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Busca por: Carta ao editor sobre o artigo: Etnia asiática: um fator de risco para a capsulite adesiva?

Etnia Asiática: um fator de risco para a capsulite adesiva?

Eduardo Angeli Malavolta; Mauro Emilio Conforto Gracitelli; Gustavo de Mello Ribeiro Pinto; Arthur Zorzi Freire da Silveira; Jorge Henrique Assunção; Arnaldo Amado Ferreira

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):602-606 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar se a etnia asiática é um fator de risco no desenvolvimento da capsulite adesiva. Os objetivos secundários foram descrever a prevalência da capsulite adesiva no ambulatório especializado em ombro e a dispersão dos casos de capsulite por faixa etária.
MÉTODOS: Estudo transversal que comparou a taxa de capsulite adesiva na etnia asiática (casos) com outras etnias (controles). Excluímos pacientes com fraturas e sintomatologia que não envolviam o ombro. O risco relativo foi exposto em razão de chance, ajustado para fatores confundidores por uma regressão logística binária.
RESULTADOS: Foram avaliados os prontuários de 1.331 pacientes. Após aplicação dos critérios de seleção, restaram 814. Observamos 134 casos de capsulite adesiva (15,6%). O pico de incidência foi aos 60-64 anos na etnia asiática e 55-59 anos nas demais. A razão de chance não ajustada foi de 4,2 (IC 95%, 2,4 a 7,4), enquanto a ajustada para sexo e diabetes mellitus foi de 3,6 (IC 95%, 2,0 a 6,5).
CONCLUSÃO: A etnia asiática se mostrou um fator de risco independente para o desenvolvimento da capsulite adesiva, com uma razão de chance ajustada de 3,6. O diagnóstico de capsulite adesiva esteve presente em 15,6% da amostra, com pico entre 55 e 64 anos.


Palavras-chave: Fatores de risco; Capsulite adesiva; Distribuição por raça ou etnia; Estudo comparativo; Ombro; Etiologia.

CARTA AO EDITOR

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):98-99 - Carta ao Editor
Carta ao EditorRev Bras Ortop. 2011;46(5):607 Prezado EditorCom muito interesse lemos o artigo "Reconstrução anatômica do LCA com duplo feixe: primeiros 40 casos" de Zecker A. et al [Rev Bras Ortop 2011;46(3): 262-5]. Gostaríamos de fazer alguns comentários sobre o que foi reportado nesta publicação. Os autores realizam a perfuração do túnel femoral anteromedial (AM) com o joelho fletido a 90°. Nessa flexão o túnel AM é significantemente mais curto do que aqueles feitos com 110 e 130° de flexão (1). Relatos técnicos sugerem que a perfuração seja feita entre 110° e flexão total(1-5). Em trabalho enviado para publicação na RBO concluímos que a flexão de 110° produz túneis femorais suficientemente longos para uma boa interface osso-enxerto.Zecker et al relatam que na maioria das vezes os portais convencionais da artroscopia são suficientes para a visualização dos túneis no fêmur e que, em alguns ca -sos, um portal acessório mais medial deve ser utilizado. Nós utilizamos sempre o portal anteromedial acessório (AMA): o artroscópio é colocado no portal anteromedial para melhor visualização das inserções AM e posterola -teral (PL) no côndilo femoral lateral e, pelo portal AMA, fazemos as marcas das inserções do lCA no CFl(6) e a perfuração dos túneis. Fu et al(7) reportaram acurácia da confecção do túnel femoral AM através do túnel tibial AM em apenas 10% dos casos; pelo túnel tibial PL, em 60% destes; e, pelo portal AMA, em 100% das vezes em que este foi o acesso escolhido.Informam que com o joelho fletido a 120°, os túneis femorais AM e PL ficam paralelos. Entretanto, Siebold et al , em um estudo com cadáveres, mostraram que o centro das bandas AM e PL estão alinhados a 102° de flexão do joelho. Os autores referem que tiveram dois casos de confluência dos túneis na tíbia. Isso pode ocorrer se a inserção tibial do LCA for pequena; se a inserção tibial do LCA menor que 14mm, há indicação de reconstrução do LCA com banda única(9).Quanto à dificuldade financeira, o custo da cirurgia com dupla banda pode ser diminuído se usarmos pa -rafusos de interferência metálicos na tíbia e fixações femorais tipo suspensório, com materiais nacionais aprovados pela ANVISA. Parabenizamos os autores pelo artigo e pela coragem de enfrentar a curva de aprendizado necessária para realiza -ção da reconstrução do cruzado anterior com dupla banda, quando indicada, a fim de procurar melhorar a qualidade do que podemos oferecer aos nossos pacientes.Julio Cesar Gali e Heetor Campora de Sousa Oliveira Sorocaba/SP Referências 1.   Basdekis G, Abisafi C, Christel P. Influence of knee flexion angle on femoral tunnel characteristics when      drilled through the anteromedial portal during an-terior cruciate ligament reconstruction. Arthroscopy.       2008;24:459-64.2.   Cha PS, Brucker PU, West RV, Zelle BA, Yagi M, Kurosaka M, Fu FH. Arthros-copic Double-Bundle Anterior       Cruciate Ligament Reconstruction: An Anatomic Approach. Arthroscopy. 2005;21:1275.e1- e8.3.   Zantop T, Haase AK, Fu FH, Petersen W. Potential risk of cartilage dama-ge in double bundle ACL      reconstruction: impact of knee flexion angle and portal location on the femoral PL bundle tunnel. Arch       Orthop Trauma Surg. 2008;(128):509-13.4.   Bedi A, Altchek DW. The "Footprint" Anterior Cruciate Ligament Technique: An Anatomic Approach to       Anterior Cruciate Ligament Reconstruction. Arthroscopy. 2009;25:1128-38.5.   Giron F, Buzzi R, Aglietti P. Femoral tunnel position in anterior cruciate liga -ment reconstruction using three       techniques (A cadaver study). Arthroscopy. 1999;15: 750-6.6.   Gali JC, Mod MSB, Mimura HM, Kushyama W. Reconstrução Anatômica do Ligamento Cruzado Anterior       com Dupla Banda: estudo prospectivo com se-guimento de dois anos. Rev Bras Ortop. 2011;46(1):31-6.7.   Fu FH, Shen W, Starman JS, Okeke N, Irrgang JJ. Primary anatomic double-bundle anterior cruciate       ligament reconstruction: a preliminary 2-year prospective study. Am J Sports Med.2008;36(7):1263-74.8.   Siebold R, Ellert T, Metz S, Metz J. Femoral Insertions of the Anteromedial and Posterolateral Bundles of the      Anterior Cruciate Ligament: Morphometry and Arthroscopic Orientation Models for Double-Bundle Bone       Tunnel Placement - A  Cadaver Study. Arthroscopy. 2008;24(5):585-92.9.   Pombo MW, Wei Shen W, Fu FH. Anatomic Double-Bundle Anterior Cruciate Li-gament Reconstruction:       Where Are We Today? Arthroscopy. 2008;24(10):1168-77. Os autores declaram inexistência de conflito de interesses na realização deste trabalho / The authors declare that there was no conflict of interest in conducting this work Este artigo está disponível online nas versões Português e Inglês nos sites: www.rbo.org.br e www.scielo.br/rbort This article is available online in Portuguese and English at the websites: www.rbo.org.br and www.scielo.br/rbort

