ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 105 resultado(s)

Busca por: Laceração da artéria ilíaca externa por migração de prótese da anca*

Perfuração tardia da artéria ilíaca externa após cirurgia de revisão acetabular: uma solução simples para uma complicação rara

André Sá Rodrigues; Joana Freitas; Isabel Pinto; Sérgio Sampaio e Rui Pinto

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):359-362 - Relato de Caso
    As lesões vasculares, embora muito raras, são uma das complicac¸ões mais devastadoras no contexto de uma prótese do quadril, pelo que o seu diagnóstico correto é fundamental para evitar danos irreversíveis ao paciente. Apresentamos o caso de uma mulher branca de 70 anos com um membro inferior isquê- mico causado por uma perfurac¸ão tardia da artéria ilíaca externa devido a um parafuso acetabular. O problema foi resolvido simplesmente com o corte parte do parafuso, o que evitou outras opc¸ões cirúrgicas que poderiam ser muito mais agressivas para o paciente. A avaliac¸ão clínica cuidadosa permitiu um diagnóstico correto e um tratamento criativo a tempo de prevenir outras consequências para o paciente.

VIABILIDADE DO ENXERTO ÓSSEO DA CRISTA ILÍACA VASCULARIZADO PELO RAMO ILÍACO DA ARTÉRIA ILIOLOMBAR- ESTUDO EXPERIMENTAL EM RATOS

Fabian Maccarini Peruchi; Alessandra Deise Sebben; Martina Lichtenfels; Marcos Ricardo de Oliveira Jaeger; Jefferson Braga Silva

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):375-380 - Artigo Original
Objetivo: Através de um modelo experimental, pretendemos criar inferências sobre a viabilidade do enxerto ósseo vascularizado da crista ilíaca em ratos e verificar suas características histológicas. Método: Foram utilizados 21 ratos, que foram divididos em dois grupos: o primeiro consistindo por animais submetidos à técnica de enxerto ósseo vascularizado e pediculado sobre o ramo ilíaco da artéria iliolombar; o segundo (grupo controle) sofreu o mesmo procedimento do primeiro com a adição da ligadura do pedículo vascular. A viabilidade dos enxertos ósseos foi verificada durante três semanas, através da visualização direta do enxerto, histologia e imunoistoquímica. Resultados: Todos os enxertos vascularizados avaliados na primeira semana apresentaram viabilidade segundo a observação direta, histologia e imunoistoquímica. Entretanto, na segunda e terceira semanas os enxertos mostraram-se inviáveis em 75% dos casos quando submetidos à avaliação segundo a observação direta e em 50% dos casos quando realizada a análise histológica e imunoistoquímica. Conclusão: Alguns enxertos vascularizados em sua concepção tornaram-se inviáveis e passaram a se comportar como enxertos não vascularizados sob a análise da observação direta e histológica. Apesar da possibilidade de falha, o uso de enxertos ósseos vascularizados deve ser incentivado, pois a histologia descritiva demonstrou maior densidade celular na porção óssea medular, osteócitos com maior funcionalidade na deposição de matriz óssea, com rede vascular intraóssea preservada. Descritores - Transplante Ósseo; Matriz Óssea; Histologia; Imunoistoquímica; Modelos Animais.

Desartrodese de anca - relato de três casos*

Diogo Lino Moura; António Figueiredo

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):83-86 - Relato de Caso

A desartrodese de anca, isto é, a conversão da artrodese ou fusão óssea cirúrgica em uma artroplastia de substituição articular da anca, é uma intervenção difícil e desafiante, na medida em que é preciso reconstruir uma articulação perante uma consolidação óssea e uma imobilização muitas vezes de longa duração entre fêmur e acetábulo, já com importantes alterações anatômicas e retrações dos tecidos moles adjacentes, com encurtamento do membro associado. Visto que a artrodese de anca é uma cirurgia cada vez mais raramente aplicada, consequentemente a desartrodese é cada vez menos frequente. Nesse artigo, os autores apresentam três casos raros de pacientes com artrodeses da anca de longa duração submetidos a conversão para artroplastia total e descrevem a técnica de desartrodese usada e seus resultados clínico-funcionais.


