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Busca por: A cirurgia precoce nas fraturas do fêmur proximal em idosos reduz a taxa de mortalidade?*

A cirurgia precoce nas fraturas do fêmur proximal em idosos reduz a taxa de mortalidade?*

Igor Pellucci Pinto; Luis Felipe Brandt Ferres; Guilherme Boni; Guilherme Guadagnini Falótico; Maurício de Moraes; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):392-395 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar se a redução no tempo de espera para cirurgia ortopédica nos pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur impacta na redução da mortalidade intra-hospitalar, da mortalidade em 6 meses de seguimento, e na redução do tempo de internação hospitalar.
MÉTODOS Trabalho de coorte retrospectiva fundamentado na análise de prontuários de 81 pacientes internados com diagnóstico de fratura transtrocanteriana ou subtrocanteriana do fêmur, e submetidos a tratamento cirúrgico em 2015 e 2016 em um hospital de referência no atendimento ao trauma, antes e após a implantação de protocolo para cirurgia em até 48 horas.
RESULTADOS Observou-se redução do tempo médio de internação de 17 para 11 dias após a implantação do protocolo. Com relação à mortalidade intra-hospitalar, cinco pacientes faleceram antes da implantação do protocolo, e cinco, após a implantação do protocolo. Referente à mortalidade extra-hospitalar, avaliada em 6 meses de pós-operatório, observou-se uma redução de 26,7% para 19,4%. Os resultados não apresentaram significância estatística.
CONCLUSÃO O presente estudo demonstrou que existe uma tendência à redução do tempo de internação hospitalar e da mortalidade em 6 meses quando a cirurgia para tratamento de fraturas do fêmur proximal no idoso é feita em até 48 horas de internação hospitalar.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso; ortopedia.

FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS: INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E MORTALIDADE EM UM ANO

ULISSES CUNHA; MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):195-199 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o grau de independência funcional e a mortalidade um ano após acidente que vitimou idosos que sofreram fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram incluídos, inicialmente, 190 pacientes (142 mulheres e 48 homens; média de idade de 79 anos). Foi realizada avaliação geriátrica global conjuntamente com a equipe de ortopedia. Resultados: Houve perda de seguimento de 37 pacientes; 153 foram reavaliados um ano após fratura. A mortalidade em um ano foi de 25%; peroperatória, 0%; pós-operatória imediata, 2,1%. Após um ano, 1/3 da amostra apresentava algum grau de dependência funcional. À internação, detectou-se alta taxa de co-mor-bidades clínicas, neuropsíquicas (depressão e demência) e consumo de vários fármacos. Conclusões: Este estudo res-salta a importância da fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos no que concerne à alta mortalidade e à perda funcional em um ano. A alta associação de comorbidades e consumo de vários fármacos destaca a necessidade de abordagem conjunta ortopédica e geriátrica, iniciando-se no pré-operatório e estendendo-se até a alta hospitalar. Os fatores que constituem barreiras à reabilitação devem ser identificados e tratados.Descritores - Fraturas do femur/mortalidade; Fraturas do femur/epidemiologia; Idoso; Morbidade.

CORRELAÇÃO ENTRE TEMPO PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO E MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR

Gustavo Gonçalves Arliani; Diego da Costa Astur; Glauber Kazuo Linhares; Daniel Balbachevsky; Hélio Jorge Alvachian Fernandes; Fernando Baldy dos Reis

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):189-194 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo primário do estudo é analisar a possível associação entre o atraso para a realização do tratamento cirúrgico e mortalidade em pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram estudados 269 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (fraturas do colo do fêmur e fraturas intertrocanterianas), tratadas cirurgicamente no Hospital São Paulo - Unifesp-SP, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007. Foram analisados e comparados com a literatura referente ao assunto os seguintes atributos: sexo, idade, tipo de fratura, classificação da mesma, lado acometido, síntese utilizada, mecanismo de trauma, tempo de internação, tempo para cirurgia, comorbidades associadas, hemograma de entrada, tipo de anestesia, necessidade de transfusão sanguínea, dia da semana e estação do ano da fratura. Resultados: O estudo apresentou correlação entre maior número de comorbidades clínicas, maior tempo de internação e utilização de anestesia geral na cirurgia com maior mortalidade dos pacientes. Conclusão: Não houve associação entre tempo para realização da cirurgia e mortalidade.Descritores - Fraturas do Fêmur; Mortalidade; Estudos Retrospectivos.

Fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fraturas de fêmur

Léo Graciolli Franco; Amanda Loffi Kindermann; Lucas Tramujase Kelser de Souza Kock

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):509-514 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fratura de fêmur em um hospital unicêntrico regional. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Foram selecionados, por meio do prontuário eletrônico, pacientes internados com diagnóstico de fratura de fêmur (CID S72) com 60 anos ou mais de 2008 a 2013. Resultados: Foram avaliados 195 indivíduos com idade média de 78,5 ± 9,6 e o gênero feminino foi mais prevalente (68,2%). O principal mecanismo de queda foi o de baixa energia (87,2%), a feitura de cirurgia foi de 93,3%, o tempo de internação médio foi de 13,6 ± 7,5 dias, o tempo de espera para a cirurgia médio foi de 7,7 ± 4,2 dias. A prevalência de mortalidade foi de 14,4%, ocorreu principalmente nos indivíduos mais idosos (p = 0,029), com leucocitose (p < 0,001), com necessidade de cuidados intensivos (p < 0,001) e que não foram submetidos a cirurgia (p < 0,001). A sobrevida média foi significativamente maior nos pacientes submetidos a cirurgia e inversamente nos pacientes que necessitaram da unidade de terapia intensiva. Conclusão: As mulheres predominaram nas internações e o grau de leucocitose associado a idade avançada apresentou relação com a mortalidade, independentemente do tipo de lesão e procedimento cirúrgico. Ainda devem ser feitos mais estudos para avaliar outros fatores associados à mortalidade.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E CAUSAS DA FRATURA DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS

José Soares Hungria Neto ; Caio Roncon Dias ; José Daniel Bula de Almeida

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):660-667 - Artigo Original
 ObjetivoO custo social e econômico das fraturas da região proximal do fêmur é elevado e decorre, dentre outros fatores, da morbimortalidade da própria fratura. Apesar de sua importância, estudos envolvendo esse tema ainda são escassos no Brasil. Esse foi um estudo retrospectivo, observacional, transversal (ecológico) com objetivo de traçar um perfil epidemiológico da fratura do terço proximal do fêmur em idosos, analisar suas causas e as características físicas dos pacientes admitidos em um único hospital universitário de São Paulo. Métodos: Es -tudo de prontuários no período de um ano e comparação dos grupos pelo teste do Qui-quadrado; p < 0,05 foi considerado significante. Resultados: Totalizou-se 94 indivíduos, predomi -nando no sexo feminino (2:1), entre 81-85 anos, com o IMC dentro dos limites da normalidade, pacientes brancos e asiáticos (p < 0,05). A grande maioria das fraturas ocorreu por trauma de baixa energia e dentro da residência (p < 0,05). Retirando os traumas decorrentes de alta energia, mais de 39% foram no momento em que o paciente se levantava ou utilizava a escada, e aproximadamente 40% estavam parados de pé ou caminhando. Houve um maior número de casos correspondentes às estações frias do ano (p < 0,05). Conclusão: A maioria dos traumas ocor -reu dentro da própria residência. Devido à baixa energia, alguns acidentes podem ser evitados utilizando-se medidas simples e econômicas que orientem a população idosa quanto às situações de risco, trazendo grandes benefícios na qualidade de vida, além de uma sensível diminuição da morbimortalidade e dos custos socioeconômicos desse problema cada vez mais frequente.Descritores - Fraturas do Fêmur; Idoso; Epidemiologia.

Epidemiologia das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes idosos

Daniel Daniachi; Alfredo dos Santos Netto; Nelson Keiske Ono; Rodrigo Pereira Guimarães; Giancarlo Cavalli Polesello; Emerson Kiyoshi Honda

