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Busca por: A tomografia computadorizada melhora a reprodutibilidade na classificação das fraturas transtrocanterianas?*

A tomografia computadorizada melhora a reprodutibilidade na classificação das fraturas transtrocanterianas?*

Murilo Alexandre; Giancarlo Cavalli Polesello; Edio Cavassani; Nayra Deise dos Anjos Rabelo; Marcelo Cavalheiro de Queiroz; Walter Ricioli

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):361-367 - Artigo de Revisão

Com o envelhecimento populacional, houve um aumento significante da prevalência das fraturas do quadril, com alto índice de mortalidade, de sequelas, e alto custo. Compreender o perfil da fratura e classificá-la de forma correta é fundamental para definir o tratamento adequado. Diversas classificações radiográficas foram desenvolvidas para as fraturas transtrocanterianas, tais como as de Tronzo, de Evans-Jensen, de Boyd-Griffin e AO, porém sua reprodutibilidade nem sempr é satisfatória. O presente trabalho objetivou analisar se o acréscimo da tomografia computadorizada (TC)implica em maior reprodutibilidade do que a radiografia simples na classificação das fraturas transtrocanterianas e se esta é melhor para a identificação do traço de fratura. Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados PubMed, Lilacs, Scielo e Cochrane entre julho de 2016 e junho de 2017, limitada aos últimos 15 anos. Todos os trabalhos retrospectivos, prospectivos e revisões sistemáticas publicados na língua inglesa, com avaliação de homens e/ou de mulheres, foram considerados para a revisão. Foram excluídos relatos de casos, estudos que avaliaram de forma isolada a TC ou radiografias e estudos duplicados. A pesquisa apresentou 112 artigos, dos quais 5 preencheram os critérios propostos. A reprodutibilidade para a classificação das fraturas transtrocanterianas apresentou resultados variáveis e influenciados por fatores como o tipo de classificação, o uso da classificação simplificada ou completa, a especialidade do avaliador, a experiência e a metodologia proposta pelos trabalhos. Há indícios de que há algum benefício para o uso da TC, sobretudo para fraturas consideradas instáveis, porém sua utilização como ferramenta para garantir uma melhor reprodutibilidade (intra- e interobservador) ainda permanece controversa e carece de mais estudos.


Palavras-chave: fraturas do quadril/classificação; estudos de validação; tomografia computadorizada por raios x; radiografia.

A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E SUA RECONSTRÇÃO 3D AUMENTA A REPRODUTIBILIDADE DAS FRATURAS DO ÚMERO PROXIMAL?"

Thaís Matsushigue; Valmir Pagliaro Franco; Rafael Pierami; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Nicola Archetti Netto; Marcelo Hide Matsumoto; João Baptista Gomes dos Santos; João Carlos Belloti

Rev Bras Ortop. 2014;49(2):174-177 - Artigo Original
Objetivo: determinar se as imagens da reconstrução 3D da tomografia computadorizada (TC) aumentam a concordância inter e intraobservador dos sistemas de classificação de Neer e Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen (AO). Métodos: foram obtidas imagens radiográficas em três posições do ombro e imagens tomográficas com reconstrução 3D, que foram analisadas em dois tempos por quatro observadores independentes. Resultados: a avaliação radiográfica demonstrou que o uso da TC melhora a concordância intra e interobservadores para a classificação de Neer. O mesmo não foi observado na classificação AO, na qual a TC demonstrou aumento somente da concordância interobservadores. Conclusão: o uso de TC 3D permite uma melhor avaliação da fratura quanto às partes que a compõem e aos seus desvios, mas mesmo assim apresenta uma concordância intraobservadores menor do que a ideal. Descritores - Fraturas do úmero/radiografia Fraturas do úmero/classificação Tomografia

Estudo da fratura do planalto tibial através da tomografia computadorizada*

NARCISO ALVES FAUSTINO JÚNIOR; RICARDO DE SOUZA ANDRADE; CONSTANTINO JORGE CALAPODOPULOS

Rev Bras Ortop. 1998;33(6):- - Artigo Original
No período entre maio de 1995 e julho de 1997, 21 pacientes portadores de fratura do planalto tibial foram submetidos a radiografias simples do joelho e à tomografia axial computadorizada. Este exame mostrou-se eficiente para a caracterização da fratura, indicação do tratamento e planejamento operatório.

