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Busca por: A recuperação intraoperatória de células sanguíneas é eficaz em cirurgias de quadril?*

A recuperação intraoperatória de células sanguíneas é eficaz em cirurgias de quadril?*

Nara Granja Nunes; José Alberto Alves Oliveira; Francisca Magna Prado Bezerra; Velma Dias do Nascimento; Danielle Maia Holanda Dumaresq; Manoel Cláudio Azevedo Patrocinio

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):377-381 - Artigo Original

OBJETIVO O estudo visa avaliar a eficácia da recuperação intraoperatória de sangue (RIOS) na redução de hemotransfusão alogênica em pacientes submetidos à cirurgia por fratura de fêmur e quadril.
MÉTODOS Coorte prospectiva com 38 pacientes submetidos a cirurgia traumatológica para fraturas em quadril e transtrocantéricas de fêmur, divididos em dois grupos em um hospital de ensino de agosto de 2015 a fevereiro de 2017. Pacientes com qualquer enfermidade ou condição infecciosa foram excluídos do presente estudo. O grupo RIOS (19 pacientes) recebeu sangue autólogo com a utilização de Cell Saver, enquanto o grupo controle (19 pacientes) recebeu apenas sangue alogênico, quando necessário.. Grupos comparados em relação ao gênero, idade na cirurgia, escala da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) (I, II ou III), uso intraoperatório da RIOS, volume sanguíneo reinfundido pela RIOS, parâmetros hematimétricos pré- e pós-operatórios, volume intra e pós-operatório de sangue alogênico transfundido. Dados processados no software SPSS Statistics for Windows, Versão 20.0 (IBM Corp, Armonk, NY, EUA).
RESULTADOS Sem diferenças significativas entre os grupos com as variáveis: idade, gênero e ASA. Percebeu-se que os valores finais de hemoglobina e hematócrito (no 1º dia de pós-operatório) foram mais elevados no grupo que utilizou o dispositivo (p < 0,05). Não houve redução significativa da transfusão alogênica intra e pós-operatória no grupo RIOS em comparação ao controle.
CONCLUSÕES O presente estudo constatou que a RIOS não foi eficaz em reduzir a transfusão alogênica no intra e pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia de fêmur transtrocantérica e de quadril.


Palavras-chave: quadril/cirurgia; fraturas do fêmur; transfusão de sangue autóloga; transfusão sanguínea.

Recuperação do centro de rotação do quadril com tântalo em artroplastias de revisão*

Antônio Augusto Guimarães Barros; Victor Atsushi Kasuya Barbosa; Lincoln Paiva Costa; Euler de Carvalho Guedes; Carlos César Vassalo

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):471-476 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo do presente estudo é avaliar a capacidade de restauração do centro de rotação anatômico do quadril com uso de copas acetabulares de tântalo associado ou não a cunhas de adição.
MÉTODOS Análise retrospectiva dos pacientes submetidos a revisão de artroplastia do quadril comuso de tântalo entre o período de junho de 2013 e abril de 2017. Foramavaliados o ângulo de abdução do componente acetabular e as distâncias horizontal e vertical do componenteao centro de rotação anatômicodoquadril.Asmedidas foramrealizadas através de radiografias da bacia realizadas no pré-operatório e na última visita de seguimento.
RESULTADOS Obteve-se uma amostra de 21 pacientes, 11 (52%) homens e 10 (48%) mulheres, com média de idade de 62 ± 13 anos. O ângulo médio de abdução da copa acetabular reduziu de 48,76° ± 13,88° no pré-operatório para 38,52° ± 10,08° no pósoperatório, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p = 0,001). As distâncias do centro de rotação da prótese em relação ao centro de rotação anatômico do quadril também foram menores após a cirurgia de revisão com o tântalo. A distância média horizontal de 12,74 ± 10,59 mm foi reduzida para 7,11 ± 4,84 mm, e a distância média vertical foi reduzida de 14,79 ± 10,05 mm para 4,89 ± 6,21 mm, sendo essas reduções estatisticamente significativas (p < 0,001).
CONCLUSÃO As revisões de artroplastia do quadril comcopas de tântalo, associadas ou não a cunhas de adição, recuperaram de forma significativa o centro de rotação anatômico do quadril.


