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Busca por: Perfil dos pacientes diagnosticados com displasia do desenvolvimento do quadril*

AVALIAÇÃO CLÍNICA E RADIOLÓGICA EM MÉDIO PRAZO DOS PACIENTES PORTADORES DE DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL, SUBMETIDOS À REDUÇÃO ABERTA,

Válney Luiz Rocha; Guilherme Lima Marques; Leonardo Jorge Silva; Tiago Augusto Macedo Bernardes; Frederico Barra de Moraes.

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):51-55 - Artigo Original
 Objetivo: avaliar o resultado clínico e radiológico do tratamento cirúrgico da displasia do desenvolvimento do quadril em médio prazo, por meio da redução aberta, da capsuloplastia e da osteotomia de Salter et al. Métodos: foram avaliados 13 pacientes, 13 quadris, entre 2004 e 2011, tratados cirurgicamente pela técnica proposta. Uma avaliação clínica e radiológica foi feita pelos critérios de Dutoit et al. e Severin et al., respectivamente. Resultados: nos 13 quadris acometidos o índice acetabular pré-operatório variou de 27? a 50? (média de 36) e, após correção cirúrgica, para 18,5? em média, com variação de 10? a 28?, de modo que as avaliações dos índices acetabulares pré e pós-operatórios apresentaram redução com significância estatística (p < 0,05). Quanto à avaliação clínica pós-operatória, foram encontrados: nove quadris ótimos (69,2%), três bons (23,1%), nenhum regular (0%) e um ruim (7,7%). Na avaliação radiológica, foram encontrados seis quadris ótimos (46,1%), três bons (23,1%), nenhum regular (0%) e quatro ruins (30,8%). Portanto, obtiveram-se resultados favoráveis em 92,3%, pois agrupam-se quadris com avaliação ótima e boa como satisfatórios e os com avaliação regular e ruim como insatisfatórios. Atente-se que não houve significância entre a ocorrência de complicações, a idade do paciente, o momento da cirurgia e o índice acetabular pré-operatório (p > 0,05). Como complicações ocorridas, têmse três subluxações isoladas e uma subluxação associada à necrose avascular da cabeça femoral. Conclusão: a redução aberta, a capsuloplastia e a osteotomia de Salter et al. são consideradas uma opção viável do ponto de vista clínico e radiológico em médio prazo para o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril. Descritores - Luxação congênita do quadril/cirurgia Procedimentos cirúrgicos operatórios/métodos Doenças do desenvolvimento ósseo Quadril/crescimento e desenvolvimento

Displasia do desenvolvimento do quadril e luxação displásica do quadril

PAULO CEZAR DE MALTA SCHOTT

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Atualizaçao
A expressão displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) substituiu a luxação congênita do quadril (LCQ) porque alguns quadris, aparentemente normais ao nascimento, se tornam progressivamente subluxados ou luxados tardiamente. O relato de Ilfeld et al.(1) de pacientes recém-nascidos, examinados por eminentes professores de ortopedia pediátrica, cujos quadris foram considerados como normais e que mais tarde vieram a apresentar os quadris luxados, reforça a importância de se usar a expressão displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Por outro lado, penso que, quando a criança apresentar em qualquer idade o quadril francamente luxado, como conseqüência de displasia desta articulação, melhor seria denominar a condição como luxação displásica do quadril (LDQ), que melhor define a condição anatômica do quadril e evita o uso da palavra "incriminativa" congênita. Para os casos teratológicos, em que o quadril é francamente luxado ao nascimento, deve ser mantido o termo luxação congênita do quadril. Em diferentes relatos da literatura, a incidência da DDQ tem variado de 2 a 17 por 1.000 e tem sido demonstrada grande variação racial. Volpon e Carvalho(2) encontraram, entre nós, incidência de 2,31 por mil. A etiologia da DDQ permanece desconhecida. Fatores étnicos e genéticos são importantes. Os fatores genéticos podem determinar a displasia acetabular e a frouxidão ligamentar ou ambas, conforme relatado por Wynne-Davies(3). Fatores mecânicos, como a posição intra-uterina e hábitos pós-natais, vêm somar-se aos fatores preexistentes. O diagnóstico precoce da DDQ é de capital importância, pois permite o tratamento adequado antes que alterações anatômicas secundárias tenham ocorrido. O diagnóstico precoce é baseado na avaliação dos fatores de risco, no exame físico e nos métodos de imagem. Recém-nascidos do sexo feminino, filhos de primíparas, com história familiar de DDQ e apresentação pélvica, têm maior incidência de DDQ. Na apresentação pélvica, usualmente, o quadril esquerdo está comprimido contra o sacro da mãe, levando à maior adução, o que favoreceria, logo após o parto, o aumento da instabilidade do quadril. Tal fato poderia explicar a maior incidência de DDQ no quadril esquerdo, como relatado por Dunn(4). A ocorrência de outras anomalias congênitas está fortemente associada à DDQ. Recém-nascidos com torcicolo congênito, metatarso aducto ou pé torto varo eqüino congênito têm incidência definitivamente maior de DDQ. Como regra, consideram-se como grupo de risco as crianças que apresentam dois ou mais dos achados mencionados. Nesses casos, as crianças devem ser submetidas a avaliação inicial detalhada, incluindo ultra-sonografia, se o exame físico for duvidoso, além de acompanhamento, até que haja evidências clínicas e radiográficas de que o quadril é normal.

