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Busca por: Diagnóstico precoce da infecção articular periprotética do quadril – situação atual, avanços e perspectivas*

Diagnóstico precoce da infecção articular periprotética do quadril – situação atual, avanços e perspectivas*

Luiz Sérgio Marcelino Gomes

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):368-376 - Artigo de Atualização

A infecção articular periprotética (IAP) tem consequências devastadoras sobre a função articular e sobre a taxa de morbimortalidade dos pacientes vitimados por esta grave complicação. Ainda que o diagnóstico precoce seja um dos consensos com importância bem estabelecida, as rotinas de investigação são ainda conduzidas de forma empírica, inconsistente e pouco objetiva em muitos centros de todo o mundo. O presente artigo busca contextualizar a situação atual dos conhecimentos sobre o diagnóstico precoce das infecções articulares periprotéticas, assim como discutir os avanços e perspectivas, dentro de um cenário de sua aplicabilidade rotineira pela equipe médica responsável pelo manejo desta temida complicação.


Palavras-chave: prótese de quadril; biomarcadores; microbiologia; sinais e sintomas.

Apoio precoce em prótese total de quadril não cimentada*

MAURO MEYER

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Artigo Original
O apoio total imediato, já a partir do primeiro dia pós-operatório, foi permitido a 34 pacientes que se submeteram a artroplastia total de quadril não cimentada, entre março de 1998 e agosto de 1999. Análise radiográfica com três meses e com um ano de evolução demonstrou osteointegração em todos os pacientes e o estudo cintilográfico, captação normal aos 12 meses. Todos os pacientes encontravam-se assintomáticos na última revisão.

Caracterização de artroplastias de quadril e joelho e fatores associados à infecção

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):694-699 - Artigo Original
Objetivo: Caracterizar as artroplastias, calcular a taxa de infecção cirúrgica e identificarfatores de risco relacionados.Métodos: Estudo de coorte retrospectivo. Os dados das cirurgias feitas entre 2010 e 2012 foramcoletados em fontes documentais e analisados com auxílio de programa estatístico e testesexato de Fisher, t de Student e não paramétrico de Mann-Whitney e Wilcoxon.Resultados: Foram analisadas 421 artroplastias totais em 346 pacientes, 208 de joelho e 213de quadril; 18 (4,3%) pacientes infectaram; entre esses, 15(83,33%) foram reoperados e dois(15,74%) evoluíram para óbito. A prevalência de infecção em artroplastia total de quadrilprimária foi de 3%, em artroplastia total de joelho primária de 6,14% e em revisão de artro-plastia total de joelho de 3,45%; Staphylococcus aureus foi prevalente. O tempo de duração dacirurgia indicou uma tendência como fator de risco (p = 0,067).Conclusão: A prevalência de infecção em artroplastia total de joelho primária foi superior àsdemais e não foram identificados fatores de risco para infecção com significância estatística.

Perfil social e análise de custo da infecção pós-operatória da artroplastia total do quadril

Vera Lucia Frazão; Helder de Souza Miyahara; Ricardo Akihiro Kirihara; Ana Lucia Lei Munhoz Lima; Alberto Tesconi Croci; José Ricardo Negreiros Vicente,

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):720-724 - Artigo Original
    Objetivo: Caracterizar o perfil socioeconômico e demográfico de pacientes submetidos à cirurgia de revisão de artroplastia total do quadril por diagnóstico de infecção protética profunda. Métodos: Análise de 20 pacientes internados entre 2009 e 2010 pelo Grupo de Quadril com diagnóstico de infecção protética profunda cujo tratamento proposto foi cirúrgico. O trabalho foi feito com preenchimento na presença do paciente de dois formulários aplicados pela assistente social do grupo. Resultados: Na amostra de 20 pacientes, 40% pertenciam ao sexo masculino, 45% estavam em idade produtiva, 50% eram originários da capital, 85% previdenciários, 70% aposentados, 60% provenientes do próprio hospital e 40% de outros serviços. A média de custo dos pacientes ao sistema público foi de R$ 55.821,62 por paciente, o gasto total no tratamento dos pacientes do estudo totalizou R$ 1.116.432,40. Conclusão: Conclui-se que a artroplastia total do quadril infectada gera um grande gasto ao sistema previdenciário e ao sistema de saúde público, deve-se, portanto, sempre atentar para os possíveis fatores de risco e cuidados perioperatórios para que esse problema seja evitado.

AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA DO ESPAÇO ARTICULAR NA ARTROSE DO QUADRIL: ESTUDO COMPARATIVO EM DECÚBITO E ORTOSTATISMO

GUSTAVO FORNARI VANNI; JULES MICHEL STUCKY; CARLOS ROBERTO SCHWARSTMANN

Rev Bras Ortop. 2008;43(10):460-464 - Artigo Original
Objetivo: Comparar as alterações do espaço articular em pacientes com osteoartrose do quadril, por meio de estudo radiográfico que inclui as posições em decúbito dorsal e ortostatismo monopodálico. Métodos: A amostra do presente estudo consta de 74 radiografias. Metade das radiografias foram realizadas com os pacientes em decúbito dorsal e a outra metade com os pacientes em ortostatismo monopodálico. Uma régua milimetrada e uma lente de aumento foram usadas para realizar as medições dos quadris. O espaço entre o acetábulo e a cabeça femoral (EACF) foi medido a partir de radiografias centradas no quadril. Resultados: Comparando-se 74 radiografias com osteoartrose do quadril obtidas em decúbito dorsal e ortostatismo monopodálico conclui-se que existe diferença estatisticamente significativa entre as posições estudadas respectivamente de 1,47 para 1,12mm (p < 0,0001). A correlação foi de 0,952 com p < 0,0001. O teste "t-Student" pareado para a amostra decúbito dorsal e ortostatismo revelou intervalo de confiança de 0,2671 a 0,4302 com p < 0,0001 bicaudal. Conclusão: As radiografias mensuradas em ortostatismo com apoio monopodálico avaliam melhor o verdadeiro espaço articular e o grau de artrose.Descritores - Osteoartrite /radiografia; Articulação do quadril / radiografia; Radiografia /métodos.

AVANÇOS NO USO DE CÉLULAS-TRONCO EM ORTOPEDIA

Alexandre Fogaça Cristante; Douglas Kenji Narazaki

Rev Bras Ortop. 2011;46(4):359-367 - Atualização
 As células primordiais, ou células-tronco, são células indiferenciadas multipotentes com a capacidade de originar qualquer tipo de tecido no organismo. Podem ter origem no blastocisto, sendo classificadas como embriônicas, ou em tecidos desenvolvidos de fetos, recém-nascidos ou adultos, conhecidas como célulastronco somáticas. Como um dos principais locais de isolamento da célula primordial está a medula óssea, tendo duas linhagens: células progenitoras hematopoéticas e mesenquimais. Existem diversos usos dessas células indiferenciadas na ortopedia, desde lesões cartilaginosas em patologias como osteoartrose, osteocondrite dissecante, condromalácia patelar, lesões ósseas como em pseudoartroses ou em perdas ósseas, ou em lesões nervosas como em trauma raquimedular. O estudo das células-tronco é provavelmente o campo de estudo mais promissor de toda a medicina que, em um espaço curto de tempo, irá revolucionar todas as especialidades médicas, tanto clínicas quanto cirúrgicas, solucionando patologias hoje de difícil abordagem.Descritores - Ortopedia/tendências; Células-tronco; Cartilagem; Pseudoartrose.

