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Busca por: Análise da morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas cirurgicamente com haste intramedular de fêmur proximal*

Análise da morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas cirurgicamente com haste intramedular de fêmur proximal*

Sidney Quintas; Jacques Charlab; Max Ramos; Henrique Mansur

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):396-401 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar a morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas com haste intramedular e sua relação com o tempo de internação, com o tempo para fazer o procedimento cirúrgico, e com as comorbidades dos pacientes.
MÉTODOS Foi feito um estudo observacional, analítico e retrospectivo por meio da avaliação dos prontuários de 74 pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de fraturas peritrocantéricas com haste intramedular de fêmur proximal de 2011 a 2014 em uma unidade hospitalar.
RESULTADOS A idade média no momento da ocorrência da fratura foi de 79,7 anos, e o tempo de internação total médio foi de 16,7 dias, com média de 11,3 dias até a cirurgia e 5,4 dias da cirurgia à alta. A incidência de complicações na internação no grupo com idade ≥ 78,5 anos foi de 47,6%, enquanto no grupo mais novo ela foi de 19,4% (p = 0,013). A incidência de complicações na internação no grupo que fez a cirurgia após 6 dias foi significativamente maior (42,9%; p = 0,019). Observou-se também que a incidência de complicação na internação está significativamente associada ao risco cirúrgico de grau ≥ 3 (p = 0,001) e à diabetes mellitus (p = 0,001).
CONCLUSÃO As complicações relacionadas às fraturas peritrocantéricas estão significativamente associadas ao risco cirúrgico elevado (graus 3 e 4), diabetes mellitus, idade (> 78,5 anos) e tempo de internação pré-operatório prolongado (> 6 dias).


Palavras-chave: fraturas do fêmur/epidemiologia; morbimortalidade; fixação intramedular de fraturas.

Uma análise retrospectiva de fraturas complexas do fêmur proximal tratadas cirurgicamente com placa de compressão bloqueada do fêmur proximal

Syed Ibrahim; Jimmy Joseph Meleppuram

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):644-650 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os resultados da placa de compressão bloqueada do fêmur proximal (PF--LCP) nessas fraturas complexas. Métodos: Este estudo retrospectivamente analisou 21 fraturas proximais do fêmur tratadas com PF-LCP entre junho de 2013 e fevereiro de 2015. Foram incluídas 15 mulheres (71%) e seis homens (29%) com média de 61,4 anos (34 a 80). As fraturas peritrocantéricas constituídas por fraturas intertrocantéricas e subtrocantéricas foram classificadas pela classificação de Boyd e Griffin e pela classificação de Seinshemier, respectivamente. Entre elas, 16 casos (76%) foram classificados como padrão intertrocantérico e cinco (24%) como padrão subtrocantérico. O resultado funcional foi avaliado pelo escore de quadril de Harris e pelo escore de mobilidade de Parker Palmer um ano após a cirurgia. Resultados: Dentre os 21 pacientes, 19 obtiveram união de fratura sem intervenc ¸ão adicional e dois necessitaram de enxerto ósseo adicional. Nenhum caso de corte da cabeça femoral pelo parafuso do quadril foi observado. Não houve mortalidade pós-operatória neste estudo. A média do escore de quadril de Harris foi de 84,5 (83 a 94). A média do escore de mobilidade de Parker Palmer foi de 7,5 (4 a 9). Conclusão: A PF-LCP é uma opção adequada e estável no tratamento de fraturas femorais peritrocantéricas, propicia uma osteossíntese classificada como boa ou excelente, com poucas complicações.  

