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Busca por: Impacto femoroacetabular – Fatores associados à presença de lesões profundas da junção condrolabral*

Impacto femoroacetabular – Fatores associados à presença de lesões profundas da junção condrolabral*

Samuel Faccioni; Vinicius Adelchi Cachoeira; Gabriel Pozzobon Knop; Luiz Henrique Penteado Silva; Tercildo Knop

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):434-439 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os fatores associados à presença de lesões condrais profundas (graus III e IV de Konan/Haddad) em pacientes submetidos à artroscopia do quadril para tratamento do impacto femoroacetabular (IFA).
MÉTODO Estudo transversal, prospectivo, de uma série de 125 artroscopias consecutivas do quadril feitas entre maio de 2016 e maio de 2017. Depois de aplicados os critérios de exclusão, foram analisados 107 quadris de 92 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico do IFA dos tipos misto e CAM. Para fins de análise, os grupos foram divididos entre lesões consideradas leves e profundas, e foi feita associação com escore de sintomas, ângulo de cobertura lateral, ângulo alfa, idade, gênero, e classificação radiológica de artrose. Foram considerados como estatisticamente significativos testes com valor de probabilidade < 0,05.
RESULTADOS Pacientes cujos quadris apresentaram lesões consideradas profundas tiveram escores de quadril não artrítico (NAHSs, na sigla em inglês) significativamente maiores do que aqueles cujos quadris apresentavam lesões consideradas leves ou não apresentavam lesão condrolabral (67,9 ± 19,4 versus 57,0 ± 21,9; p = 0,027). A prevalência de lesões profundas foi maior nos quadris Tonnis 1 do que nos que apresentaram Tonnis 0: 15 (55,6%) versus 10 (12,7%), respectivamente; p < 0,001. Homens apresentaram melhores escores funcionais e maior prevalência de lesões graus III e IV do que as mulheres: 65,6 ± 19,6 versus 49,3 ± 21,6; p < 0,001, e 23 (34,3%) versus 2 (5,0%), p = 0,001, respectivamente.
CONCLUSÃO Homens apresentaram maior prevalência de lesões profundas. Quadris Tonnis 1 tiveram um risco 4,4 vezes maior de apresentar essas lesões. Pacientes com lesões condrolabrais profundas apresentaram melhor escore funcional pré-operatório.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; artroscopia; quadril.

Lesões do manguito rotador e fatores associados à reoperação

Alexandre Litchina Carvalho,; Fabrício Martinelli; Lucas Tramujas; Marcelo Baggio; Marina Spricigo Crocetta e Rafael Olivio Martins

Rev Bras Ortop. 2016;51(3):298-302 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a prevalência de LMR, descrever o perfil do paciente reoperado, a causa da rerruptura tendínea, a evolução da lesão e a variação de tempo entre os procedimentos cirúrgicos. Métodos: Estudo com delineamento transversal, que envolveu 604 eventos cirúrgicos feitos entre janeiro de 2006 e dezembro de 2012, em dois hospitais de referência regional. Após aprovação pelo comitê de ética, os dados foram coletados em um único momento, descreveu-se o perfil epidemiológico dos pacientes e usou-se a classificação de Cofield para mensurar a extensão das lesões, as quais foram operadas por via artroscópica em todos os pacientes. Os dados foram digitados no programa Epinfo versão 3.5.3®, e analisados no SPSS versão 18.0®. Resultados: Entre os 604 procedimentos, o sexo feminino esteve predominantemente acometido com 351 (58,1%) e quando o membro dominante foi o direito ele esteve acometido em 90% dos casos (p < 0,05). O tendão supraespinhal foi acometido em 574 (95%) casos e as lesões foram de tamanho médio em 300 (49,7%) casos. Foram 18 (2,98%) reoperações e o membro superior direito foi o mais acometido (66,6%), com causa não traumática em 12 pacientes. As relesões foram em sua maioria menores (44%), com o tempo entre os dois procedimentos cirúrgicos que variou entre seis e 298 semanas. Conclusão: Sexo feminino, extensão menor no segundo procedimento e causa não traumá- tica foram encontrados na maior parte dos casos analisados.

