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Busca por: Fibromixoma acral superficial: Revisão da Literatura*

FIBROMIXOMA ACRAL SUPERFICIAL DO POLEGAR: RELATO DE CASO

Bruno Gonçalves Schroder e Souza, Tales Pereira Lisboa, Victor Atsushi Kosuja Barbosa, José Paulo Sabino de Almeida, Carlos Eduardo Bacchi, Valter Gonçalves Souza

Rev Bras Ortop. 2013;48(2):- - Relato de Caso

RESUMO

Os autores relatam um caso de fibromixoma acral superficial (FAS), que se apresentou como massa indolor em região dorso-radial periungueal do polegar da mão direita em um paciente do sexo masculino de 74 anos. Trata-se de uma neoplasia benigna rara, recentemente descrita, que atinge pele e tecido subcutâneo das extremidades dos dedos das mãos e dos pés, com preferência da região da placa ungueal de adultos do sexo masculino. O tratamento cirúrgico foi feito com a excisão em bloco com margens da lesão e fragmento de unha e matriz, conforme recomendado na literatura. Embora recidivas locais possam ocorrer em até 22% dos casos, o paciente encontra-se assintomático, sem deformidades ou limitações funcionais e sem sinais de recorrência do tumor após 18 meses de cirurgia. Não temos conhecimento de nenhum relato semelhante na literatura brasileira.

Descritores - Polegar/cirurgia Fibroma/diagnóstico Mãos/cirurgia Patologia clínica Antígenos de superfícies

MAUS TRATOS INFANTIS. REVISÃO DA LITERATURA.

Bernardo Barcellos Terra; Eduardo Antônio de Figueiredo; Morena Pretti Espindula de Oliveira Lima Terra; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):11-16 - Artigo de Revisao
Lesões não acidentais em crianças são uma importante causa de morbidade e mortalidade nesta população. Fraturas são a segunda causa mais comum de manifestação clínica de maus tratos. A fratura do fêmur está associada em mais de 60% dos casos a maus tratos em crianças menores de 3 anos. O objetivo do trabalho foi fazer uma revisão da literatura nas principais bases de dados a respeito dos maus-tratos infantis e relatar um caso raro de fratura subtrocantérica bilateral de fêmur associada com fratura umeral unilateral em um recém-nascido de 28 dias. O ortopedista muitas vezes é o primeiro médico a avaliar essas crianças; portanto, um alto grau de suspeição, além de um exame físico minucioso e uma história clínica detalhada, é mandatório ao se avaliar um recém-nascido com lesões musculoesqueléticas.. Descritores -Fratura do fêmur Fratura do úmero Maus-tratos infantis.

Torcicolo espasmódico: revisão de literatura e atualização

ALEX FRANCO DE CARVALHO1, ERIKA M. KALIL PESSOA DE BARROS, REGINALDO PERILO OLIVEIRA, TARCÍSIO ELOY PESSOA DE BARROS FILHO

Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
O torcicolo espasmódico (TE) é definido como uma forma focal de distonia em que contrações da musculatura do pescoço causam movimentos ou posturas anormais da (1,10,17). O diagnóstico desta patologia é muito dificultado pelo fato de ela ser pouco conhecida, sendo comuns consultas a diversos profissionais antes de o diagnóstico ser estabelecido(21). As manifestações clínicas da doença interferem consideravelmente na vida social e pro-fissional dos pacientes, levando-os a buscar incansavelmente uma forma de tratamento. Até pouco tempo atrás os resultados da terapia eram desapontadores. O tratamento farmacológico trazia resultados questionáveis e as modalidades de tratamento cirúrgico até então utilizadas levavam a alguma melhora, porém à custa de seqüelas importantes(11). Recentemente, a utilização da toxina botulínica nas formas focais de distonia tem-se mostrado um método valioso, eficaz e não invasivo no tratamento dessas patologias(2,3,5). O objetivo deste artigo é chamar a atenção do meio médico para essa doença que atualmente conta com modalidade terapêutica segura e eficaz.

