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Busca por: Recuperação do centro de rotação do quadril com tântalo em artroplastias de revisão*

Recuperação do centro de rotação do quadril com tântalo em artroplastias de revisão*

Antônio Augusto Guimarães Barros; Victor Atsushi Kasuya Barbosa; Lincoln Paiva Costa; Euler de Carvalho Guedes; Carlos César Vassalo

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):471-476 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo do presente estudo é avaliar a capacidade de restauração do centro de rotação anatômico do quadril com uso de copas acetabulares de tântalo associado ou não a cunhas de adição.
MÉTODOS Análise retrospectiva dos pacientes submetidos a revisão de artroplastia do quadril comuso de tântalo entre o período de junho de 2013 e abril de 2017. Foramavaliados o ângulo de abdução do componente acetabular e as distâncias horizontal e vertical do componenteao centro de rotação anatômicodoquadril.Asmedidas foramrealizadas através de radiografias da bacia realizadas no pré-operatório e na última visita de seguimento.
RESULTADOS Obteve-se uma amostra de 21 pacientes, 11 (52%) homens e 10 (48%) mulheres, com média de idade de 62 ± 13 anos. O ângulo médio de abdução da copa acetabular reduziu de 48,76° ± 13,88° no pré-operatório para 38,52° ± 10,08° no pósoperatório, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p = 0,001). As distâncias do centro de rotação da prótese em relação ao centro de rotação anatômico do quadril também foram menores após a cirurgia de revisão com o tântalo. A distância média horizontal de 12,74 ± 10,59 mm foi reduzida para 7,11 ± 4,84 mm, e a distância média vertical foi reduzida de 14,79 ± 10,05 mm para 4,89 ± 6,21 mm, sendo essas reduções estatisticamente significativas (p < 0,001).
CONCLUSÃO As revisões de artroplastia do quadril comcopas de tântalo, associadas ou não a cunhas de adição, recuperaram de forma significativa o centro de rotação anatômico do quadril.


Palavras-chave: artroplastia de quadril; acetábulo; tântalo

Revisão de solturas assépticas acetabulares em artroplastias totais do quadril*

SÉRGIO NOGUEIRA DRUMOND; EDSON BARRETO PAIVA; MAURÍCIO DE BARROS OITICICA LIMA

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Os autores avaliaram 44 pacientes e 56 quadris submetidos a revisões das taças acetabulares para soltura em artroplastias totais do quadril. Foram usadas taças porosas rosqueadas de titânio revestidas de hidroxiapatita inseridas com adição de enxerto ilíaco autólogo. A duração média do acompanhamento foi de 30 meses, variando de seis a 70 meses. Os resultados clínicos foram satisfatórios em 50 quadris (89,3%). Os seis maus resultados foram devidos a soltura asséptica (cinco quadris) e metalose (um quadril), os quais necessitaram revisão adicional. Os resultados clínicos foram relacionados aos resultados radiográficos e subjetivos, havendo concordância entre eles. Procurou-se relacionar as variáveis com os achados clínicos e observou-se que, quanto maior o acompanhamento, maior o número de maus resultados (dado significante). Foi também observado que pacientes com artrose secundária, bem como os casos em que a taça foi colocada muito verticalizada, relacionaram-se com um número superior de maus resultados (esses dados não foram significantes). As complicações mais comuns foram migração da taça e luxação pós-operatória.

ENXERTO LIOFILIZADO HOMÓLOGO EM ARTROPLASTIAS DE REVISÃO EM QUADRIL

EDISON NOBORU FUJIKI; EMERSON KIYOSHI HONDA; WALTER YOSHINORI FUKUSHIMA; TAKECHI CHIKUDE; DORIAN RIKER DE MENEZES JR.; CARLOS ADRIANO PACHECO OLIVEIRA; DOUGLAS FERREIRA TELLES