Avanços no Tratamento das Fraturas Expostas

Pedro Nogueira Giglio; Alexandre Fogaça Cristante; José Ricardo Pécora; Camilo Partezani Helito; Ana Lucia Lima; Jorge dos Santos Silva

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):125-130 - Atualização
O manejo das fraturas expostas é discutido desde a antiguidade e permanece de grande inte-resse da ortopedia e da traumatologia modernas. São lesões ainda desafiadoras. Infecçãoe não união são complicações temidas. Aspectos no diagnóstico, classificação e manejoinicial são discutidos. São essenciais a administração precoce de antibióticos, a limpezacirúrgica e o debridamento meticuloso. Devem ser levadas em consideração as condiçõessistêmicas do paciente politraumatizado e as condições locais do membro acometido.A estabilização esquelética precoce é necessária. A fixação definitiva deve ser conside-rada quando possível e métodos de fixação provisória devem ser usados quando necessário.O fechamento precoce deve ser almejado e pode-se fazer uso de retalhos para esse fim.

Abordagem atual das lesões ósseas benignas

OLAVO PIRES DE CAMARGO

Rev Bras Ortop. 2000;35(7):- - Atualização
As lesões ósseas benignas são motivo de controvérsia, não apenas com relação ao diagnóstico, mas, principalmente, com relação à conduta a ser seguida. É importante enfatizar que, em mais de 95% dos casos, tratam-se na verdade de afecções não tumorais, como cisto subcondral, osteomielite subaguda, avulsão óssea, miosite ossificante, osteonecrose e distúrbios metabólicos ou congênitos.

CONDUTA ATUAL NAS LESÕES ÓSSEAS METASTÁTICAS

OLAVO PIRES DE CAMARGO; ANDRÉ MATHIAS BAPTISTA

Rev Bras Ortop. 2004;39(6):- - Atualização
O diagnóstico e tratamento das lesões ósseas metastáticas tem sofrido algumas importantes mudanças na última década. Com o aumento geral da sobrevida das neoplasias em geral, a atuação do ortopedista oncológico tem sido cada vez mais precoce nas metástases ósseas. Novos métodos operatórios, como as hastes travadas e o instrumental para coluna vertebral, têm possibilitado a intervenção cirúrgica nos casos de fratura iminente, com baixa morbidade, melhora acentuada da dor e marcha imediata. Descritores - Lesão óssea metastática; diagnóstico; tratamento cirúrgico.

TRATAMENTO DA LUXAÇÃO PARALÍTICA DO QUADRIL NA PARALISIA CEREBRAL TETRAPARÉTICA ESPÁSTICA COM OSTEOTOMIA DO FÊMUR E DO ILÍACO SEM ABERTURA DA CÁPSULA ARTICULAR (CAPSULOPLASTIA)

Fernando Farcetta Junior; Fabio Peluzo Abreu; Daniella Lins Neves; Paulo Facciola Kertzman; Alexandre Zuccon; Simone de Oliveira Bittencourt; Davi Moshe Leopold Lopes

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):181-185 - Artigo Original
Objetivo: Mostrar o planejamento pré-operatório, e os resultados do tratamento cirúrgico da luxação paralítica do quadril em pacientes com paralisia cerebral. A técnica utilizada foi a osteotomia derrotatória e varizante do fêmur proximal, associada à osteotomia do ilíaco tipo Dega, sem abertura da cápsula articular. Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo de 10 quadris em oito pacientes com paralisia cerebral tipo tetraparesia espástico, submetidos a tratamento cirúrgico entre 2003 e 2005 com a mesma técnica cirúrgica. Foram avaliados parâmetros clínicos e radiográficos pré e pós-operatórios, bem como o planejamento pré-operatório com uso do intensificador de imagem. Os parâmetros clínicos analisados foram: dor, dificuldade de higiene e dificuldade de posicionamento. Os parâmetros radiológicos foram os índices de Reimers, índice acetabular e ângulo cervicodiafisário. Estes resultados foram submetidos a análise estatística. Resultados: Obtivemos bons resultados com esta técnica. Com um seguimento médio de três anos, todos os quadris estavam reduzidos na última consulta, com alto grau de satisfação dos familiares, em relação ao tratamento. Além disso, mostramos que o planejamento pré-operatório com uso do intensificador de imagem nos permite a redução e estabilização desses quadris sem a necessidade de capsuloplastia. Conclusão: Os autores concluíram que no tratamento da luxação do quadril dos pacientes com paralisia cerebral tetraparéticos espásticos com o planejamento pré-operatório, não é necessária a capsuloplastia para estabilização da articulação coxofemoral. Descritores - Paralisia cerebral; Luxação do quadril; Osteotomia; Fêmur.

