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Busca por: Ensaio biomecânico após retirada de parafusos canulados do fêmur proximal (análise in vitro)*

Ensaio biomecânico após retirada de parafusos canulados do fêmur proximal (análise in vitro)*

Anderson Freitas; Lucas S. Ramos; Érgon LAB Dantas; Vincenzo Giordano; Patrick F. Godinho; Antônio C. Shimano

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):416-421 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar, por meio de ensaio biomecânico, a resistência e a energia necessária para ocorrência de fratura do fêmur proximal em osso sintético após retirada de parafusos canulados em forma de triângulo invertido e comparar os resultados obtidos com técnica de reforço utilizando polimetilmetacrilato (PMMA).
MÉTODOS Foram utilizados 20 ossos sintéticos: 10 unidades para o grupo controle; 5 o grupo teste sem reforço, sem preenchimento após a retirada dos parafusos canulados, e 5 o para grupo teste com reforço com PMMA. A análise biomecânica foi realizada simulando queda sobre o grande trocânter utilizando máquina servo-hidráulica.
RESULTADOS Todos os corpos de prova dos grupos controle e sem cimento apresentaram fratura baso-cervical. No grupo teste com preechimento, três corpos de prova apresentaram fratura baso-cervical, enquanto que dois deles apresentaram fratura na parte próxima ao ponto de fixação no dispositivo (região diafisária do fêmur), sendo um deles associado a fratura do colo femoral. Foi utilizada uma média de 8.2 ml de polimetilmetacrilato no preenchimento dos três pertuitos do grupo com preenchimento. Segundo a análise de variância (ANOVA, na sigla em inglês) para um fator e o teste de comparações múltiplas de Tukey, ao nível de 5%, o grupo com cimento apresentou diferença significativa em relação aos outros grupos em todos os parâmetros.
CONCLUSÃO A simples retirada dos parafusos canulados não apresentou redução significativa da carga máxima e da energia necessárias para a ocorrência de fratura; porém, o reforço do fêmur proximal com polimetilmetacrilato aumentou significativamente esses parâmetros, causando mudanças no padrão fraturário.


Palavras-chave: fraturas do quadril; fraturas do fêmur; osteoporose; polimetilmetacrilato.

LESÕES LIGAMENTARES DO JOELHO ESTUDO BIOMECÂNICO COMPARATIVO DE DUAS TÉCNICAS DE SUTURA EM TENDÕES - ANÁLISE "IN VITRO" EM TENDÕES DE BOVINOS

Elias Marcelo Batista da Silva; Mauro Batista Albano; Hermes Augusto Agottani Alberti; Francisco Assis Pereira Filho; Mario Massatomo Namba; João Luiz Viera da Silva; Luiz Antonio Munhos da Cunha

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):80-86 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar e comparar o comportamento biomecânico de duas diferentes configurações de sutura, em "X" e em "Laçada", no preparo dos tendões para reconstrução ligamentar no joelho. Métodos: Usaram-se tendões extensores digitais comuns bovinos que podem substituir os tendões flexores humanos em estudos experimentais de tração. No primeiro grupo, ponto em "X", a sutura com fio Ethibond® nº 5 iniciou-se na porção distal do enxerto, com pontos transfixantes e com espaçamento entre os pontos de 7,5 mm até alcançar 3 cm distal ao início da sutura, retornando a sutura da mesma maneira, transfixando o tendão nos espaços livres e cruzando a sutura em configuração de "X". O segundo grupo, ponto em "Laçada", foi preparado com o mesmo tipo de fio Ethibond® nº 5, a agulha do fio foi retirada para uso somente do fio, que foi montado de maneira dupla em uma agulha avulsa formando um laço. Iniciou-se a sutura a 3 cm da extremidade do enxerto por meio de laçadas e pontos transfixantes em toda a substância do tendão, com espaçamento entre os pontos de 7,5 mm. Resultado: a Força Máxima de Ruptura do ponto em "Laçada" foi de 444,45 N e a do ponto em "X" foi de 407,59 N com, diferença estatística significante (p = 0,030). A Tensão média obtida no ponto em "Laçada" foi de 27,67 MPa e no ponto em "X" foi de 25,73 MPa, com diferença estatística significante (p = 0,036). A rigidez não apresentou diferenças estatísticas (p = 0,350), com 11,804 N/mm no ponto em "Laçada" e 11,570 N/mm no ponto em "X". Conclusão: O ponto em "Laçada" apresentou um comportamento biomecânico superior ao ponto em "X" considerando a Força Máxima e a Tensão. Descritores -Biomecânica Transplantes Ligamento cruzado anterior Técnicas de sutura.

