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Busca por: Diferença na degeneração articular de acordo com o tipo de esporte*

LESÕES DO MEMBRO SUPERIOR NO ESPORTE

Rogerio Teixeira da Silva

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):122-131 - Atualizaçao
As lesões esportivas do membro superior são muito comuns da prática de atividades físicas e, por isso, devem ser estudadas detalhadamente, levando-se em consideração aspectos específicos da modalidades esportiva praticada. Especial atenção deve ser dada à dinâmica da articulação do ombro e toda cintura escapular, pois somente assim poderemos tratar de forma mais adequada os atletas, atuando também na prevenção das recidivas, que podem ocorrer em alguns casos devido ao fato de o atleta procurar sempre o retorno ao mesmo nível esportivo anterior à lesão. Este artigo vai focar principalmente o manejo das lesões tendíneas do membro superior, da fisiopatologia até os novos métodos de tratamento das lesões de maior prevalência na prática esportiva em nosso país. Descritores - Lesões esportivas; Ombro; Cotovelo; Tendinopatia.

ANÁLISE RADIOLÓGICA DA DEGENERAÇÃO DISCAL EXPERIMENTAL EM COELHOS

Emiliano Vialle; Luiz Roberto Vialle; André de Oliveira Arruda; Ricardo Nascimento Riet; Antônio Bernardo de Queiroz Krieger

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):313-319 - Artigo Original
Objetivo: Validar a avaliação radiográfica da degeneração discal experimental em coelhos. Métodos: Os discos intervertebrais lombares de coelhos New Zealand foram puncionados três vezes com uma agulha 18G com profundidade limitada de 5mm, através de abordagem lateral. Foram realizadas radiografias seriadas pré e pós-operatórias imediatas, e depois de quatro, oito e 12 semanas do procedimento, com posterior análise da altura discal, formação de osteófito, esclerose da placa vertebral e presença de degeneração discal. A análise estatística dos dados foi validada pelo coeficiente de concordância Kappa, com intervalo de confiança (IC) de 95%. Resultados: Observou-se diminuição significativa do espaço discal nas radiografias em AP após 12 semanas de pós-operatório, com Kappa = 0,489 para IC 95% (0,25-0,72) com p < 0,001. Os sinais radiográficos de degeneração discal também apresentaram valor de Kappa = 0,63 para IC 95% (0,39-0,86) com p < 0,001. Os demais critérios avaliados tiveram resultados positivos, porém, com menor valor de Kappa. Conclusão: O modelo de degeneração discal em coelhos proposto neste estudo mostrou-se factível, com correlação radiológica positiva entre as imagens pré e pós-operatórias, validando a possibilidade de indução de degeneração discal nesse modelo animal para futuros estudos. Descritores - Espondilose; Disco intervertebral; Radiologia; Coelhos.

Instrumentação em fraturas da coluna toracolombar de acordo com a biomecânica da lesão

LUIZ CARLOS MILAZZO; FÁBIO DE SOUZA ALVES; JUARES SOUTO FILHO; MARCOS ROMÉRIO C. NASCIMENTO

Rev Bras Ortop. 1995;30(3):- - Artigo Original
A ação mecânica do instrumental a ser usado no tratamento cirúrgico das fraturas-luxações da coluna toracolombar deve contrariar as forças que determinam a lesão. Esta afirmação baseia-se na análise de 40 pacientes operados no serviço de origem deste trabalho, que desde 1987 vem registrando sistematicamente as condutas adotadas e as técnicas utilizadas, a partir de rotina previamente definida. O entendimento da patomecânica da lesão torna-se imprescindível na escolha de instrumental a ser utilizado em cada situação. A avaliação mostra que houve bons resultados em todos os casos que obedeceram à retina estabelecida, os quais foram medidos em termos da redução da fratura o mais anatomicamente possível, estabilização mecânica e neurológica da fratura e fixação rígida capaz de permitir a mobilização precoce do paciente. Embasados nesta análise, os autores sugerem a utilização dos critérios aqui estabelecidos, na escolha do instrumental ideal para os diferentes tipos de fraturas-luxações da coluna toracolombar.