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Estudo epidemiológico das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes ido-sos, tratados em hospital-escola na região central de São Paulo.Métodos: Pacientes a partir 60 anos atendidos no período de um ano. Questionário foielaborado com informações sociodemográficas básicas, comorbidades apresentadas emedicações em uso. Foram avaliadas circunstâncias da fratura e suas características, trata-mento instituído e taxa de mortalidade intra-hospitalar.Resultados: Os 113 pacientes incluídos no estudo apresentavam 79 anos em média.A proporção entre os sexos foi de três mulheres para cada homem. Somente 30,4% dospacientes relataram osteoporose e somente 0,9% tratavam a doença. Trauma de baixa ener-gia foi a causa de 92,9% das fraturas. Fraturas do colo do fêmur representaram 42,5% dasfraturas e trocantéricas 57,5%. Cinco pacientes não foram operados, 39 foram submetidos asubstituição articular e 69 foram submetidos a osteossíntese. O tempo médio de internaçãofoi de 13,5 dias e de espera até a cirurgia sete dias. A taxa de mortalidade intra-hospitalarfoi de 7,1%.Conclusão: Pacientes atendidos na instituição apresentam perfil epidemiológico semelhanteàqueles encontrados em literatura nacional. Insuficiência renal crônica é um fator signifi-cativo para mortalidade intra-hospitalar. Medidas preventivas como diagnóstico precoce etratamento da osteoporose e prática regular de atividades físicas não são adotadas.

Idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur apresentam níveis significativamente menores de 25-hidroxivitamina D

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra,,; Eduardo Terra Feron; Roberto Deves Viana; Jonathan Maboni; Stéfany Ignêz Pastore; Cyntia Cordeiro de Castro

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):583-588 - Artigo Original
    Objetivo: Comparar os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], marcador sérico da vitamina D3, entre pacientes com e sem fratura da extremidade proximal do fêmur (FEPF). Métodos: Estudo caso-controle em que foram obtidas amostras séricas de 25(OH)D de 110 pacientes com FEPF internados e de 231 pacientes de grupo controle que não apresentaram fraturas, todos acima de 60 anos. Níveis de 25(OH)D menores ou iguais a 20 ng/mL foram considerados deficitários; entre 21 ng/mL e 29 ng/mL, insuficientes; e acima de 30 ng/mL, suficientes. Foram consideradas as variáveis sexo, idade e etnia para associação com os grupos em estudo e os níveis de 25(OH)D. Resultados: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente inferiores (21,07 ng/mL) comparados com os do grupo controle (28,59 ng/mL; p = 0,000). Entre os pacientes com FEPF, 54,5% apresentaram níveis de 25(OH)D deficitários, 27,2% insuficientes e apenas 18,2% suficientes. Já no grupo controle, 30,3% dos pacientes apresentaram níveis deficitários, 30,7% insuficientes e 38,9% suficientes. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D reduzidos tanto no grupo com fratura quanto no grupo controle (19,50 vs. 26,94 ng/mL; p = 0,000) comparados com os do sexo masculino com e sem fratura (25,67 vs. 33,74 ng/mL; p = 0,017). Quanto à idade, houve associação significativa entre os níveis de 25(OH)D e risco de fratura apenas para as faixas 71-75 anos e acima de 80. Conclusão: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente reduzidos em comparação com os do grupo controle. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente menores em ambos os grupos.

Avaliação do perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal por mecanismo de baixa energia*

Marcelo Baggio; Daniel Teixeira de Oliveira; Renato Locks

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):382-386 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar o perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal e verificar a relação dos dados com o desfecho da própria fratura e com o desfecho óbito.
MÉTODOS Estudo transversal de pacientes admitidos na emergência ortopédica de um hospital referência, entre os meses de fevereiro e abril de 2017, com fratura de fêmur proximal, por mecanismo de baixa energia, sendo coletados exames laboratoriais e de imagem. Foram excluídos do estudo pacientes com suspeita ou confirmação de fratura patológica.
RESULTADOS Foram avaliados 66 indivíduos, sendo 44 mulheres, todos com idade superior a 60 anos. A fratura transtrocantérica apresentou maior incidência no estudo (36). Alterações do hormônio da paratireoide (PTH) e da albumina foram significativos para óbito (p ≤ 0,05). O tempo de internação não foi fator significativo para óbito.
CONCLUSÕES Alterações laboratoriais não estavam relacionadas ao desfecho de óbito. A albumina pode estar relacionada ao risco de óbito. Nenhum resultado laboratorial foi apontado como facilitador na geração de fraturas de fêmur proximal. Mais estudos são necessários para poder entender melhor a influência do quadro laboratorial do paciente na ocorrência de fraturas e suas consequências.


Palavras-chave: mortalidade; fraturas do quadril; vitamina D; albuminas; cálcio.

