ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 552 resultado(s)

Busca por: Fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur em pacientes adultos jovens*

Fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur em pacientes adultos jovens*

Daniel Alves Ramallo; Leandro Lemgruber Kropf; Alexandre Dreifus Zaluski; Amanda dos Santos Cavalcanti; Maria Eugenia Leite Duarte; João Antonio Matheus Guimarães

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):408-415 - Artigo Original

OBJETIVOS Avaliar os fatores que influenciam o resultado da osteossíntese pela redução fechada da fratura do colo femoral nos pacientes jovens.
MÉTODOS Foi feito um estudo retrospectivo com revisão dos dados dos pacientes operados em um hospital ortopédico de grande porte, de 2003 a 2011, com um total de 81 pacientes que atenderam aos critérios de inclusão. O intervalo de tempo entre a fratura e a cirurgia, o desvio inicial da fratura, a qualidade da redução e o posicionamento dos implantes foram os fatores avaliados.
RESULTADOS O estudo encontrou forte relação entre a qualidade da redução e o sucesso terapêutico. O grau de desvio inicial e o tempo entre o trauma inicial e a osteossíntese não influenciaram o desfecho cirúrgico em relação à consolidação óssea. O correto posicionamento dos implantes mostrou relação com a evolução satisfatória no pós-operatório dos pacientes.
CONCLUSÃO A qualidade da redução e o posicionamento dos implantes são fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur no paciente adulto jovem.


Palavras-chave: colo do fêmur; necrose da cabeça do fêmur; fraturas do colo femoral; pseudoartrose.

Luxação da prótese total do quadril em pacientes com fratura do colo do fêmur*

RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; EMERSON HONDA; GIANCARLO POLESELLO; EDSON HIDENORI MIASHIRO; SANDRO DA SILVA REGINALDO

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
A luxação é uma complicação precoce freqüente em pacientes submetidos à artroplastia total do quadril por fra-tura do colo femoral, ocorrendo principalmente nas primeiras semanas do período pós-operatório. Sua incidência é maior quando comparada com os casos operados por outros diagnósticos. Nesta casuística foram analisados 96 pacientes submetidos a 101 artroplastias totais do quadril utilizando-se a prótese de Charnley, 51 delas por fratura aguda do colo femoral (grupo A). Houve luxação em 5 quadris neste grupo (9,8%); o primeiro episódio ocorreu nos primeiros 45 dias do período pós-operatório em 4 casos; em apenas 1 caso houve 2 episódios. Destas 5 luxações, 4 apresentavam próteses de colo largo e todos os pacientes tinham mais de 75 anos de idade. No outro grupo (grupo B) apenas 1 caso (2%) apresentou luxação. Apesar de não ter sido diferença estatisticamente significante, observou-se predominância de luxações nos casos em que foi realizada a artroplastia por fratura aguda do colo femoral.

Análise comparativa do tratamento de fraturas basocervicais de fêmur com CCS, DHS e PFN em adultos jovens