Gota vertebral: relato de caso e revisão da literatura

AXEL WERNER HULSMEYER

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
A gota é causa freqüente de artropatia. Qualquer articulação pode ser comprometida. Na coluna vertebral a incidência é rara e, até o momento, só foram descritos 30 casos. O diagnóstico pré-operatório não é lembrado, mesmo quando o paciente apresenta manifestações periféricas da gota. O aspecto na ressonância magnética pode ser confundido com processo infeccioso ou degenerativo. Assim, diante de um caso de lombalgia de repetição em paciente gotoso, essa hipótese diagnóstica não deve ser desprezada. O objetivo deste trabalho é descrever um caso em disco lombar, simulando uma hérnia discal ou abscesso epidural e fazer uma revisão da literatura disponível sobre o assunto.

Luxação peritalar Relato de caso com revisão da literatura*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTONIO ROCHA; DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Os autores relatam caso de luxação peritalar medial, que se trata de lesão pouco comum. Além disso, apresen-tava-se acompanhada de fratura do processo posterior do talo e de fratura-avulsão da porção medial do maléolo tibial, associação essa ainda não registrada na literatura. Na avaliação final realizada após dez meses de evolução, o paciente informou dor matinal e evidenciaram-se discreta limitação dos movimentos, hipotrofia da panturrilha e aumento de volume do tornozelo. Nas radiografias, as fraturas estavam consolidadas e não se visualizaram alterações degenerativas osteoarticulares.

A importância do "labrum" acetabular: revisão da literatura

LAFAYETTE DE AZEVEDO LAGE; ROBERTO CAVALIERI COSTA; RICHARD N. VILLAR; B. S. C. (HONS); M. S.; F. R. C. S.

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
Muitos pacientes com artrose degenerativa do quadril referem que sua dificuldade começou a ocorrer após que-da ou torção de pequena intensidade. Geralmente, esse relato é ignorado por nós, ortopedistas. Esta revisão da literatura tem o objetivo de alertar os colegas da importância do labrum acetabular, estrutura de fundamental importância para o quadril saudável.

ELASTOFIBROMA DORSI: RELATO DE CASOS E REVISÃO DA LITERATURA

EDUARDO DA FROTA CARRERA; MARCELO HIDE MATSUMOTO; NICOLA ARCHETTI NETTO; MARCIO EDUARDO DE MELO VIVEIROS; MÁRCIO EDUARDO KOZONARA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Relato de Caso
Elastofibroma dorsi é uma lesão pseudotumoral, localizada na região do ângulo inferior da escápula, que ocorre em pacientes próximos da quinta década de vida. Essa lesão comumente é unilateral, podendo ser bilateral. Os sintomas mais freqüentes são: dor, ressalto e crepitação na mobilização do membro superior na região do ângulo inferior da escápula. A ressonância magnética é o exame que melhor sugere o diagnóstico. A confirmação do elastofibroma pode ser dada apenas pelo exame anatomopatológico. É importante o diagnóstico diferencial com outras lesões de partes moles, como sarcomas e tumores desmóides. A ressecção cirúrgica é curativa em indivíduos sintomáticos e deve ser feita em lesões maiores que 5cm, mesmo sem sintomas. Este estudo relata três casos de elastofibroma dorsi, sendo dois unilaterais e um bilateral, e faz uma revisão da literatura. Descritores - Pseudotumor; elastofibroma dorsi; ombro.

Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura

Gabriel Amorim Ramos; Gustavo Gonçalves Arliani; Diego Costa Astur; Alberto de Castro Pochini; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):11-16 - Artigo de Revisao
    As lesões dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes do esporte. A alta taxa de recidivas representa um desafio para a medicina esportiva e apresenta grande impacto para atletas e clubes esportivos. O objetivo do tratamento é proporcionar ao atleta o mesmo nível funcional anterior à lesão. Dessa forma, a reabilitação funcional é muito importante para o sucesso do tratamento. Atualmente, usam-se várias modalidades fisioterápicas de acordo com o estágio da lesão: crioterapia, laserterapia, ultrassom terapêutico, terapia manual e cinesioterapia. Entretanto, as evidências da eficácia dessas modalidades nas lesões musculares ainda não estão completamente estabelecidas, devido à baixa investigação científica sobre o tema. O presente artigo apresenta uma revisão sobre a abordagem fisioterápica na reabilitação das lesões musculares de isquiotibiais.  