Correias de Pavlik para o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril

GIRO ALBERTO YOSHIYASU; LUIZ ANTONIO MUNHOZ DA CUNHA

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
Os autores analisam os resultados e o tempo de uso das correias de Pavlik para o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril em 47 pacientes (61 quadris) com até seis meses de idade. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a faixa etária no início do tratamento: grupo I (recém-nascidos até dois meses) com 44 quadris e o grupo II (três meses até seis meses) com 17 quadris. As correias mostraram-se eficientes em 93,18% dos quadris do grupo I e 76,47% dos quadris do grupo II. A redução dos quadris em ambos os grupos foi analisada estatisticamente pelo teste de qui-quadrado sem apresentar diferença significativa (p > 0,05). O tempo médio de uso das correias para a redução dos quadris para o grupo I foi de 137,29 ± 29,75 dias e, para o grupo II, de 135,8 ± 35,41 dias. A análise estatística através do teste t de Student não apresentou diferença significativa entre essas médias (p > 0,05), porém no grupo II se observou maior correlação do tempo de tratamento com a idade do paciente, demonstrada através do estudo do coeficiente de correlação de Pearson. O tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril com as correias de Pavlik mostrou-se eficaz nos pacientes com o início do uso até os seis meses de idade e o tempo médio de uso das correias foi similar em ambos os grupos.

AVALIAÇÃO CLÍNICA E RADIOLÓGICA APÓS PROCEDIMENTO DE SALTER E OMBRÉDANNE NA DISPLASIA DE DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL

Válney Luiz da Rocha; André Luiz Coelho Thomé; Daniel Labres da Silva Castro; Leandro Zica de Oliveira; Frederico Barra de Moraes

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):650-655 - Artigo Original
ObjetivoAvaliar o resultado clínico e radiológico em médio prazo do tratamento cirúrgico da displasia do desenvolvimento do quadril através da osteotomia do osso inominado de Salter e o encurtamento femoral de Ombrédanne. Métodos: Foram avaliados 14 pacientes, 18 quadris (sete quadris do lado direito e 11 do lado esquerdo), todos tratados cirurgicamente entre 1998 e 2008 pela técnica proposta. Foi realizada avaliação clínica e radiológica pelos critérios de Dutoit e Severin, respectiva -mente. Resultados: Nos sete quadris do lado direito o índice pré-operatório médio foi de 43,3º (40º a 50º), sendo corrigido cirurgicamente, em média, para 31,57º (24º a 42º), enquanto os 11 quadris do lado esquerdo tinham média pré-operatória de 42,1º (36º a 56º) evoluindo para 30,36º (20º a 44º), sendo que as avaliações dos índices acetabulares pré e pós-operatórios apresentaram significância estatística com P < 0,05. Na avaliação clínica foram encontrados sete quadris ótimos (38,9%), oito bons (44,4%), três regulares (16,7%) e nenhum ruim (0%). Agrupan-do quadris com avaliação boa e ótima como satisfatórios e os com avaliação ruim e regular como insatisfatórios, obtiveram--se resultados favoráveis em 83,3% dos casos. Não se obteve significância estatística entre a ocorrência de complicações e a idade do paciente, no momento da cirurgia, e o índice acetabular pré-operatório (p > 0,05). Como complicações, ocorreram uma subluxação, uma osteonecrose e uma osteonecrose associada à subluxação. Conclusão: O procedimento combinado de Salter e Ombrédanne é uma opção viável para o tratamento da displasia de desenvolvimento do quadril após o início da marcha.Descritores - Luxação Congênita do Quadril/cirurgia; Procedi -mentos Cirúrgicos Operatórios/métodos; Doenças do Desenvol-vimento ósseo; Quadril/crescimento & desenvolvimento.