Anmol Sharma; Anisha Sethi; Shardaindu Sharma

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):783-787 - Artigo Original

OBJETIVO: Tanto quanto é do conhecimento dos autores, nenhum estudo na literatura comparou o resultado clínico dos três implantes mais comumente usados para tratar fraturas basocervicais do colo femoral (CCS, DHS e PFN) em adultos jovens. O presente estudo tenta preencher essa lacuna na literatura e chegar a uma conclusão sobre a utilidade desses implantes nessas fraturas.
MÉTODOS: Estudo prospectivo de intervenção, incluiu 90 pacientes com fratura basocervical do colo femoral tratada aleatoriamente com parafuso esponjoso canulado interfragmentário ou parafuso de quadril dinâmico, com um parafuso derrotativo ou um PFN curto.
RESULTADOS: O tempo médio para a consolidação de fratura foi de 14,4, 13,9 e 13,5 semanas e a taxa de consolidação foi de 93,2%, 100% e 100% nos grupos 1, 2 e 3, respectivamente. A média do Harris Hip Score no seguimento final foi similar entre todos os grupos: 79,4, 82,2 e 81,9 nos grupos CCS, DHS e PFN, respectivamente. A maior proporção de resultados bons a excelentes foi observada no grupo DHS (83,3%), enquanto que foi de 73,6% e 80% nos grupos CCS e PFN, respectivamente.
CONCLUSÃO: O uso de vários parafusos esponjosos não fornece uma construção suficientemente estável durante a consolidação da fratura. O PFN, embora associado a falhas de implantes menores do que o CCS, apresenta maior incidência de erros técnicos. O DHS proporciona estabilidade suficiente em fraturas basocervicais bem reduzidas em adultos jovens; seu uso está associado às maiores taxas de consolidação de fraturas e o melhor resultado funcional dentre os três implantes no seguimento final.


Palavras-chave: Fraturas do quadril; Hastes ósseas; Parafusos ósseos; Fraturas do fêmur; Fixação de fraturas; Intramedular

OSTEOSSÍNTESE DA FRATURA DO COLO FEMORAL: DOIS OU TRÊS PARAFUSOS?

Ricardo Basile; Gustavo Roberto Pepicelli; Edmilson Takehiro Takata

Rev Bras Ortop. 2012;47(2):165-168 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar a eficácia da osteossíntese de fraturas do colo femoral com dois em vez de três parafusos. Métodos: Avaliadas, retrospectivamente, 39 fraturas, divididas em grupos nos quais foram utilizados dois (n = 28) parafusos paralelos e três parafusos (n = 11) na configuração de triângulo invertido segundo a técnica AO. Os pacientes foram acompanhados até o desfecho: consolidação ou falha. Resultados: No grupo em que se utilizou dois parafusos, observamos consolidação em 23 das 28 fraturas (82%). No grupo de três parafusos observou-se consolidação em seis das 11 fraturas (55%). Não houve diferença estatística entre os valores obtidos. Conclusão: Não houve diferença no prognóstico dessas fraturas quando tratadas com dois parafusos paralelos ou três parafusos em triângulo invertido segundo a técnica AO-ASIF. Mais estudos são necessários para estabelecer conclusão definitiva. Descritores - Fraturas do Colo Femoral; Fixação Interna de Fraturas; Parafusos Ósseos; Estudos Longitudinais.

Fratura do colo do fêmur em crianças*

CSAR LUIZ F. A. LIMA; TULIO CANELLA B. CARNEIRO; GILBERTO DE OLIVEIRA; DALTON L. TERRA; DOROTEA S. MALHEIROS

Rev Bras Ortop. 1998;33(11):- - Artigo Original
Os autores analisaram sete crianças com fratura do colo do fêmur tratadas no período de agosto de 1995 a julho de 1997. A idade variou de cinco a 12 anos, com média de 8,7 anos. A maior parte das fraturas foi causada por traumas de alta energia. A classificação utilizada foi a de Del-bet, sendo encontrados os tipos II e III. O tratamento cirúrgico foi realizado em seis pacientes. As complicações foram observadas em 50% dos casos, sendo necrose avascular e fechamento prematuro da fise as mais freqüentes. A análise dos resultados segundo os critérios de Ratliff mostrou 50% de bons resultados.

