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Busca por: Ruptura parcial do tríceps distal em um atleta: Relato de caso e descrição de técnica cirúrgica*

Reconstrução de ruptura crônica do tríceps distalsob a configuração de dupla fileira: nota técnica

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):596-600 - Nota Técnica
Rupturas do tríceps distal são incomuns e podem ser de difícil diagnóstico, especialmenteas parciais. Métodos de imagem, como USG e RNM, devem ser usados para a confirmaçãodiagnóstica e para definição da extensão da lesão. O tratamento de escolha para as rupturascompletas do tríceps é o cirúrgico, diferentemente das parciais, que dependem de fatorescomo dor, déficit funcional e expectativas do paciente. Descrevemos o caso de um pacientecom ruptura parcial do tríceps distal após queda ao solo. Não foi diagnosticado no momentodo primeiro atendimento e evoluiu com dor e grande perda funcional. O procedimento cirúr-gico foi feito após nove meses do trauma, com a reconstrução do tríceps por meio de reforçocom o tendão do semitendíneo ipsilateral e fixação no olécrano sob a configuração de duplafileira. O paciente permaneceu imobilizado com tipoia por uma semana e iniciou-se, a partirdaí, o ganho de amplitude de movimento (ADM) passiva. Após três semanas foi liberado parao ganho de ADM ativa. O fortalecimento muscular iniciou-se após 12 semanas. Após seismeses do procedimento cirúrgico o paciente apresenta-se sem dor, ADM completa, força deextensão do cotovelo grau V e hipertrofia do tríceps. A técnica descrita se mostrou útil parao tratamento de rupturas do tendão do tríceps distal.

Reconstrução do tendão distal do bíceps com enxerto do tríceps: nota técnica

Thiago Medeiros Storti; Alexandre Firmino Paniago; Rafael Salomon Silva Faria

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):354-358 - Nota Técnica
    Rupturas do tendão distal do bíceps braquial ocorrem tipicamente com uma contração contrarresistência com o cotovelo em 90 ? de flexão. Rupturas crônicas são lesões incomuns e são complicadas pela retração e pobre qualidade tendínea e muscular. Algumas técnicas de reconstrução têm sido descritas na literatura, com variações na via de acesso, no tipo de enxerto (alo ou autoenxertos), na área doadora do enxerto e no tipo de fixação à tuberosidade radial. Descrevemos o caso de um paciente que apresentava ruptura do tendão distal do bíceps braquial havia cinco semanas, foi submetido à reconstrução com autoenxerto da tira central do tendão tricipital através de dupla incisão e fixação com âncoras à tuberosidade radial. O uso do tríceps braquial como autoenxerto para reconstrução de rupturas crônicas do bíceps distal ainda não havia sido descrito na literatura. Os autores optaram por ele devido às características biomecânicas que o credenciam como adequado para esse procedimento e à facilidade de coleta com o mesmo campo cirúrgico na mesma articulação, que minimizam os efeitos negativos da área doadora. Após seis meses de pós-operatório, o paciente apresenta arco de movimento completo e restauração de 96% da força de flexão e 90% da força de supinação quando comparado com o membro contralateral. A técnica descrita parece ser uma boa opção para casos de ruptura crônica do bíceps distal para pacientes mais velhos e que apresentam demanda funcional de supinação.

DEFORMIDADE ACENTUADA EM VALGO DO JOELHO - DESCRIÇÃO DE NOVA TÉCNICA CIRÚRGICA PARA CORREÇÃO

Robson Rocha da Silva; Marcos Almeida Matos; Maurício Pimentel; Bruno Jacomeli Martins; Rafael Valadares Oliveira

