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Busca por: Avaliação do perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal por mecanismo de baixa energia*

Avaliação do perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal por mecanismo de baixa energia*

Marcelo Baggio; Daniel Teixeira de Oliveira; Renato Locks

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):382-386 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar o perfil laboratorial de idosos com fratura de fêmur proximal e verificar a relação dos dados com o desfecho da própria fratura e com o desfecho óbito.
MÉTODOS Estudo transversal de pacientes admitidos na emergência ortopédica de um hospital referência, entre os meses de fevereiro e abril de 2017, com fratura de fêmur proximal, por mecanismo de baixa energia, sendo coletados exames laboratoriais e de imagem. Foram excluídos do estudo pacientes com suspeita ou confirmação de fratura patológica.
RESULTADOS Foram avaliados 66 indivíduos, sendo 44 mulheres, todos com idade superior a 60 anos. A fratura transtrocantérica apresentou maior incidência no estudo (36). Alterações do hormônio da paratireoide (PTH) e da albumina foram significativos para óbito (p ≤ 0,05). O tempo de internação não foi fator significativo para óbito.
CONCLUSÕES Alterações laboratoriais não estavam relacionadas ao desfecho de óbito. A albumina pode estar relacionada ao risco de óbito. Nenhum resultado laboratorial foi apontado como facilitador na geração de fraturas de fêmur proximal. Mais estudos são necessários para poder entender melhor a influência do quadro laboratorial do paciente na ocorrência de fraturas e suas consequências.


Palavras-chave: mortalidade; fraturas do quadril; vitamina D; albuminas; cálcio.

FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS: INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E MORTALIDADE EM UM ANO

ULISSES CUNHA; MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):195-199 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o grau de independência funcional e a mortalidade um ano após acidente que vitimou idosos que sofreram fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram incluídos, inicialmente, 190 pacientes (142 mulheres e 48 homens; média de idade de 79 anos). Foi realizada avaliação geriátrica global conjuntamente com a equipe de ortopedia. Resultados: Houve perda de seguimento de 37 pacientes; 153 foram reavaliados um ano após fratura. A mortalidade em um ano foi de 25%; peroperatória, 0%; pós-operatória imediata, 2,1%. Após um ano, 1/3 da amostra apresentava algum grau de dependência funcional. À internação, detectou-se alta taxa de co-mor-bidades clínicas, neuropsíquicas (depressão e demência) e consumo de vários fármacos. Conclusões: Este estudo res-salta a importância da fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos no que concerne à alta mortalidade e à perda funcional em um ano. A alta associação de comorbidades e consumo de vários fármacos destaca a necessidade de abordagem conjunta ortopédica e geriátrica, iniciando-se no pré-operatório e estendendo-se até a alta hospitalar. Os fatores que constituem barreiras à reabilitação devem ser identificados e tratados.Descritores - Fraturas do femur/mortalidade; Fraturas do femur/epidemiologia; Idoso; Morbidade.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E CAUSAS DA FRATURA DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS

José Soares Hungria Neto ; Caio Roncon Dias ; José Daniel Bula de Almeida

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):660-667 - Artigo Original
 ObjetivoO custo social e econômico das fraturas da região proximal do fêmur é elevado e decorre, dentre outros fatores, da morbimortalidade da própria fratura. Apesar de sua importância, estudos envolvendo esse tema ainda são escassos no Brasil. Esse foi um estudo retrospectivo, observacional, transversal (ecológico) com objetivo de traçar um perfil epidemiológico da fratura do terço proximal do fêmur em idosos, analisar suas causas e as características físicas dos pacientes admitidos em um único hospital universitário de São Paulo. Métodos: Es -tudo de prontuários no período de um ano e comparação dos grupos pelo teste do Qui-quadrado; p < 0,05 foi considerado significante. Resultados: Totalizou-se 94 indivíduos, predomi -nando no sexo feminino (2:1), entre 81-85 anos, com o IMC dentro dos limites da normalidade, pacientes brancos e asiáticos (p < 0,05). A grande maioria das fraturas ocorreu por trauma de baixa energia e dentro da residência (p < 0,05). Retirando os traumas decorrentes de alta energia, mais de 39% foram no momento em que o paciente se levantava ou utilizava a escada, e aproximadamente 40% estavam parados de pé ou caminhando. Houve um maior número de casos correspondentes às estações frias do ano (p < 0,05). Conclusão: A maioria dos traumas ocor -reu dentro da própria residência. Devido à baixa energia, alguns acidentes podem ser evitados utilizando-se medidas simples e econômicas que orientem a população idosa quanto às situações de risco, trazendo grandes benefícios na qualidade de vida, além de uma sensível diminuição da morbimortalidade e dos custos socioeconômicos desse problema cada vez mais frequente.Descritores - Fraturas do Fêmur; Idoso; Epidemiologia.

Idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur apresentam níveis significativamente menores de 25-hidroxivitamina D

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra,,; Eduardo Terra Feron; Roberto Deves Viana; Jonathan Maboni; Stéfany Ignêz Pastore; Cyntia Cordeiro de Castro

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):583-588 - Artigo Original
    Objetivo: Comparar os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], marcador sérico da vitamina D3, entre pacientes com e sem fratura da extremidade proximal do fêmur (FEPF). Métodos: Estudo caso-controle em que foram obtidas amostras séricas de 25(OH)D de 110 pacientes com FEPF internados e de 231 pacientes de grupo controle que não apresentaram fraturas, todos acima de 60 anos. Níveis de 25(OH)D menores ou iguais a 20 ng/mL foram considerados deficitários; entre 21 ng/mL e 29 ng/mL, insuficientes; e acima de 30 ng/mL, suficientes. Foram consideradas as variáveis sexo, idade e etnia para associação com os grupos em estudo e os níveis de 25(OH)D. Resultados: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente inferiores (21,07 ng/mL) comparados com os do grupo controle (28,59 ng/mL; p = 0,000). Entre os pacientes com FEPF, 54,5% apresentaram níveis de 25(OH)D deficitários, 27,2% insuficientes e apenas 18,2% suficientes. Já no grupo controle, 30,3% dos pacientes apresentaram níveis deficitários, 30,7% insuficientes e 38,9% suficientes. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D reduzidos tanto no grupo com fratura quanto no grupo controle (19,50 vs. 26,94 ng/mL; p = 0,000) comparados com os do sexo masculino com e sem fratura (25,67 vs. 33,74 ng/mL; p = 0,017). Quanto à idade, houve associação significativa entre os níveis de 25(OH)D e risco de fratura apenas para as faixas 71-75 anos e acima de 80. Conclusão: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente reduzidos em comparação com os do grupo controle. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente menores em ambos os grupos.

CORRELAÇÃO ENTRE TEMPO PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO E MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR

Gustavo Gonçalves Arliani; Diego da Costa Astur; Glauber Kazuo Linhares; Daniel Balbachevsky; Hélio Jorge Alvachian Fernandes; Fernando Baldy dos Reis

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):189-194 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo primário do estudo é analisar a possível associação entre o atraso para a realização do tratamento cirúrgico e mortalidade em pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram estudados 269 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (fraturas do colo do fêmur e fraturas intertrocanterianas), tratadas cirurgicamente no Hospital São Paulo - Unifesp-SP, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007. Foram analisados e comparados com a literatura referente ao assunto os seguintes atributos: sexo, idade, tipo de fratura, classificação da mesma, lado acometido, síntese utilizada, mecanismo de trauma, tempo de internação, tempo para cirurgia, comorbidades associadas, hemograma de entrada, tipo de anestesia, necessidade de transfusão sanguínea, dia da semana e estação do ano da fratura. Resultados: O estudo apresentou correlação entre maior número de comorbidades clínicas, maior tempo de internação e utilização de anestesia geral na cirurgia com maior mortalidade dos pacientes. Conclusão: Não houve associação entre tempo para realização da cirurgia e mortalidade.Descritores - Fraturas do Fêmur; Mortalidade; Estudos Retrospectivos.