FRATURA DO COLO DO FÊMUR EM CRIANÇAS

MARCEL BARBIERI FREITAS; FERNANDO CARLOS MOTHES; LUIS JOSÉ MOURA E ALIMENA; MÁRIO DIRANI; PAULO LOMPA; LAURO MACHADO NETO

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):151-156 - Artigo Original
Objetivo: Os autores relatam uma série de 10 pacientes com fratura do colo do fêmur em crianças, tratados de julho de 1993 a agosto de 2001. Métodos: As fraturas fo-ram classificadas segundo Delbet em transepifisárias, um caso (10%), transcervicais, cinco casos (50%), cervicotrocantéricas, quatro casos (40%). Os pacientes foram avaliados seguindo os critérios clínicos e radiológicos de Ratliff. O seguimento mínimo foi de seis meses e o máximo de 96 meses com média de 17,6 meses. Resultados: O índice de complicações foi, de modo geral, de 40%. Coxa vara ocorreu em um paciente (10%); fechamento da fise femoral proximal, em três pacientes (30%); necrose avascular, em três pacientes (30%). Quanto ao resultado do tratamento, segundo Ratliff, sete pacientes (70%) foram classificados como bom, dois pacientes (20%) classificados como regular e um paciente (10 %) classificado como pobre. Conclusão: Os autores enfatizam a gravidade dessa fratura através do alto índice de complicações.Descritores - Fraturas do colo femoral/complicações; Fraturas do quadril; Necrose avascular da cabeça femoral; Criança; Estudos retrospectivos

Tratamento de fraturas deslocadas do colo femoral em pacientes jovens com DHS e associação com a osteonecrose

Carlos Roberto Schwartsmann,,; Henrique Marquardt Lammerhirt; Leandro de Freitas Spinelli; Ary da Silva Ungaretti Neto

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):82-87 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar o desempenho do dynamic hip screw (DHS) no tratamento de fraturas do colofemoral deslocadas em pacientes jovens, com foco na osteonecrose.Métodos: Uma série de 53 pacientes com menos de 55 anos foi avaliada retrospectivamente.Todos os pacientes apresentaram fraturas do colo femoral deslocadas (Garden III ou IV) eforam tratados com DHS. O sistema de estadiamento de Ficat foi usado para avaliar a necroseavascular.Resultados: Foram incluídos 38 (71,7%) pacientes do sexo masculino e 15 (28,3%) do feminino,com média no momento da fratura de 41,9 anos (± 12,8). Segundo a classificação de Garden,21 (39,6%) fraturas foram classificadas como tipo III e 32 (60,4%) foram considerados total-mente deslocadas, Garden IV. A consolidação da fratura foi obtida em 39 pacientes (73,6%).Foram observados 13 casos de necrose avascular (24,6%).Conclusões: A incidência de necrose avascular em pacientes jovens com fraturas deslocadasdo colo do fêmur tratados com DHS foi de 24,6%. Não houve associação estatisticamentesignificante entre os intervalos até a cirurgia, o deslocamento da fratura e a presença deparafuso antirrotacional com a osteonecrose. Nível de evidência IV.

Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Pedro José Labronici; Fernando Claudino dos Santos; Yuri Leander Oliveira Diamantino; Eduardo Loureiro; Maria Cristina Diniz Gonçalves Ezequiel; Sérgio Delmonte Alves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):343-346 - Relato de Caso

Complicações vasculares no tratamento cirúrgico da fratura do quadril são raras. A depender da lesão arterial, pode ocorrer um grave sangramento intraoperatório ou formação de hematoma subagudo com desenvolvimento de pseudoaneurisma arterial. Na literatura, as complicações mais frequentes relatadas são a formação de grandes hematomas locais após osteossíntese com parafuso deslizante do quadril. O objetivo do presente relato foi demonstrar um caso de lesão arterial tardia após osteossíntese proximal do fêmur.


Palavras-chave: fraturas do fêmur; lesões do sistema vascular; parafusos ósseos; quadril/cirurgia.