Perspectivas de recuperação do lesado medular

AMIR S. GEBRIN, ARMANDO S. CUNHA1, CIRO F. DA-SILVA, TARCÍSIO E.P. BARROS FILHO, RONALDO J. AZZE

Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
Ao contrário da grande capacidade de regeneração observada em nervos periféricos, a do tecido nervoso central adulto é mínima após trauma. Apesar dos rearranjos sinápticos subseqüentes ao trauma, lesões medulares resultam em déficits permanentes. Intervenções no microambiente neuronal são necessárias para promover regeneração e proteção de neurônios medulares lesados.

Infecção por feohifomicose em joelho

David Sadigursky; Luisa Nogueira e Ferreira; Liz Moreno de Oliveira Corrêa

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):231-234 - Relato de Caso
    A feohifomicose, causada por fungos demáceos, raramente acomete grandes articulac¸ões. Este é um relato de caso de feohifomicose, em joelho esquerdo de idoso não imunossuprimido, acompanhado de dor e aumento de volume em região anterior do joelho. Suspeitou-se de bursite suprapatelar, sendo medicado com anti-inflamatório não esteroidal, sem apresentar remissão dos sintomas. Fez-se tratamento cirúrgico, foram ressecadas a bursa suprapatelar e a região anterior do tendão do quadríceps sendo a pec¸a encaminhada para exame anatomopatológico e cultura. No exame anatomopatológico foi possível evidenciar o diagnóstico de feohifomicose. O tratamento instituído foi itraconazol, 200 mg/dia por seis semanas, apresentando remissão completa do quadro. O exame físico se manteve normal após um ano de seguimento. Este é o primeiro caso publicado a respeito da infecc¸ão por feohifomicose em região suprapatelar. Apesar de quase todos os casos registrados estarem associados a pacientes imunossuprimidos, este foi uma excec¸ão. É importante que se suspeite de feohifomicose nas infecc¸ões de joelho, na área da bursa suprapatelar, quando os sintomas não resolverem após o tratamento clínico medicamentoso.

Avaliação da importância atual da planificação radiológica na abertura intercondiliana*

JOÃO L. ELLERA GOMES; LUIZ ROBERTO MARCZYK; ROBERTO RUTHNER; LUÍS MARCELO MÜLLER; ALESSANDRO ROSSOL

Rev Bras Ortop. 1997;32(12):- - Artigo Original
Este trabalho tem como objetivo avaliar a mudança da importância dada ao estreitamento do intercôndilo nas cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado anterior ao longo de 11 anos em nosso serviço, período no qual foram operados mais de 1.500 pacientes. Foram selecionados, para isso, 60 pacientes operados no ano de 1990 e 60 no ano de 1995, sendo analisados seus prontuários médicos. Verificou-se que houve lenta e gradual diminuição da avaliação radiológica pré-operatória do sulco intercondiliano. Além disso, observou-se também que a necessidade de intercondiloplastia foi reduzida de 30% nos primeiros casos para 19% após dez anos de experiência. Este último dado pode ser explicado pela diminuição do tempo de evolução entre a lesão e o tratamento cirúrgico, além da facilidade com que o cirurgião atualmente maneja os estreitamentos do intercôndilo.