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualizaçao
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

A RETROVERSÃO DA CABEÇA DO ÚMERO: REVISÃO DA LITERATURA E MENSURAÇÃO EM 113 ÚMEROS DE CADÁVERES

HELIO PIRES LEAL; SERGIO LUIZ CHECCHIA

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):122-127 - Artigo Original
Objetivo: Realizar avaliação osteométrica (anatômica) dos ângulos de retroversão da cabeça de 113 úmeros de adultos. Método: Determinou-se como parâmetro proximal o eixo longo da superfície articular da cabeça do úmero e, como parâmetros distais, uma linha passando pelos epicôndilos do úmero e outra linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo, formando respectivamente os ângulos e . Projetando-se no plano axial essas linhas, mediante um goniômetro foi possível mensurar o ângulo de retroversão da cabeça desses úmeros. Resultado: A média do ângulo dos 113 úmeros foi de 22,26¡Æ (variando de 2¡Æ a 76¡Æ), enquanto que a média do ângulo foi de 27,76¡Æ (variando de 8¡Æ a 82¡Æ). Não há evidências de diferenças estatísticas em relação aos lados direito e esquerdo, tanto para o ângulo (p = 0,141), quanto para o ângulo (p = 0,117). O ângulo de retroversão da cabeça do úmero diminui, em média, 5,50¡Æ (variando de 0¡Æ a 8¡Æ) quando se usa como parâmetro distal uma linha passando pelos epicôndilos do úmero (ângulo ), em vez de usar uma linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo (ângulo ); essa diferença é estatisticamente significativa (p < 0,001). Conclusão: No material de observação os valores da média do ângulo de RCU (22,26¨¬) e a do ângulo (27,76¨¬) estão entre os 15¨¬ e 35¨¬ relatados na literatura.Descritores - Úmero/anatomia & histologia; Úmero/lesões; Articulação do ombro/lesões

TRATAMENTO CIRÚRGICO DO PÉ EQÜINO NA PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E QUANTITATIVA DA LITERATURA

RODRIGO MONTEZUMA CÉSAR DE ASSUMPÇÃO; PATRICIA MARIA DE MORAES BARROS FUCS; CELSO SVARTMAN

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):388-398 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma revisão sistemática e quantitativa da literatura que versa sobre o tratamento cirúrgico do pé eqüino na paralisia cerebral, submetendo os resultados à apreciação estatística, caracterizando-se assim uma metanálise, cujo propósito é esclarecer qual a técnica cirúrgica que apresenta o menor risco de recidiva da deformidade em eqüino e quando devemos operar. Métodos: Revisão sistemática e quantitativa da literatura entre 1966 e 2007. A seleção dos artigos seguiu critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Os estudos foram identificados e escolhidos utilizando como estratégia de busca os bancos de dados computadorizados da Internet (Medline, Embase, Lilacs e Biblioteca Virtual Cochrane). Também foi realizada a busca manual de estudos em periódicos e livros. Os dados de cada estudo foram coletados conforme formulário preestabelecido. Foi avaliada a qualidade metodológica de cada estudo. Calculou-se para cada estudo selecionado a estimativa do efeito do tratamento (risco relativo de recidivas). Os dados foram submetidos à apreciação estatística específica direcionada para revisões sistemáticas. Os estudos e dados obtidos foram submetidos à análise clínica e estatística de heterogeneidade por meio da análise de subgrupos (média de idade, tempo de seguimento e técnica cirúrgica utilizada). Resultados: Do total de 70 publicações encontradas, foram selecionados 20 estudos observacionais retrospectivos. A análise dos estudos com seguimento médio acima de cinco anos mostra que as taxas de recidiva se tornam de maior valor absoluto quanto maior o tempo de seguimento. Os estudos em que a média de idade dos pacientes no momento da cirurgia foi superior aos sete anos mostram menor soma dos riscos relativos, quando comparados ao grupo com média de idade inferior aos sete anos, evidenciando diminuição significativa do risco absoluto. A análise comparativa dos estudos que citam alongamentos realizados no tendão calcâneo mostra soma dos riscos relativos inferiores, quando comparados aos estudos que citam alongamentos na junção músculo-tendão, porém, com diminuição pequena no risco absoluto. Conclusões: A zetaplastia para o alongamento do tendão calcâneo tende a ser mais segura. Os pacientes devem ser operados após os sete anos de idade. A longo prazo, o risco de recidiva aumenta de forma significativa, reforçando a necessidade do seguimento destes pacientes, no mínimo, até a maturidade esquelética.Descritores - Paralisia cerebral /complicações; Pé eqüino/ etiologia; Pé eqüino/cirurgia; Procedimentos ortopédicos / métodos; Metanálise.