ANÁLISE DO RESULTADO CLÍNICO-FUNCIONAL E DAS COMPLICAÇÕES DA FRATURA DO COLO DO TÁLUS

Leonardo Ribeiro Bastos; Ricardo Cardenuto Ferreira; Marcelo Tomanik Mercadante

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):362-374 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o resultado clínico-funcional e radiográfico dos pacientes com fraturas do colo do tálus tratados pelo Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Santa Casa de São Paulo. Método: Avaliamos 20 pacientes, com tempo médio de seguimento de 71 meses: um com fratura do tipo I, 12 do tipo II, cinco do tipo III e dois do tipo IV, sendo quatro fraturas expostas. Resultados: Um paciente foi tratado incruentamente, 16 com Rafi (três com artrodese subtalar primária), um com talectomia e dois com artrodese tibiotalocalcaneana. A redução obtida foi classificada como anatômica em sete pés, aceitável em seis, e ruim em quatro. Sete pacientes apresentaram complicações precoces. Houve um retardo de consolidação e quatro osteonecroses do corpo do tálus. Quatro pacientes necessitaram de procedimentos reconstrutivos secundários. Sessenta e dois porcento dos pacientes não apresentaram comprometimento radiográfico importante na articulação do tornozelo e 25% na articulação subtalar. Dos pacientes não submetidos a procedimentos secundários, 81% apresentaram queixas referentes ao pé tratado, 37,5% apresentaram alguma deformidade, 44% déficit sensitivo e 50% estavam aposentados. A perda média de movimento do tornozelo foi de 49% e da subtalar 80%. A pontuação média pela escala AOFAS foi de 73 pontos. Conclusão: A fratura do colo do tálus leva a alta incidência de complicações clínico-funcionais e radiográficas. Descritores - Tálus/lesões; Fraturas ósseas/complicações; ­Adulto

Osteossíntese com dois parafusos no tratamento das fraturas do colo do fêmur

LUIZ OSÓRIO; PAULO COUTO; CARLOS GIESTA

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
É realizada uma análise de 97 pacientes com fraturas do colo do fêmur, tipos I, II e III, segundo a classificação de Garden, submetidos a osteossíntese com dois parafusos tipo Leôncio Fernandez, entre 1980 e 1987. Os autores apresentam os resultados obtidos e as diversas alternativas em relação ao tratamento e prognóstico.

Fatores preditivos de morte após cirurgia para tratamento de fratura proximal do fêmur*

Jurandir Antunes; Armando D'Lucca de Castro e Silva; Adriano Fernando Mendes; Felipe Jader Coelho Pereira; Igor Gerdi Oppe; Elmano de Araújo Loures

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):402-407 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar fatores preditivos de morte em pacientes de idade igual ou superior a 70 anos com fratura proximal do fêmur submetidos a tratamento cirúrgico.
MÉTODOS Análise de prontuários médicos criando-se uma coorte retrospectiva com seguimento de 6 meses. Foram analisados 124 prontuários após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Todos os pacientes foram tratados por um único cirurgião ortopédico em condições de uniformidade.
RESULTADOS Taxa de mortalidade de 34.7%, sendo o perfil mais comum de paciente o indivíduo do gênero feminino, com 85 anos e ao menos 1 comorbidade. Os pacientes com idade superior a 85 anos, internação hospitalar por mais de 7 dias, ao menos 1 comorbidade presente e internação em centro de terapia intensiva (CTI) apresentaram maior risco de óbito (respectivamente 2; 2,5; 4 e 4 vezes maior).
CONCLUSÃO Em relação ao desfecho óbito, apesar de não encontramos diferença estatisticamente significativa no que se refere à topografia da lesão e como essas se comportam no momento em que coexistem junto a internação em CTI, acreditamos na necessidade de maiores investigações sob essa ótica na população com o perfil estudado.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso.

