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Busca por: A versão femoral está associada a alterações na força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático?*

A versão femoral está associada a alterações na força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático?*

Adriano David Marostica; André Luiz Almeida Pizzolatti; Guilherme Pradi Adam; Daniel Codonho; Richard Prazeres Canella; Gerson Gandhi Ganev

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):422-427 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo deste estudo foi avaliar a associação da anteversão femoral e da força dos músculos do quadril em indivíduos com síndrome do impacto femoroacetabular.
MÉTODO Os ângulos de versão femoral descritos nas imagens de ressonância magnética articular e os testes isocinéticos foram avaliados retrospectivamente entre julho de 2016 e dezembro de 2017. Os critérios de inclusão foram: a) versão femoral avaliada pelo mesmo radiologista; b) ângulo α ≥ 55º; e c) ausência de dor limitante durante o teste isocinético. Os picos de torque em flexão/extensão, abdução/adução e rotação interna/externa foram avaliados a 30º/s em 5 repetições. A correlação entre a versão femoral e a força muscular foi avaliada por meio de regressão linear simples, com nível de significância estatística de 5%.
RESULTADOS Um total de 37 mulheres atenderam aos critérios de inclusão. Foram avaliados 51 quadris sintomáticos. Não houve correlação da anteversão femoral nos picos de torque em flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa e rotação interna.
CONCLUSÃO A anteversão femoral não foi correlacionada à força dos músculos do quadril em mulheres com impacto femoroacetabular sintomático.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; força muscular; articulação coxofemoral.

Impacto femoroacetabular

José Batista Volpon

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):621-629 - Artigo de Revisão
    O impacto femoroacetabular (FAI) é condição de caracterização relativamente recente; decorre de relações anatômico-funcionais anormais entre a região proximal do fêmur e o acetábulo, associadas a movimentos de repetição, que acarretam lesões no labrum e na cartilagem acetabular. As alterações são representadas pela retroversão acetabular ou diminuição da altura entre a borda lateral da cabeça e o colo femoral. Além disso, o impacto femoroacetabular pode ser secundário a fraturas do colo do fêmur com consolidação viciosa ou decorrer de osteotomias pélvicas que provocam o retrodirecionamento do acetábulo. Essas anomalias levam ao contato femoroacetabular patológico que origina forças de impacto e cisalhamento durante os movimentos do quadril. Em consequência, há lesão labral e artrose precoce. O diagnóstico é feito pela sintomatologia típica, sinais radiográficos e ressonância magnética. O tratamento fundamenta-se na correção das anomalias anatô- micas, reparo do labrum e remoção da cartilagem lesada. Entretanto, há necessidade de conhecer melhor a evolução natural da afecção, principalmente nos indivíduos assintomá- ticos, bem como resultados do tratamento em longo prazo

IMPACTO FEMOROACETABULAR: UMA DAS CONDIÇÕES PRECURSORAS DA OSTEOARTROSE DO QUADRIL

MARCUS VINÍCIUS CRESTANI; MARCO AURÉLIO TELÖKEN; PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO

Rev Bras Ortop. 2006;41(8):285-293 - Atualização
A osteoartrose (OA) do quadril é classicamente dividida em dois tipos principais: primárias ou "idiopáticas" e secundárias. Os mecanismos responsáveis pela OA primária da articulação coxofemoral permaneceram desconhecidos por muitos anos. Trabalhos realizados pela equipe do Dr. Reinhold Ganz, em Berna, na Suíça, apontam evidências clínicas sugestivas de que o impacto femoroacetabular (IFA) seja fator etiológico de alterações degenerativas precoces que progridem para OA, sendo, dessa forma, responsáveis por grande parte daquelas outrora classificadas como idiopáticas. Por meio de extensa revisão de literatura, os auto-res apresentam a terminologia, os mecanismos, a anatomia patológica, os métodos diagnósticos e o tratamento do IFA. Salientam a existência de indícios que permitem, com tratamento precoce, evitar o desencadeamento ou desacelerar a progressão da OA do quadril.Descritores - Osteoartrites; Articulação do quadril/patologia

Tratamento cirúrgico do impacto femoroacetabular pós- epifisiólise pelo método da luxação controlada do quadril