Desarticulação da anca - Análise de uma série e revisão da literatura

Diogo Lino Moura; António Garruço

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):154-158 - Artigo Original
    Objetivo: Apresentar um estudo retrospectivo em 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca. Métodos: Foram identificados 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca ao longo de 16 anos. Todos foram estudados por meio dos registos clínicos quanto a sexo, idade na cirurgia, causa da desarticulação, complicações no pós-operatório, índices de mortalidade e grau de funcionalidade após a desarticulação da anca. Resultados: A desarticulação da anca foi feita eletivamente na maioria das situações e apenas de forma urgente em três casos. As indicações tiveram as seguintes origens: infecção (n = 6), tumor (n = 5), traumatismo (n = 3) e isquemia (n = 2). O tempo médio global de sobrevivência pós-cirurgia foi de 200,5 dias. Os índices de sobrevivência foram de 68,75% após seis meses, 56,25% após um ano e de 50% após três anos. Os índices de mortalidade foram mais elevados nas desarticulações de causa traumática (66,7%) e de causa tumoral (60%). Em relação aos oito pacientes que permanecem vivos, metade faz marcha com apoio de muletas canadenses e sem prótese, 25% fazem marcha com membro protético e 25% encontram-se acamados. As taxas de complicações e mortalidade foram mais elevadas nas desarticulações urgentes e nas efetuadas em consequência de traumatismos e tumores. Conclusão: A desarticulação da anca é uma cirurgia altamente mutilante, com implicações óbvias na funcionalidade do membro e taxas elevadas de complicações e mortalidade. No entanto, quando efetuado em um momento adequado e com indicação correta, esse procedimento pode salvar a vida do paciente e garantir o seu regresso ao domicílio com alguma qualidade de vida

Síndrome de Proteus: relato de dois casos e revisão de literatura*

RENATA CRUZ; ADRIANA L. S. NUNES; CRISTINA M. M. FORTUNA; HELENA M. PIMENTEL; EDUARDO TEIXEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(4):- - Relato de Caso
Dois casos de síndrome de Proteus são descritos para ilustrar as características diagnósticas e os problemas ortopédicos associados a esta enfermidade rara. Revisão de literatura foi realizada para melhor compreensão da etiologia, apresentações clínicas, diagnóstico e tratamento.

Angiomatose bacilar com comprometimento ósseo: relato de caso e revisão da literatura*

LUIZ ALBERTO COSTA BARRA; FÁBIO BOUCALT TRANCHITELLA; JAMAL MUHAMAD ABDUL HAMID SULEIMAN; ELENI APARECIDA BEDAQUE; FABIO LEONCIO BORNSTEIN MARTINELLI; MÁRCIA CÂMARA XAVIER; RICARDO HANNA; ANTÔNIO MARMO MIZIARA

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Relato de Caso
A angiomatose bacilar (AB) é doença infecciosa caracterizada por reação proliferativa de pequenos vasos sanguíneos da pele e vísceras, afetando freqüentemente indivíduos imunodeprimidos, notadamente os infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)(1-3). Os agentes etiológicos envolvidos, Bartonella henselae e Bartonella quintana, pertencem ao gênero Bartonella e à ordem Rickettsiales. São bacilos gram-negativos, encurvados e dotados de motilidade(1,4). Outras infecções causa-das por esses agentes são a doença da arranhadura do gato e a peliose bacilar. A Bartonella quintana é também o agente etiológico da febre das trincheiras. Alguns autores acreditam que a angiomatose bacilar seja uma manifestação da doença da arranhadura do gato no indivíduo imunodeprimido. As lesões cutâneas caracterizam-se pela presença de pápulas ou nódulos, às vezes violáceos, com ou sem secreção serossanguinolenta, macroscopicamente semelhantes ao sarcoma de Kaposi e histologicamente ao hemangioma epitelióide(3). As lesões ósseas são dolorosas, envolvendo mais freqüentemente os ossos longos, especialmente a tíbia, a fíbula e o rádio, levando-os à osteólise progressiva(6). Febre, perda de peso, mal-estar, comprometimento heptico e esplnico, encefalite, pneumonia e ndulos pulmonares podem estar presentes na forma disseminada da doena(4-6).