Influência do laser de baixa energia no processo de consolidação de fratura de tíbia: estudo experimental em ratos*

VINCENZO GIORDANO; IROCY G. KNACKFUSS; RENATO DAS C. GOMES; MARCOS GIORDANO; RAFAEL G. MENDONÇA; FERNANDO COUTYNHO

Rev Bras Ortop. 2001;36(5):- - Artigo Original
O desenvolvimento de novas técnicas capazes de acelerar o processo de reparo ósseo tem proporcionado avanços significativos no tratamento das fraturas. O objetivo dos autores com o presente estudo foi observar bioquímica e histologicamente os efeitos do laser He-Ne sobre o processo de consolidação de fraturas fechadas e não imobilizadas de tíbias de ratos. Foram utilizados 39 ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus albinus), divididos aleatoriamente em dois grupos. No dia seguinte ao da realização das fraturas, iniciou-se esquema terapêutico com o laser He-Ne. O grupo A (n = 21) recebeu irradiação do laser com 6J de densidade de energia radiante, durante dois minutos, com aplicação do tipo de contato, sobre o foco de fratura, a cada dois dias. O grupo B (grupo sham/n = 18) foi estudado segundo a mesma metodologia do grupo A, usando-se o laser He-Ne com 0J de densidade de energia radiante. A análise bioquímica consistiu da dosagem de fosfatase alcalina e cálcio e fósforo séricos. Os resultados dos exames laboratoriais foram analisados estatisticamente utilizando-se o teste t de Student, com nível de significância = 5%. A formação do calo ósseo foi avaliada histologicamente por microscopia de luz, corando-se as peças pelas técnicas de hematoxilina e eosina (H/E) e tricrômico de Masson. Os resultados não demonstraram maior estímulo à osteogênese em animais submetidos à terapia com laser. Nas condições estudadas, observou-se que o laser He-Ne não acelera o processo de consolidação óssea em fraturas fechadas e não imobilizadas de tíbias de ratos Wistar.

Epidemiologia das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes idosos

Daniel Daniachi; Alfredo dos Santos Netto; Nelson Keiske Ono; Rodrigo Pereira Guimarães; Giancarlo Cavalli Polesello; Emerson Kiyoshi Honda

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Estudo epidemiológico das fraturas do terço proximal do fêmur em pacientes ido-sos, tratados em hospital-escola na região central de São Paulo.Métodos: Pacientes a partir 60 anos atendidos no período de um ano. Questionário foielaborado com informações sociodemográficas básicas, comorbidades apresentadas emedicações em uso. Foram avaliadas circunstâncias da fratura e suas características, trata-mento instituído e taxa de mortalidade intra-hospitalar.Resultados: Os 113 pacientes incluídos no estudo apresentavam 79 anos em média.A proporção entre os sexos foi de três mulheres para cada homem. Somente 30,4% dospacientes relataram osteoporose e somente 0,9% tratavam a doença. Trauma de baixa ener-gia foi a causa de 92,9% das fraturas. Fraturas do colo do fêmur representaram 42,5% dasfraturas e trocantéricas 57,5%. Cinco pacientes não foram operados, 39 foram submetidos asubstituição articular e 69 foram submetidos a osteossíntese. O tempo médio de internaçãofoi de 13,5 dias e de espera até a cirurgia sete dias. A taxa de mortalidade intra-hospitalarfoi de 7,1%.Conclusão: Pacientes atendidos na instituição apresentam perfil epidemiológico semelhanteàqueles encontrados em literatura nacional. Insuficiência renal crônica é um fator signifi-cativo para mortalidade intra-hospitalar. Medidas preventivas como diagnóstico precoce etratamento da osteoporose e prática regular de atividades físicas não são adotadas.

A cirurgia precoce nas fraturas do fêmur proximal em idosos reduz a taxa de mortalidade?*

Igor Pellucci Pinto; Luis Felipe Brandt Ferres; Guilherme Boni; Guilherme Guadagnini Falótico; Maurício de Moraes; Eduardo Barros Puertas

