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Busca por: Uso do ácido hialurônico exógeno no tratamento da condropatia patelar – Ensaio clínico randomizado com acompanhamento de seis meses*

Ensaio mecânico e uso clínico do enxerto homógeno processado

JOSÉ B. VOLPON; RICARDO MARZOLA P. DA COSTA

Rev Bras Ortop. 2000;35(6):- - Artigo Original
Em ensaio laboratorial foram avaliadas as propriedades mecânicas do osso corticoesponjoso humano preparado para ser usado como enxerto. Em uma segunda etapa, osso humano corticoesponjoso processado quimicamente foi usado como enxerto homógeno e avaliado clinicamente. Inicialmente, após triagem para doadores de tecidos, foram obtidos blocos de osso corticoesponjoso da epífise distal do fêmur e proximal da tíbia. Este osso foi preparado pela limpeza, retirada da gordura, desidratação, acondicionado, esterilizado em óxido de etileno e estocado em meio ambiente. O ensaio mecânico consistiu de testes de compressão de amostras ósseas com formato cilíndrico, tanto do osso processado, como do osso in natura. Foi observado que o osso processado apresentou maior resistência mecânica, quando comparado com o não processado. O ensaio clínico consistiu no uso de blocos de osso processado, em situações cirúrgicas em que estava indicado o uso de enxerto ósseo. Vinte pacientes com 23 enxertos fo-ram analisados radiográfica e prospectivamente, com idade média de sete anos e seguimento médio de 14 meses. Em 20 situações o enxerto foi usado na forma de bloco único para osteotomias supracetabulares (12 ca-sos), em artrodese subtalar extra-articular (seis casos) e em osteotomia supramaleolar (dois casos). Em três casos foi usado na forma de fragmentos para preenchimento de cavidade óssea pós-ressecção tumoral. Não houve infecção. Em todos os casos, exceto um, houve integração do enxerto. Em um caso surgiu reação em torno do enxerto que terminou por integrar-se, embora em período mais longo. Os autores concluem que este tipo de enxerto tem resistência mecânica adequada e é uma alternativa viável e útil para substituição do enxerto autógeno fresco e constituição de bancos de ossos.

ENSAIO CLINICO RANDOMIZADO DE OSTEOSSÍNTESE PERCUTÂNEA E MINIMAMENTE INVASIVA DAS FRATURAS DA EXTREMIDADE DISTAL DO RÁDIO. TRABALHO 42° TEOT

Marcio Aurélio Aita; Carlos Henrique Vieira Ferreira; Daniel Schneider Ibanez; Rafael Saraiva Marquez; Douglas Hideki Ikeuti; Rodrigo Toledo Mota; Marcos Vinicius Credidio; Edison Noboru Fujiki

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):218-226 - Artigo Original
Objetivos:comparar o resultado clínico funcional dos pacientes com diagnóstico de fratura com desvio, redutível e instável da extremidade distal do rádio submetidos ao tratamento cirúrgico pela técnica de osteossíntese percutânea e minimamente invasiva com o uso de três tipos de implante: placa volar bloqueada, haste intramedular bloqueada e fixador externo. Comparar os resultados quanto à melhoria da qualidade de vida pelo questionário Dash e ao tempo de retorno ao trabalho. Métodos:divididos em três grupos (A, placa - 16; B, haste - 16; C, fixador externo - 16), 48 pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico da fratura da extremidade distal do rádio, redutível e instável, classificação Rayhack (Tipo IIB), pelo método minimamente invasivo, com três tipos de implante: haste intramedular bloqueada, placa volar bloque-ada e fixador externo radio-radial. Estudo feito de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. O tempo de seguimento foi de 12 meses. Parâmetros radiográficos, dor (escala VAS), medida do arco de movimento, força de preensão palmar e o questionário Dash foram avaliados na terceira e sexta semana e no sexto mês de pós-operatório. Resultados:numa análise vertical dos valores apresentados, observamos umamelhoria esta-tística significativa em todos os parâmetros clínicos analisados no estudo, nos três grupos. Em relação à análise horizontal, ou seja, na comparação dos grupos entre si, não houve diferenças estatísticas significativas quanto aos parâmetros radiográficos após o 12 ? mês de seguimento. O grau de força de preensão palmar, a medida do arco de movimento, VAS e Dash apresentaram, na terceira e sexta semana de pós-operatório, valores estatísticos signi-ficativos superiores nos grupos A e B. Um paciente do grupo B apresentou dor no punho, por provável proximidade do parafuso com o primeiro túnel extensor, que foi removido; e outro doCapresentoudor nopunho, no trajetodo ramo sensitivodonervo radial, pelapresençado pino de Schantz. Conclusão: a técnica minimamente invasiva é eficaz e segura, com melhoria clínica e funcional em todos os momentos do estudo. Ambos os três implantes são estáveis. Há superioridade estatística significativa dos resultados clínico-funcionais (grau de força e arco de movimento, Dash e VAS) até a sexta semana, para os grupos A (placa) e B (haste). No fim de 12 meses não há diferenças estatísticas significativas entre os grupos Descritores - Fraturas do rádio Fixação interna de fraturas Placas ósseas