Estudo biomecânico, "in vitro", em ovinos, da fixação femoral do tendão patelar na reconstrução do LCA: comparação entre parafusos metálicos de interferência e a fixação sob pressão com bloco ósseo cônico*

JOÃO LUIZ VIEIRA DA SILVA; GERSON DE SÁ TAVARES FILHO; MÁRIO MASSATOMO NAMBA; FRANCISCO ASSIS PEREIRA FILHO; MÁRCIO ALVES BARBOSA; MAURO ALBANO; JÚLIO KLEIN DAS NEVES; GABRIEL P. SKROCH

Rev Bras Ortop. 2003;38(7):- - Artigo Original
Foi realizado um estudo biomecânico, in vitro, em 38 modelos de joelhos de ovinos, comparando dois métodos de fixação femoral para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com o enxerto osso-tendão patelar-osso. O grupo, cuja fixação foi feita com parafusos metálicos de interferência de 9mm, apresentou valores médios de 719,06N para a carga máxima e 75,7N/mm para a rigidez. O outro grupo estudado, cuja fixação se fez com bloco ósseo cônico sob pressão, teve valores médios de 1.019N e 109,97N/mm, sendo a diferença entre os dois grupos estatisticamente significativa. A fixação femoral do enxerto osso-tendão patelar-osso, pelo método sob pressão com bloco ósseo cônico, trouxe, além da vantagem biomecânica, menor morbidade ao local de fixação que a com parafusos de interferência metálicos de 9mm. Unitermos - Fixação femoral; reconstrução; ligamento cruzado anterior.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ"*

RONALDO OLIVEIRA LOMELINO; GERALDO MOTTA FILHO; PAULO CEZAR SCHOTT; HUMBERTO MAURO MENDES

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Foram avaliados retrospectivamente 29 quadris de 21 pacientes que apresentavam epifisiolistese proximal do fêmur tratada por fixação in situ entre 1988 e 1993. Eram dez do sexo masculino e onze do feminino e tiveram seguimento clínico e radiológico médio de três anos e nove meses. O critério clínico de Heyman e Herndon foi utilizado para a determinação da qualidade dos resultados. Quatorze pacientes foram classificados como excelentes e bons. Necrose avascular ocorreu em dois pacientes, um agudo e o outro crônico. Um paciente apresentou condrólise, bilateral, tendo sido um lado operado e o outro, não. Ocorreu aumento do grau de escorregamento da epífise femoral proximal em dois pacientes.

MÉTODO DE ENSAIO BIOMECÂNICO PARA ANÁLISE DA ISOMETRICIDADE NA RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO PATELOFEMORAL MEDIAL

