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Busca por: O impacto da histologia do carcinoma pulmonar na frequência das metástases ósseas*

Tratamento cirúrgico das metástases ósseas *

VALTER PENNA; MARCOS HAJIME TANAKA; WU TU CHUNG; EMILIO CURCELLI; ÉLCIO LANDIN

Rev Bras Ortop. 1993;28(11/12):- - Artigo Original
Entre 1987 e 1992, 114 pacientes com fraturas patológicas foram tratados no Hospital A.C. Camargo, de São Paulo. Dos 114 pacientes, 89,4% apresentavam carcinoma metastático e 10,5% apresentavam mieloma multiplo. Dos tumores metastáticos, o sítio primário mais comum foi a mama. As metástases ocorrem mais comumente no esqueleto axial que no apendicular, mas podem surgir em qualquer osso. No total, foram realizadas 124 cirurgias. Em aproximadamente 70% dos casos, foi utilizado metilmetacrilato. Os melhores resultados foram obtidos nos pacientes submetidos a substituição com endoprótese (10,6 meses de sobrevida em média). O objetivo principal do tratamento cirurgico das fraturas patológicas é aliviar a dor e restabelecer, o mais rápido possível, a função do membro afetado, melhorando assim a qualidade de vida e a sobrevida do paciente.

COMPLICAÇÕES PRECOCES NO TRATAMENTO ORTOPÉDICO DAS METÁSTASES ÓSSEAS

Luiz Eduardo Moreira Teixeira; Ricardo Horta Miranda; Daniel Ferreira Ghedini; Rafael Bazílio Aguilar; Eduardo Nilo Vasconcelos Novais; Guilherme Moreira de Abreu e Silva; Ivana Duval Araújo; Marco Antônio Percope de Andrade

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):519-523 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar as complicações precoces do tratamento ortopédico de lesões ósseas metastáticas e os fatores associados a essas complicações. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 64 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de metástases ósseas, analisando as complicações ocorridas no peroperatório e pós-operatório precoce e associando-as com a origem do tumor, o tipo de procedimento realizado, a necessidade de reposição de sangue no peroperatório, necessidade de novos procedimentos cirúrgicos e a mortalidade em decorrência das complicações. Resultados: Complicações precoces do tratamento foram observadas em 17 (26,6%); seis (35,2%) evoluíram para óbito em decorrência dessa complicação. De acordo com o tipo, em 15 (23,8%) casos foram complicações cirúrgicas, em quatro (6,3%), clínicas e três (4,7%) pacientes apresentaram tanto complicações clínicas quanto cirúrgicas. Não houve diferença significativa na frequência das complicações ou mortalidade quando avaliados o tipo de reconstrução ou o local acometido. Os tumores de origem renal necessitaram de maior reposição sanguínea e tiveram maior frequência de complicações (p = 0,0001). Conclusão: As complicações ocorreram em 26,6%. As complicações não estão associadas ao tipo de tratamento realizado, nem ao local acometido. Os tumores de origem renal apresentaram risco aumentado de hemorragia. Descritores - Neoplasias ósseas; Oncologia; Fraturas patológicas; Complicações pós-operatórias; Cirurgia ortopédica.

TROMBOEMBOLIA PULMONAR APÓS VIDEOARTROSCOPIA DE OMBRO

Fabio Farina Dal Molin; Siluê Franzoni Dal Molin

Rev Bras Ortop. 2010;45(3):312-315 - Relato de Caso
Embora fenômenos tromboembólicos sejam complicações frequentes em cirurgias dos membros inferiores, apenas dois relatos de casos de tromboembolia pulmonar após artroscopia de ombro são encontrados na literatura. É descrito o caso de uma paciente com 76 anos com embolia pulmonar bilateral após artroscopia cirúrgica do ombro. Não foram encontradas anormalidades vasculares e nenhuma origem do trombo foi detectada, ficando desconhecida a causa exata responsável pela tromboembolia. Descritores - Artroscopia; Ombro; Embolia pulmonar.

Compressão medular traumática por hérnia pulmonar

Guilherme Valdir Baldo; Alexandre Casagrande; Diogo Rath Fingerl Barbosa; Waldemar de Souza; Márcio Papaleo de Souza; Zaffer Maito

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):802-804 - Relato de Caso

A compressão medular traumática por estruturas adjacentes à coluna é um evento raro. Os autores apresentam um caso de compressão medular ocasionada por parte do pulmão herniado em um adulto após acidente automobilístico. Não foram identificados casos semelhantes na literatura.