COMPLICAÇÕES APOS ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: FRATURA PERIPROTETICA APOS TRANSPLANTE DO MECANISMO EXTENSOR

Camilo Partezani Helito, Leonardo Pozzobon, Riccardo Gomes Gobbi, Jose Ricardo Pecora, Gilberto Luis Camanho.

Rev Bras Ortop. 2013;48(5):- - Relato de Caso

RESUMO

Com o aumento do número de artroplastias no Brasil existe um aumento significativo também no número de suas complicac¸ões. Os autores relatam um caso de três graves complicac¸ões após uma artroplastia total do joelho em que o tratamento foi feito baseado na literatura, porém individualizado em alguns pontos para as necessidades da paciente em questão. O desfecho foi considerado de sucesso.

Descritores - Arthroplasty, replacement, knee Postoperative complications Infection

ARTROPLASTIA UNICOMPARTIMENTAL DO JOELHO: PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS ATUAIS NO BRASIL

Gustavo Gonçalves Arliani; Felipe Bertelli Angelini; Fernando Ferlin; João Alberto Yazigi Júnior; Andrea Canizares Hernandes; Diego da Costa Astur; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):724-729 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar as condutas e procedimentos realizados pelos cirurgiões de joelho do Brasil no tratamento da osteoartrose com artroplastia unicompartimental e osteotomia tibial alta do joelho. Métodos: Um questionário de 14 questões fechadas foi elaborado e aplicado a cirurgiões brasileiros de joelho durante os três dias do 43o Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia. Resultados: Um total de 113 cirurgiões de joelho preencheram completamente o questionário e fizeram parte da amostra analisada. Neste estudo, a maioria dos cirurgiões realizava menos de cinco artroplastias unicompartimentais do joelho/ano (61,1%) e entre cinco e 15 osteotomias tibiais altas/ano (37,2%). A utilização de navegação computadorizada no intraoperatório é ainda infrequente em nosso meio, sendo realizada por apenas 0,9% dos especialistas. A opção pelo uso da artroplastia total do joelho em detrimento da parcial devido à falta de familiaridade com a técnica cirúrgica foi relatada por 65,5% dos cirurgiões. Quando arguidos sobre a possibilidade de crescimento no número de próteses unicompartimentais no Brasil com o aumento da familiaridade com a técnica pelos cirurgiões do País, 80,5% dos entrevistados responderam que acreditam nesta hipótese. Nesta amostra, constatamos que quanto maior a experiência do cirurgião maior o número de próteses unicompartimentais e osteotomias tibiais realizadas anualmente (r = 0,550 e r = 0,465, respectivamente, e p < 0,05). Conclusões: Existem claras tendências em evolução no tratamento da osteoartrose unicompartimental com artroplastia parcial do joelho no Brasil. No entanto, mais estudos prospectivos controlados são necessários para avaliar o benefício clínico e científico destas tendências.Descritores - Artroplastia do Joelho; Osteotomia; Osteoartrite; Articulação do Joelho