David Sadigursky; Riccardo Gomes Gobbi; César Augusto Martins Pereira; José Ricardo Pécora; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):598-605 - Artigo Original
Objetivo: Apresentar um dispositivo biomecânico para o estudo da reconstrução do ligamento patelofemoral medial (LPFM) e sua isometricidade. Métodos: Foi desenvolvido um sistema biomecânico acessível, que permite a aplicação de forças fisiológicas e não fisiológicas no joelho, através de um braço mecânico e aplicação de pesos e contrapesos, possibilitando a execução de diferentes estudos, além de ter um sistema de medidas bastante preciso de aferição de distâncias entre diferentes estruturas para análise dos experimentos. Este artigo descreve a montagem deste sistema, além de sugerir algumas aplicações práticas. Foram estudados seis joelhos de cadáveres. Os joelhos foram preparados em uma máquina de ensaios desenvolvida no Laboratório de Biomecânica do IOT HC FMUSP, que permitiu a avaliação dinâmica do comportamento patelar, quantificando a sua lateralização entre 0 e 120 graus. A diferença entre as distâncias encontradas, com e sem carga, aplicada na patela foram agrupadas segundo o ângulo de fixação do enxerto (0°, 30°, 60° e 90°) e situação do joelho (íntegro, reconstruído e lesado). Resultados: Houve uma tendência em ocorrer menor desvio lateral em ângulos de fixação acima de 30 graus de flexão, principalmente entre os ângulos entre 45° e 60° graus de flexão, após a reconstrução. Para os demais ângulos não houve significância estatística. Conclusão: O método desenvolvido é uma ferramenta útil para os estudos da articulação patelofemoral, além de ter um sistema de medidas bastante preciso de aferição de distâncias entre diferentes estruturas e permitir a sua utilização em instituições com menos recursos disponíveis. Descritores - Joelho/cirurgia; Instabilidade Articular; Biomecânica; Ligamento Patelar

Escorregamento epifisário proximal do fêmur: tratamento mediante fixação "in situ" com um único parafuso canulado*

ERNESTO FERNANDO ROCHA; CLÁUDIO SANTILI

Rev Bras Ortop. 2003;38(6):- - Artigo Original
No Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Pavilhão "Fernandinho Simonsen", no período de 1989 a 1999, foram tratados 218 pacientes, portadores do escorregamento epifisário proximal do fêmur, mediante a fixação in situ com um único parafuso canulado. Desse total, foram selecionados ao acaso os prontuários de 40 pacientes, sendo 20 de cada sexo. No momento do diagnóstico, a média de idade dos pacientes do sexo masculino foi de 12,7 anos, enquanto que nos do feminino foi de 11,9 anos. O fechamento da placa epifisária (epifisiodese) proximal do fêmur foi obtido em todos os casos e com tempo médio de 14,05 meses após a fixação. O objetivo do presente estudo é a análise epidemiológica e radiográfica retrospectiva nesta amostragem de 40 pacientes assim tratados, bem como suas complicações, avaliadas exclusivamente do ponto de vista radiográfico. Unitermos - Epifisiólise; epífise femoral proximal; parafusos ósseos

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ" com um único parafuso canulado*

AMÂNCIO RAMALHO JÚNIOR; WALDIR WILSON CIPOLLA; LUIZ FERNANDO JARDIM; MAURÍCIO PEGORARO

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
A fixação in situ das epifisiolisteses proximais do fêmur com um único parafuso canulado posicionado no centro da epífise e perpendicular à placa de crescimento é proposta como método de eleição pelos autores, que relatam seus resultados em 37 pacientes (41 quadris) opera-dos no período de 1989 a 1993. São descritos e analisados dois casos de condrólise, dois de necrose avascular, um de fratura subtrocantérica e um caso em que ocorreu progressão do deslizamento após a fixação; 77,5% dos pacientes evoluíram com resultados excelentes ou bons e os piores casos foram associados à gravidade do deslizamento e a erros técnicos.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ" com um único parafuso*

NELSON ELIAS; ALEXANDRE LAGE DE ALMEIDA; LISZT PALMEIRA DE OLIVEIRA; KARLOS C. MESQUITA

Rev Bras Ortop. 1993;28(11/12):- - Artigo Original
Foram avaliados 35 pacientes que apresentavam epifisiolistese proximal do fÊmur, num total de 42 quadris envolvidos. Todos os casos foram tratados através de fixação in situ com um parafuso de esponjosa de 6,5mm. O seguimento variou de 18 a 38 meses, com média de 20 meses. Nove escorregamentos eram agudos e 33, crônicos. Vinte e um eram leves, 14, moderados e seis, graves. Os resultados foram considerados excelentes e bons em 83% dos casos. Em quatro casos, ocorreram complicações decorrentes do mau posicionamento do parafuso. Não houve necrose avascular nem condrólise.

