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Busca por: Variáveis biomecânicas dos membros inferiores são indicadores do padrão de apresentação da tendinopatia patelar em atletas de elite africanos de basquetebol e voleibol

TENDINOPATIA PATELAR

MOISÉS COHEN; MÁRIO FERRETTI; FRANK BERETTA MARCONDES; JOICEMAR TAROUCO AMARO; BENNO EJNISMAN

Rev Bras Ortop. 2008;43(8):309-318 - Atualizaçao
A tendinopatia do patelar ou jumper`s knee (joelho do saltador) é uma afecção que acomete freqüentemente atletas praticantes de atividades de salto ou aquelas que exigem força de impacto repetitivo. Histologicamente, a sobrecarga excessiva no tendão pode provocar alterações na matriz extracelular, resultando em pequenas lesões que, cronicamente, poderão levar a um quadro de tendinose, principalmente na região do pólo inferior da patela. A dor na região anterior do joelho é o primeiro sintoma relatado pelo paciente portador dessa afecção. Seu início é insidioso e gradual, principalmente após atividade física, mas, com a progressão da doença, pode tornar-se freqüente durante ou já no início da atividade. O diagnóstico de tendinopatia do patelar é eminentemente clínico, caracterizado por dor à palpação no pólo inferior da patela e adjacências e, nos casos mais avançados, nódulo palpável e edema associado podem ser visualizados. Exames complementares, como radiografia, ultra-sonografia (US) e ressonância magnética (RM) auxiliam no diagnóstico. O US e a RM são os mais indicados, pois podem definir o local exato da lesão, sua extensão, como também identificar a presença ou não de alterações degenerativas, sendo a RM o que fornece melhor resolução. O tratamento inicial da tendinopatia é clínico, com repouso relativo, correção dos fatores etiológicos, além de crioterapia e medidas fisioterápicas. A utilização da medicação analgésica e antiinflamatória é controversa. Nos casos que não respondem ao tratamento clínico, o cirúrgico é opção, e várias técnicas são descritas, a literatura demonstrando índices variados de bons resultados.Descritores - Tendinopatia; Ligamento patelar /patologia.

Tendinopatia patelar: resultados tardios do tratamento cirúrgico

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):550-555 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados tardios do tratamento cirúrgico na tendinopatia patelar (TP)com o uso do escore Visa (Victorian Institute of Sport Tendon Study Group) e o método deVerheyden.Métodos: Estudo retrospectivo que avaliou os resultados pós-operatórios de 12 pacientes,ou 14 joelhos, entre julho de 2002 e fevereiro de 2011. Foram incluídos os pacientes comtendinopatia patelar refratários ao tratamento conservador e que não apresentavam outraslesões cirúrgicas concomitantes. Pacientes que não foram devidamente acompanhados noperíodo pós-operatório foram excluídos.Resultados: Pelo método de Verheyden, nove pacientes foram considerados muito bons, doisbons e um ruim. Em relação ao Visa, a média foi de 92,4 pontos, com apenas dois pacientesabaixo de 70 pontos (66 e 55 pontos).Conclusão: O tratamento cirúrgico da tendinopatia patelar, quando corretamente indicado,tem bons resultados em longo prazo.

Avaliação da força dos rotadores externos e internos do ombro em atletas de voleibol

RONALDO PERCOPI DE ANDRADE; ELLEN DE SOUZA SILVA; JORGE SUMAN VIEIRA

Rev Bras Ortop. 1996;31(9):- - Artigo Original
Os autores fizeram estudo comparativo do pico de força de rotação externa e interna do ombro, comparando membro dominante e não dominante de 48 atletas jovens de vôlei, de alto potencial. Os resultados mostraram que 21 atletas (43,750%) tinham força de rotação externa diminuída no lado dominante e 33 (68,750%) apresentaram essa força maior no mesmo lado. Desses atletas, 27 já haviam apresentado episódio de dor em seu ombro dominante (56,250%) e dos 21 atletas que tinham força de rotação externa diminuída no lado dominante, 15 (71,429%) já haviam apresentado episódio de dor no ombro.

