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Busca por: Reconstrução da cápsula superior com Aloenxerto de fáscia lata para Roturas irreparáveis do tendão do músculo supraespinal*

RESULTADOS DO REPARO ARTROSCÓPICO DAS ROTURAS ISOLADAS DO TENDÃO DO MÚSCULO SUBESCAPULAR

Glaydson Gomes Godinho; Flávio de Oliveira França; José Márcio Alves Freita; Flávio Márcio Lago Santos; Ricardo Barreto Monteiro dos Santos; Thiago Martins Taglietti; Carlos Leonidas Escobar Guevara

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):330-336 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados funcionais, clínicos e identificar fatores prognósticos nos pacientes operados com rotura isolada do tendão subescapular por via artroscópica Métodos: Entre janeiro de 2003 a maio de 2009, identificamos 18 ombros com roturas-desinserções isoladas, completas ou de pelo menos um terço do tendão subescapular submetidos ao reparo artroscópico. Resultados: Três ombros (17%) apresentaram lesão do 1/3 superior do subescapular; nove ombros (50%), 2/3 superiores e desinserção completa em seis ombros (33%). Ao comparar-se a amplitude de rotação lateral do membro acometido no momento pré-operatório e no momento da reavaliação, não houve diferença estatística (p = 0,091). Houve o acometimento do TCLB em 11 ombros, 61%. De acordo com a validação do escore de Constant, obtivemos 83% de resultados excelentes e bons e 17%, razoáveis. Três pacientes no momento da reavaliação apresentaram ressonância magnética com re-rotura. A acromioplastia foi realizada em 10 casos. Não foi observada influência estatística deste procedimento nos resultados, p = 0,57. Conclusões: Não houve diferença estatisticamente significativa em relação à rotação lateral pré-operatória comparando-se o lado acometido com o contralateral. Não houve perda significativa da rotação lateral pós-operatória. O TCLB pode apresentar-se normal nas desinserções do tendão do subescapular. A acromioplastia não influenciou os resultados. O índice de re-rotura do reparo artroscópico do tendão do subescapular foi de 16,6%. Descritores - Ombro; Artroscopia; Bainha Rotadora.

O uso do aloenxerto de tendão patelar na reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior Nota preliminar*

MÁRIO CARNEIRO FILHO; REYNALDO JESUS GARCIA FILHO; EDILENE TRISTÃO LOMÔNACO; BENNO EJNISMAN; EDUARDO ABDALLA SAAD

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
Os autores descrevem a utilização do aloenxerto do tendão patelar (osso-tendão-osso) como alternativa no tratamento das instabilidades anteriores do joelho. Mostram a rotina do Banco de Tendões da Escola Paulista de Medicina, em funcionamento desde 1992. Apresentam os resultados preliminaries dos primeiros cinco pacientes submetidos a reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior com o aloenxerto de tendão patelar.

REPARAÇÃO ARTROSCOPICA DE LESÕES PEQUENAS E MÉDIAS DO TENDÃO DO MUSCULO SUPRA-ESPINAL: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS CLÍNICOS FUNCIONAIS APÓS 2 ANOS DE SEGUIMENTO

Roberto Yukio Ikemoto; Joel Murachovsky; Luís Gustavo Prata Nascimento; Rogério Serpone Bueno; Luis Henrique Almeida; Eric Strose; Marcello Teixeira Castiglia