Epifisiólise proximal do fêmur: estudo da fixação "in situ" com um parafuso esponjosa AO 6,5mm*

LUIZ SIMBALISTA NETO; NELSON ELIAS; FERNANDO CERQUEIRA; FÁBIO VASSIMON; ANTÔNIO TAMANINI; ALLAN SYLLOS

Rev Bras Ortop. 1998;33(10):- - Artigo Original
Foram estudados 46 quadris com diagnóstico de epifisiólise proximal do fêmur submetidos à fixação in situ através da colocação de um único parafuso tipo esponjosa AO de 6,5mm de diâmetro. Através do estudo radiográfico, avaliaram-se o posicionamento dos parafusos e o fechamento da placa fisária, assim como foi pesquisada a presença de escorregamento adicional. Os resultados funcionais foram avaliados pelos critérios de Heyman & Herndon, tendo sido encontrados 90% de bons resultados no grupo de quadris com escorregamento do tipo I, II e III (pré-escorregamento, leve e moderado). Conseguiu-se o fechamento da placa fisária, evitando-se escorregamento adicional em todos os pacientes analisados, tendo sido relatados como complicações dos atos cirúrgicos o hematoma na ferida operatória, a penetração não-diagnosticada do parafuso na articulação, a quebra da broca durante o ato cirúrgico, a condrólise e a necrose avascular da cabeça femoral. Em razão dos resultados apresentados, é recomendada a fixação in situ com um único parafuso esponjosa AO de 6,5mm de diâmetro nos casos leves, moderados e nos pré-escorregamentos. Nos escorregamentos graves (tipo IV), outros procedimentos devem ser considerados.

AVALIAÇÃO DA PROGRESSÃO DO DESLIZAMENTO APÓS FIXAÇÃO "IN SITU" PARA TRATAMENTO DO ESCORREGAMENTO EPIFISÁRIO PROXIMAL DO FÊMUR

RODRIGO ARAUJO GÓES DOS SANTOS; RENATO HENRIQUES TAVARES; CELSO BELFORT RIZZI JUNIOR; GERALDO ROCHA MOTTA FILHO

Rev Bras Ortop. 2005;40(9):- - Artigo Original
O escorregamento epifisário proximal do fêmur (EEPF), ou epifisiólise do quadril, é uma afecção caracterizada pelo alargamento e enfraquecimento da camada hipertrófica da linha fisária proximal do fêmur que permitirá o escorregamento da metáfise proximal em relação à epífise femoral. Objetivo: Avaliar a eventual progressão do EEPF após a fixação in situ com um único parafuso canulado. Material: No período de janeiro de 1997 a agosto de 2001 foram tratadas 35 crianças com média de idade, por ocasião da cirurgia, de 12,7 anos, que apresentavam 42 deslizamentos estáveis e do tipo crônico. Entre os pacientes, 71% eram do sexo masculino e 69% apresentavam comprometimento do lado esquerdo. A média do ângulo de Southwick no pré-operatório foi igual a 41º. No grupo em que ocorreu a progressão do deslizamento, os ângulos foram de 39º, 36º e 53º, respectivamente. Resultado: Os prontuários e exames radiográficos na incidência de Lowenstein dos quadris das 35 crianças foram revisados e utilizados como parâmetros nas radiografias realizadas pelos pacientes no período pós-operatório imediato (até 14 dias) e após o fechamento da linha fisária. Foram determinados o ângulo de Southwick, a posição do parafuso em relação ao centro da epífise e o número de roscas que ultrapassaram a linha fisária. Em 76% não ocorreu progressão e em 10 quadris (24%) foi evidenciada acentuação maior do que 10º, quando comparadas as radiografias realizadas após o fechamento da linha fisária com as do pós-operatório imediato. A média registrada do ângulo de Southwick foi igual a 42º no pós-operatório imediato e de 43º após o fechamento da linha fisária. A análise estatística descritiva da eventual progressão do deslizamento em relação à idade, sexo, classificação do grau da doença, lado acometido, posição em que foi colocado o parafuso e o número de roscas que ultrapassaram a linha fisária mostrou que, quanto menor for o número de roscas do parafuso que irão ultrapassála, maior será a probabilidade de ocorrer a progressão. Da mesma forma, a correlação de Pearson também mostrou que a única variável de ocorrência ou não da progressão foi o número de roscas do parafuso que ultrapassou a linha fisária, permitindo afirmar com dados estatísticos a existência dessa variável. Conclusões: O número de roscas que ultrapassam a linha fisária tem importância em relação ao grau de deslizamento secundário pós-fixação dos descolamentos epifisários proximais do fêmur. O estudo sugere que pelo menos cinco roscas do parafuso, ultrapassando a linha fisária, são necessários para evitar deslizamentos secundários. Descritores - Epifisiólise; estudos retrospectivos; quadril.