Influência da terapia celular mononuclear sobre a degeneração discal em coelhos

Rodrigo Caldonazzo Fávaro; André de Oliveira Arruda; Luiz Roberto Gomes Vialle; Emiliano Neves Vialle

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):707-715 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a influência da injeção de células-tronco mononucleares autólogas sobre as alterações histológicas do colágeno no ânulo fibroso do disco intervertebral após lesão experimental. Métodos: Foram submetidos 32 coelhos New Zealand a punção do discos intervertebrais lombares seguida de injeção intradiscal de células mononucleares provenientes da crista ilíaca versus injeção de solução salina nos seguintes períodos tempo: dois meses após a lesão (CT2M e SS2M), duas semanas (CT2S e SS2S), imediatamente após a lesão (CTCP e SSCP) e sem induzir a degeneração (CTSP e SSSP). Após dois meses da terapia celular, os animais foram submetidos a eutanásia e as alterações do colágeno nos discos intervertebrais foram avaliadas histologicamente. Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa na CEAF entre os grupos CT2S e SS2S (p = 0,018). Essa diferença decorreu de um aumento do colágeno do tipo I no grupo SS2S (56,7%) comparado com o CT2S (13,28%). Conclusão: O tratamento com células mononucleares precursoras mesenquimais é capaz de reduzir as alterações na distribuição do colágeno do tipo I e III no AF de discos degenerados de coelhos até duas semanas após a indução da degeneração.

ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO: INDICAÇÃO DE TRANSFUSÃO SANGUÍNEA DE ACORDO COM A VARIAÇÃO HEMATIMÉTRICA E SINTOMAS CLÍNICOS DE HIPOPERFUSÃO

Rodrigo Tavares Cardozo; Edison Fidelis de Souza Junior; Wagner Campoli Alves; Flávio Barbi Filho

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):507-512 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a relação entre a variação hematimétrica e a presença de sintomas clínicos de hipoperfusão para a indicação de transfusão sanguínea em pacientes submetidos a artroplastia total do joelho.Métodos: Fez-se uma análise retrospectiva dos dados coletados nos prontuários de 55 pacientes com diagnóstico de gonartrose submetidos a artroplastia unilateral total do joelho feita pelo serviço de ortopedia e traumatologia de um hospital de fevereiro de 2011 a dezembro de 2012. Os pacientes estudados apresentaram degeneração articular unilateral e se enquadraram na indicação para o tratamento cirúrgico. Todos foram submetidos a avaliação pré-operatória cardiológica e manteve-se um padrão correspondente a ASA-I até III, ausência de discrasia sanguínea e mensuração de hemoglobina pré-operatória. Porém, não foi estabelecido valor hematimétrico mínimo para o tratamento cirúrgico, apenas critérios clínicos de perfusão sanguínea.Resultados: Dos 55 pacientes, 35 do sexo feminino e 20 do masculino, com média de 68 anos, apenas seis foram submetidos a transfusão sanguínea homóloga, decorrente do quadro clínico de hipoperfusão tecidual, hipotensão persistente, perda da consciência, sudorese e vômitos coercíveis e apresentaram hemoglobina pós-operatória entre 7,5 e 8,8 g/dL.Conclusão: Pacientes com queda acima de 20% na contagem de hemoglobina e valores abaixo de 9 g/dL após a cirurgia sugerem uma possível necessidade de transfusão sanguínea, que só deve ser indicada quando acompanhada de sintomas maiores de hipoperfusão tecidual.Descritores - Hemoglobina Perda sanguínea cirúrgica Articulaç ões Artroplastia Hipovolemia