ANÁLISE DO COLAPSO SEGMENTAR DA CABEÇA FEMORAL NAS FRATURAS DO ACETÁBULO TRATADAS CIRURGICAMENTE

Rodrigo Pereira Guimarães; Camila Cohen Kaleka; Carina Cohen; Daniel Daniachi; Nelson Keiske Ono; Emerson KiyoshiHonda; Giancarlo Cavalli Polesello; Walter Riccioli Junior

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):427-431 - Artigo Original
Objetivo: Correlacionar a evolução radiográfica pós-operatória com as variáveis que acompanham as fraturas do acetábulo, a fim de definir o que tem valor preditivo no aparecimento do colapso segmentar da cabeça femoral. Métodos: Realizada análise retrospectiva de prontuários de pacientes submetidos à cirurgia de redução aberta e fixação interna do acetábulo. Em aproximadamente 35 anos, 596 pacientes foram tratados por fratura do acetábulo; 267 foram acompanhados pelo menos por dois anos. Os demais foram excluídos por não ter sido acompanhados pelo tempo mínimo, não haver dados suficientes no prontuário ou ter sido submetidos a tratamento não operatório. O acompanhamento dos pacientes foi feito por um de três cirurgiões do grupo, utilizando a escala clínica de Merle d'Aubigné e Postel e estudos radiológicos. Resultados: Somente duas variáveis estudadas, idade e qualidade da redução pós-operatória, apresentaram correlação estatisticamente significante com o colapso da cabeça femoral. Conclusões: A qualidade da redução, anatômica ou com desvio residual de até dois milímetros, apresenta evolução radiográfica satisfatória, diminuindo a probabilidade do colapso segmentar da cabeça femoral, achado que tem significância estatística. Descritores - Acetábulo/lesões; Fraturas do quadril; Acetábulo/cirurgia; Necrose da cabeça do fêmur.

Tratamento de 184 fraturas multifragmentárias do fêmur com haste intramedular bloqueada FMRP: estudo multicêntrico*

HELIO JORGE ALVACHIAN FERNANDES; FERNANDO MENDES PASCHOAL; CLEBER ANTONIO JANSEN PACCOLA; FERNANDO BALDY DOS REIS

Rev Bras Ortop. 2003;38(5):- - Artigo Original
Foram analisadas, retrospectivamente, 184 fraturas diafisárias multifragmentárias do fêmur tratadas com haste intramedular bloqueada FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto). A consolidação clínica e radiográfica ocorreu em 100% dos casos, em média, em 20,68 semanas, enquanto o índice de infecção foi de 3%. A avaliação pelo método de Thörensen mostrou resultados bons e excelentes em 168 fraturas (91,3%) e regulares em 14 (8,7%). Não foi observada associação entre o tipo e localização das fraturas e complicações e resultados clínicos. Todavia, o tempo de consolidação sofreu influência significante da ocorrência de complicações e da idade do paciente. Observou-se que o índice de complicações esteve associado ao sexo feminino e à idade dos pacientes. O método de tratamento apresentou alto índice de consolidação e baixo índice de complicações. A haste FMRP, desenvolvida no Brasil, dispensa ainda o emprego de intensificadores de imagem, fresas flexíveis e é de baixo custo quando comparada com outros sistemas.

Tratamento de fraturas diafisárias instáveis do fêmur com haste intramedular bloqueada*

HÉLIO J. ALVACHIAN FERNANDES; FERNANDO BALDY DOS REIS; GOTTFRIED KÖBERLE; FLÁVIO FALOPPA; RALPH WALTER CHRISTIAN

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Artigo Original
Estudamos 36 fraturas cominutivas e instáveis rotacionalmente da diáfise femoral que foram tratadas com haste intramodular bloqueada FMRP. Destas, 32 fraturas eram cominutivas envolvendo mais do que 50% da cortical. Das 36, 32 foram estáticas enquanto quatro, dinamizadas durante a evolução. Clínica e radiograficamente, a consolidação ocorreu em 94,4% dos casos e em dois não houve consolidação. Houve um caso de infecção profunda (2,7%). Somente dois pacientes tiveram encurtamento acima de 2cm. Angulação em qualquer plano acima de 10º foi observada em cinco pacientes. Não houve caso de deformidade rotacional. As hastes intramedulares bloqueadas expandiram as indicações para o uso de hastes intramedulares no tratamento das fraturas diafisárias femorais. A incidência de infecção é baixa e a de consolidação, extraordinariamente alta. A estabilização dessas fraturas instáveis permitiu imediata mobilização do paciente, reabilitação precoce do membro e diminuição da permanência hospitalar. A haste FMRP permitiu o tratamento dessas fraturas sem o uso de intensificadores de imagens, fresas flexíveis e com baixo custo operacional. Os resultados foram semelhantes aos obtidos com as hastes intramedulares bloqueadas que necessitam de aparelhagem técnica mais sofisticada, porém com vantagens para o paciente e a equipe cirúrgica.