Excisão de osteoma osteóide por trefina orientada pela tomografia computadorizada*

ALEXANDRE DAVID, ALDEMAR ROBERTO RIOS, RICARDO P. TARRAGÔ, GUSTAVO KAEMPF DE OLIVEIRA, MARCELO MÂNICA GARZELLA, RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1997;32(5):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores apresentam sua avaliação preliminar em nove pacientes com osteoma osteóide, tratados por ressecção com o uso de trefina orientada pela tomografia computadorizada. Reportam a baixa morbidade do método e o alto índice de cura da lesão, sem nenhuma recidiva nos casos assim tratados.

Reprodutibilidade das classificações de Tronzo e AO para fraturas transtrocanterianas

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):495-500 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a reprodutibilidade das classificações AO e de Tronzo para fraturas trans-trocanterianas.Método: Estudo transversal que analisou a concordância entre duas leituras feitas por11 observadores, intraobservadores e interobservadores. A análise das variações usou ométodo estatístico Kappa.Resultados: Verificou-se concordância moderada para a classificação AO enquanto aclassificação Tronzo mostrou concordância leve.Conclusão: O trabalho evidenciou maior reprodutibilidade da classificação AO/Asif inter eintraobservador para as fraturas transtrocanterianas de fêmur, o que tem relação como aumento da predominância de concordância com a experiência dos observadores.A classificação AO/Asif sem divisão em subgrupos mostrou-se, assim como descrito na lite-ratura, aceita para o uso clínico nas fraturas transtrocanterianas de fêmur. No entanto, nãomostrou concordância absoluta, uma vez que seu nível de concordância é apenas moderado,mas superior quando comparada com a classificação Tronzo.

Classificação das fraturas trocantéricas: avaliação da reprodutibilidade da classificação AO

CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN; LEONARDO CARBONERA BOSCHIN; GUSTAVO MUNARO MOSCHEN; RAMIROZILLES GONÇALVES; ÁLVARO SANTOS NOVAES RAMOS; PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO; LUCAS SENGER JACOBUS

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):264-267 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação AO entre diferentes observadores e estabelecer uma comparação entre elas. Métodos: Foram selecionadas 50 imagens radiográficas de fraturas trocantéricas do fêmur. Estas foram classificadas por 19 observadores, sendo 10 ortopedistas e nove residentes do Serviço de Ortopedia e Traumatologia. O sistema de classificação utilizado foi o AO. A avaliação da reprodutibilidade foi através do índice estatístico de Kappa. Após avaliação em separado de cada classificação, todas foram agrupadas e submetidas ao teste t de Student para avaliar diferenças estatísticas entre si. Resultados: Quando avaliada a classificação AO, as médias e desvios-padrão foram de 0,34 e 0,14, respectivamente. A reprodutibilidade da classificação AO foi estatisticamente fraca. Conclusão: Os autores sugerem o uso da classificação AO simplificada como de escolha para a prática clínica da avaliação das fraturas trocantéricas.Descritores - Fraturas; Fraturas do quadril/ radiografia; Fraturas do quadril/classificação.

Avaliação da reprodutibilidade da classificação de Dejour para instabilidade femoropatelar*

Rodrigo de Souza Mendes Santiago Mousinho; José Neias Araújo Ribeiro; Francisco Kartney Sarmento Pedrosa; Diego Ariel de Lima; Romeu Krause Gonçalves; José Alberto Dias Leite

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):171-177 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar, pela reprodutibilidade interobservador e intraobservador, a classificação proposta por David Dejour para descrever a displasia troclear do joelho.
MÉTODOS Foram estudados dez pacientes com diagnóstico de displasia troclear. Três médicos membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho foram convidados para avaliar as imagens. Análises intra- e interobservador foram feitas com intervalo de uma semana. A reprodutibilidade foi avaliada em quatro cenários: uso de radiografia; uso de radiografia e tomografia; uso de radiografia, consultando-se a classificação no momento; e uso de radiografia e tomografia, consultando-se a classificação no momento.
RESULTADOS A avaliação intraobservador apresentou resultados discordantes. Na análise interobservador, o grau de concordância foi baixo para as análises que usavam apenas a radiografia e excelente para aquelas que associavam radiografiae tomografia.
CONCLUSÃO A classificação de Dejour apresentou uma baixa reprodutibilidade intra e interobservador quando usada somente a radiografia em perfil. Demonstrou-se que o uso apenas da radiografia para classificar pode gerar falta de uniformidade até mesmo entre observadores experientes. Contudo, quando radiografia e tomografia foram associadas, a reprodutibilidade melhorou.