Capsulite adesiva

ARNALDO AMADO FERREIRA FILHO

Rev Bras Ortop. 2005;40(10):565-574 - Atualização
Revisão do tema Capsulite Adesiva - Ombro Congelado - à luz dos recentes conhecimentos obtidos pela análise clínica sistemática, pelos acurados métodos de diagnóstico por imagem e pelos achados anatomopatológicos macroscópicos e microscópicos, estes últimos, atualmente de mais fácil acesso por meio de abordagem artroscópica. É ressaltada a semelhança entre a capsulite adesiva e a distrofia simpático-reflexa, esta última, principalmente em sua forma abortiva, variedade que acomete somente o ombro. Nesse sentido, procurou-se estabelecer as relações fisiopatológicas entre essas doenças, nem sempre valorizadas como entidades nosológicas interligadas. O estudo busca, numa revisão abrangente, porém sucinta, focalizar a capsulite adesiva nos conceitos referentes à sua definição, classificação, etiopatogenia, fisiopatologia, anatomopatologia, epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico clínico, diagnóstico por imagem e tratamento.Descritores - Bursite; Dor de ombro; Artroscopia; Ombro/patologia.

Capsulite adesiva do ombro

GLAYDSON GOMES GODINHO; JOSÉ MÁRCIO G. DE SOUZA; GENIVALDO LINS MARQUES; TANIA CLAR ETEF. VIEIRA SAMPAIO; AGNUS WELERSON VIEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(9):- - Artigo Original
Os autores apresentam estudo de revisão de 175 pacientes portadores de capsulite adesiva do ombro, tratados no período de 1987 a 1994. Destes, foram excluídos todos os casos tratados por manipulações, infiltrações, distensão hídrica ou cirurgia artroscópica, resultando num grupo final de 51 pacientes, com 59 ombros acometidos, que compareceram para avaliação clínica. Catorze pacientes foram caracterizados como portadores da forma primária e 37 pacientes, como da forma secundária, tratados indistintamente apenas por meios clínicos e fisioterapia de suporte. Os autores baseiam a metodologia do tratamento empregado no fato de ser a capsulite adesiva uma patologia autolimitante e seguem os passos da história natural da doença, para reduzir seu tempo de evolução.