Avaliação das discrepâncias de comprimento dos membros inferiores*

CLÁUDIO SANTILI; GILBERTO WAISBERG; MIGUEL AKKARI; TARCISO FÁVARO; JOSÉ CARLOS LOPES PRADO

Rev Bras Ortop. 1998;33(1):- - Artigo Original
Os laudos radiográficos são, muitas vezes, incompatíveis com a discrepância clínica dos membros inferiores, por tomar-se como referencial proximal o extremo mais cranial do fêmur. O equívoco é mais freqüente nas afecções em que existe comprometimento da relação femoroacetabular. Os autores propõem que, nessas eventualidades, o balizamento escanométrico proximal se faça a partir dos limites inferiores das articulações sacroilíacas. O resultado obtido é muito mais condizente com a diferença clínica e funcional observada no paciente, demonstrando, assim, que podem ser evitadas as distorções mais comuns nas avaliações das discrepâncias dos membros inferiores.

LESÕES NOS MEMBROS INFERIORES DE CRIANÇAS PROVOCADAS PELOS RAIOS DA RODA DE BICICLETA

CÍCERO MORAES; ANTÔNIO VÍTOR DE ABREU

Rev Bras Ortop. 2004;39(5):- - Artigo Original
Realizou-se um estudo descritivo das lesões traumáticas provocadas pelos raios da roda da bicicleta nos membros inferiores de crianças, objetivando identificar os fatores predisponentes agravantes e chamando a atenção para o aspecto preventivo. Foram atendidos 125 pacientes, durante o período de setembro de 1998 a agosto de 1999, no Setor de Emergência do Hospital Regional na cidade de Governador Valadares, Minas Gerais. Todos os pacientes foram registrados em um protocolo avaliando algumas características clínicas e epidemiológicas dessas lesões, radiografados e submetidos à limpeza das feridas, sendo incluídos em uma classificação proposta pelos auto-es. Quase todos foram imobilizados com tala gessada suropodálica e a média de idade foi de 4,3 anos. As lesões foram classificadas, na grande maioria, em lesões de menor gravidade (103 pacientes grau IA e IIA), sendo 20 com fraturas (13 pacientes grau IB, seis grau IIB e um grau IIIB). As crianças eram conduzidas principalmente pelos pais e familiares. As crianças que estavam descalças tinham lesões de maior gravidade. A região lateral do tornozelo foi a mais acometida. Nenhuma bicicleta tinha proteção dos raios. Os autores sugerem que medidas preventivas e educativas sejam realizadas para evitar essas lesões. Descritores - Traumatismos do tornozelo; crianças; bicicleta; traumatismos do pé.

RETALHOS PARA RECONSTRUÇÃO DE PERDAS MUSCULOCUTÂNEAS EM MEMBROS INFERIORES: ANÁLISE DE 18 CASOS

ANTONIO L. SEVERO; CELSO SCORSATTO; EDGAR B. VALENTE; OSVANDRÉ L. C. LECH

Rev Bras Ortop. 2004;39(10):- - Artigo Original
Este trabalho tem como objetivo mostrar a experiência do serviço com retalhos pediculados sem microanastomose (locais) ou livres com microanastomose para a reconstrução de membros inferiores, bem como a aplicação clínica dos mesmos. Foram analisados 18 casos de pacientes com lesões em membros inferiores de origem traumática, sendo 15 pacientes do sexo masculino e três do feminino, com idade que variava de 17 a 55 anos (média de 37,6 anos). O tempo de seguimento variou de seis a 42 meses. Das lesões, oito localizavam-se no terço distal da perna, quatro no pé e seis no terço proximal ou médio da perna. Foram utilizados 13 retalhos livres e sete retalhos pediculados para reparação dos defeitos. Houve perda de dois retalhos no pós-operatório precoce (até 72h da cirurgia) que foram substituídos no mesmo internamento. As causas da perda dos retalhos foram uma por erro técnico e outra devido a um processo alérgico desenvolvido pelo paciente ao antibiótico cefalotina (náuseas, cefaléia e prurido intenso), sintomas que melhoraram com a suspensão do medicamento. Nos três casos de osteomielite houve cura clínica e radiológica em um período médio de nove meses. Nenhum paciente teve o membro amputado e todos foram capazes de retornar a deambular sem auxílio. Conclui-se que os retalhos são uma alternativa viável e eficaz para o tratamento de lesões complexas de membros inferiores. Descritores - Microcirurgia; cirurgia reconstrutiva; membros inferiores.

