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Busca por: Fixação intramedular flexível para fraturas diafisárias dos ossos do antebraço em crianças*

Fixação intramedular das fraturas do antebraço em crianças*

JORGE LUIZ P. BORGES; VOLNEI C. DA SILVA; LUIZ H. PENTEADO

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 15 fraturas da diáfise dos ossos do antebraço, em pacientes tratados com a fixação intramedular. Todas as fraturas eram completamente deslocadas e não puderam ser reduzidas ou mantidas com a redução incruenta. O follow-up médio foi de oito meses, com variação de seis a 16 meses. Em todos os casos, ocorreu consolidação e nenhum deles apresentou pseudartrose, perda da redução, infecções ou dano ao crescimento dos ossos do antebraço após a retirada dos pinos. Todas as fraturas consolidaram-se dentro das cinco primeiras semanas pós-redução cirúrgica. Em 13 pacientes, a redução incruenta e a fixação percutânea das fraturas foi obtida. Em dois casos, a redução incruenta não foi possível, tendo sido requerida a redução cirúrgica. Nesses casos, a interposição muscular no local fraturado foi a responsável pela indicação cirúrgica. A completa mobilidade articular do membro fraturado foi restaurada em um mês, pós-redução incruenta e fixação percutânea. Limitação leve dos movimentos foi observada nos pacientes que necessitaram de redução cirúrgica do local fraturado. Ainda que o procedimento requeira cuidados para sua aplicação, os casos devam ser cuidadosamente selecionados e a técnica cirúrgica meticulosamente realizada, pode ser considerado método alternativo para o tratamento de fraturas instáveis dos ossos do antebraço em crianças. Acreditamos, assim, ser a fixação intramedular método seguro e eficaz para o tratamento de fraturas dessa natureza, já que permite a redução e a manutenção das mesmas, além de ser método menos invasivo do que as placas, menos incômodo do que os fixadores externos e apresentar baixa taxa de complicações.

Tratamento das complicações de fraturas diafisárias dos ossos do antebraço*

ARLINDO G. PARDINI JR.; MAURÍCIO P. CALAIS OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 41 pacientes com complicações de tratamento de fraturas diafisárias dos ossos do antebraço. Analisam as lesões de ambos os ossos ou de ossos isolados e o tipo de complicação, apresentando as várias opções de tratamento partindo de um conceito básico, com o objetivo de restabelecer a continuidade óssea e melhorar a função da mão. Concluem que não existe padronização do tratamento das complicações e cada caso deve merecer estudo especial e conduta específica; porém, qualquer que seja o método, o importante é prover estabilização rígida dos focos fraturados. Em casos especiais, o movimento de pronossupinação dos dois ossos do antebraço deve ser sacrificado em favor da função da mão.

FRATURA COMPLEXA DOS OSSOS DO ANTEBRAÇO POR PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO DE ALTA ENERGIA: FIXAÇÃO EXTERNA VERSUS APARELHO GESSADO

NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; VINCENZO GIORDANO; ALUÍZIO PAIVA GONÇALVES; HUGO BITENCOURT FABRI; MARCELO LEAL TAFAS; ALEXANDRE PALLOTTINO; RONALDO ARAKAKI

