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Busca por: Anastomose de Riché-Cannieu: Estrutura, função e significância clínica*

Repercussões clínicas da anastomose de Martin-Gruber: estudo anatômico

Cristina Schmitt Cavalheiro,; Mauro Razuk Filho; Gabriel Pedro; Maurício Ferreira Caetano; Luiz Angelo Vieira; Edie Benedito Caetano

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):214-223 - Artigo Original
    Objetivos: Descrever anatomicamente a anastomose de Martin-Gruber e reconhecer suas repercussões clínicas. Método: Foram dissecados 100 antebraços de 50 cadáveres adultos no laboratório de anatomia. A dissecção foi feita através uma incisão mediana em todo o antebraço e terço inferior do braço, dois retalhos incluindo a pele e subcutâneo foram rebatidos, para o lado radial e ulnar respectivamente. Resultados: A comunicação nervosa entre os nervos medianos e ulnar no antebraço (anastomose de Martin-Gruber) foi registrada em 27 antebraços. Classificamos a anastomose em seis tipos. Tipo I: anastomose entre o nervo interósseo anterior e o nervo ulnar (nove membros); Tipo II: anastomose entre o nervo interósseo anterior e o nervo ulnar em dois pontos (dupla anastomose - dois membros); Tipo III: anastomose entre o mediano e o nervo ulnar (quatro membros); Tipo IV: anastomose entre ramos dos nervos mediano e ulnar destinada ao músculo flexor profundo os dedos, esses fascículos formam uma alça de convexidade distal (cinco membros); Tipo V: anastomose intramuscular (cinco membros); Tipo VI: anastomose entre ramo do nervo mediano para o músculo flexor superficial e nervo ulnar (dois membros). Conclusão: O conhecimento das variações anatômicas em relação à inervação da mão tem importância relevante, principalmente quando se considera o exame físico, diagnóstico, prognóstico e tratamento cirúrgico. Se essas variações não forem valorizadas, erros e consequências serão inevitáveis.

Estudo anatômico da anastomose entre os ramos sensitivos dos nervos ulnar e mediano na palma da mão*

LUIZ ÂNGELO VIEIRA; MAURÍCIO BENEDITO CAETANO; PAULO MARCEL YOSHI; JOÃO JOSÉ SABONGI NETO; EDIE BENEDITO CAETANO

Rev Bras Ortop. 2002;37(8):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 28 dissecções anatômicas de 13 pares de mãos de cadáveres frescos e um par de mãos de cadáver formolizado, evidenciando a presença em 89,28% do ramo comunicante palmar superficial entre os nervos ulnar e mediano, denominado de ramo de Berretini. Comparam os resultados da literatura e estabelecem um paralelo com a classificação de Ferrari e Gilbert de 1991.

Avaliação da função do ombro pós-hemiartroplastias em fraturas em três e quatro partes do úmero proximal*

MARCO ANTÔNIO DE CASTRO VEADO; LEONARDO PELUCCI MACHADO; CARLOS GERALDO NUNES SOARES; SÉRGIO VERSIANI SARAIVA SOUZA

Rev Bras Ortop. 2001;36(5):- - Artigo Original
Vinte pacientes foram submetidos a hemiartroplastia do úmero proximal para fraturas e fraturas-luxa-ções em três e quatro partes. Os 15 convocados que compareceram ao chamado foram submetidos a 16 procedimentos, sendo um caso bilateral, e avaliados pelos critérios da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) em um período de follow-up de 34,3 meses. Não houve infecções nesta série; 87,5% dos casos não se queixavam de dor ou a relatavam de forma leve e ocasional e 12,5% a relatavam às atividades pesadas. A grande maioria mostrou-se satisfeita com o resultado final. Embora todos tenham sido capazes de realizar atividades abaixo do nível do ombro, 56,2% relataram dificuldades nas tarefas acima ou ao mesmo nível. A hemiartroplastia nessas fraturas leva a altos índices de satisfação por parte dos pacientes, embora a amplitude de movimentos nem sempre agrade ao cirurgião. Concluise que a hemiartroplastia do úmero proximal após fraturas e fraturas-luxações em três e quatro partes é um procedimento com indicação precisa, resultando em ombros indolores e estáveis, muitas vezes com graus importantes de prejuízo funcional, e com alto índice de satisfação dos pacientes. A reabilitação é peça fundamental no tratamento, devendo ser iniciada no pós-ope-ratório imediato e continuada por muitos meses.