Palavras-chave: artroplastia de quadril; acetábulo; tântalo

Cirurgias de salvamento do quadril em paralisia cerebral: Revisão Sistemática

Rafael Carboni de Souza; Marcelo Valentim Mansano; Miguel Bovo; Helder Henzo Yamada; Daniela Regina Rancan; Celso Svartma; Patrícia M. de Moraes Barros Fucs; Rodrigo Montezuma César de Assumpção

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):254-259 - Artigo de Revisao
O desequilíbrio e a espasticidade muscular, associados à coxa valga e à anteversão femo-ral persistente, comprometem o desenvolvimento do quadril na paralisia cerebral e podemresultar em dor crônica e até luxação. Alguns desses quadris são submetidos a cirurgias desalvamento decorrentes do grave impacto das suas alterações na qualidade de vida. Fizemosuma revisão sistemática da literatura para comparar os resultados das principais técnicasaplicadas para salvamento do quadril nesses indivíduos. A busca na literatura teve comofoco estudos que avaliaram resultados de cirurgias de salvamento do quadril em paralisiacerebral, publicados de 1970 a 2011, presentes nas bases de dados Embase, Medline, Pub-med, Scielo e Cochrane Library. Apesar de os resultados obtidos não serem estatisticamentecomparáveis, essa revisão sistemática demonstra que as cirurgias de salvamento do qua-dril devem ser indicadas após avaliação individual de cada paciente, decorrente do amploespectro de apresentações da paralisia cerebral. Logo, aparentemente, não há uma técnicacirúrgica superior às outras, mas sim indicações diferentes.

ALOENXERTO CIRCUNFERENCIAL DE FÊMUR PROXIMAL EM CIRURGIAS DE REVISÃO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL

Bruno Dutra Roos; Milton Valdomiro Roos; Antero Camisa Júnior; Henrique Bonotto Lampert; Matheus Luis da Silva

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):754-759 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar os resultados clínicos e radiográficos de pacientes submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril, com utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal e implante cimentado. Métodos: Foi efetuado um estudo retrospectivo com 32 pacientes (33 quadris) submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril, com utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal e implante cimentado. Desses pacientes, 28 (29 quadris) preencheram todos os requisitos necessários. O seguimento médio foi de cinco anos e dois meses. A avaliação clínica foi realizada de acordo com o Harris Hip Score. Radiograficamente, os pacientes foram avaliados quanto à reabsorção e consolidação do aloenxerto, migração do trocânter maior, estabilidade do componente femoral e calcificação heterotópica. Resultados: O Harris Hip Score apresentou resultado pré-operatório médio de 32 pontos e pós-operatório tardio de 82 pontos. Considerando-se a reabsorção do aloenxerto, visibilizou-se nove quadris (31%) com presença de reabsorção em algum grau. Com relação à consolidação, observou- -se 24 casos (82,8%) consolidados, três (10,3%) consolidados parcialmente e dois (6,9%) com pseudoartrose. Conforme os critérios estabelecidos, consideraram-se 27 casos (93,1%) como sucesso da reconstrução em seguimento médio de cinco anos e dois meses. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, conclui-se que a utilização de aloenxerto circunferencial de fêmur proximal em casos selecionados de reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia, apresenta alto índice de sobrevida da reconstrução em seguimento médio de cinco anos e dois meses.Descritores - Artroplastia do Quadril/métodos; Fêmur/cirurgia; Transplante homólogo/efeitos adversos; Falha de Prótese

Perspectivas de recuperação do lesado medular

AMIR S. GEBRIN, ARMANDO S. CUNHA1, CIRO F. DA-SILVA, TARCÍSIO E.P. BARROS FILHO, RONALDO J. AZZE

Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
Ao contrário da grande capacidade de regeneração observada em nervos periféricos, a do tecido nervoso central adulto é mínima após trauma. Apesar dos rearranjos sinápticos subseqüentes ao trauma, lesões medulares resultam em déficits permanentes. Intervenções no microambiente neuronal são necessárias para promover regeneração e proteção de neurônios medulares lesados.