O EFEITO DO LASER DE BAIXA ENERGIA NO CRESCIMENTO BACTERIANO "IN VITRO"

FERNANDO COUTINHO; VINCENZO GIORDANO; CAROLINA MARIANO DOS SANTOS; ABEL FERREIRA CARNEIRO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; MARIA CRISTINA TOUMA; MARCOS GIORDANO

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):248-253 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar, por meio de estudo bacteriológico in vitro, o efeito de dois tipos de laser de baixa energia (LBE) sobre diferentes populações bacterianas habitualmente presentes em feridas pós-traumáticas. Métodos: Foram colhidos swabs diretamente do sítio de infecção de pacientes internados com osteomielite pós-traumática crônica. As bactérias isoladas foram Acinetobacter baumanii complex, Escherichia coli, Haemophilus influenzae, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Salmonela sp, Serratia sp e Staphylococcus aureus. O material coletado foi semeado em meio ágar-sangue, através de alça estéril, utilizando-se 30 placas de Petri para cada germe. Foram utilizados dois aparelhos de LBE: Ibramed Laser Pulse #01189, com 15W/904nm por 200 segundos, e Phisiolux dual Bioset #9909001, com 20W/904nm por 230 segundos. Nos grupos I (n = 10) e II (n = 10), as bactérias sofreram irradiação pelo laser. O grupo III (n = 10) serviu de controle, não sendo irradiado. As bactérias dos grupos I e II foram irradiadas em câmara de fluxo laminar, previamente esterilizada por raio ultravioleta. O laser foi administrado de forma direta, central e perpendicularmente à superfície de cultivo das bactérias, com distância-padrão de 1cm, através de orifício confeccionado na tampa das placas. O crescimento bacteriano foi analisado após 12 e 24 horas da irradiação. Os resultados foram processados estatisticamente, utilizando-se o teste não-paramétrico de Kruskall-Wallis, com nível de significância p < 5%. Resultados: Observou-se comportamento similar entre as populações bacterianas nos três grupos experimentais após 12 e 24 horas da irradiação com os dois tipos de LBE, não havendo diferença estatisticamente significante no crescimento bacteriano entre os grupos I e II e entre estes e o grupo III (controle). Conclusão: O efeito do LBE, nas condições estudadas, mostrou-se inócuo quanto ao aumento do número de unidades formadoras de colônias bacterianas, nas doses utilizadas nesta pesquisa, como medida adjuvante no processo de cicatrização de feridas, mesmo na vigência de contaminação pelas bactérias avaliadas. Descritores - Infecção da ferida operatória; Crescimento bacteriano; Análise bacteriológica; Contaminação; Lasers/métodos.

INFECÇÃO POR MICOBACTÉRIA APÓS VIDEOARTROSCOPIA: O GLUTARALDEÍDO PODE SER O CULPADO? ESTUDO EXPERIMENTAL IN VITRO

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; MARCELO LOBO PEREIRA; LINCOLN PAIVA COSTA; MATHEUS BRAGA JACQUES GONÇALVES; LUIZ FERNANDO MACHADO SOARES,ROGÉRIO LUCIANO SANTOS; RONALDO PERCOPI DE ANDRADE; EURÍPEDES DE ALVARENGA BARBOSA