Avaliação da força muscular e da função do ombro, após reparo do manguito rotador*

GLAYDSON GOMES GODINHO; FLAVIO MARCIO L. SANTOS; JOSÉ MÁRCIO A. FREITAS

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Este estudo é baseado na avaliação de 50 ombros de 49 pacientes, operados para reparo do manguito rotador, entre junho de 1990 e dezembro de 1993, tendo como alvo a realização de uma avaliação simples e objetiva, centrada em três fatores fundamentais: recuperação da força após a cirurgia, dor e função pós-operatória. A medida da força é feita quantitativamente através de um dinamômetro doméstico, mas com resultados semelhantes a outras mensurações descritas, e revela que, a despeito dos altos graus de satisfação (77,6% dos pacientes) e de recuperação funcional após a cirurgia (88% dos ombros), a recuperação da força é baixa, com média de 58,5% da força do membro superior contralateral.

FRATURA TORACOLOMBAR DO TIPO EXPLOSÃO: CORRELAÇÃO ENTRE CIFOSE E FUNÇÃO APÓS TRATAMENTO CONSERVADOR

Osmar Avanzi; Robert Meves; Maria Fernanda Silber Caffaro; João Paris Buarque de Hollanda; Marcelo Queiroz

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):408-414 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a correlação entre cifose pós-traumática e função nos pacientes submetidos ao tratamento conservador das fraturas toracolombares do tipo explosão. Métodos: Realizado estudo retrospectivo segundo os critérios de Denis e Magerl classificados como subtipo A3 em 36 pacientes que preencheram o critério de inclusão para esta amostra e submetidos à aplicação de gesso antigravitacional ou órtese toracolombossacra (TLSO). A média de idade dos pacientes estudados foi de 50,83 anos, com mínimo de 13 e máximo de 83 anos, sendo 20 do sexo masculino e 16 do feminino. O resultado do tratamento foi avaliado com base no questionário de qualidade de vida Short Form-36 (SF-36) e nas escalas de dor e trabalho de Denis e o quadro clínico neurológico conforme a classificação de Frankel. A quantificação da dor foi realizada com base na escala visual analógica da dor (EVA) A mensuração da cifose residual foi obtida pelo método de Cobb à admissão e ao final do seguimento. Mostrar o grau maior, menor e a média na admissão e no final do tratamento. Resultados: Foi observada fraca correlação positiva (r = 0,563; p < 0,001) entre a cifose residual e o escore de dor (EVA). Não houve correlação entre cifose final e o SF-36 e as escalas de Denis (p > 0,05). Conclusão: Não existe evidente relação entre a cifose residual e o desfecho funcional e de sintomas dos pacientesDescritores - Fraturas da coluna vertebral/terapia; Fraturas da coluna vertebral/ complicações; Cifose; Resultado de tratamento.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL EM USO DE ENOXAPARINA

Felipe Vitiello Wink; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):148-150 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar as alterações hepáticas decorrentes do uso de enoxaparina para profilaxia da trombose venosa profunda em pacientes submetidos à artroplastia total do quadril. Métodos: Trinta e dois pacientes submetidos à artroplastia total do quadril, em caráter eletivo, utilizando enoxaparina, foram acompanhados por 65 dias com dosagens seriadas das enzimas hepáticas. Resultados: Foram encontradas alterações laboratoriais em até 75% dos pacientes durante o estudo, que normalizaram após a suspensão do tratamento. Não houve manifestação clínica de lesão hepática. Conclusão: As enzimas hepáticas elevam-se na maioria dos pacientes em uso de enoxaparina, sem correlação clínica, e normalizam após a suspensão do tratamento. Descritores - Enoxaparina; Artroplastia de quadril; Insuficiência hepática; Trombose venosa.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR NOS PACIENTES COM PARALISIA OBSTÉTICA APÓS CIRURGIA DE SEVEL-L'EPISCOPO MODIFICADA