Tratamento das deformidades angulares dos membros inferiores no raquitismo nutricional: genuvaro e genuvalgo*

VINCENZO GIORDANO NETO; AUGUSTO HENRIQUE DOS SANTOS MORAES; JOSÉ ASMAR FILHO; RAFAEL FREDERICO VAZ CURVO

Rev Bras Ortop. 1996;31(7):- - Artigo Original
Pretende-se com este estudo realizado em 27 pacientes com raquitismo nutricional demonstrar a rotina usada no diagnóstico e tratamento desta patologia e de suas alterações esqueléticas em nosso serviço. São analisados 13 pacientes com deformidade em varo e 14 pacientes com deformidade em valgo dos membros inferiores, mostrandose a importância de rigorosos parâmetros clínicos, radiológicos e laboratoriais.

Correção de deformidade angular dos membros inferiores pela técnica de agrafagem. Geno valgo *

ROBERTO GUARNIERO; CARLOS AUGUSTO MALHEIROS LUZO; EDUARDO CARDENAS ARENA; TOMÁS PUGA LEIVAS

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado do tratamento do geno valgo pelo bloqueio epifisário temporário, por agrafagem, Segundo a técnica descrita por Blount. São estudadas 41 operações realizadas em 26 pacientes do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo tratados no período de 1972 a 1992. No trabalho, é apresentada a técnica operatória utilizada. São avaliados o ângulo tibiofemoral pré e pós-operatoriamente e correlacionado o grau de correção obtida com o sexo e a idade dos pacientes. Os autores concluem, em face dos resultados obtidos, que o método tem boa indicação para a correção do geno valgo, desde que o paciente ainda apresente potencial de crescimento; a velocidade de correção é mais rápida nos pacientes do sexo feminino, no grupo estudado. A técnica operatória apresentou poucas complicações, não sendo observadas infecções pós-operatórias; em três pacientes (um paciente com operação nos dois joelhos) não foi obtida a correção desejada, sendo necessária, posteriormente, a correção por osteotomia.

Padrões de normalidade do exame físico dos membros inferiores em crianças na idade escolar

EDILSON FORLIN; ANDRÉ LUÍS FERNANDES ANDÚJAR; SILVONEY ALESSI

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
Para determinar valores de normalidade das medidas dos membros inferiores, avaliamos 441 crianças, da raça branca, na idade dos seis aos 15 anos. Foram verificados o alinhamento do joelho no plano frontal, o perfil rotacional, o ângulo poplíteo e a retração do músculo tríceps sural (através de flexão dorsal do tornozelo). Grande variabilidade de valores foi encontrada, influenciados não só pela idade, mas também pelo sexo. Aparentemente, o ângulo coxa-perna foi uma medida mais acurada que a distância intermaleolar para a avaliação do alinhamento do joelho no plano frontal. Os valores do ângulo poplíteo encontrados chegam até 50 graus no sexo masculino e não houve correlação entre retração dos músculos isquiotibiais e músculo tríceps sural. Um valor de cinco graus, ou mais, da flexão dorsal do tornozelo com o joelho em extensão pode ser considerado normal. O conhecimento dos valores normais é fundamental para distinguir condições fisiológicas de anormais no exame físico dos membros inferiores.