Rev Bras Ortop. 2007;42(3):47-54 - Artigo Original
Objetivo: Comparar os resultados do tratamento de fraturas complexas dos ossos do antebraço, causadas por projétil de arma de fogo (PAF) de alta energia, utilizando fixação externa ou aparelho gessado. Métodos: Foram estudados 26 pacientes com ferimentos de alta energia, apresentando fratura de um ou de ambos os ossos do antebraço por PAF. Entre os pacientes, 25 eram do sexo masculino, com média de idade de 30,5 anos (variando de 15 a 50 anos). O membro superior direito foi acometido em 16 casos (61,5%). Não houve registro de bilateralidade. Nenhum paciente chegou à instituição com mais do que seis horas após o trauma inicial. Um paciente apresentou lesão da artéria radial, requerendo reparo vascular simultaneamente à estabilização óssea. As fraturas foram classificadas de acordo com sistema alfanumérico do Grupo AO/OTA e, após o desbridamento, de acordo com o estadiamento de Gustilo et al. Houve 15 fraturas 22-C1, oito 22-C2 e três 22-C3. Das fraturas, 25 foram estadiadas como grau 3A e uma como grau 3C. As feridas foram deixadas abertas, sendo o osso coberto com partes moles. Fixação externa foi empregada em 14 casos (grupo FE) e aparelho gessado antebraquiopalmar em 12 casos (grupo AG). Os resultados foram avaliados clinicamente, após tempo médio de seguimento de 62 meses. Os dados clínicos foram analisados estatisticamente para comparação entre as duas formas de tratamento utilizando-se o teste t de Student para variáveis pareadas, com nível de significância a = 5%. A avaliação clínica foi realizada de forma objetiva, utilizando-se os critérios propostos por Goldfarb et al, modificados pelos autores. Resultados: Oito (57,1%) pacientes tiveram resultado satisfatório no grupo FE e sete (58,3%) no grupo AG (p > 0,05). No grupo FE, três (21,4%) pacientes evoluíram com infecção, dois (14,3%) com pseudartrose e um (7,2%) com síndrome compartimental. No grupo AG, dois (16,7%) pacientes evoluíram com perda funcional da supinação, dois (16,7%) com rigidez completa de cotovelo e um (8,3%) com pseudartrose. O grupo FE alcançou diferença estatisticamente significante quanto aos movimentos de flexão e de extensão do punho (respectivamente, p = 0,001 e p = 0,03). Conclusão: A utilização de dispositivos de fixação externa ou de aparelho gessado como tratamento definitivo de fraturas dos ossos do antebraço por PAF de alta energia trouxe baixo índice de resultados satisfatórios e alta taxa de complicações, não devendo ser incluída como opção no manejo definitivo dessas lesões. Devido ao menor comprometimento funcional no punho, as órteses gessadas podem ser a melhor opção de estabilização inicial da fratura complexa dos ossos do antebraço por PAF de alta energia até que a osteossíntese rígida com placa e parafusos seja possível. Descritores - Fraturas ósseas; Traumatismos do antebraço; Ferimentos por arma de fogo; Fixadores externos; Moldes cirúrgicos; Resultados de tratamento.

Tratamento cirúrgico das fraturas diafisárias do antebraço*

HONÓRIO JOSÉ FERREIRA; MÁRIO CÉSAR FIGUEIREDO MENDES; NELSON LUIZ DONATANGELO; FÁBIO EDUARDO FERREIRA MUSA

Rev Bras Ortop. 1993;28(1/2):- - Artigo Original
Uma revisão de 70 pacientes com fraturas diafisánas dos ossos do antebraço, tratados com placa e parafuso, seguindo o método AO, foi realizada em nosso serviço.O resultado funcional baseado na pronossupinação foi bom em 93% dos casos. A média de consolidação de acordo com o estudo radiológico foi de dez semanas.

Enxerto ósseo vascularizado de fíbula para tratamento da pseudartrose congênita dos ossos do antebraço

RAMES MATTAR JR.; RONALDO J. AZZE; EMYGDIO J. L. DE PAULA; LUIZ K. KIMURA; REGINA STARCK; SERGIO OKANE

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência no tratamento de cinco pacientes portadores de pseudartrose congênita dos ossos do antebraço. Relatam os casos descritos na literatura e ressaltam a raridade desta doença. Descrevem a técnica cirúrgica de reconstrução utilizando o transplante de fíbula vascularizada e mostram os bons resultados obtidos.