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):436-440 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados clínico-funcionais das reparações artroscópicas de lesões pequenas e médias do tendão do músculo supraespinal. Métodos: Foram avaliados, retrospectivamente, 129 casos de lesões isoladas pequenas ou médias do tendão do músculo supraespinal. O tempo médio de dor foi de 29 meses. A amplitude articular média era de 136º de elevação ativa, 48º de rotação lateral, rotação medial no nível T12 e a escala funcional pré-operatória da UCLA foi, em média, de 17 pontos. Em todos os casos foi possível o reparo completo da lesão. Resultados: A pontuação pela escala funcional da UCLA no período pós-operatório foi, em média, de 32 pontos. O tempo médio de seguimento foi de 39 meses. Setenta e cinco casos (58%) tiveram resultados excelentes e 42 (32%), bons. A elevação ativa final teve a média de 156º, com ganho médio de 20º, e a rotação lateral final foi, em média, de 57º, com ganho médio de 9º, ambos estatisticamente significativos (P < 0,05). Os pacientes submetidos à tenotomia da cabeça longa do bíceps (CLB), com ou sem tenodese, não apresentaram resultado funcional estatisticamente inferior àqueles que foram submetidos somente à descompressão e reparo da lesão (P = 1,00). Quatorze casos (10,8%) apresentaram complicações no período pós-operatório. Seis casos (4,6%) desenvolveram capsulite adesiva e quatro (3,1%) tiveram rerruptura do tendão comprovada por ressonância magnética. Conclusões: O reparo artroscópico das lesões pequenas e médias do tendão do músculo supraespinal proporcionou melhora clínico-funcional com bons e excelentes resultados em 90% dos casos. Descritores - Ombro; Artroscopia; Manguito rotador/lesão.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM O TERÇO CENTRAL DO TENDÃO DO MÚSCULO QUADRÍCEPS: ANÁLISE DE RESULTADOS APÓS 10 ANOS

Marcus Valladares Guimarães; Lúcio Honório de Carvalho Junior; Dalton Lopes Terra

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):306-312 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados clínicos utilizando dois diferentes protocolos, 10 anos após a cirurgia de reconstrução do LCA (Ligamento Cruzado Anterior) com o terço central do tendão do músculo quadríceps (TQ). Método: Entre novembro/1997 e abril/1998, 25 pacientes foram submetidos a 25 reconstruções do LCA com TQ pela técnica transtibial. A parte óssea do enxerto foi fixada no túnel femoral com parafuso de interferência e a parte tendinosa no túnel tibial, com parafuso em poste com arruela. Dois pacientes romperam o novo ligamento em entorses durante futebol. Seis não foram encontrados para reavaliação (24%). Foram avaliados 17 pacientes, sendo 15 homens e duas mulheres, com média de idade na cirurgia de 28,53 ± 6,64 anos. Todos foram examinados com seis meses, um ano e dez anos de cirurgia. A avaliação clínica foi realizada com a escala de Lysholm e a do o joelho, com a do Hospital for Special Surgery. Resultados: As lesões foram operadas após 9,87 ± 14,42 meses do acidente. Segundo a escala de Lysholm, os resultados ao fim do primeiro ano foram de 98,71 ± 2,47 e, ao fim de dez anos, de 97,35 ± 3,12. Usando a escala do Hospital for Special Surgery, a pontuação foi de 95,07 ± 5,23 com um ano e de 94,87 ± 4,16 após 10 anos. Todos os pacientes retornaram ao trabalho nas mesmas condições. Quinze (88,24%) retornaram ao mesmo esporte, um com modificação na prática e outro mudou de esporte. Nenhum paciente se queixou dor na área doadora do enxerto após quatro semanas da cirurgia até a última avaliação. Quatro pacientes sofreram ruptura do LCA contralateral em atividades esportivas, sendo três entorses no futebol e uma durante dança. Conclusão: O enxerto do TQ é boa opção para a reconstrução do LCA, mesmo quando decorridos 10 anos do procedimento cirúrgico. Não houve dor na área doadora do enxerto a médio e longo prazo. A taxa de retorno ao esporte foi excelente e não houve alteração da articulação femoropatelar. Descritores - Joelho; Ligamento cruzado anterior; Músculo quadríceps; Músculo esquelético.