Palavras-chave: Compressão da medulaespinal/etiologia; Compressão da medulaespinal/cirurgia; Fraturas da coluna vertebralHér

Impacto femoroacetabular

José Batista Volpon

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):621-629 - Artigo de Revisao
    O impacto femoroacetabular (FAI) é condição de caracterização relativamente recente; decorre de relações anatômico-funcionais anormais entre a região proximal do fêmur e o acetábulo, associadas a movimentos de repetição, que acarretam lesões no labrum e na cartilagem acetabular. As alterações são representadas pela retroversão acetabular ou diminuição da altura entre a borda lateral da cabeça e o colo femoral. Além disso, o impacto femoroacetabular pode ser secundário a fraturas do colo do fêmur com consolidação viciosa ou decorrer de osteotomias pélvicas que provocam o retrodirecionamento do acetábulo. Essas anomalias levam ao contato femoroacetabular patológico que origina forças de impacto e cisalhamento durante os movimentos do quadril. Em consequência, há lesão labral e artrose precoce. O diagnóstico é feito pela sintomatologia típica, sinais radiográficos e ressonância magnética. O tratamento fundamenta-se na correção das anomalias anatô- micas, reparo do labrum e remoção da cartilagem lesada. Entretanto, há necessidade de conhecer melhor a evolução natural da afecção, principalmente nos indivíduos assintomá- ticos, bem como resultados do tratamento em longo prazo

Metástase no fêmur por carcinoma de mama masculina

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; FLORINDO VOLPE NETO; MARCOS SANMARTIN FERNANDEZ; NABIL ABISAMBRA PINILLA

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Relato de Caso
Os autores relatam caso de fratura patológica por metástase óssea de carcinoma de mama masculina. O paciente em questão tinha um nódulo mamário à direita com história de seis anos, não diagnosticado quando tratado por fratura de fêmur havia oito meses. Destaca-se neste trabalho a importância de exame físico completo e cuidadoso. Assim, evitar-se-á fazer diagnóstico tardio de neoplasia e metástase óssea. É evidenciada a importância de pensar em câncer de mama em paciente com fratura patológica, mesmo que seja homem. O caso é apresentado por tratar-se de doença rara no homem. São mencionados os aspectos gerais do tratamento das metástases ósseas.

TRATAMENTO DAS METÁSTASES DO TUMOR DE MAMA NA COLUNA VERTEBRAL

MARCOS KORUKIAN; REYNALDO JESUS-GARCIA; HÉLIO ISHIHARA; FERNANDO MIELE DA PONTE; DAN CARAI MAIA VIOLA

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):116-121 - Artigo Original
Objetivo: Analisar 145 portadores de neoplasia de mama que apresentavam 437 lesões metastáticas em diferentes ossos do esqueleto. Métodos: As lesões foram divididas por segmentos: membro superior com 33 (7,55%) lesões, membro inferior com 149 (34,10%) e esqueleto axial com 255 (58,35%). Os pacientes fo-ram encaminhados para o Departamento de Ortopedia devido à queixa de dor ou fratura (59,3%) ou à suspeita da presença de lesão óssea no estadiamento ou ao longo do seguimento dos ca-sos (40,69%). Todos os pacientes receberam tratamento adjuvante com químio, hormônio ou radioterapia. No esqueleto axial, 228 pacientes (97,02%) foram submetidos a tratamento conservador e em sete (2,98%) foi necessário tratamento cirúrgico. Em 189 pacientes (74,12%) as lesões não se apresentaram como fraturas e em 66 (25,88%) houve fratura na coluna. Foram analisados o controle local das lesões e a função após o tratamento. No esqueleto axial, 186 (96,8%) pacientes apresentaram controle local e função satisfatória. No que se refere ao dano neurológico, os pacientes foram analisados de acordo com o segmento da coluna acometida. Resultados: Na coluna cervical 19 pacientes (95%) não apresentaram déficit neurológico; nos segmentos torácico e lombar esses valores foram, respectivamente, de 83 (95,40%) e 82 (96,47%). Conclusão: O tratamento ortopédico associado ao tratamento químio-hormônio-radioterápico mos-trou-se eficiente e permitiu melhora da qualidade de vida dos pacientes estudados.Descritores - Neoplasias mamárias; Metástase neoplásica; Estadiamento de neoplasias; Quimioterapia.

