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Busca por: Instabilidade glenoumeral anterior: Revisão sistemática dos desfechos usados no Brasil*

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualizaçao
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

PERFIL DE EXPRESSÃO DE GENES DO COLÁGENO NA CÁPSULA GLENOUMERAL DE PACIENTES COM INSTABILIDADE TRAUMÁTICA ANTERIOR DO OMBRO

Paulo Santoro Belangero; Mariana Ferreira Leal; Alberto Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):642-646 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a expressão dos genes COL1A1, COL1A2, COL3A1 e COL5A1 na cápsula glenoumeral de pacientes com instabilidade anterior traumática do ombro. Métodos: Foram avaliadas amostras de cápsula glenoumeral de 18 pacientes com instabilidade anterior traumática do ombro. Foram incluídos pacientes masculinos, com teste de apreensão positivo e lesão de Bankart no exame de ressonância magnética. Todos os pacientes sofreram mais de um episódio de luxação do ombro. Foram coletadas amostras da cápsula glenoumeral lesionada (região anteroinferior) e da região macroscopicamente não afetada (região anterossuperior) de cada paciente. A expressão dos genes de colágeno foi avaliada por reação em cadeia da polimerase após transcrição reversa com análise quantitativa (qRT-PCR).Resultados: A expressão de COL1A1, COL1A2 e COL3A1 não diferiu entre as duas regiões da cápsula do ombro. No entanto, foi observado que a expressão de COL5A1 estava significantemente reduzida na região anteroinferior em relação à região anterossuperior (mediana ± intervalo interquartílico: 0,057 ± 0,052 vs 0,155 ± 0,398; p = 0,028) da cápsula glenoumeral. Conclusão: A região afetada da cápsula glenoumeral de pacientes com instabilidade do ombro apresentou uma expressão reduzida de COL5A1. Descritores - Instabilidade do ombro Cápsula articular Expressão gênica Matriz extracelular Colágeno

LUXAÇÃO GLENOUMERAL ANTERIOR BILATERAL:CASO CLÍNICO

Luís Pires Silva; Cristina Varino Sousa; Elisa Rodrigues; Bruno Alpoim; Miguel Leal

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):318-320 - Relato de Caso
A luxação glenoumeral anterior bilateral é uma ocorrência rara. Apresentamos um caso de luxação glenoumeral anterior bilateral com origem após uma queda da própria altura. O interesse desta publicação reside no fato de se tratar de uma raridade clínica com poucos casos descritos na literatura. Paciente do sexo feminino com 89 anos recorre ao serviço de urgência (SU) após queda referindo dor intensa e incapacidade de mobilização de ambos os ombros. Ao exame objetivo apresentava sinais clínicos suspeitos de luxação glenoumeral anterior bilateral confirmados por radiografia. Ambas as luxações foram reduzidas no SU pela técnica de Milch modificada, com sucesso. Quando existe uma força simétrica e síncrona sobre os ombros e estes se apresentarem dolorosos e com limite funcional significativo, a suspeita de luxação glenoumeral bilateral, embora rara, é um diagnóstico diferencial a ter em conta.Descritores - Luxação do Ombro/diagnóstico; Luxação do Ombro/etiologia; Luxação do Ombro/terapia; Feminino; Adulto; Idoso.

QUALIDADE DE VIDA APÓS ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO: REVISÃO SISTEMÁTICA.

Robson Rocha da Silva; Ayrton André Melo Santos; José de Sampaio Carvalho Júnior; Marcos Almeida Matos

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):520-527 - Artigo Original
Objetivo: Revisar a literatura sobre qualidade de vida em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho (ATJ) e avaliar o impacto de diversos fatores associados. Métodos: Revisão sistemática da literatura nos bancos de dados Medline, Embase, Lilacs e Scielo, com os termos: TKA (total knee arthroplasty); TKR (total knee replacement); quality of life; e outcomes. Não houve restrições quanto ao desenho do estudo.Resultados: Foram selecionados 31 artigos que abordavam o tema com vários protocolos de avaliação de qualidade de vida. SF-36/SF-12, Womac e Oxford foram os mais frequentes. Os estudos permitiram definir que a ATJ é capaz de melhorar globalmente a qualidade de vida dos pacientes. Dor e função estão entre os mais importantes preditores de melhoria da QV, mesmo quando a função permanece inferior à de pacientes saudáveis.Conclusão: Os fatores associados negativamente foram obesidade, idade avançada, comordidades, persistência de dor após o procedimento e espera demorada pela cirurgia.Descritores - Qualidade de vida Artroplastia do joelho Avaliação de resultados (cuidados de saúde)

