ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 189 resultado(s)

Busca por: Resultados de sobrevida no médio prazo da haste femoral não cimentada Logical*

Resultados de sobrevida no médio prazo da haste femoral não cimentada Logical*

Cristiano Valter Diesel; Tiango Aguiar Ribeiro; Carlos Alberto de Souza Macedo; Carlos Roberto Galia

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):453-458 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os resultados clínicos e radiográficos da haste femoral não cimentada Logical (Baumer, Mogi Mirim, SP, Brasil) nas artroplastias totais do quadril (ATQs).
MÉTODO Foi realizada uma coorte retrospectiva de 632 pacientes submetidos à artroplastia primária do quadril por coxartrose nos quais foram implantadas hastes femorais não cimentadas Logical. Todos os pacientes eram provenientes do ambulatório de Cirurgia do Quadril da instituição. O período do estudo compreendeu de janeiro de 2004 a janeiro de 2015. O desfecho definido para avaliar a sobrevida da haste foi a indicação clínica e radiográfica da revisão ou a revisão propriamente dita da haste femoral por qualquer causa.
RESULTADO Observaram-se curvas de sobrevida estimadas > 95%, com um seguimento variando de 2 até 13 anos. Houve baixa incidência de fraturas periprotéticas transoperatórias (0,02%). Não foi observada migração axial ou atrofia óssea cortical na amostra radiográfica avaliada.
CONCLUSÃO Os resultados demonstram, nomédio prazo, excelente sobrevida da haste femoral não cimentada Logical. Embora ainda sejam aguardados estudos no longo prazo, este implante parece ser seguro e promissor para ser utilizado nas artroplastias primárias do quadril.


Palavras-chave: artroplastia de quadril; cimentos para ossos; articulação do quadril; estudos de acompanhamento

Artroplastia total do joelho *Avaliação a médio prazo: dois a dez anos

ROGÉRIO FUCHS; FLÁVIO MATTUELLA; LUCIANO T. RABELLO

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
O estudo analisa retrospectivamente 75 pacientes submetidos à artroplastia total de joelho (ATJ) no período compreendido entre 1987 e 1997, seguindo-se os conceitos de Freeman, Insall, Whiteside, Ritter, Hunger-ford, Rand e outros. O objetivo do estudo é avaliar os pacientes operados no Hospital Novo Mundo com seguimento mínimo de 24 meses e comparar os resultados obtidos com a literatura, com ênfase quanto à soltura dos componentes e/ou possíveis complicações. Obteve-se avaliação atual de 51 pacientes, pois 24 foram excluídos (sete foram a óbito, 14 não foram encontrados e três apresentaram complicações antes dos 24 meses de pós-operatório). Os autores realizaram 65 ATJ nesses 51 pacientes (14 bilaterais), sendo predominante o diagnóstico de artrose em 81,5% dos casos. A idade variou de 30 a 82 anos (média de 64,4 anos), com maioria do sexo feminino (84,3%). O ligamento cruzado posterior (LCP) foi preservado em 60 joelhos e ressecado em cinco. Quanto à fixação dos componentes, em 48 joelhos utilizaram próteses híbridas (fêmur sem cimento) e próteses cimentadas nos outros 17 joelhos. O tempo de seguimento médio foi de 57 meses (24 a 137 meses). Usaram para avaliação os critérios do Hospital for Special Surgery (HSS) e os resultados encontrados no estudo apresentaram média de 49,3 pontos no pré-ope-ratório e 92,2 pontos no pós-operatório (PO), com 92,3% de excelentes e bons resultados. Utilizaram os critérios da Knee Society Total Knee Arthroplasty Roentgenographic Evaluation and Scoring System para avaliação radiográfica e obtiveram 90,0% dos joelhos com linhas radioluscentes não significativas, 8,3% moderadas com possível progressão e 1,7% com soltura presente ou provável. Analisaram as complicações incluindo todos os 75 pacientes e encontraram cinco com complicações imediatas e seis com complicações tardias. Avaliando os pacientes a médio prazo do estudo, concluem que a ATJ fornece resultados muito satisfatórios, com grande melhora na qualidade de vida. O uso de próteses híbridas não mostrou maiores índices de soltura dos componentes. Com o aprimoramento dos materiais (instru-mental/implantes) e técnica mais apurada, podem comprovar-se pela literatura resultados excelentes nos seguimentos a longo prazo (10 a 15 anos).