Comorbidades, intercorrências clínicas e fatores associados à mortalidade em pacientes idosos internados por fratura de quadril

Stephanie Victoria Camargo Leão Edelmuth; Gabriella Nisimoto Sorio; Fabio Antonio Anversa Sprovieri; Julio Cesar Gali; Sonia Ferrari Peron

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):543-551 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as comorbidades e as intercorrências clínicas e determinar os fatores associados à mortalidade de pacientes idosos internados por fratura de quadril em um hospital público de atenção terciária.
MÉTODOS: Neste estudo coorte retrospectivo, foram revisados 67 prontuários médicos de pacientes com idade igual ou maior que 65 anos, admitidos em nossa instituição por fratura de quadril, no período entre janeiro a dezembro de 2014. Foram avaliados os intervalos de tempo entre a fratura e admissão hospitalar e entre essa e o procedimento cirúrgico, o tempo total de internação, a presença de comorbidades, as intercorrências clínicas, o tipo de procedimento ortopédico adotado, o risco cirúrgico, o risco cardíaco e o desfecho de alta.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77,6 anos, com predominância do sexo feminino (64,1%). A maioria dos pacientes (50,7%) tinha duas ou mais comorbidades. As principais intercorrências clínicas durante a internação foram distúrbios cognitivo-comportamentais e infecções respiratórias e do trato urinário. Os intervalos de tempo entre fratura e internação e entre essa e a cirurgia foram superiores a sete dias na maioria dos casos. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,9% e esteve diretamente vinculada à presença de infecções no período hospitalar (p = 0,006), ao intervalo de tempo entre a internação e a cirurgia superior a sete dias (p = 0,005), ao escore de Goldman igual a III (p = 0,008) e à idade igual ou superior a 85 anos (p = 0,031).
CONCLUSÃO: Pacientes com fraturas do quadril geralmente apresentam comorbidades, estão predispostos a intercorrências clínicas e têm uma taxa de mortalidade de 11,9%.


Palavras-chave: Idosos; Fraturas do quadril; Cirurgia ortopédica.

A fratura do colo do fêmur como fator de maior morbidade e mortalidade*

ALCY VILAS BOAS JR.; JAMIL SONI; SRGIO ROBERTO FRATTI; PAULO CSAR J. KANTOVITZ; ROBERTO MELO DE SOUZA FILHO; EDGAR BEZERRA VALENTE NETTO

Rev Bras Ortop. 1998;33(6):- - Artigo Original
Os pacientes com fratura do colo do fêmur têm índice de mortalidade aumentado, durante o primeiro ano do tratamento ortopédico. Incidência variável de complicações e limitações funcionais nesse período têm sido avaliadas por diversos trabalhos e relacionadas aos índices de mortalidade e morbidade desses pacientes. Os autores confrontam esses índices com as condições fisiológicas préoperatórias de 31 pacientes admitidos em período de 12 meses com fratura de colo de fêmur, acompanhados por média de 15 meses após o tratamento, e questionam sua influência na qualidade de vida, mortalidade e morbidade. A avaliação pré-operatória foi baseada no Scoring System of Hip Fractures, no qual a capacidade deambulatória, a independência domiciliar, o grau de osteoporose, o nível de cognição e as condições clínicas pré-operatórias proporcionam um escore. Os pacientes com 20 pontos ou mais eram considerados em boas condições gerais e os com pontuações menores tinham piores condições pré-ope-ratórias. A incidência de mortalidade obtida neste estudo foi de 32%, com um escore fisiológico pré-operatório médio de 16,5 pontos, contrastando com o escore médio de 20,72 pontos para os pacientes que não foram a óbito. Os autores constatam a importante influência do estado préoperatório no prognóstico, morbidade e mortalidade dos pacientes com fratura de colo de fêmur. Admitem que a fratura é um fator que se associa às condições gerais desses indivíduos, não sendo uma causa isolada de mortalidade e morbidade.