Palavras-chave: articulação femoropatelar; instabilidade articular; reprodutibilidade.

Diagnóstico da lesão do ligamento cruzado anterior por tomografia computadorizada de duplo contraste com comprovação artroscópica*

ROBERTO CÉSAR CRUZ SARAIVA; JOSÉ ALBERTO DIAS LEITE; AURÉLIO FROTA LEITÃO JÚNIOR; ANTÔNIO EDSON DE CARVALHO LOPES

Rev Bras Ortop. 1999;34(4):- - Artigo Original
Com o objetivo de estabelecer a eficácia da artrotomografia computadorizada na avaliação das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho, foi efetuado um estudo clínico prospectivo, em que 26 pacientes foram submetidos a este exame e à artroscopia. Uma vez informados sobre a pesquisa a que seriam submetidos, estando os pacientes de acordo com o procedimento proposto, foi preenchido um protocolo previamente estabelecido e os exames artrotomográficos foram executados de acordo com o seguinte método: aspiração de líquido intra-articular, injeção do duplo contraste (60ml de ar e 3ml de diatrizoato de meglubina), exercícios de flexão-extensão dos joelhos e realização de cortes tomográficos axiais de 2mm de espessura. Os resultados dos exames foram gravados e posterior-mente confrontados com a artroscopia. Dos 14 pacientes com lesão parcial do LCA, 12 tiveram confirmação diagnóstica pela artroscopia; dos 9 pacientes com lesão total, 7 tiveram confirmação diagnóstica pela artroscopia; e 3 pacientes sem lesão também tiveram confirmação diagnóstica por este procedimento. Os autores concluíram que, em nenhum caso, a artrotomografia falhou no diagnóstico de anormalidade do LCA e que, na maioria dos casos, o exame mostrou especificidades tanto para as lesões parciais como para as totais.

IMPORTÂNCIA DO ESTUDO RADIOLÓGICO ATRAVÉS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO MANEJO DAS FRATURAS DO PLATÔ TIBIAL

Clécio de Lima Lopes; Carlos Antônio da Rocha Cândido Filho; Thiago Almeida de Lima e Silva; Marcelo Carvalho Krause Gonçalves; Ricardo Lyra de Oliveira; Paulo Rogério Gomes de Lima

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):593-601 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar a concordância entre especialistas em cirurgia de joelho com relação à classificação e à técnica cirúrgica indicada nas fraturas do platô tibial com o uso das radiografias convencionais e da tomografia computadorizada.Métodos: Foram selecionados 44 pacientes com fraturas de platô tibial com suas imagens radiográficas e tomográficas, as quais foram avaliadas por especialistas em dois momentos distintos, com intervalo de sete dias. No primeiro momento os especialistas tiveram acesso apenas às radiografias e no segundo às radiografias e às imagens de tomografia computadorizada. A concordância foi avaliada por meio do coeficiente kappa.Resultados: A confiabilidade interobservador para a classificação de Schatzker no primeiro momento foi 0,36 e no segundo 0,35, consideradas de baixa reprodutibilidade. Na avaliação da reprodutibilidade intraobservador dessa classificação, a média do índice  foi de 0,42, classificada como moderada. A avaliação da escolha do acesso cirúrgico teve uma confiabilidade interobservador de 0,55 num primeiro momento e 0,50 no segundo, consideradas de reprodutibilidade moderada. Quando avaliado o implante escolhido, a confiabilidade interobservador foi de 0,01 no primeiro momento e -0,06 no segundo, consideradas ruim e discordante. Na avaliação da classificação das três colunas, a reprodutibilidade interobservador foi de 0,47 (p < 0,0001), classificada como concordância moderada.Conclusão: O uso da tomografia computadorizada não apresentou melhoria na concordância interobservador na classificação de Schatzker, bem como não promoveu mudança no planejamento pré-operatório. Descritores - Fraturas da tíbia/classificação Fraturas da tíbia/radiografia Tomografia computadorizada Procedimentos cirúrgicos operatórios