José Roberval de Luna Cabral; Bruno Eiras Crepaldi; Marina Tommasini Carrara de Sambuy; Antonio Carlos da Costa; Yussef Ali Abdouni; Ivan Chakkour

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):451-454 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a função do membro superior acometido, por meio do escore de Mallet, nos pacientes com contratura em rotação medial do ombro submetidos à cirurgia de Sever-L'Episcopo modificada, e correlacionar a evolução com a idade e com o tempo de seguimento pós-operatório. Métodos: Dezesseis pacientes foram avaliados, sendo comparadas as medidas pré e pós-operatórias do escore de Mallet, e correlacionada a diferença entre esses valores com a idade no momento da cirurgia e tempo de seguimento. Resultado: Observou-se melhora do escore de Mallet pós-operatório estatisticamente significante, enquanto a correlação da diferença dos valores do escore com a idade e o tempo de seguimento não foram estatisticamente significantes. Conclusão: A cirurgia de Sever- L'Episcopo modificada proporcionou melhora da função do membro superior, de acordo com o escore de Mallet. Não houve relação entre a idade e o tempo de seguimento com a função do membro. Descritores - Paralisia Obstétrica; Ombro; Plexo Braquial.

FRATURA TORACOLOMBAR DO TIPO EXPLOSÃO: CORRELAÇÃO ENTRE A CIFOSE E FUNÇÃO APÓS O TRATAMENTO CIRURGICO

Daniel Akira Sadatsune; Pedro Pereira da Costa; Maria Fernanda Silber Caffaro; Ricardo Shigueaki Umeta; Robert Meves; Osmar Avanzi

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):474-478 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a correlação entre a cifose pós-traumática em portadores de fratura toracolombar explosão, submetidos a tratamento cirúrgico e resultado funcional do tratamento. Métodos: Realizado estudo retrospectivo em 27 pacientes com fratura toracolombar do tipo A3 da classificação de Denis e Margerl, que preencheram os critérios de inclusão para esta amostra e foram submetidos a tratamento cirúrgico com um tempo mínimo de acompanhamento de seis meses. A média de idade foi de 46,96, variando entre 16 e 73 anos. O resultado do tratamento foi avaliado com base na aplicação do questionário de qualidade de vida Short-Form 36 (SF-36), nas escalas de dor e trabalho de Denis e na escala visual de dor. A cifose foi medida conforme o método de Cobb ao final do seguimento. Resultados: Não foi observada correlação entre a cifose residual e o SF-36, a escala de Denis para dor e trabalho e a escala visual de dor (p > 0,05). Conclusão: Não há correlação entre o resultado clínico final e a cifose residual em pacientes com fraturas toracolombares do tipo explosão submetidos a tratamento cirúrgico. Descritores - Fraturas da Coluna Vertebral/terapia; Fraturas da Coluna Vertebral/complicações; Cifose.

Lesão do manguito rotador em pacientes maiores de 65 anos: avaliação da função, integridade e força.