Rev Bras Ortop. 2005;40(5):- - Artigo Original
Objetivo: Mostrar a osteointegração do enxerto liofilizado, do ponto de vista clínico-radiográfico, em revisão de artroplastia total de quadril. Material: Os autores estudaram oito pacientes com soltura asséptica e perda de estoque ósseo em artroplastia de quadril e que foram submetidos a cirurgia de revisão. Foram operados sete componentes acetabulares e cinco componentes femorais. A técnica utilizada foi o uso de enxerto liofilizado homólogo impactado. Os pacientes foram avaliados clínica e radiograficamente para estudar a osteointegração do enxerto liofilizado. O tempo de acompanhamento médio foi de 33 meses. Resultado: A osteointegração foi observada em três fêmures e quatro acetábulos. Na litera-tura, o uso de enxerto liofilizado é comum em cirurgias odontológicas; em cirurgias de revisão artroplásticas foi encontrada apenas uma citação. Conclusão: Apesar do pouco tempo de seguimento e o pequeno número de casos, o uso de enxerto liofilizado em cirurgias de revisão artroplástica pode ser uma opção viável. Descritores - Enxerto ósseo; artroplastia de quadril.

USO DE CONE DE METAL TRABECULAR TÂNTALO PARA TRATAMENTO DE DEFEITOS ÓSSEOS NA ARTROPLASTIA DE REVISÃO DO JOELHO

Alan de Paula Mozella; Ricardo R. Oliveiro; Hugo Alexandre de A. Barros Cobra

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):245-251 - Artigo Original
Objetivos:avaliar a técnica cirúrgica e determinar os resultados iniciais, com seguimento mínimo de dois anos, das revisões de artroplastia total do joelho nas quais cones de metal trabecular tântalo foram empregados peloCentrodeCirurgiado Joelhodo InstitutoNacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) ou na clínica privada dos autores de julho de 2008 a dezembro 2010. Métodos:foram incluídos no estudo 10 pacientes, prospectivamente em avaliac ¸ão clínica e radiográfica. Resultados:sete pacientes apresentaram evolução sem complicações relacionadas ao uso de cones de tântalo, cinco negam dor e todos deambulam sem necessidade de muletas. Em todos os casos, verificamos osteointegração dos cones de tântalo e não foi observada migração ou soltura de implantes, assim como osteólise. Conclusão:o uso de cones de metal trabecular tântalo para tratamento de defeitos ósseos tipo II ou III Aori apresenta-se capaz de prover suporte estrutural eficiente aos implantes protéticos de revisão em avaliação de curto seguimento. Descritores - Artroplastia do joelho Próteses e implantes Tântalo Osteointegração

A recuperação intraoperatória de células sanguíneas é eficaz em cirurgias de quadril?*

Nara Granja Nunes; José Alberto Alves Oliveira; Francisca Magna Prado Bezerra; Velma Dias do Nascimento; Danielle Maia Holanda Dumaresq; Manoel Cláudio Azevedo Patrocinio

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):377-381 - Artigo Original

OBJETIVO O estudo visa avaliar a eficácia da recuperação intraoperatória de sangue (RIOS) na redução de hemotransfusão alogênica em pacientes submetidos à cirurgia por fratura de fêmur e quadril.
MÉTODOS Coorte prospectiva com 38 pacientes submetidos a cirurgia traumatológica para fraturas em quadril e transtrocantéricas de fêmur, divididos em dois grupos em um hospital de ensino de agosto de 2015 a fevereiro de 2017. Pacientes com qualquer enfermidade ou condição infecciosa foram excluídos do presente estudo. O grupo RIOS (19 pacientes) recebeu sangue autólogo com a utilização de Cell Saver, enquanto o grupo controle (19 pacientes) recebeu apenas sangue alogênico, quando necessário.. Grupos comparados em relação ao gênero, idade na cirurgia, escala da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) (I, II ou III), uso intraoperatório da RIOS, volume sanguíneo reinfundido pela RIOS, parâmetros hematimétricos pré- e pós-operatórios, volume intra e pós-operatório de sangue alogênico transfundido. Dados processados no software SPSS Statistics for Windows, Versão 20.0 (IBM Corp, Armonk, NY, EUA).
RESULTADOS Sem diferenças significativas entre os grupos com as variáveis: idade, gênero e ASA. Percebeu-se que os valores finais de hemoglobina e hematócrito (no 1º dia de pós-operatório) foram mais elevados no grupo que utilizou o dispositivo (p < 0,05). Não houve redução significativa da transfusão alogênica intra e pós-operatória no grupo RIOS em comparação ao controle.
CONCLUSÕES O presente estudo constatou que a RIOS não foi eficaz em reduzir a transfusão alogênica no intra e pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia de fêmur transtrocantérica e de quadril.