Palavras-chave: artrodese; artroplastia; anca

FRATURA AVULSÃO DA CRISTA ILÍACA EM CRIANÇA

Rafael Borghi Mortati, Lucas Borghi Mortati, Matheus Silva Teixeira, Marcelo ItiroTakano, Richard Armelin Borger

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):- - Relato de Caso

RESUMO
A fratura avulsão da apófise da crista ilíaca apresenta incidência rara e pouco conhecida. Neste artigo relatamos caso de paciente do sexo feminino, de 11 anos, que apresentou essa lesão após trauma indireto. Após uma análise cuidadosa da radiografia, foi identificada fratura avulsão da crista ilíaca e optou-se pelo tratamento não cirúrgico com analgesia e restric ¸ão de carga. O relato do caso salienta a importância da suspeic¸ão da fratura avulsão em traumas de baixa energia, além de orientar o tratamento e prevenir déficit funcional e deformidades.

Descritores - Epífises/fisiopatologia Epífises/lesões Fraturas de cartilagem Ílio

MIGRAÇÃO DE PARAFUSO EM ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO: RELATO CLÍNICO

Fernando Fonseca; José Tomé; Manuel Barreto

Rev Bras Ortop. 2010;45(1):89-91 - Relato de Caso
As complicações das artroplastias totais do joelho devidas ao material implantado são raras, exceto o desgaste do polietileno. O relato de migração de parafusos dentro da articulação do joelho é muito raro. Os autores relatam a migração intra-articular de um parafuso de segurança do polietileno numa artroplastia total do joelho com sacrifício do ligamento cruzado posterior (ATJ tipo Performance; Biomet, Warsaw, IN) que obrigou a nova cirurgia para remoção do parafuso, substituição do componente de polietileno e aplicação de novo parafuso de fixação. Descritores - Artroplastia do joelho; Articulação do joelho; Revisão; Parafusos ósseos; Migração de corpo estranho.

Desarticulação da anca - Análise de uma série e revisão da literatura

Diogo Lino Moura; António Garruço

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):154-158 - Artigo Original
    Objetivo: Apresentar um estudo retrospectivo em 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca. Métodos: Foram identificados 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca ao longo de 16 anos. Todos foram estudados por meio dos registos clínicos quanto a sexo, idade na cirurgia, causa da desarticulação, complicações no pós-operatório, índices de mortalidade e grau de funcionalidade após a desarticulação da anca. Resultados: A desarticulação da anca foi feita eletivamente na maioria das situações e apenas de forma urgente em três casos. As indicações tiveram as seguintes origens: infecção (n = 6), tumor (n = 5), traumatismo (n = 3) e isquemia (n = 2). O tempo médio global de sobrevivência pós-cirurgia foi de 200,5 dias. Os índices de sobrevivência foram de 68,75% após seis meses, 56,25% após um ano e de 50% após três anos. Os índices de mortalidade foram mais elevados nas desarticulações de causa traumática (66,7%) e de causa tumoral (60%). Em relação aos oito pacientes que permanecem vivos, metade faz marcha com apoio de muletas canadenses e sem prótese, 25% fazem marcha com membro protético e 25% encontram-se acamados. As taxas de complicações e mortalidade foram mais elevadas nas desarticulações urgentes e nas efetuadas em consequência de traumatismos e tumores. Conclusão: A desarticulação da anca é uma cirurgia altamente mutilante, com implicações óbvias na funcionalidade do membro e taxas elevadas de complicações e mortalidade. No entanto, quando efetuado em um momento adequado e com indicação correta, esse procedimento pode salvar a vida do paciente e garantir o seu regresso ao domicílio com alguma qualidade de vida

Luxações congênitas altas da anca no adulto - Artroplastia e resultados funcionais