Tratamento das fraturas complexas da diáfise do fêmur com a haste intramedular de Küntscher e cerclagem*

HUMBERTO P.C. ALBUQUERQUE; PAULO C. VIDAL; EDNARDO PITT; JOÃO MARILTON; ALVARO MIRANDA; ANTONIO RODRIGUES

Rev Bras Ortop. 1996;31(8):- - Artigo Original
No período de fevereiro de 1990 a fevereiro de 1994, 218 fraturas diafisárias do fêmur foram tratadas no Centro Hospitalar de Camaragibe, PE. Os autores fizeram uma análise retrospectiva das fraturas dos graus III e IV, fixadas com a haste intramedular de Küntscher e complementadas com cerclagem empregando arame de aço. Tecem considerações quanto ao tempo médio de consolidação, tempo de permanência hospitalar, dificuldades e cuidados especiais durante o ato cirúrgico. Avaliam os resultados com relação ao arco de movimento do joelho, qualidade da musculatura e aptidão física. Concluem que o método é seguro, eficiente e especialmente válido para hospitais de pequeno e de médio porte, que não dispõem de intensificador de imagens.

Haste intramedular bloqueada: descrição de técnica de bloqueio distal do fêmur*

LISZT PALMEIRA DE OLIVEIRA; JÚLIO CEZAR RANZEIRO MATHIAS; JOÃO ANTÔNIO MATHEUS GUIMARÃES

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam uma nova técnica para bloqueio distal da haste intramedular do fêmur, a qual não requer o uso de radioscopia. A colocação dos parafusos distais é feita através de acesso cirúrgico e abertura de janela na cortical lateral do fêmur distal. Os resultados da colocação de 26 parafusos de bloqueio distal com esta técnica demonstraram baixa incidência de complicações.

Considerações sobre o tratamento das fraturas de fêmur com haste intramedular de Küntscher *

RICARDO S. S. MORELLI; ALEXANDRE C. B. DE CASTRO; MARCELO C. DE ASSIS; MARCUS DA SILVA FERNANDES

Rev Bras Ortop. 1993;28(7):- - Artigo Original
Os autores avaliam 19 pacientes portadores de fraturas diafisárias de fêmur, tratados através de osteossíntese com haste intramedular de Küntscher, comparando casos operados a foco aberto e a foco fechado. Considerações são feitas em relação ao tempo de consolidação, arco de movimento do joelho, tempo e dificuldades encontradas no ato cirúrgico.

FRATURAS DA EXTREMIDADE DISTAL DA TÍBIA TRATADAS PELA HASTE INTRAMEDULAR E PLACA EM PONTE - COMPARAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO NOS DOIS MÉTODOS

Pedro José Labronici; Fábio Soares Lyra; Ildeu Leite Moreira Junior; Rolix Hoffmann; José Sergio Franco; Paulo Roberto Barbosa de Toledo Lourenço; Gustavo José Labronici