Capsulite adesiva ("ombro congelado") Abordagem multidisciplinar*

OSVANDRÉ LECH; GUILHERME SUDBRACK; CESAR VALENZUELA NETO

Rev Bras Ortop. 1993;28(9):- - Artigo Original
A capsulite adesiva é uma patologia comum na prática ortopédica geral, que pode levar a uma severa incapacidade funcional e insatisfação do paciente e médico, devido a longa evolução e maus resultados. Os autores (ortopedista, algologista e fisioterapeuta) apresentam uma abordagem multidisciplinar para o tratamento da capsulite adesiva. Cinqüenta e sete pacientes com 61 casos são avaliados. O tempo médio de evolução da doença no início do tratamento era de sete meses e 82,4% dos pacientes tiveram tratamento prévio sem apresentar nenhuma melhora. Os pacientes foram avaliados em dois grupos, com relação à etiologia: 1º) com doenças gerais associadas, em que a incidência de maus resultados foi maior, 2º) com doenças do ombro associadas, em que a incidência de bons resultados foi maior. O tratamento proposto foi de quatro tipos: 1) fisioterapia e medicação (66,6%); 2) manipulação sob anestesia e distensão hidráulica (22,8%); 3) manipulação sob anestesia e cirurgia (15,7%); 4) infiltração e fisioterapia (3,5%). Os resultados finais mostram que apenas 19 pacientes (33,3%) podem ser considerados excelentes, 38 pacientes (67,7%) permaneceram com algum tipo de limitação funcional.

TRATAMENTO DA CAPSULITE ADESIVA COM BLOQUEIOS SERIADOS DO NERVO SUPRA-ESCAPULAR

SERGIO LUIZ CHECCHIA; MARCELO FREGONEZE; ALBERTO NAOKI MIYAZAKI; PEDRO DONEUX SANTOS; LUCIANA ANDRADE DA SILVA; ANDRÉIA OSSADA; ANDRÉIA ROSENTHAL; ROGER AVAKIAN

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):245-252 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar 136 pacientes (144 ombros) com capsulite adesiva tratados no período de junho de 1994 a fevereiro de 2000 pela técnica dos bloqueios seriados do nervo supra-escapular. Método: Os pacientes foram analisados em relação à faixa etária, sexo, dominância e classificação, sendo os resultados obtidos com o tratamento avaliados de acordo com critérios da UCLA. O seguimento médio foi de 39 meses. Resultados: Foram obtidos resultados satisfatórios em 121 ombros (84,0%) e melhora da dor em 132 ombros (91,7%). Avaliados os pacientes diabéticos com capsulite adesiva, não foi notada diferença estatisticamente significativa na gravidade de acometimento desses com relação à população geral. Conclusão: O tratamento da capsulite adesiva com bloqueios seriados do nervo supra-es-capular mostrou-se eficaz não apenas nos pacientes não diabéticos como também nos diabéticos.Descritores - Bursite/terapia; Bloqueio nervoso autônomo/métodos; Estudos retrospectivos; Resultado de tratamento

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO TRATAMENTO CIRÚRGICO ARTROSCÓPICO DA CAPSULITE ADESIVA

Marcio Cohen; Marcus Vinicius Amaral; Bruno Lobo Brandão; Marcelo Reis Pereira; Martim Monteiro; Geraldo da Rocha Motta

Rev Bras Ortop. 2013;48(3):272-277 - Artigo Original
 Objetivo: Descrever os resultados dos pacientes com capsulite adesiva submetidos ao tratamento cirúrgico artroscópico. Métodos: Estudo prospectivo com nove pacientes (10 casos) de capsulite adesiva submetidos ao tratamento cirúrgico entre janeiro e setembro de 2009. Cinco pacientes eram do sexo feminino e quatro do masculino (um bilateral), com faixa etária média de 51 anos (27-63). O tempo médio entre o início dos sintomas e a cirurgia foi 23,4 meses (6-38). Foram usados os escores da UCLA e Constant para avaliar os resultados e o ganho do arco de movimento com uma semana e seis meses. Resultados: Houve aumento no escore da UCLA (p < 0,01) de 9,8 no pré-operatório (6-14) para 31,6 no pós-operatório (26-35) e no de Constant (p < 0,01) de 20 (13-27) para 79,2 (66-91). As médias da mobilidade articular passiva no período pré-operatório foram de 89º de flexão anterior (80º-100º), 12,5º de rotação lateral (0º-30º) e L5 de rotação medial (T12-Glúteo), com aumento médio significante estatisticamente na primeira semana para 150º/46º/T11 e para 153º/56º/T9 com seis meses. Não existiu significância estatística com relação ao tempo de evolução da doença e o resultado pós-operatório. Conclusão: Este estudo demonstrou que o tratamento cirúrgico para capsulite adesiva com liberação capsular artroscópica associada à manipulação é um procedimento seguro e que resulta em alívio da dor e recuperação do arco de movimento. Descritores - Bursite/terapia Dor de ombro Artroscopia Resultado de tratamento