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

A relação do escore de Lee com a mortalidade pós-operatória em pacientes com fraturas de fêmur proximal*

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra; Luiz Giglio; João Mauro Mendina Morais; Giovanna Labatut; Monica Cavanus Feijó; Carlos Eduardo Peixoto Kayser

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):387-391 - Artigo Original

OBJETIVO Verificar o valor preditivo do escore de Lee para a mortalidade no primeiro ano pós operatório de fraturas de fêmur proximal. O estudo também avaliou a capacidade preditiva isolada de outras variáveis.
MÉTODO Uma amostra de 422 pacientes com fraturas do fêmur proximal submetidos a cirurgia foi avaliada neste estudo. Os dados foram coletados por meio de revisão de prontuários, consultas presenciais e contatos telefônicos.
RESULTADOS O escore de Lee foi aplicado em 99,3% dos pacientes com fraturas de fêmur proximal submetidos a tratamento cirúrgico. A taxa de mortalidade da amostra foi de 22%, a maioria classificada como classe I de risco. O escore de Lee não apresentou associação significativa com a mortalidade (p = 0,515). Os valores elevados de creatinina sérica (p = 0,001) e a idade (p = 0,000) estiveram diretamente associados com o desfecho de morte.
CONCLUSÕES O escore de Lee não é preditivo para a mortalidade em um período de um ano após cirurgia de fraturas de fêmur proximal; entretanto, observou-se significância estatística entre a idade e a dosagem sérica da creatinina, isoladamente, com o desfecho de morte.


Palavras-chave: fraturas do fêmur/etiologia; fraturas do fêmur/cirurgia; fraturas do fêmur/mortalidade; complicações pós-operatórias.

CORRELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES DE NECROSE E A ESTABILIZAÇÃO PRECOCE NAS FRATURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR NA INFÂNCIA

Diego da Costa Astur; Gustavo Gonçalves Arliani; Carolina Lins e Silva Nascimento; Francesco Camara Blumetti; Marcio José Alher Fonseca; Eiffel Tsuyoshi Dobashi; José Antonio Pinto; Akira Ishida

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):426-432 - Artigo Original
Objetivo: Desenvolvemos este trabalho, com o intuito de avaliar o resultado do tratamento de pacientes portadores de fraturas do fêmur proximal, em uma série de casos. Procuramos observar a influência das complicações mais prevalentes nos resultados finais após o mínimo de dois anos de seguimento. Correlacionamos especialmente a instalação da necrose avascular e o tempo entre o acidente e a instituição da terapêutica. Métodos: Estudamos, retrospectivamente, 29 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur, com idade inferior a 14 anos entre 1988 e 2007. Analisamos as seguintes variáveis: sexo, idade, mecanismo de trauma, classificação da fratura (Delbet), tratamento realizado, complicações (pseudartrose, deformidade em varo, anisomelia e necrose avascular), tempo para cirurgia e resultado (Ratliff). Obtivemos uma análise descritiva individual de cada variável. Os testes foram utilizados de acordo com a adequação das premissas de normalidade e para avaliação utilizamos o teste exato de Fisher. Resultados: Obtivemos cinco (17,2%) pacientes com necrose avascular sendo três (60,0%) com idade superior a 10 anos; 73,3% dos pacientes tratados nas primeiras 24 horas apresentaram bons resultados; a causa mais comum de fratura foi acidente automobilístico (44,8%); os melhores resultados foram observados nos pacientes tratados cirurgicamente; 41,4% evoluíram com algum tipo de complicação. Conclusões: Entre os 29 pacientes tratados, segundo os critérios de Ratliff, obtivemos 58,6% de bons, 27,6% de regulares e 13,8% de maus resultados. Quando aplicado o tratamento incruento, obtivemos apenas 17,0% de bons resultados, enquanto que após o tratamento cirúrgico obtivemos 69,3%. Da mesma forma, observamos que houve 73,3% de bons resultados quando a cirurgia foi realizada nas primeiras 24 horas e apenas 42,8% nos pacientes submetidos à intervenção terapêutica após este período. Pacientes submetidos à cirurgia nas primeiras 24 horas evoluíram com necrose da cabeça do fêmur em 13,3%, enquanto os que foram operados após este período tiveram esta complicação em 21,4% dos casos. Descritores - Fraturas do fêmur/epidemiologia; Fraturas do fêmur/cirurgia; Criança.