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):132-135 - Artigo Original
Objetivo: Comparar o tempo de exposição à radiação nos pacientes com fratura do terço distal da tíbia tratados com haste intramedular e placa em ponte. Métodos: Em 33 fraturas foram utilizadas hastes intramedulares e em 41, placas em ponte. No grupo haste, segundo a classificação AO, 14 pacientes apresentavam fraturas do tipo A, 15 do tipo B e quatro, do tipo C. Doze pacientes sofreram fraturas fechadas e 21, expostas. No grupo placa, 10 pacientes apresentavam fraturas do tipo A, 22 do tipo B e nove do tipo C. Vinte e sete pacientes sofreram fraturas fechadas e 14 expostas. Resultados: Observou-se que existe diferença significativa no tempo de exposição à radiação entre pacientes tratados com haste e placa (p = 0,0001). O grupo tratado com haste apresentou tempo de exposição à radiação significativamente maior que o grupo com placa. Quando comparado o tipo de fratura (A, B e C), observou-se que não existe diferença significativa no tempo de exposição à radiação quando utilizada a técnica de haste (p = 0,19) e placa (p = 0,80). Conclusão: Fraturas do terço distal da tíbia tratadas com haste intramedular apresentam um tempo de exposição à radiação significativamente maior do que as fraturas tratadas com placa em ponte, independente do tipo de fratura. Descritores - Fraturas de tíbia; Fixação intramedular de fraturas; Exposição à radiação; Estudo comparativo.

ARTRODESE TIBIOTALOCALCANEANA COM HASTE INTRAMEDULAR RETRÓGRADA: AVALIAÇÃO CLINICA E FUNCIONAL DE 29 PACIENTES

Thiago Barbosa Caixeta; Mário Oliveira Calábria Júnior; Régis Vieira de Castro; Edegmar Nunes Costa; Jefferson Soares Martins; Frederico Barra de Moraes

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):56-61 - Artigo Original
Objetivo: avaliar clínica e funcionalmente o pós-operatório de pacientes submetidos à artrodese tibiotalocalcaneana para o tratamento das artropatias traumáticas e neurológicas do tornozelo. Métodos: estudo retrospectivo de 29 pacientes submetidos à artrodese do tornozelo com haste intramedular retrógrada. Todos os pacientes foram avaliados em relação ao tempo de consolidação, escores Aofas e EVA e grau de satisfação, além de complicações do ato cirúrgico. O tempo de seguimento médio foi de 36 meses (variação de 6-60). Resultados: a taxa de união foi de 82% e o tempo médio de consolidação foi de 16 semanas (10-24). O critério Aofas melhorou no pós-operatório em 65,5% (média de 57,7 nos casos neurológicos e de 75,7 nos pós-traumáticos) e a EVA melhorou 94,1% (média de 2,3 nos casos neurológicos e de 4,2 nos pós-traumáticos) e 86% dos pacientes mostraram-se satisfeitos com o procedimento feito. As complicações ocorreram em 11 pacientes (38%), entre elas pseudartrose (17,24%), infecção (17,24%), falha do material (13,8%) e fratura (13,8%). Conclusão: a artrodese tibiotalocalcaneana com haste intramedular retrógrada mostrou ser uma boa opção para o salvamento da articulação do tornozelo, com melhoria dos critérios clínicos e funcionais (Aofas = 65,5% e EVA = 94,1%). Descritores - Osteoartrite Artrodese Tornozelo Fixação intramedular de fraturas

Fraturas peritrocantéricas tratadas com PFN: primeiro relato de uma potencial complicação * Relato de caso

CLEBER A.J. PACCOLA; MAURÍCIO KFURI JÚNIOR; FABRÍCIO FOGAGNOLO

Rev Bras Ortop. 2002;37(9):- - Relato de Caso
Apesar de todos os progressos tcnicos, as falncias nas osteossnteses das fraturas peritrocantricas so relativamente comuns e a mortalidade pode exceder 30% no primeiro ano ps-operatrio(1). Existem duas principais tendncias cirrgicas no tratamento das fraturas peritrocantricas: sistemas de placas-parafusos deslizantes, como o DHS (Synthes) e fixao com hastes cfalomedulares curtas, como o PFN (Proximal Femoral Nail Synthes). Alm de apresentar vantagens biomecnicas sobre os implantes extramedulares, fato de extrema importncia, principalmente nas fraturas mais instveis, o PFN um mtodo praticamente percutneo de osteossntese. Por ser relativamente recente, suas vantagens tericas apenas comeam a ser avaliadas na prtica. O presente trabalho visa relatar, pela primeira vez na literatura mundial, uma fratura diafisria abaixo de um PFN, haste intramedular concebida tecnicamente com inovaes buscando evitar, entre outras, to temida complicao.