Weverley Rubele Valenza; Jamil Faissal Soni; Christiano Saliba Uliana; Fernando Ferraz Faria; Gisele Cristine Schelle; Daniel Sakamoto Sugisawa

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):418-423 - Artigo Original
    Objetivo: Relatar nossa experiência e os resultados preliminares com a luxação cirúrgica controlada do quadril no tratamento do impacto femoroacetabular (IFA) tipo CAM em adolescentes e adultos jovens com sequela de epifisiólise femoral proximal. Métodos: Análise retrospectiva de 15 pacientes tratados em hospital terciário, onde foram selecionados prontuários de pacientes que fizeram o procedimento de 2011 até 2013. Os dados coletados para análise foram: dados demográficos, descrição do procedimento cirúrgico, avaliação da mobilidade articular, impressão subjetiva do paciente no que se refere à melhoria clínica e se optariam por fazer a cirurgia novamente, cirurgias anteriores no quadril e complicações. Foram excluídos pacientes com seguimento menor do que seis meses, portadores de outras doenças do quadril, submetidos a osteotomias do fêmur proximal no mesmo momento da osteocondroplastia e cujo prontuário estivesse incompleto quanto às informações necessárias para o presente estudo. Resultados: Foram avaliados 15 pacientes e 17 quadris submetidos a osteocondroplastia para o tratamento do IFA, nove pacientes eram do sexo feminino, média de 18 anos e seguimento mínimo de dois anos. Quanto à lateralidade, oito pacientes foram operados do lado esquerdo e cinco do lado direito, além de dois pacientes nos quais a osteocondroplastia foi feita de forma bilateral. Em 14 casos, abaixamento do trocânter maior (alongamento relativo do colo) foi associado à osteocondroplastia. Treze pacientes tinham como cirúrgia prévia a fixação da epifisiólise, em seis (oito quadris) foi feita osteotomia flexora prévia e um fez uma artroscopia do quadril. Em 14 pacientes houve melhoria da mobilidade e da dor no quadril, quando comparada com o pré-operatório. Esses 14 pacientes relataram que fariam a cirurgia novamente. Foram observadas duas complicações, uma soltura da fixação do trocânter maior e uma ossificação heterotópica.

TRATAMENTO ARTROSCÓPICO DO IMPACTO FEMOROACETABULAR

Giancarlo C. Polesello; Marcelo C. Queiroz; Nelson K. Ono; Emerson K. Honda; Rodrigo P. Guimarães; Walter Ricioli Junior

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):230-238 - Artigo Original
Objetivos: O propósito deste estudo é avaliar os resultados em curto prazo do tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular. A hipótese é a de que os resultados do tratamento artroscópico são favoráveis. Métodos: Entre agosto de 2003 e agosto de 2007, 28 quadris foram submetidos ao tratamento do impacto femoroacetabular pela via artroscópica. A idade média dos pacientes foi de 34 anos, com média de seguimento de 27 meses. Quanto à melhora clínica, os pacientes foram avaliados pré e pósoperatoriamente pelo Harris Hip Score (HHS) modificado por Byrd. Os pacientes foram avaliados pré e pós-operatoriamente em relação à rotação interna do quadril acometido. Os valores obtidos nos índices acima foram analisados estatisticamente através do método de Wilcoxon para a avaliação de variáveis não paramétricas. Resultados: O Harris Hip Score médio pré-operatório foi de 54,2 e o pós-operatório, de 94,8 (p < 0,001). O aumento médio do HHS foi de 37,5 pontos. Houve quatro resultados bons (15%) e 24 excelentes (85%). Pré-operatoriamente os pacientes apresentavam rotação interna do quadril média de 17° e pósoperatoriamente, de 36°. O aumento médio de rotação interna foi de 19° (p < 0,001). Conclusão: O tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular tem resultados satisfatórios. Descritores - Osteoartrite do quadril/diagnóstico; Osteoartrite do quadril/etiologia; Osteoartrite do quadril/terapia; Articulação do quadril/patologia; Artroscopia.  

