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Busca por: A relação do escore de Lee com a mortalidade pós-operatória em pacientes com fraturas de fêmur proximal*

A relação do escore de Lee com a mortalidade pós-operatória em pacientes com fraturas de fêmur proximal*

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra; Luiz Giglio; João Mauro Mendina Morais; Giovanna Labatut; Monica Cavanus Feijó; Carlos Eduardo Peixoto Kayser

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):387-391 - Artigo Original

OBJETIVO Verificar o valor preditivo do escore de Lee para a mortalidade no primeiro ano pós operatório de fraturas de fêmur proximal. O estudo também avaliou a capacidade preditiva isolada de outras variáveis.
MÉTODO Uma amostra de 422 pacientes com fraturas do fêmur proximal submetidos a cirurgia foi avaliada neste estudo. Os dados foram coletados por meio de revisão de prontuários, consultas presenciais e contatos telefônicos.
RESULTADOS O escore de Lee foi aplicado em 99,3% dos pacientes com fraturas de fêmur proximal submetidos a tratamento cirúrgico. A taxa de mortalidade da amostra foi de 22%, a maioria classificada como classe I de risco. O escore de Lee não apresentou associação significativa com a mortalidade (p = 0,515). Os valores elevados de creatinina sérica (p = 0,001) e a idade (p = 0,000) estiveram diretamente associados com o desfecho de morte.
CONCLUSÕES O escore de Lee não é preditivo para a mortalidade em um período de um ano após cirurgia de fraturas de fêmur proximal; entretanto, observou-se significância estatística entre a idade e a dosagem sérica da creatinina, isoladamente, com o desfecho de morte.


Palavras-chave: fraturas do fêmur/etiologia; fraturas do fêmur/cirurgia; fraturas do fêmur/mortalidade; complicações pós-operatórias.

CORRELAÇÃO ENTRE TEMPO PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO E MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR

Gustavo Gonçalves Arliani; Diego da Costa Astur; Glauber Kazuo Linhares; Daniel Balbachevsky; Hélio Jorge Alvachian Fernandes; Fernando Baldy dos Reis

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):189-194 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo primário do estudo é analisar a possível associação entre o atraso para a realização do tratamento cirúrgico e mortalidade em pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram estudados 269 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (fraturas do colo do fêmur e fraturas intertrocanterianas), tratadas cirurgicamente no Hospital São Paulo - Unifesp-SP, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007. Foram analisados e comparados com a literatura referente ao assunto os seguintes atributos: sexo, idade, tipo de fratura, classificação da mesma, lado acometido, síntese utilizada, mecanismo de trauma, tempo de internação, tempo para cirurgia, comorbidades associadas, hemograma de entrada, tipo de anestesia, necessidade de transfusão sanguínea, dia da semana e estação do ano da fratura. Resultados: O estudo apresentou correlação entre maior número de comorbidades clínicas, maior tempo de internação e utilização de anestesia geral na cirurgia com maior mortalidade dos pacientes. Conclusão: Não houve associação entre tempo para realização da cirurgia e mortalidade.Descritores - Fraturas do Fêmur; Mortalidade; Estudos Retrospectivos.

FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS: INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E MORTALIDADE EM UM ANO

ULISSES CUNHA; MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):195-199 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o grau de independência funcional e a mortalidade um ano após acidente que vitimou idosos que sofreram fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram incluídos, inicialmente, 190 pacientes (142 mulheres e 48 homens; média de idade de 79 anos). Foi realizada avaliação geriátrica global conjuntamente com a equipe de ortopedia. Resultados: Houve perda de seguimento de 37 pacientes; 153 foram reavaliados um ano após fratura. A mortalidade em um ano foi de 25%; peroperatória, 0%; pós-operatória imediata, 2,1%. Após um ano, 1/3 da amostra apresentava algum grau de dependência funcional. À internação, detectou-se alta taxa de co-mor-bidades clínicas, neuropsíquicas (depressão e demência) e consumo de vários fármacos. Conclusões: Este estudo res-salta a importância da fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos no que concerne à alta mortalidade e à perda funcional em um ano. A alta associação de comorbidades e consumo de vários fármacos destaca a necessidade de abordagem conjunta ortopédica e geriátrica, iniciando-se no pré-operatório e estendendo-se até a alta hospitalar. Os fatores que constituem barreiras à reabilitação devem ser identificados e tratados.Descritores - Fraturas do femur/mortalidade; Fraturas do femur/epidemiologia; Idoso; Morbidade.

