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Busca por: Fatores preditivos de morte após cirurgia para tratamento de fratura proximal do fêmur*

Fatores preditivos de morte após cirurgia para tratamento de fratura proximal do fêmur*

Jurandir Antunes; Armando D'Lucca de Castro e Silva; Adriano Fernando Mendes; Felipe Jader Coelho Pereira; Igor Gerdi Oppe; Elmano de Araújo Loures

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):402-407 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar fatores preditivos de morte em pacientes de idade igual ou superior a 70 anos com fratura proximal do fêmur submetidos a tratamento cirúrgico.
MÉTODOS Análise de prontuários médicos criando-se uma coorte retrospectiva com seguimento de 6 meses. Foram analisados 124 prontuários após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Todos os pacientes foram tratados por um único cirurgião ortopédico em condições de uniformidade.
RESULTADOS Taxa de mortalidade de 34.7%, sendo o perfil mais comum de paciente o indivíduo do gênero feminino, com 85 anos e ao menos 1 comorbidade. Os pacientes com idade superior a 85 anos, internação hospitalar por mais de 7 dias, ao menos 1 comorbidade presente e internação em centro de terapia intensiva (CTI) apresentaram maior risco de óbito (respectivamente 2; 2,5; 4 e 4 vezes maior).
CONCLUSÃO Em relação ao desfecho óbito, apesar de não encontramos diferença estatisticamente significativa no que se refere à topografia da lesão e como essas se comportam no momento em que coexistem junto a internação em CTI, acreditamos na necessidade de maiores investigações sob essa ótica na população com o perfil estudado.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso.

Fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur em pacientes adultos jovens*

Daniel Alves Ramallo; Leandro Lemgruber Kropf; Alexandre Dreifus Zaluski; Amanda dos Santos Cavalcanti; Maria Eugenia Leite Duarte; João Antonio Matheus Guimarães

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):408-415 - Artigo Original

OBJETIVOS Avaliar os fatores que influenciam o resultado da osteossíntese pela redução fechada da fratura do colo femoral nos pacientes jovens.
MÉTODOS Foi feito um estudo retrospectivo com revisão dos dados dos pacientes operados em um hospital ortopédico de grande porte, de 2003 a 2011, com um total de 81 pacientes que atenderam aos critérios de inclusão. O intervalo de tempo entre a fratura e a cirurgia, o desvio inicial da fratura, a qualidade da redução e o posicionamento dos implantes foram os fatores avaliados.
RESULTADOS O estudo encontrou forte relação entre a qualidade da redução e o sucesso terapêutico. O grau de desvio inicial e o tempo entre o trauma inicial e a osteossíntese não influenciaram o desfecho cirúrgico em relação à consolidação óssea. O correto posicionamento dos implantes mostrou relação com a evolução satisfatória no pós-operatório dos pacientes.
CONCLUSÃO A qualidade da redução e o posicionamento dos implantes são fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur no paciente adulto jovem.


Palavras-chave: colo do fêmur; necrose da cabeça do fêmur; fraturas do colo femoral; pseudoartrose.

FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS: INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E MORTALIDADE EM UM ANO

ULISSES CUNHA; MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):195-199 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o grau de independência funcional e a mortalidade um ano após acidente que vitimou idosos que sofreram fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram incluídos, inicialmente, 190 pacientes (142 mulheres e 48 homens; média de idade de 79 anos). Foi realizada avaliação geriátrica global conjuntamente com a equipe de ortopedia. Resultados: Houve perda de seguimento de 37 pacientes; 153 foram reavaliados um ano após fratura. A mortalidade em um ano foi de 25%; peroperatória, 0%; pós-operatória imediata, 2,1%. Após um ano, 1/3 da amostra apresentava algum grau de dependência funcional. À internação, detectou-se alta taxa de co-mor-bidades clínicas, neuropsíquicas (depressão e demência) e consumo de vários fármacos. Conclusões: Este estudo res-salta a importância da fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos no que concerne à alta mortalidade e à perda funcional em um ano. A alta associação de comorbidades e consumo de vários fármacos destaca a necessidade de abordagem conjunta ortopédica e geriátrica, iniciando-se no pré-operatório e estendendo-se até a alta hospitalar. Os fatores que constituem barreiras à reabilitação devem ser identificados e tratados.Descritores - Fraturas do femur/mortalidade; Fraturas do femur/epidemiologia; Idoso; Morbidade.