Estudo comparativo entre tomografia computadorizada e artroscopia nas lesões meniscais do joelho*

CLARK MASAKAZU YAZAKI; JOSÉ RONALDO DE ASSIS; ANA MARIA MAGALHÃES VALLE CUNDARI

Rev Bras Ortop. 1995;30(6):- - Artigo Original
Foram comparados os resultados de estudos tomograficos computadorizados e artroscopias em 108 pacientes que apresentavam inicialmente diagnóstico clínico sugestivo de lesão meniscal, no período compreendido entre janeiro de 1992 e agosto de 1993. Desta amostra, 76,9% eram do sexo masculino e 23,1% do sexo feminino, com média de idade de 29 anos. A acuidade da tomografia computadorizada, em relação aos diagnósticos dados pela artroscopia, de forma global, foi de 91,7%, confirmando 91,5% dos diagnósticos positivos e 92,8% dos negativos. Avaliamos também a concordância entre os dois metodos, independentemente de considerar a artroscopia como diagnóstico de certeza, e obteve-se índice de 71%. Na tentativa de detectar os fatores explicativos para a discordância entre os diagnósticos, avaliaram-se resultados de ressonância magnética apenas para nove pacientes.

Sobrediagnóstico do impacto femoroacetabular: correlação entre a clínica e a tomografia computadorizada em pacientes sintomáticos

Richard Prazeres Canella,; Guilherme Pradi Adam; Roberto André Ulhôa de Castillo; Daniel Codonho; Gerson Gandhi Ganev; Luiz Fernando de Vicenzi

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):200-207 - Artigo Original
    Objetivo: Correlacionar, por tomografia computadorizada (TC), os ângulos entre o acetábulo e o fêmur proximal em pacientes sintomáticos com impacto femoroacetabular (IFA). Métodos: Avaliamos, retrospectivamente, 103 quadris (103 pacientes) e medimos por TC multislice os ângulos de cobertura acetabular, de versão acetabular (em sua porção supraequatorial e no seu terço médio), de versão do colo femoral, cervicodiafisário, alfa e de profundidade acetabular. Para análise estatística, usamos o coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Houve correlação inversa entre os ângulos: 1) cobertura acetabular versus ângulo alfa (p = 0,019); 2) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,049). Para pacientes com anteversão femoral menor do que 15?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,026); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,02). Para pacientes com versão acetabular (supraequatorial) menor do que 10?: 1) versão acetabular (supraequatorial) versus ângulo alfa (p = 0,004); 2) versão acetabular (terço médio) versus ângulo alfa (p = 0,009). Conclusão: Há correlação inversa estatisticamente significativa entre os ângulos de versão acetabular e o ângulo alfa (quanto menor o ângulo de anteversão acetabular, maior o ângulo alfa femoral) em pacientes sintomáticos. Isso reforça a hipótese de que o IFA ocorre quando há simultaneamente os achados de cam e pincer por retroversão acetabular e que esse não causa o IFA isoladamente, o que leva a sobrediagnóstico nesses casos.

Osteoma osteoide - Tratamento com radioablação guiada por tomografia computadorizada: uma série de casos

Rosana Raquel Endo,; Natalia Fabris Gama; Suely Akiko Nakagawa; Chiang Jeng Tyng; Wu Tu Chung; Fábio Fernando Eloi Pinto

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):337-343 - Artigo Original
    O osteoma osteoide é um tumor ósseo primário benigno que acomete mais o sexo masculino na segunda e terceira décadas da vida. Radiograficamente, caracteriza-se por um nicho radiolucente cercado por osso esclerótico reativo, principalmente em ossos longos da extremidade inferior. Clinicamente, apresenta uma dor persistente de longa duração, com pioria noturna e melhoria com salicilatos. Embora possa ser uma lesão autolimitada, com duração média de três anos, a ressecção da lesão é uma opção de tratamento devido à intensidade da dor e intolerância ao uso prolongado de anti-inflamatórios não hormonais. Sua suspeita diagnóstica baseia-se principalmente na história clínica e nos achados radiográficos, a confirmação é feita pelo estudo anatomopatológico. O tratamento cirúrgico clássico é a excisão cirúrgica completa do nicho, porém são descritas desvantagens como a dificuldade para a localização intraoperatória da lesão, risco de fratura durante o procedimento, tempo de internação hospitalar para controle álgico e resultado estético desfavorável. Relatamos uma série de casos tratados com termoablação por radiofrequência guiada por tomografia computadorizada em nosso serviço. Trata-se de um método percutâneo seguro e eficaz que tem como objetivo a cura, minimiza o trauma e a morbidade do procedimento, quando comparado com o método convencional de ressecção em bloco.