Cirurgias de salvamento do quadril em paralisia cerebral: Revisão Sistemática

Rafael Carboni de Souza; Marcelo Valentim Mansano; Miguel Bovo; Helder Henzo Yamada; Daniela Regina Rancan; Celso Svartma; Patrícia M. de Moraes Barros Fucs; Rodrigo Montezuma César de Assumpção

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):254-259 - Artigo de Revisao
O desequilíbrio e a espasticidade muscular, associados à coxa valga e à anteversão femo-ral persistente, comprometem o desenvolvimento do quadril na paralisia cerebral e podemresultar em dor crônica e até luxação. Alguns desses quadris são submetidos a cirurgias desalvamento decorrentes do grave impacto das suas alterações na qualidade de vida. Fizemosuma revisão sistemática da literatura para comparar os resultados das principais técnicasaplicadas para salvamento do quadril nesses indivíduos. A busca na literatura teve comofoco estudos que avaliaram resultados de cirurgias de salvamento do quadril em paralisiacerebral, publicados de 1970 a 2011, presentes nas bases de dados Embase, Medline, Pub-med, Scielo e Cochrane Library. Apesar de os resultados obtidos não serem estatisticamentecomparáveis, essa revisão sistemática demonstra que as cirurgias de salvamento do qua-dril devem ser indicadas após avaliação individual de cada paciente, decorrente do amploespectro de apresentações da paralisia cerebral. Logo, aparentemente, não há uma técnicacirúrgica superior às outras, mas sim indicações diferentes.

Instabilidade anterior traumática do ombro

João Roberto Polydoro Rosa; Caio Santos Checchia; Alberto Naoki Miyazaki

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):513-520 - Atualizaçao
    A articulação do ombro é a mais instável do corpo humano. Sua instabilidade anterior de causa traumática é uma condição comum e com alta taxa de recidiva em pacientes jovens. A eficácia do tratamento conservador comparado com o tratamento cirúrgico, em suas diversas abordagens, ainda é debatida. O propósito deste estudo foi revisar a literatura, rever conceitos e últimas atualizações sobre o tratamento dessa afecção.

Instabilidade anterior do joelho Radiologia e tratamento *

DÉLIO CAMARGO SANTANA; EDMUNDO M. TEIXEIRA ; JUAREZ S. FILHO

Rev Bras Ortop. 1994;29(5):- - Artigo Original
Os autores apresentam 52 casos de instabilidade anterior de joelho (IAJ) estudados através de exame radiográfico em perfil verdadeiro com apoio monopodálico no pré e pós-operatório e, na sua análise, estabelecem uma conduta cirúrgica e fisioterápica apropriada. Descrevem com detalhes a execução e interpretação do mesmo e suas vantagens. Baseando-se na dinâmica da marcha, chamam a atenção para a subluxação anterior diferencial (SAD) das tíbias, para a inclinação posterior (IP) do planalto tibial; para a indicação cirúrgica precoce no jovem ativo, prevenindo uma lesão meniscal e artrosica e ao componente em extensão da osteotomia, quando associada ou não à reconstrução articular.

Classificação artroscópica da instabilidade glenumeral anterior

SÉRGIO NICOLETTI

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Artigo Original
Pacientes que sofrem luxações glenumerais recidivantes anteriores traumáticas, apesar de não apresentarem lassidão ligamentar, podem ser portadores de variações anatômicas que tornam seus ombros instáveis. Como não existem meios clínicos eficazes para a detecção dos diferentes tipos de variações capsuloligamentares do om-bro, o autor desenvolveu uma classificação artroscópica, que pode ser utilizada para a identificação dos ombros que têm tendência à instabilidade glenumeral. A classificação é considerada importante para a identificação dos ombros que não devem ser tratados por reconstrução artroscópica.