RETORNO AO ESPORTE APÓS TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PUBEITE EM JOGADORES DE FUTEBOL

Roberto Dantas de Queiroz; Rogério Teixeira de Carvalho; Ricardo Kim Fukunishi Yamada; Paulo Roberto de Queiroz Szeles; César Janovsky; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):233-239 - Artigo Original
Objetivo:avaliar o retorno ao esporte após tratamento cirúrgico da pubeíte em 30 jogadores de futebol profissional e descrever a técnica cirúrgica empregada. Método:série de casos por meio de questionário e exame físico em 30 jogadores de futebol profissional. Atletas masculinos, com idade média de 24,4 anos (18 a 30). A duração média dos sintomas foi de 18,6 meses (13 a 28). O diagnóstico foi feito por meio de investigação clínica,manobrasespeciaiseexamescomplementaresporummesmoexaminador. Todosos pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico após falha do tratamento conservador, pelo mesmo cirurgião e com a mesma técnica. A comparação não paramétrica foi efetuada para investigar o tempo de recuperação após a cirurgia para retorno ao esporte. Resultados:cinco pacientes evoluíram com hematoma e foi necessária a retirada dos pontos com três semanas por causa de pequena deiscência no local da ferida operatória. Houve cicatrização completa da ferida emtodos esses casos após cinco semanas. Quatro pacientes apresentaram disúria na primeira semana, porém melhoraram na segunda semana pós--operatória. O tempo médio para retorno aos treinos ocorreu emtorno de oito semanas (sete a nove). Todos os atletas retornaram à prática de futebol competitivo em até 16 semanas. Quando interrogados sobre o graude satisfaçãonopós-operatório (satisfeitoou insatisfeito), levando em considerac ¸ão o retorno ao esporte, houve 100% de satisfação e retorno à prática profissional no mesmo nível competitivo prévio à lesão. Esse grau de satisfação persistiu até a última avaliação após 36 meses de seguimento pós-operatório. Conclusão:a técnica cirúrgica apresentada nesta série de casos com ressecção trapezoidal da sínfise púbica associada a tenotomia parcial bilateral do adutor longo é um procedimento rápido, efetivoecombaixo índicedecomplicaçõespós-operatórias. Revela-seumaexcelente opção de tratamento para os casos refratários e retorno à atividade esportiva em jogadores de futebol profissional. Descritores - Sínfise pubiana/cirurgia Esportes Futebol

"Existe diferença no posicionamento do parafuso deslizante entre as fraturas extracapsulares estáveis e instáveis? "

Pedro José Labronici; Rodrigo Freitas da Silva; Ana Maria Santos Viana; Saulo Santos Blunck; José Sergio Franco; Sergio Ricardo Neto; Robinson Esteves Santos Pires; Roberto Canto

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):30-37 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a distância ponta-ápice (DPA), o ângulo cervicodiafisário e o ângulo deGarden em fraturas extracapsulares instáveis e estáveis do fêmur tratadas com placa eparafuso deslizante.Método: Foram avaliadas radiografias do quadril nas incidências em anteroposterior (AP)e perfil de 117 pacientes. As fraturas foram classificadas como estáveis e instáveis, pelaclassificação AO, e a redução obtida foi avaliada de acordo com os critérios de distânciaponta-ápice (DPA > 3 cm), índice de alinhamento de Garden (AP) < 160?e ângulo cervicodi-afisário (AP) em varo < 125?. Quando dois ou mais critérios estavam presentes, a qualidadeda osteossíntese foi classificada como «não ideal».Resultados: Os pacientes com fratura instável apresentaram CD AP (p = 0,05) significativa-mente maior do que os estáveis. Os pacientes com fratura instável apresentaram o CDPerfil (p = 0,05) significativamente menor do que os com fratura estável. Não houve diferençasignificativa entre o restante dos critérios avaliados.Conclusão: Este estudo não encontrou diferença significativa entre as medidas avaliadas,exceto o ângulo cervicodiafisário. Foi conseguida uma redução satisfatória, tanto nas fratu-ras estáveis como nas instáveis, quando usamos placa e parafuso deslizante nas fraturasproximais extracapsulares do fêmur. Descritores - Fraturas do fêmur Fraturas do quadril Parafusos ósseos

Síndrome da embolia gordurosa na fratura diafisária de fêmur: o tratamento provisório faz diferença?