TRATAMENTO ARTROSCÓPICO DO IMPACTO FEMOROACETABULAR

Giancarlo C. Polesello; Marcelo C. Queiroz; Nelson K. Ono; Emerson K. Honda; Rodrigo P. Guimarães; Walter Ricioli Junior

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):230-238 - Artigo Original
Objetivos: O propósito deste estudo é avaliar os resultados em curto prazo do tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular. A hipótese é a de que os resultados do tratamento artroscópico são favoráveis. Métodos: Entre agosto de 2003 e agosto de 2007, 28 quadris foram submetidos ao tratamento do impacto femoroacetabular pela via artroscópica. A idade média dos pacientes foi de 34 anos, com média de seguimento de 27 meses. Quanto à melhora clínica, os pacientes foram avaliados pré e pósoperatoriamente pelo Harris Hip Score (HHS) modificado por Byrd. Os pacientes foram avaliados pré e pós-operatoriamente em relação à rotação interna do quadril acometido. Os valores obtidos nos índices acima foram analisados estatisticamente através do método de Wilcoxon para a avaliação de variáveis não paramétricas. Resultados: O Harris Hip Score médio pré-operatório foi de 54,2 e o pós-operatório, de 94,8 (p < 0,001). O aumento médio do HHS foi de 37,5 pontos. Houve quatro resultados bons (15%) e 24 excelentes (85%). Pré-operatoriamente os pacientes apresentavam rotação interna do quadril média de 17° e pósoperatoriamente, de 36°. O aumento médio de rotação interna foi de 19° (p < 0,001). Conclusão: O tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular tem resultados satisfatórios. Descritores - Osteoartrite do quadril/diagnóstico; Osteoartrite do quadril/etiologia; Osteoartrite do quadril/terapia; Articulação do quadril/patologia; Artroscopia.  

Impacto femoroacetabular misto associado a impacto subespinhal: reconhecimento do impacto femoropelvico trifocal

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Ranieri Monteiro Cardoso; Rodrigo Silva Loque; Luiz Fernando Ribeiro Monte; José Paulo Sabino de Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):389-394 - Relato de Caso

O objetivo deste trabalho foi descrever a abordagem cirúrgica artroscópica do impacto subespinhal (ISE) da espinha ilíaca anteroinferior (EIAI) associado ao impacto femoroacetabular (IFA) misto, por meio de dois portais artroscópicos padrão (anterolateral e medioanterior distal) em pacientes com impacto trifocal. Os autores relatam os casos de dois pacientes do sexo masculino, de 32 e 36 anos, com impacto femoropelvico trifocal (IFPT). A técnica consiste na ressecção segmentar da cápsula, dissecção artroscópica da EIAI com liberação parcial do reto femoral, osteoplastia com ressecção da proeminência com lâmina óssea e auxílio radioscópico, correção do pincer, reparo da lesão condrolabial com âncoras e osteoplastia femoral. Detalhes sobre o diagnóstico e a técnica são apresentados e discutidos. Nos casos operados, foi observada recuperação do arco de movimento normal do quadril e ausência de dor, que se mantiveram por um ano pós-operatório. Radiografias demonstram boa correção dos três focos de impacto em ambos os pacientes. A simultânea correção do IFPT nos seus três componentes (came, pincer e subespinhal) promoveu alívio completo dos sintomas e o retorno ao trabalho e aos esportes. Propõe-se que, na abordagem do ISE sintomático, sempre seja considerada a possibilidade da presença de IFA associado; nesses casos, a abordagem deve ser completa.


Palavras-chave: Impacto femoroacetabular; Articulação do quadril; Artroscopia; Lesões do quadril; Deformidades articulares adquiridas.

Abordagem atual das lesões ósseas benignas

OLAVO PIRES DE CAMARGO

Rev Bras Ortop. 2000;35(7):- - Atualizaçao
As lesões ósseas benignas são motivo de controvérsia, não apenas com relação ao diagnóstico, mas, principalmente, com relação à conduta a ser seguida. É importante enfatizar que, em mais de 95% dos casos, tratam-se na verdade de afecções não tumorais, como cisto subcondral, osteomielite subaguda, avulsão óssea, miosite ossificante, osteonecrose e distúrbios metabólicos ou congênitos.