Impacto femoroacetabular

José Batista Volpon

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):621-629 - Artigo de Revisao
    O impacto femoroacetabular (FAI) é condição de caracterização relativamente recente; decorre de relações anatômico-funcionais anormais entre a região proximal do fêmur e o acetábulo, associadas a movimentos de repetição, que acarretam lesões no labrum e na cartilagem acetabular. As alterações são representadas pela retroversão acetabular ou diminuição da altura entre a borda lateral da cabeça e o colo femoral. Além disso, o impacto femoroacetabular pode ser secundário a fraturas do colo do fêmur com consolidação viciosa ou decorrer de osteotomias pélvicas que provocam o retrodirecionamento do acetábulo. Essas anomalias levam ao contato femoroacetabular patológico que origina forças de impacto e cisalhamento durante os movimentos do quadril. Em consequência, há lesão labral e artrose precoce. O diagnóstico é feito pela sintomatologia típica, sinais radiográficos e ressonância magnética. O tratamento fundamenta-se na correção das anomalias anatô- micas, reparo do labrum e remoção da cartilagem lesada. Entretanto, há necessidade de conhecer melhor a evolução natural da afecção, principalmente nos indivíduos assintomá- ticos, bem como resultados do tratamento em longo prazo

Impacto femoroacetabular misto associado a impacto subespinhal: reconhecimento do impacto femoropelvico trifocal

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Ranieri Monteiro Cardoso; Rodrigo Silva Loque; Luiz Fernando Ribeiro Monte; José Paulo Sabino de Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):389-394 - Relato de Caso

O objetivo deste trabalho foi descrever a abordagem cirúrgica artroscópica do impacto subespinhal (ISE) da espinha ilíaca anteroinferior (EIAI) associado ao impacto femoroacetabular (IFA) misto, por meio de dois portais artroscópicos padrão (anterolateral e medioanterior distal) em pacientes com impacto trifocal. Os autores relatam os casos de dois pacientes do sexo masculino, de 32 e 36 anos, com impacto femoropelvico trifocal (IFPT). A técnica consiste na ressecção segmentar da cápsula, dissecção artroscópica da EIAI com liberação parcial do reto femoral, osteoplastia com ressecção da proeminência com lâmina óssea e auxílio radioscópico, correção do pincer, reparo da lesão condrolabial com âncoras e osteoplastia femoral. Detalhes sobre o diagnóstico e a técnica são apresentados e discutidos. Nos casos operados, foi observada recuperação do arco de movimento normal do quadril e ausência de dor, que se mantiveram por um ano pós-operatório. Radiografias demonstram boa correção dos três focos de impacto em ambos os pacientes. A simultânea correção do IFPT nos seus três componentes (came, pincer e subespinhal) promoveu alívio completo dos sintomas e o retorno ao trabalho e aos esportes. Propõe-se que, na abordagem do ISE sintomático, sempre seja considerada a possibilidade da presença de IFA associado; nesses casos, a abordagem deve ser completa.


Palavras-chave: Impacto femoroacetabular; Articulação do quadril; Artroscopia; Lesões do quadril; Deformidades articulares adquiridas.

Caracterização de artroplastias de quadril e joelho e fatores associados à infecção

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):694-699 - Artigo Original
Objetivo: Caracterizar as artroplastias, calcular a taxa de infecção cirúrgica e identificarfatores de risco relacionados.Métodos: Estudo de coorte retrospectivo. Os dados das cirurgias feitas entre 2010 e 2012 foramcoletados em fontes documentais e analisados com auxílio de programa estatístico e testesexato de Fisher, t de Student e não paramétrico de Mann-Whitney e Wilcoxon.Resultados: Foram analisadas 421 artroplastias totais em 346 pacientes, 208 de joelho e 213de quadril; 18 (4,3%) pacientes infectaram; entre esses, 15(83,33%) foram reoperados e dois(15,74%) evoluíram para óbito. A prevalência de infecção em artroplastia total de quadrilprimária foi de 3%, em artroplastia total de joelho primária de 6,14% e em revisão de artro-plastia total de joelho de 3,45%; Staphylococcus aureus foi prevalente. O tempo de duração dacirurgia indicou uma tendência como fator de risco (p = 0,067).Conclusão: A prevalência de infecção em artroplastia total de joelho primária foi superior àsdemais e não foram identificados fatores de risco para infecção com significância estatística.

Fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fraturas de fêmur

Léo Graciolli Franco; Amanda Loffi Kindermann; Lucas Tramujase Kelser de Souza Kock

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):509-514 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fratura de fêmur em um hospital unicêntrico regional. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Foram selecionados, por meio do prontuário eletrônico, pacientes internados com diagnóstico de fratura de fêmur (CID S72) com 60 anos ou mais de 2008 a 2013. Resultados: Foram avaliados 195 indivíduos com idade média de 78,5 ± 9,6 e o gênero feminino foi mais prevalente (68,2%). O principal mecanismo de queda foi o de baixa energia (87,2%), a feitura de cirurgia foi de 93,3%, o tempo de internação médio foi de 13,6 ± 7,5 dias, o tempo de espera para a cirurgia médio foi de 7,7 ± 4,2 dias. A prevalência de mortalidade foi de 14,4%, ocorreu principalmente nos indivíduos mais idosos (p = 0,029), com leucocitose (p < 0,001), com necessidade de cuidados intensivos (p < 0,001) e que não foram submetidos a cirurgia (p < 0,001). A sobrevida média foi significativamente maior nos pacientes submetidos a cirurgia e inversamente nos pacientes que necessitaram da unidade de terapia intensiva. Conclusão: As mulheres predominaram nas internações e o grau de leucocitose associado a idade avançada apresentou relação com a mortalidade, independentemente do tipo de lesão e procedimento cirúrgico. Ainda devem ser feitos mais estudos para avaliar outros fatores associados à mortalidade.

Comorbidades, intercorrências clínicas e fatores associados à mortalidade em pacientes idosos internados por fratura de quadril

Stephanie Victoria Camargo Leão Edelmuth; Gabriella Nisimoto Sorio; Fabio Antonio Anversa Sprovieri; Julio Cesar Gali; Sonia Ferrari Peron

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):543-551 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as comorbidades e as intercorrências clínicas e determinar os fatores associados à mortalidade de pacientes idosos internados por fratura de quadril em um hospital público de atenção terciária.
MÉTODOS: Neste estudo coorte retrospectivo, foram revisados 67 prontuários médicos de pacientes com idade igual ou maior que 65 anos, admitidos em nossa instituição por fratura de quadril, no período entre janeiro a dezembro de 2014. Foram avaliados os intervalos de tempo entre a fratura e admissão hospitalar e entre essa e o procedimento cirúrgico, o tempo total de internação, a presença de comorbidades, as intercorrências clínicas, o tipo de procedimento ortopédico adotado, o risco cirúrgico, o risco cardíaco e o desfecho de alta.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77,6 anos, com predominância do sexo feminino (64,1%). A maioria dos pacientes (50,7%) tinha duas ou mais comorbidades. As principais intercorrências clínicas durante a internação foram distúrbios cognitivo-comportamentais e infecções respiratórias e do trato urinário. Os intervalos de tempo entre fratura e internação e entre essa e a cirurgia foram superiores a sete dias na maioria dos casos. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,9% e esteve diretamente vinculada à presença de infecções no período hospitalar (p = 0,006), ao intervalo de tempo entre a internação e a cirurgia superior a sete dias (p = 0,005), ao escore de Goldman igual a III (p = 0,008) e à idade igual ou superior a 85 anos (p = 0,031).
CONCLUSÃO: Pacientes com fraturas do quadril geralmente apresentam comorbidades, estão predispostos a intercorrências clínicas e têm uma taxa de mortalidade de 11,9%.


Palavras-chave: Idosos; Fraturas do quadril; Cirurgia ortopédica.

TRATAMENTO ARTROSCÓPICO DO IMPACTO FEMOROACETABULAR

Giancarlo C. Polesello; Marcelo C. Queiroz; Nelson K. Ono; Emerson K. Honda; Rodrigo P. Guimarães; Walter Ricioli Junior

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):230-238 - Artigo Original
Objetivos: O propósito deste estudo é avaliar os resultados em curto prazo do tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular. A hipótese é a de que os resultados do tratamento artroscópico são favoráveis. Métodos: Entre agosto de 2003 e agosto de 2007, 28 quadris foram submetidos ao tratamento do impacto femoroacetabular pela via artroscópica. A idade média dos pacientes foi de 34 anos, com média de seguimento de 27 meses. Quanto à melhora clínica, os pacientes foram avaliados pré e pósoperatoriamente pelo Harris Hip Score (HHS) modificado por Byrd. Os pacientes foram avaliados pré e pós-operatoriamente em relação à rotação interna do quadril acometido. Os valores obtidos nos índices acima foram analisados estatisticamente através do método de Wilcoxon para a avaliação de variáveis não paramétricas. Resultados: O Harris Hip Score médio pré-operatório foi de 54,2 e o pós-operatório, de 94,8 (p < 0,001). O aumento médio do HHS foi de 37,5 pontos. Houve quatro resultados bons (15%) e 24 excelentes (85%). Pré-operatoriamente os pacientes apresentavam rotação interna do quadril média de 17° e pósoperatoriamente, de 36°. O aumento médio de rotação interna foi de 19° (p < 0,001). Conclusão: O tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular tem resultados satisfatórios. Descritores - Osteoartrite do quadril/diagnóstico; Osteoartrite do quadril/etiologia; Osteoartrite do quadril/terapia; Articulação do quadril/patologia; Artroscopia.  