O uso combinado da osteotomia lateral e proximal do fêmur com a técnica de enxerto impactado para reconstrução femoral nas cirurgias de revisão do quadril

PEDRO IVO DE CARVALHO; ROMULO SCELZA; ALDO DE CARVALHO; JOSÉ EDUARDO AMARANTE

Rev Bras Ortop. 1998;33(10):- - Nota Técnica
O uso da técnica primariamente descrita por Ling para revisão de componentes femorais em cirurgia de revisão vem ganhando terreno ultimamente e já se transforma em um capítulo nas cirurgias de revisão. Bons resultados vêm sendo publicados já com mais de cinco anos de pós-operatório. O objetivo deste trabalho é demonstrar ser possível associar esta técnica à osteotomia lateral proximal do fêmur em casos em que a retirada do cimento do canal femoral seja procedimento de difícil execução. O aumento do tempo da cirurgia, o risco de fazer falsos trajetos e a própria maior agressão ao osso do paciente, durante as tentativas de retirada do cimento do canal femoral, são detalhes que podem ser diminuídos empregandose esta combinação de técnicas.

Tumor de células gigantes*

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; EDUARDO SADAO YONAMINE

Rev Bras Ortop. 2001;36(7):- - Atualizaçao
O tumor de células gigantes é neoplasia de natureza mesenquimal, caracterizada pela proliferação de células gigantes multinucleadas (gigantócitos) que se assemelham aos osteoclastos, em meio de estroma de células mononucleadas (fig. 1a). Também é conhecido como osteoclastoma e tumor giganto-celular, sendo corrente o emprego das siglas TCG ou TGC. Foi primeiramente descrito por Sir Astley Cooper(1) em 1818. Posteriormente, Paget (1853)(2) denominou-o "tumor marrom ou mielóide". Nelaton (1860)(3) descreveu suas características clínicas e histológicas, salientando sua agressividade local e dando-lhe o nome de "tumor a mieloplaxis". Gross (1879)(4) insistiu sobre sua benignidade e ressaltou as dificuldades de diagnóstico diferencial com "a variante aneurismática do sarcoma medular". Com o advento da radiologia, apurou-se o diagnóstico diferencial dessa lesão e Bloodgood (1923)(5) propôs a denominação de "tumor benigno de células gigantes".

Avaliação da radioscopia intraoperatória no alinhamento coronal do componente tibial em artroplastias primárias de joelho

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):541-545 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar o efeito do uso da radioscopia intraoperatória em artroplastias primáriasde joelho sobre o alinhamento final do componente tibial.Métodos: Foram incluídos no estudo os pacientes submetidos à artroplastia total do joelho(ATJ) entre 13/04/2013 e 20/04/2013. Os pacientes foram avaliados retrospectivamente e doisgrupos foram identificados, um com uso de radioscopia intraoperatória para avaliação doposicionamento do componente tibial durante a cirurgia e o segundo sem uso desse recurso.Resultados: A média do ângulo de alinhamento do componente tibial em relação à diáfise datíbia foi superior no grupo sem uso de radioscopia intraoperatória (90,82) em comparaçãocom o grupo com radioscopia (90,63), com resultado estatisticamente significativo (p < 0,05).Conclusão: O uso de radioscopia no intraoperatório de ATJ produz melhor média de ângulode alinhamento entre o componente tibial em relação à diáfise da tíbia quando comparadoao não uso.

Avaliação da recuperação motora em ratos submetidos a lesão medular experimental*