CONDUTA ATUAL NAS LESÕES ÓSSEAS METASTÁTICAS

OLAVO PIRES DE CAMARGO; ANDRÉ MATHIAS BAPTISTA

Rev Bras Ortop. 2004;39(6):- - Atualizaçao
O diagnóstico e tratamento das lesões ósseas metastáticas tem sofrido algumas importantes mudanças na última década. Com o aumento geral da sobrevida das neoplasias em geral, a atuação do ortopedista oncológico tem sido cada vez mais precoce nas metástases ósseas. Novos métodos operatórios, como as hastes travadas e o instrumental para coluna vertebral, têm possibilitado a intervenção cirúrgica nos casos de fratura iminente, com baixa morbidade, melhora acentuada da dor e marcha imediata. Descritores - Lesão óssea metastática; diagnóstico; tratamento cirúrgico.

Doenças ósseas com células gigantes multinucleadas*

JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; CRISTIANO LUIZ HORTA DE LIMA JR.

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Os autores abordam o tema do diagnóstico diferencial anatomopatológico de doenças ósseas que têm em comum em sua estrutura histológica as células gigantes multinucleadas com caracteres de osteoclastos ou que a eles se assemelham. Os osteoclastos estão normalmente presentes na borda das traves ósseas, em lacunas de Howship quando da reabsorção fisiológica. Produzem enzimas (colagenase e hialuronidase) e agem sob estimulo do paratormônio. Aumentam em número e às vezes são numerosos, quando há aumento da reabsorção óssea, fisiológica ou não. Células semelhantes, também gigantes multinucleadas, participam do substrato histológico de múltiplos processos tumorais, inflamatórios, metabólicos ou de causas desconhecidas, podendo levar a erros indesejáveis de diagnóstico e, conseqüentemente, de conduta terapêutica, se mal interpretados aos exames citológicos, de biópsia ou em método de congelação durante o ato cirúrgico.

Tratamento da síndrome do impacto em tenistas*

PEDRO DONEUX S.; ALBERTO N. MIYAZAKI; JOSÉ A. PINHEIRO JR.; LUÍS F. Z. FUNCHAL; SERGIO L. CHECCHIA

Rev Bras Ortop. 1998;33(12):- - Artigo Original
A síndrome do impacto torna-se cada vez mais comum em indivíduos jovens e isto é especialmente verdade nos esportistas. O tenista é um indivíduo de alto risco para o desenvolvimento dessa lesão. O aparecimento de queixas é comum, não só no tenista de "alta performance", mas também no chamado "tenista de fim de semana". É dúvida muito comum nos consultórios médicos a respeito do benefício do tratamento cirúrgico dessas lesões e, principalmente, sobre o retorno à atividade esportiva. Os auto-res realizaram o tratamento cirúrgico de 28 "tenistas de fim de semana" portadores da síndrome do impacto. A idade média era de 43,5 anos, sendo 23 do sexo masculino e 5 do feminino. Antes de a operação ser indicada, todos foram submetidos a um programa de reabilitação por três a seis meses. A acromioplastia foi realizada por artroscopia em 14 casos e por via aberta nos 14 restantes. Dezesseis pacientes tinham lesões completas do manguito rotador: duas pequenas, seis médias e oito grandes. Onze fo-ram reparadas por via aberta, três pela técnica da "mi-ni-incisão" e em dois pacientes a sutura foi realizada artroscopicamente com o uso de âncoras. Todos os 28 pacientes foram seguidos por um período pós-operatório de 49 meses em média (seis a 92 meses). De acordo com o método de avaliação da UCLA(23), 23 foram considerados como excelentes e cinco como bons. Todos retornaram aos esportes; apenas um paciente optou pela mudança do tipo de esporte (handebol). Cinco pacientes permaneceram com dor residual, porém de leve intensidade, e nove não conseguiram atingir força muscular igual à do ombro não afetado. Os autores concluem que o tratamento cirúrgico da síndrome do impacto é efetivo e permite ao "tenista de fim de semana" retornar às atividades esportivas habituais.