Diogo Lino Moura; António Figueiredo

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):226-235 - Artigo Original

OBJETIVO: Estudo retrospectivo sobre a experiência dos autores no uso de artroplastias para o tratamento de luxações congênitas altas da anca.
MÉTODOS: Amostra com 11 luxações congênitas altas da anca (Hartofilakidis tipo C) verificadas em sete pacientes, que foram submetidos a artroplastia da anca pelo mesmo cirurgião com a mesma técnica cirúrgica. O tempo de seguimento médio foi de 4,32 ± 2,67 anos (mínimo um ano) e todos os pacientes foram avaliados pelo mesmo médico.
RESULTADOS: Todas as próteses tiveram fixação não cimentada, usaram-se cúpulas acetabulares aparafusadas, hastes femorais cônicas e par articular metal-polietileno. Em todos os pacientes foram efetuadas osteotomias de encurtamento femoral no nível subtrocantérico ou supracondiliano. O Harris Hip Score médio no momento da última avaliação clínica foi de 88,55 ± 4,50 (intervalo 81-94). O tempo de duração da luxação alta da anca (42,91 ± 14,59 anos, intervalo 19-68) demonstrou uma correlação inversa significativa com o Harris Hip Score (r = 0,80; p = 0,003). Todos os pacientes relataram alívio importante das queixas álgicas e todos são capazes de deambular sem qualquer apoio exterior. Nas luxações unilaterais, conseguiu-se correção completa da dismetria e nas bilaterais, membros isométricos em todos os pacientes. Todas as osteotomias consolidaram em tempo médio de 3,27 ± 0,47 meses. Verificaram-se complicações em 18,18% da amostra: uma fratura iatrogênica intraoperatória do grande trocânter e uma neuropráxia transitória do ciático.
CONCLUSÃO: Apesar de ser uma cirurgia exigente e com elevado índice de complicações relatado, a artroplastia da anca na luxação congênita alta, quando devidamente indicada e tecnicamente bem executada, permite melhorar a funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes.


Palavras-chave: Luxação congênita de anca; Artroplastia de anca; Articulação da anca; Adulto; Osteotomia.

Atualização em fixação externa: conceitos e revisão*

ISAAC S. ROTBANDE; MAX R.F. RAMOS

Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Atualizaçao
Define-se por fixador externo um grupo de aparelhos, geralmente metálicos, que permitem manter a rigidez ou estabilidade da estrutura óssea, com a qual se põe em contato através de fios ou pinos de aplicação percutânea, confeccionados quase sempre de aço(1). Os componentes básicos de um fixador externo são os fios ou pinos de fixação, as hastes longitudinais de sustentação e os elementos de conexão entre os pinos ou fios e as hastes(2). Os fios e pinos variam de diâmetros de 1,5 a 6mm e devem ocupar menos de 1/3 do diâmetro ósseo. Podem ser lisos ou rosqueados e, em relação aos membros, transfixantes ou não(2). As hastes que formam o suporte longitudinal são lisas ou rosqueadas, maciças ou tubulares. Estas hastes podem ser contínuas, assim como articuladas ou telescópicas, o que facilita ajustes no alinhamento e dinamização axial(3). Os elementos de conexão entre os pinos e as hastes variam de simples conectores a plataformas ou anéis. Chao et al.(4), baseados na disposição geométrica da estrutura, distinguem seis tipos de configurações espaciais dos fixadores externos: unilateral, bilateral, triangular, semicircular, circular e em quadrilátero. Behrens e Johnson(5), em relação aos planos frontal e sagital, definem os fixadores como uniplanares e biplanares. Nestes termos, o fixador na disposição geométrica em quadrilátero seria uniplanar e o fixador triangular seria biplanar. Entende-se que os fixadores semicirculares e circulares podem, baseados na disposição espacial, variar de uniplanares a multiplanares(6-8). A estrutura e função de cada sistema de fixação externa dependem da forma de seus principais componentes(9). Os ortopedistas, baseados apenas nas conexões pino-hastes, distinguem três tipos de fixadores: os simples, os de plataforma e os de anéis. Os fixadores simples possuem conexões independentes entre cada pino e a haste longitudinal(2). Em certos tipos a instalação dos pinos pode variar, a critério do cirurgião, quanto à distância e ao ângulo entre eles, possibilitando desta forma a construção de diversas configurações espaciais. O fixador simples mais versátil, e também o mais utilizado, é o sistema tubular AO(9). Os sistemas de plataformas possuem um conjunto de pinos conectados à haste longitudinal através de uma sapata(2,4). Este tipo de fixador restringe a escolha da posição angular de cada pino e limita ao tamanho da sapata a distância entre eles, em cada segmento ósseo(2). No Brasil, os fixadores de plataformas mais utilizados são os de Hoffmann, J.R. Biomecânica, Cambras e Wagner(2,10-12). Já aqueles conhecidos como de anéis são compostos de hastes longitudinais e estruturas anelares, que podem ser completas (circulares) ou incompletas (semicirculares)(13). Os segmentos ósseos são fixados por fios finos transfixantes de 1,5 ou 1,8mm sob protensão, por pinos rígidos de vários diâmetros ou pelos chamados one half pins - pinos de grosso calibre que não transfixam o membro, mas tãosomente o osso. Neste tipo de sistema, a fixação de cada fio é feita em ângulo desejado, permitindo, também, que a distância entre os fios ou pinos, em cada segmento ósseo, varie a critério do ortopedista, possibilitando, assim, a construção de um ilimitado número de configurações espaciais(2,13,14). No Brasil, o fixador circular mais utilizado é o de Ilizarov(15). A indicação e a aplicação correta de um sistema de fixação externa dependem de três conceitos básicos: conhecimento anatômico da região(16), da fisiopatologia da lesão e conhecimento biomecânico do aparelho de fixação externa(8). Devem ser também consideradas a habilidade do cirurgião em manipular esses aparelhos e as características socioeconômicas e psicológicas do paciente.