A cirurgia precoce nas fraturas do fêmur proximal em idosos reduz a taxa de mortalidade?*

Igor Pellucci Pinto; Luis Felipe Brandt Ferres; Guilherme Boni; Guilherme Guadagnini Falótico; Maurício de Moraes; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):392-395 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar se a redução no tempo de espera para cirurgia ortopédica nos pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur impacta na redução da mortalidade intra-hospitalar, da mortalidade em 6 meses de seguimento, e na redução do tempo de internação hospitalar.
MÉTODOS Trabalho de coorte retrospectiva fundamentado na análise de prontuários de 81 pacientes internados com diagnóstico de fratura transtrocanteriana ou subtrocanteriana do fêmur, e submetidos a tratamento cirúrgico em 2015 e 2016 em um hospital de referência no atendimento ao trauma, antes e após a implantação de protocolo para cirurgia em até 48 horas.
RESULTADOS Observou-se redução do tempo médio de internação de 17 para 11 dias após a implantação do protocolo. Com relação à mortalidade intra-hospitalar, cinco pacientes faleceram antes da implantação do protocolo, e cinco, após a implantação do protocolo. Referente à mortalidade extra-hospitalar, avaliada em 6 meses de pós-operatório, observou-se uma redução de 26,7% para 19,4%. Os resultados não apresentaram significância estatística.
CONCLUSÃO O presente estudo demonstrou que existe uma tendência à redução do tempo de internação hospitalar e da mortalidade em 6 meses quando a cirurgia para tratamento de fraturas do fêmur proximal no idoso é feita em até 48 horas de internação hospitalar.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso; ortopedia.

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

Epidemiologia das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes idosos

Daniel Daniachi; Alfredo dos Santos Netto; Nelson Keiske Ono; Rodrigo Pereira Guimarães; Giancarlo Cavalli Polesello; Emerson Kiyoshi Honda

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Estudo epidemiológico das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes ido-sos, tratados em hospital-escola na região central de São Paulo.Métodos: Pacientes a partir 60 anos atendidos no período de um ano. Questionário foielaborado com informações sociodemográficas básicas, comorbidades apresentadas emedicações em uso. Foram avaliadas circunstâncias da fratura e suas características, trata-mento instituído e taxa de mortalidade intra-hospitalar.Resultados: Os 113 pacientes incluídos no estudo apresentavam 79 anos em média.A proporção entre os sexos foi de três mulheres para cada homem. Somente 30,4% dospacientes relataram osteoporose e somente 0,9% tratavam a doença. Trauma de baixa ener-gia foi a causa de 92,9% das fraturas. Fraturas do colo do fêmur representaram 42,5% dasfraturas e trocantéricas 57,5%. Cinco pacientes não foram operados, 39 foram submetidos asubstituição articular e 69 foram submetidos a osteossíntese. O tempo médio de internaçãofoi de 13,5 dias e de espera até a cirurgia sete dias. A taxa de mortalidade intra-hospitalarfoi de 7,1%.Conclusão: Pacientes atendidos na instituição apresentam perfil epidemiológico semelhanteàqueles encontrados em literatura nacional. Insuficiência renal crônica é um fator signifi-cativo para mortalidade intra-hospitalar. Medidas preventivas como diagnóstico precoce etratamento da osteoporose e prática regular de atividades físicas não são adotadas.

Análise da morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas cirurgicamente com haste intramedular de fêmur proximal*

Sidney Quintas; Jacques Charlab; Max Ramos; Henrique Mansur

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):396-401 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar a morbimortalidade dos pacientes com fraturas peritrocantéricas tratadas com haste intramedular e sua relação com o tempo de internação, com o tempo para fazer o procedimento cirúrgico, e com as comorbidades dos pacientes.
MÉTODOS Foi feito um estudo observacional, analítico e retrospectivo por meio da avaliação dos prontuários de 74 pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de fraturas peritrocantéricas com haste intramedular de fêmur proximal de 2011 a 2014 em uma unidade hospitalar.
RESULTADOS A idade média no momento da ocorrência da fratura foi de 79,7 anos, e o tempo de internação total médio foi de 16,7 dias, com média de 11,3 dias até a cirurgia e 5,4 dias da cirurgia à alta. A incidência de complicações na internação no grupo com idade ≥ 78,5 anos foi de 47,6%, enquanto no grupo mais novo ela foi de 19,4% (p = 0,013). A incidência de complicações na internação no grupo que fez a cirurgia após 6 dias foi significativamente maior (42,9%; p = 0,019). Observou-se também que a incidência de complicação na internação está significativamente associada ao risco cirúrgico de grau ≥ 3 (p = 0,001) e à diabetes mellitus (p = 0,001).
CONCLUSÃO As complicações relacionadas às fraturas peritrocantéricas estão significativamente associadas ao risco cirúrgico elevado (graus 3 e 4), diabetes mellitus, idade (> 78,5 anos) e tempo de internação pré-operatório prolongado (> 6 dias).