Comorbidades, intercorrências clínicas e fatores associados à mortalidade em pacientes idosos internados por fratura de quadril

Stephanie Victoria Camargo Leão Edelmuth; Gabriella Nisimoto Sorio; Fabio Antonio Anversa Sprovieri; Julio Cesar Gali; Sonia Ferrari Peron

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):543-551 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as comorbidades e as intercorrências clínicas e determinar os fatores associados à mortalidade de pacientes idosos internados por fratura de quadril em um hospital público de atenção terciária.
MÉTODOS: Neste estudo coorte retrospectivo, foram revisados 67 prontuários médicos de pacientes com idade igual ou maior que 65 anos, admitidos em nossa instituição por fratura de quadril, no período entre janeiro a dezembro de 2014. Foram avaliados os intervalos de tempo entre a fratura e admissão hospitalar e entre essa e o procedimento cirúrgico, o tempo total de internação, a presença de comorbidades, as intercorrências clínicas, o tipo de procedimento ortopédico adotado, o risco cirúrgico, o risco cardíaco e o desfecho de alta.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77,6 anos, com predominância do sexo feminino (64,1%). A maioria dos pacientes (50,7%) tinha duas ou mais comorbidades. As principais intercorrências clínicas durante a internação foram distúrbios cognitivo-comportamentais e infecções respiratórias e do trato urinário. Os intervalos de tempo entre fratura e internação e entre essa e a cirurgia foram superiores a sete dias na maioria dos casos. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,9% e esteve diretamente vinculada à presença de infecções no período hospitalar (p = 0,006), ao intervalo de tempo entre a internação e a cirurgia superior a sete dias (p = 0,005), ao escore de Goldman igual a III (p = 0,008) e à idade igual ou superior a 85 anos (p = 0,031).
CONCLUSÃO: Pacientes com fraturas do quadril geralmente apresentam comorbidades, estão predispostos a intercorrências clínicas e têm uma taxa de mortalidade de 11,9%.


Palavras-chave: Idosos; Fraturas do quadril; Cirurgia ortopédica.

AVALIAÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE EM UM ANO APÓS FRATURA DO QUADRIL E FATORES RELACIONADOS À DIMINUIÇÃO DE SOBREVIDA NO IDOSO

Guilherme Ricci; Maurício Portal Longaray; Ramiro Zilles Gonçalves; Ary da Silva Ungaretti Neto; Marislei Manente; Luíza Barbosa Horta Barbosa

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):304-309 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a taxa de mortalidade em um ano e fatores pré- -operatórios correlacionados em pacientes com fratura do quadril. Métodos: Os autores estudaram, prospectivamente, 202 de um total de 376 pacientes com diagnóstico de fratura do quadril, que foram admitidos no Hospital Cristo Redentor entre outubro de 2007 e março de 2009. A montagem do banco de dados com análise do perfil epidemiológico foi realizada durante a internação e os dados de seguimento preferencialmente por telefone. Resultados: A taxa de mortalidade total após um ano de seguimento foi de 28,7% ou 58 óbitos, dentre os quais 11 (5,45%) ocorreram na internação. As fraturas foram mais prevalentes em mulheres (71,3%) e pouco comuns em negros (5%). Dentre as comorbidades, demência e depressão apresentaram uma redução estatisticamente significante da sobrevida, (p de 0,018 e de 0,007, respectivamente). Conclusão: A taxa de mortalidade após um ano de seguimento foi de 28,7%. A demência e a depressão aumentaram esta taxa. Descritores - Idoso; Lesões do Quadril; Mortalidade.

Mortalidade em um ano de pacientes idosos com fratura do quadril tratados cirurgicamente num hospital do Sul do Brasil

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra; Roberto Deves Viana; Liégenes Feil; Eduardo Terra Feron; Jonathan Maboni; Alfonso Soria-Galvarro Vargas

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):17-23 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar a mortalidade, em um ano de seguimento, de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur submetidos a procedimento cirúrgico no hospital universitário da nossa instituição. Método: Foram revisados 213 prontuários de pacientes internados com 65 anos ou mais, conforme a ordem de admissão no Serviço de Ortopedia e Traumatologia de janeiro de 2012 a agosto de 2013. Resultados: A taxa de mortalidade em um ano foi de 23,6%. A mortalidade foi maior em mulheres, numa proporção 3:1. Anemia (p = 0,000) e demência (p = 0,041) estiveram significativamente associadas ao grupo óbito. Pacientes que permaneceram internados por até 15 dias e os que tiveram alta hospitalar em até sete dias após a cirurgia apresentaram um aumento na sobrevida. Conclusão: Em nossa amostra de pacientes com fratura de fêmur submetidos a procedimento cirúrgico, a taxa de mortalidade foi de 23,6%; as principais comorbidades associadas a esse desfecho foram anemia e demência.