Paralisia do nervo ulnar seguida de fratura dos ossos do antebraço

Carlos Roberto Schwartsmann,,; Paulo Henrique Ruschel; Rodrigo Guimarães Huyer

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):475-477 - Relato de Caso
    A paralisia ou lesão nervosa associada à fratura dos ossos do antebrac¸o é rara, é mais comum nas fraturas expostas com grande lesão de partes moles. A paralisia do nervo ulnar é uma condic¸ão incomum associada a fraturas fechadas do antebrac¸o. Na grande maioria dos casos, a causa da paralisia é a contusão do nervo, que evolui com neuropraxia. No entanto, devemos sempre estar atentos às lacerac¸ões do nervo e ao encarceramento do nervo no foco de fratura. Isso se torna mais importante quando ocorre o surgimento da neuropraxia ou pioria após a feitura da reduc¸ão da fratura fechada do antebrac¸o. A importância do diagnóstico da lesão e diferenciar suas características estão no fato de que, conforme o tipo de lesão, diferentes tipos de manejo serão escolhidos.

Fratura exposta da diáfise dos ossos do antebraço por mordida de cão: proposta de tratamento*

VINCENZO GIORDANO NETO, JOSÉ ALBANO DA NOVA MONTEIRO, MARIA DE LOURDES CASTELO BRANCO

Rev Bras Ortop. 1997;32(7):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores propõem o uso de fixação externa como procedimento primário em casos de fraturas expostas dos ossos do antebraço causadas por mordida de cão, devido ao alto risco de infecção. Este artigo revisa alguns aspectos dos ferimentos provocados por mordida de cão, seus riscos de infecção e os tratamentos recomendados, analisando as vantagens da utilização do fixador externo nessa lesão em particular.

Fixação intramedular nas fraturas do colo dos metacarpianos

JEFFERSON BRAGA SILVA; GUSTAVO NORA CALCAGNOTTO; MONIK FRIDMAN

Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Artigo Original
Os autores avaliam, em 12 pacientes escolhidos de forma aleatória, os resultados da artroplastia total do joelho a que foram submetidos sem a utilização do componente patelar e os comparam com 12 pacientes controles em que foi realizada a substituição da patela. O seguimento médio foi de 29,5 meses para os dois grupos. O critério de avaliação utilizado foi o protocolo da Sociedade Internacional de Cirurgia do Joelho (Knee Society). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos estudados (p = 1,000000). Unitermos - Patela; artroplastia total do joelho; cirurgia do joelho

A haste intramedular bloqueada na fixação da artrodese tibiotalocalcânea*

FERNANDO FERREIRA DA FONSECA FILHO; RICARDO CARDENUTO FERREIRA; KELLY CRISTINA STÉFANI; MARCO TÚLIO COSTA

Rev Bras Ortop. 2001;36(9):- - Artigo Original
Os autores avaliam o resultado preliminar da artrodese tibiotalocalcânea em cinco pacientes (cinco pés), utilizando para fixação a haste intramedular bloqueada. A indicação da cirurgia foi por artrose grave do tornozelo e da articulação subtalar, deformidade e instabilidade do retropé. O diagnóstico etiológico foi: neuroartropatia de Charcot (três pés), artropatia gotosa (um pé) e seqüela de fratura do colo do tálus (um pé). O tempo médio de seguimento foi de 31 meses (variando de 28 a 36 meses). Como resultado, obtiveram consolidação em quatro pés e anquilose fibrosa assintomática em um pé. Os autores concluem que, apesar do curto período de seguimento pós-operatório, essa técnica mostrou resultados promissores no tratamento de casos de difícil solução.

Tratamento de fraturas diafisárias instáveis do fêmur com haste intramedular bloqueada*