Haste intramedular bloqueada da tíbia*

JORGE LUIZ P. BORGES; VOLNEI C. DA SILVA; JOSÉ I. SAGGIN

Rev Bras Ortop. 1997;32(1):- - Artigo Original
So apresentados os resultados de 12 fraturas da difise da tbia, tratadas com haste intramedular de Kntscher, bloqueadas com parafusos corticais. Onze fraturas eram fechadas e uma, exposta grau I. Quatro fraturas eram cominutivas; trs, transversas e oblquas curtas; trs, oblquas longas e duas, segmentares. O follow-up mdio foi de dez meses, com variao de oito a 15 meses. Em todas as fraturas ocorreu consolidao e nenhuma delas necessitou de enxerto sseo. O tempo mdio da consolidao foi de 14 semanas, com variao de dez a 24 semanas. Segundo os autores, as maiores vantagens da tcnica por eles utilizada foram seu baixo custo, a mobilizao precoce das articulaes do p, do tornozelo e do joelho e a possibilidade do suporte do peso precocemente. No houve incidncia de infeco ou sndrome compartimental. Dois pacientes apresentaram dores ao nvel do joelho no local de insero da haste. Em concluso, acreditam que a haste intramedular bloqueada seja um mtodo seguro e eficaz para o tratamento de fraturas instveis da tbia, pois permite a reduo e manuteno dessas fraturas.

Avaliação ultrassonográfica do manguito rotador após a osteossíntese de fraturas da extremidade proximal do úmero com haste intramedular bloqueada

Mauro Emilio Conforto Gracitelli; Eduardo Angeli Malavolta; Jorge Henrique Assunção; Bruno Akio Matsumura; Kodi Edson Kojima; Arnaldo Amado Ferreira Neto

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):601-607 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a integridade do tendão do supraespinal por meio da ultrassonografia (US) em pacientes submetidos à fixação de fraturas da extremidade proximal do úmero (FEPU) com haste intramedular bloqueada. Métodos: Foram avaliados por exame de ultrassonografia aos seis meses de pós-operatório e clinicamente aos seis e 12 meses de pós-operatório 31 pacientes com FEPU entre 50 e 85 anos, tratados com haste intramedular bloqueada inclinada. O objetivo primário foi avaliar a integridade do tendão supraespinal e os secundários incluíam descrever os demais achados da ultrassonografia, as escalas de Constant-Murley, EVA e Dash e a taxa de complicações e comparar os resultados clínicos dos pacientes com e sem rotura do manguito rotador. Resultados: Roturas transfixantes do manguito rotador foram observadas em quatro pacientes (13%), com rotura do supraespinal em três casos (10%) e do subescapular em um caso (3%). Roturas parciais foram diagnosticadas em dez casos (32%). Os resultados pela escala de Constant-Murley aos 12 meses foram de 71,3 ± 15,2 pontos para toda a amostra, de 73,2 ± 16,1 pontos para os pacientes sem rotura do manguito rotador e de 68,7 ± 14,1 pontos para aqueles com rotura parcial ou completa (p = 0,336). Complicações, exclusive a rotura do manguito rotador, foram observadas em nove pacientes (29%). Conclusão: Observou-se uma alta taxa de alterações nos tendões do manguito rotador, com roturas parciais em 32% dos casos e transfixantes em 13%. No entanto, os resultados clínicos são satisfatórios, não influenciados pela presença de rotura do manguito rotador.