ESTUDO RADIOGRÁFICO DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE FRATURA OSTEOPORÓTICA

VINCENZO GIORDANO; MARCELO CARVALHO DIAS; GUSTAVO FRANCO SANTOS; SYLVESTRE CABRAL; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; RODRIGO PIRES; ALBUQUERQUE

Rev Bras Ortop. 2007;42(4):88-96 - Artigo Original
Objetivo: Correlacionar os fatores de risco para fratura na região do quadril e a geometria óssea da extremidade proximal do fêmur em indivíduos de diferentes faixas etárias da população brasileira. Métodos: Foi realizado estudo radiográfico da geometria da extremidade proximal do fêmur em 95 indivíduos internados por diferentes afecções músculo-esqueléticas. Todos eram esqueleticamente maduros, com média de idade de 52,1 (± 20,7) anos, variando de 20 a 98 anos. Os participantes foram divididos de acordo com a faixa etária em três grupos: 20 a 39 anos (grupo 1), 40 a 64 anos (grupo 2) e mais de 65 anos (grupo 3). Radiografias panorâmicas da bacia em projeção ânteroposterior foram obtidas de todos os participantes usando protocolo-padrão. O quadril direito foi padronizado para a realização das medidas radiográficas utilizadas nesta pesquisa. Foram estudados o índice de Singh, o ângulo cervicodiafisário (ACD), o comprimento do eixo do quadril (CEQ) e a largura do colo femoral (LCF). Análise estatística foi realizada para comparação dos parâmetros ósseos (ACD, CEQ e LCF) entre as faixas etárias utilizando-se análise de variância (ANOVA); para comparação dos parâmetros ósseos entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus III, II e I), o teste t de Student para amostras independentes; para verificação da relação entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus II, II e I) com as faixas etárias, o teste do qui-quadrado (?2); e para correlação entre os parâmetros ósseos, o coeficiente de correlação de Pearson (r). O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%. Resultados: Observou-se associação significativa entre a faixa etária e o índice de Singh, demonstrando que indivíduos mais jovens têm melhor qualidade óssea. Na população com mais de 65 anos de idade, existe diferença significativa na média do ACD entre os graus do índice de Singh, demonstrando que indivíduos com má qualidade óssea apresentam colo femoral mais valgo. Conclusão: A utilização da radiografia panorâmica da bacia é ferramenta útil para a avaliação da existência de fatores de risco para fratura da extremidade superior do fêmur na população de idosos. O índice de Singh e o ângulo cervicodiafisário são bons parâmetros, tanto independentes quanto em correlação, para a predição de pacientes em risco. Descritores - Fraturas do fêmur/ radiografia; Fraturas do fêmur/ etiologia; Fraturas do fêmur/epidemiologia; Fraturas do fêmur/ prevenção & controle; Quadril/radiografia; Osteoporose/ complicações; Fatores de risco.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E CAUSAS DA FRATURA DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS

José Soares Hungria Neto ; Caio Roncon Dias ; José Daniel Bula de Almeida

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):660-667 - Artigo Original
 ObjetivoO custo social e econômico das fraturas da região proximal do fêmur é elevado e decorre, dentre outros fatores, da morbimortalidade da própria fratura. Apesar de sua importância, estudos envolvendo esse tema ainda são escassos no Brasil. Esse foi um estudo retrospectivo, observacional, transversal (ecológico) com objetivo de traçar um perfil epidemiológico da fratura do terço proximal do fêmur em idosos, analisar suas causas e as características físicas dos pacientes admitidos em um único hospital universitário de São Paulo. Métodos: Es -tudo de prontuários no período de um ano e comparação dos grupos pelo teste do Qui-quadrado; p < 0,05 foi considerado significante. Resultados: Totalizou-se 94 indivíduos, predomi -nando no sexo feminino (2:1), entre 81-85 anos, com o IMC dentro dos limites da normalidade, pacientes brancos e asiáticos (p < 0,05). A grande maioria das fraturas ocorreu por trauma de baixa energia e dentro da residência (p < 0,05). Retirando os traumas decorrentes de alta energia, mais de 39% foram no momento em que o paciente se levantava ou utilizava a escada, e aproximadamente 40% estavam parados de pé ou caminhando. Houve um maior número de casos correspondentes às estações frias do ano (p < 0,05). Conclusão: A maioria dos traumas ocor -reu dentro da própria residência. Devido à baixa energia, alguns acidentes podem ser evitados utilizando-se medidas simples e econômicas que orientem a população idosa quanto às situações de risco, trazendo grandes benefícios na qualidade de vida, além de uma sensível diminuição da morbimortalidade e dos custos socioeconômicos desse problema cada vez mais frequente.Descritores - Fraturas do Fêmur; Idoso; Epidemiologia.

Idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur apresentam níveis significativamente menores de 25-hidroxivitamina D

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra,,; Eduardo Terra Feron; Roberto Deves Viana; Jonathan Maboni; Stéfany Ignêz Pastore; Cyntia Cordeiro de Castro

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):583-588 - Artigo Original
    Objetivo: Comparar os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], marcador sérico da vitamina D3, entre pacientes com e sem fratura da extremidade proximal do fêmur (FEPF). Métodos: Estudo caso-controle em que foram obtidas amostras séricas de 25(OH)D de 110 pacientes com FEPF internados e de 231 pacientes de grupo controle que não apresentaram fraturas, todos acima de 60 anos. Níveis de 25(OH)D menores ou iguais a 20 ng/mL foram considerados deficitários; entre 21 ng/mL e 29 ng/mL, insuficientes; e acima de 30 ng/mL, suficientes. Foram consideradas as variáveis sexo, idade e etnia para associação com os grupos em estudo e os níveis de 25(OH)D. Resultados: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente inferiores (21,07 ng/mL) comparados com os do grupo controle (28,59 ng/mL; p = 0,000). Entre os pacientes com FEPF, 54,5% apresentaram níveis de 25(OH)D deficitários, 27,2% insuficientes e apenas 18,2% suficientes. Já no grupo controle, 30,3% dos pacientes apresentaram níveis deficitários, 30,7% insuficientes e 38,9% suficientes. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D reduzidos tanto no grupo com fratura quanto no grupo controle (19,50 vs. 26,94 ng/mL; p = 0,000) comparados com os do sexo masculino com e sem fratura (25,67 vs. 33,74 ng/mL; p = 0,017). Quanto à idade, houve associação significativa entre os níveis de 25(OH)D e risco de fratura apenas para as faixas 71-75 anos e acima de 80. Conclusão: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente reduzidos em comparação com os do grupo controle. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente menores em ambos os grupos.

Migração pélvica de lâmina helicoidal após tratamento de fratura transtrocantérica com cavilha proximal do fêmur

Pedro Luciano Teixeira Gomes; Luís Sá Castelo; António Lemos Lopes; Marta Maio; Adélia Miranda; António Marques Dias

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):482-485 - Relato de Caso
    O caso diz respeito a um paciente do sexo masculino com queixa de dor e desconforto no cotovelo direito associados a diminuic¸ão da amplitude de movimento. Apresentava radiografia do cotovelo com lesão osteolítica da região metafisária do úmero distal e ressonância magnética que mostrava tumorac¸ão intra-articular com aumento de volume que sugeria sinovite vilonodular pigmentada. Foi feito tratamento artroscópico para biópsia sinovial e sinovectomia total. O estudo anatomopatológico confirmou o diagnóstico. O paciente apresentou ótima evoluc¸ão com reabilitac¸ão fisioterápica proposta, até 12 meses de pós- -operatorio apresentava-se assintomático.

Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Pedro José Labronici; Fernando Claudino dos Santos; Yuri Leander Oliveira Diamantino; Eduardo Loureiro; Maria Cristina Diniz Gonçalves Ezequiel; Sérgio Delmonte Alves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):343-346 - Relato de Caso

Complicações vasculares no tratamento cirúrgico da fratura do quadril são raras. A depender da lesão arterial, pode ocorrer um grave sangramento intraoperatório ou formação de hematoma subagudo com desenvolvimento de pseudoaneurisma arterial. Na literatura, as complicações mais frequentes relatadas são a formação de grandes hematomas locais após osteossíntese com parafuso deslizante do quadril. O objetivo do presente relato foi demonstrar um caso de lesão arterial tardia após osteossíntese proximal do fêmur.