PREVENÇÃO DE LESÕES DE MEMBROS INFERIORES E REDUÇÃO DA MORBILIDADE EM PACIENTES DIABÉTICOS

Antônio Homem do Amaral Júnior; Leonã Aparecido Homem Amaral; Marcus Gomes Bastos; Luciana Campissi do Nascimento; Marcio José Martins Alves; Marco Antonio Percope de Andrade

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):482-487 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o impacto de um ambulatório de pé diabético na redução da morbidade da doença, com ênfase nas lesões dos membros inferiores.Métodos: Estudo prospectivo, observacional, com população alvo de 30 casos do total de 77 pacientes do ambulatório de pé diabético. O critério de inclusão foi que todos os pacientes tivessem exames laboratoriais, exame clínico, testes neuropático e vascular e índice tornozelo-braço repetidos após 18 meses de acompanhamento, o que permitiu analisar sua evolução. A análise estatística foi feita com o teste qui-quadrado de MacNemar para amostras dependentes.Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 61 anos, todos portadores de diabetes mellitus (DM) tipo 2, iniciada em média havia 14,5 anos, e 20% eram neuropatas. Após 18 meses, não houve mudança na frequência de lesão em órgão alvo da diabetes (p = 1,000) e no índice de neuropatia (p = 1,000). Obteve-se, no entanto, melhoria significativa dos sintomas neuropáticos de 70% para 36,7% (p = 0,035), bem como da doença arterial periférica de 73,3% para 46,7% (p = 0,021). Foi observada ainda diminuição de 13,3% para 10% das úlceras (p = 1,000). Conclusões: A criação de ambulatórios especializados em prevenção do pé diabético é investimento viável, de baixo custo quando comparado aos altos custos gerados pelas complicaç ões dessa doença. Essa abordagem melhora sensivelmente a qualidade de vida do paciente, com a redução da morbidade.Descritores - Diabetes mellitus Prevenção primária Pé Neuropatias diabéticas Doenças vasculares periféricas Infecção Úlcera Amputação

Expressão de citoquinas plasmáticas após compressão de membros inferiores de ratos

Mauricio Wanderley Moral Sgarbi; Bomfim Silva Júnior; Carmem Maldonado Peres; Tatiana Carolina Alba Loureiro; Rui Curi; Francisco Garcia Soriano; Daniel Araki Ribeiro; Irineu Tadeu Velasco

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):105-109 - Artigo Original
Objetivos: a lesão muscular por esmagamento (lesão por compressão muscular) está asso-ciada a manifestações sistêmicas conhecidas como síndrome do esmagamento. A reaçãoinflamatória sistêmica pode também ser desencadeada pela lesão muscular isolada. O obje-tivo deste estudo foi investigar os níveis plasmáticos de interleucinas (IL) 1, 6, 10 e TNF-,marcadores de uma possível reação inflamatória sistêmica, após a lesão muscular isoladaresultante da compressão de membros inferiores de ratos.Métodos: ratos Wistar machos foram submetidos a uma hora de compressão dos membrosinferiores por uma faixa de borracha. Os níveis plasmáticos de IL 1, 6, 10 e TNF- forammedidos uma, duas e quatro horas após a liberação da compressão.Resultados: os níveis plasmáticos de IL 10 diminuíram quando comparados com outros gru-pos com diferença estatisticamente significante (p < 0,05). Não houve detecção, pelo método,da presença de IL 1, 6 e TNF-.Conclusão: nossos resultados demonstraram que as alterações dos níveis plasmáticos de IL10 encontradas podem ser um sinal da presença de interleucinas circulantes nesse modelode compressão de membros inferiores de ratos. Descritores - Síndrome de esmagamento Modelos animais InterleucinasFator de necrose tumoral

Tratamento das discrepâncias de comprimento dos membros inferiores através da epifisiodese*