AVALIAÇÃO FUNCIONAL DAS FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO TRATADAS CIRURGICAMENTE

CRISTINE MILDRED DE LIZ MEDEIROS; JUAN ESTEBAN SUAREZ HENAO; CAROLINE ROHENKOHL; LIE MARA HIRATA; NATASHA ASSIS BARUFFI; AFONSO KLEIN JUNIOR; SIDNEY SILVA DE PAULA

Rev Bras Ortop. 2008;43(11/12):482-489 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma avaliação clínica e funcional das fraturas intra-articulares do calcâneo tratadas cirurgicamente pelo Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário Cajuru no período compreendido entre janeiro de 2001 e dezembro de 2006. Métodos: 107 pacientes, com 113 fraturas, foram submetidos ao tratamento conforme a classificação de Essex-Lopresti: nas fraturas tipo língua ou depressão central com cominuição intraarticular utilizaram-se redução aberta e fixação interna com placa para calcâneo (Synthes®) ou duplo H; nas demais fraturas tipo depressão central realizou-se tratamento minimamente invasivo e nas fraturas tipo língua, tratamento percutâneo. Foram avaliados e acompanhados clinicamente, com pontuação na tabela AOFAS, pelo mesmo grupo de cirurgiões. Resultados: Houve 73% de resultados satisfatórios, média de 75,4 pontos, e 27% de insatisfatórios. Conclusão: A adequada redução das fraturas representa fator importante para que o paciente não tenha dor e edema residual. As fraturas do tipo depressão central foram as que resultaram em menor pontuação funcional. O não restabelecimento do ângulo de Böhler também levou a importantes alterações funcionais.Descritores - Calcâneo/lesões; Calcâneo/ radiografia; Articulação talocalcânea; Fraturas ósseas/ radiografia; Estudos de avaliação, estudos retrospectivos.

Tratamento das fraturas diafisárias do fêmur com a haste intramedular bloqueada desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto*

MARCIO CARPI MALTA; FERNANDO BALDY DOS REIS; DANIEL RODRIGO MORALES; NÍCIA REGINA DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 2002;37(7):- - Artigo Original
Relatam-se os resultados obtidos no tratamento de 50 pacientes com 51 fraturas da diáfise femoral, submetidos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense à osteossíntese intramedular bloqueada com a haste desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, entre dezembro de 1994 e dezembro de 1997. Trinta e cinco fraturas foram classificadas de acordo com Winquist e Hansen, nove eram segmentares, sete tinham traço oblíquo longo e 11 eram expostas. Três pacientes faleceram antes da consolidação das fraturas; duas não consolidaram, pois houve quebra da haste. O tempo médio de consolidação das 46 fraturas restantes foi de 13,76 semanas. Utilizandose os critérios de Thorensen para avaliar os resultados, ficou demonstrado que, dos 46 pacientes cujas fraturas consolidaram, 42 tiveram resultado excelente ou bom; em dois, regular; e em dois o resultado foi mau.

Placa em ponte e haste intramedular bloqueada: estudo comparativo no tratamento de fraturas multifragmentárias da diáfise do fêmur*

HÉLIO JORGE ALVACHIAN FERNANDES; FERNANDO BALDY DOS REIS,PEDRO FRANCISCO TUCCI NETO; WILLIAM DIAS BELANGERO

Rev Bras Ortop. 2002;37(9):- - Artigo Original
O objetivo deste estudo prospectivo é comparar dois métodos de tratamento para fraturas multifragmentárias do fêmur: haste intramedular bloqueada e placa em ponte. De um total de 124 fraturas, em 119 pacientes, em 62 fraturas os autores utilizaram haste intramedular bloqueada e nas outras 62 fraturas, placa em ponte. Todas as fraturas eram do tipo B e C (classificação AO). A consolidação clínica e radiográfica ocorreu em 93,5% para os pacientes operados com haste intramedular bloqueada e 95,1% naqueles operados com placa em ponte. Quatro fraturas operadas com hastes e três fraturas operadas com placas necessitaram de procedimento cirúrgico complementar para a consolidação. Quando as fraturas foram operadas com hastes, consolidaram-se em média 17,1 semanas e com placas, em 13,1 semanas. A consolidação das fraturas do tipo C tratadas com placa em ponte ocorreu quatro semanas antes do que a das fraturas do mesmo tipo tratadas com haste intramedular bloqueada. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre o tempo de consolidação das fraturas dos tipos B e C, tratadas com placa em ponte e tipo B tratadas com haste intra-medular bloqueada. Ambos os métodos apresentaram bons e excelentes resultados clínicos (método de avaliação de Thöresen), com alta taxa de consolidação e baixos índices de complicações.