Impacto femoroacetabular misto associado a impacto subespinhal: reconhecimento do impacto femoropelvico trifocal

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Ranieri Monteiro Cardoso; Rodrigo Silva Loque; Luiz Fernando Ribeiro Monte; José Paulo Sabino de Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):389-394 - Relato de Caso

O objetivo deste trabalho foi descrever a abordagem cirúrgica artroscópica do impacto subespinhal (ISE) da espinha ilíaca anteroinferior (EIAI) associado ao impacto femoroacetabular (IFA) misto, por meio de dois portais artroscópicos padrão (anterolateral e medioanterior distal) em pacientes com impacto trifocal. Os autores relatam os casos de dois pacientes do sexo masculino, de 32 e 36 anos, com impacto femoropelvico trifocal (IFPT). A técnica consiste na ressecção segmentar da cápsula, dissecção artroscópica da EIAI com liberação parcial do reto femoral, osteoplastia com ressecção da proeminência com lâmina óssea e auxílio radioscópico, correção do pincer, reparo da lesão condrolabial com âncoras e osteoplastia femoral. Detalhes sobre o diagnóstico e a técnica são apresentados e discutidos. Nos casos operados, foi observada recuperação do arco de movimento normal do quadril e ausência de dor, que se mantiveram por um ano pós-operatório. Radiografias demonstram boa correção dos três focos de impacto em ambos os pacientes. A simultânea correção do IFPT nos seus três componentes (came, pincer e subespinhal) promoveu alívio completo dos sintomas e o retorno ao trabalho e aos esportes. Propõe-se que, na abordagem do ISE sintomático, sempre seja considerada a possibilidade da presença de IFA associado; nesses casos, a abordagem deve ser completa.


Palavras-chave: Impacto femoroacetabular; Articulação do quadril; Artroscopia; Lesões do quadril; Deformidades articulares adquiridas.

Artroplastia total do quadril associada a osteotomia femoral nas deformidades do 1/3 proximal do fêmur*

PAULO GILBERTO CIMBALISTA DE ALENCAR; MARCEL LUIZ BENATO; RICHARD PRAZERES CANELLA; GUSTAVO ROBERTO PEREIRA

Rev Bras Ortop. 2003;38(9):- - Artigo Original
A artrose do quadril, quando associada a deformidades da extremidade proximal do fêmur, causa dificuldades técnicas para a realização da artroplastia total do quadril (ATQ). Quando a deformidade é acentuada, a osteotomia femoral subtrocantérica associada à ATQ não-cimentada é uma das opções a adotar. Foram avaliados seis pacientes, tratados entre janeiro de 1990 e junho de 1998. O tempo de seguimento médio pós-operatório foi de oito anos (mínimo de três anos e quatro meses, máximo de 13 anos e um mês). Clinicamente, todos os pacientes estavam satisfeitos com relação ao alívio da dor, melhora da capacidade de marcha e aumento da mobilidade articular. Todas as osteotomias consolidaram-se de modo primário e na última avaliação não foram observados sinais de soltura dos componentes acetabulares ou femorais. Um paciente apresentou luxação da prótese cinco semanas após a operação, que foi reduzida de modo incruento, sem novos episódios. Com base nos resultados dos autores, a associação de osteotomia com ATQ mostrou-se método eficiente para tratamento de coxartroses acompanhadas por deformidades da extremidade proximal do fêmur ipsilateral.

ESTUDO ANATÔMICO DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR: IMPACTO FEMOROACETABULAR E O EFEITO CAM

PEDRO JOSÉ LABRONICI; SERGIO DELMONTE ALVES; ANSELMO FERNANDES DA SILVA; GILBERTO RIBEIRO GIUBERTI; ROLIX HOFFMANN; JUSTINO NÓBREGA DE AZEVEDO NETO; JORGE LUIZ MEZZALIRA PENEDO