DULCE HELENA GRIMM, ALI JUMA ABDALLA ABDEL HAMID, EDILSON FORLIN

Rev Bras Ortop. 1997;32(1):- - Artigo Original
RESUMO
Foram revistos retrospectivamente 28 pacientes submetidos a epifisiodese para tratamento das discrepâncias de comprimento de membros inferiores, 22 pela técnica percutânea e seis pela de Phemister. O tempo de hospitalização pela técnica percutânea foi de um dia. Houve bloqueio de crescimento em todos os pacientes. A única complicação encontrada foi uma sinovite da articulação do joelho, que ocorreu em oito pacientes e se resolveu completamente em um tempo máximo de duas semanas. Devido a sua simplicidade, bom aspecto estético da cicatriz, curto tempo de hospitalização, baixo custo, efetividade e pequeno índice de complicações, a epifisiodese, especialmente a técnica percutânea, é nosso método de escolha nos pacientes em crescimento com discrepância de comprimento dos membros inferiores final projetada entre 2cm e 5cm.

Correção cirúrgica concomitante da tríplice flexão primária dos membros inferiores na paralisia cerebral Estudo retrospectivo de 21 casos

JOÃO GILBERTO CARAZZATO; GEORGE ALFRED DELATORRE; JOSÉ LUIZ THADEU PEDREIRA DA SILVA; MAURÍCIO MARTINELLI FILH2; ADILSON DE PAULA; CARLOS ALBERTO DOS SANTOS; CARLOS ANTONIO SOARES ULHÔA

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Os autores fizeram levantamento de 21 prontuários de pacientes com paralisia cerebral, que tinham as deformidades da tríplice flexão dos membros inferiores e que tinham sido operadas por uma nova proposta de técnica, iniciada em 1975 e feita até a data. A proposta, feita pelo atual Chefe do Grupo de Paralisias deste Serviço, foi a de operar concomitantemente as deformidades, fossem elas uni ou bilaterais. Foram operados 21 pacientes, que tinham 105 articulações acometidas em 35 membros inferiores, totalizando, portanto, 105 cirurgias. Os pacientesl bem como os resultados finais dac operações, foram avaliados por critérios clínicos estáticos e dinâmicos e as operações quanto ao tempo cirúrgico e pelo tempo de reabilitação necessário para a total recuperação do paciente. Concluem os autores que a proposta do tratamento concomitante da tríplice flexão dos membros inferiores e excelente, dado os benefícios no ganho de tempo precioso, aliado aos bons resultados observados.

APLICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE AVALIAÇÃO PRESSÓRICA NA TRANSFERÊNCIA DE CARGA ENTRE OS MEMBROS INFERIORES NAS DOENÇAS UNILATERAIS DO JOELHO

ALFREDO MARQUES VILLARDI; CIRÍACO VILLARDI; GILBERTO LUÍS CAMANHO; MAURÍCIO CAGY

Rev Bras Ortop. 2006;41(10):425-431 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar comparativamente a distribuição estática de car-ga dos membros inferiores (MMII) em portadores de doenças unilaterais do joelho e em indivíduos saudáveis. Métodos: Utilizando o dispositivo de avaliação pressórica (DAP), desenvolvido pelos autores, a partir do método do esfigmomanômetro modificado, no período entre janeiro e março de 2002, foram avaliados 40 indivíduos, com idade variando entre 25 e 66 anos, divididos em dois grupos, sendo o grupo I composto por portadores de doença unilateral do joelho, com queixas de dor, e o grupo II, por voluntários sem história de doença ou sintomas nos membros inferiores. O DAP consiste em uma base de acrílico, sobre a qual são fixadas duas outras placas também de acrílico. Entre a base e cada placa superior, foi introduzida uma bolsa inflável de esfigmomanômetro, sendo a leitura da pressão dos MMII feita nos dois aneróides analógicos. Resultados: No grupo I, a diferença média dos valores pressóricos entre os membros sadio e acometido foi de 30,15mmHg. No grupo I, a média das pressões no membro sadio foi significativamente maior que a média no membro acometido (p < 0,05). No grupo II, não houve diferença significativa entre as médias de pressão dos membros dominante e contralateral (p = 0,14). A assimetria média do grupo I foi de 15,61%, enquanto que no grupo II, de apenas 0,72%. Conclusões: A avaliação da distribuição estática de pressões dos MMII leva a concluir que existe transferência de cargas do membro inferior portador de doença do joelho para o membro contralateral.Descritores - Joelho/patologia; Extremidade inferior; Avaliação/métodos; Esfigmomanômetros; Suporte de carga.