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL:ATUALIZAÇÃO

Roberto Guarniero

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):116-121 - Atualizaçao
A terminologia "Displasia do Desenvolvimento do Quadril - DDQ" descreve o amplo espectro de alterações que atingem o quadril em crescimento, desde a displasia até a luxação da articulação, passando pelos diferentes graus de subluxação da coxofemoral. A incidência da DDQ é variável, dependendo de vários fatores, inclusive da localização geográfica. Aproximadamente um em cada 1.000 recém-nascidos poderá nascer com o quadril luxado e cerca de 10 em 1.000 com o quadril subluxado (instável). Em nosso meio podemos esperar a incidência de cinco por 1.000 quanto à positividade do sinal de Ortolani, que é o sinal clínico precoce de detecção da afecção. Os fatores de risco para a DDQ incluem: sexo feminino, raça branca, primiparidade, mãe jovem, apresentação pélvica ao nascimento, história familiar, oligohidrâmnio, recém-nascido com maiores peso e altura e com deformidades nos pés ou na coluna vertebral. O exame do quadril do recém-nascido deverá ser rotineiro e enfatizado nos berçários. No recém-nascido e nos bebês o diagnóstico da DDQ é eminentemente clínico e realizado com as manobras de Ortolani e de Barlow. A radiografia convencional tem um valor limitado na confirmação diagnóstica da DDQ nos recém-nascidos sendo a ultrassonografia do quadril o exame ideal. O tratamento da DDQ é desafiador tanto para o ortopedista pediátrico como para o generalista. Os objetivos do tratamento incluem o diagnóstico o mais precocemente possível, a redução da articulação e a estabilização do quadril em uma posição segura. Classicamente dividimos as possibilidades do tratamento de acordo com as diferentes faixas etárias, por ocasião do diagnóstico. Descritores - Quadril/crescimento & desenvolvimento; Luxação congênita do quadril; Doenças do desenvolvimento ósseo.

TRATAMENTO DA DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL PELA TÉCNICA DE SALTER ISOLADA OU ASSOCIADA À OSTEOTOMIA DO FÊMUR

PAULO BERTOL; AKIRA ISHIDA; MALCOLM F. MACNICOL

Rev Bras Ortop. 2004;39(5):- - Artigo Original
Os resultados do tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) por meio da redução aberta e osteotomia do ilíaco pela técnica de Salter foram analisados em 93 pacientes (103 quadris) com idade entre 18 meses e cinco anos. Em 59 quadris (57,28%) foram associadas subseqüentemente osteotomia de rotação e varização do fêmur. A técnica de Salter foi precedida por período de tração percutânea em 84 quadris (81,55%). Os quadris foram divididos em dois grupos: grupo A (44 quadris), tratados pela técnica de Salter, e grupo B (59 quadris), em que, além da técnica de Salter, foram adicionadas, subseqüentemente, osteotomia de rotação e varização do fêmur. Os resultados foram bons em 33 quadris (75,00%) do grupo A e em 38 (64,40%) do grupo B. Com relação à faixa etária, no grupo A houve 89,28% de bons resultados nos pacientes operados entre 18 e 30 meses, em comparação com 50,00% nos operados entre 31 e 60 meses de idade. Descritores - Luxação; displasia; osteotomia; quadril.