Jânio José Alves Bezerra Silva; Diogo de Almeida Diana; Victor Eduardo Roman Salas; Caio Zamboni; José Soares Hungria Neto; Ralph Walter Christian

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):535-537 - Artigo Original
    Objetivo: Identificar os fatores de risco e correlacioná-los com o tratamento inicial. Métodos: Estudo retrospectivo que envolveu 272 pacientes com diagnóstico de fratura diafisária de fêmur; 14% permaneceram em repouso até o tratamento cirúrgico, 52% foram submetidos a fixação externa, 10% fizeram o tratamento definitivo imediato e 23% permaneceram com tração esquelética até o tratamento definitivo. Resultados: Foram seis casos de síndrome da embolia gordurosa (SEG), nos quais se evidenciou que o politrauma é o principal fator de risco para seu desenvolvimento e que o tratamento inicial instituído não o influenciou. Conclusão: Pacientes politraumatizados apresentaram uma maior chance de desenvolver SEG e não houve influência do tratamento inicial instituído.

Estudo comparativo no tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior no esporte*

MOISÉS COHEN, RENE JORGE ABDALLA, BENNO EJNISMAN, MARCELO S. FILARDI3, JOICEMAR T. AMARO

Rev Bras Ortop. 1997;32(5):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores realizaram estudo comparativo do nível de retorno às atividades esportivas de 100 atletas recreativos com lesão do ligamento cruzado anterior, confirmada por artroscopia, divididos em dois grupos de 50, após seguimento mínimo de quatro anos. No grupo I, os pacientes foram tratados incruentamente por meio de fisioterapia e, no grupo II, por meio de reconstrução ligamentar com o terço médio do tendão patelar, seguida de programa de reabilitação. Todos os pacientes apresentavam positividade das manobras de Lachman e pivot-shift sob anestesia. A avaliação dos resultados foi realizada segundo os critérios do International Knee Documentation Committee, baseada em sete variáveis. A melhora subjetiva para a volta ao esporte foi mais freqüente no grupo operado. A presença de dor, inchaço e falseio esteve relacionada aos níveis de menor atividade esportiva, em ambos os grupos. Igualmente, não se encontrou relação entre as lesões meniscais e o nível de volta ao esporte. Finalmente, concluiuse que o tratamento cirúrgico foi fator determinante para a obtenção dos melhores resultados na avaliação final, em-bora o tratamento clínico das lesões do ligamento cruzado anterior possa ser boa indicação aos pacientes de me-nor atividade esportiva.

Epidemiologia e histórico familiar na instabilidade articular do ombro *

EMILIO MANETTA FILHO; LÚCIO CESAR S. RIGHI; SERGIO J. NICOLETTI

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados do estudo epidemiológico realizado em um grupo de 120 pacientes com diagnóstico de instabilidade glenoumeral, tratados conservadoramente. Por meio de anamnese detalhada, exame físico e radiografias, estudaram, para cada caso, o grau de instabilidade articular (subluxação ou luxação), a origem (traumática ou não traumática), a direção (anterior, posterior, inferior ou multidirecional), a capacidade de luxar (voluntária ou involuntária), o lado acometido (direito, esquerdo ou bilateral), o sexo (masculino ou feminino), a raça (branco ou não branco), o histórico familiar (positivo ou negativo) e a idade do primeiro episódio. As associações entre as variáveis foram pesquisadas pelo método do 2 (qui-quadrado) ou teste exato de Fisher. Foram avaliadas as diferenças entre a média das idades do primeiro episódio no grupo de origem traumática, não traumática e, entre estes grupos, pelo teste de Mann-Whitney. Os autores concluem que as instabilidades do ombro de etiologia não traumática apresentam maior incidência de histórico familiar e bilateralidade do que as instabilidades traumáticas. Independente do sexo, as luxações de etiologia não traumática ocorreram mais precocemente do que as de origem traumática. Os pacientes com grau de subluxação do ombro apresentam maior incidência de bilateralidade e etiologia não traumática em relação aos com grau de luxação. O grau de subluxação de ombro é mais freqüente no sexo feminino do que no masculino. O comportamento da variável sexo para a idade do primeiro episódio é diferente tanto no grupo de etiologia traumática, quanto no de etiologia não traumática, ou seja, para as instabilidades traumáticas, as mulheres apresentam luxações mais tardiamente em relação aos homens. Entretanto, para as instabilidades não traumáticas, ocorre o contrário, ou seja, as mulheres desenvolvem luxações mais precocemente em relação aos homens.