Palavras-chave: fraturas do fêmur; lesões do sistema vascular; parafusos ósseos; quadril/cirurgia.

Avaliação do perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal por mecanismo de baixa energia*

Marcelo Baggio; Daniel Teixeira de Oliveira; Renato Locks

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):382-386 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar o perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal e verificar a relação dos dados com o desfecho da própria fratura e com o desfecho óbito.
MÉTODOS Estudo transversal de pacientes admitidos na emergência ortopédica de um hospital referência, entre os meses de fevereiro e abril de 2017, com fratura de fêmur proximal, por mecanismo de baixa energia, sendo coletados exames laboratoriais e de imagem. Foram excluídos do estudo pacientes com suspeita ou confirmação de fratura patológica.
RESULTADOS Foram avaliados 66 indivíduos, sendo 44 mulheres, todos com idade superior a 60 anos. A fratura transtrocantérica apresentou maior incidência no estudo (36). Alterações do hormônio da paratireoide (PTH) e da albumina foram significativos para óbito (p ≤ 0,05). O tempo de internação não foi fator significativo para óbito.
CONCLUSÕES Alterações laboratoriais não estavam relacionadas ao desfecho de óbito. A albumina pode estar relacionada ao risco de óbito. Nenhum resultado laboratorial foi apontado como facilitador na geração de fraturas de fêmur proximal. Mais estudos são necessários para poder entender melhor a influência do quadro laboratorial do paciente na ocorrência de fraturas e suas consequências.


Palavras-chave: mortalidade; fraturas do quadril; vitamina D; albuminas; cálcio.

Estado nutricional e resposta de fase aguda em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur*

DANIEL FERREIRA DA CUNHA, SELMA FREIRE DE CARVALHO DA CUNHA, PAULO EDUARDO PILOTO, NILO PEANHA DOS SANTOS, JOS WAGNER DE BARROS3

Rev Bras Ortop. 1998;33(4):- - Artigo Original

RESUMO

Avaliou-se o estado nutricional de 19 pacientes recémhospitalizados por fratura no terço proximal do fêmur (menos de 48 horas), por meio de antropometria e exames laboratoriais. Foi definida subnutrição protéico-ener-gética pelo índice da massa corporal (IMC) < 18,5kg/m2 e, a resposta de fase aguda, pelo desenvolvimento progressivo de anemia, hipoalbuminemia, diminuição nos níveis de proteínas totais e aumento dos níveis de globulinas, observados em todos os casos. Conclui-se que a subnutrição é comum em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur, observada em 42% dos casos, e que o desenvolvimento da resposta de fase aguda na primeira semana pós-internação pode piorar as condições nutricionais.

CORRELAÇÃO ENTRE TEMPO PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO E MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR

Gustavo Gonçalves Arliani; Diego da Costa Astur; Glauber Kazuo Linhares; Daniel Balbachevsky; Hélio Jorge Alvachian Fernandes; Fernando Baldy dos Reis

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):189-194 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo primário do estudo é analisar a possível associação entre o atraso para a realização do tratamento cirúrgico e mortalidade em pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram estudados 269 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (fraturas do colo do fêmur e fraturas intertrocanterianas), tratadas cirurgicamente no Hospital São Paulo - Unifesp-SP, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007. Foram analisados e comparados com a literatura referente ao assunto os seguintes atributos: sexo, idade, tipo de fratura, classificação da mesma, lado acometido, síntese utilizada, mecanismo de trauma, tempo de internação, tempo para cirurgia, comorbidades associadas, hemograma de entrada, tipo de anestesia, necessidade de transfusão sanguínea, dia da semana e estação do ano da fratura. Resultados: O estudo apresentou correlação entre maior número de comorbidades clínicas, maior tempo de internação e utilização de anestesia geral na cirurgia com maior mortalidade dos pacientes. Conclusão: Não houve associação entre tempo para realização da cirurgia e mortalidade.Descritores - Fraturas do Fêmur; Mortalidade; Estudos Retrospectivos.