HÉLIO J. ALVACHIAN FERNANDES; FERNANDO BALDY DOS REIS; GOTTFRIED KÖBERLE; FLÁVIO FALOPPA; RALPH WALTER CHRISTIAN

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Artigo Original
Estudamos 36 fraturas cominutivas e instáveis rotacionalmente da diáfise femoral que foram tratadas com haste intramodular bloqueada FMRP. Destas, 32 fraturas eram cominutivas envolvendo mais do que 50% da cortical. Das 36, 32 foram estáticas enquanto quatro, dinamizadas durante a evolução. Clínica e radiograficamente, a consolidação ocorreu em 94,4% dos casos e em dois não houve consolidação. Houve um caso de infecção profunda (2,7%). Somente dois pacientes tiveram encurtamento acima de 2cm. Angulação em qualquer plano acima de 10º foi observada em cinco pacientes. Não houve caso de deformidade rotacional. As hastes intramedulares bloqueadas expandiram as indicações para o uso de hastes intramedulares no tratamento das fraturas diafisárias femorais. A incidência de infecção é baixa e a de consolidação, extraordinariamente alta. A estabilização dessas fraturas instáveis permitiu imediata mobilização do paciente, reabilitação precoce do membro e diminuição da permanência hospitalar. A haste FMRP permitiu o tratamento dessas fraturas sem o uso de intensificadores de imagens, fresas flexíveis e com baixo custo operacional. Os resultados foram semelhantes aos obtidos com as hastes intramedulares bloqueadas que necessitam de aparelhagem técnica mais sofisticada, porém com vantagens para o paciente e a equipe cirúrgica.

Fraturas diafisárias cominutivas do fêmur: osteossíntese intramedular com hastes flexíveis de Ender a céu fechado*

LUIZ SÉRGIO M. PIMENTA; WOLF AKL FILHO; ADELMO R. FERREIRA DA COSTA; CARLOS VICENTE ANDREOLI

Rev Bras Ortop. 1996;31(6):- - Artigo Original
Utilizamos hastes de Ender a céu fechado em 56 fraturas cominutivas da diáfise femoral. Reavaliamos 41 pacientes, com 42 fraturas, com follow-up de dois anos. As fraturas com cominuição unicortical mostraram-se estáveis após a fixação com haste de Ender, enquanto as com cominuição bicortical tiveram tendência à instabilidade, requerendo o uso de tração ou fixador externo unilateral. O ato cirúrgico foi relativamente simples e rápido. Houve um caso de pseudartrose, em uma fratura segmentar, e nenhum de infecção profunda. Não houve casos de quebra da haste. Na maior parte dos casos a movimentação do joelho não apresentou limitação, mas em cinco foi necessária a remoção dos fios. É procedimento que preenche os requisitos básicos da fixação intramedular a céu fechado.

TRATAMENTO DAS FRATURAS DIAFISÁRIAS DA TÍBIA COM FIXADOR EXTERNO COMPARADO COM A HASTE INTRAMEDULAR BLOQUEADA

Rodrigo Tavares Cardozo; Luís Gustavo Silva; Leandro Augusto Bragante; Murilo Antônio Rocha

Rev Bras Ortop. 2013;48(2):137-144 - Artigo Original
 Objetivo: Comparar a eficiência de fixador externo modular na forma uniplanar e unilateral com haste intramedular bloqueada (HIB) buscando tratamento definitivo das fraturas diafisárias da tíbia. Métodos: Foram comparados os tratamentos cirúrgicos ortopédicos definitivos de 50 pacientes com fratura diafisária da tíbia, por meio do uso do fixador externo modular e da haste intramedular bloqueada. As fraturas foram tratadas no setor de emergência de um hospital-escola pelo serviço de ortopedia e traumatologia de janeiro de 2007 a janeiro de 2011, com variação de 15 a 48 semanas. Resultados: Este estudo comprovou resultados funcionais e de consolidação excelentes quando usada a haste intramedular bloqueada e a versatilidade e rapidez na aplicação do fixador externo atingindo a estabilização necessária dos fragmentos ósseos. Foi obtida a consolidação das fraturas em 95% dos casos quando usamos a haste intramedular bloqueada e 90% dos casos submetidos à fixação externa. Conclusões: O tratamento definitivo das fraturas diafisárias da tíbia por meio do fixador externo modular apresentou-se como uma opção válida de tratamento em pacientes que não puderam ser submetidos à conversão precoce para osteossíntese interna ou quando as hastes intramedulares não estão disponíveis para o cirurgião. Descritores - Fixadores externos Fixação intramedular de fraturas Fraturas da tibia/terapia