Tratamento da instabilidade anterior do ombro*

GLAYDSON GOMES GODINHO, JOSÉ MÁRCIO GONÇALVES DE SOUZA, JOSÉ MÁRCIO ALVES FREITAS, FLÁVIO MÁRCIO LAGO SANTOS, AGNUS WELERSON VIEIRA5, FRANCISCO MATEUS JOÃO

Rev Bras Ortop. 1997;32(4):- - Artigo Original
RESUMO
Com base em crescente conhecimento da anatomia e fisiopatologia da instabilidade ântero-inferior do ombro e com o crescente desenvolvimento de novas técnicas de cirurgia artroscópica, muito se tem evoluído no tratamento das luxações com o uso da artroscopia ou da videoartroscopia cirúrgica do ombro. São indiscutíveis as vantagens da técnica, como a pouca agressividade e com isto a redução da morbidade, tempo de internação, redução das per-das de amplitude de movimentos e redução dos riscos de infecção pós-cirúrgica, além de permitir o diagnóstico e tratamento de lesões intra-articulares. A indicação formal da cirurgia artroscópica, de apenas para as recidivas das luxações traumáticas, unidirecionais anteriores, foi ampliada com o uso da técnica também nas luxações espontâneas. A ocorrência de recidivas em número de 11 em 79 casos, ou 13,9%, situa-se dentro de padrão médio encontrado na literatura. Os autores, dentre outras considerações, notificam a mudança da técnica de sutura labral de extra-articular (técnica de Morgan) para intra-articular, na perspectiva de obter melhor índice de resultados satisfatórios.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DO PÉ EQÜINO NA PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E QUANTITATIVA DA LITERATURA

RODRIGO MONTEZUMA CÉSAR DE ASSUMPÇÃO; PATRICIA MARIA DE MORAES BARROS FUCS; CELSO SVARTMAN

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):388-398 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma revisão sistemática e quantitativa da literatura que versa sobre o tratamento cirúrgico do pé eqüino na paralisia cerebral, submetendo os resultados à apreciação estatística, caracterizando-se assim uma metanálise, cujo propósito é esclarecer qual a técnica cirúrgica que apresenta o menor risco de recidiva da deformidade em eqüino e quando devemos operar. Métodos: Revisão sistemática e quantitativa da literatura entre 1966 e 2007. A seleção dos artigos seguiu critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Os estudos foram identificados e escolhidos utilizando como estratégia de busca os bancos de dados computadorizados da Internet (Medline, Embase, Lilacs e Biblioteca Virtual Cochrane). Também foi realizada a busca manual de estudos em periódicos e livros. Os dados de cada estudo foram coletados conforme formulário preestabelecido. Foi avaliada a qualidade metodológica de cada estudo. Calculou-se para cada estudo selecionado a estimativa do efeito do tratamento (risco relativo de recidivas). Os dados foram submetidos à apreciação estatística específica direcionada para revisões sistemáticas. Os estudos e dados obtidos foram submetidos à análise clínica e estatística de heterogeneidade por meio da análise de subgrupos (média de idade, tempo de seguimento e técnica cirúrgica utilizada). Resultados: Do total de 70 publicações encontradas, foram selecionados 20 estudos observacionais retrospectivos. A análise dos estudos com seguimento médio acima de cinco anos mostra que as taxas de recidiva se tornam de maior valor absoluto quanto maior o tempo de seguimento. Os estudos em que a média de idade dos pacientes no momento da cirurgia foi superior aos sete anos mostram menor soma dos riscos relativos, quando comparados ao grupo com média de idade inferior aos sete anos, evidenciando diminuição significativa do risco absoluto. A análise comparativa dos estudos que citam alongamentos realizados no tendão calcâneo mostra soma dos riscos relativos inferiores, quando comparados aos estudos que citam alongamentos na junção músculo-tendão, porém, com diminuição pequena no risco absoluto. Conclusões: A zetaplastia para o alongamento do tendão calcâneo tende a ser mais segura. Os pacientes devem ser operados após os sete anos de idade. A longo prazo, o risco de recidiva aumenta de forma significativa, reforçando a necessidade do seguimento destes pacientes, no mínimo, até a maturidade esquelética.Descritores - Paralisia cerebral /complicações; Pé eqüino/ etiologia; Pé eqüino/cirurgia; Procedimentos ortopédicos / métodos; Metanálise.