Marco Antonio de Castro Veado; Eric Fontes Prata; David Corrêa Gomes

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):318-323 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar retrospectivamente os resultados dos pacientes submetidos ao tratamentoartroscópico das lesões do manguito rotador em pacientes acima de 65 anos e observar aintegridade, a função e a força.Métodos: Foram operados 35 ombros entre julho de 2005 e julho de 2010 e 28 ombros rea-valiados quanto à força de elevação e de rotação externa com um dinamômetro digital.A integridade foi avaliada por exame de ultrassonografia. Os pacientes, com média de70,54 anos (variação de 65 a 82), foram seguidos por no mínimo 26 meses (variação de 26 a82), com seguimento médio de 51,18 meses. Para a avaliação da função foi usado o escoreda UCLA, o Simple Shoulder Test e a escala analógica visual da dor.Resultados: Na análise da ultrassonografia observou-se a manutenção da integridade domanguito rotador em 75% dos casos no fim do seguimento, bem como a melhoria dapontuação no escore UCLA, que passou de 17,46 para 32,39; ou seja, 89,28% de excelentes ebons resultados. A média dos índices SST e EAV foi 9,86 e 1,5 respectivamente.Conclusão: A cirurgia artroscópica para reparo da lesão do manguito rotador em pacientesmaiores de 65 anos leva a uma melhoria da função e um alívio da dor, com manutenção daintegridade do reparo. As informações sobre força muscular foram inconclusivas.

LESÃO MUSCULAR - FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO,TRATAMENTO E APRESENTAÇÃO CLÍNICA

Tiago Lazzaretti Fernandes; André Pedrinelli; Arnaldo José Hernandez

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):247-255 - Atualizaçao
O tecido muscular esquelético possui a maior massa do corpo humano, com 45% do peso total. As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. A atual classificação separa as lesões entre leve, moderada e grave. Os sinais e sintomas das lesões grau I são edema e desconforto; grau II, perda de função, gap e equimose eventual; grau III, rotura completa, dor intensa e hematoma extenso. O diagnóstico pode ser confirmado por: ultrassom - dinâmico, barato, porém examinador-dependente; tomografia ou ressonância magnética - maior definição anatômica, porém estático. A fase inicial do tratamento se resume ao protocolo PRICE. AINH, ultrassom terapêutico, fortalecimento e alongamento após a fase inicial e amplitudes de movimento sem dor são utilizados no tratamento clínico. Já o cirúrgico possui indicações precisas: drenagem do hematoma, reinserção e reforço musculotendíneos.Descritores - Musculoesquelético/fisiopatologia; Musculoesquelético/ lesões; Musculoesquelético/cirúrgica; Regeneração.

Prótese isoelástica: avaliação clínica e radiográfica

EMERSON HONDA; RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; NELSON ONO; GIANCARLO POLESELLO

Rev Bras Ortop. 2000;35(11/12):- - Artigo Original
Foram analisados os resultados de 32 artroplastias totais do quadril, em 31 pacientes, nos quais foi implantada a prótese isoelástica de Robert Mathys (Isotitan®). Todos os pacientes foram operados pelo mesmo grupo de ortopedistas, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Pavilhão "Fernandinho Simonsen". O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento da haste femoral com baixo módulo de elasticidade, referente à estabilização do implante e resultado clínico. Após um tempo de seguimento pós-operatório médio de 31 meses (mínimo de 19 e máximo de 49 meses), 40,6% dos quadris apre-sentavam-se com sinais radiográficos de instabilidade do implante femoral e houve incidência de 34,4% de resultados clínicos insatisfatórios. Unitermos - Prótese isoelástica; quadril; artroplastia

Ângulo-q na dor patelofemoral: relação com valgo dinâmico de joelho, torque abdutor do quadril, dor e função

Gabriel Peixoto Leão Almeida,,; Ana Paula de Moura Campos Carvalho e Silva; Fábio Jorge Renovato França; Maurício Oliveira Magalhães; Thomaz Nogueira Burke; Amélia Pasqual Marques