Rev Bras Ortop. 2009;44(2):120-124 - Artigo Original
Objetivo: Analisar as variações anatômicas da extremidade proximal do fêmur que pudessem desenvolver o impacto femoroacetabular. Métodos: Foram utilizados 199 espécimes anatômicos de fêmures esqueleticamente maduros. Os fêmures foram medidos para determinar o ângulo da anteversão do colo femoral, ângulo cervicodiafisário, esfericidade da cabeça femoral em ântero-posterior e súpero-inferior, ângulo entre a epífise e o colo femoral anterior, ângulo entre a epífise e o colo em perfil, distância em ântero-posterior a 5mm da junção cabeça e colo e distância em ântero-posterior da base do colo. Resultados: Observou-se que o subgrupo com impacto apresentou diâmetro da junção a 5mm (p = 0,0001) e cam-cabeça (%) (p = 0,0001) significativamente maiores e base-cam (%) (p = 0,0001) significativamente menor que o subgrupo sem impacto. Identificou-se que cam-cabeça (%) = 80 e base-cam (%) = 73 foram os pontos ótimos para o impacto. Conclusão: O estudo mostrou que o efeito cam, causado por variações anatômicas da extremidade proximal do fêmur, se concentrou na junção cabeça-colo e base do colo-junção cabeça-colo. Esses índices podem ser fatores preditivos do impacto.Descritores - Osteoartrites do quadril; Articulação do quadril/ patologia; Femur.

AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS DE IMPACTO FEMOROACETABULAR APÓS EPIFISIÓLISE DO FÊMUR PROXIMAL

Fábio Peng Krüger; Paulo Sérgio Gérzon de Britto; Lauro Machado Neto; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):176-182 - Artigo Original
Objetivo: Neste trabalho, procuramos avaliar se existe relação entre o grau de deslizamento da epifisiólise femoral proximal (EFP) e a presença de impacto femoroacetabular (IFA). Ainda, analisou-se o arco de movimento do quadril (ADM) em relação ao IFA, além de revisar a literatura sobre o assunto. Método: Foram analisados 19 casos de EFP em 15 pacientes tratados cirurgicamente com epifisiodese in situ com um parafuso canulado, com seguimento médio de 27 meses. Realizou-se a análise do grau de deslizamento da EFP pelos ângulos epimetafisário (âEM) e coloepifisário (âCE) da radiografia em perfil, dos sinais de impacto radiográficos na incidência anteroposterior, dos sintomas clínicos e do ADM do quadril. Resultados: Evidenciou-se que o grau de deslizamento da EFP (através do âEM) apresenta relação inversa estatisticamente significante com a presença de IFA no período médio de seguimento deste estudo. Ou seja, os pacientes que demonstraram um quadro sintomático de IFA apresentaram graus menores de deslizamento. Isso pode ser explicado pelo fato que o tipo de impacto que ocorre na EFP (came de inclusão ou de impacção) depende do grau de deslizamento, e estes se apresentam de forma e cronologia diferentes. O ADM do quadril não apresentou relação com o IFA. Conclusão: Há relação entre o grau de deslizamento e a presença de IFA clínicoradiológica após EFP.Descritores - Epífise Deslocada/diagnóstico; Epífise Deslocada/ epidemiologia; Epífise Deslocada/radiografia; Epífise Deslocada/ complicações; Articulação do Quadril.

Abordagem extracapsular para tratamento artroscópico de Impacto Femoroacetabular: Resultados clínicos, radiográficos e complicações

Bruno Dutra Roos; Milton Valdomiro Roos; Antero Camisa Júnior; Ezequiel Moreno Ungaretti Lima; Diego Paulo Gyboski; Lucas Schirmer Martins

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivos: Avaliar os resultados clínicos e radiográficos e as complicações relativos a paci-entes submetidos a tratamento artroscópico de impacto femoroacetabular com o uso daabordagem extracapsular.Métodos: Entre janeiro de 2011 e março de 2012, 49 pacientes (50 quadris) foram submetidos atratamento artroscópico de impacto femoroacetabular pela Equipe de Cirurgia do Quadril doHospital Ortopédico de Passo Fundo (RS). Preencheram todos os requisitos necessários paraeste trabalho 40 pacientes (41 quadris). O seguimento médio foi de 29,1 meses. Os pacientesforam avaliados pelo Harris Hip Score modificado por Byrd (MHHS), Non-Arthritic Hip Score(NAHS) e quanto à rotação interna do quadril. Também foram avaliados radiograficamente.Aferiu-se o ângulo CE, a dimensão do espaço articular, o ângulo alfa, o índice colo-cabeça,o grau de artrose e a presença de ossificação heterotópica do quadril.Resultados: Dos 41 quadris tratados, 31 (75,6%) apresentaram resultados clínicos bons ouexcelentes. Observou-se um aumento médio pós-operatório de 22,1 pontos para o MHHS,21,5 para o NAHS e 16,4?na rotação interna do quadril (p < 0,001). Quanto à avaliação radi-ográfica, observou-se correção para índices considerados normais do ângulo alfa e índicecolo-cabeça, com diminuição média de 32,9oe aumento médio pós-operatório de 0,10, res-pectivamente (p < 0,001).Conclusão: O tratamento artroscópico do impacto femoroacetabular com o uso da abordagemextracapsular apresentou resultados clínicos e radiográficos satisfatórios em seguimentomédio de 29,1 meses, com poucas complicações.