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):392-395 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar se a redução no tempo de espera para cirurgia ortopédica nos pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur impacta na redução da mortalidade intra-hospitalar, da mortalidade em 6 meses de seguimento, e na redução do tempo de internação hospitalar.
MÉTODOS Trabalho de coorte retrospectiva fundamentado na análise de prontuários de 81 pacientes internados com diagnóstico de fratura transtrocanteriana ou subtrocanteriana do fêmur, e submetidos a tratamento cirúrgico em 2015 e 2016 em um hospital de referência no atendimento ao trauma, antes e após a implantação de protocolo para cirurgia em até 48 horas.
RESULTADOS Observou-se redução do tempo médio de internação de 17 para 11 dias após a implantação do protocolo. Com relação à mortalidade intra-hospitalar, cinco pacientes faleceram antes da implantação do protocolo, e cinco, após a implantação do protocolo. Referente à mortalidade extra-hospitalar, avaliada em 6 meses de pós-operatório, observou-se uma redução de 26,7% para 19,4%. Os resultados não apresentaram significância estatística.
CONCLUSÃO O presente estudo demonstrou que existe uma tendência à redução do tempo de internação hospitalar e da mortalidade em 6 meses quando a cirurgia para tratamento de fraturas do fêmur proximal no idoso é feita em até 48 horas de internação hospitalar.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso; ortopedia.

O EFEITO DO LASER DE BAIXA ENERGIA NO CRESCIMENTO BACTERIANO "IN VITRO"

FERNANDO COUTINHO; VINCENZO GIORDANO; CAROLINA MARIANO DOS SANTOS; ABEL FERREIRA CARNEIRO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; MARIA CRISTINA TOUMA; MARCOS GIORDANO

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):248-253 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar, por meio de estudo bacteriológico in vitro, o efeito de dois tipos de laser de baixa energia (LBE) sobre diferentes populações bacterianas habitualmente presentes em feridas pós-traumáticas. Métodos: Foram colhidos swabs diretamente do sítio de infecção de pacientes internados com osteomielite pós-traumática crônica. As bactérias isoladas foram Acinetobacter baumanii complex, Escherichia coli, Haemophilus influenzae, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Salmonela sp, Serratia sp e Staphylococcus aureus. O material coletado foi semeado em meio ágar-sangue, através de alça estéril, utilizando-se 30 placas de Petri para cada germe. Foram utilizados dois aparelhos de LBE: Ibramed Laser Pulse #01189, com 15W/904nm por 200 segundos, e Phisiolux dual Bioset #9909001, com 20W/904nm por 230 segundos. Nos grupos I (n = 10) e II (n = 10), as bactérias sofreram irradiação pelo laser. O grupo III (n = 10) serviu de controle, não sendo irradiado. As bactérias dos grupos I e II foram irradiadas em câmara de fluxo laminar, previamente esterilizada por raio ultravioleta. O laser foi administrado de forma direta, central e perpendicularmente à superfície de cultivo das bactérias, com distância-padrão de 1cm, através de orifício confeccionado na tampa das placas. O crescimento bacteriano foi analisado após 12 e 24 horas da irradiação. Os resultados foram processados estatisticamente, utilizando-se o teste não-paramétrico de Kruskall-Wallis, com nível de significância p < 5%. Resultados: Observou-se comportamento similar entre as populações bacterianas nos três grupos experimentais após 12 e 24 horas da irradiação com os dois tipos de LBE, não havendo diferença estatisticamente significante no crescimento bacteriano entre os grupos I e II e entre estes e o grupo III (controle). Conclusão: O efeito do LBE, nas condições estudadas, mostrou-se inócuo quanto ao aumento do número de unidades formadoras de colônias bacterianas, nas doses utilizadas nesta pesquisa, como medida adjuvante no processo de cicatrização de feridas, mesmo na vigência de contaminação pelas bactérias avaliadas. Descritores - Infecção da ferida operatória; Crescimento bacteriano; Análise bacteriológica; Contaminação; Lasers/métodos.

Prevalência da deficiência de vitamina D em pacientes com fraturas ocasionadas por trauma de baixa energia*

Nilo Devigili; Luiza Botega; Simony dos Reis Segovia da Silva Back; Willian Nandi Stipp; Martins Back Netto