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL BILATERAL TRATADA COM REDUÇÃO CRUENTA E OSTEOTOMIA DE SALTER: ANÁLISE DOS RESULTADOS RADIOGRÁFICOS

Anastácio Kotzias Neto; Adriana Ferraz; Franco Bayer Foresti; Rafael Barreiros Hoffmann

Rev Bras Ortop. 2014;49(4):350-358 - Artigo Original
Objetivos: avaliar os resultados radiográficos de pacientes portadores de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) bilateral, submetidos ao tratamento cirúrgico por meio da redução cruenta e osteotomia de Salter associada ou não ao encurtamento femoral descrito por Ombrédanne. Métodos: trata-se de estudo descritivo retrospectivo com análise de 21 pacientes com DDQ bilateral (42 quadris), tratados no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG) e operados entre agosto de 1997 e outubro de 2009. Para avaliação dos resultados radiográficos, forammedidos o índice acetabular e o ângulo center-edge (CÊ) deWiberg e usadas as classificações de Severin e de Kalamchi e MacEwen. Análises estatísticas descritivas e paramétricas foram usadas para avaliação dos dados. Resultados: não observamos diferença estatisticamente significante na análise dos parâmetros radiográficos comparando-os quanto ao lado acometido, à ordem dos procedimentos e à feitura de encurtamento femoral ou não, embora exista diferença significativa entre eles nos períodos pré e pós-operatório. Conclusão: redução cruenta associada à osteotomia do ilíaco descrita por Salter apresentou melhoria significativa dos parâmetros radiográficos analisados na comparação dos valores pré e pós-operatórios. Essa melhoria ocorreu independentemente da feitura ou não do encurtamento femoral de Ombrédanne. A complicação mais prevalente no grupo estudado foi a necrose avascular da cabeça femoral. Descritores - Luxação congênita de quadril/patologia Luxação congênita de quadril/etiologia Luxação congênita de quadril/cirurgia Luxação congênita de quadril/terapia

Uso do suspensório de Pavlik no tratamento da displasia congênita de quadril nos pacientes de instituição pública de saúde*

ALESSANDRO JANSON ANGELINI, MARCELO FERREIRA VENTOSA, MICHAEL DAVITT, WILLIAM DIAS BELANGERO

Rev Bras Ortop. 1997;32(4):- - Artigo Original
RESUMO
O tratamento da displasia congênita do quadril com o método de Pavlik foi avaliado em 54 quadris de 40 crianças, diagnosticadas entre uma e 16 semanas de vida em um hospital público. O diagnóstico foi realizado através da manobra de Ortolani e/ou da ultra-sonografia do quadril, levando-se em conta os critérios de Graf. Houve redução em 50 dos 54 quadris (92%); as falhas terapêuticas ocorreram em três casos de quadris com lesões graves (tipos IId, IIIb e IV de Graf) e em um caso com lesão leve (tipo IIa de Graf). Os bons resultados obtidos provavelmente ocorreram pela aplicação correta do método de Pavlik, que foi facilitado pelo auxílio da equipe de apoio, que participou da confecção das alças e do acompanhamento dos pacientes.

Perfil epidemiológico dos pacientes com diagnóstico de pubalgia do atleta

Anderson Luiz de Oliveira; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman; Roberto Dantas Queiroz; Osvaldo Guilherme Nunes Pires e Guilherme Guadagnini Falótico

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):692-696 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar as características clínico-epidemiológicas da pubalgia do atleta nos pacientes de um centro de referência no atendimento a esportistas. Métodos: Avaliação dos prontuários de pacientes com pubalgia do atleta atendidos entre janeiro de 2007 e janeiro de 2015. O diagnóstico foi feito pelo exame clínico feito por ortopedista pós-graduado em quadril, complementado com radiografia de bacia, ultrassonografia de parede abdominal e ressonância magnética da pelve. Resultados: Dos 43 pacientes avaliados, 42 eram homens, com média de 33 anos. Quanto aos esportes, 25 (58,1%) atletas praticavam futebol e 13 (30,2%) eram corredores; 37,2% eram atletas profissionais. Foi diagnosticada hérnia inguinal em 20,9% dos pacientes, o que demonstra a importância de sua pesquisa rotineira nesses pacientes. A duração do tratamento variou de um a 12 meses e 95,2% dos pacientes retornaram ao esporte. Conclusão: O presente estudo apresenta as características epidemiológicas dos pacientes com diagnóstico de pubalgia do atleta atendidos num centro de referência e demonstra o predomínio dessa lesão nos pacientes do sexo masculino praticantes de futebol e de corrida. Mostra também alta taxa de sucesso do tratamento não operatório, bem como elevado índice de retorno à prática esportiva após tratamento.