Fratura articular do calcâneo: resultado clínico-funcional do tratamento cirúrgico

JOEL MURACHOVSKY; MAURO OLIVIO MARTINELLI; RICARDO CARDENUTO FERREIRA; FERNANDO FONSECA FILHO

Rev Bras Ortop. 2000;35(8):- - Artigo Original
Quarenta e um pacientes (45 pés) submetidos à redução aberta e fixação interna devido a fratura articular desviada do calcâneo foram reavaliados no período de janeiro de 1999 a julho de 1999, com o objetivo de determinar o resultado clínico-funcional. Foram utilizadas como variáveis a escala funcional da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS), a satisfação do paciente com o resultado do tratamento, a presença de dor residual, o grau de correção do formato do calcâneo - avaliado pelos ângulos de Böhler, Gissane, cal-câneo-solo e declinação do tálus pré e pós-operatório - e a amplitude de movimentação da articulação subtalar. O tempo médio de seguimento foi de 54 meses. Segundo a escala funcional da AOFAS, se obteve pontuação média de 84,7 pontos. Trinta e sete pacientes estavam satisfeitos com os resultados do tratamento. Dor residual no seio do tarso foi a principal queixa pós-ope-ratória, presente em 62,2% dos pés. Limitação de mais de 50% da movimentação da articulação subtalar foi observada em 70,2% dos 45 pés avaliados e complicações cutâneas ocorreram em 18 pés, mas não influenciaram na evolução clínica. Os autores concluem que o resultado clínico-funcional do tratamento cirúrgico das fraturas articulares do calcâneo foi satisfatório em 89% dos pés operados. Este tratamento permite correção considerável do formato original do calcâneo.

Lesão parcial do manguito rotador no atleta - bursal ou articular?"

Cassiano Diniz Carvalho; Carina Cohen; Paulo Santoro Belangero; Eduardo Antônio Figueiredo; Gustavo Cará Monteiro; Alberto de Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
O ombro doloroso é uma queixa muito comum entre os atletas, especialmente no casodos arremessadores. As lesões parciais do manguito rotador podem ser muito dolorosase causar limitação funcional importante na pratica esportiva do atleta. A incidência daslesões parciais do manguito é variável (13% a 37%). O diagnóstico clínico e radiológico édifícil e deve ser considerado em todo atleta que apresente sintomatologia da síndrome domanguito rotador, inclusive nos pacientes diagnosticados apenas com tendinopatia.Objetivo: Avaliar o comportamento epidemiológico das lesões parciais do manguito rotadornos atletas tanto amadores como profissionais de diferentes modalidades esportivas.Métodos: Avaliamos 720 prontuários de atletas atendidos no serviço de ombro da disciplinade medicina esportiva no Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal deSão Paulo, a maioria (65%) homens. Dentre todos, 83 pacientes foram diagnosticados comlesão parcial do manguito rotador por meio da ultrassonografia ou ressonância magnéticae em alguns casos por ambas. Aplicamos o teste binomial para comparar as proporçõesencontradas.Resultado: Verificou-se um predomínio das lesões intra-articulares (67,6%) e que essas ocor-reram com maior frequência nos arremessadores (66%). Já com relação às lesões bursais,essas ocorreram em 32,4% dos atletas e predominam nos de musculação (75%).Conclusão: As lesões intra-articulares são mais frequentes em relações às bursais e predo-minam nos atletas arremessadores, enquanto que as lesões bursais foram mais prevalentesnos atletas de musculação.