Tratamento das pseudartroses da diáfise dos ossos do antebraço com osteossíntese com placa de compressão e enxertia óssea autóloga*

FERNANDO BALDY DOS REIS; FLÁVIO FALOPPA; ARNALDO WALDIR ZUMIOTTI; HÉLIO JORGE ALVACHIAN FERNANDES; WALTER MANNA ALBERTONI

Rev Bras Ortop. 2003;38(11/12):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados do tratamento cirúrgico de 31 pacientes com pseudartrose pós-traumática da diáfise dos ossos do antebraço, sendo 11 (35,5%) com pseudartrose dos dois ossos, 11 (35,5%) com pseudartrose do rádio e nove (29%) com pseudartrose da ulna. As pseudartroses foram classificadas segundo Weber e Cech; 14 (45,1%) apresentavam falha óssea variando de 1 a 6cm, com media de 2,3cm, e 17 (54,9%), sem falha óssea. Os pacientes com pseudartrose com falha óssea foram tratados com interposição de enxerto autólogo corticoesponjoso do ilíaco em bloco do tamanho do defeito ósseo e fixado com placa de compressão AO de 3,5mm em ponto sobre o enxerto. Os com pseudartrose sem falha óssea foram submetidos à osteossíntese com placa de compressão AO de 3,5mm e enxerto esponjoso do ilíaco. Os resultados foram analisados quanto à consolidação radiográfica e clinicamente quanto à mobilidade do punho, cotovelo e pronossupinação do antebraço e o retorno ao trabalho. As variáveis infecção prévia, número de cirurgias prévias e complicações apresentaram nível associativo menor que 0,5, o que é indício de associação, embora não apresente significância estatística. A consolidação ocorreu em 30 pacientes e a principal complicação foi a infecção pós-operatória, que acometeu dois pacientes, tendo sido a causa de falha do método em um deles.

Tratamento das fraturas diafisárias do fêmur com a haste intramedular bloqueada desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto*

MARCIO CARPI MALTA; FERNANDO BALDY DOS REIS; DANIEL RODRIGO MORALES; NÍCIA REGINA DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 2002;37(7):- - Artigo Original
Relatam-se os resultados obtidos no tratamento de 50 pacientes com 51 fraturas da diáfise femoral, submetidos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense à osteossíntese intramedular bloqueada com a haste desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, entre dezembro de 1994 e dezembro de 1997. Trinta e cinco fraturas foram classificadas de acordo com Winquist e Hansen, nove eram segmentares, sete tinham traço oblíquo longo e 11 eram expostas. Três pacientes faleceram antes da consolidação das fraturas; duas não consolidaram, pois houve quebra da haste. O tempo médio de consolidação das 46 fraturas restantes foi de 13,76 semanas. Utilizandose os critérios de Thorensen para avaliar os resultados, ficou demonstrado que, dos 46 pacientes cujas fraturas consolidaram, 42 tiveram resultado excelente ou bom; em dois, regular; e em dois o resultado foi mau.

Tratamento de fraturas patológicas tumorais diafisárias do úmero com haste intramedular rígida bloqueada estática – Experiência de 22 anos*