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):181-186 - Artigo Original
    Objetivo: Investigar a relação entre o ângulo-q e intensidade da dor anterior no joelho, capacidade funcional, valgo dinâmico de joelho e torque abdutor do quadril em mulheres com síndrome da dor patelofemoral (SDPF). Métodos: Participaram do estudo 22 mulheres com SDPF. O ângulo-q foi avaliado pela goniometria, as participantes foram posicionadas em decúbito dorsal com joelho e quadril estendido e quadril e pé em rotação neutra. A intensidade da dor anterior do joelho foi avaliada pela escala visual analógica de dor e a capacidade funcional com a escala de dor anterior no joelho. O valgo dinâmico foi avaliado pelo ângulo de projeção no plano frontal do joelho (APPF), registrado com câmera digital durante step down, e o pico de torque dos abdutores do quadril com dinamômetro manual. Resultados: O ângulo-q não apresentou correlação significativa com a intensidade da dor no joelho (r = -0,29; p = 0,19), capacidade funcional (r = -0,08; p = 0,72), ângulo de projeção no plano frontal do joelho (r = -0,28; p = 0,19) e pico de torque isométrico dos músculos abdutores (r = -0,21; p = 0,35). Conclusão: O ângulo-q não apresentou relação com a intensidade da dor, capacidade funcional, ângulo de projeção no plano frontal do joelho e pico de torque dos abdutores do quadril em pacientes com SDPF.

Função e qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional: estudo comparativo*

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Thiago Avelino Leite; Tarsis Aparecido Bueno da Silva; Carlos Otavio Fabiano de Faria Candido; Felipe Freesz de Almeida; Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):37-44 - Artigo Original

OBJETIVOS Comparar resultados clínicos, funcionais e de qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional e comparar os custos hospitalares dos implantes.
MÉTODOS Estudo comparativo de coortes transversal, retrospectivo, em uma série consecutiva de pacientes com fratura do planalto tibial tratados cirurgicamente entre agosto de 2015 e junho de 2016. Foram excluídos: menores de 18 anos; indivíduos incapazes de responder os questionários ou de comparecer para reavaliação; politraumatizados ou comlesões associadas no mesmomembro; pacientes não tratados complaca ou conservadoramente. Os autores compararam os custos dos implantes, a qualidade de vida (SF-12), o escore de Lysholm, a escala visual de dor e os parâmetros clínicos e radiográficos.
RESULTADOS Foram observadas 45 fraturas no período, das quais 11 foram excluídas. Dos 34 pacientes, dois não compareceram à entrevista (seguimento de 94%). O tempo de seguimento foi 15,1 ± 4,8 meses. O grupo A (placa bloqueada) incluiu 22 pacientes (69%), com custo hospitalar médio dos implantes de R$ 4.125,39 (dp = R$1.634,79/paciente). O grupo B (placa convencional) incluiu dez pacientes (31%), a um custo médio de R$ 438,53 (dp = R$ 161,8/paciente; p < 0,00001). Para os demais parâmetros avaliados, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos, exceto por um maior degrau articular no grupo A (2,7 mm ± 3,3 mm vs. 0,5 mm ± 1,6 mm; p = 0,02; TE = 0,90).
CONCLUSÃO O custo dos implantes bloqueados para o tratamento das fraturas do planalto tibial é significativamente superior aos implantes convencionais, embora não tenham apresentado vantagem clínica, radiográfica, funcional ou de qualidade de vida, nos pacientes dessa amostra.


Palavras-chave: fraturas da tíbia; placas ósseas; qualidade de vida; escore de Lysholm para joelho; licença médica; custos e análise de custo; sistema único de saúde