Sobrediagnóstico do impacto femoroacetabular: correlação entre a clínica e a tomografia computadorizada em pacientes sintomáticos

Richard Prazeres Canella,; Guilherme Pradi Adam; Roberto André Ulhôa de Castillo; Daniel Codonho; Gerson Gandhi Ganev; Luiz Fernando de Vicenzi

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):200-207 - Artigo Original
    Objetivo: Correlacionar, por tomografia computadorizada (TC), os ângulos entre o acetábulo e o fêmur proximal em pacientes sintomáticos com impacto femoroacetabular (IFA). Métodos: Avaliamos, retrospectivamente, 103 quadris (103 pacientes) e medimos por TC multislice os ângulos de cobertura acetabular, de versão acetabular (em sua porção supraequatorial e no seu terço médio), de versão do colo femoral, cervicodiafisário, alfa e de profundidade acetabular. Para análise estatística, usamos o coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Houve correlação inversa entre os ângulos: 1) cobertura acetabular versus ângulo alfa (p = 0,019); 2) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,049). Para pacientes com anteversão femoral menor do que 15?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,026); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,02). Para pacientes com versão acetabular (supraequatorial) menor do que 10?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,004); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,009). Conclusão: Há correlação inversa estatisticamente significativa entre os ângulos de versão acetabular e o ângulo alfa (quanto menor o ângulo de anteversão acetabular, maior o ângulo alfa femoral) em pacientes sintomáticos. Isso reforça a hipótese de que o IFA ocorre quando há simultaneamente os achados de cam e pincer por retroversão acetabular e que esse não causa o IFA isoladamente, o que leva a sobrediagnóstico nesses casos.

Prevalência de sinais radiográficos de impacto femoroacetabular em indivíduos assintomáticos e não atletas*

André Sousa Garcia; Murilo Gobetti; Anderson Yutaka Tatei; Guilherme Guadagnini Falótico; Gustavo Gonçalves Arliani; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):60-63 - Artigo Original

OBJETIVO O impacto femoroacetabular foi descrito como uma variação anatômica do fêmur proximal e/ou da borda acetabular, causa impacto na articulação do quadril. Uma parcela da população assintomática quanto ao quadril pode apresentar alterações radiográficas de impacto femoroacetabular. O objetivo do estudo é avaliar a prevalência desses sinais em indivíduos do sexo masculino assintomáticos e sedentários.
MÉTODOS Estudo clínico, observacional, primário, transversal, controlado. Foram selecionados 32 voluntários masculinos, de 18 a 40 anos, assintomáticos quanto ao quadril, sedentários, atendidos em um Pronto-Socorro de Ortopedia de Hospital Universitário. Todos fizeram radiografias anteroposteriores da pelve padronizadas. Foram analisadas as medidas de ângulo alfa, índice de retroversão, sinal da espinha isquiática e sinal da parede posterior.
RESULTADOS A média de idade foi de 29 anos (18-40). A prevalência de sinais radiográficos de impacto femoroacetabular com o uso do ângulo alfa de 67o foi de 53,1%; como ângulo alfa de 82o, essa prevalência foi de 31,2%. A média do ângulo alfa foi de 67o (52,4-88,2o), 35,9% dos quadris foram classificados como limítrofes e 6,3% como patológicos. Amédia do ângulo alfa para o lado direito foi de 67,5o (52,5-88,2o) e para o esquerdo, 66,6o (53,1-86,9o). O índice de retroversão médio foi de 0,048 (lado direito - 0,044 e lado esquerdo - 0,052). O sinal da espinha foi positivo em15,6% e da parede posterior em 20,3%.
CONCLUSÃO O presente estudo demonstrou que a prevalência de sinais radiográficos numa população de homens adultos, assintomáticos e sedentários foi elevada (31,2%). O real significado clínico desse achado ainda carece de novos estudos.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; quadril; lesões no quadril