Ensaio clínico randomizado entre ressecção da fileira proximal (carpectomia) e artrodese dos quatro cantos nos pacientes portadores de SNAC no estágio II

Marcio Aurelio Aita; Edison Kenji Nakano; Henrique de Lazari Schaffhausser; Walter Yoshinori Fukushima; Edison Noboru Fujiki

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):574-582 - Artigo Original
    Objetivos: Comparar os resultados clínicos e funcionais dos pacientes com diagnóstico de Scaphoid Non Union Advanced Colapse (SNAC), no estágio II, submetidos à ressecção da fileira proximal do carpo ou à artrodese dos quatro cantos. Método: Foram incluídos no estudo 27 pacientes, com média de 37,52 anos (18-59). Treze foram submetidos à carpectomia proximal no Grupo A e 14 à artrodese dos quatro cantos no Grupo B. O seguimento médio foi de 45 a 73 meses. Foram avaliados os arcos de movimento, a dor, a força de preensão palmar, o Disability Arm Shoulder Hand (DASH) escore e o retorno ao trabalho. Resultados: No Grupo A os pacientes apresentaram 68,5% do arco de movimento no lado não afetado e no Grupo B, 58,01%. Na avaliação subjetiva da dor (VAS), obtivemos 2,3 no Grupo A e 2,9 no Grupo B. A força de preensão palmar foi de 78,67% no Grupo A do lado não acometido e de 65,42% no Grupo B. O DASH escore no Grupo A foi 11 e no Grupo B, 13. Quanto ao trabalho, 69,23% (9/13) dos pacientes no Grupo A e 57,14% (8/14) no Grupo B retornaram a alguma atividade laboral. A taxa de complicações no Grupo A foi de (1/13) e no Grupo B, de 7,1% (1/14). Conclusões: Os resultados clínico-funcionais estudados não apresentam diferenças estatísticas para os dois métodos analisados.

Ensaio clínico do enxerto ósseo desmineralizado *

CONSTANTINE J. CALAPODOPULOS; JOSÉ B. VOLPON

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Este trabalho teve como objetivo a avaliação do desempenho clínico do enxerto ósseo desmineralizado, que foi utilizado na correção de falhas ósseas e retarde de consolidação de ossos longos. O osso doador proveio de dez cabeças de fêmur de doadores vivos, portadores de fratura de colo de fêmur e submetidos a cirurgia de artroplastia : O osso foi preparado sempre em condições de assepsia, desmineralizado em HCI 0,5N e estocado após a liofilização. Nove pacientes foram os receptores, com idade variando de 11 a 46 anos. Todos eles eram portadores de lesão ósseas benignas que foram curetadas (sete casos), ou de não consolidação após fratura (um caso), ou de osteotomia (um caso). Após procedimentos cirúrgicos de rotina, as cavidades ou regiões desbridadas foram preenchidas com enxerto ósseo desmineralizado, em forma de fragmentos. Em um caso, houve associação de fixação interna e, em outro caso, de fixação externa. A avaliação precoce foi clínica e o seguimento radiológico foi realizado até 18 meses após a enxertia. Em apenas um caso, houve fracasso da enxertia. Nos demais, houve correção da falha óssea ou consolidação. O tempo médio de integração do enxerto foi de seis meses. Concluiu-se que o enxerto ósseo desmineralizado é uma alternativa viável ao enxerto homólogo.

Estudo anatômico do plexo braquial na criança até os seis meses de idade *

WALTER MANNA ALBERTONI; JOSÉ ANTÔNIO GALBIATTI; ANTÔNIO CARLOS CANEDO; MARCELO MERLOTTI

Rev Bras Ortop. 1994;29(3):- - Artigo Original
Os autores apresentam um estudo anatômico em dez plexos braquiais de cadáveres frescos, de crianças menores de seis meses de idade, faixa etária ideal para exploração cirúrgica da paralisia obstétrica, otimizando a sua abordagem.