Palavras-chave: fraturas do fêmur/epidemiologia; morbimortalidade; fixação intramedular de fraturas.

Estado nutricional e resposta de fase aguda em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur*

DANIEL FERREIRA DA CUNHA, SELMA FREIRE DE CARVALHO DA CUNHA, PAULO EDUARDO PILOTO, NILO PEANHA DOS SANTOS, JOS WAGNER DE BARROS3

Rev Bras Ortop. 1998;33(4):- - Artigo Original

RESUMO

Avaliou-se o estado nutricional de 19 pacientes recémhospitalizados por fratura no terço proximal do fêmur (menos de 48 horas), por meio de antropometria e exames laboratoriais. Foi definida subnutrição protéico-ener-gética pelo índice da massa corporal (IMC) < 18,5kg/m2 e, a resposta de fase aguda, pelo desenvolvimento progressivo de anemia, hipoalbuminemia, diminuição nos níveis de proteínas totais e aumento dos níveis de globulinas, observados em todos os casos. Conclui-se que a subnutrição é comum em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur, observada em 42% dos casos, e que o desenvolvimento da resposta de fase aguda na primeira semana pós-internação pode piorar as condições nutricionais.

Análise do risco do escorregamento epifisário femoral proximal contralateral pelo escore de Oxford modificado

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):562-566 - Artigo Original
Objetivo: Determinar a aplicação do escore de Oxford modificado em pacientes com escorre-gamento epifisário femoral proximal (EEFP) no auxílio da indicação do tratamento cirúrgicoprofilático dos quadris contralaterais.Métodos: Análise retrospectiva dos prontuários dos pacientes atendidos na instituição naqual os autores trabalham. Foram selecionados aqueles com um tempo de seguimentomínimo de dois anos, atendidos de 2008 até 2011, que apresentaram EEPF unilateral. Os cri-térios de exclusão foram pacientes com doença endócrina ou metabólica, síndrome de Downe aqueles com radiografias inadequadas para determinar a pontuação no escore de Oxfordmodificado. As radiografias iniciais receberam uma pontuação que varia de 16 a 26. A aná-lise estatística foi usada para determinar se a pontuação foi preditiva do desenvolvimentofuturo de deslizamento contralateral.Resultados: Dos 15 pacientes selecionados com EEFP unilateral, cinco (33,3%) evoluírampara o escorregamento contralateral. Os pacientes foram divididos em dois grupos, qua-tro pacientes foram considerados de risco e desses três desenvolveram o escorregamentocontralateral. No grupo sem risco havia 11 pacientes, dois evoluíram para o escorregamentocontralateral. Nota-se assim uma tendência de que pacientes do grupo que desenvolveu adoença difiram do grupo que não desenvolveu em relação à classificação de risco.Conclusão: Apesar de na nossa amostra a aplicação do escore de Oxford modificado não tersido estatisticamente significativa, notamos uma tendência para o escorregamento contra-lateral nos quadris com escore baixo.

ESTUDO DA APLICABILIDADE DO ESCORE DE TOKUHASHI MODIFICADO NOS PACIENTES TRATADOS CIRURGICAMENTE DE METÁSTASES VERTEBRAIS

Jeferson Luis Mattana; Rosyane Rena de Freitas; Glauco José Pauka Mello; Mário Armani Neto; Geraldo de Freitas Filho; Carolina Bega Ferreira; Carolina Novaes