LUXAÇÃO PERITALAR: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E RESULTADOS DO TRATAMENTO A MÉDIO PRAZO

RICARDO CARDENUTO FERREIRA; MARCO TÚLIO COSTA; CARLOS ARTURO ISQUERDO CORRALES; YEH YAH LIN; FERNANDO FONSECA DA FERREIRA FILHO

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):98-108 - Artigo Original
Objetivo: Analisar os resultados clínico-funcional e radiográfico do tratamento da luxação peritalar. Métodos: Foi estudado o aspecto epidemiológico dos 22 pacientes com relação ao sexo, à idade, ao mecanismo do trauma, à classificação do tipo de luxação, ao grau de exposição osteoarticular, ao tipo de tratamento realizado, às fraturas associadas no pé e tornozelo e às outras fraturas e lesões. Foram reavaliados clínica e radiograficamente 10 pacientes (10 pés) após tempo médio de seguimento de 80 meses (variação de 24 a 170 meses). Resultados: A pontuação média, segundo a escala AOFAS para retropé, foi de 83 pontos. Ocorreu perda da amplitude de movimento das articulações adjacentes ao tálus quase na totalidade do pacientes. Os piores resultados foram associados às luxações expostas, à demora na redução da luxação que desencadeou necrose cutânea e à presença de fragmentos osteocondrais interpostos na articulação subtalar, que passaram despercebidos no momento da redução e, ulteriormente, desencadearam artrose pós-traumática. Conclusão: Apesar da perda da amplitude de movimento das articulações adjacentes ao tálus, principalmente a subtalar, a médio prazo, o tratamento das luxações peritalares mostrou resultado satisfatório, na maioria dos pacientes avaliados.Descritores - Articulação subtalar/lesões; Estudos epidemiológicos; Resultado de tratamento

AVALIAÇÃO A MÉDIO PRAZO DA ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO COM IMPLANTE DE FABRICAÇÃO NACIONAL

João Maurício Barretto; Márcio Malta; Rodrigo Pires e Albuquerque; Daniel Pinho de Assis; André Siqueira Campos

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):540-545 - Artigo Original
ObjetivoA pesquisa analisa 47 pacientes submetidos à artroplastia total de joelho (ATJ) com implante de fabricação nacional com se -guimento médio de cinco anos. Métodos: No período compreendido entre janeiro de 1993 a dezembro de 2002 foi realizado um estudo retrospectivo no Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. A casuística foi de 47 pacientes totalizando 58 joelhos submetidos à ATJ, sendo 44 do sexo feminino e três do sexo mas -culino. A idade dos pacientes variou de 46 a 83 anos. O diagnóstico de osteoartrose ou doença reumática foi confirmado em todos os pa -cientes. Resultados: Na pesquisa todos os casos foram submetidos à ATJ cimentada e com preservação do ligamento cruzado posterior. O tempo de seguimento dos pacientes variou de 5 a 17 anos. O critério de avaliação funcional usado foi o do Hospital for Special Surgery (HSS) e obtivemos a média de 87 pontos no pós-operatório. Na avaliação radiográfica utilizamos os critérios da Knee Society Total Knee Arthroplasty Roentgenographic Evaluation and Scoring Sys-tem e obtivemos três casos com uma linha radioluscente sem soltura do implante e assintomáticos do ponto de vista clínico. Conclusão: A artroplastia total do joelho com implante de fabricação nacional realizado por equipe treinada e experiente, até o presente momento, demonstrou um resultado satisfatório no seguimento clínico em pa -cientes com osteoartrose do joelho ou artrite reumatóide. Descritores - Joelho; Artroplastia; Estudos Retrospectivos; Prótese do Joelho.

AVALIAÇÃO EM MÉDIO PRAZO DA ARTOPLASTIA TOTAL DE JOELHO SEM RESSUPERFICIALIZAÇÃO DA PATELA

José Wanderley Vasconcelos; Leopoldina Milanez da Silva Leite; José Carloa Amaral Sousa; José Orleans Mendes de Sousa; Márcio Fernandes Santos e Santos