Impacto femoroacetabular – Fatores associados à presença de lesões profundas da junção condrolabral*

Samuel Faccioni; Vinicius Adelchi Cachoeira; Gabriel Pozzobon Knop; Luiz Henrique Penteado Silva; Tercildo Knop

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):434-439 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os fatores associados à presença de lesões condrais profundas (graus III e IV de Konan/Haddad) em pacientes submetidos à artroscopia do quadril para tratamento do impacto femoroacetabular (IFA).
MÉTODO Estudo transversal, prospectivo, de uma série de 125 artroscopias consecutivas do quadril feitas entre maio de 2016 e maio de 2017. Depois de aplicados os critérios de exclusão, foram analisados 107 quadris de 92 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico do IFA dos tipos misto e CAM. Para fins de análise, os grupos foram divididos entre lesões consideradas leves e profundas, e foi feita associação com escore de sintomas, ângulo de cobertura lateral, ângulo alfa, idade, gênero, e classificação radiológica de artrose. Foram considerados como estatisticamente significativos testes com valor de probabilidade < 0,05.
RESULTADOS Pacientes cujos quadris apresentaram lesões consideradas profundas tiveram escores de quadril não artrítico (NAHSs, na sigla em inglês) significativamente maiores do que aqueles cujos quadris apresentavam lesões consideradas leves ou não apresentavam lesão condrolabral (67,9 ± 19,4 versus 57,0 ± 21,9; p = 0,027). A prevalência de lesões profundas foi maior nos quadris Tonnis 1 do que nos que apresentaram Tonnis 0: 15 (55,6%) versus 10 (12,7%), respectivamente; p < 0,001. Homens apresentaram melhores escores funcionais e maior prevalência de lesões graus III e IV do que as mulheres: 65,6 ± 19,6 versus 49,3 ± 21,6; p < 0,001, e 23 (34,3%) versus 2 (5,0%), p = 0,001, respectivamente.
CONCLUSÃO Homens apresentaram maior prevalência de lesões profundas. Quadris Tonnis 1 tiveram um risco 4,4 vezes maior de apresentar essas lesões. Pacientes com lesões condrolabrais profundas apresentaram melhor escore funcional pré-operatório.


Palavras-chave: impacto femoroacetabular; artroscopia; quadril.

Efeitos da sinvastatina associada ao exercício físico na resistência mecânica de músculos e ossos de ratos

Jéssica Suzuki Yamanaka; Kaique Eduardo Carvalho Ribeiro; Gabriela Rezende Yanagihara; Antônio Carlos Shimano; Álvaro César de Oliveira Penoni

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):287-292 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a influência da sinvastatina nas propriedades mecânicas de ossos e músculos de ratos hipercolesterolêmicos submetidos a exercício físico.
MÉTODOS: Foram usados dez ratos machos da raça Wistar, submetidos a dieta hiperlipídica rica em colesterol por 90 dias. Os animais foram então distribuídos em dois grupos: submetidos a tratamento com exercício físico (GE) e submetidos a tratamento com exercício físico e sinvastatina (GE+S). Foi aplicado um protocolo de exercício físico na água e administração de sinvastatina por oito semanas. Após esse período, os animais foram eutanasiados e dissecados a tíbia esquerda e o músculo gastrocnêmio direito de cada animal para análise mecânica e a tíbia direita para densitometria. Para análise dos dados foi aplicado o teste t de Student, considerou-se nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A comparação da força máxima e rigidez não revelou diferença significativa entre os grupos tanto para a tíbia (p = 0,851 e p = 0,259) quanto para o músculo gastrocnêmio (p = 0,911 e p = 0,083). A DMO das tíbias também não apresentou diferença significativa entre os grupos (p = 0,803).
CONCLUSÃO: A sinvastatina não teve efeitos deletérios nas propriedades mecânicas da tíbia e do músculo gastrocnêmio de ratos hipercolesterolêmicos submetidos a exercício físico aeróbio.


Palavras-chave: Hipercolesterolemia; Sinvastatina; Exercício; Tíbia; Gastrocnêmio.

