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Busca por: Estudo comparativo da osteointegração de enxertos ósseos irradiados e não irradiados utilizados em pacientes com revisão de artroplastia do quadril*

Estudo comparativo da osteointegração de enxertos ósseos irradiados e não irradiados utilizados em pacientes com revisão de artroplastia do quadril*

André Ferreira da Silva; Uri Antebi; Emerson Kiyoshi Honda; Marco Rudelli; Rodrigo Pereira Guimarães

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):477-482 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar e comparar a osteointegração dos enxertos ósseos congelados irradiados e não irradiados utilizados em 21 pacientes submetidos a revisão de prótese do quadril pela técnica Exeter.
MÉTODOS Foi realizado estudo retrospectivo de 21 pacientes submetidos a revisão de artroplastia do quadril pela técnica Exeter comutilização de tecidos ósseos tratados ou não com radiação gama no período entre 2013 e 2014. Dividimos os pacientes em dois grupos, de acordo com o uso do enxerto tratado ou não com radiação ionizante (raios gama), que foram, portanto, classificados como: grupo irradiado e não irradiado. Os resultados da osteointegração por análise radiográfica destes enxertos foram comparados no pós-cirúrgico de 6 e 12 meses.
RESULTADOS Quando comparamos a osteointegração dos enxertos no pós-cirúrgico de 6 e 12 meses de todos os pacientes, notamos que houve diferença significativa entre as avaliações radiográficas neste período (p= 0,031). Dos pacientes estudados, 7 pertenciam ao grupo irradiado, e 14, ao grupo não irradiado. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p= 0,804) quando a osteointegração entre os grupos irradiados e não irradiados foi comparada.
CONCLUSÃO Não houve diferença significativa no uso de enxerto irradiado e não irradiado nas revisões de artroplastias do quadril pela técnica Exeter.


Palavras-chave: osteointegração; banco de tecidos; enxertos ósseos; artroplasti

REVISÃO DE ARTROPLASTIA UNICOMPARTIMENTAL DE JOELHO: IMPLANTES UTILIZADOS E CAUSAS DE FALHA

Alan de Paula Mozella; Felipe Borges Gonçalves; Jansen Osterno Vasconcelos; Hugo Alexandre de Araújo Barros Cobra

Rev Bras Ortop. 2014;49(2):154-159 - Artigo Original
Objetivo: Determinar as causas de falha da artroplastia Unicondilar, assim como identificar os implantes utilizados e a possível necessidade de enxertia óssea nos pacientes submetidos à cirurgia de revisão de AUJ no Centro de Cirurgia do Joelho do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO, no período entre janeiro de 1990 a janeiro de 2013 foram analisados. Métodos: Análise retrospectiva da documentação médica e exames de imagem, determinando-se a causa da falha da AUJ e o momento de sua ocorrência, assim como os componentes protéticos implantados durante a revisão e a necessidade de enxertia óssea. Resultados: Foram incluídos nesta série 27 falhas de revisão de AUJ (26 pacientes). Colapso (afundamento) de um ou mais componentes representou a principal causa de falha, ocorrendo em 33% dos pacientes, soltura asséptica foi identificado em 30% dos casos, por progressão da osteoartrose em 15%, infecção e dor em 7% cada, desgaste do polietileno e osteólise em 4% cada. Falha precoce ocorreu em 41% de todas as indicações de revisões e falha tardia em 59%. A cirurgia de revisão da artroplastia unicompartimental foi realizada em 23 pacientes. Conclusões: Em 35% das cirurgias de revisão foi necessária enxertia óssea no lado tibial, sendo três casos necessário enxerto homólogo de Banco de Tecidos Músculo Esquelético. Não utilizamos aumento metálico em nenhum caso. Em um caso foi implantado prótese semiconstrita por instabilidade. Descritores - Artroplastia do joelho Revisão Enxerto ósseo

Artroplastia total de quadril não-cimentada: avaliação das causas de revisão em pacientes com seguimento pós-operatório mínimo de 10 anos*