Capsulodese dorsal associada à reconstrução assistida por artroscopia do ligamento escafossemilunar com enxerto do tendão do músculo palmar longo

Victor Bignatto Carvalho; Carlos Henrique Vieira Ferreira; Andresa Ramires Hoshino,; Viviane Alves Bernardo; Gustavo Mantovani Ruggierobe Márcio Aurélio Aita

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):676-684 - Artigo Original
    Objetivos: Mensurar a qualidade de vida, o tempo de retorno ao trabalho, os resultados clí-nicos, funcionais e radiográficos dos pacientes submetidos à capsulodese dorsal associadaà reconstrução ligamentar escafossemilunar assistida por artroscopia.Métodos: De janeiro de 2015 a setembro de 2016, 14 pacientes, esqueleticamente maduros,adultos, com dissociação escafolunar (SL), foram submetidos ao tratamento cirúrgico como procedimento de reconstrução do ligamento escafossemilunar assistido por artroscopiacom a nova técnica proposta neste estudo. Todos os pacientes foram avaliados pelo setor deterapia ocupacional em intervalos regulares de pós-operatório e fizeram a mesma sequênciade reabilitação. Os parâmetros analisados foram: arco de movimento (ADM), Disability Arm,Shoulder and Hand (Dash), escala visual analógica (EVA) e análise radiográfica pré e pós--operatória para visualizar o espaço escafolunar (sinal de Terry-Thomas) e deformidade emDorsal Intercalated Segment Instability (DISI) pré e pós-operatória. Descrição das complicaçõese o tempo de retorno ao trabalho.Resultados: O tempo de seguimento foi de 12 meses [3-17]. O ADM foi em média 321,07?(96,9%do lado normal). O valor da avaliação subjetiva da dor (VAS) foi 1,79/10 [1-6]. A mensuraçãoda qualidade de vida pelo Dash foi de 6,50/100 [1-30]. O tempo de retorno ao trabalho foi de4,42 meses [2-17]. Quanto às complicações, uma paciente evoluiu com SLAC e foi submetidaà artrodese dos quatro cantos um ano após a reconstrução ligamentar. Evoluiu com melho-ria da dor e está com o ADM do punho funcional, mas ainda não retornou às atividadesprofissionais. O intervalo do SL (gap) pré-operatório foi de 4,29 mm [2-7] e o pós-operatóriofoi de 1,79 mm [1-4]. A deformidade DISI estava presente em dez pacientes, com um ânguloSL acima de 70?(pré-operatório), e foi corrigida após a cirurgia em todos os pacientes. SLACestágio I foi identificado em um paciente. A artroscopia foi feita em todos os casos. A instabilidade SL foi classificada como um grau Geissler III em quatro casos e grau IV em dez casos. Conclusão: A nova abordagem (capsulodese dorsal associada à reconstrução ligamentar escafossemilunar assistida por artroscopia) apresentada neste estudo é segura e eficaz no tratamento da dissociação escafolunar, já que apresenta resultados radiográficos, clínicos e funcionais satisfatórios, demonstra baixas taxas de complicações, permite o retorno às atividades sociais e profissionais e aumenta a qualidade de vida desses pacientes.