Reimplante de membro inferior: relato de caso com sete anos e seis meses de evolução*

RAMES MATTAR JÚNIOR; RONALDO J. AZZE; LUIZ K. KIMURA; REGINA STARCK; EMYGDIO J. L. DE PAULA

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os reimplantes de membro inferior são menos freqüentes por várias razões(7): 1) os traumas que provocam amputações ao nível do membro inferior geralmente são de alta energia cinética e provocam grave lesão tecidual que pode inviabilizar o reimplante; 2) associação freqüente de lesões de outros órgãos que contra-indicam o procedimento de reimplante (lesões intra-abdominais, torácicas ou cranianas); 3) bom resultado funcional proporcionado pelas próteses de membro inferior. Quanto mais inferior é a amputação no membro inferior e quanto mais jovem for o paciente, melhor será o resultado do reimplante do membro inferior, especial-mente se a lesão não for provocada por mecanismo de avulsão (6,7). Devemos lembrar que o objetivo do reimplante deve ser a restauração, não apenas da aparência do membro, mas principalmente da função da extremidade amputada (4). Um membro inferior reimplantado deve proporcionar equilíbrio e apoio para suportar a carga durante a marcha. A sensibilidade do pé é fundamental para proporcionar propriocepção e evitar a formação de úlceras de pressão; portanto, nos reimplantes de membro inferior, para se obter bom resultado funcional, é fundamental o retorno da sensibilidade. Existem poucos relatos de reimplantes de membros inferiores com sucesso funcional na literatura(1-2,5,6,8,9) . Usui & col.(8) relatam sucesso no reimplante de uma perna em uma criança de quatro anos de idade que, após quatro anos da cirurgia, apresentava crescimento esquelético, boa qualidade na regeneração nervosa, boa aparêcia e excelente resultado funcional. Em amputações bilaterais, ao analisar os segmentos proximal e distal de ca-da lado, houve relatos na literatura de reimplantes do pé na perna oposta, de tal forma que o hálux se transformava no pododáctilo mais lateral(5). O`Brien & Morrison(7) referem que os reimplantes ao nível do membro inferior são menos indicados devido a: 1) pior qualidade da regeneração nervosa, que nem sempre proporciona sensibilidade protetora; 2) qualidade superior das próteses no membro inferior. Relatam que as amputações do membro inferior provocadas por grande esmagamento ou avulsão não devem ser submetidas a cirurgias de reimplante e, da mesma forma, em pacientes idosos, a patologia vascular degenerativa pode estar presente e ser fator importante que deve ser levado em consideração na indicação do procedimento . Os cuidados pré-operatórios com relação à extremidade distal amputada (limpeza, colocação em recipiente com soro fisiológico e resfriamento sem contato direto com gelo) e com relação ao coto proximal (limpeza, curativo compressivo e evitar ligaduras) são os mesmos para amputações em outros níveis (4,7). O tempo de isquemia crítico, como no membro superior, também vai depender do nível da amputação, havendo tolerância de até cerca de seis horas de isquemia em hipotermia nas amputações proximais e tempos maiores nas amputações distais. Devemos sempre lembrar que longos tempos de isquemia podem produzir, após a reperfusão do segmento amputado, alterações metabólicas e do equilíbrio ácido-básico que podem provocar a morte do paciente(4,7). A técnica cirúrgica inclui o desbridamento cuidadoso de todo o tecido desvitalizado, regularização e encurtamento dos fragmentos ósseos, osteossíntese, reconstrução de músculos e tendões, anastomoses vasculares de artérias e veias com ou sem enxertos e anastomoses nervosas com ou sem enxertos. O uso do microscópio cirúrgico permite anastomoses vasculares e nervosas de boa qualidade, que, por sua vez, proporcionam a sobrevida e o sucesso funcional do reimplante(4).

EFEITO DO ÁCIDO ZOLEDRÔNICO EM TÍBIAS DE RATAS OOFORECTOMIZADAS. ESTUDO PROSPECTIVO E RANDOMIZADO.