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO FATOR PROGNÓSTICO PARA FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE

Renato Cavanus Pagani; Rodrigo Ernesto Kunz; Ricardo Girardi; Marcelo Guerra

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):461-467 - Artigo Original
Objetivos: Comparar o índice de massa corporal (IMC) de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur com o IMC de pacientes sem história prévia de fraturas. Métodos: Investigamos pacientes de ambos os sexos, com 65 anos ou mais, internados no Hospital Independência, no Hospital Beneficência Portuguesa e no Hospital Universitário Ulbra, de dezembro de 2007 a dezembro de 2010, com história de trauma de baixa energia, como, por exemplo, quedas da própria altura, em relac ¸ão aos pacientes da mesma idade e sem história prévia de fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 89) atendidos no serviço ambulatorial de geriatria da Sociedade Porto-Alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan).Resultados: A faixa etária dos pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur variou de 65 a 96 anos (média: 77,58). O principal tipo de fratura foi a trocantérica (47; 62,2%), seguida da do colo de fêmur (27; 36%). Entre os pacientes que apresentaram fratura da extremidade proximal do fêmur, 12% tinham baixo peso, 62,7%, peso normal, 24%, sobrepeso e 1,3%, obesidade. Entre os pacientes sem história de fratura, 5,6% apresentaram baixo peso, 43,8%, peso normal, 33,7%, sobrepeso e 9,8%, obesidade. Verificou-se que os pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 75) apresentaram IMC médio de 22,6, enquanto os pacientes sem fraturas apresentaram IMC médio de 25,5.Conclusão: Os pacientes do grupo com fratura são significativamente mais altos do que os do grupo sem fratura e apresentam IMC significativamente inferior ao do grupo sem fratura.Descritores - Fratura de quadril Idoso Índice de massa corporal

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

Fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fraturas de fêmur

Léo Graciolli Franco; Amanda Loffi Kindermann; Lucas Tramujase Kelser de Souza Kock

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):509-514 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fratura de fêmur em um hospital unicêntrico regional. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Foram selecionados, por meio do prontuário eletrônico, pacientes internados com diagnóstico de fratura de fêmur (CID S72) com 60 anos ou mais de 2008 a 2013. Resultados: Foram avaliados 195 indivíduos com idade média de 78,5 ± 9,6 e o gênero feminino foi mais prevalente (68,2%). O principal mecanismo de queda foi o de baixa energia (87,2%), a feitura de cirurgia foi de 93,3%, o tempo de internação médio foi de 13,6 ± 7,5 dias, o tempo de espera para a cirurgia médio foi de 7,7 ± 4,2 dias. A prevalência de mortalidade foi de 14,4%, ocorreu principalmente nos indivíduos mais idosos (p = 0,029), com leucocitose (p < 0,001), com necessidade de cuidados intensivos (p < 0,001) e que não foram submetidos a cirurgia (p < 0,001). A sobrevida média foi significativamente maior nos pacientes submetidos a cirurgia e inversamente nos pacientes que necessitaram da unidade de terapia intensiva. Conclusão: As mulheres predominaram nas internações e o grau de leucocitose associado a idade avançada apresentou relação com a mortalidade, independentemente do tipo de lesão e procedimento cirúrgico. Ainda devem ser feitos mais estudos para avaliar outros fatores associados à mortalidade.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ"*

RONALDO OLIVEIRA LOMELINO; GERALDO MOTTA FILHO; PAULO CEZAR SCHOTT; HUMBERTO MAURO MENDES

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Foram avaliados retrospectivamente 29 quadris de 21 pacientes que apresentavam epifisiolistese proximal do fêmur tratada por fixação in situ entre 1988 e 1993. Eram dez do sexo masculino e onze do feminino e tiveram seguimento clínico e radiológico médio de três anos e nove meses. O critério clínico de Heyman e Herndon foi utilizado para a determinação da qualidade dos resultados. Quatorze pacientes foram classificados como excelentes e bons. Necrose avascular ocorreu em dois pacientes, um agudo e o outro crônico. Um paciente apresentou condrólise, bilateral, tendo sido um lado operado e o outro, não. Ocorreu aumento do grau de escorregamento da epífise femoral proximal em dois pacientes.