AVALIAÇÃO DA MICROCIRCULAÇÃO DAS BORDAS DO TENDÃO DO SUPRA-ESPINAL NAS LESÕES DO MANGUITO ROTADOR

ROBERTO YUKIO IKEMOTO; JOEL MURACHOVSKY; LUIS GUSTAVO PRATA NASCIMENTO; ROGÉRIO SERPONE BUENO; FABRÍCIO HIDETOSHI UENO; JORGE AKITA JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 2007;42(11/12):382-386 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar a microcirculação das bordas do tendão supra-espinal nas lesões do manguito rotador com a finalidade de determinar a necessidade ou não do desbridamento de suas bordas no momento do seu reparo cirúrgico. Métodos: No período de junho a dezembro de 2004, foram avaliadas amostras recolhidas de 31 pacientes portadores de lesão completa do tendão supra-espinal, submetidos ao tratamento da lesão do manguito rotador por via artroscópica. Apresentavam idade entre 42 e 82 anos (média de 56,6 anos), sendo nove do sexo masculino e 22 do feminino. Durante a realização do procedimento, foram retiradas amostras de tecido da lesão do manguito rotador e enviadas para estudo anatomopatológico com coloração com hematoxilina-eosina. Após esse processo, foi realizada a contagem das fendas vasculares/mm2. Utilizaram-se como grupo controle 10 amostras de tendões normais do supra-espinal de cadáveres frescos, submetidos aos mesmos processos anteriores. Os resultados obtidos foram avaliados estatisticamente através da aplicação do teste de Mann-Whitney. Resultados: Entre as amostras, 28 apresentaram tecidos vascularizados e três, ausência de vascularização. O número médio de fendas vasculares/mm2 nas amostras de lesões do manguito rotador foi estatisticamente maior que o do grupo controle. Conclusão: A maioria das bordas das lesões dos tendões do supra-espinal é hipervascularizada.Descritores - Bainha rotadora/ lesões; Bainha rotadora/ cirurgia; Microcirculação; Artroscopia.

Técnica de reparo in situ das lesões parciais da superfície articular do tendão do supraespinal

Arildo Eustáquio Paim,

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):- - Artigo Original
    Objetivo: Demonstrar a técnica de reparo in situ das lesões de espessura parcial da superfície articular de alto grau do tendão do supraespinal (SE). O procedimento consiste no reparo cirúrgico dessas lesões por via artroscópica, sem a necessidade de completar a lesão, como ocorre na técnica clássica tradicional. É feita uma pequena incisão longitudinal no sentido das fibras intactas bursais, por onde são introduzidas as âncoras de fixação óssea, o que torna mais fácil o procedimento. Essas âncoras são transferidas para o tendão e assim se faz o reparo da lesão. Métodos: Foram operados 48 ombros de 2010 a 2015. O seguimento mínimo foi de 12 meses e o máximo de 60. A idade variou de 38 anos a 75 (média de 54). Foram indicadas para o reparo as lesões sintomáticas de alto grau que apresentassem pelo menos 30% da fibras superiores bursais intactas e de boa qualidade. Resultados: Os pacientes foram avaliados segundo os critérios da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), obtiveram-se resultados excelentes em 69%, bons em 17%, razoáveis em 7% e ruins em 7%. Os resultados razoáveis ocorreram em três pacientes que apresentavam sintomas associados de poliartralgia e permaneceram com dor residual. Três pacientes desenvolveram rigidez articular no pós-operatório (7%). Conclusão: O procedimento em estudo é seguro e de fácil reprodutibilidade e apresenta altos índices de resultados positivos (86%). A abertura feita no lado bursal do tendão do SE permitiu a manutenção do artroscópio no espaço subacromial e tornou mais fácil a cirurgia.

Reconstrução cirúrgica após excisão de extenso mixofibrossarcoma do membro superior*

Kátia Tôrres Batista; Valney Claudino Sampaio Martins; Ulises Prieto y Schwartzman; Telma Leonel Ferreira

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):353-356 - Relato de Caso

O mixofibrossarcoma é um raro sarcoma de partes moles. Os autores apresentam o relato de um caso, em mulher jovem, de exerese e reconstrução de extenso mixofibrossarcoma de baixo grau localizado no antebraço, no punho e na mão. Fez-se a exerese ampla em monobloco conforme achados de ressonância magnética e estudo histopatológico transoperatório. Usaram-se a matriz dérmica e o enxerto de pele total associado a programa fisioterápico pós-operatório. Os aspectos relacionados ao diagnóstico diferencial do mixofibrossarcoma em paciente jovem, seu caráter infiltrativo, a ampla excisão, a reconstrução em dois tempos cirúrgicos (com o uso de matriz dérmica e enxerto de pele total) e o programa fisioterápico pós-operatório são relevantes.