Fernando Roberto Alves Pereira; Ricardo César Dutra; Thiago César Reis Olímpio; Sérgio Swain Müller; Evandro Pereira Palacio

Rev Bras Ortop. 2009;44(1):61-68 - Artigo Original
Objetivo: Investigar as repercussões clínicas, biomecânicas e histomorfométricas do ácido zoledrônico em tíbias de ratas osteoporóticas, após ooforectomia bilateral. Métodos: Foram estudadas, prospectivamente, 40 ratas da linhagem Wistar (Rattus novergicus albinus). Com 60 dias de vida, os animais foram aleatorizados em dois grupos de acordo com o procedimento cirúrgico: ooforectomia bilateral (O) (n=20) e pseudo-cirurgia ("sham") (P) (n=20). Após 30 dias, os animais foram divididos em quatro subgrupos, de acordo com a administração de 0,1mg/kg de ácido zoledrônico (AZ) ou água destilada (AD): OAZ (n=10), OAD (n=10), PAZ (n=10) e PAD (n=10). Após 12 meses, os animais foram eutanasiados e suas tíbias analisadas. No estudo clínico foi considerado o peso dos animais; no estudo biomecânico foram realizados ensaios compressivos e na análise histomorfométrica foi determinada a área trabecular óssea. Resultados: Os grupos "O" tiveram aumento de peso significativamente maior que os grupos "P" (p=0,005). Os grupos OAZ e PAZ tiveram aumento, não significativo, de peso quando comparados aos grupos OAD (p=0,47) e PAD (p=0,68). Os grupos com ácido zoledrônico e com água destilada suportaram carga máxima, semelhante (p=0,2), no momento em que ocorreu fratura. Nos grupos com ácido zoledrônico verificou-se o aumento não significante da área trabecular óssea quando comparados aos grupos com água destilada (p=0,21). Houve correlação positiva entre a área trabecular e a carga máxima (p=0,04; r=0,95). Conclusão: O ácido zoledrônico não influiu significativamente no peso dos animais. Os resultados mostraram aumento, não significante, tanto da resistência óssea diafisária tibial, como da área trabecular óssea.Descritores - Osteoporose; Biomecânica; Tíbia; Epidemiologia experimental; Ratos Wistar; Estudos prospectivos.

 ESTUDO PROSPECTIVO E RANDOMIZADO AVALIANDO A ADIÇÃO DE CORTICÓIDE À VISCOSSUPLEMENTAÇÃO: 3 MESES DE SEGUIMENTO

Gustavo Constantino de Campos; Márcia Uchôa de Rezende; Alexandre Felício Pailo; Renato Frucchi; Thiago Pasqualin; Olavo Pires de Camargo

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):322-329 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se há melhora dos resultados iniciais da viscossuplementação com a adição de corticosteroide. Métodos: Foram avaliados 104 pacientes em tratamento para osteoartrite do joelho no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente para receber uma única injeção intra-articular de 6 mL de Hylan GF-20 (Grupo 1) ou uma injeção intra-articular de 6 mL de Hylan GF-20, mais 1 mL (20 mg) de hexacetonido de triancinolona (Grupo 2). Foram aplicados a escala visual analógica de dor (VAS) e os questionários de WOMAC e Lequesne antes da infiltração e após uma, quatro e 12 semanas. Resultados: As medidas basais dos dois grupos com 52 pacientes cada não apresentaram diferença estatística. Após uma semana, o WOMAC e a VAS mostraram resultados significativamente melhores para o Grupo 2 em relação ao Grupo 1 (p < 0,05). Com quatro semanas os resultados não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Os grupos apresentaram resultados semelhantes na 12ª. semana. Conclusão: A adição de hexacetonido de triancinolona melhora os resultados de curto prazo da viscossuplementação. Keywords - Adrenal cortex hormones Clinical trial Controlled clinical trial Double-blind method Hyaluronic acid Injections, intra-articular Osteoarthritis, knee Pain measurement Treatment outcome Viscosupplementation

Uso do Ácido Tranexâmico no Controle do Sangramento em Cirurgias de Escoliose Toracolombar com Instrumentação Posterior

Vinícius Magno da Rocha; Alderico Girão Campos de Barros; Cleiton Dias Naves; Nayara Lopes Gomes; Julie Calixto Lobo; Luís Cláudio Villela Schettino; Luís Eduardo Carelli Teixeira da Silva