O desenvolvimento acetabular na luxação congênita do quadril *

CARLOS EDUARDO DE QUEIROZ; ÁLVARO MASSAO NOMURA

Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
Este estudo consistiu na análise radiológica do desenvolvimento acetabular de 80 quadris, após a redução da luxação congênita do quadril, por um seguimento médio de oito anos. Para a avaliação dos resultados finais, fo-ram utilizados o índice acetabular e o ângulo de Wiberg, tendo sido verificado 84% de resultados satisfatórios. A redução não concêntrica, indicada pelo índice de Smith h/b < 0,10, e a idade avançada no início do tratamento correlacionaram-se com os resultados insatisfatórios. O índice de Smith h/b 0,10 e a queda de 10° do índice acetabular no primeiro ano após a redução são indicadores de bom prognóstico do futuro desenvolvimento do acetábulo que estabilizou seu crescimento quatro anos após o início do tratamento, sendo esta a ocasião ideal para a osteotomia pélvica.

Perfil social e análise de custo da infecção pós-operatória da artroplastia total do quadril

Vera Lucia Frazão; Helder de Souza Miyahara; Ricardo Akihiro Kirihara; Ana Lucia Lei Munhoz Lima; Alberto Tesconi Croci; José Ricardo Negreiros Vicente,

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):720-724 - Artigo Original
    Objetivo: Caracterizar o perfil socioeconômico e demográfico de pacientes submetidos à cirurgia de revisão de artroplastia total do quadril por diagnóstico de infecção protética profunda. Métodos: Análise de 20 pacientes internados entre 2009 e 2010 pelo Grupo de Quadril com diagnóstico de infecção protética profunda cujo tratamento proposto foi cirúrgico. O trabalho foi feito com preenchimento na presença do paciente de dois formulários aplicados pela assistente social do grupo. Resultados: Na amostra de 20 pacientes, 40% pertenciam ao sexo masculino, 45% estavam em idade produtiva, 50% eram originários da capital, 85% previdenciários, 70% aposentados, 60% provenientes do próprio hospital e 40% de outros serviços. A média de custo dos pacientes ao sistema público foi de R$ 55.821,62 por paciente, o gasto total no tratamento dos pacientes do estudo totalizou R$ 1.116.432,40. Conclusão: Conclui-se que a artroplastia total do quadril infectada gera um grande gasto ao sistema previdenciário e ao sistema de saúde público, deve-se, portanto, sempre atentar para os possíveis fatores de risco e cuidados perioperatórios para que esse problema seja evitado.

Atualização em artroplastia total de quadril: uma técnica ainda em desenvolvimento

Carlos Roberto Galia,; Cristiano Valter Diesel,; Marcelo Reuwsaat Guimarães,; Tiango Aguiar Ribeiro

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):521-527 - Atualizaçao
    A artroplastia total do quadril (ATQ) é uma das cirurgias de maior sucesso na história da medicina. Nos anos 1960, Sir John Charnley introduziu e aperfeiçoou as artroplastias cimentadas. Pillar e Galante estabeleceram os conceitos da fixação biológica, base para o desenvolvimento das artroplastias não cimentadas. Atualmente, a ATQ é uma cirurgia mundialmente difundida e feita em milhões de pessoas. No entanto, o grande número de informações disponíveis sobre as artroplastias, especialmente quanto à forma de fixação do implante ao osso, aos diferentes designs das hastes e dos acetábulos, aos diferentes pares tribológicos e aos resultados no longo prazo por vezes dificulta a tomada de decisão. Este artigo é uma breve atualização sobre os principais aspectos da ATQ.