SUBSTITUTOS ÓSSEOS COMPARADOS AO ENXERTO ÓSSEO AUTÓLOGO EM CIRURGIA ORTOPÉDICA - REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

JOSÉ LUÍS AMIM ZABEU; MARCELO TOMANIK MERCADANTE

Rev Bras Ortop. 2008;43(3):59-68 - Artigo de Revisao
Objetivo: Identificar, a partir de revisão sistematizada da literatura, estudos clínicos com nível de evidência 1 comparando substitutos ósseos ao enxerto autólogo. Métodos: Realizada busca eletrônica de artigos que comparassem o uso do enxerto ósseo autólogo a um substituto ósseo em cirurgia ortopédica. Foram considerados como critérios de elegibilidade ensaios clínicos prospectivos e randomizados em cirurgia ortopédica, com casuística mínima de 20 pacientes, envolvendo ossos da coluna vertebral ou esqueleto apendicular, publicados entre janeiro de 1990 e janeiro de 2006. Resultados: Foram identificados 22 trabalhos, todos em língua inglesa, dos quais cinco compararam enxerto autólogo ao homólogo, sete envolveram uso de proteína morfogenética do tipo 2 (BMP-2), em três foi avaliada a proteína morfogenética do tipo 7 (BMP-7) e sete utilizaram biocerâmicas, como hidroxiapatita, fosfato tricálcio e sulfato de cálcio. Os resultados mais sugestivos da equivalência com o enxerto autólogo se deram nos trabalhos com BMP-2 em cirurgia da coluna vertebral, embora diversos questionamentos possam ser feitos em relação a estes e aos demais estudos analisados, referentes a métodos e possíveis conflitos de interesses. Conclusão: Existem poucos estudos com alto nível de evidência que demonstrem a aplicabilidade clínica dos substitutos ósseos atualmente existentes.Descritores - Substitutos ósseos; Transplante ósseo; Transplante autólogo; Durapatita; Sulfato de cálcio.

USO DE GLICOSAMINA E CONDROITINA NO TRATAMENTO DA OSTEOARTROSE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Osmar Valadão Lopes Jr.; André Manoel Inácio

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):300-306 - Artigo de Revisao
Vol 48  nº4 - Julho / Agosto 2013  Avaliar evidências que apoiem ou refutem o uso de glucosamina e condroitina no tratamento de pacientes com osteoartrose. Foi feita uma revisão da literatura com o uso dos bancos de dados Medline, Pubmed e Cochrane Controlled Trial Register e Cochrane Databases Systematic Reviews (Cochrane Library). Foram considerados apenas estudos com elevado nível de evidências. O estudo incluiu a análise de ensaios clínicos randomizados que incluíram pelo menos 100 pacientes em cada grupo de intervenção, metanálises e revisões sistemáticas. Sete metanálises, uma revisão sistemática e cinco ensaios clínicos randomizados preencheram os critérios de inclusão desta revisão. Frente às melhores evidências existentes até o momento, o uso da glucosamina sulfatada/hidroclorídrica e da condroitina não produz benefícios clinicamente relevantes em pacientes com osteoartrose do joelho e do quadril (nível de evidência I e grau de recomendação A). Futuros estudos com metodologia adequada são necessários para elucidação dessa questão. Keywords - Condroitina Glucosamina Osteoartrose Revisão

Cirurgia da mão e do punho sem suspender varfarina ou antiplaquetários orais - Revisão sistemática