Artroscopia na blastomicose articular do joelho Relato de um caso

MORTON A. SCHEINBERG; MOISÉS COHEN; RENE J. ABDALLA; JOÃO GUIDULE

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Relato de Caso
Os autores apresentam um caso de artrite de joelho por blastomicose sul-americana, diagnosticada pelo exame anatomopatológico de material colhido em biópsia por via artroscópica. O quadro clínico era de monoartrite com derrame articular e espessamento sinovial. Na artroscopia, identificou-se reação sinovial vilosa inespecífica distribuída por toda a articulação. O material foi enviado para exame anatomopatologico, que identiticou sinovite crônica granulomatosa, com Paracoccidioides brasiliensis no tecido.

ESTUDO COMPARATIVO DO ARCO DE MOVIMENTO DA COLUNA LOMBAR EM INDIVÍDUOS PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE ESPORTE

Carla Chertman; Humberto Maldonado Campoy dos Santos; Leonardo Pires; Marcelo Wajchenberg; Delio Eulálio Martins; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):389-394 - Artigo Original
Objetivo: Comparar a amplitude de flexão e de extensão de tronco por meio de goniometria em atletas e não atletas, relacionando estes dados com o teste do ângulo poplíteo e dos músculos isquiotibiais. Métodos: A amplitude de flexão e extensão de tronco foi avaliada em 50 indivíduos praticantes de esporte regularmente e 50 indivíduos não atletas, os quais não apresentavam nenhum tipo de sintomatologia dolorosa lombar, bem como algum sintoma que pudesse influenciar a realização dos testes. As mensurações foram realizadas por dois examinadores independentes consecutivamente por meio de goniometria. Os valores de flexão e extensão de tronco obtidos pela avaliação da goniometria foram correlacionados com o teste do ângulo poplíteo e de flexibilidade dos isquiotibiais, analisando-se a correlação estatística entre os mesmos. Resultados: Os valores médios obtidos foram 130,7 (101,9) para flexão e 40,2 (36,4) para extensão. Verificou-se diferença estatisticamente significante entre o grupo de atletas e não atletas em relação aos parâmetros: goniômetro em flexão com o avaliador 1, goniômetro em flexão com o avaliador 2 e teste dos isquiotibiais. Não foi verificada diferença estatisticamente significante entre o grupo de atletas e não atletas em relação aos parâmetros: goniômetro em extensão com o avaliador 1, goniômetro em extensão com avaliador 2 e teste do ângulo poplíteo. Conclusão: Observa-se que a flexão do tronco apresenta valores mais elevados em indivíduos praticantes de esporte. A utilização de goniometria para mensuração de amplitude de tronco indicou valores variáveis entre os examinadores. Descritores - Coluna vertebral; Artrometria articular; Atletas.

EXISTE DIFERENÇA NOS TESTES DE FORÇA DA DINAMOMETRIA ISOCINÉTICA ENTRE JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTEBOL DE CAMPO E FUTEBOL DE SALÃO?