Rev Bras Ortop. 2013;48(3):251-256 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar, em médio prazo, pacientes submetidos a artroplastia total de joelho sem substituição da patela. Métodos: Foi feito um estudo retrospectivo e transversal de pacientes submetidos a artroplastia total de joelho sem substituição patelar. Em todos os pacientes foi feito exame clínico baseado no protocolo do Knee Society Scoring System, no qual foram avaliados dor, amplitude de movimento, estabilidade, contratura, alinhamento e função do joelho, além de exame radiológico. Resultados: Foram avaliados 53 joelhos operados em 36 pacientes, sendo sete à esquerda, 12 à direita e 17 bilaterais. A faixa etária variou de 26 a 84 anos. Dos 53 joelhos avaliados, 33 (62,26%) não apresentaram dor. A flexão máxima do arco de movimento teve média de 104,7º. Nenhum joelho apresentou dificuldade de extensão ativa. Quanto ao alinhamento pelo eixo anatômico, 12 joelhos apresentaram desvio (22,64%) entre 0º e 4º em varo; 39 (75,49%) apresentaram marcha sem restrição e o ângulo femorotibial teve variação entre 3º de varo e 13º de valgo com média de 5º de valgo. O índice patelar variou de 0,2 a 1,1. Conclusão: A artroplastia total de joelho sem substituição da patela proporciona bons resultados em médio prazo. Descritores - Artroplastia Joelho Osteoartrite Procedimentos ortopédicos

Resultado a médio prazo da reconstrução da lesão crônica do ligamento cruzado anterior com prótese de poliéster*

OSMAR PEDRO ARBIX DE CAMARGO; NILSON ROBERTO SEVERINO; TATSUO AIHARA; RICARDO DE PAULA LEITE CURY; VICTOR MARQUES DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2001;36(4):- - Artigo Original
Estudo retrospectivo de 29 casos de frouxidão crônica do ligamento cruzado anterior, tratados cirurgicamente de janeiro de 1992 a fevereiro de 1994, na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) utili-zando-se um ligamento artificial de poliéster. Foram operados 29 pacientes, dentre os quais 25 deles (22 ho-mens e três mulheres) com idade média de 29 anos (19 a 46 anos); foram seguidos por tempo médio de quatro anos e cinco meses. A reavaliação compreendeu exame físico (testes de Lachman, gaveta anterior e pivot shift) e aplicação dos critérios de Lysholm. Os resultados mostraram grande incidência de ruptura do ligamento artificial (14 pacientes, 56%) após 15 meses em média de sua implantação, com retorno da frouxidão pré-ope-ratória. Em oito pacientes, foram realizados novos procedimentos artroscópicos, constatando-se a ruptura já diagnosticada e sendo realizadas análises histológicas, que mostraram o crescimento de tecido fibroso desorganizado com sinais de reação inflamatória tipo "corpo estranho", sem semelhança com estrutura ligamentar. Os resultados sugerem que o atual ligamento artificial utilizado não é um dispositivo efetivo na reconstrução das lesões crônicas do ligamento cruzado anterior.

AVALIAÇÃO CLÍNICA E RADIOLÓGICA EM MÉDIO PRAZO DOS PACIENTES PORTADORES DE DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL, SUBMETIDOS À REDUÇÃO ABERTA,

Válney Luiz Rocha; Guilherme Lima Marques; Leonardo Jorge Silva; Tiago Augusto Macedo Bernardes; Frederico Barra de Moraes.

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):51-55 - Artigo Original
 Objetivo: avaliar o resultado clínico e radiológico do tratamento cirúrgico da displasia do desenvolvimento do quadril em médio prazo, por meio da redução aberta, da capsuloplastia e da osteotomia de Salter et al. Métodos: foram avaliados 13 pacientes, 13 quadris, entre 2004 e 2011, tratados cirurgicamente pela técnica proposta. Uma avaliação clínica e radiológica foi feita pelos critérios de Dutoit et al. e Severin et al., respectivamente. Resultados: nos 13 quadris acometidos o índice acetabular pré-operatório variou de 27? a 50? (média de 36) e, após correção cirúrgica, para 18,5? em média, com variação de 10? a 28?, de modo que as avaliações dos índices acetabulares pré e pós-operatórios apresentaram redução com significância estatística (p < 0,05). Quanto à avaliação clínica pós-operatória, foram encontrados: nove quadris ótimos (69,2%), três bons (23,1%), nenhum regular (0%) e um ruim (7,7%). Na avaliação radiológica, foram encontrados seis quadris ótimos (46,1%), três bons (23,1%), nenhum regular (0%) e quatro ruins (30,8%). Portanto, obtiveram-se resultados favoráveis em 92,3%, pois agrupam-se quadris com avaliação ótima e boa como satisfatórios e os com avaliação regular e ruim como insatisfatórios. Atente-se que não houve significância entre a ocorrência de complicações, a idade do paciente, o momento da cirurgia e o índice acetabular pré-operatório (p > 0,05). Como complicações ocorridas, têmse três subluxações isoladas e uma subluxação associada à necrose avascular da cabeça femoral. Conclusão: a redução aberta, a capsuloplastia e a osteotomia de Salter et al. são consideradas uma opção viável do ponto de vista clínico e radiológico em médio prazo para o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril. Descritores - Luxação congênita do quadril/cirurgia Procedimentos cirúrgicos operatórios/métodos Doenças do desenvolvimento ósseo Quadril/crescimento e desenvolvimento