Artroplastia acromioclavicular na síndrome do impacto*

EUGÊNIO PACELLI CASADO DE SOUZA; SÉRGIO MARINHO DE GUSMÃO CANUTO

Rev Bras Ortop. 1996;31(9):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado de cinco pacientes adultos com `impacto acromioclavicular` tratados com a ressecção de 1cm distal da clavícula e liberação do ligamento coracoacromial, segundo a técnica de Watson. To-dos os pacientes tinham exames radiológicos com alterações degenerativas, além do exame clínico mostrando dor acromioclavicular com irradiação para a face lateral do braço. O alívio da dor foi considerado bom em quatro dos pacientes, havendo melhora significativa do grau de abdução em todos os casos ao final do tratamento.

Síndrome do impacto: resultados do tratamento cirúrgico *

PAULO SÉRGIO DOS SANTOS; CLAUDIO BONAMIN; LUIZ CARLOS SOBANIA; NELSON OTSUKA; ROBERTO LUIZ SOBANIA

Rev Bras Ortop. 1995;30(9):- - Artigo Original
Entre 1982 e 1994, 68 pacientes (72 ombros) foram operados pelo grupo de Ombro da Clínica de Fraturas e Ortopedia XV Ltda.-Curitiba e do Hospital de Clínicas da UFPR, por síndrome do impacto. Somente 14 desses ombros não apresentavam rupturas do manguito rotador. Realizou-se acromioplastia modificada à Neer até novembro/86 e a técnica de acromioplastia modificada por Rockwood a partir de maio/87. O follow-upmédio foi de 33 meses, variando de nove a 132 meses. Os resultados foram avaliados pelos critérios da UCLA, publicados por Ellman, tendo-se obtido excelentes e bons resultados em 80,99% dos casos e maus em 19,45%. Os autores perceberam que os passos mais importantes da cirurgia foram, além do reparo do manguito rotador (quando lesado), a acromioplastia ântero-inferior tecnicamente correta e perfeita reinserção do deltóide.

Freqüência de citação das referências nacionais na Revista Brasileira de Ortopedia em um período de 36 anos*

GIOVANNINI CESAR FIGUEIREDO

Rev Bras Ortop. 2003;38(7):- - Artigo Original
O objetivo deste estudo é mostrar o impacto das referências nacionais dos artigos publicados na Revista Brasileira de Ortopedia (Rev Bras Ortop) no transcorrer de um período de 36 anos. O aspecto bibliométrico estudado foi a evolução e tendência da freqüência da citação das referências nacionais, os periódicos mais citados e a relação do número de referências de cada ano pelo número total dos anos estudados. Foram citadas 8.465 referências, sen-do que 89,6% delas pertenciam ao período-metade mais recente. Foram 638 referências nacionais (7,5%), das quais 68,9% (n = 376) estavam publicadas na Rev Bras Ortop. A freqüência de citação de referências nacionais, numa ordem cronológica, apresentou linha de tendência linear ascendente (R² = 0,5208), sem significado estatístico (² = 0,884 e p > 0,3), quando comparado o período mais antigo (1966 a 1981) com o mais recente (1986 a 2001). Já a freqüência do The Journal of Bone and Joint Surgery (J Bone Joint Surg) [Am + Br], em relação aos outros periódicos estrangeiros, nesses períodos, apresentou linha de tendência linear descendente (R² = 0,0624), estatisticamente significante (² = 17,811 e p < 0,000). A Rev Bras Ortop ocupa lugar de prestígio entre os periódicos mais citados nos artigos publicados na própria revista.

ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO DE RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR E FREQÜÊNCIA DE OUTRAS LESÕES ARTICULARES DO JOELHO