LEONARDO CARBONERA BOSCHIN; OTAVIO LAZZARIS ANACLETO; PAULO GILBERTO CIMBALISTA ALENCAR

Rev Bras Ortop. 2003;38(10):- - Artigo Original
Após um período médio de seguimento de 11 anos e quatro meses, foram avaliadas as causa de revisão em um grupo de 39 pacientes (44 quadris) submetidos à artroplastia total de quadril não-cimentada com prótese modelo AML (Anatomic Medullary Locking, De Puy®, Warsaw, EUA). A taxa de revisão, que envolveu a troca ou não dos componentes, foi de 6,81%. O componente femoral foi trocado em um paciente (2,27%) e o componente acetabular, em outros dois pacientes (4,54%). Neste estudo, afrouxamento asséptico como causa de revisão da artroplastia foi tão comum quanto osteólise e luxação.

Profilaxia com descolonização nasal em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho e quadril: revisão sistemática com metanálise

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):631-637 - Artigo de Revisao
    Apesar da evolução dos resultados após a artroplastia total de joelho (ATJ) e quadril (ATQ), ainfecção ainda é uma das causas mais desafiadoras para o cirurgião. Em virtude da gravidadee dificuldade do tratamento da infecção articular periprotética, foram criados protocolos deprofilaxia para esse tipo de complicação. O objetivo deste estudo foi avaliar a profilaxia infec-ciosa com a descolonização nasal prévia contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina(MRSA), identificados por meio da coleta de material da nasofaringe por swabs em pacientescom programação cirúrgica de ATJ e ATQ. Foi elaborado um estudo de revisão sistemáticacom metanálise que usou o protocolo PRISMA-2015, no qual foram utilizados os descrito-res: arthroplasty e nasal decolonization ou joint arthroplasty e decolonization ou joint arthroplastye nasal decolonization na língua inglesa. Foram selecionados quatro estudos observacionaisdentre as 79 referências identificadas. A amostra total foi de 10.179 pacientes, divididos emdois grupos: controle (4.788 pacientes) e intervenção (5.391 pacientes). Foi observado que, nogrupo de intervenção, no qual a profilaxia com descolonização nasal foi aplicada, 59 (1,09%)dos pacientes desenvolveram infecção do sitio cirúrgico (ISC), enquanto a ISC foi observadaem 86 (1,79%) dos pacientes no grupo controle. Essa tendência se repetiu em todos os artigosestudados, não sendo observador viés de publicação, constituindo em uma amostra homo-gênea. A profilaxia pré-operatória com descolonização nasal para MRSA, reduz em 39% oscasos de infecção pós-artroplastias do joelho, devendo ser considerada como um protocolocomplementar pelos cirurgiões.

OS PACIENTES EMAGRECEM APÓS ARTROPLASTIA DE QUADRIL?

Carlos Roberto Schwartsmann; Felipe Ribeiro Ledur; Leandro de Freitas Spinelli; Bruno Lorandos Germani; Leonardo Carbonera Boschin; Ramiro Zilles Gonçalves; Anthony Kerbes Yépez; Marco Tonding Ferreira; Marcelo Faria Silva

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):473-476 - Artigo Original
Objetivo: Investigar o efeito da artroplastia total do quadril (ATQ) no índice de massa corporal em relac ¸ão ao pré e ao pós-operatório.Métodos: Foram analisados retrospectivamente 100 pacientes submetidos à ATQ. Os pacientes foram estratificados pelo índice de massa corporal (IMC), conforme proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS).Resultados: Foram observados 48 pacientes do sexo masculino e 52 do feminino. A média de idade foi de 63,8 ± 13,5 anos. O seguimento médio foi de 24,6 ± 0,6 meses. Os homens apresentaram IMC pré-operatório médio de 28,4 ± 3,6 kg/m 2 e as mulheres, de 27,5 ± 5,0 kg/m 2 . O IMC médio pós-operatório foi 28,9 ± 0,7 kg/m 2 para os homens e 27,8 ± 0,7 kg/m 2 para as mulheres. Ocorreu uma média de aumento geral do IMC em 0,4 kg/m 2 . O IMC aumentou em pacientes com peso normal e com sobrepeso, mas diminuiu levemente em pacientes com obesidade. A maioria dos pacientes (73%) permaneceu com o IMC inalterado.Conclusão: A melhoria da mobilidade obtida com a ATQ não promoveu uma reduc ¸ão das medidas antropométricas na maioria dos pacientes.Descritores - Perda de peso Índice de massa corporal Artroplastia de quadril Quadril/cirurgia