Estudo retrospectivo de haste intramedular estável elástica de titânio em fraturas deslocadas do terço médio da clavícula

Rajesh Govindasamy; Saravanan Kasirajan; Jimmy Joseph Meleppurame Fawas Thonikadavath

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):270-277 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar o desfecho funcional após o uso de haste intramedular estável elástica de titânio (HIEET) em fraturas deslocadas do terço médio da clavícula (FDMC). Métodos: Fez-se um estudo retrospectivo de 60 pacientes, selecionados com base nos critérios de inclusão, entre março de 2009 e março de 2015. Houve perda de seguimento de seis. Dos 54 restantes, 39 eram homens e 15 mulheres. A média de idade foi de 30,6 anos. O desfecho funcional foi analisado pela escala de Constant, taxa de união óssea, taxa de complicação e pelo tempo de retorno ao trabalho. Resultados: Todas as fraturas apresentaram boa união, em uma média de 7,5 semanas. O período de acompanhamento variou entre 12 e 18 meses (média: 14). Em 24 dos 54 pacientes usou-se redução fechada com hastes intramedulares; nos outros 30, foi usada a redução aberta com fixação mínima. O tamanho médio da HIEET foi de 2 mm (variação: 1,5-3 mm). A média da escala de Constant foi de 97,8 (variação: 95-99). Nenhum paciente apresentou complicações de grande porte, mas algumas complicações de pequeno porte foram observadas, a saber: irritação da pele em 15, parestesia temporária em cinco e infecções superficiais em três. Observou-se um caso de migração do implante e perfuração no córtex lateral; um caso teve união atrasada. A taxa de problemas relacionados ao implante foi baixa, uma vez que os autores usaram um protocolo padrão para removê-lo após a união radiológica. Todos os pacientes retornaram ao trabalho em até dez semanas após a cirurgia. Conclusão: A HIEET é um método seguro, minimamente invasivo, que gera cicatrização rápida com boa cosmesis e proporciona um excelente resultado funcional em termos de satisfação do paciente, com menos complicações.

Avaliação radiológica do componente femoral da prótese bipolar não cimentada no tratamento da necrose avascular da cabeça femoral*

MARCOS A. CORREIA; LUIZ OSÓRIO; PAULO COUTO; CLAUDE CHAMBRIARD; VINICIUS CAIAFFA

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
Foi avaliada radiologicamente a incorporação óssea femoral em 39 próteses bipolares não cimentadas, realizadas em 31 pacientes portadores de necrose avascular (NAV) da cabeça femoral, num período de cinco anos e três meses (seguimento médio de três anos e três meses), utilizando critérios de incorporação óssea idealizados por Charles Engh para avaliação radiológica. Foi observada incorporação do componente femoral em 88% das próteses, demonstrando ser opção de tratamento para uma doença que teoricamente apresenta fisiopatologia que interfere no processo de fixação e estabilidade das próteses não cimentadas.

OSTEOTOMIA FEMORAL DISTAL DE VARIZAÇÃO PARA OSTEOARTROSE NO JOELHO VALGO: SEGUIMENTO EM LONGO PRAZO

Marco Antônio Percope de Andrade; Davi Coutinho Fonseca Fernandes Gomes; André Lopes Portugal; Guilherme Moreira de Abreu e Silva