Displasia da tróclea e instabilidade patelar em pacientes com Síndrome de Down

Tiago Amaral Rebouças Moreira; Marco Kawamura Demange; Riccardo Gomes Gobbi; ZanMustacchi; José Ricardo Pécora; Luis Eduardo Passarelli Tírico; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):159-163 - Artigo Original
Objetivo: Analisar displasia troclear em pacientes portadores de síndrome de Down napresença e na ausência da instabilidade femoropatelar.Métodos: Comparação de 11 joelhos com patelas estáveis e 13 joelhos com patelas instáveisem portadores de síndrome de Down. Foram feitas radiografias em que foram avaliadosaltura patelar, ângulo da tróclea e ângulo de congruência femoropatelar.Resultados: A razão de prevalência de patela alta entre os pacientes instáveis e os pacientesestáveis foi de 1,01 para o índice de Insall-Salvati e de 0,68 para o índice de Caton-Deschamps.Para o ângulo de congruência alterado, a razão de prevalência foi de 2,04. O ângulo decongruência aumentado foi encontrado apenas em quatro casos, todos com instabilidade.Conclusões: A displasia da tróclea foi encontrada apenas em casos de instabilidade, o ângulodo sulco da tróclea e o ângulo de congruência femoropatelar se correlacionaram com apresença de instabilidade patelar.

Tratamento cirúrgico da displasia acetabular residual em portadores de luxação congênita do quadril*

PAULO BERTOL; MALCOLM F. MACNICOL

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Os resultados do tratamento cirúrgico da displasia acetabular residual são analisados em 60 pacientes (63 quadris) portadores de luxação congênita do quadril previamente tratados. A osteotomia do inominado foi indicada sempre que o acetábulo se apresentava insuficiente após o tratamento conservador ou cirúrgico inicial da luxação. Diversos fatores como idade, variação do índice acetabular, presença de alterações avasculares prévias, que poderiam influenciar os resultados, foram analisados com o objetivo de identificar a situação mais propícia à indicação da osteotomia do inominado para tratamento da displasia acetabular residual. Em 28 quadris (44,5%), foi realizado tratamento complementar no fêmur nas situações em que ocorreu menor correção pela osteotomia do inominado ou nos quadris que apresentavam anteversão ou valgismo excessivo do fêmur proximal.

Osteotomia periacetabular do quadril para tratamento da displasia residual: resultados preliminares

Vinicius de Brito Rodrigues,; Josiano Valério; Francisco Zaniolo; Mark Deeke; Marco Pedroni; Ademir Schuroff

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):332-336 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar se a mudança do ângulo CE de Wiberg e do índice acetabular após a osteotomia periacetabular de Ganz é estatisticamente significativa.
MÉTODOS Foram avaliados os ângulos CE de Wiberg e índice acetabular pré- e pós-operatórios de 14 quadris operados em um hospital terciário de Curitiba, Paraná.
RESULTADOS As medidas do pós-operatório apresentaram diferenças significativas em relação ao pré-operatório. Observou-se um aumento significativo no ângulo CE de Wiberg no pós-operatório e uma redução significativa no índice acetabular. Essas diferenças foram estatisticamente significativas tanto para o lado direito como para o lado esquerdo.
CONCLUSÃO A avaliação radiográfica dos pacientes submetidos à osteotomia periacetabular de Ganz apresentou alguns resultados estatisticamente significativos, porém ainda há necessidade de uma amostra maior.


Palavras-chave: Osteotomia; Acetábulo; Luxação do quadril; Fenômenos biomecânicos.

PERFIL DE EXPRESSÃO DE GENES DO COLÁGENO NA CÁPSULA GLENOUMERAL DE PACIENTES COM INSTABILIDADE TRAUMÁTICA ANTERIOR DO OMBRO

Paulo Santoro Belangero; Mariana Ferreira Leal; Alberto Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):642-646 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a expressão dos genes COL1A1, COL1A2, COL3A1 e COL5A1 na cápsula glenoumeral de pacientes com instabilidade anterior traumática do ombro. Métodos: Foram avaliadas amostras de cápsula glenoumeral de 18 pacientes com instabilidade anterior traumática do ombro. Foram incluídos pacientes masculinos, com teste de apreensão positivo e lesão de Bankart no exame de ressonância magnética. Todos os pacientes sofreram mais de um episódio de luxação do ombro. Foram coletadas amostras da cápsula glenoumeral lesionada (região anteroinferior) e da região macroscopicamente não afetada (região anterossuperior) de cada paciente. A expressão dos genes de colágeno foi avaliada por reação em cadeia da polimerase após transcrição reversa com análise quantitativa (qRT-PCR).Resultados: A expressão de COL1A1, COL1A2 e COL3A1 não diferiu entre as duas regiões da cápsula do ombro. No entanto, foi observado que a expressão de COL5A1 estava significantemente reduzida na região anteroinferior em relação à região anterossuperior (mediana ± intervalo interquartílico: 0,057 ± 0,052 vs 0,155 ± 0,398; p = 0,028) da cápsula glenoumeral. Conclusão: A região afetada da cápsula glenoumeral de pacientes com instabilidade do ombro apresentou uma expressão reduzida de COL5A1. Descritores - Instabilidade do ombro Cápsula articular Expressão gênica Matriz extracelular Colágeno