Avaliação da acurácia da determinação da idade óssea e de sua aplicação na projeção da discrepância final do comprimento dos membros inferiores*

EDILSON FORLIN; LUIZ FERNANDO TIKLE

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
Num estudo transversal, controlado, aleatório e encoberto, as radiografias de mão e punho de um grupo de dez pacientes foram avaliadas por quatro examinadores, para determinação da idade óssea, e aplicadas ao gráfico de Moseley, para projeção da discrepância final. Encontrou-se diferença significativa na comparação da diferença de idade óssea pelos quatro examinadores entre as duas etapas. O limite de tolerância de ±6 e ±12 meses foi extrapolado, respectivamente, em 34 e 12% das determinações. Não houve diferença quanto às discrepâncias finais projetadas. Todas, exceto uma das projeções, ficaram dentro do limite de -2 centímetros a +1 centímetro. A determinação da idade óssea utilizando-se o atlas de Greulich & Pyle tem pouca acurácia. Aparentemente, o gráfico de Moseley tende a minimizar as grandes dispersões encontradas na determinação da idade óssea, levando a uma aproximação na projeção da discrepância final dos membros inferiores.

Tratamento videoartroscópico da dor infrapatelar em atletas portadores de compressão óssea extrínseca do ligamento patelar

JOÃO LUIZ ELLERA GOMES; LUIZ ROBERTO S. MARCZYK

Rev Bras Ortop. 2000;35(6):- - Artigo Original
A "tendinite patelar" pode ser considerada uma lesão por excesso de uso nos atletas e é uma entidade clínica bem descrita que responde ao tratamento conservador. Entretanto, alguns atletas continuam com sintomas, apesar de exaustivas medidas não cirúrgicas. O objetivo deste trabalho é rever o curso do tratamento e o resultado em oito atletas com "tendinite patelar" crônica tratada cirurgicamente pela ressecção artroscópica do pólo inferior agudo da patela. Seis (75%) destes pacientes retornaram ao esporte original sem dor, dois (25%) não conseguiram voltar ao mesmo esporte pelos sintomas iniciais, apesar da melhora para as atividades da vida diária. Os autores acham que este método de tratamento pode dar bons resultados quando bem indicado e executado.

Incidência de dor no ombro em nadadores brasileiros de elite*

MOISÉS COHEN; RENE J. ABDALLA; BENNO EJNISMAN; SÉRGIO SCHUBERT; ALEXANDRE DIAS LOPES; KARINA DA SILVA MANO

Rev Bras Ortop. 1998;33(12):- - Artigo Original
Os autores avaliaram 205 nadadores durante o Troféu Brasil de Natação, com o objetivo de determinar a incidência de dor atual e pregressa no ombro de nadadores brasileiros de elite. A média de idade foi de 19 anos, sendo 95 do sexo feminino e 110 do masculino. Os atletas responderam a um protocolo preestabelecido. A incidência de dor atual no ombro foi de 19,02%, enquanto a dor pregressa foi de 63,41%. Não foram estatisticamente significantes as associações de dor pregressa e atual com idade, sexo, peso, altura, metragem semanal e tempo de prática do esporte. A presença de dor atual no ombro nos nadadores do estilo borboleta foi estatisticamente significante.