Efeito das posições dos enxertos na estabilidade da artroplastia total de quadril com diferentes tipos de encurtamento subtrocantérico*

Ethem Aytac Yazar; Ozgun Karakus; Baransel Saygi

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):465-470 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo do presente estudo é investigar a estabilidade biomecânica de diferentes tipos de osteotomias subtrocantéricas e posições de enxertos em coxartroses displásicas que necessitam de artroplastia total de quadril com osteotomia de encurtamento, e determinar o tipo de osteotomia e a posição do enxerto que são mais eficazes.
MÉTODO Modelos de fêmur (sawbonesstep-cut]). Os enxertos em haste, preparados do lado da osteotomia subtrocantérica, foram fixados em diferentes posições (ântero-lateral, medial-lateral e ântero-posterior). A fixação dos enxertos foi feita com2 cabos de aço (de 2,0mmde largura) de mesmaresistência.Os valores de falha dos fêmures compostos para cargas axiais e rotacionais foram registrados.
RESULTADOS Do ponto de vista biomecânico, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os tipos de osteotomia de encurtamento subtrocantérico femoral e as posições dos enxertos em haste aplicados.
CONCLUSÃO Não houve superioridade entre os tipos de osteotomia de encurtamento subtrocantérico femoral quanto à estabilidade. Além disso, em relação à resistência ao estresse, os resultados obtidos com diferentes posições das hastes foram similares. Assim, acreditamos que o método mais indicado é aquele em que o cirurgião é experiente e cuja aplicação é mais fácil.


Palavras-chave: osteotomia; transplante ósseo; coxartrose; artroplastia de quadril; luxação do quadril

Estudo experimental comparativo entre três enxertos ósseos cervicais anteriores*

TARCÍSIO E. P. BARROS FILHO; REGINALDO P. OLIVEIRA; ROBERTO M. HITA; NILSON R. RODRIGUES; ALEXANDRE FELIPE FRANÇA; TOMAZ PUGA LEIVAS

Rev Bras Ortop. 1995;30(3):- - Artigo Original
Os autores comparam, através de estudo experimental, o comportamento biomecânico entre três diferentes estruturas ósseas (ilíaco, costela e fíbula) utilizadas em fusões cervicais anteriores. O material consistiu de 15 segmentos de colunas cervicais de cadáveres humanos de C3 a C7, procedentes do Serviço de Verificação de Óbitos da capital. Foram divididos em três grupos distiutos com cinco unidades cada, denominados de ilíaco, costela e fíbula. Após a corpectomia de C5 e colocação do enxerto, os corpos-de-prova foram submetidos a forças de compressão axial em máquina universal de ensaios mecânicos Kratos do Laboratório de Biomecânica- LIM-41 do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Concluem os autores que não há diferença significativa de resistência entre as técnicas de enxertos utilizados, ou seja, possuem estabilidade semelhante.