Sobrediagnóstico do impacto femoroacetabular: correlação entre a clínica e a tomografia computadorizada em pacientes sintomáticos

Richard Prazeres Canella,; Guilherme Pradi Adam; Roberto André Ulhôa de Castillo; Daniel Codonho; Gerson Gandhi Ganev; Luiz Fernando de Vicenzi

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):200-207 - Artigo Original
    Objetivo: Correlacionar, por tomografia computadorizada (TC), os ângulos entre o acetábulo e o fêmur proximal em pacientes sintomáticos com impacto femoroacetabular (IFA). Métodos: Avaliamos, retrospectivamente, 103 quadris (103 pacientes) e medimos por TC multislice os ângulos de cobertura acetabular, de versão acetabular (em sua porção supraequatorial e no seu terço médio), de versão do colo femoral, cervicodiafisário, alfa e de profundidade acetabular. Para análise estatística, usamos o coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Houve correlação inversa entre os ângulos: 1) cobertura acetabular versus ângulo alfa (p = 0,019); 2) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,049). Para pacientes com anteversão femoral menor do que 15?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,026); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,02). Para pacientes com versão acetabular (supraequatorial) menor do que 10?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,004); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,009). Conclusão: Há correlação inversa estatisticamente significativa entre os ângulos de versão acetabular e o ângulo alfa (quanto menor o ângulo de anteversão acetabular, maior o ângulo alfa femoral) em pacientes sintomáticos. Isso reforça a hipótese de que o IFA ocorre quando há simultaneamente os achados de cam e pincer por retroversão acetabular e que esse não causa o IFA isoladamente, o que leva a sobrediagnóstico nesses casos.

A versão femoral está associada a alterações na força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático?*

Adriano David Marostica; André Luiz Almeida Pizzolatti; Guilherme Pradi Adam; Daniel Codonho; Richard Prazeres Canella; Gerson Gandhi Ganev

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):422-427 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo deste estudo foi avaliar a associação da anteversão femoral e da força dos músculos do quadril em indivíduos com síndrome do impacto femoroacetabular.
MÉTODO Os ângulos de versão femoral descritos nas imagens de ressonância magnética articular e os testes isocinéticos foram avaliados retrospectivamente entre julho de 2016 e dezembro de 2017. Os critérios de inclusão foram: a) versão femoral avaliada pelo mesmo radiologista; b) ângulo α ≥ 55º; e c) ausência de dor limitante durante o teste isocinético. Os picos de torque em flexão/extensão, abdução/adução e rotação interna/externa foram avaliados a 30º/s em 5 repetições. A correlação entre a versão femoral e a força muscular foi avaliada por meio de regressão linear simples, com nível de significância estatística de 5%.
RESULTADOS Um total de 37 mulheres atenderam aos critérios de inclusão. Foram avaliados 51 quadris sintomáticos. Não houve correlação da anteversão femoral nos picos de torque em flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa e rotação interna.
CONCLUSÃO A anteversão femoral não foi correlacionada à força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; força muscular; articulação coxofemoral.

IMPACTO FEMOROACETABULAR: UMA DAS CONDIÇÕES PRECURSORAS DA OSTEOARTROSE DO QUADRIL

MARCUS VINÍCIUS CRESTANI; MARCO AURÉLIO TELÖKEN; PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO

Rev Bras Ortop. 2006;41(8):285-293 - Atualizaçao
A osteoartrose (OA) do quadril é classicamente dividida em dois tipos principais: primárias ou "idiopáticas" e secundárias. Os mecanismos responsáveis pela OA primária da articulação coxofemoral permaneceram desconhecidos por muitos anos. Trabalhos realizados pela equipe do Dr. Reinhold Ganz, em Berna, na Suíça, apontam evidências clínicas sugestivas de que o impacto femoroacetabular (IFA) seja fator etiológico de alterações degenerativas precoces que progridem para OA, sendo, dessa forma, responsáveis por grande parte daquelas outrora classificadas como idiopáticas. Por meio de extensa revisão de literatura, os auto-res apresentam a terminologia, os mecanismos, a anatomia patológica, os métodos diagnósticos e o tratamento do IFA. Salientam a existência de indícios que permitem, com tratamento precoce, evitar o desencadeamento ou desacelerar a progressão da OA do quadril.Descritores - Osteoartrites; Articulação do quadril/patologia

PREVALÊNCIA DE DOR LOMBAR INESPECÍFICA E FATORES ASSOCIADOS EM ADOLESCENTES DE URUGUAIANA/RS".