Estabilizacão sacroilíaca percutânea guiada por tomografia computadorizada nas fraturas pélvicas instáveis: uma técnica segura e precisa

Govind Gandhia; Mayank Vijayvargiyaa; Vivek Shetty; Vikas Agashe,Shailendra Maheshwari; Joseph Monteiro

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):323-331 - Artigo Original

OBJETIVO O uso de redução aberta e fixação interna (RAFI) em lesões pélvicas instáveis está associado a hemorragia ampla, lesão neurovascular iatrogênica e infecção. Além disso, os parafusos sacroilíacos (SI) são colocados às cegas − o procedimento é guiado principalmente pela palpação e triagem radiológica bidimensional, o que exige especialização. A complexa anatomia tridimensional da articulação SI e sua proximidade com a estrutura neurovascular requerem o uso de uma técnica segura e precisa. A estabilização da articulação SI guiada por tomografia computadorizada (TC) permite uma avaliação intraoperatória precisa do posicionamento do parafuso. Este estudo demonstrou uma técnica, guiada por TC, de redução fechada e fixação da articulação SI com parafusos em fraturas pélvicas instáveis.
MÉTODOS Estudo de coorte retrospectivo, não randomizado, feito em um hospital terciário. Seis pacientes com fraturas pélvicas instáveis foram operados. A borda anterior foi estabilizada primeiro por RAFI com placa nos aspectos superior e anterior da sínfise púbica. Então, a estabilização posterior foi feita de forma percutânea, guiada por TC, com um parafuso esponjoso canulado de 7 mm.
RESULTADOS O tempo médio de cirurgia foi de 48 min (35-90 min); a dose média efetiva de radiação foi de 9,32 (4,97-13,27) e o seguimento médio foi de 26 meses (6-72 meses). Todos os pacientes apresentaram cura satisfatória, com redução quase anatômica e sem complicações, exceto em um caso em que a placa quebrou 61 meses após a cirurgia, sem a necessidade de intervenção. O escore EVA médio no seguimento final foi de 1,8 e todos os pacientes retornaram às suas ocupações originais sem quaisquer limitações.
CONCLUSÃO A estabilização da articulação SI guiada por TC apresenta muitas vantagens, inclusive um posicionamento seguro e preciso do parafuso, redução do tempo de cirurgia, diminuição da perda de sangue, fixação definitiva precoce, mobilização imediata e redução no número de infecções e complicações da ferida cirúrgica.


Palavras-chave: Parafusos ósseos; Fixador externo; Fixação interna de fraturas; Fraturas ósseas; Ossos pélvicos.

Avaliação da reprodutibilidade da classificação de Garden para fraturas do colo femoral*

PAULO DAVID FORTIS GUSMÃO; FERNANDO CARLOS MOTHES; LUÍS ALBERTO RUBIN; RAMIRO ZILLES GONÇALVES; MARCO AURÉLIO TELÖKEN; CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN

Rev Bras Ortop. 2002;37(9):- - Artigo Original
O objetivo do presente estudo é avaliar a reprodutibilidade da classificação de Garden entre diferentes observadores. Foram utilizados 38 casos selecionados aleatoriamente de fraturas de colo do fêmur para ser classificados por 25 observadores, 14 ortopedistas, entre os quais, três especialistas em quadril, nove residentes em ortopedia e dois radiologistas. Com o uso do teste estatístico de Kappa obteve-se índice médio de 0,32 (0,07-0,63) entre todos os observadores. Ao classificar as fraturas como não-deslocadas (Garden I e II) e deslocadas (Garden III e IV), o índice de Kappa foi de 0,61 (0,11-1). Concluiu-se que a classificação de Garden é pobremente reproduzível entre observadores, mesmo em grupos mais homogêneos. Ao utilizar a classificação de Garden de modo binário (não-deslocado e deslocado), a concordância aumentou, sendo considerada moderada. No entanto, permanecem problemas na distinção entre os tipos II, III e IV.