EMILIANO VIALLE; LUIZ ROBERTO GOMES VIALLE; ELIZANA RASERA; CLÓVIS CECHINEL; IZABELA LEONEL; CLAUS SEYBOTH

Rev Bras Ortop. 2002;37(3):- - Artigo Original
Uma das grandes dificuldades na realização de estudos sobre lesão medular em animais é a obtenção de um trauma com energia similar, produzindo lesões padronizadas. Apesar de cuidados técnicos na realização da lesão medular, estudos histológicos mostram certo grau de variabilidade na área lesada, o que requer um método auxiliar de avaliação da lesão medular. Os autores objetivam testar um modelo de escala de avaliação da recuperação motora para lesão medular experimental tendo como base testes já consagrados e avaliar sua aplicabilidade no protocolo do Laboratório de Lesões Medulares e Trauma Experimental do Hospital Universitário Cajuru - Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Foram utilizados 20 ratos Wistar machos, pesando entre 350 e 450g, de acordo com as normas do Mascis (Multicenter Animal Spinal Cord Injury Study). Os animais foram anestesiados com pentobarbital (65mg/kg, ip) e submetidos a laminectomia T9-T10 preservando o saco dural. Dez ratos receberam então uma lesão contusa equivalente à queda de uma haste de 10g de altura de 25mm, em área seccional de 2mm2, utilizando o aparelho Impactor NYU acoplado a um PC com software específico para análise dos dados; 10 foram utilizados como controle. Todos receberam antibioticoterapia profilática (1mg/dia de cefazolina ip) pós-anes-tesia, 24 horas e 48 horas após a lesão. Os animais fo-ram avaliados quanto à recuperação motora no sétimo, 14o e 21o dia após a lesão, realizando-se seis testes. O método identificou recuperação motora similar; três dos seis testes mostraram-se mais eficazes. A avaliação motora extensa, apesar de preconizada na literatura, não se mostrou necessária, pois três testes não influenciaram na avaliação final.

TRATAMENTO DA SÍNDROME DO TÚNEL CUBITAL PELA TÉCNICA DE TRANSPOSIÇÃO ANTERIOR SUBCUTÂNEA: SERÁ ESTE MÉTODO SEGURO E EFICAZ?

Sara Lima; João Freitas Correia; Rui Moura Martins; Jorge Miguel Alves; João Palheiras; Carlos de Sousa

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):748-753 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados da transposição anterior subcutânea do nervo cubital no tratamento da síndrome do túnel cubital (STC) e a influência de fatores de prognóstico, tais como o estádio de McGowan pré-operatório, a idade e a duração dos sintomas. Métodos: Foram avaliados 36 doentes com STC submetidos à transposição anterior subcutânea do nervo cubital entre 2006 e 2009, com um tempo médio de follow-up de 28 meses. A idade média foi de 41,6 anos. Nove doentes foram incluídos no estádio I de McGowan, 18 no estádio II e nove no estádio III. Resultados: Obteve-se melhoria estatisticamente significativa dos défices motores e sensitivos. 78% dos doentes com neuropatia severa melhoraram após a cirurgia. Segundo a escala de Bishop modificada, obtiveram-se 21 (58,3%) resultados excelentes, sete (19,4%) bons, seis (16,7%) satisfatórios e dois maus (5.55%). A taxa de satisfação foi de 86% e 72% dos doentes recuperaram as atividades diárias sem limitações. Conclusão: A gravidade da neuropatia e a duração pré-operatória dos sintomas, mas não a idade, tiveram uma influência negativa no outcome. A transposição anterior subcutânea do nervo cubital é segura e eficaz no tratamento da STC com diversos graus de gravidade. Tendo em conta os principais fatores de prognóstico identificados, o tratamento cirúrgico deve ser aconselhado logo que a perda axonal se torne clinicamente evidente.Descritores - Manguito Rotador; Plasma Rico em Plaquetas; Artroscopia

TEMPO DE RADIAÇÃO EMITIDA POR FLUOROSCOPIA EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

João Caron La Salvia; Pablo Reis de Moraes; Tiago Yossef Ammar; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):136-138 - Artigo Original
Objetivo: Averiguar o tempo médio de emissão de radiação por aparelho de fluoroscopia durante variadas cirurgias ortopédicas e quais necessitam maior uso de radiação. Métodos: Foram contabilizados os tempos em 16 cirurgias diferentes, totalizando 80 procedimentos. Ao final de cada procedimento foi verificado o tempo de utilização de fluoroscopia diretamente do intensificador de imagem. Resultados: Foram necessários em média 61 segundos de fluoroscopia por operação. Os procedimentos que demandaram mais uso de radiação em média foram epifisiodese femoral proximal bilateral (5,1 minutos) e osteossíntese diafisária de fêmur com haste intramedular bloqueada (3,33 minutos). Conclusão: O tempo médio de fluoroscopia em cirurgias ortopédicas foi de 61 segundos. Os procedimentos com uso de dispositivo intramedular são os que requerem maior emissão de radiação.Descritores - Dosagem de Radiação; Fluoroscopia; Ortopédica.