Fratura de estresse bilateral do colo do fêmur em não atleta - relato de caso

Ubiratan Stefani de Oliveira; Pedro José Labronici,,; André João Neto; Alexandre Yukio Nishimi; Robinson Esteves Santos Pires de Luiz Henrique Penteado Silva

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):735-738 - Relato de Caso
    A fratura de estresse bilateral do colo do fêmur em pacientes adultos sadios é uma entidade extremamente rara, cujo diagnóstico e tratamento representam um grande desafio. Pacientes com história de dor no quadril, mesmo se não forem atletas ou militares, devem ser analisados para se obter um diagnóstico precoce e prevenir possíveis complicac¸ões provenientes do tratamento cirúrgico. Este relato descreve um paciente de 43 anos, não atleta, do gênero masculino, sem doenc¸as prévias, que desenvolveu fratura de estresse do colo do fêmur bilateral sem desvio, diagnosticado e tratado tardiamente com osteossíntese bilateral com parafusos canulados. Apesar de o diagnóstico ter sido tardio nesse caso, enfatiza-se a importância de se obter diagnóstico de fratura de estresse, independentemente do nível de atividade dos pacientes, para o sucesso do tratamento.  

Taxa de infecção em pacientes adultos com fratura exposta atendidos no hospital de pronto socorro e no hospital universitário Ulbra do município de Canoas, Rio Grande do Sul

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra; Fernando Machado Gregio; Adriane Bernardi; Cyntia Cordeiro de Castro

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):544-548 - Artigo Original
    Objetivo: Identificar a taxa de infecção em pacientes adultos com fratura exposta atendidos em dois hospitais terciários no município de Canoas, Rio Grande do Sul. Métodos: Estudo quantitativo descritivo feito no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). Foram elegíveis os pacientes entre 18 e 60 anos internados com fratura exposta no setor de traumatologia e ortopedia da emergência do HPSC, de janeiro a maio de 2014, e que foram acompanhados por um ano. Resultados: Foram incluídos 133 pacientes com fratura exposta, a maioria do sexo masculino (92,48%), com média de 36 anos. Houve predomínio de fraturas do tipo III de Gustilo e Anderson. A taxa de infecção foi de 18,80%, mais frequente em fraturas do tipo III de Gustilo e Anderson (72%). As bactérias mais frequentemente identificadas nas infecções foram Staphylococcus aureus e Enterobacter aerogenes. Conclusão: A taxa de infecção em fraturas expostas de pacientes atendidos inicialmente na emergência do HPSC foi de 18,80%. As infecções ocorreram predominantemente em fraturas do tipo III de Gustilo e Anderson. As bactérias com maior incidência nas infecções foram Staphylococcus aureus e Enterobacter aerogenes.

Fratura simultânea bilateral do colo do fêmur após queda doméstica em uma paciente idosa: relato de um caso raro

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):363-365 - Relato de Caso
    A fratura simultânea bilateral do colo do fêmur é uma entidade rara que tem sido associada a doenc¸as ósseas, diversas doenc¸as metabólicas, traumas de alta energia e distúrbios convulsivos. Sua ocorrência após trauma mínimo é muito rara. Este artigo apresenta o caso de uma mulher de 66 anos que sofreu fratura intracapsular bilateral do colo do fêmur após um deslize e queda em casa. Uma artroplastia total do quadril, bilateral e cimentada foi feita em um único momento, com o uso de uma abordagem lateral direta, em que se alternaram as posic¸ões lateral direita e esquerda. Os autores relatam um resultado satisfatório, com Harris Hip Score de 98 após um ano, que persistiu até o último seguimento, aos 30 meses.

Estado nutricional e resposta de fase aguda em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur*

DANIEL FERREIRA DA CUNHA, SELMA FREIRE DE CARVALHO DA CUNHA, PAULO EDUARDO PILOTO, NILO PEANHA DOS SANTOS, JOS WAGNER DE BARROS3

Rev Bras Ortop. 1998;33(4):- - Artigo Original

RESUMO

Avaliou-se o estado nutricional de 19 pacientes recémhospitalizados por fratura no terço proximal do fêmur (menos de 48 horas), por meio de antropometria e exames laboratoriais. Foi definida subnutrição protéico-ener-gética pelo índice da massa corporal (IMC) < 18,5kg/m2 e, a resposta de fase aguda, pelo desenvolvimento progressivo de anemia, hipoalbuminemia, diminuição nos níveis de proteínas totais e aumento dos níveis de globulinas, observados em todos os casos. Conclui-se que a subnutrição é comum em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur, observada em 42% dos casos, e que o desenvolvimento da resposta de fase aguda na primeira semana pós-internação pode piorar as condições nutricionais.