AVALIAÇÃO DA FIXAÇÃO DA CUNHA DE METAL TRABECULADO EM PACIENTES SUBMETIDOS À REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL TRABALHO 42° TEOT

Vitor Magalhães Callado; Osamu de Sandes Kimura; Diogo de Carvalho Leal; Pedro Guilme Teixeira de Sousa Filho; Marco Bernardo Cury Fernandes; Emílio Henrique Carvalho de Almendra Freitas

Rev Bras Ortop. 2014;49(4):364-369 - Artigo Original
Objetivo: avaliar a fixação das cunhas de metral trabeculado (CMT) em pacientes submetidos à revisão de artroplastia total de quadril. Métodos: foram avaliados 23 casos graduados no mínimo como II-B de Paprosky, operados entre julho de 2008 e fevereiro de 2013. Os casos foram avaliados com base nas radiografias pré e pós-operatórias imediatas e tardias. A perda da fixação foi definida como uma variação do ângulo de abdução do componente maior do que 10? ou qualquer mobilização maior do que 6mm. Resultados: verificou-se 100% de fixação dos acetábulos após 29,5 meses em média. Um caso foi submetido à retirada dos componentes implantados por infecção. Conclusões: ainda não há consenso no que diz respeito à melhor opção de reconstrução do quadrilcomperda óssea, porém a revisãocomCMTvemapresentando excelentes resultados em curto e médio prazo. Tal fato a qualifica como uma importante ferramenta na obtenção de um componente acetabular fixo e estável. Descritores - Artroplastia de quadril Cunha de metal trabeculado Próteses e implantes Defeitos ósseos acetabulares

USO DE CONE DE METAL TRABECULAR TÂNTALO PARA TRATAMENTO DE DEFEITOS ÓSSEOS NA ARTROPLASTIA DE REVISÃO DO JOELHO

Alan de Paula Mozella; Ricardo R. Oliveiro; Hugo Alexandre de A. Barros Cobra

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):245-251 - Artigo Original
Objetivos:avaliar a técnica cirúrgica e determinar os resultados iniciais, com seguimento mínimo de dois anos, das revisões de artroplastia total do joelho nas quais cones de metal trabecular tântalo foram empregados peloCentrodeCirurgiado Joelhodo InstitutoNacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) ou na clínica privada dos autores de julho de 2008 a dezembro 2010. Métodos:foram incluídos no estudo 10 pacientes, prospectivamente em avaliac ¸ão clínica e radiográfica. Resultados:sete pacientes apresentaram evolução sem complicações relacionadas ao uso de cones de tântalo, cinco negam dor e todos deambulam sem necessidade de muletas. Em todos os casos, verificamos osteointegração dos cones de tântalo e não foi observada migração ou soltura de implantes, assim como osteólise. Conclusão:o uso de cones de metal trabecular tântalo para tratamento de defeitos ósseos tipo II ou III Aori apresenta-se capaz de prover suporte estrutural eficiente aos implantes protéticos de revisão em avaliação de curto seguimento. Descritores - Artroplastia do joelho Próteses e implantes Tântalo Osteointegração

Artroplastia total do quadril em pacientes com poliartropatias inflamatórias

PAULO G. C. DE ALENCAR; MARCELO ABAGGE; REGIANE ERIKA KOYAMA; OSVALDO NOBORU ICHI

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Foram avaliadas 56 artroplastias totais do quadril a que foram submetidos 38 pacientes portadores de artropatias inflamatórias (artrite reumatóide, artrite reumatóide juvenil, espondilite anquilosante e artrite psoriática). A idade média dos pacientes no momento da operação foi de 38,8 anos. O tempo de seguimento pós-operatório foi no mínimo de um ano e no máximo de sete anos e sete meses (média de três anos e dois meses). De acordo com o método de avaliação de D`Aubigné-Postel, modificado por Charnley, 46 quadris (82,1%) apresentaram resultado bom, seis (10,7%), regular e quatro (7,1%), mau. Houve seis complicações significativas, sendo que quatro delas necessitaram reoperação. A incidência de ossificação heterotópica graus III e IV de Brooker foi de 14,2% nas radiografias de controle, mas não houve relação com diminuição da mobilidade articular nesses pacientes. O principal efeito da operação foi o alívio da dor dos pacientes, seguido de aumento na amplitude dos movimentos articulares. O efeito na melhora da capacidade de marcha não foi tão significativo, mas esse fato foi atribuído ao caráter poliarticular da doença.