Rev Bras Ortop. 2011;46(4):424-430 - Artigo Original
Objetivo: Apresentar os resultados obtidos no tratamento dos pacientes com metástases vertebrais, tratados cirurgicamente, comparando-os com o escore de Tokuhashi modificado, a fim de validar a aplicabilidade deste escore na predição prognóstica e na escolha terapêutica cirúrgica. Métodos: Estudo retrospectivo de 157 pacientes tratados cirurgicamente por metástase vertebral no Hospital Erasto Gaertner em Curitiba. O escore de Tokuhashi foi aplicado, retrospectivamente, em todos os pacientes. O tempo de sobrevida real dos pacientes foi comparado com o tempo de sobrevida esperado pelo escore de Tokuhashi. Resultados: Foram estudados 82 pacientes do sexo feminino e 75 do masculino. O local do tumor primário mais frequente foi a mama. A região torácica foi acometida em 66,2%, lombar em 65,6%, cervical em 15,9% e sacral em 12,7%. Todos os pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico. A indicação mais frequente do tratamento foi dor intratável (89,2%). Houve melhora parcial ou total na maioria dos casos (52,2%). Dos 157 casos estudados, 86,6% evoluíram a óbito, sendo o tempo máximo de sobrevida de 13,6 anos, o mínimo de três dias e o médio de 13,2 meses. A pontuação dos casos operados segundo Tokuhashi apresentou a seguinte frequência: até 8 pontos, 111 casos; de 9 a 11 pontos, 43 casos e de 12 a 15 pontos, três casos. O tempo médio de sobrevida em meses para todos os 157 pacientes segundo o escore de Tokuhashi foi: de 0 a 8 pontos, 15,4 meses; de 9 a 11 pontos, 11,4 meses; e de 12 a 15 pontos, 12 meses. Conclusão: Diferente da conduta não cirúrgica preconizada por Tokuhashi para os pacientes de pontuação mais baixa, em nosso estudo, este mesmo grupo foi encaminhado à cirurgia com resultados melhores do que os pacientes não operados referidos por Tokuhashi.Descritores - Metástase Neoplásica; Coluna Vertebral; Sobrevida.

COMPARAÇÃO ENTRE RESULTADOS DE RADIOGRAFIA SIMPLES, PRÉ E PÓS OSTEOTOMIA DE SALTER, EM PACIENTES PORTADORES DA DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES

Hugo Futoshi Toma; Thiago de Almeida Oliveira Felippe Viana; Rostanda Mart Meireles; Isabel Moreira Borelli; Francesco Camara Blumetti; Eduardo Shoiti Takimoto; Eiffel Tsuyoshi Dobashi

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):488-493 - Artigo Original
Objetivos: Determinar em pacientes com doença de Legg-Calvé-Perthes (DLCP) submetidos à osteotomia de Salter se as variáveis clínicas e as classificaç ões pré-operatórias se correlacionam com o resultado radiográfico na maturidade esquelética.Métodos: Neste estudo de coorte retrospectivo foram avaliados 47 indivíduos portadores da DLCP tratados com osteotomia de Salter (1984-2004). Os pacientes foram avaliados de acordo com sexo, cor, lado acometido e idade em que foi feita a osteotomia. As radiografias pré--operatórias foram analisadas de acordo com as classificaç ões de Waldenström, Catterall, Laredo e Herring. As radiografias obtidas na maturidade esquelética foram classificadas segundo o método de Stulberg.Resultados: A média da idade no momento do tratamento cirúrgico foi de 82,87 meses (6,9 anos). A idade apresentou correlação estatisticamente significativa com os graus de Stulberg na maturidade esquelética (p < 0,001). Pacientes acima de 6,12 anos tendem a apresentar resultados menos favoráveis. As variáveis sexo, cor e lado acometido não apresentaram correlação estatisticamente significativa com o prognóstico (p = 0,425; p = 0,467; p = 0,551, respectivamente). Apenas a classificação de Laredo apresentou correlação estatisticamente significante com o resultado final dado pela classificação de Stulberg (p = 0,001). As demais classificaç ões usadas, Waldenström, Caterall e Herring, não apresentaram correlação entre o momento em que foi indicada a cirurgia e o resultado pós-operatório.Conclusões: A idade em que os pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico e os grupos da classificação de Laredo foram as únicas variáveis que apresentaram correlação significativa com a classificação de Stulberg.Descritores - Doença de Legg-Calve-Perthes Radiografia Classificação Criança

A fratura do colo do fêmur como fator de maior morbidade e mortalidade*

ALCY VILAS BOAS JR.; JAMIL SONI; SRGIO ROBERTO FRATTI; PAULO CSAR J. KANTOVITZ; ROBERTO MELO DE SOUZA FILHO; EDGAR BEZERRA VALENTE NETTO