LESÃO MUSCULAR: PERSPECTIVAS E TENDÊNCIAS ATUAIS NO BRASIL

Diego Costa Astur; João Vitor Novaretti; Renato Kalil Uehbe; Gustavo Gonçalves Arliani; Eduardo Ramalho Moraes; Alberto de Castro Pochini; Benno Ejnisman; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):573-580 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar as condutas, os procedimentos e as perspectivas do médico do esporte e ortopedista do Brasil no diagnóstico e no tratamento de lesões musculares. Métodos: Questionário com 20 questões relacionadas ao tema lesão musculares. Foi aplicado em médicos do esporte e ortopedistas durante o II Congresso Brasileiro de Artroscopia e Traumatologia do Esporte, em 2013. Resultados: Responderam completamente o questionário 168 médicos do esporte e ortopedistas. Foram entrevistados médicos de todas as regiões do Brasil, com média de 11 anos de experiência no tratamento da lesão muscular. Membros inferiores são acometidos em 97% dos casos, principalmente quadríceps, adutor e tríceps sural. A lesão ocorre na fase excêntrica para 62% dos entrevistados, 39% fazem ultrassom (USG) e 37% ressonância magnética (RM) para diagnóstico da lesão. Medicação, repouso e crioterapia na fase aguda (87,5%) e medicação, repouso e fisioterapia durante o tratamento da lesão (56%) são as opç ões prevalentes. Os critérios de retorno ao esporte foram bastante subjetivos e díspares entre as opç ões apresentadas e a maioria dos entrevistados já usou alguma terapia adjuvante às tradicionais. Conclusão: O número de lesões musculares tratadas anualmente é superior a 30, independentemente de se no setor público ou privado. Ocorre principalmente na junção miotendínea, nos membros inferiores e na fase excêntrica da contração muscular. O USG é o exame mais feito e a RM o considerado ideal. Para a maioria dos entrevistados o tratamento de escolha envolve repouso, medicação e fisioterapia. Além disso, 52% acreditam na eficiência do plasma rico em plaquetas (PRP) e 42% referem já tê-lo usado. Descritores - Lesão muscular Perspectivas Tratamento Conduta Epidemiologia

FRATURA PERIPROTÉTICA DA TÍBIA COMBINADA COM FRATURA DE FADIGA DA HASTE TIBIAL DE ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO

Fernando Fonseca; Edgar Rebelo; António Completo

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):745-750 - Relato de Caso
As complicações das artroplastias totais do joelho relacionadas com o próprio material são muito raras, exceto o desgaste do polietileno. Neste artigo os autores reportam o caso de uma paciente do sexo feminino de 58 anos referenciada ao pronto-socorro do nosso hospital por uma fratura periprotética tibial (tipo I da classificação da Mayo Clinic). Uma observação mais cuidadosa mostroua presença concomitante da referida fratura da tíbia associada à fratura de fadiga da haste tibial. A prótese com a haste foi remetida a um laboratório de biomecânica independente onde foi avaliada e efetuada uma reconstrução com uso de sistema de elementos finitos em CAD de modo a verificar a existência de algum defeito de fabricação e as eventuais causas para o sucedido. Depois de avaliadas diversas hipóteses, concluiu-se que a fratura do material foi provocada por uma sobrecarga na zona de transição prato/haste secundária à falência óssea prévia (fratura). Da avaliação do caso ressalta-se novamente a necessidade de efetuar uma avaliação adequada da mineralização óssea e, em caso de dúvida, utilizar uma haste longa.Descritores - Artroplastia do Joelho; Fraturas de Estresse; Revisão Cirúrgica.

TUMORES ÓSSEOS BENIGNOS E LESÕES ÓSSEAS PSEUDOTUMORAIS: TRATAMENTO ATUAL E NOVAS TENDÊNCIAS

José Marcos Nogueira Drumond

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):386-390 - Atualização
O tratamento dos tumores ósseos benignos (TOB) e lesões ósseas pseudotumorais (LOP) tem visto surgir novos medicamentos, como os bisfosfonatos de uso intravenoso, que têm mostrado bons resultados no controle das lesões da displasia fibrosa. O cisto ósseo aneurismático tem sido tratado com agentes esclerosantes com sucesso. Tratamentos adjuvantes permitem a realização de cirurgias que preservam a articulação e a função, com baixas taxas de recidiva. Têm sido mais utilizados o cimento ósseo (PMMA), o fenol, a crioterapia com nitrogênio líquido, a água oxigenada, o álcool etílico e a radioterapia. Entre os novos métodos de tratamento surgidos destaca-se a ablação térmica por radiofrequência e por laser, utilizada principalmente para tratamento do osteoma osteoide. A artroscopia permite a ressecção de lesões benignas intra-articulares e assiste na ressecção de tumores subcondrais. Um grande avanço foi a utilização de substitutos sintéticos do osso, que associam substâncias osteoindutivas com material osteocondutivo e têm apresentado resultados comparáveis aos do enxerto ósseo autógeno. Há uma tendência atual para tratamentos fechados, fazendo-se a injeção percutânea de matriz óssea desmineralizada (DBM) associada com sulfato de cálcio. O enxerto ósseo esponjoso autógeno permanece como o padrão ouro. O enxerto de fíbula vascularizado apresenta os melhores resultados para incorporação em lesões maiores e agressivas. Também o suporte cortical alogênico provê resistência estrutural aumentada nessas lesões mais agressivas. O aloenxerto liofilizado tem indicação para preencher defeitos contidos e para reforço do enxerto autógeno. As endopróteses articulares são utilizadas em grandes lesões destrutivas no fêmur distal, no quadril e no ombro. Descritores - Doenças ósseas; Neoplasias ósseas.