Fratura ipsilateral do fêmur durante a artroplastia total do quadril: revisão de 71 casos*

CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN; MARCO AURÉLIO TELÖKEN; PAULO ARLEI LOMPA; RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA; LEONARDO CARBONERA BOSCHIN; GERSON SANTA CATHARINA; RICARDO CANQUERINI DA SILVA

Rev Bras Ortop. 2002;37(4):- - Artigo Original
De janeiro de 1984 até março de 1999, ocorreram 71 casos de fratura transoperatória do fêmur durante 4.500 artroplastias totais do quadril realizadas no Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (SOT-SCM/POA). Todos os casos foram de artroplastias primárias, classificadas de acordo com Johansson. Vinte e oito pacientes eram homens e 43, mulheres. A mais freqüente indicação para artroplastia total do quadril foi a osteoartrite (63 casos). A média de idade foi de 58,6 anos. A ocorrência foi maior nas próteses não cimentadas (57 vezes) e, em 14 vezes, em próteses cimentadas. Na maioria dos casos, por se tratar de fraturas estáveis, a simples observação foi a conduta adotada (39 casos). Outros tipos de tratamento utilizados foram: uso de haste longa, cerclagem, placas e parafusos. Os melhores resultados foram obtidos quando a resolução foi feita no próprio ato cirúrgico em que ocorreu a fratura.

Cirurgia de revisão na artroplastia do quadril com utilização de enxerto de banco de ossos

PAULO C. RONDINELLI; F. PINA CABRAL; EMÍLIO H. FREITAS; JORGE L. PENEDO; SÉRGIO L. CÔRTES DA SILVEIRA; BERNADO TOBO MEDINA

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Os autores apresentam 36 casos de revisão de prótese de quadril, com um seguimento médio de 23 meses, com utilização de enxerto ósseo proveniente de banco de ossos. Avaliam os pacientes no pré e pós-operatório clínica e radiologicamente. Relatam a necessidade de ado-tar uma classificação de defeitos ósseos proposta por Paprosky, que permite racionalizar o diagnóstico e tratamento. Alertam para a importância de um planejamento cirúrgico adequado (equipe, ambiente, instrumental, variedade de implantes, enxerto, etc.), bem como a realização do diagnóstico e tratamento cirúrgico precoce, com a finalidade de realizar procedimentos cirúrgicos menos complexos e conseqüentemente aumentar as chances de um bom resultado. São discutidos os resultados e as complicações mais freqüentes encontradas em nossa casuística.

REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL UTILIZANDO HASTE FEMORAL DE WAGNER

FERNANDO JOSÉ SANTOS DE PINA CABRAL; BRUNO TAVARES RABELLO; FERNANDO MARTINS DE PINA CABRAL; SERGIO LUIZ CORTÊS DA SILVEIRA; JORGE LUIZ MEZZALIRA PENEDO; EMÍLIO HENRIQUE DE ALMENDRA FREITAS; MARCO BERNARDO CURY FERNANDES; EDUARDO RINALDI REGADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(10):393-398 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente a revisão femoral das artroplastias totais de quadril com haste de Wagner, demonstrando que o implante obteve ótimos resultados, sem necessidade de enxertia óssea. Métodos: No período de janeiro de 1997 e janeiro de 2004, no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, foram realizadas 197 revisões femorais com haste de Wagner, com tempo de evolução superior a 12 meses. A principal indicação da cirurgia de revisão foi o afrouxamento asséptico do componente femoral em 147 casos (74,6%). Osteotomia trocanteriana estendida foi utilizada em 146 revisões (74%). Resultados: Os pacientes foram analisados clinicamente de acordo com os critérios de Merle D`Aubigné e Postel, modificados por Charnley, e, radiograficamente, avaliando-se variáveis como afundamento do implante, remodelação óssea proximal, consolidação da osteotomia (quando utilizada) e incorporação do enxerto. Conclusão: A haste femoral de Wagner é um implante de fixação estável, que confere boa remodelação óssea, sem a necessidade de utilização de enxertia óssea, observada em 96% dos casos. Clinicamente, 86,3% dos casos apresentaram resultados bons e excelentes. Descritores - Artroplastia de quadril/métodos; Cirurgia second-look; Estudos retrospectivos.