Diogo Lino Moura; Filipe Alves; Rúben Fonseca; João Freitas; José Casanova

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):149-155 - Artigo Original

OBJETIVO Estudo retrospectivo observacional em pacientes submetidos à fixação com haste intramedular de fratura patológica tumoral consumada ou iminente da diáfise do úmero em contexto de doença tumoral disseminada ao longo de 22 anos na mesma instituição.
MÉTODOS Amostra com 82 pacientes e 86 fixações do úmero com haste intramedular rígida bloqueada estática não fresada anterógrada ou retrógrada.
RESULTADOS Os tumores primários mais prevalentes foram carcinoma da mama (30,49%), mieloma múltiplo (24,39%), adenocarcinoma do pulmão (8,54%) e carcinoma das células renais (6,10%). O tempo médio de intervenção cirúrgica para fixação com haste foi 90,16 ± 42,98 minutos (40-135). Todos os pacientes referiram melhoria das queixas álgicas no nível do braço e velicou-se melhoria do score MSTS médio de 26% no pré-operatório para 72,6% na avaliação efetuada nos pacientes ainda vivos aos três meses de pós-operatório. A taxa de sobrevivência aos três meses após a cirurgia foi de 69,50%, 56,10% aos seis meses, 26,70% em um ano e 11,90% em dois anos. Nenhuma das mortes decorreu da cirurgia ou de complicações dela. Apenas se registaram quatro complicações relacionadas com a cirurgia, uma intraoperatória e três tardias, corresponderam a risco de complicações de 4,65%.
CONCLUSÃO O uso de haste intramedular não fresada estática bloqueada (anterógrado ou retrógrado) no úmero é um método rápido, seguro, eficaz e com baixa morbilidade no tratamento das fraturas patológicas da diáfise umeral, garante fixação estável do braço e consequentemente melhora a funcionalidade e a qualidade de vida desses pacientes durante a sua curta expectativa de vida.


Palavras-chave: fraturas do húmero; fixação intramedular de fraturas/instrumentação; fixação intramedular de fraturas/métodos; fraturas espontâneas/cirurgia; metástase neoplásica

Estudo comparativo do emprego da placa-ponte e da haste intramedular bloqueada nas fraturas diafisárias cominutivas do fêmur

EDUARDO HIDEAKI SHIMABUKURO, PEDRO FRANCISCO TUCCI NETO, MILTON CHOHFI, FERNANDO BALDY DOS REIS, JOSE FERNANDO DI GIOVANNI

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores reportam neste estudo 14 pacientes (15 fraturas) portadores de fraturas diafisárias cominutivas do fêmur que foram operados entre abril de 1995 e agosto de 1996. Os pacientes foram tratados pelo método de fixação biológica, divididos em dois grupos: um com oito fraturas tratadas com a placa-ponte e o outro com sete fraturas de fêmur tratadas com haste intramedular bloqueada a foco aberto sem utilização do intensificador de imagem nem uso de mesa ortopédica. O objetivo do estudo foi verificar se a técnica de estabilização interna com placa-ponte para tratamento cirúrgico de fraturas diafisárias cominutivas de fêmur é comparável à da estabilização interna com haste intramedular bloqueada sem aparato tecnológico, como intensificador de imagem. Como resultado observou-se que todas as fraturas evoluíram para consolidação, sendo 119 dias em média para os pacientes tratados com placa-ponte e 136 dias para os tratados com haste intramedular bloqueada (HIB). O tempo médio de duração da cirurgia com placa-ponte foi de duas horas e 25 minutos e o com haste intramedular bloqueada, de três horas e quatro minutos. Como complicação, foi observado que um paciente com placa-ponte, que liberou carga precocemente, apresentou quebra do material de síntese, porém evoluindo com consolidação após a troca do material; em outro paciente foi constatado encurtamento de 4cm do membro operado. Nos pacientes tratados com haste intramedular bloqueada, um apresentou infecção profunda no foco da fratura e outro, retarde da consolidação, ambos evoluindo para consolidação após tratamento adequado. Como conclusão os autores consideram o método de placa-ponte valioso no tratamento destas fraturas, pois, além de apresentar resultados comparáveis aos da haste bloqueada, dispensa o emprego do intensificador de imagens.

Falha da fixação com placa nas fraturas diafisárias do fêmur: avaliação das causas*

MARCELO GONÇALVES DE ALMEIDA; MARCO AURÉLIO DE PÁDUA ROCHA; NEYMAR CABRAL DE LIMA; FRANCISCO RAMIRO CAVALCANTE

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
Os autores analisaram, no período de junho de 1984 a junho de 1993, 177 pacientes com fratura diafisária do fêmur, tratados por redução aberta e fixação com placa, conforme os princípios da AO, dos quais 17 (10%) apresentaram fratura do material de síntese ou soltura dos parafusos. Em oito casos (47%), houve falha técnica envolvida, em três casos (17,6%), carga precoce, em três (17,6%), queda acidental, um caso (5,8%) de infecção e dois casos (11,7%) foram considerados falha do método. Observou-se ainda que na maioria dos casos a quebra ocorreu entre o 3º e o 5º mês. A partir dos dados, salienta-se a importância de uma técnica cirúrgica acurada, orientação pós-operatória rigorosa e maior atenção durante o 3º e o 5º mês, como forma de minorar a incidência desta complicação.