Rev Bras Ortop. 2008;43(6):256-260 - Artigo Original
Objetivo: Os autores avaliaram in vitro o poder de degermação do glutaraldeído a 2,2% por 30 minutos, nas lâminas de shaver de 3,2mm de diâmetro, usadas em videoartroscopias. Métodos: Foram utilizadas 40 lâminas, de 3,2mm, subdivididas em quatro grupos. Grupo I: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram colocadas de forma estéril no meio de cultura Brain-heart infusion (BHI). Grupo II: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram deliberadamente contaminadas pelas bactérias Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Streptococcus faecalis e Mycobacterium fortuitum e posteriormente colocadas no meio de cultura BHI. Grupo III: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram contaminadas pelas mesmas bactérias e posteriormente imersas por 30 minutos em glutaraldeído e, após limpeza com soro fisiológico, colocadas no meio de cultura. Grupo IV: 10 lâminas esterilizadas em óxido de etileno foram utilizadas em artroscopias, posteriormente lavadas e imersas em glutaraldeído, também colocadas em meio de cultura. Nos meios onde houve crescimento bacteriano, este foi verificado em 72 horas de incubação, sendo esse tempo prolongado para sete dias para recuperação da micobactéria. Resultados: Não houve crescimento de germes nos meios de cultura dos grupos I, III e IV, mas houve crescimento em todas as amostras do grupo II. Conclusão: A solução de glutaraldeído a 2,2%, dentro do prazo de validade, utilizada por 30 minutos, mostrou-se eficaz, in vitro, na degermação de lâminas de shaver de 3,2mm de diâmetro, mesmo quando deliberadamente contaminadas por micobactéria de crescimento rápido.Descritores - Esterilização /métodos; Glutaral/análise; Artroscopia/ métodos; Estudos experimentais

Uma análise retrospectiva de fraturas complexas do fêmur proximal tratadas cirurgicamente com placa de compressão bloqueada do fêmur proximal

Syed Ibrahim; Jimmy Joseph Meleppuram

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):644-650 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os resultados da placa de compressão bloqueada do fêmur proximal (PF--LCP) nessas fraturas complexas. Métodos: Este estudo retrospectivamente analisou 21 fraturas proximais do fêmur tratadas com PF-LCP entre junho de 2013 e fevereiro de 2015. Foram incluídas 15 mulheres (71%) e seis homens (29%) com média de 61,4 anos (34 a 80). As fraturas peritrocantéricas constituídas por fraturas intertrocantéricas e subtrocantéricas foram classificadas pela classificação de Boyd e Griffin e pela classificação de Seinshemier, respectivamente. Entre elas, 16 casos (76%) foram classificados como padrão intertrocantérico e cinco (24%) como padrão subtrocantérico. O resultado funcional foi avaliado pelo escore de quadril de Harris e pelo escore de mobilidade de Parker Palmer um ano após a cirurgia. Resultados: Dentre os 21 pacientes, 19 obtiveram união de fratura sem intervenc ¸ão adicional e dois necessitaram de enxerto ósseo adicional. Nenhum caso de corte da cabeça femoral pelo parafuso do quadril foi observado. Não houve mortalidade pós-operatória neste estudo. A média do escore de quadril de Harris foi de 84,5 (83 a 94). A média do escore de mobilidade de Parker Palmer foi de 7,5 (4 a 9). Conclusão: A PF-LCP é uma opção adequada e estável no tratamento de fraturas femorais peritrocantéricas, propicia uma osteossíntese classificada como boa ou excelente, com poucas complicações.  

Avaliação mecânica de diferentes métodos de osteossíntese de ossos longos pequenos Estudo "in vitro" em metacárpicos de porcos*

OSVALDO MENDES DE OLIVEIRA FILHO; NILTON MAZER; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI; CARLOS ALBERTO MORO

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Foi estudada a estabilidade de seis diferentes métodos de fixação interna de fraturas de metacárpicos: fios de Kirschner intramedulares, en bouquet; fios de Kirschner cruzados; haste intramedular, tipo bilboquet; banda de tensão dorsal em oito, associada a um fio de Kirschner oblíquo; duas cerclagens longitudinais, em ângulo reto entre si, associadas a um fio de Kirschner oblíquo; e miniplaca de estabilização. Foram utilizados metacárpicos de porcos devido à semelhanças anatômicas com os de humanos, conforme demonstrado por estudos histológicos e radiológicos prévios. As montagens foram submetidas a esforços de flexão com três pontos de apoio em uma máquina universal de ensaio. Os resultados mostraram que os metacárpicos de porcos não são adequados para os modelos de fixação intramedular e que as miniplacas e as cerclagens longitudinais em ângulo reto entre si foram os modelos mais estáveis.