Displasia acromesomélica*

JOSÉ ANTONIO PINTO; DANILO MASIEIRO; HENRIQUE SODRÉ; CARLOS EDUARDO FERNANDES LOPES; ALEXANDRE FRANCISCO DE LOURENÇO

Rev Bras Ortop. 1996;31(6):- - Artigo Original
Os autores apresentam revisão bibliográfica sobre displasia acromesomélica, discutindo seus aspectos epidemiológicos, clínicos e radiográficos. Apresentam um paciente portador desta patologia e discutem suas características, comparando com as descritas na literatura.

OS PACIENTES EMAGRECEM APÓS ARTROPLASTIA DE QUADRIL?

Carlos Roberto Schwartsmann; Felipe Ribeiro Ledur; Leandro de Freitas Spinelli; Bruno Lorandos Germani; Leonardo Carbonera Boschin; Ramiro Zilles Gonçalves; Anthony Kerbes Yépez; Marco Tonding Ferreira; Marcelo Faria Silva

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):473-476 - Artigo Original
Objetivo: Investigar o efeito da artroplastia total do quadril (ATQ) no índice de massa corporal em relac ¸ão ao pré e ao pós-operatório.Métodos: Foram analisados retrospectivamente 100 pacientes submetidos à ATQ. Os pacientes foram estratificados pelo índice de massa corporal (IMC), conforme proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS).Resultados: Foram observados 48 pacientes do sexo masculino e 52 do feminino. A média de idade foi de 63,8 ± 13,5 anos. O seguimento médio foi de 24,6 ± 0,6 meses. Os homens apresentaram IMC pré-operatório médio de 28,4 ± 3,6 kg/m 2 e as mulheres, de 27,5 ± 5,0 kg/m 2 . O IMC médio pós-operatório foi 28,9 ± 0,7 kg/m 2 para os homens e 27,8 ± 0,7 kg/m 2 para as mulheres. Ocorreu uma média de aumento geral do IMC em 0,4 kg/m 2 . O IMC aumentou em pacientes com peso normal e com sobrepeso, mas diminuiu levemente em pacientes com obesidade. A maioria dos pacientes (73%) permaneceu com o IMC inalterado.Conclusão: A melhoria da mobilidade obtida com a ATQ não promoveu uma reduc ¸ão das medidas antropométricas na maioria dos pacientes.Descritores - Perda de peso Índice de massa corporal Artroplastia de quadril Quadril/cirurgia

Nova metodologia para a mensuração do ângulo de Wiberg na avaliação do resultado do tratamento incruento em 14 crianças portadoras de displasia congênita do quadril*

CARLO MILANI; AKIRA ISHIDA; HENRIQUE SODRÉ; EIFFEL T. DOBASHI; PAULO T. SATO

Rev Bras Ortop. 1998;33(1):- - Artigo Original
Os autores realizaram a mensuração do ângulo de Wi-berg, nas radiografias das articulações coxofemorais em 14 crianças portadoras de displasia congênita do quadril (DCQ), que foram submetidas a tratamento incruento com a utilização do suspensório de Pavlik. Foram feitas duas medidas do ângulo de Wiberg. A primeira (M1) foi obtida pela metodologia de Wiberg modificada por Laredo Fº, e a segunda (M2), utilizando-se um programa de computação gráfica desenvolvido para esse fim. Após a obtenção dos resultados, foi feita uma análise estatística confrontando os valores encontrados nos dois métodos (M1 e M2). Ao examinarem estatisticamente os resultados, os autores verificaram que a medida do CEA, nas duas técnicas utilizadas, não mostrou diferenças significantes. Sugerem, portanto, que a metódica desenvolvida seja utilizada quando da necessidade de mensurar o CEA nas radiografias dos quadris em crianças com idade inferior a seis anos.

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