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):346-350 - Artigo Original
Avaliar os resultados em longo prazo da osteotomia femoral distal de varização e procurar estabelecer critérios preditivos que possam auxiliar na seleção dos pacientes a serem submetidos a essa técnica. Métodos: Quinze pacientes portadores de osteoartrose do compartimento lateral e deformidade em valgo do joelho foram submetidos à osteotomia femoral distal de varização em "V" e fixação com placa-lâmina lateral, procurando-se alinhar o joelho a 0º no eixo anatômico. O seguimento médio foi de 81,4 meses, variando de 43 a 132 meses. Utilizou-se o protocolo da Knee Society Rating System. Foram consideradas ainda as variáveis: idade do paciente, tempo de seguimento e ângulo anatômico pós-operatórios. Resultados: Foram obtidos 11 resultados excelentes e bons (73%) e quatro regulares e ruins (27%). Conclusão: A osteotomia femoral distal de varização em "V" constitui boa opção para o tratamento de pacientes com osteoartrose do compartimento lateral e valgismo do joelho. Não se confirmaram as variáveis idade do paciente na data de cirurgia, tempo de seguimento e ângulo anatômico pós-operatórios como fatores preditivos dos resultados. Descritores - Osteotomia; Osteoartrite; Joelho

Osteotomia femoral dupla fixada com placa Puddu e haste intramedular retrógrada para tratamento de deformidade femoral biapical

Patrícia Moreno Grangeiro; Márcia Uchoa de Rezende,; Camilo Partezani Helito; Alessandro Monterroso Felix; Guilherme Pereira O. Campos; Roberto Guarniero

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):378-383 - Relato de Caso

O tratamento das deformidades femorais biapicais é desafiador. Para a correção das deformidades metafisárias e diafisárias concomitantes do fêmur, os autores propõem uma osteotomia dupla femoral controlada com uma fixação interna combinada com uma placa de Puddu e uma haste intramedular. O método foi demonstrado em dois pacientes. Os resultados foram analisados com escala visual analógica (EVA) e os escores Lysholm e SF-36. Não foram encontradas complicações. A consolidação total das osteotomias e a correção do alinhamento radiográfico foram alcançadas. Os resultados foram obtidos com um seguimento mínimo de 66 meses. Ambos os pacientes apresentaram melhoria na dor (EVA de 60 a 40 e de 50 para 20), função (Lysholm de 78 a 93 e 55 a 73) e qualidade de vida (SF36, ambos mentais – de 40,7 a 57,1 no caso um e 24,7 a 59,7 no caso dois – e físico – de 27,7 para 45,6 e de 28,2 para 46,8). Os autores concluíram que essa técnica é uma solução confiável, precisa e reprodutível para deformidades biapicais do fêmur.


Palavras-chave: Osteotomia; Deformidades articulares adquiridas; Pinos ortopédicos; Fixadores externos; Fixação intramedular de fraturas.

REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL UTILIZANDO HASTE FEMORAL DE WAGNER

FERNANDO JOSÉ SANTOS DE PINA CABRAL; BRUNO TAVARES RABELLO; FERNANDO MARTINS DE PINA CABRAL; SERGIO LUIZ CORTÊS DA SILVEIRA; JORGE LUIZ MEZZALIRA PENEDO; EMÍLIO HENRIQUE DE ALMENDRA FREITAS; MARCO BERNARDO CURY FERNANDES; EDUARDO RINALDI REGADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(10):393-398 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente a revisão femoral das artroplastias totais de quadril com haste de Wagner, demonstrando que o implante obteve ótimos resultados, sem necessidade de enxertia óssea. Métodos: No período de janeiro de 1997 e janeiro de 2004, no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, foram realizadas 197 revisões femorais com haste de Wagner, com tempo de evolução superior a 12 meses. A principal indicação da cirurgia de revisão foi o afrouxamento asséptico do componente femoral em 147 casos (74,6%). Osteotomia trocanteriana estendida foi utilizada em 146 revisões (74%). Resultados: Os pacientes foram analisados clinicamente de acordo com os critérios de Merle D`Aubigné e Postel, modificados por Charnley, e, radiograficamente, avaliando-se variáveis como afundamento do implante, remodelação óssea proximal, consolidação da osteotomia (quando utilizada) e incorporação do enxerto. Conclusão: A haste femoral de Wagner é um implante de fixação estável, que confere boa remodelação óssea, sem a necessidade de utilização de enxertia óssea, observada em 96% dos casos. Clinicamente, 86,3% dos casos apresentaram resultados bons e excelentes. Descritores - Artroplastia de quadril/métodos; Cirurgia second-look; Estudos retrospectivos.