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):226-231 - Atualizaçao
Objetivo: A cirurgia de escoliose envolve elevada perda sanguínea e necessita frequente-mente de hemotransfusão. O custo e os riscos envolvidos no uso do sangue alogênico têmmotivado pesquisas de métodos capazes de reduzir o sangramento operatório nos paci-entes. Um desses métodos é o uso de drogas antifibrinolíticas, entre as quais está o ácidotranexâmico (ATX). O objetivo deste estudo foi verificar o uso dessa droga no controle dosangramento em cirurgias de escoliose idiopática.Métodos: Estudo retrospectivo no qual foram analisados os prontuários de 40 pacientes sub-metidos à artrodese toracolombar por via posterior. Desses, apenas 21 usaram o ATX e foramrelacionados no grupo teste. Os demais foram relacionados no grupo controle. Foram com-paradas as médias de sangramento per e pós-operatório e a necessidade de hemotransfusãoentre os dois grupos.Resultados: O grupo que usou o ATX teve sangramento peroperatório significativamentemenor do que o grupo controle. Não houve diferença significativa entre os grupos para osangramento pós-operatório e a necessidade de hemotransfusão.Conclusões: O ATX foi eficaz na redução do sangramento peroperatório, conforme demos-trado em outros estudos. A correlação entre o seu uso e a redução da necessidade dehemotransfusão é multifatorial e não pôde ser estabelecida neste trabalho. Acreditamosque o ácido tranexâmico possa ser um recurso útil e merece maior atenção em séries pros-pectivas, duplo-cegas, randomizadas, com o devido controle das variáveis que interferemdiretamente na perda sanguínea.

Avaliação do uso do ácido tranexâmico em artroplastia total do joelho

Mariana Diana Chaves de Almeida; Rodrigo Pires e Albuquerque; Guilherme Mathias Palhares; Juliana Patrícia Chaves de Almeida; João Mauricio Barretto; Naasson Cavanellas

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):761-767 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a eficácia do ácido tranexâmico na redução do sangramento em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho.
MÉTODOS: Foram randomizados 101 pacientes em dois grupos: grupo ácido tranexâmico (n = 51) e grupo placebo (n = 50). Os pacientes foram comparados nos quesitos redução da hemoglobina, perda sanguínea total estimada, débito do dreno e taxa de hemotransfusãopós-operatória.
RESULTADOS: Na comparação entre os grupos, observou-se diferença estatística (p < 0,05) nos seguintes parâmetros: redução da hemoglobina, redução do hematócrito, perda sanguínea estimada e débito do dreno. Todos os valores foram menores no grupo do ácido tranexâmico. Somente pacientes do grupo placebo necessitaram de hemotransfusão.
CONCLUSÃO: O uso de ácido tranexâmico intravenoso é eficaz para reduzir o sangramento dos pacientes submetidos a artroplastia total de joelho.


Palavras-chave: Ácido tranexâmico; Sangramento; Ortopedia; Artroplastia do joelho; Transfusão de sangue; Volume sanguíneo

Estudo comparativo com uso do ácido tranexâmico tópico e intravenoso em relação à perda sanguínea na artroplastia total do joelho

Ari Zekcer,; Ricardo Del Priori; Clauber Tieppo; Ricardo Soares da Silva; Nilson Roberto Severino

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):589-595 - Artigo Original
    Objetivo: Comparar o uso de ácido tranexâmico (AT) tópico e intravenoso na artroplastia total de joelho com relação à perda de sangue e necessidade de transfusão. Métodos: Foram randomizados 90 pacientes para receber AT por via intravenosa (20 mg/kg em 100 mL de solução salina; grupo IV), tópico (1,5 g em 50 mL de solução salina, antes de soltar o torniquete; grupo tópico) ou solução salina intravenosa (100 mL com anestesia; grupo controle). O volume de sangue drenado em 48 horas, a quantidade de sangue transfundido e as concentrações sérias de hemoglobina e hematócrito foram avaliados antes e depois da cirurgia. Resultados: Os grupos eram semelhantes quanto a sexo, idade, lateralidade e concentrações pré-operatórias de hemoglobina e hematócrito (p > 0,2). A concentração de hemoglobina diminuiu em todos os grupos quando as avaliações pré-operatória e em 48 horas foram comparadas: o grupo controle teve redução média de 3,8 mg/dL, enquanto o grupo IV teve diminuição de 3,0 e o grupo tópico, de 3,2 (p = 0,019). A diferença entre os grupos controle e IV foi confirmada pelo teste de Bonferroni (p = 0,020). A diferença entre os grupos controle e tópico não foi significativa (p = 0,130), apesar de haver uma menor diminuição da hemoglobina no grupo tópico; a comparação entre os grupos IV e tópico também não foi significativa (p = 1,000).Conclusão: O uso de AT tópico e IV reduziu as perdas sanguíneas e a necessidade de transfusão na artroplastia total do joelho. O uso tópico mostrou resultado semelhante ao uso IV em relação à necessidade de transfusão sanguínea, porém sem os possíveis efeitos colaterais da administração IV.