Susane Graup; Mauren Lúcia de Araújo Bergmann; Gabriel Gustavo Bergmann

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):661-667 - Artigo Original
Objetivo: Identificar a prevalência de dor lombar inespecífica e os fatores associados em adolescentes de Uruguaiana/RS.Métodos: Estudo transversal de base escolar, feito com adolescentes de 10 a 17 anos matriculados no turno diurno das redes municipal e estadual de ensino de Uruguaiana/RS. Foram avaliados 1.455 adolescentes. O procedimento de coleta dos dados ocorreu em duas etapas. Inicialmente foi aplicado um questionário sobre indicadores sociodemográficos, comportamentos e hábitos da rotina diária e histórico de dor lombar inespecífica. Posteriormente foram avaliadas as medidas de estatura, massa corporal, flexibilidade e forc ¸ a/resistência abdominal. Para a análise dos dados foram usados os métodos univariado, bivariado e multivariável e foi considerado nível de significância de 5% para todos os testes.Resultados: A prevalência de dor lombar nos adolescentes avaliados foi de 16,1%. Por sexo, o masculino apresentou uma prevalência de 10,5% e o feminino, de 21,6%. As variáveis sexo, índice de massa corporal, forc ¸ a/resistência abdominal e nível de atividade física apresentaram associação estatisticamente significativa com a dor lombar inespecífica. Na análise ajustada o sexo (OR = 2,36; p < 0,001), a idade (OR = 1,14; p < 0,001) e o índice de massa corporal (OR = 1,44; p = 0,029) mantiveram significância no modelo final.Conclusões: Adolescentes do sexo feminino que apresentaram idades mais elevadas e estavam com sobrepeso ou obesidade têm mais chances de desenvolver dor lombar inespecífica. Descritores - Dor lombar Adolescente Sexo Índice de massa corporal Colágeno

ESTUDO ANATÔMICO DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR: IMPACTO FEMOROACETABULAR E O EFEITO CAM

PEDRO JOSÉ LABRONICI; SERGIO DELMONTE ALVES; ANSELMO FERNANDES DA SILVA; GILBERTO RIBEIRO GIUBERTI; ROLIX HOFFMANN; JUSTINO NÓBREGA DE AZEVEDO NETO; JORGE LUIZ MEZZALIRA PENEDO

Rev Bras Ortop. 2009;44(2):120-124 - Artigo Original
Objetivo: Analisar as variações anatômicas da extremidade proximal do fêmur que pudessem desenvolver o impacto femoroacetabular. Métodos: Foram utilizados 199 espécimes anatômicos de fêmures esqueleticamente maduros. Os fêmures foram medidos para determinar o ângulo da anteversão do colo femoral, ângulo cervicodiafisário, esfericidade da cabeça femoral em ântero-posterior e súpero-inferior, ângulo entre a epífise e o colo femoral anterior, ângulo entre a epífise e o colo em perfil, distância em ântero-posterior a 5mm da junção cabeça e colo e distância em ântero-posterior da base do colo. Resultados: Observou-se que o subgrupo com impacto apresentou diâmetro da junção a 5mm (p = 0,0001) e cam-cabeça (%) (p = 0,0001) significativamente maiores e base-cam (%) (p = 0,0001) significativamente menor que o subgrupo sem impacto. Identificou-se que cam-cabeça (%) = 80 e base-cam (%) = 73 foram os pontos ótimos para o impacto. Conclusão: O estudo mostrou que o efeito cam, causado por variações anatômicas da extremidade proximal do fêmur, se concentrou na junção cabeça-colo e base do colo-junção cabeça-colo. Esses índices podem ser fatores preditivos do impacto.Descritores - Osteoartrites do quadril; Articulação do quadril/ patologia; Femur.

AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS DE IMPACTO FEMOROACETABULAR APÓS EPIFISIÓLISE DO FÊMUR PROXIMAL

Fábio Peng Krüger; Paulo Sérgio Gérzon de Britto; Lauro Machado Neto; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):176-182 - Artigo Original
Objetivo: Neste trabalho, procuramos avaliar se existe relação entre o grau de deslizamento da epifisiólise femoral proximal (EFP) e a presença de impacto femoroacetabular (IFA). Ainda, analisou-se o arco de movimento do quadril (ADM) em relação ao IFA, além de revisar a literatura sobre o assunto. Método: Foram analisados 19 casos de EFP em 15 pacientes tratados cirurgicamente com epifisiodese in situ com um parafuso canulado, com seguimento médio de 27 meses. Realizou-se a análise do grau de deslizamento da EFP pelos ângulos epimetafisário (âEM) e coloepifisário (âCE) da radiografia em perfil, dos sinais de impacto radiográficos na incidência anteroposterior, dos sintomas clínicos e do ADM do quadril. Resultados: Evidenciou-se que o grau de deslizamento da EFP (através do âEM) apresenta relação inversa estatisticamente significante com a presença de IFA no período médio de seguimento deste estudo. Ou seja, os pacientes que demonstraram um quadro sintomático de IFA apresentaram graus menores de deslizamento. Isso pode ser explicado pelo fato que o tipo de impacto que ocorre na EFP (came de inclusão ou de impacção) depende do grau de deslizamento, e estes se apresentam de forma e cronologia diferentes. O ADM do quadril não apresentou relação com o IFA. Conclusão: Há relação entre o grau de deslizamento e a presença de IFA clínicoradiológica após EFP.Descritores - Epífise Deslocada/diagnóstico; Epífise Deslocada/ epidemiologia; Epífise Deslocada/radiografia; Epífise Deslocada/ complicações; Articulação do Quadril.

Abordagem extracapsular para tratamento artroscópico de Impacto Femoroacetabular: Resultados clínicos, radiográficos e complicações

Bruno Dutra Roos; Milton Valdomiro Roos; Antero Camisa Júnior; Ezequiel Moreno Ungaretti Lima; Diego Paulo Gyboski; Lucas Schirmer Martins

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivos: Avaliar os resultados clínicos e radiográficos e as complicações relativos a paci-entes submetidos a tratamento artroscópico de impacto femoroacetabular com o uso daabordagem extracapsular.Métodos: Entre janeiro de 2011 e março de 2012, 49 pacientes (50 quadris) foram submetidos atratamento artroscópico de impacto femoroacetabular pela Equipe de Cirurgia do Quadril doHospital Ortopédico de Passo Fundo (RS). Preencheram todos os requisitos necessários paraeste trabalho 40 pacientes (41 quadris). O seguimento médio foi de 29,1 meses. Os pacientesforam avaliados pelo Harris Hip Score modificado por Byrd (MHHS), Non-Arthritic Hip Score(NAHS) e quanto à rotação interna do quadril. Também foram avaliados radiograficamente.Aferiu-se o ângulo CE, a dimensão do espaço articular, o ângulo alfa, o índice colo-cabeça,o grau de artrose e a presença de ossificação heterotópica do quadril.Resultados: Dos 41 quadris tratados, 31 (75,6%) apresentaram resultados clínicos bons ouexcelentes. Observou-se um aumento médio pós-operatório de 22,1 pontos para o MHHS,21,5 para o NAHS e 16,4?na rotação interna do quadril (p < 0,001). Quanto à avaliação radi-ográfica, observou-se correção para índices considerados normais do ângulo alfa e índicecolo-cabeça, com diminuição média de 32,9oe aumento médio pós-operatório de 0,10, res-pectivamente (p < 0,001).Conclusão: O tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular com o uso da abordagemextracapsular apresentou resultados clínicos e radiográficos satisfatórios em seguimentomédio de 29,1 meses, com poucas complicações.