ROBSON ROCHA DA SILVA; MARCOS ALMEIDA MATOS; DANIEL JOSÉ DE ARAÚJO SILVA; MARCONDES DA SILVA ABREU

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):268-271 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se o tempo de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) se correlaciona com a freqüência de lesões associadas em outras estruturas do joelho. Métodos: Realizou-se estudo retrospectivo em 46 pacientes com lesão do LCA, entre 16 e 43 anos, sendo 44 masculinos e dois femininos. Todos os pacientes tiveram confirmação artroscópica de suas lesões que foram registradas em fichas padronizadas, as quais foram utilizadas para coleta de dados. Resultados: Doze pacientes apresentaram lesões agudas (até seis semanas), 15 lesões subcrônicas (seis semanas a um ano) e 19 lesões crônicas (superior a um ano). A probabilidade de existirem lesões associadas nos pacientes com mais de um ano de instabilidade anterior foi de 57,89%. As lesões no menisco lateral foram mais comuns na fase aguda (60%), sendo a lesão do menisco medial mais comum na fase crônica (51,51%). Conclusões: Existiu aumento significativo (40,64%) do número de lesões associadas à ruptura do LCA, em relação ao tempo de instabilidade articular, e o atraso no tratamento da insuficiência do LCA, por mais de um ano, aumentou em 6,5 vezes a chance de o joelho apresentar outras lesões associadas.Descritores - Instabilidade articular; Articulação do joelho/ lesões; Ligamento cruzado anterior/lesões; Ruptura

TUMOR DE CÉLULAS GIGANTES EM FALANGE PROXIMAL COM METÁSTASE PULMONAR: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

Frederico Carvalho de Medeiros; Fernando Carvalho de Medeiros; Izabella de Campos Carvalho Lopes; Guilherme Carvalho de Medeiros; Eduardo Carvalho de Medeiros

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):205-210 - Relato de Caso
 Trata-se de um relato de caso de tumor de células gigantes (TCG) em falange proximal de terceiro dedo da mão esquerda com metástase pulmonar. A paciente apresentava dor no dedo sem história prévia de trauma. Foram realizados exame clínico, estudo radiográfico e ressonância nuclear magnética. Feito o estudo histológico, a partir de biópsia incisional, com hipótese de TCG. Foi submetida à amputação do dedo, confirmando o diagnóstico pela microscopia da peça. A paciente foi acompanhada devido ao risco de metástase pulmonar, evidenciada em estudo radiográfico e tomografia computadorizada de tórax, sendo submetida à toracotomia. Desde então, houve melhora dos sintomas referidos no pré-operatório e ausência de recidiva local e novas metástases. Descritores - Tumores de Células Gigantes/cirurgia; Falanges dos Dedos da Mão; Amputação; Metástase Neoplásica.

LOCAIS INCOMUNS DE METÁSTASES DO OSTEOSSARCOMA: RELATO DE NOVE CASOS DE UMA MESMA INSTITUIÇÃO

WELLINGTON LUIZ MENDES; ANDRÉA GRAÇA; BEATRIZ DE CAMARGO

Rev Bras Ortop. 2004;39(6):- - Artigo Original
Objetivos: Descrever nove pacientes que apresentaram metástases de osteossarcoma em locais incomuns. Métodos: Os autores revisaram os prontuários médicos de 358 pacientes portadores de osteossarcoma (OS), menores de 18 anos de idade, admitidos no Departamento de Pediatria do Centro de Tratamento e Pesquisa Hospital do Câncer de São Paulo, entre 1982 e 1997. Entre os 358 pacientes, 85 (23,7%) apresentaram recaída. Desses, nove (10,5%) recaíram em locais incomuns. Resultados: A idade média na época da recaída foi de 14,8 anos. Todos os pacientes tiveram OS em fêmur. O tipo histológico predominante foi o osteoblástico. Cinco pacientes tinham metástases pulmonares ao diagnóstico. Todos os pacientes receberam quimioterapia e foram submetidos à cirurgia para ressecção do tumor primário. Quatro pacientes obtiveram grau de Huvos II e quatro, grau III. Recaída em sistema nervoso central acometeu três pacientes, recaída abdominal em dois, mediastinal em um e retroperitoneal em três. Quatro pacientes não aceitaram nenhum tipo de tratamento após a recaída. O tempo médio entre o primeiro tratamento e a recaída foi de 22,2 meses e entre a recaída e o óbito, de 92 dias. Todos os pacientes evoluíram para óbito. Conclusões: Os avanços dos protocolos quimioterápicos, assim como das técnicas cirúrgicas para o controle do tumor primário e dos sítios metastáticos, proporcionaram maior sobrevida dos portadores de OS, aumentando o tempo de seguimento desses pacientes e podendo levar a maior número de casos de recaída de OS em locais incomuns. Essas recaídas apresentam comportamento clínico agressivo. Queixas inespecíficas que envolvem sítios não comuns de acometimento de OS devem ser melhor investigadas. Descritores - Osteossarcoma; metástase.

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