Evolução clínica da instabilidade anterior do joelho não tratada*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; GUSTAVO MAURÍCIO DE AZEVEDO PIRES; HUGO ALEXANDRE A.B. COBRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
Os autores selecionaram 80 pacientes com diagnóstico de instabilidade anterior do joelho que, por alguma razão, não se submeteram a nenhum tipo de tratamento durante pelo menos um ano após o diagnóstico. Aplicaram, através de consulta telefônica, um questionário padronizado. Foram avaliados sexo, idade, lado acometido, tempo de lesão, método diagnóstico, presença de sintomas e retorno ao nível de atividade esportiva pré-lesão. No momento da entrevista, 45 pacientes informaram que se haviam submetido a tratamento cirúrgico. Dos 35 pacientes que não realizaram nenhum tratamento, 30 (85,7%) eram do sexo masculino; o lado direito foi acometido em 22 (62,8%); 26 (74,2%) tinham tempo de lesão maior do que um ano. As faixas etárias predominantes foram as entre 30 e 40 anos, com 17 indivíduos (48,5%) e acima de 40, com 9 (25%). O diagnóstico de lesão do LCA foi essencialmente clínico em 32 casos (91,4%). Vinte e nove pacientes (82,8%) não retornaram às atividades esportivas no mesmo nível, fato verificado com maior intensidade no grupo etário de 30-40 anos (13 casos). A presença de sintomas incapacitantes como dor, inchaço e falseio foi mais observada nos grupos etários de 30-40 anos e acima de 40; no entanto, a grande maioria dos pacientes (28 casos - 80%) se queixou de algum tipo de limitação funcional.

Evolução clínica e radiográfica da meniscectomia lateral parcial artroscópica*

M. COHEN; R. J. ABDALLA; M. FILARDI; J. T. AMARO; B. EJNISMAN

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Artigo Original
Os autores estudaram retrospectivamente 89 pacientes submetidos a meniscectomia lateral parcial artroscópica, entre 1984 e 1993, selecionados segundo critérios de ausência de lesão ligamentar associada, ausência de sinais de degeneração articular confirmados quando realizada artroscopia, sem queixas anteriores relacionadas com a patologia meniscal lateral. Dos pacientes, 37 (41,57%) foram avaliados segundo questionário e os 52 (58,43%) restantes, analisados também clínica e radiograficamente. Foi realizada associação entre o tipo de lesão e evolução clínica. Encontraram pior evolução desde o início para volta às atividades pregressas nos casos em que a meniscectomia era mais abrangente, principalmente da região do tendão poplíteo até o corno posterior, nas lesões longitudinais com ressecção de mais de 1/3 do menisco. Observaram clara piora de evolução clínica com o tempo de seguimento. O estudo radiográfico mostrou sinais incipientes de artrose lateral principalmente nos pacientes com maior seguimento e maior atividade física. O outro achado relacionado com pior evolução foi o aparecimento de amolecimento ou fissura cartilagínea no compartimento lateral, no momento da meniscectomia parcial artroscópica. Os autores concluíram que a meniscectomia lateral parcial pode apresentar evolução precocemente sintomática, principalmente nas lesões longitudinais posteriores e extensas, em atletas de grande atividade, podendo piorar ao longo do tempo.

FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras; Luciano Manoel Kroth; Keith Lúcia Kotani; Jorge Luiz Da Silva Junior; Mário Cesar De Andrade; Aluísio Otávio Vargas Ávila; Francisco José Berral

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):496-503 - Artigo Original
Objetivo: Verificar as variáveis de distribuição da pressão plantar de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de fratura de calcâneo e correlacioná-las com duas diferentes vias de acesso cirúrgico. Métodos: Os autores estudaram 15 pacientes com idade entre 20 e 53 anos (média de 40,06 anos) que apresentaram fraturas intra-articulares do calcâneo, submetidos ao tratamento cirúrgico por duas vias de acesso cirúrgico, a via lateral e a via do seio do tarso. Avaliaram a distribuição da pressão plantar, correlacionando essas variáveis com as duas vias de acesso. A avaliação da distribuição da pressão plantar foi realizada através do sistema Pedar (Novel, GmbH, Munique, Alemanha), verificando o pico máximo de pressão do retropé e do antepé do lado fraturado e do lado normal. Resultados: A média das pressões máximas dos plantigramas do retropé dos pés operados pela via de acesso lateral e pela via curta não apresentou diferença estatística entre as duas vias de acesso (t = 0,11; p = 0,91), bem como a média das pressões máximas dos plantigramas do antepé também não mostrou diferença estatística significativa (t = -0,48; p = 0,64). Conclusão: Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre as médias dos picos máximos de pressão do retropé e do antepé do lado operado, comparados com o lado normal, bem como não houve diferença estatística dessas variáveis comparadas com a via de acesso cirúrgico utilizada. Descritores - Fratura de calcâneo; Distribuição de pressão plantar; Biomecânica.