Tratamento das fraturas do fêmur pelo método de fixação biológica: placa em ponte e haste intramedular bloqueada*

CARLOS AUGUSTO DE MATTOS; GUILHERME N. ZUPPI; GOTTFRIED KÖBERLE; WILLIAM DIAS BELANGERO

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Artigo Original
Foram avaliados 21 pacientes com 22 fraturas cominutivas diafisárias do fêmur tratados pelo método da fixação biológica através da técnica da placa em ponte (n = 10) e com a haste intramedular bloqueada (n = 11), com seguimento médio de 15 meses (cinco a 35 meses) e 13 meses (sete a 31 meses), respectivamente. Foram analisados o tempo cirúrgico, a freqüência de transfusão sanguínea, o período de internação, o tempo de início de carga parcial e total, o tempo de retorno às atividades, o grau de satisfação, o encurtamento do membro inferior, além da avaliação clínica, radiológica e funcional (através da medida da perda do perímetro da coxa e da força muscular). As únicas diferenças significativas encontradas foram em relação ao início de carga total e ao retorno às atividades habituais, melhores no grupo das fraturas não cominutivas tratadas pela haste intramedular bloqueada.

Estudo comparativo do emprego da placa-ponte e da haste intramedular bloqueada nas fraturas diafisárias cominutivas do fêmur

EDUARDO HIDEAKI SHIMABUKURO, PEDRO FRANCISCO TUCCI NETO, MILTON CHOHFI, FERNANDO BALDY DOS REIS, JOSE FERNANDO DI GIOVANNI

Rev Bras Ortop. 1997;32(3):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores reportam neste estudo 14 pacientes (15 fraturas) portadores de fraturas diafisárias cominutivas do fêmur que foram operados entre abril de 1995 e agosto de 1996. Os pacientes foram tratados pelo método de fixação biológica, divididos em dois grupos: um com oito fraturas tratadas com a placa-ponte e o outro com sete fraturas de fêmur tratadas com haste intramedular bloqueada a foco aberto sem utilização do intensificador de imagem nem uso de mesa ortopédica. O objetivo do estudo foi verificar se a técnica de estabilização interna com placa-ponte para tratamento cirúrgico de fraturas diafisárias cominutivas de fêmur é comparável à da estabilização interna com haste intramedular bloqueada sem aparato tecnológico, como intensificador de imagem. Como resultado observou-se que todas as fraturas evoluíram para consolidação, sendo 119 dias em média para os pacientes tratados com placa-ponte e 136 dias para os tratados com haste intramedular bloqueada (HIB). O tempo médio de duração da cirurgia com placa-ponte foi de duas horas e 25 minutos e o com haste intramedular bloqueada, de três horas e quatro minutos. Como complicação, foi observado que um paciente com placa-ponte, que liberou carga precocemente, apresentou quebra do material de síntese, porém evoluindo com consolidação após a troca do material; em outro paciente foi constatado encurtamento de 4cm do membro operado. Nos pacientes tratados com haste intramedular bloqueada, um apresentou infecção profunda no foco da fratura e outro, retarde da consolidação, ambos evoluindo para consolidação após tratamento adequado. Como conclusão os autores consideram o método de placa-ponte valioso no tratamento destas fraturas, pois, além de apresentar resultados comparáveis aos da haste bloqueada, dispensa o emprego do intensificador de imagens.