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):69-72 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os níveis séricos da 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] em pacientes internados com fraturas causadas por traumas de baixa energia e analisar o perfil desses pacientes e os principais tipos de fraturas.
MÉTODOS Estudo transversal observacional em que foram obtidas amostras séricas de 25(OH)D de 40 pacientes internados com fraturas resultantes de trauma de baixa energia. As seguintes variáveis foram analisadas: tipo da fratura, idade, sexo, uso de vitamina D, tabagismo, atividade física e uso de protetor solar.
RESULTADOS Apresentaram níveis deficientes de 25(OH)D 29 (72,5%) pacientes, dez (25%) apresentaram níveis insuficientes e apenas um (2,5%) apresentou níveis suficientes. Os pacientes que faziam uso de vitamina D obtiveram níveis de 25(OH)D (24,8 ± 12,75) estatisticamente significantes (p = 0,048) em relação aos que não usavam (16,47 ± 6,28). Além disso, aqueles que praticavam exercícios físicos duas a três vezes por semana obtiveram uma concentração média de 25(OH)D (22,5 ± 6,08 ng/mL) estatisticamente significante (p = 0,042) em comparação com o grupo que referiu não fazer atividade física (15,5 ± 7,25 ng/mL).
CONCLUSÃO A prevalência da deficiência de 25(OH)D foi de 72,5%, indivíduos que praticavam atividade física duas a três vezes por semana, bem como aqueles que faziam uso de vitamina D, apresentaram um nível maior de vitamina D.


Palavras-chave: fraturas ósseas; eficiência de vitamina D; exercício

Estudo experimental dos efeitos da radiação laser de baixa energia na regeneração osteocartilagínea em joelhos de coelhos * Aspectos histológicos

FRANCISCO A.S. CAFALLI; VICENTI BORELLI; MARLENE POZZUTTI HOLZCHUH; EDUARDO C. FARIAS; WALDIR WILSON VILELA CIPOLA; ANTONIO CUSTÓDIO COUTINHO NETO; BRUNO LIVANI; CLAUDIO ROBERTO MARTINS XAVIER

Rev Bras Ortop. 1993;28(9):- - Artigo Original
Os autores realizaram estudo experimental em coelhos submetendo à irradiação laser de baixa energia lesões produzidas em cartilagem articular e osso subcondral dos joelhos, com o objetivo de avaliar os possíveis efeitos histológicos da mesma na regeneração cartilaginosa e óssea. Os animais foram sacrificados aos 15, 30, 45 e 60 dias de pós-operatório, sendo realizado nessa oportunidade estudo histológico. Os resultados mostraram que não houve qualquer reação de regeneração articular, que aos 60 dias de evolução foi totalmente substituída por tecido conjuntivo de natureza cicatricial. Quanto à lesão do osso subcondral, observou-se evolução com formação de calo ósseo típico, que, entretanto, demonstrou velocidade de aparecimento mais rápida e com maior intensidade nos espécimes tratados com irradiação laser em relação aos não tratados.

ESTUDO RADIOGRÁFICO DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE FRATURA OSTEOPORÓTICA

VINCENZO GIORDANO; MARCELO CARVALHO DIAS; GUSTAVO FRANCO SANTOS; SYLVESTRE CABRAL; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; RODRIGO PIRES; ALBUQUERQUE

Rev Bras Ortop. 2007;42(4):88-96 - Artigo Original
Objetivo: Correlacionar os fatores de risco para fratura na região do quadril e a geometria óssea da extremidade proximal do fêmur em indivíduos de diferentes faixas etárias da população brasileira. Métodos: Foi realizado estudo radiográfico da geometria da extremidade proximal do fêmur em 95 indivíduos internados por diferentes afecções músculo-esqueléticas. Todos eram esqueleticamente maduros, com média de idade de 52,1 (± 20,7) anos, variando de 20 a 98 anos. Os participantes foram divididos de acordo com a faixa etária em três grupos: 20 a 39 anos (grupo 1), 40 a 64 anos (grupo 2) e mais de 65 anos (grupo 3). Radiografias panorâmicas da bacia em projeção ânteroposterior foram obtidas de todos os participantes usando protocolo-padrão. O quadril direito foi padronizado para a realização das medidas radiográficas utilizadas nesta pesquisa. Foram estudados o índice de Singh, o ângulo cervicodiafisário (ACD), o comprimento do eixo do quadril (CEQ) e a largura do colo femoral (LCF). Análise estatística foi realizada para comparação dos parâmetros ósseos (ACD, CEQ e LCF) entre as faixas etárias utilizando-se análise de variância (ANOVA); para comparação dos parâmetros ósseos entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus III, II e I), o teste t de Student para amostras independentes; para verificação da relação entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus II, II e I) com as faixas etárias, o teste do qui-quadrado (?2); e para correlação entre os parâmetros ósseos, o coeficiente de correlação de Pearson (r). O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%. Resultados: Observou-se associação significativa entre a faixa etária e o índice de Singh, demonstrando que indivíduos mais jovens têm melhor qualidade óssea. Na população com mais de 65 anos de idade, existe diferença significativa na média do ACD entre os graus do índice de Singh, demonstrando que indivíduos com má qualidade óssea apresentam colo femoral mais valgo. Conclusão: A utilização da radiografia panorâmica da bacia é ferramenta útil para a avaliação da existência de fatores de risco para fratura da extremidade superior do fêmur na população de idosos. O índice de Singh e o ângulo cervicodiafisário são bons parâmetros, tanto independentes quanto em correlação, para a predição de pacientes em risco. Descritores - Fraturas do fêmur/ radiografia; Fraturas do fêmur/ etiologia; Fraturas do fêmur/epidemiologia; Fraturas do fêmur/ prevenção & controle; Quadril/radiografia; Osteoporose/ complicações; Fatores de risco.