Palavras-chave: quadril/cirurgia; fraturas do fêmur; transfusão de sangue autóloga; transfusão sanguínea.

Desgaste do polietileno nas artroplastias do quadril

FERNANDO PINA CABRAL; PAULO JOSÉ SILVA RAMOS; JORGE LUIZ PENEDO; EMÍLIO FREITAS; SÉRGIO CORTES DA SILVEIRA; ROBERTO FERES JUNIOR

Rev Bras Ortop. 1998;33(10):- - Artigo Original
Os autores avaliaram 79 pacientes submetidos a artroplastia total do quadril utilizando próteses de Charnley, AML e Parhofer, entre 1978 e 1992, quanto ao desgaste linear do polietileno. A técnica não digitalizada, utilizada pelos autores, permite erros em torno de 20%, o que é compatível com a literatura. O ângulo de inclinação acetabular parece ser prognóstico quanto ao desgaste do polietileno, assim como o off-set.

Pseudartrose pós-osteotomia do trocanter maior nas artroplastias totais do quadril *

PAULO G. C. DE ALENCAR; CELSO MARTINS PINTINHA; EDSON SHIGUEO KUWANO

Rev Bras Ortop. 1993;28(5):- - Artigo Original
A incidência de pseudartrose do trocanter maior devida à via de acesso para artroplastia total do quadril pela técnica de Charnley foi de 16 casos em 141 operações. Avaliamos 11 quadris para verificar o grau de deficiência funcional causado por essa complicação. O tempo de seguimento mínimo pós-operatório foi de quatro anos. De acordo com a classificação de Merle D`Aubig-né & Postel, a média de dor foi 5,0 (variando de 4 a 6), marcha 4,6 (de 3 a 6) e mobilidade 5,4 (de 3 a 6). Em sete quadris, a manobra de Trendelenburg foi positiva e, em quatro, negativa. Não houve diferença no resultado funcional devido à distância de separação entre o trocanter maior e o fêmur. Não houve complicações maiores nesses pacientes. A posição dos componentes acetabuIar e femoral estava dentro dos Iimites de normalidade. Não houve casos de soltura asséptica. A pseudartrose do trocanter maior não representou grande problema do ponto de vista funcional. A osteotomia do trocanter maior deve ser realizada sempre que houver dificuldade de exposição e permite um posicionamento adequado dos componentes da prótese.

Fraturas do fêmur no seguimento de artroplastias do quadril*

RUDELLI SERGIO ANDREA ARISTIDE, EMERSON HONDA, GIANCARLO POLESELLO, FLÁVIO BARBI FILHO, JOEL CAMPOS NETO, VALMIR FRANCISCO SAMPAIO

Rev Bras Ortop. 1998;33(4):- - Artigo Original

RESUMO

Foram estudadas 34 fraturas ipsilaterais do fêmur em pacientes com prótese do quadril acompanhados de 1973 a 1997. As hastes femorais foram divididas, no momento pré-fratura, em cimentada estável, cimentada instável, não cimentada estável e não cimentada instável. Após a análise individual do tratamento adotado para cada fratura e seu resultado, correlacionaram-se as condições de estabilidade prévia e tardia do implante femoral. Os resultados demonstraram que a estabilidade do implante relacionase diretamente com a predisposição para a fratura, mas não interfere em sua consolidação, independente do método terapêutico. Além disso, observou-se que a fratura não é fator desencadeante de soltura do componente femoral.