AVALIAÇÃO DA REPRODUTIBILIDADE DA CLASSIFICAÇÃO DE AHLBACK MODIFICADA PARA OSTEOARTROSE DO JOELHO

ALFREDO MARQUES VILLARDI; MARCELO MANDARINO; LAIS TURQUETO VEIGA

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):157-161 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade interobservador da classificação de Ahlback, modificada por Keyes et al, para osteoartrose do joelho. Métodos: No período de maio a junho de 2004, foram avaliadas 25 radiografias de joelho, nas incidências em ântero-posterior e lateral, de pacientes selecionados aleatoriamente, portadores de osteoartrose primária dessa articulação. As radiografias foram classificadas por 30 observadores, dos quais, 10 especialistas em cirurgia de joelho, 10 ortopedistas generalistas e 10 residentes (R3 e R4 em joelho). Resultados: Na avaliação estatística dos resultados foi utilizado o índice de concordância kappa, bem como a proporção simples de casos classificados na mesma categoria. Com o uso do índice kappa foi obtido valor médio de 0,248 (0,002-0,736), no avaliar de todos os observadores. Verificouse também que as radiografias com maior dispersão (em que a metade ou menos dos avaliadores apontou o mesmo diagnóstico) foram classificadas como tipos 1 ou 3, indicando se-rem estes os dois tipos mais controversos. Conclusões: Diante dos resultados obtidos, pudemos concluir que a classificação de Ahlback modificada é pobremente reprodutível entre os observadores, apresentando baixos índices de concordância, mesmo após agrupados mais homogeneamente.Descritores - Osteoartrite do joelho/classificação; Reprodutibilidade de resultados; Variações dependentes do observador

AVALIAÇÃO DA REPRODUTIBILIDADE DA CLASSIFICAÇÃO DE TRONZO PARA FRATURAS INTERTROCANTÉRICAS DO FÊMUR

Fernando Abdala Silva Oliveira; Ricardo Basile; Bruno Cézar Brabo Pereira; Rafael Levi Louchard Silva da Cunha

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):581-585 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade, interobservadores, da classificação de Tronzo para fraturas transtrocantéricas com o uso do coeficiente de concordância kappa (). Métodos: Foram usadas 20 imagens de radiografias do quadril na incidência anteroposterior com fraturas transtrocantéricas do fêmur, classificadas, segundo Tronzo, por 12 observadores. As imagens foram apresentadas em sequência e foi preenchido um questionário com todas as opções da classificação de Tronzo, além da classificação simplificada, com a divisão de Tronzo em dois grupos (estáveis e instáveis). Os dados foram analisados por meio do teste de concordância de kappa.Resultados: Foram encontrados os seguintes índices de kappa: para imagens com fraturas estáveis (Tronzo 1 e 2), 0,11; para imagens com fraturas instáveis (Tronzo 3, 3 variante, 4 e 5), 0,52; e para a classificação completa, 0,44 (concordância moderada). Por sua vez, a classificação simplificada não aumentou os índices de concordância.Conclusão: A classificação de Tronzo não é adequada para a prática clínica. Sugerimos o uso ou a criação de outro sistema para esse tipo de fratura. Descritores - Fraturas do fêmur/classificação Fraturas do fêmur/radiografias Reprodutibilidade dos testes

Avaliação da reprodutibilidade da classificação AO/ASIF para fraturas diafisárias do úmero

Gustavo Soriano Pignataro; André Elias Junqueira; Fabio Teruo Matsunaga; Marcelo Hide Matsumoto; João Carlos Belloti; Marcel Jun Sugawara Tamaoki

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
oObjetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação AO/Asif para as fraturas diafisárias doúmero.Métodos: Foram analisadas radiografias consecutivas em duas incidências (anteroposteriore perfil do braço) de 60 pacientes com fratura do úmero diafisário. Seis observadores fami-liarizados com a classificação AO/Asif, três especialistas em cirurgia do ombro e cotoveloe três ortopedistas gerais foram selecionados para análise, a qual se deu em três temposdistintos. Os dados foram submetidos à análise estatística com o coeficiente kappa ().Resultados: A concordância intra e interobservadores foi estatisticamente significante emtodas as análises.Conclusões: Todos os avaliadores concordam com as três avaliações consideradas estatisti-camente significantes. Porém, os maiores valores são encontrados entre os especialistas.