Avaliação clínica e radiográfica tardia da meniscectomia medial aberta*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; ALEXANDRE DE CHRISTO VIEGAS; MARCELO DA SILVA TERRA

Rev Bras Ortop. 2002;37(11/12):- - Artigo Original
Com o objetivo de avaliar a influência tardia da meniscectomia na evolução para a osteoartrose do joelho, os autores analisaram retrospectivamente 16 pacientes (18 joelhos) submetidos a meniscectomia medial por via aberta havia pelo menos 21 anos. Utilizaram critérios subjetivos relacionados à satisfação funcional em relação ao joelho operado e realizaram radiografias de ambos os joelhos a fim de comparar as possíveis alterações degenerativas relacionadas ao procedimento. Do total de pacientes operados, 27,8% apresentaram sinais de osteoartrose mais acentuada no joelho operado e 25% estavam insatisfeitos com a função do joelho. Tais dados são compatíveis com os dados da literatura, porém, em menor proporção, o que justificam pela escolha de um grupo homogêneo de pacientes que não apresentavam fatores associados relacionados à osteoartrose, entre estes, a instabilidade ligamentar, e pela realização de meniscectomia parcial na maior parte dos casos.

Músculo acessório do músculo flexor superficial e sua implicação clínica

Edie Benedito Caetano,; João José Sabongi Neto; Lucas Augusto Ayres Ribas; Edson Vinícius Milanello

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):731-734 - Relato de Caso
    Variações anatômicas (anomalias) da unidade musculotendínea do flexor superficial dos dedos (FSD) têm sido relatadas com frequência na literatura em tratados, artigos clínicos e anatômicos. Podem ocorrer variações do corpo muscular, presença de tendões acessórios ou duplicados, conexões musculotendinosas anormais e ausência do componente muscular ou tendinoso. Essas variações podem ou não ter implicações clínicas. Os autores apresentam um caso não descrito previamente de um músculo acessório do músculo FSD unilateral que estava conectado através de um tendão espesso ao músculo FSD e dirigia-se proximalmente para inserir-se no epicôndilo medial do úmero ao lado da cabeça superficial do músculo pronador redondo. O músculo flexor superficial acessório posicionava anteriormente aos nervos mediano e interósseo anterior. Essa variação se enquadra no tipo V da classificação de Elliot et al. O conhecimento dessas variações anatômicas auxilia o cirurgião da mão a interpretar o exame clínico, em especial na avaliação de pacientes que sofreram lesões tendinosas ou apresentam sinais de possíveis compressão de algum nervo periférico.

Experiência clínica com retalhos das artérias metacárpicas dorsais*

MARCELO ROSA DE REZENDE, RAMES MATTAR JÚNIOR, RONALDO JORGE AZZE, SAMUEL RIBAK, EMYGDIO JOSÉ LEOMIL DE PAULO, LUIZ KOITI KIMURA, SÉRGIO OKANE

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores apresentam experiência clínica com a utilização de retalhos baseados nas artérias metacarpianas dorsais (segunda, terceira ou quarta). Foram avaliados os resultados obtidos com o uso clínico destes retalhos em sete pacientes. A possibilidade de rotação de 180 graus de todo o retalho permitiu que, a partir do dorso da mão, pudéssemos cobrir áreas cruentas ao nível de comissura (um caso) e dorso de falange proximal (seis casos). A anatomia das artérias metacarpianas mostrou-se constante, sendo as dimensões máximas obtidas de 3cm de largura por 7cm de comprimento. Em todos os casos foi possível o fechamento primário da área doadora. Este estudo demonstra serem os retalhos baseados nas artérias metacarpianas dorsais uma ótima opção para a cobertura cutânea do dorso da falange proximal e comissuras, com um mínimo de morbidade.

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