGUEIREDO; ANA KARINA DE MEDEIROS; FRANCISCO ALBERTO COSTA; JOSÉ ROBERTO MAIA JUNIOR; JOSÉ TAVARES-NETO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):200-210 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os dados bibliométricos e as manifestações clí-nico-terapêuticas da osteomielite por fungos. Métodos: Revisão sistemática, com análise secundária de dados, por dois grupos de observadores, considerando os casos publicados e recuperados do banco de dados MEDLINE, EMBASE e LILACS. Resultados: Fo-ram encontrados 783 casos de osteomielite fúngica. A maioria dos relatos ocorreu após 1990 (487/783 [62,2%]). Apenas 189/783 (24,1%) dos relatos foram publicados em periódicos com linha editorial direcionada à Ortopedia. O agente etiológico mais comum foi Candida sp. (280/783 [35,8%]). O sexo masculino suplantou o feminino (537/783 [68,6%] vs. 245/783 [31,3%]) - em uma descrição não foi relatado o sexo. O tempo compreendido entre o aparecimento dos sintomas e o diagnóstico variou de dois dias a 21 anos, com média de 37,6 ± 100,2 semanas. O segmento mais afetado foi o esqueleto axial (522/783 [66,7%]), sendo a vértebra o osso mais acometido (318/522 [60,9%]). O tratamento cirúrgico foi realizado em 527/732 (72%) casos com clara notificação. A proporção da utilização de anfotericina B e compostos azólicos, no tratamento da infecção, foi de 152/28 (1966-1989) e 161/105 (1990-2004). Conclusões: A osteomielite por fungos é um evento mais freqüentemente publica-do, a partir de 1990. A infecção por Candida esteve relacionada à prótese articular e ao consumo de drogas, enquanto Aspergillus, ao transplante de órgãos e à neoplasia. A tendência é substituir a anfotericina B pelos azólicos, no tratamento medicamentoso da osteomielite por fungos. É atribuição especial do ortopedista envidar a máxima atenção, com o microbiologista, para que o diagnóstico da infecção fúngica óssea não passe despercebido tanto tempo, por falta de solicitação de pesquisa micológica rotineira ao serviço de microbiologia geral.Descritores - Osteomielite; Infecção; Fungo.

OSTEOMIELITE AGUDA DO ESCAFÓIDE: RELATO DE CASO

FREDERICO BARRA DE MORAES; MÁRIO YOSHIHIDE KUWAE; EMANOEL DE OLIVEIRA; AKEMI KASAHARAOMI FREITAS; FERNANDA BARBOZA DE OLIVEIRA; GUSTAVO BARBOZA DE OLIVEIRA; JULIANA CABRAL NUNES

Rev Bras Ortop. 2008;43(8):357-360 - Relato de Caso
Relata-se um raro caso de osteomielite aguda do escafóide em punho esquerdo, por Staphylococcus aureus, em homem de 53 anos de idade, paraplégico, sem causa inicial aparente. O tratamento realizado foi baseado em antibioticoterapia venosa específica e drenagem cirúrgica, com bom resultado funcional após seis meses.Descritores - Ossos do carpo/patologia; Osso escafóide/patologia; Doenças ósseas infecciosas; Osteomielite.

OSTEOMIELITE ESCLEROSANTE DE GARRÈ - RELATO DE CASO

Frederico Barra Moraes, Tainá Melo Vieira Motta, Alessandra Assis Severino, Siderlei Souza Carneiro, Deniel Alencar Faria, Fernanda Oliveira César

Rev Bras Ortop. 2014;49(4):- - Relato de Caso

RESUMO

Relatar um caso raro de osteomielite esclerosante de Garrè. Paciente feminino, 54 anos, com história de tratamento de lúpus com corticoide havia 20 anos e osteoporose, em uso de alendronato havia cinco anos. Apresentava edema e limitação do joelho esquerdo havia um ano, derrame leve, dor à palpação metafisária, afebril, bom estado geral, sem secreção local. Imagens do joelho evidenciaram osteólise trabecular da metáfise distal do fêmur e reação periosteal nas duas tíbias proximais e nos dois fêmures distais, compatíveis com osteomielite crônica, de baixa virulência e progressão lenta. Hipersinal em T2 no fêmur e tíbia à ressonância. Curetagem do fêmur distal esquerdo, com saída de secreção, mas cultura negativa. Biópsia evidenciou infecção e inflamação crônica, fibrose, reação xantogranulomatosa e focos de supuração. Feita antibioticoterapia por seis meses. Etiologia não esclarecida, suspeita de infecção bacteriana, mas geralmente a cultura é negativa, processo crônico mantido por infecção de baixa virulência ou mesmo após o tratamento. Diagnósticos diferenciais: displasia fibrosa, sífilis, pustulose palmoplantar, retocolite, Crohn, Sapho (sinovite, acne, pustulose, hiperostose, osteíte) e Paget. Unifocais: osteoma osteoide, Ewing, osteossarcoma e granuloma eosinofílico.

Descritores - Osteomielite/diagnóstico Osteomielite/cirurgia Osteomielite/terapia

BANCO DE OSSOS

Paulo Gilberto Cimbalista de Alencar; Inácio Facó Ventura Vieira

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):524-528 - Atualizaçao
Bancos de ossos são necessários para prover material biológico para uma série de procedimentos ortopédicos. A crescente necessidade de tecidos musculoesqueléticos para transplante é decorrente do desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e fez com que diversos serviços se dispusessem a ter sua própria fonte de tecidos para transplante. Para aumentar a segurança dos tecidos transplantados, normas foram impostas pelo governo para o funcionamento dos bancos, o que limitou o número de instituições autorizadas. O bom desempenho de um banco de ossos depende de um rígido controle de todas as etapas, passando pela formação de equipes bem treinadas para captação, pela seleção de doadores, pela realização de diversos exames nos tecidos captados e pelo controle rigoroso das técnicas de processamento utilizadas. A associação desses fatores faz com que a abrangência do uso e do número de pacientes receptores seja ampliada, a contaminação de tecidos seja de incidência estatisticamente desprezível e haja rastreabilidade entre doadores e receptores. Este trabalho descreve as considerações técnicas quanto ao funcionamento de um banco, uso de enxertos e aplicações ortopédicas, bem como aspectos éticos e principais obstáculos enfrentados. Descritores - Bancos de Ossos; Enxerto Homólogo; Transplante Ósseo; Cirurgia Ortopédica.

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