Doenças ósseas com células gigantes multinucleadas*

JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; CRISTIANO LUIZ HORTA DE LIMA JR.

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Os autores abordam o tema do diagnóstico diferencial anatomopatológico de doenças ósseas que têm em comum em sua estrutura histológica as células gigantes multinucleadas com caracteres de osteoclastos ou que a eles se assemelham. Os osteoclastos estão normalmente presentes na borda das traves ósseas, em lacunas de Howship quando da reabsorção fisiológica. Produzem enzimas (colagenase e hialuronidase) e agem sob estimulo do paratormônio. Aumentam em número e às vezes são numerosos, quando há aumento da reabsorção óssea, fisiológica ou não. Células semelhantes, também gigantes multinucleadas, participam do substrato histológico de múltiplos processos tumorais, inflamatórios, metabólicos ou de causas desconhecidas, podendo levar a erros indesejáveis de diagnóstico e, conseqüentemente, de conduta terapêutica, se mal interpretados aos exames citológicos, de biópsia ou em método de congelação durante o ato cirúrgico.

Tumor de células gigantes em pacientes com imaturidade esquelética*

ALBERTO T. CROCI; OLAVO P. CAMARGO; NANY R. B. OLIVEIRA; RUBENS CAMPOS F.; SÉRGIO Y. OKANE

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Os autores estudam 252 casos de tumor de células gigantes (TGC) atendidos no Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no período de 1944 a 1993; encontram apenas dois casos (0,8%) de localização estritamente metafisária, sendo que estes pacientes ainda não haviam completado sua maturidade esquelética. Apresentam os casos e discutem o quadro clínico, procedimentos realizados e resultados cirúrgicos. Não houve recidiva do tumor, com bom resultado funcional na evolução de 34 e seis meses, respectivamente. Concluem que o TGC metafisário é entidade rara em pacientes que ainda apresentam imaturidade do sistema músculo-esquelético.

Histiocitose de células de Langerhans no ísquio Relato de caso*

MURILO ROCHA; JOSE WAGNER DE BARROS; JOÃO CARLOS SALDANHA; MUNIR MARCUS BESSA

Rev Bras Ortop. 1994;29(8):- - Relato de Caso
Os autores descrevem, em criança do sexo masculino de três anos, um caso de histiocitose de células de Langerhans no ísquio esquerdo. Realçam a pouca freqüência da lesão nesta localidade, discutem o diagnóstico diferencial e a conduta adotada.

Tumor de células gigantes do sacro* Relato de caso

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO; FLORINDO VOLPE NETO; REGINA YUMI SAITO; RODRIGO MONTEZUMA CESAR DE ASSUMPÇÃO; MARCOS SANMARTIN FERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Relato de Caso
Os autores relatam caso de tumor giganto-celular (TGC) do sacro em uma paciente de oito anos e três meses de idade. O TGC é entidade raramente vista em pacientes esqueleticamente imaturos, como também em localização sacral. Existem poucos casos descritos na literatura. Em nosso serviço tratamos de sete pacientes até o momento. Este chama a atenção por ser o paciente mais jovem até agora descrito. Os estudos publicados mencionam comprometimento neurológico freqüente, embora este aspecto não tenha estado presente neste caso.

Uso do Ácido Tranexâmico no Controle do Sangramento em Cirurgias de Escoliose Toracolombar com Instrumentação Posterior

Vinícius Magno da Rocha; Alderico Girão Campos de Barros; Cleiton Dias Naves; Nayara Lopes Gomes; Julie Calixto Lobo; Luís Cláudio Villela Schettino; Luís Eduardo Carelli Teixeira da Silva