RETALHO DO MÚSCULO GRÁCIL: ESTUDO ANATÔMICO E USO CLÍNICO

MARCELO ROSA DE REZENDE; ALEX CARVALHO; FABRÍCIO MARCIANO; PAULO HENRIQUE HERRERA; RAMES MATTAR JÚNIOR; ARNALDO VALDIR ZUMIOTTI; ISANIO VASCONCELOS MESQUITA

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
Objetivo: Considerando que o músculo grácil tem sido cada vez mais utilizado como retalho muscular livre, teve-se como objetivo detalhar o seu estudo anatômico, dando ênfase às dimensões do pedículo principal, padrão vascular do retalho, área cutânea suprida pelo pedículo principal, dimensões do músculo e seu tendão. Material: Este estudo foi realizado com a dissecção de 16 cadáveres frescos, num total de 32 peças anatômicas, em que foram estudadas as dimensões do pedículo vascular principal (20 casos), a extensão da área cutânea suprida pelo pedículo principal (oito casos) e o estudo das perfurantes fasciocutâneas e seu padrão vascular (quatro casos). Resultado: Obteve-se um pedículo vascular principal formado por uma artéria e duas veias, com origem nos vasos femorais profundos em todos os casos, apresentando diâmetro médio de 3,2mm para a artéria, 2,6 e 3,6mm para as veias e 2,1mm para o nervo, com comprimento médio dos vasos de 6,9cm e do nervo de 7,0cm, com entrada no músculo em média a 9,6cm da origem muscular no púbis. A extensão da área cutânea suprida pelo pedículo principal foi, em média, de 17,2cm de comprimento por 9,8cm de largura, situada na face medial proximal da coxa. O comprimento do segmento muscular e tendíneo foi, em média, de 42,8 e 9,8cm, respectivamente. Complementou-se o estudo anatômico com a demonstração de um caso clínico, em que foi utilizado o retalho em sua forma livre para reconstrução de flexores dos dedos da mão. Conclusão: Baseados em seus achados, os autores concluem que o músculo grácil apresenta anatomia constante, com pedículo de dimensões compatíveis com a sua utilização para anastomoses vasculares e neurotização, podendo ser utilizado um segmento cutâneo adicional ao muscular. Descritores - Músculo; retalho; microcirurgia.

EFICÁCIA A CURTO PRAZO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE EM PACIENTES COM OSTEOARTRITE DO JOELHO: ENSAIO CLÍNICO ALEATÓRIO, PLACEBO-CONTROLADO E DUPLO-CEGO

Vanessa Ovanessian Fukuda; Thiago Yukio Fukuda; Márcio Guimarães; Silvia Shiwa; Bianca Del Cor de Lima; Rodrigo Álvaro Brandão Lopes Martins; Raquel Aparecida Casarotto; Patrícia Pereira; Alfredo; Jan Magnus Bjordal; Patrícia Maria Moraes Barros Fucs

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):526-533 - Artigo Original
Objetivo Este estudo foi designado para avaliar a eficácia a curto prazo da laserterapia de baixa intensidade (LBI) na melhora da dor e função em pacientes portadores de osteoartrite (OA) do joelho. Métodos: Participaram deste ensaio clínico aleatório, duplo-cego e controlado 47 pacientes (79 joelhos) de ambos os sexos portadores de OA do joelho, que foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos; grupo laser com 25 pacientes (41 joelhos) e grupo placebo com 22 pacientes (38 joelhos). A LBI foi realizada três vezes por semana totalizando nove sessões, com uso do laser AsGa de 904nm, 60mW de potência média e 0,5cm 2 de área do feixe, sendo irradiados nove pontos no joelho com energia de 3,0J por ponto. O grupo placebo foi tratado com o mesmo aparelho de laser, porém com uma caneta selada. As avaliações lequesne, escala visual numérica (EVN), Timed Up and Go (TUG), goniometria e dinamometria foram realizadas antes do início do tratamento e após as nove sessões da LBI. Resultados: Foi encontrada melhora significante da dor e função para todas as avaliações aplicadas no grupo laser. Quando comparado o grupo laser ao grupo placebo encontrou-se diferença significante para as avaliações EVN-Repouso e Lequesne. Conclusão: O tratamento com a LBI melhora a dor e função a curto prazo de pacientes portadores de OA do joelho.Descritores - Terapia a Laser de Baixa Intensidade; Osteoartrite do Joelho; Terapia por Exercício.