Trajano Sardenberg; Francisco Simões Deienno; Raffaello de Freitas Miranda; Denis Varanda; Andréa Christina Cortopassi; Paulo Roberto de Almeida Silvares

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):390-395 - Artigo de Revisao
    Avaliar, por meio de revisão sistemática da literatura, se há ou não necessidade de suspender medicamentos antitrombóticos (varfarina, AAS e clopidogrel) para a realização de procedimentos eletivos de cirurgia do punho e da mão. A busca de artigos foi feita por meio da combinação de palavras-chave nas bases de dados disponíveis, sem restrições de desenho científico, sendo selecionadas séries com cinco ou mais cirurgias; os artigos selecionados foram analisados em relação às complicações graves (necessidade de tratamento cirúrgico) e leves (sem necessidade de tratamento cirúrgico). Sete artigos foram encontrados e analisados; 410 cirurgias do punho e da mão foram feitas em pacientes em uso de varfarina ou AAS e clopidogrel e observou três complicações graves (0,7%) e 38 leves (9,2%); 2.023 cirurgias foram feitas em pacientes sem uso dos antitrombóticos, apresentaram zero complicações graves e 18 leves (0,8%). Pacientes em uso de varfarina ou antiplaquetários orais (AAS, clopidogrel e AAS associado a clopidogrel) não necessitam suspender a medicação para ser submetidos a cirurgias do punho e da mão.

LUXAÇÃO GLENOUMERAL ANTERIOR AGUDA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS DE REDUÇÃO INCRUENTA

ILDEU AFONSO DE ALMEIDA FILHO; IGOR CEZAR DA SILVA LEITÃO; LEONARDO DE CASTRO; PEDRO JOSÉ PIRES NETO

Rev Bras Ortop. 2006;41(11/12):455-460 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a efetividade da manobra de Spaso, utilizada para a redução incruenta da luxação glenoumeral anterior aguda, tendo como parâmetro a comparação com a manobra de tração e contratração. Métodos: Foram alocados 40 pacientes de forma randomizada em dois grupos, segundo a manobra de redução utilizada. No grupo I foi realizada a manobra de Spaso e, no grupo II, a de tração e contratração. Os dois grupos não apresentaram diferenças quanto ao sexo, idade, tempo de luxação e número de episódios anteriores de luxação glenoumeral anterior aguda. Resultados: A avaliação realizada após a redução mostrou que a dor, medida pela escala visual analógica, foi, em média, de 4,2 no grupo I e de 6,9 no grupo II (p < 0,05). Quanto ao tempo para a realização da manobra, no grupo I foi, em média, de 2,2 minutos e, no grupo II, de 7,4 minutos (p < 0,05). O índice de sucesso no grupo I foi de 89,5% e, no grupo II, de 85%, resultados compatíveis com os da literatura. Não foram observadas complicações relacionadas aos dois métodos. Conclusão: Os autores observaram que a manobra de Spaso se mostrou de fácil reprodutibilidade, rápida aplicação, sendo alternativa viável para a redução incruenta da luxação glenoumeral anterior aguda. Descritores - Articulação do ombro; Luxação do ombro/terapia; Tração/ métodos; Manipulação ortopédica/métodos

Operação de Bristow-Latarjet modificada no tratamento na luxação glenoumeral anterior traumática recidivante

Diogo Lino Moura; Augusto Reis e Reis; João Ferreira; Manuel Capelão; José Braz Cardoso