A fratura do colo do fêmur como fator de maior morbidade e mortalidade*

ALCY VILAS BOAS JR.; JAMIL SONI; SRGIO ROBERTO FRATTI; PAULO CSAR J. KANTOVITZ; ROBERTO MELO DE SOUZA FILHO; EDGAR BEZERRA VALENTE NETTO

Rev Bras Ortop. 1998;33(6):- - Artigo Original
Os pacientes com fratura do colo do fêmur têm índice de mortalidade aumentado, durante o primeiro ano do tratamento ortopédico. Incidência variável de complicações e limitações funcionais nesse período têm sido avaliadas por diversos trabalhos e relacionadas aos índices de mortalidade e morbidade desses pacientes. Os autores confrontam esses índices com as condições fisiológicas préoperatórias de 31 pacientes admitidos em período de 12 meses com fratura de colo de fêmur, acompanhados por média de 15 meses após o tratamento, e questionam sua influência na qualidade de vida, mortalidade e morbidade. A avaliação pré-operatória foi baseada no Scoring System of Hip Fractures, no qual a capacidade deambulatória, a independência domiciliar, o grau de osteoporose, o nível de cognição e as condições clínicas pré-operatórias proporcionam um escore. Os pacientes com 20 pontos ou mais eram considerados em boas condições gerais e os com pontuações menores tinham piores condições pré-ope-ratórias. A incidência de mortalidade obtida neste estudo foi de 32%, com um escore fisiológico pré-operatório médio de 16,5 pontos, contrastando com o escore médio de 20,72 pontos para os pacientes que não foram a óbito. Os autores constatam a importante influência do estado préoperatório no prognóstico, morbidade e mortalidade dos pacientes com fratura de colo de fêmur. Admitem que a fratura é um fator que se associa às condições gerais desses indivíduos, não sendo uma causa isolada de mortalidade e morbidade.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ"*

RONALDO OLIVEIRA LOMELINO; GERALDO MOTTA FILHO; PAULO CEZAR SCHOTT; HUMBERTO MAURO MENDES

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Foram avaliados retrospectivamente 29 quadris de 21 pacientes que apresentavam epifisiolistese proximal do fêmur tratada por fixação in situ entre 1988 e 1993. Eram dez do sexo masculino e onze do feminino e tiveram seguimento clínico e radiológico médio de três anos e nove meses. O critério clínico de Heyman e Herndon foi utilizado para a determinação da qualidade dos resultados. Quatorze pacientes foram classificados como excelentes e bons. Necrose avascular ocorreu em dois pacientes, um agudo e o outro crônico. Um paciente apresentou condrólise, bilateral, tendo sido um lado operado e o outro, não. Ocorreu aumento do grau de escorregamento da epífise femoral proximal em dois pacientes.

EPIFISIÓLISE PROXIMAL DO FÊMUR E HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO

Grasiele correa de Mello, Gabriela Grossi, Silvio Prereira Coelho

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):- - Relato de Caso

RESUMO

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF) é uma doença ortopédica prevalente na adolescência, porquanto esta coincide com o momento de maior crescimento das estruturas osteomusculares. Curiosamente, alguns pacientes apresentam esta patologia precocemente e esse desfecho converte para a possível explicação etiológica de que o escorregamento ocorreria pelo estirão de crescimento. Para esses pacientes, a gênese do escorregamento ainda não foi elucidada; todavia, as afecções endocrinológicas vêm sendo assinaladas como possíveis causas. Na tentativa de reforçar a teoria da etiologia endocrinológica e apresentar os resultados do tratamento cirúrgico para essa patologia, os autores relatam neste artigo o caso de um paciente do sexo masculino, de nove anos e três meses de idade com EPF e hipotireoidismo subclínico, diagnosticado e tratado no Hospital Universitário de nossa instituição.