Uso de drenos de sucção fechada após artroplastia total de quadril primária: um estudo prospectivo, randomizado e controlado

Lorenzo Fagotti; Leandro Ejnisman; Helder de Souza Miyahara; Henrique de Melo Campos Gurgel; Alberto Tesconi Croci; Jose Ricardo Negreiros Vicente

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):236-243 - Artigo Original

OBJETIVO: Investigar o uso de drenos em uma população controlada de pacientes com osteoartrose do quadril submetidos a artroplastia total de quadril primária.
MÉTODOS: Este estudo prospectivo controlado avaliou 93 pacientes randomizados em dois grupos: um grupo no qual se usaram drenos e um grupo no qual não se usaram drenos. Os pacientes randomizados para o grupo com drenos usaram dreno de 3,2 mm, colocado sob a fáscia e mantido por 24 horas. As avaliações pós-operatórias foram feitas após 24 horas e três, seis e 12 semanas após a artroplastia total de quadril. O desfecho primário foi perda sanguínea perioperatória em ambos os grupos 24 horas após a artroplastia total de quadril. Os demais parâmetros avaliados foram circunferência do meio da coxa, taxa de transfusão de sangue, hematócrito, níveis séricos inflamatórios e Harris Hip Score.
RESULTADOS: Os dados clínicos e laboratoriais não indicaram diferenças entre os grupos de estudo quanto à perda de sangue e necessidade de transfusão de sangue, tempo de internação hospitalar, taxa de reoperação, complicações, marcadores séricos inflamatórios e Harris Hip Score. Os pacientes que não usaram drenos de sucção fechada relataram maiores níveis de dor após 24 horas (EVA 1 vs. 2, p < 0,01).
CONCLUSÃO: Encontramos resultados clínicos e laboratoriais semelhantes em ambas as coortes.


Palavras-chave: Artroplastia de quadril; Sucção; Drenagem; Perda sanguínea cirúrgica.

USO OU NÃO USO DO TORNIQUETE NA VIDEOARTROSCOPIA DO JOELHO: ESTUDO CLÍNICO MULTICÊNTRICO, PROSPECTIVO, DUPLO-CEGO E ALEATÓRIO

Lúcio Honório de Carvalho Júnior; Luiz Fernando Machado Soares; Matheus Braga Jacques Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):415-417 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se com o uso da artrobomba (equipo de irrigação com sensor de pressão), o uso do torniquete pneumático poderia interferir no tempo cirúrgico, na recuperação de movimentos e no volume articular em pacientes submetidos à videoartroscopia do joelho para meniscectomia parcial. Métodos: Foram avaliados em cinco diferentes centros e com sete diferentes cirurgiões, 103 pacientes divididos de forma aleatória em dois grupos quanto à utilização ou não do torniquete pneumático. As variáveis foram avaliadas durante a cirurgia e com sete dias de pós-operatório. Resultados: Não se encontrou diferença estatisticamente significativa entre nenhuma das variáveis estudadas. Conclusão: Não existem razões que justifiquem ou desabonem o uso do torniquete nessa situação específica.Descritores - Cirurgia; Artroscopia; Torniquetes.

ESTUDO PROSPECTIVO RANDOMIZADO SOBRE A LUXAÇÃO TRAUMÁTICA DE PATELA: TRATAMENTO CONSERVADOR VERSUS RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO FEMOROPATELAR MEDIAL COM TENDÃO PATELAR - MÍNIMO DE DOIS ANOS DE SEGUIMENTO