Tratamento de fraturas intertrocantéricas estáveis do fêmur com haste femoral proximal versus parafuso dinâmico de quadril: um estudo comparativo

Anmol Sharma; Anisha Sethi; Shardaindu Sharma

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):477-481 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar e comparar os resultados clínicos e radiológicos de pacientes com fraturas intertrocantéricas estáveis tratados com hastes femorais proximais vs. parafuso dinâmico de quadril.
MÉTODOS: Sessenta pacientes com fraturas intertrocantéricas estáveis, maiores de 18 anos, foram divididos aleatoriamente em dois grupos, um de hastes femorais proximais e outro de parafuso dinâmico de quadril. Um parafuso dinâmico de quadril com placa lateral de três furos e um parafuso antirrotação foram usados, bem como uma hastes femorais proximais ultracurtas, modificadas para a população asiática de menor estatura. As complicações intraoperatórias, precoces e tardias foram registradas; o resultado funcional de cada grupo foi avaliado com o Harris Hip Score.
RESULTADOS: No grupo parafuso dinâmico de quadril, o Harris Hip Score foi um pouco menor do que o do grupo hastes femorais proximais. Entretanto, nos seguimentos de três e seis meses, o grupo parafuso dinâmico de quadril apresentou maior média do que o grupo hastes femorais proximais; no seguimento de um ano, ambos os grupos atingiram valores similares.
CONCLUSÃO: A hastes femorais proximais proporcionam uma cirurgia significativamente mais curta, com uma menor incisão e consequentemente menos complicações relacionadas à ferida. Entretanto, a incidência de erros técnicos foi significativamente maior no grupo hastes femorais proximais quando comparada com o grupo parafuso dinâmico de quadril, visto que essa é uma cirurgia tecnicamente mais exigente, que apresenta mais falhas de implantes e as consequentes reoperações.


Palavras-chave: Hastes ósseas; Parafusos ósseos; Fixação de fratura, intramedular/instrumentação; Fraturas do quadril/cirurgia.

Avaliação das fraturas diafisárias do úmero tratadas cirurgicamente e comparação entre os métodos de fixação cirúrgica

Felipe Fernandes Gonçalves; Leonardo Dau; Cristiano Antonio Grassi; Fabiano Rogério Palauro; Ayrton Andrade Martins Neto; Patrícia Caroline Gapski Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):136-141 - Artigo Original

OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com fraturas diafisárias do úmero, bem como analisar os resultados das diferentes modalidades cirúrgicas.
MÉTODO: Estudo retrospectivo baseado na identificação de todos os casos de fraturas diafisárias de úmero submetidas a tratamento cirúrgico entre dezembro de 2014 e junho de 2016 em um serviço de referência em trauma, bem como na análise dos respectivos prontuários, e que buscou dados epidemiológicos referentes ao trauma e resultados pós-operatórios, inclusive tempo de consolidação e complicações relacionadas.
RESULTADOS: Foram incluídos 51 pacientes, dos quais a maioria do sexo masculino (78,4%), com média de 35,02 anos. O mecanismo de trauma mais prevalente foram acidentes de trânsito (56,9%), seguidos de quedas de mesmo nível (17,6%). Não foi encontrada diferença significante entre o tempo de consolidação dos diferentes métodos, inclusive redução aberta e fixação interna com placa e parafusos, técnica minimamente invasiva com placa em ponte, haste intramedular e fixação externa.
CONCLUSÕES: Todos os métodos cirúrgicos avaliados mostraram-se adequadas opções para o tratamento cirúrgico das fraturas da diáfise do úmero, ainda que tenham vantagens e desvantagens inerentes a cada técnica, com altas taxas de consolidação e poucas complicações relatadas.


Palavras-chave: Epidemiologia; Úmero; Fraturas do úmero; Fixação de fratura; Osteossíntese; Fixação intramedular de fraturas; Consolidação da fratura.

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