Adriano Barros de Aguiar Leonardi; Mauro Olivio Martinelli; Aires Duarte Junior

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):368-374 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar uma análise comparativa dos resultados da avaliação isocinética de força entre jogadores de futebol masculino profissional de campo e de salão e correlacioná-los aos índices de maior risco de lesão descritos na literatura. Métodos: Analisamos 16 atletas jogadores de futebol de campo e 15 atletas jogadores de futsal. Todos os profissionais eram do sexo masculino e tiveram seus joelhos submetidos à avaliação isocinética da força muscular. Resultados: A média de peso foi de 81,81kg para futebol de campo e 80,33kg para o futsal. Os picos de torque extensor direito e esquerdo para o futebol de campo e salão foram, respectivamente, 302,50 e 313,31Nm e 265,20 e 279,80Nm e, para flexores, 178 e 184,88Nm e 158,27 e 154Nm. Os índices de pico de torque por peso corpóreo dos extensores direito e esquerdo para o futebol de campo e salão foram, respectivamente, 3,84 e 3,7Nm/kg e 3,32 e 3,52Nm/ kg e, para flexores, 2,17 e 2,26Nm/kg e 1,98 e 1,93Nm/kg. A relação de equilíbrio entre músculos flexores e extensores dos lados direito e esquerdo para o futebol de campo e futsal foram, respectivamente, 59,81 e 59,44% e 60,47 e 54,80%. Os índices da relação de extensores entre os lados direito e esquerdo do futebol de campo e salão foram, respectivamente, 11,44 e 9,20% e, para os flexores, 7,31 e 8,80%. Conclusões: De acordo com parâmetros internacionais, a análise comparativa dos resultados da avaliação isocinética de força entre jogadores de futebol masculino profissional de campo e de salão na pré-temporada mostra que existe equilíbrio muscular e baixa probabilidade de lesão. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre os parâmetros analisados dos jogadores das duas modalidades. Descritores - Contração Isométrica; Futebol; Dinamômetro de Força Muscular.

AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO ACETÁBULO ROSQUEADO TIPO CO-10

CELSO HERMÍNIO FERRAZ PICADO; LUIZ GUSTAVO GAZONI MARTINS; FLÁVIO LUÍS GARCIA; CYRO KANABUSHI

Rev Bras Ortop. 2004;39(4):- - Artigo Original
Avaliou-se radiograficamente a fixação acetabular em 39 artroplastias totais do quadril tipo CO-10 após seguimento mínimo de oito anos. O componente acetabular rosqueado era liso em 24 e revestido com hidroxiapatita em 15 dessas artroplastias. Houve soltura asséptica de 11 (45,8%) dos acetábulos lisos e de cinco (33,3%) dos acetábulos revestidos. Radioluzência prótese-osso foi observada nos 16 acetábulos soltos (100%), embora tenha sido completa em somente sete (43,7%) deles. A elevada taxa de soltura asséptica desse tipo de acetábulo, independentemente do seu revestimento, indica que seu uso não pode ser recomendado e que a radioluzência completa ao redor deste componente não deve ser considerada essencial para o diagnóstico de soltura. Descritores - Quadril; artroplastia; componente acetabular; hidroxiapatita.

Estudo da displasia condrometafisária do tipo Schmid*

JOSÉ ANTONIO PINTO; JOSÉ LAREDO FILHO; DANILO MASIERO; MARCO ANTONIO DE CARVALHO VIANNA; JOÃO DE CARVALHO NETO

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Foram estudados 17 pacientes portadores de displasia condrometafisária, do tipo Schmid, através de avaliações clínica e radiográfica e comprovação laboratorial de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina normais. A classificação utilizada foi a de Kozlowski(27). Os estudos clínico e radiográfico evidenciaram dois subtipos distintos: um com micromelia dos membros superiores, geralmente associado à braquidactilia, e outro atingindo basicamente os membros inferiores, com sua expressividade concentrada no varismo intenso. A forma com comprometimento básico dos membros inferiores foi a que trouxe mais erro diagnóstico, sendo inicialmente conduzida como genuvaro fisiológico, raquitismo e tíbia vara de Blount.