Palavras-chave: sarcoma; neoplasias de tecidos moles; reabilitação.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR COM ENXERTO AUTÓLOGO DO TENDÃO DO MÚSCULO SEMITENDINOSO DUPLO E DO TERÇO MÉDIO DO TENDÃO DO QUADRÍCEPS EM DUPLO TÚNEL NO FÊMUR E ÚNICO NA TÍBIA: RESULTADOS CLÍNICOS EM DOIS ANOS DE SEGUIMENTO

Ricardo de Paula Leite Cury; Nilson Roberto Severino; Osmar Pedro Arbix Camargo; Tatsuo Aihara; Victor Marques de Oliveira; Roger Avakian

Rev Bras Ortop. 2012;47(1):57-65 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os aspectos cirúrgicos que possam oferecer bons resultados anatômicos e funcionais na reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) utilizando enxerto autólogo do tendão do quadríceps e duplo semitendinoso através de um túnel femoral duplo. Métodos: Quatorze pacientes com lesões isoladas do LCP, instabilidade e dor foram operados por artroscopia e avaliados de acordo com as escalas do International Knee Documentation Committee (IKDC) e de Lysholm. A lassidão foi examinada com o artrômetro KT 1000. Resultados: Na avaliação pós-operatória, a translação posterior comparando-se com joelho contralateral foi entre 0-2mm em 57,1% dos pacientes e entre 3 e 5mm em 35,7% dos casos. A média da escala de Lysholm foi de 93 pontos na avaliação final. Na avaliação pelo IKDC, três pacientes tiveram grau A, 10 grau B e 1 teve grau C. Conclusões: A reconstrução artroscópica do LCP com feixe duplo baseada no posicionamento anatômico dos túneis, com tendão duplo semitendinoso e único do quadríceps, oferece redução clinicamente evidente dos sintomas e recupera satisfatoriamente a estabilidade, embora diferença significativa não tenha sido encontrada devido ao pequeno tamanho da amostra.Descritores - Ligamento Cruzado Posterior. Joelho. Artroscopia. Traumatismos do Joelho.

Restauração funcional do membro superior pela transferência do músculo grande dorsal*

EDIE BENEDITO CAETANO; ANDRÉ NACHILUK; SERGIO BRANDI; JOÃO JOSÉ SABONGI NETO; JOSÉ DOS SANTOS NUNES; LUIZ ANGELO VIEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(4):- - Artigo Original
Este trabalho apresenta nossa experência com 12 pacientes que apresentavam graves paralisias no membro superior resultantes de lesões do plexo braquial e de necroses teciduais conseqüentes de contratura isquêmica de Volkmann ou de outros traumatismos. Pela análise de literatura, observa-se que alguns músculos têm sido utilizados como doador de forma livre ou pediculado, na tentativa de minimizar a perda funcional dos membros afetados. Nossa experiência foi pelo músculo grande dorsal, o qual foi dissecado, ficando preso apenas pelo seu pedículo vascular. A seguir, este foi transposto para a face anterior do braço, com a finalidade de restaurar a flexão do cotovelo em oito casos e a flexão dos dedos em quatro casos. Os resultados funcionais são apresentados. Os principais aspectos referentes à técnica cirúrgica são discutidos.

Transplante de aloenxerto de aparelho extensor do joelho em casos de rotura do tendão patelar em pacientes com artroplastia total

Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):552-556 - Artigo Original

OBJETIVO: Estudo retrospectivo para avaliação dos resultados funcionais de pacientes com artroplastia total do joelho e rotura do tendão patelar submetidos a transplante total de aparelho extensor do joelho congelado.
MÉTODO: Nove pacientes, operados entre 2003 e 2015, com um mínimo de um ano de seguimento. Procedeu-se a uma avaliação funcional com o escore da Knee Society, compararam-se os valores no pré-operatório e na última avaliação.
RESULTADOS: Sobrevida média de 2,7 ± 1,9 anos (14-1). O escore joelho melhorou de 38 ± 4,5 para 70 ± 8,5 e o escore funcional de 30 ± 6,5 para 90 ± 3,5. Déficit de extensão médio de 5° (1° - 15°). Arco de movimento médio de 80° (60-100).
CONCLUSÃO: O uso de aloenxerto é solução, de recurso, para casos extremos de rotura do tendão patelar após artroplastia total do joelho, parece apresentar resultados funcionais razoáveis e apresenta-se como uma opção à artrodese do joelho.