AVALIAÇÃO DO EMPREGO DA HASTE FEMORAL CURTA NA FRATURA TROCANTÉRICA INSTÁVEL DO FÊMUR

JOÃO ANTONIO MATHEUS GUIMARÃES; ANA CAROLINA ABDON GUIMARÃES; JOSÉ SÉRGIO FRANCO

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):406-417 - Artigo Original
Objetivo: Identificar a taxa de consolidação da fratura trocantérica instável submetida a osteossíntese com haste femoral curta (PFN® - AO/ASIF), em pacientes operados entre novembro de 1999 e março de 2004. Métodos: Foram analisados 45 pacientes com idades entre 60 e 93 anos, portadores de fratura trocantérica instável do fêmur, submetidos à osteossíntese com PFN® curto, mediante redução indireta em mesa de tração e auxílio de radioscopia. As fraturas foram classificadas de acordo com a classificação AO/OTA. A qualidade óssea foi avaliada através do índice de Singh, na rotina radiográfica pré-operatória. A qualidade da redução obtida e o posicionamento do implante foram avaliados pela radiografia pós-operatória em ânteroposterior e perfil do fêmur proximal, com análise do ângulo cervicodiafisário e a distância entre a ponta do parafuso deslizante e o centro da cabeça femoral, o chamado tip apex distance (TAD). Resultados: A média de idade dos pacientes estudados foi de 80,8 anos (60-93). O sexo feminino foi predominante, com 37 casos (82,2%). O lado direito foi acometido em 22 casos (48,89%) e o esquerdo em 23 (51,1%). Todas as fraturas eram instáveis, sendo 22 do tipo 31A2 (48,8%) e 23 do tipo 31A3 (51,1%). O tempo médio de utilização da radioscopia foi de 102,4 segundos (61-185). A diferença entre o tempo de radioscopia para a redução e fixação dos dois grupos de fraturas estudados não foi significativa (p = 0,62). Com relação à qualidade óssea, 82,2% dos pacientes apresentavam índice de Singh menor que IV, caracterizando perda da arquitetura óssea normal. Quanto à consolidação da fratura, 44 casos evoluíram com êxito com tempo médio de 3,2 meses, variando entre dois e sete meses. Em sete casos ocorreu a necessidade de novo procedimento cirúrgico, sendo quatro para a retirada de material de síntese, devido a migração dos parafusos proximais da haste. Um caso de fratura do tipo 31A2, devido a uma redução inadequada em varo, ocorreu um cutout que necessitou de revisão cirúrgica. Outro caso de fratura do tipo 31A2, evoluiu para necrose avascular da cabeça femoral, após consolidação da fratura. Por fim, um caso de fratura do tipo 31A3, devido a redução inadequada no plano sagital, evoluiu para retarde de consolidação, com quebra da haste após 13 meses da cirurgia. Conclusão: A osteossíntese com haste proximal, como tratamento da fratura trocantérica instável do fêmur realizada em pacientes com idade superior a 60 anos, resultou na consolidação da maioria dos casos. As complicações foram distintas nos dois subgrupos estudados. A redução adequada da fratura antes da introdução da haste intramedular é fundamental para o sucesso do procedimento.Descritores - Fraturas do quadril; Fixação interna de fraturas / métodos; Fraturas do femur; Pinos ortopédicos; Consolidação da fratura; Complicações pós-operatórias; Idoso.

Alongamento ósseo femoral com fixador externo monoplanar associado a haste intramedular bloqueada

Henrique Paradella Alvachian Fernandes; Danilo Gabriel do Nascimento Silva Barronovo; Fabio Lucas Rodrigues; Marcos Hono

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):82-86 - Artigo Original
    Objetivo: Demonstrar que a técnica de alongamento do fixador externo associado a haste intramedular bloqueada é eficaz e traz benefícios quanto ao tempo de uso do fixador e a melhoria na reabilitação. Método: Entre janeiro de 2005 e maio de 2014 foram tratados 31 pacientes com discrepância de membros inferiores com média de encurtamento de 5,31 cm. As etiologias da deformidade foram sequelas de fratura de fêmur, infecção, displasia de desenvolvimento do quadril, paralisia infantil e fêmur curto congênito. Resultados: O tempo médio de fixação externa foi de 2,47 meses (índice de fixação externa de 16,15 dias por centímetro). O tempo médio necessário para consolidação óssea foi 6,66 meses (índice de consolidação 43 dias por centímetro). A amplitude de movimento do joelho média inicial era de -1 a 100 graus e no término do tratamento de 0 a 115 graus. As complicações observadas foram osteotomias incompletas, subluxação de quadril, quebra do fixador, limitação da amplitude do joelho e necessidade de retirada de material. Conclusão: A técnica de alongamento femoral com fixador externo monolateral sobre haste intramedular propicia um tempo menor de uso do fixador externo, melhor proteção do regenerado ósseo e reabilitação precoce, não isenta de complicações.