Alexandre Carneiro Bitar; Caio Oliveira D'Elia; Marco Kawamura Demange; Alexandre Christo Viegas; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):675-683 - Artigo Original
 ObjetivoO objetivo deste estudo foi comparar os resultados da cirurgia (reconstrução do ligamento femoropatelar medial; LFPM) com os resultados do tratamento conservador da luxação primária de patela. Métodos: Trinta e nove pacientes (41 joelhos) com lu -xação de patela foram randomizados em dois grupos (um grupo foi tratado conservadoramente - imobilização e fisioterapia - e o outro cirurgicamente com a reconstrução do LFPM) e foram ava -liados com um seguimento mínimo de dois anos. O questionário de Kujala foi aplicado para avaliar dor e qualidade de vida e as recidivas foram avaliadas. Os testes do Qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher foram utilizados na avaliação estatística. Re -sultados: A análise estatística mostrou que a média do escore de Kujala foi significativamente mais baixa no grupo conservador (70,8) quando comparada à média do grupo cirúrgico (88,9), com p = 0,001. O grupo cirúrgico apresentou maior porcentagem de resultados bom/excelente (71,43%) no escore de Kujala quando comparados ao grupo conservador (25%) com p = 0,003. O grupo conservador apresentou um número maior de recorrências (35% dos casos), enquanto que no grupo cirúrgico não houve relatos de recorrências e/ou subluxações. Conclusões: O tratamento com a reconstrução do ligamento femoropatelar medial com o tendão patelar produziu melhores resultados, com base na análise das recorrências pós-tratamento e nos resultados finais melhores no questionário de Kujala após um seguimento mínimo de dois anos.Descritores - Ligamento Patelar; Joelho; Reconstrução; Luxação Patelar.

Técnica cirúrgica de reconstrução do ligamento cruzado posterior com o uso de enxerto do tendão patelar

CARLOS ALBERTO CURY FAUSTINO

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
O autor descreve a experiência no tratamento da instabilidade posterior crônica do joelho (lesão do ligamento cruzado posterior combinada) com o enxerto do tendão patelar e a utilização do guia tibial. Foram operados 12 pacientes utilizando a mesma técnica cirúrgica, acompanhados num período que variou de três a 36 meses, mostrando resultados satisfatórios diante da gravidade das lesões.

O uso do aloenxerto de tendão patelar na reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior Nota preliminar*

MÁRIO CARNEIRO FILHO; REYNALDO JESUS GARCIA FILHO; EDILENE TRISTÃO LOMÔNACO; BENNO EJNISMAN; EDUARDO ABDALLA SAAD

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
Os autores descrevem a utilização do aloenxerto do tendão patelar (osso-tendão-osso) como alternativa no tratamento das instabilidades anteriores do joelho. Mostram a rotina do Banco de Tendões da Escola Paulista de Medicina, em funcionamento desde 1992. Apresentam os resultados preliminaries dos primeiros cinco pacientes submetidos a reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior com o aloenxerto de tendão patelar.

RESULTADO DO ACOMPANHAMENTO CLÍNICO-RADIOLÓGICO PÓS-CIRÚRGICO DO CONDROBLASTOMA

Valter Penna; Eduardo Areas Toller; Adriano Jander Ferreira; Dante Palloni Costa Dias

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):561-564 - Artigo Original
ObjetivoAvaliar o resultado clínico e radiológico, a longo prazo, de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico do condroblas-toma, entre 2003 e 2009, pela mesma equipe cirúrgica e empre-gando a mesma técnica operatória. Métodos: Foi realizado estu-do retrospectivo de 12 pacientes com diagnóstico histológico de condroblastoma, atendidos entre 2003 e 2009, na Fundação Pio XII (Hospital de Câncer de Barretos - Barretos, SP) e submetidos ao tratamento cirúrgico com ressecção intralesional, adjuvância com eletrocauterização e substituição por metilmetacrilato (11 casos) ou enxerto ósseo autólogo de crista ilíaca (um caso). A avaliação pré-operatória incluía exame físico, radiografias sim-ples do local, ressonância nuclear magnética ou tomografia axial computadorizada local, além de cintilografia óssea. Os pacientes foram avaliados clínica e radiologicamente, segundo protocolo predefinido, com radiografias seriadas e avaliação funcional, con-forme o escore funcional de Enneking. Resultados: A idade média do diagnóstico foi de 14A e 4M, sendo o local preferencial de acometimento a epífise distal do fêmur (75%), seguido pela tíbia proximal (16,6%) e calcâneo (8,4%). Houve prevalência maior no sexo masculino em relação ao sexo feminino (3:1). Em três casos houve necessidade prévia de biópsia. Durante o seguimento, não evidenciamos recidiva local do tumor e todos os pacientes apre-sentaram excelente resultado funcional, com escore de Enneking entre 20 e 30, com a técnica cirúrgica empregada. Conclusões: O tratamento cirúrgico do condroblastoma, com ressecção intrale-sional, uso de adjuvância, com eletrocauterização e substituição por metilmetacrilato ou enxerto ósseo produz bons resultados.Descritores - Condroblastoma; Neoplasias; Estudos Retrospectivos.

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