Migração pélvica de lâmina helicoidal após tratamento de fratura transtrocantérica com cavilha proximal do fêmur

Pedro Luciano Teixeira Gomes; Luís Sá Castelo; António Lemos Lopes; Marta Maio; Adélia Miranda; António Marques Dias

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):482-485 - Relato de Caso
    O caso diz respeito a um paciente do sexo masculino com queixa de dor e desconforto no cotovelo direito associados a diminuic¸ão da amplitude de movimento. Apresentava radiografia do cotovelo com lesão osteolítica da região metafisária do úmero distal e ressonância magnética que mostrava tumorac¸ão intra-articular com aumento de volume que sugeria sinovite vilonodular pigmentada. Foi feito tratamento artroscópico para biópsia sinovial e sinovectomia total. O estudo anatomopatológico confirmou o diagnóstico. O paciente apresentou ótima evoluc¸ão com reabilitac¸ão fisioterápica proposta, até 12 meses de pós- -operatorio apresentava-se assintomático.

Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Pedro José Labronici; Fernando Claudino dos Santos; Yuri Leander Oliveira Diamantino; Eduardo Loureiro; Maria Cristina Diniz Gonçalves Ezequiel; Sérgio Delmonte Alves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):343-346 - Relato de Caso

Complicações vasculares no tratamento cirúrgico da fratura do quadril são raras. A depender da lesão arterial, pode ocorrer um grave sangramento intraoperatório ou formação de hematoma subagudo com desenvolvimento de pseudoaneurisma arterial. Na literatura, as complicações mais frequentes relatadas são a formação de grandes hematomas locais após osteossíntese com parafuso deslizante do quadril. O objetivo do presente relato foi demonstrar um caso de lesão arterial tardia após osteossíntese proximal do fêmur.


Palavras-chave: fraturas do fêmur; lesões do sistema vascular; parafusos ósseos; quadril/cirurgia.

Fatores preditivos de morte após cirurgia para tratamento de fratura proximal do fêmur*

Jurandir Antunes; Armando D'Lucca de Castro e Silva; Adriano Fernando Mendes; Felipe Jader Coelho Pereira; Igor Gerdi Oppe; Elmano de Araújo Loures

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):402-407 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar fatores preditivos de morte em pacientes de idade igual ou superior a 70 anos com fratura proximal do fêmur submetidos a tratamento cirúrgico.
MÉTODOS Análise de prontuários médicos criando-se uma coorte retrospectiva com seguimento de 6 meses. Foram analisados 124 prontuários após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Todos os pacientes foram tratados por um único cirurgião ortopédico em condições de uniformidade.
RESULTADOS Taxa de mortalidade de 34.7%, sendo o perfil mais comum de paciente o indivíduo do gênero feminino, com 85 anos e ao menos 1 comorbidade. Os pacientes com idade superior a 85 anos, internação hospitalar por mais de 7 dias, ao menos 1 comorbidade presente e internação em centro de terapia intensiva (CTI) apresentaram maior risco de óbito (respectivamente 2; 2,5; 4 e 4 vezes maior).
CONCLUSÃO Em relação ao desfecho óbito, apesar de não encontramos diferença estatisticamente significativa no que se refere à topografia da lesão e como essas se comportam no momento em que coexistem junto a internação em CTI, acreditamos na necessidade de maiores investigações sob essa ótica na população com o perfil estudado.