Avaliação das fraturas diafisárias do úmero tratadas cirurgicamente e comparação entre os métodos de fixação cirúrgica

Felipe Fernandes Gonçalves; Leonardo Dau; Cristiano Antonio Grassi; Fabiano Rogério Palauro; Ayrton Andrade Martins Neto; Patrícia Caroline Gapski Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):136-141 - Artigo Original

OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com fraturas diafisárias do úmero, bem como analisar os resultados das diferentes modalidades cirúrgicas.
MÉTODO: Estudo retrospectivo baseado na identificação de todos os casos de fraturas diafisárias de úmero submetidas a tratamento cirúrgico entre dezembro de 2014 e junho de 2016 em um serviço de referência em trauma, bem como na análise dos respectivos prontuários, e que buscou dados epidemiológicos referentes ao trauma e resultados pós-operatórios, inclusive tempo de consolidação e complicações relacionadas.
RESULTADOS: Foram incluídos 51 pacientes, dos quais a maioria do sexo masculino (78,4%), com média de 35,02 anos. O mecanismo de trauma mais prevalente foram acidentes de trânsito (56,9%), seguidos de quedas de mesmo nível (17,6%). Não foi encontrada diferença significante entre o tempo de consolidação dos diferentes métodos, inclusive redução aberta e fixação interna com placa e parafusos, técnica minimamente invasiva com placa em ponte, haste intramedular e fixação externa.
CONCLUSÕES: Todos os métodos cirúrgicos avaliados mostraram-se adequadas opções para o tratamento cirúrgico das fraturas da diáfise do úmero, ainda que tenham vantagens e desvantagens inerentes a cada técnica, com altas taxas de consolidação e poucas complicações relatadas.


Palavras-chave: Epidemiologia; Úmero; Fraturas do úmero; Fixação de fratura; Osteossíntese; Fixação intramedular de fraturas; Consolidação da fratura.

Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Rogério Nascimento Costa; Rubens Rosso Nadal; Paulo Renato Fernandes Saggin; Osmar Valadão Lopes; Leandro de Freitas Spinelli; Charles Leonardo Israel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):183-189 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a força de resistência à tração de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral (LAL). Além disso, comparar os mecanismos de falha da fixação tibial dessa reconstrução em joelhos suínos.
MÉTODOS Foram usados 40 membros recém-congelados de suínos, divididos em quatro grupos de dez espécimes, conforme as técnicas de fixação tibial usadas. No grupo A, a fixação tibial do enxerto tendíneo foi feita por meio de uma âncora e seu fio transpassou o enxerto. No grupo B, a fixação tibial foi feita por meio de parafuso de interferência metálico em túnel ósseo único. No grupo C, a fixação tibial incluiu uma âncora associada à sutura de ponto sobre o tendão (sem a presença de fio que transpassasse o tendão) e, no grupo D, foram usados dois túneis ósseos confluentes associados a um parafuso de interferência em um dos túneis.
RESULTADOS A força média menos elevada (70,56 N) ocorreu no grupo A e a mais elevada (244,85 N), no grupo B; as médias dos outros dois grupos variaram entre 171,68N (grupo C) e 149,43 N (Grupo D). Considerando-se a margem de erro fixada (5%), foi observada diferença significativa entre os grupos (p < 0,001).
CONCLUSÃO A fixação com parafuso de interferência em túnel ósseo único apresentou a maior força de resistência à tração dentre as técnicas avaliadas.


Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; ligamentos articulares; joelho; procedimentos ortopédicos

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