Rev Bras Ortop. 1998;33(6):- - Artigo Original
Os pacientes com fratura do colo do fêmur têm índice de mortalidade aumentado, durante o primeiro ano do tratamento ortopédico. Incidência variável de complicações e limitações funcionais nesse período têm sido avaliadas por diversos trabalhos e relacionadas aos índices de mortalidade e morbidade desses pacientes. Os autores confrontam esses índices com as condições fisiológicas préoperatórias de 31 pacientes admitidos em período de 12 meses com fratura de colo de fêmur, acompanhados por média de 15 meses após o tratamento, e questionam sua influência na qualidade de vida, mortalidade e morbidade. A avaliação pré-operatória foi baseada no Scoring System of Hip Fractures, no qual a capacidade deambulatória, a independência domiciliar, o grau de osteoporose, o nível de cognição e as condições clínicas pré-operatórias proporcionam um escore. Os pacientes com 20 pontos ou mais eram considerados em boas condições gerais e os com pontuações menores tinham piores condições pré-ope-ratórias. A incidência de mortalidade obtida neste estudo foi de 32%, com um escore fisiológico pré-operatório médio de 16,5 pontos, contrastando com o escore médio de 20,72 pontos para os pacientes que não foram a óbito. Os autores constatam a importante influência do estado préoperatório no prognóstico, morbidade e mortalidade dos pacientes com fratura de colo de fêmur. Admitem que a fratura é um fator que se associa às condições gerais desses indivíduos, não sendo uma causa isolada de mortalidade e morbidade.

Fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fraturas de fêmur

Léo Graciolli Franco; Amanda Loffi Kindermann; Lucas Tramujase Kelser de Souza Kock

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):509-514 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os fatores associados à mortalidade em idosos hospitalizados por fratura de fêmur em um hospital unicêntrico regional. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Foram selecionados, por meio do prontuário eletrônico, pacientes internados com diagnóstico de fratura de fêmur (CID S72) com 60 anos ou mais de 2008 a 2013. Resultados: Foram avaliados 195 indivíduos com idade média de 78,5 ± 9,6 e o gênero feminino foi mais prevalente (68,2%). O principal mecanismo de queda foi o de baixa energia (87,2%), a feitura de cirurgia foi de 93,3%, o tempo de internação médio foi de 13,6 ± 7,5 dias, o tempo de espera para a cirurgia médio foi de 7,7 ± 4,2 dias. A prevalência de mortalidade foi de 14,4%, ocorreu principalmente nos indivíduos mais idosos (p = 0,029), com leucocitose (p < 0,001), com necessidade de cuidados intensivos (p < 0,001) e que não foram submetidos a cirurgia (p < 0,001). A sobrevida média foi significativamente maior nos pacientes submetidos a cirurgia e inversamente nos pacientes que necessitaram da unidade de terapia intensiva. Conclusão: As mulheres predominaram nas internações e o grau de leucocitose associado a idade avançada apresentou relação com a mortalidade, independentemente do tipo de lesão e procedimento cirúrgico. Ainda devem ser feitos mais estudos para avaliar outros fatores associados à mortalidade.

Estudo sobre a mortalidade de pacientes com fratura da coluna cervical durante o período de hospitalização*

ARNÓBIO ROCHA OLIVEIRA; OSMAR AVANZI

Rev Bras Ortop. 2002;37(3):- - Artigo Original
Os autores estudaram a mortalidade nos pacientes com fratura da coluna cervical, durante o período de internação, no Pavilhão "Fernandinho Simonsen" da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, entre os anos de 1981 e 1999. Do total de 87 pacientes avaliados, 19 apresentaram óbito no ambiente hospitalar, sendo observada taxa de mortalidade de 21,8%. Dentre as variáveis analisadas destacaram-se a incidência quanto ao sexo e a idade, a etiologia do trauma, o tempo entre o acidente e a internação, o tipo de fratura cervical, os achados do exame neurológico, a presença de lesões associadas ou doenças pregressas, o tipo de tratamento realizado, a necessidade de cuidados no centro de terapia intensiva e as complicações ocorridas no ambiente hospitalar. Os autores concluíram que o principal fator de risco, responsável pela alta taxa de mortalidade nos pacientes com fratura da coluna cervical, é a presença de grave comprometimento da função neurológica.