Tratamento das fraturas transtrocanterianas com fixação externa*

CÉLIO DONIZETE FERREIRA; JOSÉ WAGNER DE BARROS; ANTONIO ANDRADE DE FREITAS

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
No período de julho de 1992 a julho de 1993, 22 pacientes com fratura transtrocanteriana, previamente selecionados por apresentarem maior risco cirúrgico, foram submetidos a tratamento operatório com fixação externa. Os casos foram avaliados radiologicamente no pós-operatório imediato, aos 30 e 90 dias. Os resultados foram analisados conforme a evolução clínica e a consolidação óssea. Conclui-se que a utilização da fixação externa em fraturas transtrocanterianas é um método útil no tratamento de pacientes que apresentam elevado risco cirúrgico.

Prótese metal/metal: uma tendência?

MILTON CHOHFI; GOTTFRIED KÖBERLE; FERNANDO BALDY DOS REIS

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
Os autores apresentam um curto histórico das próteses totais do quadril, especialmente das combinações metal/ metal. Mostram os resultados a longo prazo obtidos com essas próteses por vários autores e que variam de 70% a 80% de bons resultados após 15-25 anos. São discutidas a validade da combinação metal/metal e suas eventuais vantagens, como ainda a possível influência dessas próteses sobre o uso ou não do cimento ósseo.

Migração e deformações induzidas por diferentes hastes do tipo force-closed para ATQ

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):686-693 - Artigo Original
Objetivos: Diferenças sutis no projeto da haste podem resultar em diferentes respostasmecânicas da artroplastia total do quadril. Testes que meçam a migração da haste emrelação ao fêmur, bem como as deformações no cimento e no fêmur, podem salientar asdiferenças entre diferentes projetos de hastes.Métodos: Neste artigo foram implantadas hastes cônicas, hastes duplamente afiladas e tri-plamente afiladas em fêmures compósitos e submetidas a cargas estáticas e cíclicas. Ashastes diferenciaram-se principalmente em relação aos afilamentos, ao raio do calcar e àrigidez proximal. A migração das hastes e as deformações tanto no fêmur quanto no cimentoforam medidas.Resultados: Foram observadas diferenças significativas (p < 0,05) na rotação permanenteentre as hastes duplamente e triplamente afiladas, nas deformações do nível proximalmedial do fêmur entre as hastes triplamente afiladas e ambas cônicas e duplamente afi-ladas e nas deformações do nível proximal lateral do fêmur entre as hastes duplamenteafiladas e ambas cônicas e triplamente afiladas.Conclusão: Os ensaios mecânicos propostos foram capazes de produzir diferenças significa-tivas no comportamento dessas hastes semelhantes. A rigidez proximal da haste e o raiodo calcar influenciam a estabilidade rotacional e a transmissão de deformação da haste aofemur.