Como os cirurgiões ortopédicos tratam a fratura desviada do colo do fêmur no paciente de meia idade? Pesquisa brasileira com 78 cirurgiões ortopédicos*

Vincenzo Giordano; Marcos Giordano; Rodrigo Aquino; João Otávio Grossi; Hudson Senna; Hilton Augusto Koch

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):288-294 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo do presente estudo foi avaliar as práticas e preferências dos cirurgiões ortopédicos brasileiros para o tratamento da fratura do colo do fêmur no paciente de meia idade.
MÉTODOS Foi elaborado um questionário contendo 10 imagens de fraturas do colo do fêmur enviado a um grupo de 100 ortopedistas, todos membros titulares da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. No questionário, foi perguntada a opção de tratamento para casos de fratura não desviada e desviada do colo do fêmur em pacientes de meia idade, caracterizados como aqueles com idades entre 50 e 69 anos. Foram realizadas análises estatísticas descritiva e inferencial, pelos testes de qui-quadrado (χ2) e exato de Fisher. O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%.
RESULTADOS O questionário foi respondido por 78% dos ortopedistas convidados a participar do presente estudo. Observou-se que não existe diferença significativa na distribuição do método de tratamento entre as avaliações de generalistas e especialistas (p = 0,16) na amostra de fraturas não desviadas do colo do fêmur. Observou-se que existe diferença altamente significativa na distribuição do método de tratamento entre as avaliações de generalistas e especialistas (p < 0,0001) na amostra de fraturas desviadas do colo do fêmur.
CONCLUSÃO A preservação da cabeça femoral por meio da fixação com múltiplos parafusos canulados é o tratamento de escolha para as fraturas não desviadas do colo do fêmur, tanto para os generalistas quanto para os especialistas. Idade cronológica e/ou fisiológica baixas são os principais fatores para esta tomada de decisão. Nos casos em que a fratura do colo do fêmur encontra-se desviada, a substituição da cabeça femoral é a preferência para os dois grupos de ortopedistas (generalistas e especialistas). Nesta situação, os especialistas preferem a artroplastia total do quadril (ATQ) e os generalistas a artroplastia parcial do quadril (APQ).


Palavras-chave: fêmur; fraturas do colo femoral; parafusos ósseos; artroplastia.

Resultados preliminares da osteossíntese com haste de Ender, por meio da técnica percutânea nas fraturas diafisárias do úmero nos adultos

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Demonstrar os resultados clínicos e funcionais do tratamento da fra-tura diafisária de úmero com uso das hastes de Ender.Métodos: Foram avaliados 18 pacientes submetidos à osteossíntese da fratura diafisária deúmero com uso da haste de Ender. Além das avaliações clínicas e radiográficas, os pacientescom no mínimo um ano de seguimento foram avaliados pelos escores funcionais de Cons-tant, American Shoulder and Elbow Surgeons (Ases), Mayo Clinic, Simple Shoulder Value(SSV) e quanto ao grau de satisfação com o resultado final. A técnica de fixação usada foipor via anterógrada e percutânea.Resultados: Todos os pacientes obtiveram consolidação da fratura, com média de 2,9 meses(variação de dois a quatro). A média do Score de Constant foi de 85,7 (variação de 54-100) e ado ASES de 95,9 (variação de 76-100) e todos obtiveram pontuação máxima pelo escore MayoClinic.Conclusão: A fixação das fraturas diafisárias do úmero com o uso da haste de Ender pela téc-nica percutânea demonstrou ser um método com resultados preliminares promissores.

Filtrar

Anos


Tipos de artigos