Rev Bras Ortop. 2012;47(2):251-256 - Artigo Original
A osteotomia supracondilar varizante do fêmur é o procedimento estabelecido para tratamento do joelho doloroso com artrose lateral e deformidade em valgo. Na descrição das técnicas cirúrgicas convencionais, há divergência com respeito ao local, via de acesso, grau de correção, tipo de fixação e região para colocação da síntese, sendo mais evidente nos casos graves de valgo com angulações acima de 30° e deformação do fêmur distal associada à hipoplasia do côndilo lateral. Os autores descrevem uma nova técnica cirúrgica de osteotomia femoral distal, baseada em critérios anatômicos e geométricos, desenvolvida no próprio serviço para o tratamento de casos graves de valgo, apresentando um dos casos tratados. A nova técnica consiste em que a cunha a ser ressecada no ato operatório tem direção oblíqua e formato de um triângulo isósceles. A nova proposta para estes casos pretende, então, resolver os problemas apresentados, trazendo a correção do valgo sem causar uma nova deformidade do fêmur distal. É promovido um bom contato ósseo cortical, além de facilitar a aplicação de um sistema estável de síntese. Entretanto, ainda não se tem ideia dos limites de idade do paciente e do grau de artrose do joelho que possam contraindicar esta cirurgia, necessitando, portanto, de maior casuística e tempo de acompanhamento dos casos operados. Descritores - Osteotomia; Fêmur; Joelho; Artrose.

REDUÇÃO INTRA-FOCAL E FIXAÇÃO PERCUTÂNEA DAS FRATURAS DO COLO DO 5º METACARPO - DESCRIÇÃO DE TÉCNICA CIRÚRGICA

GUSTAVO PACHECO MARTINS FERREIRA; PAULO RANDAL PIRES; ANDRÉ LOPES PORTUGAL; HENRIQUE DE GOUVÊA SCHNEITER

Rev Bras Ortop. 2014;49(2):116-120 - Artigo Original
Objetivo: demonstrar uma técnica cirúrgica para o tratamento das fraturas do colo do quinto metacarpo por meio de redução por manipulação intrafocal e fixação percutânea com fios de Kirschner, visando a facilitar a obtenção e manutenção da redução no intraoperatório e possibilitar a redução dessas fraturas, ainda que com calo fibroso formado. Métodos: dez pacientes portadores de fratura do colo do quinto metacarpo com angulação palmar superior a 30? foram submetidos, como exemplos, à técnica cirúrgica descrita. Os resultados foram avaliados por meio de radiografias e exame clínico pós-operatório. Resultados: todos os pacientes obtiveram redução próxima da anatômica e evoluíram para consolidação da fratura na posição obtida. Conclusão: a técnica cirúrgica descrita é eficaz, de simples execução, minimamente invasiva, de baixo custo e permite redução clínica e radiográfica adequadas, mesmo em fraturas subagudas com calo fibroso formado. Descritores - Metacarpo Fraturas ósseas Membro superior Fios ortopédicos

Haste intramedular bloqueada: descrição de técnica de bloqueio distal do fêmur*

LISZT PALMEIRA DE OLIVEIRA; JÚLIO CEZAR RANZEIRO MATHIAS; JOÃO ANTÔNIO MATHEUS GUIMARÃES

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam uma nova técnica para bloqueio distal da haste intramedular do fêmur, a qual não requer o uso de radioscopia. A colocação dos parafusos distais é feita através de acesso cirúrgico e abertura de janela na cortical lateral do fêmur distal. Os resultados da colocação de 26 parafusos de bloqueio distal com esta técnica demonstraram baixa incidência de complicações.

Reconstrução do tendão distal do bíceps com enxerto de semitendíneo: descrição da técnica

Leandro Masini Ribeiro; Jose Inacio de Almeida; Paulo Santoro Belangero; Alberto de Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):651-655 - Nota Técnica

As rupturas distais do bíceps são raras quando comparadas com as rupturas proximais, têm epidemiologia e mecanismo de trauma diferentes. Não apresentam uma fisiopatologia exata; entretanto, a zona hipovascular na inserção distal e o impacto mecânico durante o movimento devem ser considerados fatores importantes. O tratamento cirúrgico dos casos crônicos apresenta pior prognóstico pelo encurtamento muscular com retração do tendão, dificulta a reparação anatômica da lesão, deve ser considerado o uso de enxertos para sua reconstrução. Este é um estudo prospectivo, envolve quatro pacientes com lesão crônica do bíceps distal. Os tendões foram reconstruídos com enxerto autólogo do tendão semitendíneo do joelho ipsilateral e fixado na tuberosidade do rádio com auxilio de duas âncoras. A técnica cirúrgica mostrou-se um procedimento simples e viável para reconstrução das rupturas crônicas do bíceps distal.