Revisão em prótese total do quadril*

HUMBERTO PAULO C. DE ALBUQUERQUE; PAULO CÉZAR VIDAL

Rev Bras Ortop. 1996;31(9):- - Artigo Original
A prótese de revisão é procedimento de alta complexidade que exige do cirurgião habilidade, experiência, paciência e conhecimentos profundos de anatomia, de fisiopatologia e de biomecânica. A cada dia, aumenta de maneira exponencial o número de pacientes que necessitam de uma revisão(19,20). A indicação, na maioria das vezes, resulta de falhas técnicas na primeira cirurgia, mais freqüentemente relacionadas com a cimentação imperfeita e com mau posicionamento dos componentes. Nas não cimentadas, erros equivalentes também são cometidos, principalmente na escolha dos componentes, com dimensões inadequadas e com contato deficiente das áreas de revestimento com osso endostal(1,3,7,23). A prótese de revisão deve sempre ser realizada por equipe bem treinada e que disponha de todos os materiais e equipamentos necessários e indispensáveis ao ato cirúrgico(1,23).

A INFLUÊNCIA DA VIA DE ACESSO NA LUXAÇÃO DAS ARTROPLASTIAS TOTAIS DO QUADRIL

José Ricardo Negreiros Vicente; André Fernandes Pires; Bruno Takasaki Lee; Marcos Camargo Leonhardt; Leandro Ejnisman; Alberto Tesconi Croci

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):504-507 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a ocorrência de luxação nas artroplastias totais do quadril não cimentadas, comparando-se os acessos posterior e lateral direto. Métodos: Estudo retrospectivo comparativo com 232 pacientes submetidos à artroplastia total do quadril não cimentada, por diagnóstico de osteoartrose primária e secundária, sendo 105 submetidos ao acesso posterior e 127 ao acesso lateral. O modelo protético utilizado foi único, assim como o protocolo de reabilitação e cuidados pós-operatórios. Foram verificados ocorrência de luxação, posicionamento acetabular e componentes utilizados. Resultados: Ocorreu um caso isolado de luxação no grupo do acesso lateral direto (0,8%) contra 0% no grupo de pacientes submetidos ao acesso posterior, sem diferença significativa (p = 1). A luxação ocorreu em uma paciente de 47 anos de idade, que foi tratada com redução incruenta sem recidiva da luxação após três anos e um mês de seguimento. O tempo de seguimento dos dois grupos variou entre seis e 42 meses, com média de 23,7 meses. Conclusão: Os autores concluem que a prevalência de luxação nas artroplastias totais do quadril é similar nos dois acessos estudados e que medidas educativas, técnica cirúrgica adequada e utilização de próteses com offsets maiores podem diminuir o risco dessa complicação. Descritores - Quadril; Artroplastia; Luxação do quadril.

VIA DE ACESSO ANTEROLATERAL MINIMAMENTE INVASIVA PARA AS ARTROPLASTIAS TOTAIS DE QUADRIL

Rogério Naim Sawaia; Antonio Felipe Martensen Galvão; Fernando Machado Oliveira; Guilherme Rondinelli Secunho; Geraldo Vilela Filho