Não existe diferença entre o tenoxicam e o meloxicam na consolidação e remodelação de fraturas * Estudo histológico em tíbia de ratos

VINCENZO GIORDANO; JULIANO FIDELIS; MARCOS GIORDANO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; ALEXANDRE SAYÃO; RODRIGO FREDIANI; CARLOS EDUARDO FRANLIN; MARA ÍBIS APFEL; JUREMA SILVA A. BASTOS; RAFAEL G. MENDONÇA

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Artigo Original
Diversos estudos têm demonstrado que as drogas antiinflamatórias não-esteróides (AINEs) tradicionais retardam o processo de consolidação óssea. No entanto, nada parece ter sido descrito até o momento com o uso das novas drogas AINEs inibidoras seletivas da COx-2. O objetivo dos autores com o presente estudo foi analisar o efeito do tenoxicam e do meloxicam no processo de consolidação de fraturas em tíbia de ratos. Os animais foram divididos aleatoriamente em três grupos. No grupo 1 (tenoxicam, N = 13 animais) administraram-se 10mg/kg/dia de tenoxicam 20mg por via intramuscular (0,2ml/dia). O grupo 2 (meloxicam, n = 13 animais) recebeu 0,12mg/kg/dia de meloxicam 15mg por via intramuscular (0,25ml/dia). No grupo 3 (controle, n = 10 animais) foi administrado soro fisiológico a 0,9% por via intramuscular (0,2ml/dia). As substâncias foram injetadas imediatamente após a produção da fratura, sendo continuadas durante todo o experimento. Os animais foram sacrificados com quatro e seis semanas de pesquisa nas fases osteogênica e de remodelação, respectivamente. O calo foi analisado histologicamente por microscopia ótica, corando-se as peças com hematoxilina-eosina e picromallory, e estudadas histomorfologicamente ao término desses períodos. Comparações pareadas entre o grupo controle e os grupos que usaram as drogas AINEs foram realizadas através do teste de Mann-Whitney, com nível de significância = 5%. Observouse que tanto o tenoxicam quanto o meloxicam, em relação ao grupo controle, retardam o processo de consolidação de fratura em cerca de duas semanas (p = 0,01). Não foi notada diferença histológica entre os grupos de animais que utilizaram as drogas AINEs. Ao término de seis semanas de pesquisa, os animais dos grupos tenoxicam e meloxicam apresentaram ponte óssea completa entre as extremidades ósseas fraturadas. Nesse período os animais do grupo controle já se encontravam na fase de remodelação do calo ósseo. Os autores concluem que as drogas AINEs utilizadas no presente experimento retardam, mas não impedem a consolidação óssea das fraturas ao término de seis semanas.

EXISTE DIFERENÇA NO PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM OSTEOSSARCOMA PRIMÁRIO COM UMA POBRE RESPOSTA À QUIMIOTERAPIA NEOADJUVANTE ENTRE OS GRAUS I E II DE HUVOS?

Rosalvo Zósimo Bispo Júnior; Olavo Pires de Camargo

Rev Bras Ortop. 2011;46(4):420-423 - Artigo Original
Objetivo: Haveria diferença no prognóstico de pacientes que apresentam, por exemplo, 8% ou 88% de necrose tumoral induzida pela quimioterapia, apesar de ambos serem considerados maus respondedores? O objetivo deste estudo foi comparar o prognóstico da graduação histológica (grau I versus II de Huvos) após efeito quimioterápico nos pacientes portadores de osteossarcoma primário, não metastático ao diagnóstico. Métodos: Vinte e quatro pacientes admitidos em um serviço de referência entre 2000 e 2004 foram eleitos para o estudo. As probabilidades de sobrevida acumuladas foram feitas pela técnica de Kaplan- -Meier. Os índices I e II de Huvos, para o grau de necrose após efeito quimioterápico, foram avaliados como variáveis para determinação de seu valor prognóstico em relação à sobrevida livre de recidiva local, sobrevida livre de metástases e sobrevida global, utilizando-se o teste Log-Rank. Resultados: Quando comparados, os graus I e II de Huvos atingiram os seguintes valores de P nas sobrevidas estudadas: sobrevida livre de recidiva local (P = 0,731), sobrevida livre de metástases (P = 0,596) e sobrevida global (P = 0,669). Conclusão: Nesta série, os graus I e II de Huvos, comparativamente, não são de valor prognóstico, comportando-se de forma semelhante.Descritores - Neoplasias Ósseas/patologia; Quimioterapia; Prognóstico; Sobreviventes.

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