Palavras-chave: Ruptura; Ligamento patelar; Artroplastia do joelho; Transplante; Aloenxerto.

Estudo macroscópico e morfométrico do tendão do músculo tibial posterior*

ANTÔNIO CÉSAR MEZÊNCIO DA SILVEIRA; CAIO AUGUSTO DE SOUSA NERY

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Os autores realizaram estudo macroscópico e morfométrico do tendão tibial posterior, utilizando 38 tendões normais de indivíduos adultos, de ambos os sexos, com idade variando de 18 a 86 anos. O tendão foi examinado quanto ao aspecto macroscópico geral, procurando-se correlacionar tais achados com a faixa etária dos indivíduos. Foi também estudada a superfície de corte do tendão em seu aspecto às secções transversa e longitudinal, nas regiões proximal, média e distal. Os tendões foram ainda submetidos a tração centrípeta, constatando-se que sob esta condição apresentam uma área de "acotovelamento". O estudo morfométrico compreendeu a determinação das medidas do comprimento, diâmetros maior e menor e áreas de secção transversa nas regiões proximal, média e distal do tendão tibial posterior e suas correlações com as diferentes faixas etárias. Constatou-se que: 1) a forma aproximada do tendão à secção transversa é a de uma elipse; 2) existe diferença significativa das dimensões transversais entre as três regiões do tendão (proximal, média e distal); as medidas menores se encontram na região média, as maiores na região distal e as intermediárias na região proximal; 3) a idade dos indivíduos é um fator que influencia a maior parte das medidas realizadas; 4) em todos os tendões avaliados observou-se torção ao longo de seu eixo longitudinal.

TRANSFERÊNCIA DO MÚSCULO TRÍCEPS PARA BÍCEPS EM PACIENTES COM LESÃO CRÔNICA DO TRONCO SUPERIOR DO PLEXO BRAQUIAL

Fabiano Inácio de Souza; Mateus Saito; Luiz Koiti Kimura; Rames Mattar Júnior; Arnaldo Valdir Zumiotti

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):409-412 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados da transposição do tríceps para a flexão do cotovelo em pacientes portadores de lesão crônica e completa do tronco superior do plexo braquial. Métodos: Estudo retrospectivo, com inclusão apenas de pacientes que apresentassem bíceps grau 0 e tríceps grau 5, submetidos à transferência anterior do músculo tríceps, operados entre 1998 e 2005. Foram pesquisados o lado acometido, o sexo, o tipo de acidente, a força de flexão do cotovelo, as complicações e a satisfação do pacientes, em 11 casos. Resultados: 10 pacientes eram do sexo masculino; a idade variou de 24 a 49 anos, com média de 33,7 anos. O tempo mínimo entre a lesão e o procedimento cirúrgico foi de 21 meses (variando de 21 a 74 meses). O lado esquerdo foi acometido em oito casos, enquanto o direito apenas em três. Obtiveram-se bons resultados em 10 pacientes, que adquiriram força de flexão do cotovelo grau 3 (dois casos) e grau 4 (oito casos), enquanto um evoluiu desfavoravelmente, com força grau 2. Dois casos evoluíram com complicações (síndrome compartimental inicial e tensionamento insuficiente). Todos os pacientes definiram-se como satisfeitos com o procedimento. Conclusão: A transposição anterior do músculo tríceps proporcionou satisfação dos pacientes em todos os casos, exceto um, obtendo-se forças grau 4 em oito casos, grau 3 em dois casos e grau 2 em um caso. Descritores - Sistema musculoesquelético; Plexo braquial; Cotovelo.