Palavras-chave: Cotovelo/lesões; Ruptura; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Resultado de tratamento.

Uso da prótese de polipropileno para o tratamento das lesões em ponta de dedo. Descrição de técnica cirúrgica e resultados

Leandro Azevedo de Figueiredo; Rafael de Souza Ribeiro; Antonio Leão Bandeira de Melo; André Luiz Lima; Bernardo Barcellos Terra; Fernando Carvalho Ventim

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):685-692 - Artigo Original
    Objetivos: Mensurar a qualidade de vida, o tempo de retorno ao trabalho, os resultados clí-nicos, funcionais e radiográficos dos pacientes submetidos à capsulodese dorsal associadaà reconstrução ligamentar escafossemilunar assistida por artroscopia.Métodos: De janeiro de 2015 a setembro de 2016, 14 pacientes, esqueleticamente maduros,adultos, com dissociação escafolunar (SL), foram submetidos ao tratamento cirúrgico como procedimento de reconstrução do ligamento escafossemilunar assistido por artroscopiacom a nova técnica proposta neste estudo. Todos os pacientes foram avaliados pelo setor deterapia ocupacional em intervalos regulares de pós-operatório e fizeram a mesma sequênciade reabilitação. Os parâmetros analisados foram: arco de movimento (ADM), Disability Arm,Shoulder and Hand (Dash), escala visual analógica (EVA) e análise radiográfica pré e pós--operatória para visualizar o espaço escafolunar (sinal de Terry-Thomas) e deformidade emDorsal Intercalated Segment Instability (DISI) pré e pós-operatória. Descrição das complicaçõese o tempo de retorno ao trabalho.Resultados: O tempo de seguimento foi de 12 meses [3-17]. O ADM foi em média 321,07?(96,9%do lado normal). O valor da avaliação subjetiva da dor (VAS) foi 1,79/10 [1-6]. A mensuraçãoda qualidade de vida pelo Dash foi de 6,50/100 [1-30]. O tempo de retorno ao trabalho foi de4,42 meses [2-17]. Quanto às complicações, uma paciente evoluiu com SLAC e foi submetidaà artrodese dos quatro cantos um ano após a reconstrução ligamentar. Evoluiu com melho-ria da dor e está com o ADM do punho funcional, mas ainda não retornou às atividadesprofissionais. O intervalo do SL (gap) pré-operatório foi de 4,29 mm [2-7] e o pós-operatóriofoi de 1,79 mm [1-4]. A deformidade DISI estava presente em dez pacientes, com um ânguloSL acima de 70?(pré-operatório), e foi corrigida após a cirurgia em todos os pacientes. SLACestágio I foi identificado em um paciente. A artroscopia foi feita em todos os casos. A instabilidade SL foi classificada como um grau Geissler III em quatro casos e grau IV em dez casos. Conclusão: A nova abordagem (capsulodese dorsal associada à reconstrução ligamentar escafossemilunar assistida por artroscopia) apresentada neste estudo é segura e eficaz no tratamento da dissociação escafolunar, já que apresenta resultados radiográficos, clínicos e funcionais satisfatórios, demonstra baixas taxas de complicações, permite o retorno às atividades sociais e profissionais e aumenta a qualidade de vida desses pacientes.

Tibialização da fíbula: descrição de abordagem cirúrgica*

PEDRO PRICLES RIBEIRO BAPTISTA; ALEX GUEDES; ROBERTO REGGIANI; RICARDO LAVIERI; CARLOS EDUARDO FONSECA PIRES

Rev Bras Ortop. 1998;33(11):- - Artigo Original
Os autores descrevem uma abordagem cirúrgica de tibialização da fíbula com modificação da via de acesso e da forma de transposição óssea. Essa técnica é realizada por acesso único, que permite abordar a lesão tibial e também alcançar os pontos de osteotomias da fíbula através da membrana interóssea. Realiza-se sua transposição para o local da falha óssea no mesmo tempo cirúrgico. Consideram simples essa tática e indicam-na para cirurgias reconstrutivas nas falhas ósseas da diáfise da tíbia, ocasionadas por trauma, infecção ou após ressecção tumoral.