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):183-188 - Artigo Original
 Objetivo: O estudo apresenta uma via de acesso anterolateral minimamente invasiva e verifica se esta via permite realizar a artroplastia total de quadril sem comprometer a qualidade do posicionamento dos implantes, mantendo-se a integridade da musculatura glútea. Método: Realizou-se um estudo retrospectivo de 260 pacientes, 18 bilateral perfazendo um total de 278 quadris, sendo 186 do sexo feminino e 74 masculino, com idade média de 62 anos, portadores de osteoartrose, submetidos à artroplastia total de quadril não cimentada, metal-metal ou metal-polietileno, no período de outubro de 2004 a dezembro de 2007. Utilizou-se uma via de acesso anterolateral minimamente invasiva, medindo aproximadamente 7 a 10cm variando de acordo com a massa corpórea e o tamanho da cabeça femoral. Os pacientes foram avaliados clinicamente quanto à idade, sexo, presença do sinal de Trendelenburg e, radiograficamente, quanto ao posicionamento acetabular e femoral. Resultados: Verificou-se uma inclinação acetabular entre 30° e 40° em 78 pacientes, entre 41° e 50° em 189, e 11 casos com 51° ou mais. Quanto ao posicionamento femoral na incidência anteroposterior obteve-se posição central em 209 casos, 41 em valgo e 28 em varo. No perfil, observaram-se 173 centrais, 67 anteriores e 38 posteriores. O tempo cirúrgico foi, em média, de 63 minutos. Como complicações, houve cinco casos de infecção, três casos de trombose venosa profunda, dois casos de luxação do quadril, 80 casos de alongamento de membros inferiores e cinco casos de encurtamento do membro operado. Verificou-se a presença de Trendelenburg em quatro casos, um dos casos com lesão do nervo glúteo superior. Conclusão: a via de acesso anterolateral minimamente invasiva permite realizar a artroplastia total de quadril sem comprometer o posicionamento dos implantes, mantendo a integridade da musculatura glútea.Descritores - Osteoartrite/cirurgia; Artroplastia de Quadril; Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos.

PLANEJAMENTO PRÉ OPERATÓRIO DE ARTROPLASTIAS TOTAIS PRIMÁRIAS DE QUADRIL UTILIZANDO RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS

Edson Hidenori Miashiro; Edson Noboru Fujiki; Eduardo Nagashigue Yamaguchi; Takeshi Chikude; Luiz Henrique Silveira Rodrigues; Gustavo Martins Fontes; Fausto Boccatto Rosa

Rev Bras Ortop. 2014;49(2):140-148 - Artigo Original
 Objetivos: apresentarummétodo analógico de planejamento pré-operatório de artroplastias totais primárias de quadril baseado na medida dos componentes pela sobreposição das transparências da prótese sobre a radiografia pré-operatória. E verificar a acurácia, tanto na previsão do tamanho do componente acetabular e do componente femoral usado como na restauração do offset e na correção das dismetrias. Métodos: entre março de 2005 e julho de 2009 foram analisadas 56 artroplastias totais primárias de quadril feitas em 56 pacientes no Hospital Estadual Mário Covas. As medidas dos componentes femorais e acetabulares obtidas no planejamento foram comparadas com as que foram usadas na cirurgia. Os offset medidos no planejamento pré-operatório foram comparados com os medidos na radiografia pós-operatória. A dismetria foi avaliada nos momentos pré e pós-operatórios. Resultados: foi observada uma acurácia de 78,6% (p < 0,001) na previsão do tamanho do componente acetabular e de 82,2% (p < 0,001) na previsão da haste femoral. Os offset medidos no planejamento pré-operatório foram estatisticamente semelhantes aos offset medidos na radiografia pós-operatória. No pós-operatório observamos a equalização absoluta em 48,2% dos casos. Em 87,5% a dismetria foi igual a ou menor do que 1 cm e em 69,6% foi igual a ou menor do que 0,5 cm. Conclusões: a acurácia foi de 78,6% e 82,2%, respectivamente, para os componentes acetabulares e femorais. Os offset planejados pré-operatório foram estaticamente semelhantes aos medidos na radiografia pós-operatória. Verificamos equalização absoluta em 48,2% dos casos. Descritores - Artroplastia de quadril Planejamento Quadril/radiografia

Osteólise e desgaste nos componentes acetabulares não cimentados nas artroplastias do quadril*

RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; EMERSON HONDA; GIANCARLO POLESELLO; LUIS ALFONSO SANTAMARÍA SALAS; MARCO ANTONIO PEDRONI

Rev Bras Ortop. 1996;31(12):- - Artigo Original
Entre 1986 e 1992 foram avaliados 135 quadris, submetidos a artroplastia total com componente acetabular não cimentado de Harris-Galante. Foram estudados osteólise localizada e desgaste do polietileno, relacionados com idade, diâmetro da cabeça do componente femoral, artroplastia primária ou revisão, componente femoral cimentado ou não e espessura do polietileno. Em 46% dos componentes acetabulares não cimentados, foi encontrada osteólise localizada. Não houve correlação significante com a quantidade de desgaste do polietileno e osteólise, em que, na maioria dos casos, a espessura do polietileno utilizado foi igual ou superior a 10mm. O desgaste do polietileno foi de 0,14 ± 0,02mm ao ano, superior às médias descritas na literatura para artroplastias cimentadas. A quantidade de desgaste do polietileno foi maior nas artroplastias com cabeça femoral de 28mm de diâmetro.