Estudo da densidade vascular do tendão do músculo tibial posterior em cadáveres

MARCELO PIRES PRADO; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JÚNIOR; TÚLIO DINIZ FERNANDES

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
A afecção degenerativa do tendão do músculo tibial posterior é causa comum de deformidade e disfunção do pé e tornozelo caracterizada por pé plano-valgo adquirido e que acomete com maior freqüência pacientes do sexo feminino acima dos 40 anos de idade. Sua etiologia ainda é controversa, incluindo associação com patologias infecciosas e reumáticas, traumas prévios, atrito, anatomia, função e vascularização diminuída que coincide com a área de maior incidência dessa afecção, posteriormente ao maléolo medial. Quarenta pares de tendões do músculo tibial posterior de cadáveres não fixados são submetidos a cortes transversais em seis níveis desde a transição miotendínea até próximo à sua inserção. Cada segmento obtido é submetido a corte histológico, que por sua vez é corado pela técnica do tricrômico de Masson, que permite a identificação, ao microscópio de luz, das estruturas vasculares do tendão. A análise microscópica de cada corte com gratículo de integração permite o cálculo da densidade vascular, com o objetivo de verificar se há variação da concentração de vasos sanguíneos ao longo do tendão normal. Os resultados são comparados de acordo com o lado, sexo e idade sem se observar diferença estatisticamente significante. Quando os níveis de corte são comparados não se observa área com menor vascularização na porção média dos tendões, local com maior incidência das alterações degenerativas na insuficiência do tendão do músculo tibial posterior. Unitermos - Músculo tibial posterior; densidade vascular; estudo histológico

Avaliação das propriedades mecânicas do tendão do músculo tibial posterior submetido a ensaio de tração axial*

OSNY SALOMÃO; TÚLIO DINIZ FERNANDES; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JR.; TOMAZ PUGA LEIVAS; FABIO BOUCAUT TRANCHITELLA; JULIO CESAR CARVALHO NARDELLI; JOSE HILTON A. FILHO; ALEXANDRE E. V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores estudaram o comportamento mecânico do tendão tibial posterior em 14 pares de tornozelos, sendo 11 homens e três mulheres. Os tendões foram submetidos a tração axial em uma máquina universal de ensaios mecâninicos, em que obtiveram os valores de resistência mecânica e coeficiente de proporcionalidade de cada tendão. Os resultados foram analisados quanto a faixa etária, sexo e lado. Mulheres acima de 50 anos apresentavam resistência à tração significativamente inferior em relação aos homens da mesma faixa etária. Não houve diferença estatisticamente significante na resistência máxima entre os lados direito e esquerdo. A resistência máxima não se alterou com a idade entre os homens.

REPARO ARTROSCÓPICO DAS LESÕES COMPLETAS DO TENDÃO DO MÚSCULO SUBESCAPULAR: ABORDAGEM COMBINADA ARTICULAR E BURSAL

NISO EDUARDO BALSINI; NISO BALSINI; PEDRO MOYSÉS JACINTHO; LUCIANA KOCHEN

Rev Bras Ortop. 2005;40(10):582-589 - Artigo Original
Objetivo: Este trabalho tem por finalidade demonstrar a técnica da sutura artroscópica do tendão do subescapular, utilizando a abordagem articular e subacromial combinada, bem como a apresentação dos resultados preliminares. Métodos: Doze pacientes com lesão completa do tendão do subescapular foram submetidos à sutura artroscópica utilizando a abordagem articular e subacromial combinada. O protocolo da UCLA e a elevação ativa anterior foram utilizados para avaliação dos resultados após o seguimento mínimo de um ano. A avaliação estatística foi realizada pelo método ANOVA de fator único. Resultados: O índice da UCLA pré-operatório foi em média de 16 e, no pós-operatório, de 32 (p > 0,0001). A elevação anterior ativa média pré-operatória foi de 142,5 e a pós-operatória, de 177,5 (p < 0,001). Não houve nenhum caso de re-ruptura. Resultados satisfatórios foram encontrados em 11 pacientes (92%) e insatisfatórios em um paciente (8%). Conclusão: A sutura artroscópica do tendão do subescapular utilizando a abordagem articular subacromial possibilita a recuperação satisfatória da função da articulação glenoumeral. Seu emprego possibilita o reparo do tendão do subescapular mesmo nas lesões crônicas e retraídas.Descritores - Ombro/lesões; Bainha rotadora/lesões; Artroscopia.