ALOENXERTO CIRCUNFERENCIAL DE FÊMUR PROXIMAL EM CIRURGIAS DE REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL

Bruno Dutra Roos; Milton Valdomiro Roos; Antero Camisa Júnior; Henrique Bonotto Lampert; Matheus Luis da Silva

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):754-759 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar os resultados clínicos e radiográficos de pacientes submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril, com utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal e implante cimentado. Métodos: Foi efetuado um estudo retrospectivo com 32 pacientes (33 quadris) submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril, com utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal e implante cimentado. Desses pacientes, 28 (29 quadris) preencheram todos os requisitos necessários. O seguimento médio foi de cinco anos e dois meses. A avaliação clínica foi realizada de acordo com o Harris Hip Score. Radiograficamente, os pacientes foram avaliados quanto à reabsorção e consolidação do aloenxerto, migração do trocânter maior, estabilidade do componente femoral e calcificação heterotópica. Resultados: O Harris Hip Score apresentou resultado pré-operatório médio de 32 pontos e pós-operatório tardio de 82 pontos. Considerando-se a reabsorção do aloenxerto, visibilizou-se nove quadris (31%) com presença de reabsorção em algum grau. Com relação à consolidação, observou- -se 24 casos (82,8%) consolidados, três (10,3%) consolidados parcialmente e dois (6,9%) com pseudoartrose. Conforme os critérios estabelecidos, consideraram-se 27 casos (93,1%) como sucesso da reconstrução em seguimento médio de cinco anos e dois meses. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, conclui-se que a utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal em casos selecionados de reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia, apresenta alto índice de sobrevida da reconstrução em seguimento médio de cinco anos e dois meses.Descritores - Artroplastia do Quadril/métodos; Fêmur/cirurgia; Transplante homólogo/efeitos adversos; Falha de Prótese

ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL NÃO CIMENTADA EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE

BRUNO TAVARES RABELLO; FERNANDO PINA CABRAL; EMÍLIO FREITAS; JORGE PENEDO; MARCO BERNARDO CURY; EDUARDO REGADO RINALDI; LOURENÇO PEIXOTO

Rev Bras Ortop. 2008;43(8):336-342 - Artigo Original
Objetivo: Analisar os resultados clínico-funcional e radiográfico das artroplastias totais do quadril não cimentadas em pacientes com artrite reumatóide. Métodos: Estudo retrospectivo de 24 pacientes (28 quadris) portadores de artrite reumatóide submetidos à artroplastia total do quadril, utilizando-se a prótese femoral não cimentada Secur Fit Osteonics®, com seguimento mínimo de dois anos. Clinicamente, os pacientes foram avaliados utilizando os critérios de Merle D`Aubigné, e os critérios de Engh, na avaliação radiográfica. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 5,6 anos (dois anos a oito anos e 11 meses). Clinicamente, resultados bons e excelentes foram observados em 22 pacientes, com destaque para a melhora do parâmetro dor. Não foi evidenciado qualquer caso de afrouxamento. Complicações foram observadas em dois casos, um paciente apresentou trombose venosa profunda (TVP), comprovada com doppler, e um caso de fratura peroperatória distal ao calcar, tratada com cerclagem, sem repercussão na qualidade dos resultados clínico e radiográfico do paciente. Conclusão: Os resultados sugerem, após seguimento médio de 5,6 anos, que a artroplastia total do quadril não cimentada pode ser opção satisfatória nas coxartroses de pacientes portadores de artrite reumatóide.Descritores - Artrite reumatóide/ radiografia; Artrite reumatóide/ cirurgia; Artroplastia de quadril/métodos; Resultado de tratamento.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL EM USO DE ENOXAPARINA