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):226-231 - Atualizaçao
Objetivo: A cirurgia de escoliose envolve elevada perda sanguínea e necessita frequente-mente de hemotransfusão. O custo e os riscos envolvidos no uso do sangue alogênico têmmotivado pesquisas de métodos capazes de reduzir o sangramento operatório nos paci-entes. Um desses métodos é o uso de drogas antifibrinolíticas, entre as quais está o ácidotranexâmico (ATX). O objetivo deste estudo foi verificar o uso dessa droga no controle dosangramento em cirurgias de escoliose idiopática.Métodos: Estudo retrospectivo no qual foram analisados os prontuários de 40 pacientes sub-metidos à artrodese toracolombar por via posterior. Desses, apenas 21 usaram o ATX e foramrelacionados no grupo teste. Os demais foram relacionados no grupo controle. Foram com-paradas as médias de sangramento per e pós-operatório e a necessidade de hemotransfusãoentre os dois grupos.Resultados: O grupo que usou o ATX teve sangramento peroperatório significativamentemenor do que o grupo controle. Não houve diferença significativa entre os grupos para osangramento pós-operatório e a necessidade de hemotransfusão.Conclusões: O ATX foi eficaz na redução do sangramento peroperatório, conforme demos-trado em outros estudos. A correlação entre o seu uso e a redução da necessidade dehemotransfusão é multifatorial e não pôde ser estabelecida neste trabalho. Acreditamosque o ácido tranexâmico possa ser um recurso útil e merece maior atenção em séries pros-pectivas, duplo-cegas, randomizadas, com o devido controle das variáveis que interferemdiretamente na perda sanguínea.

USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO ESTRUTURAL CORTICAL EM CIRURGIAS DE RECONSTRUÇÃO FEMORAL

Milton Valdomiro Roos; Bruno Dutra Roos; Taís Stedile Busin Giora; Thiago Martins Taglietti

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):483-489 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma avaliação clínica e radiográfica dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico com utilização de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral secundárias a afrouxamento de artroplastia total do quadril e fraturas periprotéticas. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 27 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril (12 casos) e fratura periprotética (15 casos) utilizando enxerto homólogo estrutural cortical e implante cimentado, no período de junho de 1999 a fevereiro de 2008. Desses, 21 preencheram todos os critérios necessários para este trabalho. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação clínica pré e pós-operatória, de acordo com o Harris Hip Score. Foram avaliadas também radiografias pré-operatórias, pós-operatórias imediatas e tardias, comparando a consolidação das fraturas, os sinais radiográficos de consolidação do enxerto, a modificação do estoque ósseo e da qualidade óssea do fêmur e o alinhamento femoral. Resultados: Nove pacientes (42,9%) foram submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril e 12 (57,1%), à reconstrução femoral secundária à fratura periprotética. Com relação à classificação clínica pós-operatória, os resultados obtidos foram considerados como satisfatórios em 85,7% dos casos e insatisfatórios em 14,3%. Sinais radiográficos de consolidação do enxerto foram visualizados em todos os casos. Houve aumento do estoque ósseo em 90,5% das reconstruções de quadril realizadas, conforme aferição do índice cortical. Além disso, a modificação da qualidade óssea femoral foi considerada boa em 66,7% dos casos. Conclusão: O uso de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral de artroplastias totais do quadril e em fraturas periprotéticas é uma boa opção de tratamento em casos selecionados, permitindo resultados clínicos e radiográficos satisfatórios. Descritores - Fraturas do Fêmur; Artroplastia de Quadril/métodos; Prótese de Quadril; Transplante Ósseo.

O uso da osteotomia de Wagner modificada, nas cirurgias de revisão

PEDRO IVO DE CARVALHO; ROMULO SCELZA; ALDO DE CARVALHO; JOSÉ EDUARDO AMARANTE

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
A retirada do cimento do canal femoral é um dos momentos mais delicados nas cirurgias de revisão de artroplastias totais de quadril. Os autores destacam um método por eles utilizado que é a osteotomia lateral e proximal do fêmur (osteotomia de Wagner modificada por Paprosky), que facilita bastante este procedimento. São analisados 26 casos desta técnica empregada de agosto de 1992 a junho de 1995 com acompanhamento mínimo de um ano e máximo de três anos, com média de 1,8 ano. Todos os casos foram considerados de boa evolução, diminuindo o tempo de cirurgia, assim como as complicações inerentes à retirada de cimento do canal femoral. Tiveram como complicação dois casos de pseudartrose da osteotomia que não comprometeram o resultado funcional da artroplastia de revisão, sendo ambos realizados no mesmo paciente (caso bilateral), tomador crônico de cortisona.

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