Tratamento cirúrgico da ruptura do tendão do músculo peitoral maior com botão cortical ajustável

Alberto de Castro Pochini; Marcus de Souza Barbosa Rodrigues; Larissa Yamashita; Paulo Santoro Belangero; Carlos Vicente Andreoli e Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):60-66 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a técnica de reconstrução do tendão do músculo peitoral maior com rupturatotal com o uso do botão cortical ajustável.Métodos: Estudo prospectivo de 27 pacientes do sexo masculino com média de 29,9 anos(DP = 5,3 anos) e acompanhamento de 2,3 anos. A técnica cirúrgica usada representa o usode enxerto autólogo do tendão semitendineo e grácil e botão cortical ajustável. Os pacientesforam avaliados funcionalmente pelo critério de Bak.Resultados: O tratamento cirúrgico de reconstrução do tendão do músculo peitoral maior foifeito na fase precoce (três semanas) em seis pacientes (22,2%) e na fase tardia em 21 (77,8%).Os pacientes operados com a técnica de botão cortical ajustável obtiveram 96,3% de exce-lentes ou bons resultados contra apenas 3,7% de resultados ruins (critério de Bak). Do total,85,2% sofreram lesão no exercício do supino e 14,8% eram praticantes de jiu-jitsu ou luta.Todos os atletas de levantamento de peso tinham história de uso de esteroide anabolizante.Conclusão: A reconstrução do tendão do músculo peitoral maior rompido, com granderetração muscular (tardia ou precoce) com o uso do botão cortical com ajuste e enxertoautólogo de flexores do joelho representa uma boa opção de tratamento.

Lesão do tendão distal do músculo bíceps braquial: tratamento com o uso de âncoras ósseas*

IVAN CHAKKOUR, EDMUR ISIDORO LOPES, MOGAR DREON GOMES, JOÃO DAMASCENO LOPES FILHO, ANTONIO CARLOS DA COSTA, MARCOS SANMARTIN FERNANDES

Rev Bras Ortop. 1998;33(3):- - Artigo Original

RESUMO

Cinco pacientes com avulsão do tendão distal do músculo bíceps braquial foram submetidos à reparação cirúrgica por uma única via anterior e uso de duas âncoras ósseas na tuberosidade do rádio no período de julho de 1996 a março de 1997 no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo - Pavilhão Fernandinho Simonsen. Todos são do sexo masculino, com média de idade de 43,5 anos (35 a 53 anos). A avaliação pós-operatória inclui dados subjetivos através de um questionário e, objetivos, clínico e radiográfico. O tempo de seguimento variou de 5 a 13 meses (média de 8,2 meses). Os pacientes apresentam movimentação normal, retornando às funções que exerciam anteriormente. Todos estão satisfeitos com o resultado.

O uso do tendão do músculo semitendíneo fixo com "Endobutton" no tratamento das instabilidades anteriores do joelho*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; ROGÉRIO OLIVI

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
Os autores descrevem técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior no tratamento das instabilidades anteriores do joelho, utilizando o tendão do músculo semitendíneo dobrado de forma tripla. Empregam, como fixação do enxerto, o sistema Endobutton no fêmur e amarria a parafuso de esponjosa na tíbia.

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