"Skip" metástase óssea: análise de três casos e revisão da literatura*

ALEXANDRE DAVID; ALDEMAR ROBERTO RIOS; RICARDO TARRAGÔ; RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Relato de Caso
Pacientes portadores de tumores ósseos malignos primários de alto grau podem apresentar-se com skip metástase já no início da doença. A ressonância nuclear magnética tem-se revelado como o exame de imagem de escolha na detecção dessas lesões. O prognóstico tem sido ruim sistematicamente; contudo, casos isolados de sobreviventes têm sido relatados. Talvez o diagnóstico precoce pudesse ser o responsável por melhor resultado. Apesar de ser mais freqüentemente relata-do em osteossarcomas, os autores descrevem o achado em três pacientes portadores de skip metástase decorrentes de diferentes sarcomas ósseos primários tratados nos últimos 15 anos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Porto Alegre (SOT-SCPA). Salienta-se a necessidade da realização de exames de imagens adequados, já que raramente tais lesões aparecem nas radiografias simples. Houve a sobrevivência de apenas um dos pacientes. O mau prognóstico pode estar relacionado à malignidade própria das metástases, ou devido à demora no encaminhamento, ou aos erros realizados no tratamento inicial dos sarcomas ósseos em serviços não especializados.

Granuloma eosinofílico solitário de coluna cervical Relato de caso e revisão da literatura

ANA PAULA GABRIELI; GUSTAVO NORA CALCAGNOTTO; ILDO SONDA; EDUARDO PRETTO SERAFINI; ORLANDO RIGHESSO NETO

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Relato de Caso
Os autores apresentam relato de caso de criança portadora de granuloma eosinofílico solitário localizado em coluna cervical ao nível de C3. Realizam ainda revisão da literatura, salientando aspectos como características clínicas, diagnóstico e tratamento desse tipo de lesão.

Lesão isolada do ligamento cruzado posterior em criança* Relato de caso e revisão da literatura

MARCO TÚLIO LOPES CALDAS; JOSÉ MARCIO GONÇALVES DE SOUZA; ALEXIA MOURA ABUHID LOPES

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Relato de Caso
Criança do sexo masculino, com dez anos de idade, sofreu acidente com queda da garupa de uma moto, com trauma no joelho esquerdo por mecanismo não identificado. O exame inicial mostrou sinais clínicos evidentes de lesão do ligamento cruzado posterior (LCP). Através de artroscopia, foi identificada lesão isolada do referido ligamento. Numa revisão da literatura sobre o assunto, cons-tatou-se que a lesão completa, isolada e sem arrancamento osteocartilaginoso do LCP na criança, é uma lesão rara, os tratamentos são controversos e os resultados insatisfatórios. No caso relatado, optou-se por tratamento conservador e observação periódica; na revisão após 30 meses, a criança encontrava-se assintomática e participava de todas as atividades físicas e esportivas, apesar da instabilidade posterior. A apresentação desse caso vem ilustrar pontos importantes sobre as lesões ligamentares do joelho na criança, a raridade dessas lesões, as possibilidades para o diagnóstico e discussão sobre o tratamento.

Fraturas da tuberosidade tibial anterior em adolescentes Relato de casos e revisão da literatura*

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; WILEL ALMEIDA BENEVIDES; FRANCISCO CARLOS SALLES NOGUEIRA; WAGNER VIEIRA DA FONSECA; RONALDO PERCOPI DE ANDRADE

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Relato de Caso
Os autores relatam três casos raros de fratura da tuberosidade tibial em adolescentes. Após revisão da litera-tura, são detalhados a embriologia, a classificação, o mecanismo da lesão e a melhor forma de tratamento desta infreqüente lesão.

Ganglioneuroma de osso frontal Relato de um caso e revisão da literatura

CÉLIA SAVIETTO PEREIRA BARBOSA; RENATO MACEDO ROSA; AUDREY BEATRIZ SANTOS ARAÚJO

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Relato de Caso
Ganglioneuroma (GN) é um tumor benigno raro, de crescimento lento, originado do sistema nervoso simpático e constituído de células ganglionares maduras em estroma conectivo abundante. Um caso de GN de osso frontal em uma paciente de 14 anos, com história de traumatismo prévio e hipóteses diagnósticas iniciais de calo ósseo, displasia fibrosa e osteoma, é descrito. Os autores enfatizam o crescimento progressivo e expansivo deste tumor, com vários anos de evolução e sintomatologia locais; discutem ainda sua investigação por imagens, o quadro histológico à microscopia óptica com colorações de rotina e imuno-histoquímica e sua abordagem cirúrgica.

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