Migração pélvica de lâmina helicoidal após tratamento de fratura transtrocantérica com cavilha proximal do fêmur

Pedro Luciano Teixeira Gomes; Luís Sá Castelo; António Lemos Lopes; Marta Maio; Adélia Miranda; António Marques Dias

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):482-485 - Relato de Caso
    O caso diz respeito a um paciente do sexo masculino com queixa de dor e desconforto no cotovelo direito associados a diminuic¸ão da amplitude de movimento. Apresentava radiografia do cotovelo com lesão osteolítica da região metafisária do úmero distal e ressonância magnética que mostrava tumorac¸ão intra-articular com aumento de volume que sugeria sinovite vilonodular pigmentada. Foi feito tratamento artroscópico para biópsia sinovial e sinovectomia total. O estudo anatomopatológico confirmou o diagnóstico. O paciente apresentou ótima evoluc¸ão com reabilitac¸ão fisioterápica proposta, até 12 meses de pós- -operatorio apresentava-se assintomático.

Migração medial do cravo cefálico de dispositivo cefalomedular Gamma 3 - Relato de caso

Ana Costa Pinheiro; Bruno Alpoim; António Félix; Carlos Alves; Cristina Sousa e António Rodrigues

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):720-724 - Relato de Caso
    As fraturas intertrocantéricas do fêmur proximal são muito comuns em pacientes acima de 65 anos, por estarem muitas vezes associadas à osteoporose. A fixac¸ão do fêmur proximal com dispositivos cefalomedulares, pelas suas vantagens biomecânicas, constitui o tratamento preferencial, especialmente no tratamento das fraturas instáveis. Várias complicac¸ões associadas com a fixac¸ão cefalomedular tipo Gamma desse tipo de fraturas foram descritas na literatura, a migrac¸ão medial do cravo cefálico é uma complicac¸ão excecionalmente singular. Os autores relatam uma complicac¸ão incomum mas potencialmente fatal, a migrac¸ão medial intrapélvica do cravo cefálico do dispositivo intramedular Gamma 3, verificada após um mês da osteossíntese. Este trabalho aspira a despertar a comunidade ortopédica para essa rara complicac¸ão, a qual pode apresentar alto risco de morbilidade e mortalidade.

Migração extra-articular e transcutânea de parafuso de interferência de poly L,D-lactide após reconstrução do tendão poplíteo

Camilo Partezani Helito; Noel O. Foni; Marcelo Batista Bonadio; José Ricardo Pécora; Marco Kawamura Demange; Fabio Janson Angelini

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):233-237 - Relato de Caso
    As reconstruc¸ões ligamentares do joelho são procedimentos ortopédicos frequentes. As fixac¸ões dos enxertos são mais comumente feitas com parafusos de interferência, metá- licos ou absorvíveis. Em estudo recente, somente dez relatos sobre migrac¸ão de parafusos foram encontrados; somente um deles não estava relacionado ao ligamento cruzado anterior (LCA) e a maioria estava relacionada a parafusos de poly-L-lactic acid (PLLA). Apenas um caso da literatura reportou migrac¸ão de parafuso em reconstruc¸ões do canto posterolateral, essa para a região intra-articular. Neste artigo, os autores relatam um caso de migrac¸ão extra-articular e transcutânea de um parafuso de interferência de poly L,D-lactide (PDLLA) após a reconstruc¸ão do tendão poplíteo. Além de ser o primeiro caso de reconstruc¸ão do tendão do poplíteo com migrac¸ão extra-articular do parafuso, não foram encontrados na literatura relatos de migrac¸ão de parafusos de PDLLA.  

Neurólise ulnar externa: tratamento cirúrgico e avaliação estesiométrica*

JORGE S. JAMBEIRO; MARCOS ALMEIDA MATOS; FLÁVIO R. SANTANA; CARLOS S. BARBOSA; MARCOS F. DA SILVA

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Vinte pacientes submetidos a neurólise ulnar externa foram avaliados para verificar a eficiência desta cirurgia na recuperação da perda sensitiva na neuropatia hanseniana. A avaliação sensitiva foi quantificada pelo método de Siemmens-Weistein antes e após o procedimento cirúrgico. Dos 20 pacientes, 16 (80%) obtiveram melhora do quadro deficitário, 4 (20%) não obtiveram melhora clínica; destes, 3 (15%) foram considerados como portadores de neuropatia leve pré-operatoriamente e apenas 1 (5%) apresentava neuropatia grave, não se verificando melhora clínica. Conclui-se que a neurólise ulnar externa é capaz de produzir recuperação sensitiva acentuada em pacientes portadores de neuropatia grave e moderada e que nos casos em que existe neuropatia leve, tal procedimento, quando não for capaz de produzir melhora significativa, provavelmente impedirá o curso progressivo da neuropatia.