Caracterização de artroplastias de quadril e joelho e fatores associados à infecção

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):694-699 - Artigo Original
Objetivo: Caracterizar as artroplastias, calcular a taxa de infecção cirúrgica e identificarfatores de risco relacionados.Métodos: Estudo de coorte retrospectivo. Os dados das cirurgias feitas entre 2010 e 2012 foramcoletados em fontes documentais e analisados com auxílio de programa estatístico e testesexato de Fisher, t de Student e não paramétrico de Mann-Whitney e Wilcoxon.Resultados: Foram analisadas 421 artroplastias totais em 346 pacientes, 208 de joelho e 213de quadril; 18 (4,3%) pacientes infectaram; entre esses, 15(83,33%) foram reoperados e dois(15,74%) evoluíram para óbito. A prevalência de infecção em artroplastia total de quadrilprimária foi de 3%, em artroplastia total de joelho primária de 6,14% e em revisão de artro-plastia total de joelho de 3,45%; Staphylococcus aureus foi prevalente. O tempo de duração dacirurgia indicou uma tendência como fator de risco (p = 0,067).Conclusão: A prevalência de infecção em artroplastia total de joelho primária foi superior àsdemais e não foram identificados fatores de risco para infecção com significância estatística.

Perspectivas de recuperação do lesado medular

AMIR S. GEBRIN, ARMANDO S. CUNHA1, CIRO F. DA-SILVA, TARCÍSIO E.P. BARROS FILHO, RONALDO J. AZZE

Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
Ao contrário da grande capacidade de regeneração observada em nervos periféricos, a do tecido nervoso central adulto é mínima após trauma. Apesar dos rearranjos sinápticos subseqüentes ao trauma, lesões medulares resultam em déficits permanentes. Intervenções no microambiente neuronal são necessárias para promover regeneração e proteção de neurônios medulares lesados.

Prótese total do quadril: revisão dos conceitos atuais*

HUMBERTO PAULO C. DE ALBUQUERQUE; PAULO CÉZAR VIDAL

Rev Bras Ortop. 1995;30(4):- - Artigo Original
A prótese total do quadril é procedimento de alta complexidade, que tem como objetivos fundamentais eliminar a dor, corrigir a deformidade e restituir a função articular. Charnley (1961), com a publicação de seu trabalho, estabeleceu os fundamentos básicos, quando desenvolveu uma artroplastia com um componente femoral de metal e um componente acetabular de politetrafluoretileno, fixados ao tecido ósseo com o metilmetacrilato.

Cirurgias de salvamento do quadril em paralisia cerebral: Revisão Sistemática

Rafael Carboni de Souza; Marcelo Valentim Mansano; Miguel Bovo; Helder Henzo Yamada; Daniela Regina Rancan; Celso Svartma; Patrícia M. de Moraes Barros Fucs; Rodrigo Montezuma César de Assumpção

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):254-259 - Artigo de Revisão
O desequilíbrio e a espasticidade muscular, associados à coxa valga e à anteversão femo-ral persistente, comprometem o desenvolvimento do quadril na paralisia cerebral e podemresultar em dor crônica e até luxação. Alguns desses quadris são submetidos a cirurgias desalvamento decorrentes do grave impacto das suas alterações na qualidade de vida. Fizemosuma revisão sistemática da literatura para comparar os resultados das principais técnicasaplicadas para salvamento do quadril nesses indivíduos. A busca na literatura teve comofoco estudos que avaliaram resultados de cirurgias de salvamento do quadril em paralisiacerebral, publicados de 1970 a 2011, presentes nas bases de dados Embase, Medline, Pub-med, Scielo e Cochrane Library. Apesar de os resultados obtidos não serem estatisticamentecomparáveis, essa revisão sistemática demonstra que as cirurgias de salvamento do qua-dril devem ser indicadas após avaliação individual de cada paciente, decorrente do amploespectro de apresentações da paralisia cerebral. Logo, aparentemente, não há uma técnicacirúrgica superior às outras, mas sim indicações diferentes.