Comorbidades, intercorrências clínicas e fatores associados à mortalidade em pacientes idosos internados por fratura de quadril

Stephanie Victoria Camargo Leão Edelmuth; Gabriella Nisimoto Sorio; Fabio Antonio Anversa Sprovieri; Julio Cesar Gali; Sonia Ferrari Peron

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):543-551 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as comorbidades e as intercorrências clínicas e determinar os fatores associados à mortalidade de pacientes idosos internados por fratura de quadril em um hospital público de atenção terciária.
MÉTODOS: Neste estudo coorte retrospectivo, foram revisados 67 prontuários médicos de pacientes com idade igual ou maior que 65 anos, admitidos em nossa instituição por fratura de quadril, no período entre janeiro a dezembro de 2014. Foram avaliados os intervalos de tempo entre a fratura e admissão hospitalar e entre essa e o procedimento cirúrgico, o tempo total de internação, a presença de comorbidades, as intercorrências clínicas, o tipo de procedimento ortopédico adotado, o risco cirúrgico, o risco cardíaco e o desfecho de alta.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77,6 anos, com predominância do sexo feminino (64,1%). A maioria dos pacientes (50,7%) tinha duas ou mais comorbidades. As principais intercorrências clínicas durante a internação foram distúrbios cognitivo-comportamentais e infecções respiratórias e do trato urinário. Os intervalos de tempo entre fratura e internação e entre essa e a cirurgia foram superiores a sete dias na maioria dos casos. A taxa de mortalidade durante a internação foi de 11,9% e esteve diretamente vinculada à presença de infecções no período hospitalar (p = 0,006), ao intervalo de tempo entre a internação e a cirurgia superior a sete dias (p = 0,005), ao escore de Goldman igual a III (p = 0,008) e à idade igual ou superior a 85 anos (p = 0,031).
CONCLUSÃO: Pacientes com fraturas do quadril geralmente apresentam comorbidades, estão predispostos a intercorrências clínicas e têm uma taxa de mortalidade de 11,9%.


Palavras-chave: Idosos; Fraturas do quadril; Cirurgia ortopédica.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ"*

RONALDO OLIVEIRA LOMELINO; GERALDO MOTTA FILHO; PAULO CEZAR SCHOTT; HUMBERTO MAURO MENDES

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Foram avaliados retrospectivamente 29 quadris de 21 pacientes que apresentavam epifisiolistese proximal do fêmur tratada por fixação in situ entre 1988 e 1993. Eram dez do sexo masculino e onze do feminino e tiveram seguimento clínico e radiológico médio de três anos e nove meses. O critério clínico de Heyman e Herndon foi utilizado para a determinação da qualidade dos resultados. Quatorze pacientes foram classificados como excelentes e bons. Necrose avascular ocorreu em dois pacientes, um agudo e o outro crônico. Um paciente apresentou condrólise, bilateral, tendo sido um lado operado e o outro, não. Ocorreu aumento do grau de escorregamento da epífise femoral proximal em dois pacientes.

EPIFISIÓLISE PROXIMAL DO FÊMUR E HIPOTIREOIDISMO SUBCLÍNICO

Grasiele correa de Mello, Gabriela Grossi, Silvio Prereira Coelho

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):- - Relato de Caso

RESUMO

A epifisiólise proximal do fêmur (EPF) é uma doença ortopédica prevalente na adolescência, porquanto esta coincide com o momento de maior crescimento das estruturas osteomusculares. Curiosamente, alguns pacientes apresentam esta patologia precocemente e esse desfecho converte para a possível explicação etiológica de que o escorregamento ocorreria pelo estirão de crescimento. Para esses pacientes, a gênese do escorregamento ainda não foi elucidada; todavia, as afecções endocrinológicas vêm sendo assinaladas como possíveis causas. Na tentativa de reforçar a teoria da etiologia endocrinológica e apresentar os resultados do tratamento cirúrgico para essa patologia, os autores relatam neste artigo o caso de um paciente do sexo masculino, de nove anos e três meses de idade com EPF e hipotireoidismo subclínico, diagnosticado e tratado no Hospital Universitário de nossa instituição.

Descritores - Epífise Deslocada; Hipotireoidismo; Parafusos Ósseos; Criança.