TENDINOPATIA DO COMPARTIMENTO ANTERIOR DO TORNOZELO

Antonio Egydio de Carvalho Junior; Cíntia Kelly Bittar; Osny Salomão; João Batista Miranda; André Ninomiya; Daniel Bento Silva

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):141-147 - Artigo Original
Objetivo: Análise retrospectiva da etiopatogenia, diagnóstico e opções de tratamento nos casos de tendinopatias do compartimento anterior do tornozelo (TCAT). Método: No período de setembro de 1998 a fevereiro de 2009, 13 pacientes foram operados por tendinopatia do compartimento anterior do tornozelo. A casuística constou de 10 pacientes do sexo masculino e três do feminino. O lado direito foi acometido em 12 pés e um do esquerdo. A média de idade foi de 35 anos (15-67). A etiologia foi traumática em oito pacientes e em cinco, degenerativa (atraumática). O tempo médio do diagnóstico ao tratamento foi de 19 meses (1-60) e o seguimento foi de 34 meses (4-127). O diagnóstico foi feito através da história e exame clínico. A ressonância magnética foi realizada em nove pacientes para estadiamento e planejamento. O tratamento cirúrgico foi personalizado para cada caso (sinovectomia, ressecção de ventre muscular, solidarização com o tendão adjacente e enxerto livre de tendão semitendíneo). Para a avaliação dos resultados foram utilizadas as escalas: 1) graduação subjetiva de satisfação, 2) AOFAS e 3) Maryland. Resultado: Em relação à escala de graduação subjetiva de satisfação, 12 pacientes satisfeitos e um paciente insatisfeito. A média da escala AOFAS foi de 80 pontos, a média da escala Maryland foi de 86 pontos. Conclusão: O tratamento cirúrgico é eficaz para recuperação funcional. As técnicas cirúrgicas devem ser personalizadas. A opção do enxerto livre de tendão semitendíneo é eficiente nas falhas maiores que cinco centímetros. Descritores - Síndrome do compartimento anterior; Tendinopatia; Cirurgia ortopédica; Transferência de tendão.

TENDINOPATIA CALCÁREA: UMA AFECÇÃO LOCAL OU SISTÊMICA?

Benno Ejnisman; Carlos Vicente Andreoli; Gustavo Cará Monteiro; Alberto de Castro Pocchini; Carina Cohen; Simone Tortato,Marcelo Marques Khede Franklin; Arthur Beber Machado; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):479-482 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a relação existente entre os casos de tendinopatia calcárea de ombro e doenças metabólicas sintomáticas como litíase renal, biliar e gota. Método: A tendinopatia calcárea de ombro foi diagnosticada em 63 pacientes no período compreendido entre maio de 2007 e setembro de 2011. Todos os pacientes foram tratados pelo mesmo médico ortopedista e entrevistados para coleta dos seguintes dados: idade ao diagnóstico, sexo, lado acometido, lado dominante, índice de massa corpórea (IMC), tabagismo e história pregressa de litíase renal, biliar ou gota. Para análise estatística, um grupo controle de 63 pacientes com características demográficas semelhantes foi utilizado. Resultados: Dos 63 pacientes que apresentavam tendinopatia calcárea do ombro, 35 (56%) eram do sexo masculino. O lado direito foi afetado em 38 (60%) pacientes, a média de idade foi de 48,2 anos. Trinta e um (49%) pacientes apresentaram história prévia de alguma das doenças metabólicas questionadas, sendo que 20 pacientes (32%) relataram litíase renal, seis (9,5%) litíase biliar, quatro (6,3%) gota e um (2%) apresentava diagnóstico concomitante de litíase renal e gota. No grupo controle, observamos que 11 (17%) pacientes apresentaram história prévia de alguma das doenças metabólicas, sendo que seis pacientes (9,5%) relataram litíase renal, quatro (6,3%) litíase biliar e um (1,6%), gota. Conclusões: A elevada frequência de litíase renal em pacientes diagnosticados com tendinopatia calcárea do ombro no presente estudo sugere que existam mecanismos em comum na fisiopatologia desses distúrbios. O melhor entendimento destas doenças pode possibilitar a melhoria dos seus diagnósticos e tratamentos. Descritores - Tendinopatia; Doenças Metabólicas; Nefrolitíase.

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