Análise da reprodutibilidade intra e interobservadores das classificações antiga e atual da AO para fraturas toracolombares

Felipe Augusto Rozales Lopes; Ana Paula Ribeiro Bonilauri Ferreira; Ricardo André Acácio dos Santos; Carlos Henrique Maçaneiro

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):521-526 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a concordância inter e intraobservadores dos sistemas de classificação Magerl AO e AOSpine para fraturas toracolombares.
MÉTODOS: Os participantes foram divididos em dois grupos, um com seis médicos ortopedistas especialistas em coluna e o outro com 18 médicos residentes em ortopedia. Os participantes analisaram 25 radiografias com fraturas toracolombares em duas oportunidades, com um mês de intervalo entre elas, e classificaram com o uso dos dois sistemas de classificação de fratura toracolombar, Magerl AO e AOSpine. Os dados de concordância foram analisados pelo método do coeficiente kappa.
RESULTADOS: A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância interobservadores leve (k = 0,32), considerando o tipo e o subtipo das fraturas, enquanto a classificação AOSpine obteve uma concordância interobservadores moderada (k = 0,59). A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância intraobservadores leve entre médicos residentes e médicos especialistas (k = 0,21 e 0,38, respectivamente), enquanto a classificação AOSpine apresentou uma boa concordância intraobservadores entre médicos residentes (k = 0,62) e moderada entre médicos especialistas (k = 0,53).
CONCLUSÃO: O sistema de classificação da AOSpine para fraturas toracolombares apresentou uma melhor confiabilidade e reprodutibilidade comparado com o sistema de classificação Magerl AO, em relação à morfologia da fratura.


Palavras-chave: Fraturas da coluna vertebral; Classificação Magerl AO; Classificação AOSpine; Concordância interobservadores e intraobservadores.

Luxação posterior traumática do ombro: diagnóstico e tratamento precoce*

ARILDO EUSTÁQUIO PAIM, ALESSANDRO PAIM, CELSO MIGUEL LEMOS TORRES, RENATO CÉSAR REZENDE DE CASTRO

Rev Bras Ortop. 1997;32(9):- - Artigo Original

RESUMO

Três pacientes com luxação traumática posterior do ombro foram tratados no Hospital Mater Dei e Santa Casa de Belo Horizonte. Em nenhum caso houve fraturas associadas. Todos foram diagnosticados precocemente e tratados com redução incruenta sob anestesia, seguida de imobilização do ombro com aparelho gessado toracobraquial. O tempo médio de seguimento foi de quatro anos (variou de um a seis anos). Analisando os resultados obtidos, concluímos que a redução incruenta, quando realizada precocemente, é eficiente, previne as recidivas e devolve a mobilidade normal do ombro, sem os fenômenos de deterioração articular. Visto que existem poucos relatos na literatura dessa entidade em sua forma aguda com diagnóstico imediato, os autores publicam estes casos com o objetivo de apresentar os meios de diagnóstico e o tratamento realizado. Ainda descrevem as manobras de redução para a luxação posterior do ombro.

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