Mortalidade em um ano de pacientes idosos com fratura do quadril tratados cirurgicamente num hospital do Sul do Brasil

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra; Roberto Deves Viana; Liégenes Feil; Eduardo Terra Feron; Jonathan Maboni; Alfonso Soria-Galvarro Vargas

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):17-23 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar a mortalidade, em um ano de seguimento, de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur submetidos a procedimento cirúrgico no hospital universitário da nossa instituição. Método: Foram revisados 213 prontuários de pacientes internados com 65 anos ou mais, conforme a ordem de admissão no Serviço de Ortopedia e Traumatologia de janeiro de 2012 a agosto de 2013. Resultados: A taxa de mortalidade em um ano foi de 23,6%. A mortalidade foi maior em mulheres, numa proporção 3:1. Anemia (p = 0,000) e demência (p = 0,041) estiveram significativamente associadas ao grupo óbito. Pacientes que permaneceram internados por até 15 dias e os que tiveram alta hospitalar em até sete dias após a cirurgia apresentaram um aumento na sobrevida. Conclusão: Em nossa amostra de pacientes com fratura de fêmur submetidos a procedimento cirúrgico, a taxa de mortalidade foi de 23,6%; as principais comorbidades associadas a esse desfecho foram anemia e demência.

Morfologia radiográfica de quadril e pelve e sua relação com fraturas proximais do fêmur*

ROBERTO S. T. CANTO; MARCOS A. SILVEIRA; ALESSANDRO S. ROSA; LEANDRO C. GOMIDE; MARIO A. BARAÚNA

Rev Bras Ortop. 2003;38(1/2):- - Artigo Original
Os dados apresentados nesta pesquisa são o resultado do estudo de radiografias padronizadas da pelve de 126 pacientes, realizadas em um período de dois anos. As imagens foram dividas em três grupos. O primeiro grupo constitui-se das imagens de pacientes com fratura do colo femoral, o segundo com fraturas transtrocanterianas e o terceiro, de pacientes com história de queda da própria altura sem apresentar fratura do quadril. A média de idade foi de 75,3 anos, variando de 66 a 96 anos. Nas radiografias, foram mensurados o comprimento axial do quadril, o ângulo cervicodiafisário, a distância entre as lágrimas acetabulares e a distância entre os grandes trocanteres. Os dados foram submetidos à análise estatística, comparando as medidas obtidas com a incidência de fraturas, relacionando-as ao grupo controle (sem fratura). Os parâmetros radio gráficos foram também comparados dentro de cada grupo, em busca por significância. O ângulo cervicodiafisário aumentado e a distância entre as lágrimas acetabulares foram estatisticamente significantes em relação à incidência de fraturas. Entretanto, o comprimento axial do quadril não teve correlação estatística com incidência de fraturas da extremidade proximal do fêmur.

OSTEOTOMIA TRIPLANAR NO TRATAMENTO DO ESCORREGAMENTO EPIFISÁRIO PROXIMAL DO FÊMUR

LEANDRO ALBUQUERQUE LEMGRUBER KROPF; CELSO BELFORT TIZZI JÚNIOR; BRUNO TAVARES RABELLO; FERNANDOPINA CABRAL; JORGE PENEDO; EMÍLIO FREITAS; MARCO BERNARDO CURY FERNANDES; EDUARDO REGADO RINALDI

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):399-405 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente os resultados da osteotomia triplanar intertrocantérica no tratamento dos pacientes com escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 25 quadris, de 23 pacientes submetidos à osteotomia triplanar intertrocantérica no período de 1987 a 2003, que apresentavam escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico (EEPF). Dezesseis pacientes eram do sexo masculino e sete do feminino, com média de idade de 14 anos e um mês, que tiveram seguimento clínico e radiológico médio de nove anos e três meses. A cirurgia foi realizada em pacientes com escorregamento moderado ou grave segundo a escala de Southwick (média de 57o). Resultados: A classificação clínica e radiológica de Southwick foi utilizada na avaliação dos resultados e obtiveram-se 84% de resultados excelentes e bons nos critérios clínicos dor e função e 72% de resultados excelentes e bons no critério radiológico, com avaliação final de 76% de resultados excelentes e bons. Dos quatro resultados ruins verificados, dois apresentaram condrólise e dois evoluíram com degeneração articular. Não foi observado qualquer caso de necrose avascular. Conclusão: A osteotomia tridimensional intertrocantérica é boa opção de tratamento para os casos de EEPF com deslizamento maior de 30o, com resultados clínicos e radiográficos bons e excelentes em 76% dos pacientes.Descritores - Osteotomia; Epífise deslocada /cirurgia; Resultado de tratamento.

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