Avaliação clínica e radiográfica do componente acetabular nas artroplastias totais do quadril com a prótese não-cimentada de Spotorno*

WALBERTO KUSHIYAMA; AKIRA ISHIDA; GUSTAVO TRIGUEIRO

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Artigo Original
Foi avaliado, clínica e radiograficamente, em estudo retrospectivo, o componente acetabular em 32 artroplastias totais do quadril com a prótese não-cimentada de Spotorno® realizadas em 30 pacientes. Todos os procedimentos foram realizados com a mesma técnica cirúrgica pelo Setor de Patologias do Quadril Adulto da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp/EPM. Após seguimento médio de 86,1 meses (sete anos e dois meses), mínimo de 48 meses (quatro anos) e máximo de 132 meses (11 anos), foram obtidos os seguintes resultados: satisfatórios na opinião dos pacientes em 28 (87,5%) quadris, ausência de dor em 18 (56,3%) quadris e presença de dor leve, que não aparecia no repouso e nem interferia nas atividades diárias, em 14 (43,7%) quadris. Quanto ao resultado dos exames radiográficos, foi verificada a presença de osteopenia em 23 (71,9%) acetábulos e apenas um (3,1%) componente acetabular apresentou sinal radiológico sugestivo de soltura, sem relação com a posição do componente acetabular.

Estudo clínico e radiográfico do fêmur nas artroplastias totais do quadril com a haste não-cimentada de Spotorno*

GUSTAVO TRIGUEIRO; JOSÉ LAREDO FILHO; CARLOS FRANCISCO DE MOLLA; EDMILSON TAKEHIRO TAKATA

Rev Bras Ortop. 1999;34(2):- - Artigo Original
Os autores avaliam, em estudo prospectivo clínico e radiográfico, a haste de Spotorno em 47 artroplastias totais do quadril não-cimentadas, realizadas em 40 pacientes. Todos os procedimentos foram realizados por via lateral e mesma técnica cirúrgica. Após seguimento médio de seis anos e um mês, mínimo de cinco anos e três meses e máximo de sete anos, apresentam-se os resultados, em que a dor não foi relatada como importante por nenhum paciente; em 43 (91,5%) artroplastias, os pacientes estavam satisfeitos com o resultado da cirurgia; não se observou qualquer sinal de osteopenia em 11 (23,4%) exames radiográficos e não houve formação de pedestal em 36 (76,6%) fêmures. De acordo com a metodologia empregada, 8 (17,0%) componentes femorais apresentavam sinais sugestivos de soltura e 39 (83%) das 47 artroplastias foram consideradas satisfatórias.

Cirurgia ambulatorial no Centro de Ortopedia e Fraturas de Joinville

NISO BALSINI

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
O objetivo do trabalho é mostrar que a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior pode ser realizado em regime ambulatorial ou "day hospital" sem riscos para o paciente. O autor apresenta 61 casos de pacientes que foram submetidos à cirurgia dentro desse sistema. Demonstra que a modernização da técnica, via endoscopia, viabilizou o sistema ambulatorial pela diminuição da agressão cirúrgica e conseqüente diminuição de dor, sangramento e outras complicações. Estabelece protocolo, que é seguido em todas as cirurgias, e enfatiza a necessidade de ambiente cirúrgico bem organizado e aparelhado, principalmente com relação à anestesia e esterilização do material. Define as principais vantagens encontradas com a utilização do regime ambulatorial para a reconstrução do LCA, dentro de um período de experiência pessoal de três anos, entre as quais a boa aceitação do sistema pelo paciente, o ambiente agradável também para o cirurgião e a diminuição do custo operacional.

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