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):176-183 - Artigo Original

OBJETIVO: Estudo retrospectivo sobre a experiência dos autores na operação de Bristow-Latarjet modificada como tratamento da luxação glenoumeral anterior traumática recidivante com lesão óssea glenoidea.
MÉTODOS: Amostra com 102 casos de luxações glenoumerais submetidos à cirurgia de Bristow-Latarjet modificada. As indicações foram situações de instabilidade glenoumeral anterior traumática recidivante com número de episódios de luxações superior a dois e com lesão óssea da glenoide erosiva ou fragmentária, sem possibilidade de reconstrução. O tempo de seguimento médio foi de 5,33 ± 2,74 anos (mínimo 1; intervalo 1-13).
RESULTADOS: O escore de Walch-Duplay médio na última avaliação foi de 91,23 ± 11,46 (intervalo 15-100). O escore funcional dos pacientes com lesão óssea da glenoide superior a 20% não demonstrou diferença significativa em comparação com aqueles com lesão óssea da glenoide inferior a 20% (90 vs. 92, respetivamente). O escore funcional também não demonstrou diferença significativa entre as categorias de prática desportiva e entre a prática recreativa ou de competição, foi excelente (superior a 90) em todas as categorias. Não se verificou qualquer recidiva das luxações e as únicas complicações observadas foram um caso de instabilidade persistente e uma revisão de um parafuso. Foram identificados sinais imagiológicos de osteoartrose glenoumeral ligeira em 7,84% dos pacientes; no entanto, o escore funcional desses pacientes não demonstrou diferença significativa em comparação com o dos demais.
CONCLUSÃO: A cirurgia de Bristow-Latarjet modificada descrita é uma intervenção muito eficaz e com reduzidas complicações em médio prazo, apresenta resultados funcionais muito satisfatórios no tratamento da instabilidade glenoumeral anterior recidivante associada a lesões ósseas da glenoide.


Palavras-chave: Articulação glenoumeral; Luxação articular; Luxação do ombro; Procedimentos ortopédicos/métodos.

Profilaxia com descolonização nasal em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho e quadril: revisão sistemática com metanálise

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):631-637 - Artigo de Revisao
    Apesar da evolução dos resultados após a artroplastia total de joelho (ATJ) e quadril (ATQ), ainfecção ainda é uma das causas mais desafiadoras para o cirurgião. Em virtude da gravidadee dificuldade do tratamento da infecção articular periprotética, foram criados protocolos deprofilaxia para esse tipo de complicação. O objetivo deste estudo foi avaliar a profilaxia infec-ciosa com a descolonização nasal prévia contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina(MRSA), identificados por meio da coleta de material da nasofaringe por swabs em pacientescom programação cirúrgica de ATJ e ATQ. Foi elaborado um estudo de revisão sistemáticacom metanálise que usou o protocolo PRISMA-2015, no qual foram utilizados os descrito-res: arthroplasty e nasal decolonization ou joint arthroplasty e decolonization ou joint arthroplastye nasal decolonization na língua inglesa. Foram selecionados quatro estudos observacionaisdentre as 79 referências identificadas. A amostra total foi de 10.179 pacientes, divididos emdois grupos: controle (4.788 pacientes) e intervenção (5.391 pacientes). Foi observado que, nogrupo de intervenção, no qual a profilaxia com descolonização nasal foi aplicada, 59 (1,09%)dos pacientes desenvolveram infecção do sitio cirúrgico (ISC), enquanto a ISC foi observadaem 86 (1,79%) dos pacientes no grupo controle. Essa tendência se repetiu em todos os artigosestudados, não sendo observador viés de publicação, constituindo em uma amostra homo-gênea. A profilaxia pré-operatória com descolonização nasal para MRSA, reduz em 39% oscasos de infecção pós-artroplastias do joelho, devendo ser considerada como um protocolocomplementar pelos cirurgiões.

Uso de anticoagulantes orais para prevenção de eventos tromboembólicos no pós-operatório de artroplastia de quadril: revisão sistemática

Anderson Reus Trevisol; Eduardo Felipe Mandarino Coppi; Julia Pancotte; Emanuelly Casal Bortoluzzi; Gabriel Pozzobon Knop

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):515-520 - Artigo de Revisao