Felipe Vitiello Wink; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):148-150 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar as alterações hepáticas decorrentes do uso de enoxaparina para profilaxia da trombose venosa profunda em pacientes submetidos à artroplastia total do quadril. Métodos: Trinta e dois pacientes submetidos à artroplastia total do quadril, em caráter eletivo, utilizando enoxaparina, foram acompanhados por 65 dias com dosagens seriadas das enzimas hepáticas. Resultados: Foram encontradas alterações laboratoriais em até 75% dos pacientes durante o estudo, que normalizaram após a suspensão do tratamento. Não houve manifestação clínica de lesão hepática. Conclusão: As enzimas hepáticas elevam-se na maioria dos pacientes em uso de enoxaparina, sem correlação clínica, e normalizam após a suspensão do tratamento. Descritores - Enoxaparina; Artroplastia de quadril; Insuficiência hepática; Trombose venosa.

ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES OSTEOARTRÓSICOS SUBMETIDOS A ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL

Elmano de Araújo Loures; Isabel Cristina Gonçalves Leite

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):498-504 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo do estudo foi a avaliação da qualidade de vida relacionada com a saúde em pacientes afetados por osteoartrose do quadril e tratados por artroplastia total do quadril. Métodos: Estudou-se, prospectivamente, uma coorte de 38 pacientes operados em hospital universitário de referência regional pelo mesmo cirurgião no ano de 2010 e acompanhados durante, no mínimo, seis meses até atingirem reabilitação satisfatória. Cada paciente respondeu ao formulário SF-36 e teve o Harris Hip Score estabelecido imediatamente antes da operação e aos seis meses de seguimento. Os resultados dos testes pré e pós-operatórios foram analisados e comparados com a literatura. Resultados: Os resultados pré e pós-operatórios do SF-36 foram: capacidade funcional - 13,4-53,7; limitação por aspectos físicos - 9,21-48,0; dor - 23,1-62,6; estado geral de saúde - 54,2-71,3; vitalidade - 40,3-69,9; aspectos sociais - 40,8-74,3; limitação por aspectos emocionais - 23,7-64,9; saúde mental - 52,6-80,4. O Harris Hip Score variou de 36,1 a 92,1, em média. Todos os resultados foram estatisticamente significantes (p < 0,001). Conclusões: A combinação de duas escalas mostrou-se valiosa na identificação de vieses e conferiu maior confiabilidade na compreensão das diversas variáveis. O estudo demonstra uma significativa melhora na qualidade de vida relacionada com a saúde em pacientes afetados por osteoartrose de diferentes etiologias e que foram submetidos à artroplastia total do quadril. A avaliação da qualidade de vida não substitui a avaliação clínica provida por instrumentos específicos e pela experiência do cirurgião, mas pode adicionar dados importantes ao valorizar o conjunto de expectativas do paciente perante um tratamento médico e ser considerada um instrumento eficiente na análise de resultados da artroplastia total do quadril. Descritores - Quadril; Osteoartrose; Artroplastia de Quadril; Qualidade de Vida.

Artroplastia total de quadril em pacientes com deficiência congênita do fêmur contralateral* Relato de dois casos