Tratamento cirúrgico do impacto femoroacetabular pós- epifisiólise pelo método da luxação controlada do quadril

Weverley Rubele Valenza; Jamil Faissal Soni; Christiano Saliba Uliana; Fernando Ferraz Faria; Gisele Cristine Schelle; Daniel Sakamoto Sugisawa

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):418-423 - Artigo Original
    Objetivo: Relatar nossa experiência e os resultados preliminares com a luxação cirúrgica controlada do quadril no tratamento do impacto femoroacetabular (IFA) tipo CAM em adolescentes e adultos jovens com sequela de epifisiólise femoral proximal. Métodos: Análise retrospectiva de 15 pacientes tratados em hospital terciário, onde foram selecionados prontuários de pacientes que fizeram o procedimento de 2011 até 2013. Os dados coletados para análise foram: dados demográficos, descrição do procedimento cirúrgico, avaliação da mobilidade articular, impressão subjetiva do paciente no que se refere à melhoria clínica e se optariam por fazer a cirurgia novamente, cirurgias anteriores no quadril e complicações. Foram excluídos pacientes com seguimento menor do que seis meses, portadores de outras doenças do quadril, submetidos a osteotomias do fêmur proximal no mesmo momento da osteocondroplastia e cujo prontuário estivesse incompleto quanto às informações necessárias para o presente estudo. Resultados: Foram avaliados 15 pacientes e 17 quadris submetidos a osteocondroplastia para o tratamento do IFA, nove pacientes eram do sexo feminino, média de 18 anos e seguimento mínimo de dois anos. Quanto à lateralidade, oito pacientes foram operados do lado esquerdo e cinco do lado direito, além de dois pacientes nos quais a osteocondroplastia foi feita de forma bilateral. Em 14 casos, abaixamento do trocânter maior (alongamento relativo do colo) foi associado à osteocondroplastia. Treze pacientes tinham como cirúrgia prévia a fixação da epifisiólise, em seis (oito quadris) foi feita osteotomia flexora prévia e um fez uma artroscopia do quadril. Em 14 pacientes houve melhoria da mobilidade e da dor no quadril, quando comparada com o pré-operatório. Esses 14 pacientes relataram que fariam a cirurgia novamente. Foram observadas duas complicações, uma soltura da fixação do trocânter maior e uma ossificação heterotópica.

Prevalência de sinais radiográficos de impacto femoroacetabular em indivíduos assintomáticos e não atletas*

André Sousa Garcia; Murilo Gobetti; Anderson Yutaka Tatei; Guilherme Guadagnini Falótico; Gustavo Gonçalves Arliani; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):60-63 - Artigo Original

OBJETIVO O impacto femoroacetabular foi descrito como uma variação anatômica do fêmur proximal e/ou da borda acetabular, causa impacto na articulação do quadril. Uma parcela da população assintomática quanto ao quadril pode apresentar alterações radiográficas de impacto femoroacetabular. O objetivo do estudo é avaliar a prevalência desses sinais em indivíduos do sexo masculino assintomáticos e sedentários.
MÉTODOS Estudo clínico, observacional, primário, transversal, controlado. Foram selecionados 32 voluntários masculinos, de 18 a 40 anos, assintomáticos quanto ao quadril, sedentários, atendidos em um Pronto-Socorro de Ortopedia de Hospital Universitário. Todos fizeram radiografias anteroposteriores da pelve padronizadas. Foram analisadas as medidas de ângulo alfa, índice de retroversão, sinal da espinha isquiática e sinal da parede posterior.
RESULTADOS A média de idade foi de 29 anos (18-40). A prevalência de sinais radiográficos de impacto femoroacetabular com o uso do ângulo alfa de 67o foi de 53,1%; como ângulo alfa de 82o, essa prevalência foi de 31,2%. A média do ângulo alfa foi de 67o (52,4-88,2o), 35,9% dos quadris foram classificados como limítrofes e 6,3% como patológicos. Amédia do ângulo alfa para o lado direito foi de 67,5o (52,5-88,2o) e para o esquerdo, 66,6o (53,1-86,9o). O índice de retroversão médio foi de 0,048 (lado direito - 0,044 e lado esquerdo - 0,052). O sinal da espinha foi positivo em15,6% e da parede posterior em 20,3%.
CONCLUSÃO O presente estudo demonstrou que a prevalência de sinais radiográficos numa população de homens adultos, assintomáticos e sedentários foi elevada (31,2%). O real significado clínico desse achado ainda carece de novos estudos.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; quadril; lesões no quadril

LIPOMA ARBORECENS: CASO RARO DE RUPTURA DO MANGUITO ROTADOR ASSOCIADO A PRESENÇA DE LIPOMA ARBORECENS NA BURSA SUBACROMIAL-SUBDELTOIDEA E GLENO-UMERAL

Eduardo Benegas1, Arnaldo Amado Ferreiro Neto2, Daniel Sabatini Teodoro3, Marcos Vinícius Muriano da Silva3, Augusto Medaglia de Oliveira3, Renée Zon Filippi4, Flávia de Santis Prada1