Os anticoagulantes orais usados no pós-operatório de artroplastia de quadril para prevenção de eventos tromboembólicos geram dúvidas a respeito da efetividade tromboprofilática e da redução de riscos hemorrágicos. Para isso, esta revisão sistemática tem como objetivo avaliar o uso de anticoagulantes orais para prevenção de eventos tromboembólicos no pós-operatório de pacientes submetidos a artroplastia de quadril. Os métodos usados foram pesquisas nas bases de dados indexadas do PubMed, BVS e periódicos da Capes de setembro de 2015 a junho de 2016, dos últimos dez anos, completos, livres e nos idiomas inglês e português. Os resultados apresentaram alguns casos de embolia pulmonar, trombose venosa profunda e sangramentos; apesar disso, os NACOs foram considerados, pelos estudos citados, eficazes na prevenção de eventos tromboembólicos. Os três medicamentos estudados mostraram-se importantes na prevenção de eventos tromboembólicos, mas os melhores resultados profiláticos foram obtidos com Rivaroxaban 10 mg, uma vez ao dia, com duração entre 30 e 35 dias com anticoagulantes orais e 28 a 42 dias com antiagregante plaquetário.


Palavras-chave: Artroplastia de quadril; Anticoagulantes; Embolia pulmonar; Trombose venosa/prevenção & controle.

Instabilidade anterior do joelho: fatores prognósticos clínicos e radiográficos

EDGARD DOS SANTOS PEREIRA; CARLOS GORIOS; FABIO COLETTI; GILBERTO LUÍS CAMANHO

Rev Bras Ortop. 1998;33(5):- - Artigo Original
Os autores estudam 146 pacientes portadores da síndrome da instabilidade anterior do joelho, definida por história clínica caracterizada por queixas de falseio, insegurana e limitaão de atividades e, ao exame físico, frouxidão ligamentar comprovada pelo teste de Lachman. O objetivo é traar um perfil clínico e radiográfico do paciente portador de lesão do ligamento cruzado anterior que irá desenvolver a síndrome, por meio de fatores, chamados prognósticos, clínicos e radiográficos. Na metodologia, estudam respostas dos pacientes a um questionário e medidas radiográficas do joelho, além da correlaão des-tes dados entre si. Observam em pacientes ativos, que praticam esporte de nível I g protocolo do International Knee Documentation Committee g, com carga semanal media-na de 5 horas, falseio precoce, 47,37% até o segundo mês decorrido da lesão, considerando estes como fatores clínicos prognósticos; os mesmos não mantêm correlaão com idade, sexo, lado da lesão, lado dominante e bilateralidade da lesão. Entre as medidas radiográficas, comprovam o estreitamento da fossa intercondilar (medido pelo índice da largura intercondilar femoral), o ângulo de inclinaão do planalto tibial medial aumentado, acima de 7º, e a presena de um sulco de depressão femoral condilar lateral significativo, comparativamente ao lado contralateral.

Evolução clínica da instabilidade anterior do joelho não tratada*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; GUSTAVO MAURÍCIO DE AZEVEDO PIRES; HUGO ALEXANDRE A.B. COBRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
Os autores selecionaram 80 pacientes com diagnóstico de instabilidade anterior do joelho que, por alguma razão, não se submeteram a nenhum tipo de tratamento durante pelo menos um ano após o diagnóstico. Aplicaram, através de consulta telefônica, um questionário padronizado. Foram avaliados sexo, idade, lado acometido, tempo de lesão, método diagnóstico, presença de sintomas e retorno ao nível de atividade esportiva pré-lesão. No momento da entrevista, 45 pacientes informaram que se haviam submetido a tratamento cirúrgico. Dos 35 pacientes que não realizaram nenhum tratamento, 30 (85,7%) eram do sexo masculino; o lado direito foi acometido em 22 (62,8%); 26 (74,2%) tinham tempo de lesão maior do que um ano. As faixas etárias predominantes foram as entre 30 e 40 anos, com 17 indivíduos (48,5%) e acima de 40, com 9 (25%). O diagnóstico de lesão do LCA foi essencialmente clínico em 32 casos (91,4%). Vinte e nove pacientes (82,8%) não retornaram às atividades esportivas no mesmo nível, fato verificado com maior intensidade no grupo etário de 30-40 anos (13 casos). A presença de sintomas incapacitantes como dor, inchaço e falseio foi mais observada nos grupos etários de 30-40 anos e acima de 40; no entanto, a grande maioria dos pacientes (28 casos - 80%) se queixou de algum tipo de limitação funcional.

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