Epifisiólise proximal do fêmur Análise da fixação profilática do quadril contralateral*

NELSON ELIAS; LUIZ SIMBALISTA NETO; FÁBIO VASSIMON F. JORGE; ANTÔNIO TAMANINI; FERNANDO CERQUEIRA; ALLAN SYLLOS; ANTÔNIO VÍTOR DE ABREU

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Artigo Original
Vinte e um pacientes foram submetidos à fixação profilática do quadril contralateral na epifisiólise proximal do fêmur, utilizando um único parafuso AO 6,5mm no mesmo ato cirúrgico da fixação do quadril acometido. Obte-ve-se o fechamento da placa fisária em todos os casos, não tendo ocorrido nenhuma complicação. Em razão dos elevados índices de bilateralidade, na maioria das vezes assintomática, e das possíveis seqüelas, os autores recomendam a fixação profilática como rotina.

ANÁLISE DO EMPREGO DO PARAFUSO ANTIRROTACIONAL NOS DISPOSITIVOS CEFALOMEDULARES NAS FRATURAS DO FÊMUR PROXIMAL

Marcelo Itiro Takano; Ramon Candeloro Pedroso de Moraes; Luis Gustavo Morato Pinto de Almeida; Roberto Dantas Queiroz

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):17-24 - Artigo Original
  Objetivo: analisar a influência do dispositivo antirrotacional no posicionamento do parafuso deslizante das hastes cefalomedulares usadas no tratamento das fraturas transtrocanterianas. Métodos: estudo prospectivo de série de casos composta por 58 pacientes com diagnóstico de fraturas transtrocanterianas instáveis submetidos à osteossíntese com haste cefalomedular dotada de dispositivo antirrotacional. A casuística foi avaliada quanto a sexo, idade e classificação da fratura. Os parâmetros radiográficos avaliados no pós-operatório imediato foram: ângulo de redução, limites anatômicos, distância "ponta-ápice" (TAD), deslocamento do parafuso deslizante em relação ao eixo central do colo femoral e posicionamento do dispositivo antirrotacional. Resultados: houve preponderância do sexo feminino, com maioria na oitava e nona décadas de vida. Foramclassificados como Tronzo III 33 pacientes (56,9%), seis como Tronzo IV (10,4%) e 19 como Tronzo V (19,8%). O ângulo de redução médio no sexo feminino foi 130,5? e 129,4? no masculino. O diâmetro médio do colo e da cabeça variou com significância estatística entre homens e mulheres. O TAD médio foi de 19,7mm no sexo feminino e 21,6mm no masculino. Em 10 pacientes (17,85%) o TAD foi superior a 25mm. Em 19 pacientes (33,9%) a colocação do parafuso deslizante poderia ocorrer no eixo central do colo. O deslocamento médio do implante para não violação da cortical superior do colo foi de 4,06mm do eixo central. Conclusão: no implante estudado, dotado de dispositivo antirrotacional, o posicionamento do parafuso deslizante no eixo central do colo está condicionado a diâmetro mínimo de 34mm do colo femoral. Descritores - Fraturas do quadril Fixação interna de fraturas Pinos ortopédicos

Análise da morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas cirurgicamente com haste intramedular de fêmur proximal*