PAULO GILBERTO CIMBALISTA DE ALENCAR; OTÁVIO LAZZARIS ANACLETO

Rev Bras Ortop. 2002;37(7):- - Relato de Caso
Amputações de membro inferior sofridas em decorrência de malformações congênitas do fêmur são raras e, quando associadas com alterações morfológicas do quadril contralateral, representam um problema funcional de grandes proporções. Essa associação não é incomum e graus variados de displasia são detectados, trazendo problemas de natureza ortopédica que exigem solução. Caso essas alterações não tenham sido diagnosticadas e tratadas adequadamente em uma fase precoce, a ocorrência de artrose secundária à displasia resultará em dores e limitações funcionais, em geral na segunda ou terceira década. O aparecimento de degeneração articular é particularmente precoce pelo fato de ser um membro único de suporte da carga do peso corporal, mesmo com a utilização de prótese do membro inferior contralateral amputado. Apesar da faixa etária baixa, o problema funcional é significativo, por vezes impossibilitando a marcha e confinando o paciente à cadeira de rodas. Em estágios avançados de coxartrose pode requerer artroplastia total do quadril (ATQ) para sua resolução. O objetivo deste trabalho é descrever dois casos em que foi realizada ATQ em pacientes com coxartrose secundária a alterações displásicas em pacientes com amputação do membro inferior contralateral decorrentes de deficiências congênitas do fêmur proximal. Unitermos - Artroplastia; malformação congênita

Avaliação dos resultados clínicos e radiográficos da artroplastia total cimentada do quadril em 477 pacientes

Guydo Marques Horta Duarte; Luiz Ronaldo Alberti

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):459-464 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os resultados da artroplastia total do quadril (ATQ) cimentada, coma utilização da técnica e prótese da escola Exeter.
METÓDO Entre março de 2000 e dezembro de 2006, foram realizadas 504 ATQs em 477 pacientes, com diversos diagnósticos etiológicos, 260 à direita e 244 à esquerda, 27 bilaterais,. A idade média foi de 58,9 (17,7–86,8) anos, com mediana de 69,0 anos. O planejamento radiográfico foi feito utilizando-se gabaritos apropriados. O acesso cirúrgico foi o posterolateral com o paciente em decúbito lateral. Para a avaliação clínica, foi utilizado o escore do quadril de Harris (EQH). Na avaliação radiográfica, foi estudada a interface osso-cimento acetabular, nas três zonas de DeLee e Charnley e nas sete zonas de Gruen do lado femoral, a presença de migração distal do componente femoral, hipertrofia diafisária, e ossificação heterotópica.
RESULTADOS O seguimento médio de 441 cirurgias (87,5%) foi de 7,2 (1,0–16,6) anos, com mediana de 7,1 anos. A incidência de complicações foi: luxação, 3,2%; infecção ,2,2%; tromboembolismo, 2,1%; disfunção de nervos periféricos 1,1%; hipertrofia diafisária, 1,5%; soltura do componente acetabular, 1,8%; migração distal do componente femoral entre 2,0mm e 2,9 mm, 0,45%; 1 caso de soltura asséptica do componente femoral; e 1 caso de fratura da haste femoral. A pontuação média com o EQH foi de 92 pontos.
CONCLUSÃO A ATQ cimentada, com a metodologia utilizada, constituiu-se em uma opção eficaz para o tratamento deste grupo de pacientes, comresultados satisfatórios, com este tempo de seguimento.


Palavras-chave: artroplastia de quadril; prótese de quadril; cimentos para ossos; osteoartrite do quadril; articulação do quadril

Estudo do padrão cintilográfico em pacientes submetidos a artroplastia do quadril com prótese não cimentada*

ILDO LUÍS CARRILHO DE CASTRO, CLÁUDIO HENRIQUE BARBIERI, JOSÉ WAGNER DE BARROS

Rev Bras Ortop. 1997;32(9):- - Artigo Original

RESUMO

No período de janeiro de 1994 a agosto de 1995, 18 pacientes com artroplastia total não cimentada do quadril foram analisados através de exames cintilográficos com tecnécio (MDP - Tc99m) no pós-operatório de 3, 6 e 12 meses. A cada avaliação, foi calculado o índice de atividade através do quociente entre as captações médias do lado operado e do lado são. Os resultados foram consistentes em mostrar que os índices de atividades não foram perfeitamente homogêneos, ao longo do tempo para cada paciente, nem para o grupo todo em cada período, mas variavam muito pouco, ao redor de 1, o que mostra tendência à estabilização em torno desse valor, que demonstra muito pouca diferença entre o lado operado e o lado são. Concluiu-se, pois, ser esse o padrão para as cintilografias normais desses casos.

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