EFICIÊNCIA NEUROMUSCULAR DOS MÚSCULOS VASTO LATERAL E BÍCEPS FEMORAL EM SUJEITOS COM LESÃO DE LCA

Fernando A. Aragão; Gabriel S. Schafer; Carlos E Albuquerque; Rogério F. Vituri; Gladson R. Bertolini

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):180-185 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a força e a integral da eletromiografia (IEMG) para obter a eficiência neuro-muscular (ENM) dos músculos vasto lateral (VL) e bíceps femoral (BF) em pacientes com lesãode ligamento cruzado anterior (LCA) nas fases pré-operatória e pós-operatória, comparar omembro lesionado nos dois momentos e usar o membro não cirúrgico como controle.Métodos: Foi feita a coleta de dados da EMG e da força de BF e VL durante três contrações iso-métricas máximas nos movimentos de flexão e extensão do joelho. O protocolo de avaliaçãofoi aplicado nos momentos pré e pós-operatório (dois meses após a cirurgia) e obteve-se aENM dos músculos VL e BF.Resultados: Não foi encontrada diferença na ENM do músculo VL entre os momentos pré epós-cirúrgico. Por outro lado, houve aumento da ENM do BF no membro não cirúrgico doismeses após a cirurgia.Conclusões: A ENM fornece boa estimativa da função muscular por estar diretamente relaci-onada à força e à capacidade de ativação dos músculos. Entretanto, os resultados apontamque dois meses após o procedimento de reconstrução do LCA, quando normalmente sãoiniciadas cargas em cadeia cinética aberta nos protocolos de reabilitação, a eficiência neu-romuscular do VL e BF ainda não está restabelecida.

IMPACTO ISQUIOFEMORAL - UMA ETIOLOGIA DE QUADRIL DOLOROSO - RELATO DE CASO

Carlos Massao Aramaki Yanagishita, Guilherme Guadagnini Falótico, Davi Araújo Veiga Rosário, Gustavo Gambuggi Pugina, André Azambuja Neves Wever, Edmilson Takehiro Takata

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):- - Relato de Caso

RESUMO
A associação entre dor no quadril, anormalidade do músculo quadrado femoral na ressonância magnética (RM) e estreitamento do espaço isquiofemoral tem sido relatada na literatura atual, levantando a possibilidade de que essa lesão muscular seja causada pelo impacto isquiofemoral. Tal diagnóstico foi observado em algumas mulheres de meia-idade com ou sem história de trauma ou cirurgia. Os autores relatam aqui uma mulher de 31 anos de idade, que apresentava dor no quadril sem história de trauma, com evidência de estreitamento do espaço isquiofemoral e edema no músculo quadrado femoral. Foi realizado tratamento não cirúrgico com alívio dos sintomas. O diagnóstico de impacto isquiofemoral deve ser considerado em pacientes do sexo feminino com queixa de dor no quadril sem outra causa evidente.

Descritores - Quadril; Nervo Ciático; Ísquio; Fêmur

ANÁLISE ELETROMIOGRÁFICA DE MÚSCULOS DO QUADRIL EM DIFERENTES TIPOS DE APOIO MONOPODÁLICO

VALÉRIA REGINA GONZALEZ SELLA; ANDRÉ ZERAIB CARAVIELLO; PATRÍCIA COREY YAMANE; DAN CARAI MAIA VIOLA; HÉLIO JORGE ALVACHIAN FERNANDES; FERNANDO BALDY DOS REIS; FLÁVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2005;40(1/2):- - Artigo Original
Estudou-se a ação muscular na biomecânica da extremidade proximal do fêmur com o intuito de acrescentar um parâmetro objetivo nas decisões médicas quanto à sustentação do peso e à reabilitação após fraturas nessa região. Foram avaliadas, por meio da eletromiografia de superfície, as atividades elétricas de cinco músculos da região do quadril de 40 voluntários sadios, nove femininos e 31 masculinos, com idade entre 21 e 55 anos, em quatro situações diferentes, sendo três com carga e um sem car-ga. As medições foram realizadas estaticamente, em ortostase. Observou-se que a situação de apoio total proporcionou atividade elétrica muscular global significativamente menor e melhor distribuída entre os grupos musculares, em comparação com as outras situações propostas. Descritores - Eletromiografia; sustentação do peso; biomecânica; fêmur.