Lesão parcial do manguito rotador no atleta - bursal ou articular?"

Cassiano Diniz Carvalho; Carina Cohen; Paulo Santoro Belangero; Eduardo Antônio Figueiredo; Gustavo Cará Monteiro; Alberto de Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
O ombro doloroso é uma queixa muito comum entre os atletas, especialmente no casodos arremessadores. As lesões parciais do manguito rotador podem ser muito dolorosase causar limitação funcional importante na pratica esportiva do atleta. A incidência daslesões parciais do manguito é variável (13% a 37%). O diagnóstico clínico e radiológico édifícil e deve ser considerado em todo atleta que apresente sintomatologia da síndrome domanguito rotador, inclusive nos pacientes diagnosticados apenas com tendinopatia.Objetivo: Avaliar o comportamento epidemiológico das lesões parciais do manguito rotadornos atletas tanto amadores como profissionais de diferentes modalidades esportivas.Métodos: Avaliamos 720 prontuários de atletas atendidos no serviço de ombro da disciplinade medicina esportiva no Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal deSão Paulo, a maioria (65%) homens. Dentre todos, 83 pacientes foram diagnosticados comlesão parcial do manguito rotador por meio da ultrassonografia ou ressonância magnéticae em alguns casos por ambas. Aplicamos o teste binomial para comparar as proporçõesencontradas.Resultado: Verificou-se um predomínio das lesões intra-articulares (67,6%) e que essas ocor-reram com maior frequência nos arremessadores (66%). Já com relação às lesões bursais,essas ocorreram em 32,4% dos atletas e predominam nos de musculação (75%).Conclusão: As lesões intra-articulares são mais frequentes em relações às bursais e predo-minam nos atletas arremessadores, enquanto que as lesões bursais foram mais prevalentesnos atletas de musculação.

Osteoma osteóide: planejamento diagnóstico e técnica cirúrgica*

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; FLORINDO VOLPE NETO; GIANCARLO CAVALLI POLESELLO; MANOEL GENN DE ASSUNÇÃO BARROS; MARCOS SANMARTIN FERNANDEZ; CLAUDIO LUZ SAAB

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Artigo Original
Os autores relatam como conduzem os casos de osteoma osteóide, expondo técnica que ajuda na localização do nicho durante ato cirúrgico. Nos casos de intensa esclerose, em que o nicho não é visível radiograficamente, fazem orifício na cortical, tentando marcar o centro da lesão. A seguir, realizam tomografia computadorizada para avaliar a exata localização dessa perfuração, podendo-se medir a distância do orifício ao centro da lesão. Assim, ter-se-á maior probabilidade de êxito para retirar todo o nicho, ressecando o mínimo de osso sadio, evitando complicações e diminuindo o tempo cirúrgico.

Abordagem cirúrgica lateral do quadril com osteotomia parcial do trocanter maior *

EDMILSON TAKEHIRO TAKATA; FLÁVIO MORAL TURÍBIO; GUSTAVO TRIGUEIRO; MILTON CHOHFI; NELSON FRANCO FILHO

Rev Bras Ortop. 1995;30(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam uma via de acesso lateral do quadril com osteotomia parcial do trocanter maior, no intuito de preservar a integridade da musculatura abdutora do quadril, evitando as macerações e as desnervações. Foram incluídos neste estudo 31 pacientes, 31 quadris, submetidos à artroplastia total do quadril pela abordagem acima proposta e avaliadas as complicações intra e pósoperatórias imediatas, assim como o estudo da força abdutora do quadril e a consolidação da osteotomia. Os pacientes não apresentaram complicações na consolidação do fragmento osteotomizado; as fraturas do trocanter maior, ocorridas em dois (6,5%) pacientes, não foram atribuídas à via de acesso. Com relação ao resultado funcional, apenas um (3,2%) paciente apresentou diminuição da força de abdução do quadril. Os autores recomendam a utilização desta via de acesso especialmente nas artroplastias primárias.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS FRATURAS DOS METATÁRSICOS LATERAIS COM TÉCNICA PERCUTÂNEA ANTERÓGRADA: DESCRIÇÃO TÉCNICA E RESULTADOS CLÍNICOS.