Tratamento de fraturas intertrocantéricas estáveis do fêmur com haste femoral proximal versus parafuso dinâmico de quadril: um estudo comparativo

Anmol Sharma; Anisha Sethi; Shardaindu Sharma

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):477-481 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar e comparar os resultados clínicos e radiológicos de pacientes com fraturas intertrocantéricas estáveis tratados com hastes femorais proximais vs. parafuso dinâmico de quadril.
MÉTODOS: Sessenta pacientes com fraturas intertrocantéricas estáveis, maiores de 18 anos, foram divididos aleatoriamente em dois grupos, um de hastes femorais proximais e outro de parafuso dinâmico de quadril. Um parafuso dinâmico de quadril com placa lateral de três furos e um parafuso antirrotação foram usados, bem como uma hastes femorais proximais ultracurtas, modificadas para a população asiática de menor estatura. As complicações intraoperatórias, precoces e tardias foram registradas; o resultado funcional de cada grupo foi avaliado com o Harris Hip Score.
RESULTADOS: No grupo parafuso dinâmico de quadril, o Harris Hip Score foi um pouco menor do que o do grupo hastes femorais proximais. Entretanto, nos seguimentos de três e seis meses, o grupo parafuso dinâmico de quadril apresentou maior média do que o grupo hastes femorais proximais; no seguimento de um ano, ambos os grupos atingiram valores similares.
CONCLUSÃO: A hastes femorais proximais proporcionam uma cirurgia significativamente mais curta, com uma menor incisão e consequentemente menos complicações relacionadas à ferida. Entretanto, a incidência de erros técnicos foi significativamente maior no grupo hastes femorais proximais quando comparada com o grupo parafuso dinâmico de quadril, visto que essa é uma cirurgia tecnicamente mais exigente, que apresenta mais falhas de implantes e as consequentes reoperações.


Palavras-chave: Hastes ósseas; Parafusos ósseos; Fixação de fratura, intramedular/instrumentação; Fraturas do quadril/cirurgia.

AVALIAÇÃO DOS FATORES PROGNÓSTICOS E SOBREVIDA DE PACIENTES COM OSTEOSSARCOMA ATENDIDOS EM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE TERESINA-PI

Fernanda Râmyza de Sousa Jadão; Lailton de Sousa Lima; José Augusto Sá Lopes; Marcelo Barbosa Ribeiro

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):87-91 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os fatores prognósticos e a sobrevida de pacientes com osteossarcoma atendidos em um hospital filantrópico de Teresina (PI). Métodos: Foram analisados 32 prontuários de pacientes diagnosticados com osteossarcoma de janeiro de 2005 a dezembro de 2010. Resultados: A faixa etária foi entre 6 e 73, sendo 56,2% homens e 43,7% mulheres. A cor prevalente foi a negra, com 62,5% dos casos. Com relação ao subtipo histológico, a maioria era do tipo osteoblástico (71,8%). O local anatômico do tumor prevalente foi a região do joelho (fêmur distal e tíbia proximal). Quanto ao tamanho do tumor, 43,8% tinham tumores maiores do que 15 cm. O grau de necrose Huvos concentrou-se basicamente entre os tipos I e II, com 53,1% e 25% respectivamente. A sobrevida global em dois e quatro anos foi de 45,5% e 39%, respectivamente; e a sobrevida livre de eventos em dois e quatro anos foi de 39,8% e 19,9% respectivamente. Conclusão: Foram considerados fatores de pior prognóstico a presença de metástase ao diagnóstico e tumores maiores do que 15 cm. Os critérios de Huvos não atingiram significância estatística para o prognóstico dos pacientes. Descritores -Osteossarcoma Prognóstico Análise de sobrevida.