Fratura ipsilateral do quadril e da diáfise femoral: estudo prospectivo*

ROBERTO SÉRGIO DE TAVARES CANTO; PAULO ROBERTO SANTOS NETO; OSCAR BERTINO DE ALMEIDA OLIVEIRA FILHO; CLAUTON GUERRA; ANUAR ARANTES AMUI; FABIANO R. T. CANTO

Rev Bras Ortop. 1994;29(6):- - Relato de Caso
Os autores analisaram 15 fraturas ipsilaterais de quadril e da diáfise femoral. Usualmente está envolvida grande quantidade de energia cinética neste tipo de trauma; quando, por exemplo, o joelho atinge o painel de um automóvel, a energia decresce em direção ao quadril, causando quase sempre um tipo característico de fratura a este nível. É enfatizada a necessidade de se fazer um exame radiológico completo da pélvis quando se estiver frente a uma fratura da diáfise femoral, pois freqüentemente a fratura do quadril passa despercebida na sala de emergência. São discutidos três casos em que o diagnóstico foi feito tardiamente. Os autores sugerem como melhor conduta tratar ambas as fraturas ao mesmo tempo. O tipo de implante dependerá do padrão da fratura. Em sete casos, foi usada a haste de Küntscher para a fratura da diáfise e parafusos de esponjosa para a fratura do quadril, colocados anterior e posteriormente a haste. Nos pacientes restantes, foram usadas placas na diáfise, combinadas com parafusos de esponjosa, ou placa angulada, ou pinos deslizantes nas fraturas do quadril. Tomando-se em consideração as condições econômicas da região onde o trabalho foi feito, esta combinação de haste com parafuso de esponjosa mostrou ser confiável e barata. Se o paciente sobrevive ao politrauma inicial, o prognóstico usualmente é bom, como pode ser concluído da presente série.

ALTERAÇÕES ORTOPÉDICAS NA AIDS

Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Alexandre Leme Godoy; Priscila Rosalba Domingos Oliveira; Ricardo Gomes Gobbi; Camila de Almeida Silva; Patricia Bernardelli Martino; Eliana Bataggia Gutierrez; Maria Clara Gianna; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):186-190 - Atualização
O aumento considerável da expectativa de vida dos pacientes infectados pelo HIV na era do tratamento antirretroviral de alta potência, resulta em importantes alterações metabólicas e osteoarticulares decorrentes do prolongado tempo de infecção viral e desse tratamento. As complicações ortopédicas mais frequentes são as alterações da mineralização óssea, a osteonecrose, síndrome do túnel do carpo e capsulite adesiva glenoumeral, com padrão de apresentação clínica, evolução natural da doença e resposta terapêutica diferentes daqueles da população geral. Os relatos da literatura são iniciais e a experiência do serviço multidisciplinar do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP permite avanço no conhecimento das diversas patologias envolvidas e o desenvolvimento de protocolos de tratamento adequados a esses diagnósticos.  Descritores - HIV; Ortopedia; Diagnóstico.

TRATAMENTO DA DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL PELA TÉCNICA DE SALTER ISOLADA OU ASSOCIADA À OSTEOTOMIA DO FÊMUR

PAULO BERTOL; AKIRA ISHIDA; MALCOLM F. MACNICOL

Rev Bras Ortop. 2004;39(5):- - Artigo Original
Os resultados do tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) por meio da redução aberta e osteotomia do ilíaco pela técnica de Salter foram analisados em 93 pacientes (103 quadris) com idade entre 18 meses e cinco anos. Em 59 quadris (57,28%) foram associadas subseqüentemente osteotomia de rotação e varização do fêmur. A técnica de Salter foi precedida por período de tração percutânea em 84 quadris (81,55%). Os quadris foram divididos em dois grupos: grupo A (44 quadris), tratados pela técnica de Salter, e grupo B (59 quadris), em que, além da técnica de Salter, foram adicionadas, subseqüentemente, osteotomia de rotação e varização do fêmur. Os resultados foram bons em 33 quadris (75,00%) do grupo A e em 38 (64,40%) do grupo B. Com relação à faixa etária, no grupo A houve 89,28% de bons resultados nos pacientes operados entre 18 e 30 meses, em comparação com 50,00% nos operados entre 31 e 60 meses de idade. Descritores - Luxação; displasia; osteotomia; quadril.

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