Daniel Baumfeld; Benjamim Dutra Macedo; Caio Nery; Leonardo Elias Esper; Marco Aurelio Baldo Filho

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):760-764 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo deste trabalho é avaliar os resultados obtidos com a técnica de fixação anterógrada percutânea para o tratamento das fraturas do colo e diáfise dos metatársicos laterais. Métodos: Realizamos avaliação prospectiva de 14 pacientes operados no período de 2003 a 2008, em que foram levados em consideração a topografia das fraturas, o mecanismo de trauma, as comorbidades associadas e o escore AOFAS para o antepé. Resultados: A região anatômica mais atingida foi o colo dos metatársicos (79%); o acometimento de múltiplos metatársicos ( 53%) foi mais comum que o acometimento isolado (47%); o trauma de baixa energia (79%) foi mais frequente do que o de alta energia (21%); pacientes do sexo feminino com diabetes mellitus apresentaram os piores resultados funcionais pós-operatórios. Não foram encontradas complicações pós-operatórias relacionadas com o tipo de tratamento instituído. Conclusão: A técnica cirúrgica apresentada demonstrou ser eficiente para o tratamento das fraturas dos metatarsos laterais com menor índice de complicações do que as técnicas já existentes na literatura.Descritores - Metatarso; Fraturas Ósseas; Fixação de Fratura; Antepé Humano

Técnica combinada para reconstrução acromioclavicular após luxação aguda - descrição técnica e resultados funcionais

Diogo Lino Moura; Augusto Reis e Reis; João Ferreira; Manuel Capelão; José Braz Cardoso

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):67-74 - Artigo Original
    Objetivo: Descrever a abordagem cirúrgica das luxações acromioclaviculares agudas e apre-sentar os desfechos clínicos e funcionais obtidos em uma coorte de pacientes.Métodos: Estudo observacional retrospectivo que incluiu 153 pacientes com luxação agudada articulação acromioclavicular operados entre 1999 e 2015. A avaliação clínica incluiu osseguintes desfechos: escala funcional de Constant, surgimento de complicações, tempo atéo retorno ao trabalho ou atividades esportivas e índice de satisfação. O ombro contralateral(não lesionado) foi usado como controle nos resultados subjetivos. Foi feita avaliação radi-ológica para monitorar sinais de perda de redução, alterações articulares degenerativas ecalcificações coracoclaviculares.Resultados: A média de idade foi de 29,20 ± 9,53 (16 a 71), com grande predominância mascu-lina (91,5%). O seguimento durou 55,41 ± 24,87 (12 a 108) meses. A média no escore Constantfoi de 96,45 ± 4,00 (84 a 100) nos ombros operados e 98,28 ± 1,81 (93 a 100) nos contralate-rais. Quase todos os pacientes (98,69%) ficaram satisfeitos com os resultados da cirurgia.Luxações de articulação acromioclavicular de grau crescente (do tipo III para V, mas prin-cipalmente no tipo IV) apresentaram resultados piores, tanto no que diz respeito ao escorede Constant quanto ao retorno ao trabalho ou esporte. A incidência global de complicaçõesfoi considerada baixa, as mais prevalentes foram falha do fio de Kirschner e calcificaçõesisoladas do ligamento coracoclavicular.Conclusão: A técnica cirúrgica descrita é uma excelente opção no tratamento de luxaçõesagudas de articulações acromioclaviculares classificadas como graus III a V na escala deRockwood. Essa conclusão é corroborada pelos excelentes resultados clínicos e funcionaise pela baixa taxa de complicações.