Haste intramedular bloqueada da tíbia*

JORGE LUIZ P. BORGES; VOLNEI C. DA SILVA; JOSÉ I. SAGGIN

Rev Bras Ortop. 1997;32(1):- - Artigo Original
So apresentados os resultados de 12 fraturas da difise da tbia, tratadas com haste intramedular de Kntscher, bloqueadas com parafusos corticais. Onze fraturas eram fechadas e uma, exposta grau I. Quatro fraturas eram cominutivas; trs, transversas e oblquas curtas; trs, oblquas longas e duas, segmentares. O follow-up mdio foi de dez meses, com variao de oito a 15 meses. Em todas as fraturas ocorreu consolidao e nenhuma delas necessitou de enxerto sseo. O tempo mdio da consolidao foi de 14 semanas, com variao de dez a 24 semanas. Segundo os autores, as maiores vantagens da tcnica por eles utilizada foram seu baixo custo, a mobilizao precoce das articulaes do p, do tornozelo e do joelho e a possibilidade do suporte do peso precocemente. No houve incidncia de infeco ou sndrome compartimental. Dois pacientes apresentaram dores ao nvel do joelho no local de insero da haste. Em concluso, acreditam que a haste intramedular bloqueada seja um mtodo seguro e eficaz para o tratamento de fraturas instveis da tbia, pois permite a reduo e manuteno dessas fraturas.

Osteotomia intertrocantérica varizante: resultados a longo prazo*

NELSON ONO; EMERSON HONDA; GIANCARLO POLESELLO; RODRIGO GUIMARÃES; HENRIQUE GONÇALVES

Rev Bras Ortop. 2003;38(8):- - Artigo Original
A atenção a pacientes idosos submetidos à cirurgia ortopédica, particularmente os que necessitam de cirurgia de urgência, deve levar em conta a análise da capacidade física e de riscos específicos dos indivíduos idosos, na tentativa de reduzir riscos que, no entanto, permanecem elevados neste grupo. Apesar dos riscos, procedimentos desenvolvidos com prontidão têm efeito positivo na evolução destes pacientes. A atenção coordenada integrada por equipe clínica/geriátrica, ortopédica, anestésica, intensivistas e demais profissionais de saúde pode ser altamente benéfica neste grupo de pacientes.Descritores - Idoso; Cirurgia Ortopédica; Medicina de Urgência.

Osteotomia intertrocantérica valgizante: resultados a longo prazo

NELSON ONO; RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; EMERSON HONDA; GIANCARLO POLESELLO

Rev Bras Ortop. 2000;35(10):- - Artigo Original
No Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo, foram analisados os resultados clínicos e radiográficos de 33 osteotomias intertrocantéricas valgizantes para o tratamento da artrose do quadril, com seguimento mínimo de dez anos. Nas avaliações com um, cinco e dez anos, houve, respectivamente, 97,0%, 81,9% e 48,5% de resultados satisfatórios, em relação à dor, com significância estatística no primeiro e quinto ano de seguimento (p < 0,01). A ressecção de cunha óssea de 15 a 30º mostrou os melhores resultados no alívio da dor. Os autores concluem que esse procedimento cirúrgico propicia alívio da dor, sem, no entanto, melhorar de forma significativa a mobilidade articular ou os aspectos radiográficos. Unitermos - Osteotomia; fêmur; osteoartrose

FIXAÇÃO PERCUTÂNEA DAS FRATURAS DO TERÇO MÉDIO DO ESCAFÓIDE

CELSO RICARDO FOLBERG; PAULO HENRIQUE RUSCHEL; MILTON BERNARDO PIGNATARO; CARLOS EDUARDO FORERO PEREA; GUILHERME VELHO CAPUTO

Rev Bras Ortop. 2004;39(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam a avaliação da técnica de tratamento de uma série de 16 fraturas do terço médio do escafóide sem deslocamento com fixação percutânea com parafuso de Herbert canulado. Foram tratados 12 pacientes de sexo masculino (um bilateral) e três do feminino. O seguimento médio foi de 22,5 semanas; a média de idade dos pacientes, de 34,5 anos; e o tempo médio de fratura até a cirurgia, de cinco semanas. Houve consolidação clínica e radiológica em 15 casos (94%) em tempo médio de 8,4 semanas de pós-operatório; um paciente não apresentou consolidação em 52 semanas de seguimento. Todos os pacientes apresentaram mobilidade articular ampla com oito semanas de pós-operatório. A força de preensão retornou ao normal em 87,5% dos casos com 16 semanas de pós operatório. Não houve complicações trans e pós-operató-rias. Os autores concluem que a técnica de fixação percutânea das fraturas do terço médio do escafóide mostrou ser alternativa eficaz e de baixa morbidade no tratamento desta lesão. Descritores - Osso escafóide; carpo; fraturas; osteossíntese.

Pesquisas Recentes

Aguarde, carregando...

Filtrar

Anos


Tipos de artigos