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):- - Relato de Caso
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RESUMO

Lipoma arborescens é uma condição rara de moléstia intra-articular, usualmente monoarticular, caracterizada por extensa proliferação dos vilos sinoviais e hiperplasia da gordura subsinovial. O tecido sinovial é progressivamente substituído por células maduras de gordura na membrana sinovial. O presente trabalho é o relato de caso de uma condição rara de lipoma arborescens tanto intra-articular (glenoumeral) como da bursa subacromial-subdeltoide além de ruptura do tendão do supraespinhoso. As apresentações clínicas, histológicas e radiográficas assim como o tratamento são discutidos no presente estudo. A apresentação do caso contempla também a avaliação radiográfica, ressonância magnética e exame patológico. Apesar do lipoma arborescens ser uma condição rara, tal hipótese deve ser considerada frente a um caso com hiperproliferação sinovial e lipossubstituição da sinovial.

Descritores - Lipoma/diagnóstico; Lipoma/radiografia; Ombro; Sinovite; Bursite.

ENSAIO MECÂNICO DA RESISTÊNCIA AO IMPACTO DO CIMENTO ÓSSEO PURO E ASSOCIADO A DUAS DROGAS ANESTÉSICAS LOCAIS

VINCENZO GIORDANO; HENRIQUE RIOS; MARCOS MOREIRÃO; MARCOS GIORDANO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; ALEXANDRE PALLOTTINO; SILVIO DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2007;42(7):225-230 - Artigo Original
Objetivo: Investigar o comportamento mecânico da combinação de anestésico local e cimento ósseo in vitro. Métodos: Foram comparados dois cimentos ortopédicos (Simplex® e Biomecânica®) e duas drogas anestésicas locais de largo uso na clínica anestesiológica (lidocaína e bupivacaína). Os anestésicos utilizados estavam em pó. Elaboraramse seis grupos de investigação, baseados na combinação ou não das drogas. Nos grupos em que o polímero foi combinado à medicação, a mistura consistiu de 40g de polimetilmetacrilato com 2g de anestésico local. Foram confeccionados 60 corpos de prova prismáticos, medindo 5 x 120 x 30mm (n = 30) e 5 x 60 x 30mm (n = 30). Os corpos de prova foram testados mecanicamente em máquina universal. Foram realizados ensaios mecânicos de resistência ao impacto direto. Foi realizada análise estatística para verificar o efeito do cimento (Simplex® e Biomecânica®) e da medicação (lidocaína e bupivacaína) na resistência do corpo de prova, com a = 5%. Resultados: Observou-se que existe influência significativa da medicação na resistência do corpo de prova (p = 0,0001). Pelo teste de comparações múltiplas de Tukey, identificou-se, ao nível de 5%, que a mistura com bupivacaína apresentou resistência significativamente maior do que com a lidocaína e com o polímero puro. Não existe diferença significativa na resistência entre a lidocaína e o polímero puro. Existe influência significativa do cimento na resistência do corpo de prova (p = 0,015). Mostrou-se que o cimento Simplex® apresentou resistência significativamente maior do que o Biomecânica®. Existe influência significativa da interação cimento-medicação na resistência do corpo de prova (p = 0,035). A análise dos contrastes mostrou que o cimento Simplex® apresentou resistência significativamente maior do que o Biomecânica® apenas quando sem adição da medicação (p = 0,002). Não existe diferença significativa na resistência entre os cimentos Simplex® e Biomecânica® para as medicações lidocaína (p = 0,13) e bupivacaína (p = 0,63). No cimento Simplex®, a associação com a bupivacaína apresentou resistência significativamente maior do que com a lidocaína e o polímero puro (p = 0,001 e p = 0,012, respectivamente). Não existe diferença significativa na resistência entre a lidocaína e o polímero puro para o cimento Simplex® (p = 0,39). No cimento Biomecânica®, a associação com a bupivacaína apresentou resistência significativamente maior do que com a lidocaína e o polímero puro (p = 0,0001 e p = 0,0001, respectivamente). Não existe diferença significativa na resistência entre a lidocaína e o polímero puro para o cimento Biomecânica® (p = 0,37). Conclusão: Nas condições estudadas, não há redução significativa da resistência ao impacto na combinação de cimento ortopédico com anestésicos locais. Descritores - Cimentos para ossos; Polimetil metacrilato; Lidocaína; Bupivacaína.

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