Epifisiodese medial parcial temporária da cartilagem de crescimento distal do fêmur do coelho*

FERNANDO RIBEIRO; JOSÉ B. VOLPON

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
Vinte e quatro coelhos albinos da raça Nova Zelândia, do sexo feminino, com dez semanas de vida, foram submetidos à epifisiodese medial da cartilagem de crescimento distal do fêmur direito, com grampos metálicos. O fêmur esquerdo foi mantido como controle e submetido apenas à implantação de um parafuso metálico em sua diáfise, para servir como referencial de crescimento ósseo futuro. Os animais foram seguidos radiologicamente, observando-se, em todos eles, angulação progressiva da extremidade distal do fêmur epifisiodesado. Quando o ângulo frontal do fêmur atingiu 15 graus de varo, os grampos foram retirados, mantendo-se o seguimento radiológico até o término do crescimento do osso. Foram observados três tipos de comportamento frente a epifisiodese. Em um grupo (cinco animais; 20,8%), houve varização e fechamento precoce da cartilagem de crescimento em relação ao lado controle. Em outro grupo (14 animais; 58,4%), após a retirada dos grampos ao ser atingido o limite de 15 graus, houve persistência do desvio até a maturidade do osso. Em um terceiro grupo (cinco animais; 20,8%), após a retirada dos grampos, houve correção parcial ou completa do varismo. Em al-guns destes últimos animais, esta recuperação iniciou-se em torno de três semanas após retirada dos grampos e progrediu rapidamente (efeito rebote). O crescimento longitudinal do fêmur também foi estudado, mas não se encontrou correlação entre este parâmetro e os diferentes comportamentos observados.

Microdiscectomia percutânea artroscópica mono e biportal: descrição da técnica e comentários Nota prévia

CÉLIO ELIAS

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
O autor faz comentários sobre a necessidade de fazer-se diagnósticos mais precisos da hérnia distal lombar. Mostra que a tendência moderna é caminhar para cirurgias com menor agressão à coluna, diminuindo a morbidade e consumindo menor tempo e menos dinheiro para o tratamento da dor lombar discogênica. Relata, ainda, que os atuais instrumentos cirúrgicos são capazes de interferir na patofisiologia e patomecânica do disco hernia-do vertebral sintomático da região lombar. Recomenda o procedimento para casos selecionados, em regime ambulatorial, porém em ambiente cirúrgico e com todas as condições necessárias para tal. Descreve a técnica mono e biportal atualmente por ele utilizada.

Nova técnica cirúrgica para o tratamento da artrite trapezometacarpiana*

MARCELO ROSA DE REZENDE; LUÍS SCHEKER; RAMES MATTAR JÚNIOR; RONALDO JORGE AZZE; JAN RICHARD ROST; ISANIO VASCONCELOS MESQUITA; EMYGDIO J. L. DE PAULA; LUIZ K. KIMURA; SÉRGIO OKANE; RAPHAEL MARTUS MARCON

Rev Bras Ortop. 1998;33(12):- - Artigo Original
Descreve-se uma nova técnica para o tratamento da artrite trapezometacarpiana (rizartrose), que consiste na retirada do trapézio seguida da reconstrução dos ligamentos oblíquo anterior, intermetacárpico e dorsorradial, uti-lizando-se a metade radial do flexor radial do carpo. Des-sa forma, obtém-se boa estabilização do polegar, sem o comprometimento de sua amplitude articular, o que leva a concluir sobre sua eficácia no tratamento da rizartrose.