Avaliação da reprodutibilidade das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence para osteoartrite do joelho

Felipe Borges Gonçalves; Felipe Almeida Rocha; Rodrigo Pires e Albuquerque; Alan de Paula Mozella; Bernardo Crespo; Hugo Cobra

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):687-691 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade inter e intraobservador da versão original e das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence usadas em estudos epidemiológicos para osteoartrite do joelho. Métodos: Foram estudados 72 pacientes com diagnóstico de osteoartrite do joelho. Três médicos membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho foram convidados para avaliar as imagens. Análises intra e interobservador foram feitas com intervalo de um mês. A concordância intraobservador foi analisada por meio do coeficiente Kappa de Cohen ponderado. Na análise interobservador foi usado o coeficiente alpha de Krippendorff (). Resultados: A avaliação intraobservador apresentou resultados discordantes. Na análise interobservador, o grau de concordância foi superficial. Conclusões: A classificação de Kellgren e Lawrence e suas variantes geraram uma baixa reprodutibilidade entre os observadores. A análise intraobservador apresentou resultados discordantes, demonstrou que há falta de uniformidade no uso dessa classificação e de suas variantes mesmo entre observadores experientes.

Avaliação da reprodutibilidade intra e interobservadores da classificação AO para fratura do punho

Pedro Henrique de Magalhães Tenório; Marcelo Marques Vieira; Abner Alberti; Marcos Felipe Marcatto de Abreu; João Carlos Nakamoto; Alberto Cliquet

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):703-706 - Artigo Original

OBJETIVO: Este estudo avaliou a confiabilidade interobservador e intraobservador da classificação AO para radiografias simples em fraturas do terço distal do punho.
MÉTODOS: Trinta observadores, divididos em três grupos (residentes de ortopedia e traumatologia, ortopedistas e cirurgiões de mão), classificaram 52 fraturas do terço distal do antebraço com radiografias simples. Após quatro semanas, os mesmos observadores avaliaram as mesmas 52 fraturas em ordem aleatória. O índice kappa foi usado para estabelecer o nível de concordância entre os observadores individualmente e entre os grupos de residentes, ortopedistas e cirurgiões da mão, bem como para avaliar a concordância intraobservador. O índice de kappa foi interpretado conforme proposto por Landis e Koch.
RESULTADOS: A confiabilidade interobservador global da classificação AO foi considerada baixa (0,30). Os três grupos apresentaram índices globais de concordância considerados baixos (residentes, 0,27; ortopedistas, 0,30 e cirurgiões da mão, 0,33). A concordância intraobservador global obteve índice moderado (0,41), foi maior no grupo dos cirurgiões da mão, no qual foi considerada moderada (0,50). No grupo dos residentes e ortopedistas foi considerada baixa, com valores de 0,30 e 0,33, respectivamente.
CONCLUSÃO: A partir desses dados, concluímos que a classificação AO para fraturas do punho apresenta baixa reprodutibilidade interobservador e moderada reprodutibilidade intraobservador.


Palavras-chave: Ortopedia; Fratura ósseas; Punho; Classificação

Fraturas transtrocanterianas*

GOTTFRIED KÖBERLE

Rev Bras Ortop. 2001;36(9):- - Atualização
Em levantamento feito pelo Ministério de Saúde, através do SUS, constatou-se que 90% dos recursos destinados a patologias ortopédicas são consumidos por nove patologias, sendo uma delas a fratura transtrocanteriana. Constitui essa fratura, além de problema médico, também problema econômico. Considerando que a fratura transtrocanteriana atinge, na grande maioria, pessoas idosas e dependentes, trata-se ainda de problema social, pois a má condução do caso pode condenar o paciente à morte ou deixálo permanentemente incapacitado, tornando a sua vida e a de seus familiares - caso os tenha - em algo penoso e desagradável. Está nas mãos do ortopedista e daqueles que por força do ofício colaboram com ele evitar essa situação.

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