Descritores - Epífise Deslocada; Hipotireoidismo; Parafusos Ósseos; Criança.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA REDUÇÃO ABERTA E FIXAÇÃO INTERNA DAS FRATURAS GRAVES DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO EM IDOSOS*

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux S.; Luciana Andrade da Silva; Guilherme do Val Sella; João Manoel Fonseca Filho; Marco Tonding Ferreira; Paulo

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):25-30 - Artigo Original
Objetivo: avaliar clinica e radiologicamente os resultados obtidos com a redução aberta e a fixação interna das fraturas graves da extremidade proximal do úmero (FGEPU) na população com idade igual ou superior a 60 anos. Métodos: entre junho de 1992 e fevereiro de 2011, o Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tratou, com redução aberta e fixação interna, 21 pacientes com FGEPU e com idade superior a 60 anos. Desses, 18 foram reavaliados. Resultados: dois pacientes evoluíramcom resultados excelentes, 12 bons, três regulares e um ruim. Portanto, verificamos que 77,7% evoluíram com bons e excelentes resultados. Todos os pacientes estavamsatisfeitos com o tratamento e apenas três não retornaram às atividades prévias. As médias de mobilidade pós-operatória foram de 122o de elevação (90o-150o), 39o de rotação lateral (20o-60o) e T11 de rotação medial (T5 a Glúteo). Conclusão: a redução aberta e a fixação interna das FGEPU podem ser indicadas também para pacientes idosos e obtivemos 77,7% de bons e excelentes resultados. Estatisticamente (p < 0,05), a redução anatômica da fratura mostrou-se importante para a obtenção de bons resultados. Descritores - Úmero Idoso Fixação interna de fraturas Necrose avascular

OSTEOTOMIA TRIPLANAR NO TRATAMENTO DO ESCORREGAMENTO EPIFISÁRIO PROXIMAL DO FÊMUR

LEANDRO ALBUQUERQUE LEMGRUBER KROPF; CELSO BELFORT TIZZI JÚNIOR; BRUNO TAVARES RABELLO; FERNANDOPINA CABRAL; JORGE PENEDO; EMÍLIO FREITAS; MARCO BERNARDO CURY FERNANDES; EDUARDO REGADO RINALDI

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):399-405 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente os resultados da osteotomia triplanar intertrocantérica no tratamento dos pacientes com escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 25 quadris, de 23 pacientes submetidos à osteotomia triplanar intertrocantérica no período de 1987 a 2003, que apresentavam escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico (EEPF). Dezesseis pacientes eram do sexo masculino e sete do feminino, com média de idade de 14 anos e um mês, que tiveram seguimento clínico e radiológico médio de nove anos e três meses. A cirurgia foi realizada em pacientes com escorregamento moderado ou grave segundo a escala de Southwick (média de 57o). Resultados: A classificação clínica e radiológica de Southwick foi utilizada na avaliação dos resultados e obtiveram-se 84% de resultados excelentes e bons nos critérios clínicos dor e função e 72% de resultados excelentes e bons no critério radiológico, com avaliação final de 76% de resultados excelentes e bons. Dos quatro resultados ruins verificados, dois apresentaram condrólise e dois evoluíram com degeneração articular. Não foi observado qualquer caso de necrose avascular. Conclusão: A osteotomia tridimensional intertrocantérica é boa opção de tratamento para os casos de EEPF com deslizamento maior de 30o, com resultados clínicos e radiográficos bons e excelentes em 76% dos pacientes.Descritores - Osteotomia; Epífise deslocada /cirurgia; Resultado de tratamento.

Considerações sobre o escorregamento epifisário proximal do fêmur

JOSÉ CARLOS AFFONSO FERREIRA

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
Epifisiodese, com o uso de parafuso canulado único ou mesmo enxerto ósseo autólogo, parece ser suficiente para bloquear o processo de escorregamento nos casos de epifisiolistese proximal do fêmur, com pouco risco de incorrer nas graves complicações de condrólise e/ou necrose asséptica. Reduções agressivas, redução cruenta com osteotomias subcapitais, uso de múltiplos pinos ou parafusos, aumentando assim as probabilidades de penetração, devem ser considerados de alto risco, raras vezes justificando seu uso.

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