VERTEBROPLASTIA PERCUTÂNEA: UMA EFETIVA TÉCNICA CIRÚRGICA MINIMAMENTE INVASIVA

NICOLAS GERARDO GÓMEZ CORDERO; JESUS OVÍDIO ROBERTO GÓMEZ CORDERO; LUÍS ALFREDO GÓMEZ VIEIRA

Rev Bras Ortop. 2008;43(1/2):15-22 - Artigo Original
Apresentar a nossa experiência no Hospital Português da Bahia com a vertebroplastia percutânea, observando a evolução clínica e radiográfica dos pacientes. Métodos: Foram analisados, retrospectivamente, os dados de 25 pacientes com fraturas por compressão dos corpos vertebrais, cinco homens e 20 mulheres com idade entre 65 e 88 anos de idade, submetidos à vertebroplastia percutânea entre 2003 e 2006, observando-se seus resultados e complicações. Os critérios de inclusão consistiram em: dor intensa na coluna vertebral com impotência funcional conseqüente à fratura recente; falha no tratamento conservador - medicação analgésica e fisioterapia - e pacientes com estabilidade clínica compatível com a submissão de procedimento anestésico. Entre os pacientes, 22 apresentavam fraturas resultantes de osteoporose, um era portador de hemangioma, outro apresentou fratura por linfoma e dois sofreram fratura vertebral por mieloma múltiplo. Os pacientes foram acompanhados semanalmente no primeiro mês e a cada três meses, com um mínimo de 12 meses e um máximo de 36 meses após o procedimento percutâneo. A avaliação quanto à dor, atividade de vida diária e necessidade do uso de analgésicos foi realizada por um dos autores, baseada em questionário subjetivo para tal, previamente elaborado. Resultados: Foram observados resultados clínicos de excelentes a bons em 23 pacientes (92%) e regulares a maus em dois pacientes (8%). Houve deterioração por complicação em um caso. Todos os pacientes (100%) retornaram às suas atividades prévias; quatro pacientes (16%) mudaram a prática das suas atividades de vida diárias. Conclusão: A vertebroplastia percutânea é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que proporcionou, em nossa casuística, rápido e significativo alívio da dor e melhora da qualidade das atividades de vida diária dos pacientes submetidos a esse procedimento.Descritores - Fratura da coluna vertebral; Osteoporose; Coluna vertebral / cirurgia.

Luxação esternoclavicular. Relato de caso e técnica cirúrgica

Bernardo Barcellos Terra; Leandro Marano Rodrigues; David Victoria Hoffmann Pádua; Marcelo Giovanini Martins; João Carlos de Medeiros Teixeira; Anderson De Nadai

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Relato de Caso
As luxações esternoclaviculares representam menos de 5% de todas as luxações da cinturaescapular. A maioria dos casos de luxação anterior da articulação esternoclavicular nãoapresenta sintomas. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver instabilidade ante-rior crônica e permanecer sintomáticos. Nesses casos é indicado o tratamento cirúrgico.A literatura é escassa em relação à reconstrução com uso do tendão palmar longo nos casosde instabilidade anterior traumática. Embora raras, essas lesões merecem diagnóstico rápidoe tratamento eficaz para evitar complicações futuras. O objetivo deste trabalho foi relatarum caso de um atleta de motocross que evoluiu com instabilidade anterior traumática crô-nica da articulação esternoclavicular e foi submetido a reconstrução cirúrgica com o uso dotendão palmar longo autógeno.Paciente masculino, 33 anos, com história de luxação anterior da articulação esterno-clavicular após queda durante manobra em um campeonato de motocross. Inicialmentefoi empregado o tratamento conservador, com uso de tipoia funcional por três semanas, esintomático, além da reabilitação com fisioterapia por três meses. Optamos por usar umamodificação da técnica do "oito", baseados nos estudos de Spencer e Kuhn. A incisão lon-gitudinal de aproximadamente 10 cm foi feita no nível da articulação esternoclavicular.O enxerto do tendão palmar longo ipsilateral foi passado pelos orifícios em forma de "oito"modificado e suas extremidades foram suturadas conjuntamente. O paciente foi imobili-zado com tipoia americana por quatro semanas. No fim de seis meses de seguimento nãoapresentava dor ou instabilidade quando solicitada a articulação esternoclavicular. Um dis-creto desconforto e ligeira saliência da articulação esternoclavicular permaneceu, mas nãoafetaram suas atividades, o que permitiu ao paciente voltar às pistas de corrida com seismeses de pós-operatório. Nosso estudo apresentou um caso de luxação anterior crônica daarticulação esternoclavicular tratado com sucesso com o uso de uma modificação da técnicade reconstrução em "oito". Essa técnica mostrou ser segura e eficaz e permitiu um retornototal às atividades esportivas do paciente.

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