Palavras-chave: fraturas do quadril; mortalidade; idoso.

Estado nutricional e resposta de fase aguda em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur*

DANIEL FERREIRA DA CUNHA, SELMA FREIRE DE CARVALHO DA CUNHA, PAULO EDUARDO PILOTO, NILO PEANHA DOS SANTOS, JOS WAGNER DE BARROS3

Rev Bras Ortop. 1998;33(4):- - Artigo Original

RESUMO

Avaliou-se o estado nutricional de 19 pacientes recémhospitalizados por fratura no terço proximal do fêmur (menos de 48 horas), por meio de antropometria e exames laboratoriais. Foi definida subnutrição protéico-ener-gética pelo índice da massa corporal (IMC) < 18,5kg/m2 e, a resposta de fase aguda, pelo desenvolvimento progressivo de anemia, hipoalbuminemia, diminuição nos níveis de proteínas totais e aumento dos níveis de globulinas, observados em todos os casos. Conclui-se que a subnutrição é comum em pacientes com fratura do terço proximal do fêmur, observada em 42% dos casos, e que o desenvolvimento da resposta de fase aguda na primeira semana pós-internação pode piorar as condições nutricionais.

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO FATOR PROGNÓSTICO PARA FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE

Renato Cavanus Pagani; Rodrigo Ernesto Kunz; Ricardo Girardi; Marcelo Guerra

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):461-467 - Artigo Original
Objetivos: Comparar o índice de massa corporal (IMC) de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur com o IMC de pacientes sem história prévia de fraturas. Métodos: Investigamos pacientes de ambos os sexos, com 65 anos ou mais, internados no Hospital Independência, no Hospital Beneficência Portuguesa e no Hospital Universitário Ulbra, de dezembro de 2007 a dezembro de 2010, com história de trauma de baixa energia, como, por exemplo, quedas da própria altura, em relac ¸ão aos pacientes da mesma idade e sem história prévia de fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 89) atendidos no serviço ambulatorial de geriatria da Sociedade Porto-Alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan).Resultados: A faixa etária dos pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur variou de 65 a 96 anos (média: 77,58). O principal tipo de fratura foi a trocantérica (47; 62,2%), seguida da do colo de fêmur (27; 36%). Entre os pacientes que apresentaram fratura da extremidade proximal do fêmur, 12% tinham baixo peso, 62,7%, peso normal, 24%, sobrepeso e 1,3%, obesidade. Entre os pacientes sem história de fratura, 5,6% apresentaram baixo peso, 43,8%, peso normal, 33,7%, sobrepeso e 9,8%, obesidade. Verificou-se que os pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 75) apresentaram IMC médio de 22,6, enquanto os pacientes sem fraturas apresentaram IMC médio de 25,5.Conclusão: Os pacientes do grupo com fratura são significativamente mais altos do que os do grupo sem fratura e apresentam IMC significativamente inferior ao do grupo sem fratura.Descritores - Fratura de quadril Idoso Índice de massa corporal

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

Fratura distal do rádio: nova classificação baseada no mecanismo do trauma

RENATO GRAÇA; DIEGO L. FERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1995;30(10):- - Artigo Original
Recentemente, uma classificação para fraturas distais do rádio foi criada por Fernandez (7) , baseada no tipo de mecanismo de produção do trauma. As fraturas foram classificadas por ele em cinco tipos numerados em algarismos romanos, aumentando conforme o grau da violência do traumatismo. Nosso trabalho destina-se a rever a classificação citada e trocar a graduação pelas letras A, B, C, De E.As letras são mais fáceis de memorizar porque foram retiradas do nome do tipo de trauma, isto é, representam as iniciais das palavras: angulação, Barton, compressão, destacamento eenergia.Esta nova classificação é didática, possibilita reconhecer imediatamente o tipo de mecanismo de fratura e é de fácil assimilação para novos especialistas, geralmente empenhados na memorização de numerosas classificações das diversas fraturas do esqueleto.

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