Sidney Quintas; Jacques Charlab; Max Ramos; Henrique Mansur

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):396-401 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar a morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas com haste intramedular e sua relação com o tempo de internação, com o tempo para fazer o procedimento cirúrgico, e com as comorbidades dos pacientes.
MÉTODOS Foi feito um estudo observacional, analítico e retrospectivo por meio da avaliação dos prontuários de 74 pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de fraturas peritrocantéricas com haste intramedular de fêmur proximal de 2011 a 2014 em uma unidade hospitalar.
RESULTADOS A idade média no momento da ocorrência da fratura foi de 79,7 anos, e o tempo de internação total médio foi de 16,7 dias, com média de 11,3 dias até a cirurgia e 5,4 dias da cirurgia à alta. A incidência de complicações na internação no grupo com idade ≥ 78,5 anos foi de 47,6%, enquanto no grupo mais novo ela foi de 19,4% (p = 0,013). A incidência de complicações na internação no grupo que fez a cirurgia após 6 dias foi significativamente maior (42,9%; p = 0,019). Observou-se também que a incidência de complicação na internação está significativamente associada ao risco cirúrgico de grau ≥ 3 (p = 0,001) e à diabetes mellitus (p = 0,001).
CONCLUSÃO As complicações relacionadas às fraturas peritrocantéricas estão significativamente associadas ao risco cirúrgico elevado (graus 3 e 4), diabetes mellitus, idade (> 78,5 anos) e tempo de internação pré-operatório prolongado (> 6 dias).


Palavras-chave: fraturas do fêmur/epidemiologia; morbimortalidade; fixação intramedular de fraturas.

Ensaio mecânico de flexão nas faces côncava e convexa da diáfise do fêmur de ratas*

VALDIR J. O. PESSAN; JOSÉ B. VOLPON; ANTONIO C. SHIMANO

Rev Bras Ortop. 1996;31(7):- - Artigo Original
Foi avaliado o comportamento mecânico do fêmur de ratas imaturas e próximas da maturidade, em ensaios de flexão, com forças aplicadas na face côncava e convexa da diáfise do osso. A idade dos animais era de 25 e de 79 dias. Oitenta animais foram casualmente distribuídos em quatro grupos, de acordo com a idade e a superfície testa-da. Os ensaios foram em flexão e realizados à temperatura ambiente, após período de estocagem a -20º em freezer, durante um mês. Das curvas tensão x deformação fo-ram obtidos: módulo de elasticidade, tensão máxima, tensão no limite de proporcionalidade e energia absorvida na fase elástica. Os dados mostraram que os animais próximos da maturidade tinham ossos mais fortes quando testados em flexão, mas quando foi comparada, para a mesma idade, a resistência aplicada na face côncava e convexa da diáfise, a maioria dos parâmetros não apresentou diferenças significativas. Isto levou à conclusão de que o osso praticamente tem a mesma resistência aos esforços de flexão aplicados a favor e contra a concavidade. Postulou-se que pode haver rearranjo da arquitetura óssea interna no sentido de compensar alguma desvantagem mecânica em um dos sentidos.

Ação da solução do polivinilpirrolidona-iodo como agente descontaminante de enxertos osteotendinosos: análise "in vivo" em cobaias*

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; LUIZ EDUARDO M. TEIXEIRA; FLÁVIO BARBOSA GUIMARÃES LISBOA; CÉLIA SAVIETTO PEREIRA BARBOSA; RODOLFO BRAGA ALMEIDA; MARCO ANTÔNIO PERCOPE DE ANDRADE

Rev Bras Ortop. 2001;36(7):- - Artigo Original
Os autores realizaram trabalho experimental, no qual estudaram a contaminação de um enxerto osteotendinoso de tendão aquileu e calcâneo em três grupos de ratos Roltsmann e a eficiência do polivinilpirrolidonaiodo (PVPI) em solução aquosa como agente descontaminante, bem como sua interferência no processo de consolidação/cicatrização. Após análise clínica, anatomopatológica e radiológica dos espécimes, os autores encontraram um pequeno índice de infecção e complicações quanto à cicatrização/consolidação nos ratos nos quais o enxerto, após contaminação, foi submetido a imersão numa solução aquosa de PVPI a 10,0%. Esse, portanto, mostrou-se um eficaz agente de descontaminação com influência deletéria, porém não significativa (p = 0,3042) no processo de consolidação do enxerto osteotendinoso.

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