Estudo do comportamento mecânico de sistemas de fixação externa*

MAX RAMOS; ISAAC ROTBANDE; IBRAHIM SHEHATA

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico de oito sistemas de fixação externa: Hoffmann, Hoffmann-Vidal, AO simples, AO dupla barra, AO transfixante uniplanar, AO transfixante biplanar, AO biplanar half pin (delta) e Ilizarov, utilizando-se configurações espaciais freqüentemente utilizadas. As montagens foram instaladas em um corpo de prova de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidas às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais dos seus segmentos, a distância máxima observada entre estes segmentos nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos de plataformas e/ou que utilizaram pinos de fixação do tipo half-pin apresentaramse menos estáveis que os fixadores externos que empregaram fixação independente dos pinos e/ou que usaram pinos ou fios transfixantes. A protensão aumentou a capacidade elástica e a resistência axial dos fios de transfixação. O sistema de fixação externa de Ilizarov apresentou maior estabilidade global em todos os ensaios, porém se obtiveram resultados próximos com o sistema AO transfixante biplanar.

Neurólise externa do ulnar: apresentação de técnica ambulatorial*

JORGE E.S. JAMBEIRO, MARCOS A. ALMEIDA MATOS, FLÁVIO R. SANT'ANA, ALEXANDRE A. LEITE, ARYON BARBOSA, JAMILE F. JAMBEIRO

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Artigo Original
RESUMO
Apresenta-se uma técnica cirúrgica de neurólise externa do nervo ulnar com o uso de anestesia local e sem isquemia peroperatória. Crê-se que este procedimento representa boa opção de uso no tratamento ambulatorial em longa escala da neuropatia do nervo ulnar, especial-mente em pacientes com hanseníase.

Tratamento da fratura instável distal do rádio com fixação externa*

ALUÍSIO JÚNIOR AGUIAR FIGUEIREDO, CELSO DIAS FERNANDES, DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA, JOSÉ WAGNER DE BARROS

Rev Bras Ortop. 1997;32(4):- - Artigo Original
RESUMO
No período de janeiro de 1995 a agosto de 1996, dez pacientes com fratura instável distal do rádio foram submetidos a tratamento cirúrgico com redução incruenta e fixação externa. Foram avaliados os resultados funcionais, anatômicos e radiográficos, obtendo-se índice 90% de excelentes e bons.

Artéria recorrente radial na fossa cubital: origens e ramos

ROGÉRIO PORTO DA ROCHA; MAURÍCIO LEAL DIAS MONGON; ALESSANDRO VENGJER; NILSON MOURA GAMBERO; FÁBIO PIZZO RIBEIRO; HENRIQUE MIGUEZ; MARINALDO MONGON

Rev Bras Ortop. 2001;36(4):- - Artigo Original
Os autores estudaram a origem e as ramificações da artéria recorrente radial com o intuito de contribuir para o estudo anatômico da região do cotovelo, visto que uma descrição detalhada não foi encontrada na literatura. Foram dissecados 31 membros superiores de cadáveres de adultos de ambos os sexos, sendo 15 direitos e 16 esquerdos. A artéria recorrente radial teve como origem predominante a artéria radial (80,6%), seguida da artéria braquial (16,1%) e da artéria ulnar (3,3%). Quanto ao número de ramos, apresentou variação de cinco a 13 ramos divididos pelos autores em distais, proximais e anteriores à cabeça do rádio. Observou-se predomínio dos ramos distais, com média de 4,26 sobre os proximais (média de 3,0) e os anteriores (média de 1,13). Desse modo, os autores concluíram que, na grande maioria das vezes, a artéria recorrente radial se originou da artéria radial. Quanto aos ramos, foram freqüentes os distais, seguidos pelos proximais. Os ramos anteriores à cabeça do rádio são pouco numerosos.

Pesquisas Recentes

Aguarde, carregando...

Filtrar

Anos


Tipos de artigos