EPIFISIÓLISE PROXIMAL DO FÊMUR E HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO

Grasiele correa de Mello, Gabriela Grossi, Silvio Prereira Coelho

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):- - Relato de Caso

RESUMO

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF) é uma doença ortopédica prevalente na adolescência, porquanto esta coincide com o momento de maior crescimento das estruturas osteomusculares. Curiosamente, alguns pacientes apresentam esta patologia precocemente e esse desfecho converte para a possível explicação etiológica de que o escorregamento ocorreria pelo estirão de crescimento. Para esses pacientes, a gênese do escorregamento ainda não foi elucidada; todavia, as afecções endocrinológicas vêm sendo assinaladas como possíveis causas. Na tentativa de reforçar a teoria da etiologia endocrinológica e apresentar os resultados do tratamento cirúrgico para essa patologia, os autores relatam neste artigo o caso de um paciente do sexo masculino, de nove anos e três meses de idade com EPF e hipotireoidismo subclínico, diagnosticado e tratado no Hospital Universitário de nossa instituição.

Descritores - Epífise Deslocada; Hipotireoidismo; Parafusos Ósseos; Criança.

Comorbidades, intercorrências clínicas e fatores associados à mortalidade em pacientes idosos internados por fratura de quadril

Stephanie Victoria Camargo Leão Edelmuth; Gabriella Nisimoto Sorio; Fabio Antonio Anversa Sprovieri; Julio Cesar Gali; Sonia Ferrari Peron

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):543-551 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as comorbidades e as intercorrências clínicas e determinar os fatores associados à mortalidade de pacientes idosos internados por fratura de quadril em um hospital público de atenção terciária.
MÉTODOS: Neste estudo coorte retrospectivo, foram revisados 67 prontuários médicos de pacientes com idade igual ou maior que 65 anos, admitidos em nossa instituição por fratura de quadril, no período entre janeiro a dezembro de 2014. Foram avaliados os intervalos de tempo entre a fratura e admissão hospitalar e entre essa e o procedimento cirúrgico, o tempo total de internação, a presença de comorbidades, as intercorrências clínicas, o tipo de procedimento ortopédico adotado, o risco cirúrgico, o risco cardíaco e o desfecho de alta.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77,6 anos, com predominância do sexo feminino (64,1%). A maioria dos pacientes (50,7%) tinha duas ou mais comorbidades. As principais intercorrências clínicas durante a internação foram distúrbios cognitivo-comportamentais e infecções respiratórias e do trato urinário. Os intervalos de tempo entre fratura e internação e entre essa e a cirurgia foram superiores a sete dias na maioria dos casos. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,9% e esteve diretamente vinculada à presença de infecções no período hospitalar (p = 0,006), ao intervalo de tempo entre a internação e a cirurgia superior a sete dias (p = 0,005), ao escore de Goldman igual a III (p = 0,008) e à idade igual ou superior a 85 anos (p = 0,031).
CONCLUSÃO: Pacientes com fraturas do quadril geralmente apresentam comorbidades, estão predispostos a intercorrências clínicas e têm uma taxa de mortalidade de 11,9%.


Palavras-chave: Idosos; Fraturas do quadril; Cirurgia ortopédica.

Fratura do colo do fêmur em crianças*

CSAR LUIZ F. A. LIMA; TULIO CANELLA B. CARNEIRO; GILBERTO DE OLIVEIRA; DALTON L. TERRA; DOROTEA S. MALHEIROS

Rev Bras Ortop. 1998;33(11):- - Artigo Original
Os autores analisaram sete crianças com fratura do colo do fêmur tratadas no período de agosto de 1995 a julho de 1997. A idade variou de cinco a 12 anos, com média de 8,7 anos. A maior parte das fraturas foi causada por traumas de alta energia. A classificação utilizada foi a de Del-bet, sendo encontrados os tipos II e III. O tratamento cirúrgico foi realizado em seis pacientes. As complicações foram observadas em 50% dos casos, sendo necrose avascular e fechamento prematuro da fise as mais freqüentes. A análise dos resultados segundo os critérios de Ratliff mostrou 50% de bons resultados.

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