Bloqueios do nervo supra-escapular no tratamento da capsulite adesiva da articulação glenoumeral

JOAQUIM MENDES DE MACEDO; RUBEN COHEN GOLDSTEIN; MARIA ANGÉLICA SOARES DE O. MARINHO; LEONARDO WARISS PENA; JEAN KLAY SANTOS MACHADO

Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Artigo Original
Os autores fazem uma análise prospectiva e apresentam os resultados obtidos com a administração de bloqueios anestésicos repetidos do nervo supra-escapular mais fisioterapia em 30 pacientes portadores de capsulite adesiva da articulação glenoumeral de diversas etiologias. Ênfase é dada à avaliação do comportamento da dor, função e mobilidade passiva da articulação. Os resultados subjetivos e funcionais são baseados no escore da Universidade da Califórnia (UCLA), com 73,3% considerados satisfatórios. A média da melhora alcançada dos movimentos passivos da articulação, quanto à flexão anterior, rotação externa e rotação interna, é avaliada pelo teste t de Student, obtendo-se resultado com alto significado estatístico (p < 0,001). Os autores recomendam bloqueios anestésicos do nervo supra-escapu-lar mais fisioterapia no tratamento da capsulite adesiva da articulação glenoumeral nos pacientes que não respondem ao tratamento clínico medicamentoso. Unitermos - Capsulite adesiva; articulação glenoumeral; bloqueio anestésico; nervo supra-escapular; fisioterapia

Tratamento da capsulite adesiva do ombro pelo bloqueio do nervo supra-escapular, associado ao uso de corticóide*

SÉRGIO L. CHECCHIA; PEDRO DONEUX S.; EDGARDO MARTINEZ P.; CARLOS M. GARCIA S.; HÉLIO P. LEAL

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Existem evidências de que a capsulite adesiva (CA) do ombro é um transtorno relacionado a alteração do sistema nervoso autônomo, localizado na região do ombro. A inervação autônoma e sensitiva do ombro é dada principalmente pelo nervo supra-escapular. Os bloqueios simpáticos levam a bons resultados no tratamento das algodistrofias e, portanto, o bloqueio seletivo do nervo supraescapular poderia levar a bons resultados no tratamento da CA. Treze pacientes (14 ombros) foram tratados e avaliados prospectivamente com bloqueios do nervo supra-escapular a intervalos de três semanas, técnica simples e ambulatorial. Os corticóides foram utilizados como antiinflamatórios e de maneira a não interferir com o metabolismo normal desta substância. O sistema de avaliação escolhido foi o UCLA e os movimentos articulares foram medidos segundo a orientação da AAOS. O seguimento médio foi de dez meses e os resultados obtidos foram classificados como quatro excelentes, cinco bons, quatro regulares e um ruim. O bloqueio do nervo supra-escapular é um método eficaz para o tratamento da capsulite adesiva, pois diminuiu a dor rapidamente e proporcionou excelentes e bons resultados em 71,5% dos pacientes tratados.

Avaliação dos resultados do tratamento artroscópico da capsulite adesiva do ombro

Alberto Naoki Miyazaki; Pedro Doneux Santos; Luciana Andrade Silva; Guilherme do Val Sella; Leonardo Carrenho e Sergio Luiz Checchia

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):61-68 - Artigo Original
    Objetivo: Trabalho experimental para avaliar o desempenho biológico de arcabouços de hidrogel poli (L-co-D, L ácido lático)-co-trimetileno carbonato/poli (álcool vinílico) (PLDLA- -co-TMC/PVA) como implante no preenchimento, e não no reparo, de defeito osteocondral em coelhos Nova Zelândia e verificar a influência do material na proteção tecidual in vivo. Métodos: Foram usados 12 coelhos divididos em grupos de nove e 16 semanas. Em cada animal foi criado um defeito osteocondral em ambos os côndilos femorais mediais, em um foi implantado um arcabouço de hidrogel (grupo pino) e no outro foi mantido o defeito (grupo controle). Após o sacrifício dos animais, foi feita análise histológica do material. Resultados: Os côndilos do grupo pino não evidenciaram reação inflamatória e estavam rodeados por cápsula fibrosa. Já no grupo controle, uma maior proliferação óssea foi observada nas áreas do defeito, porém com cartilagem articular desorganizada, fibrose evidente, atrofia com exposição óssea e proliferação de membrana sinovial. Conclusão: Os pinos de hidrogel são promissores na função de preenchimento de defeitos osteocondrais, não ocasionam, de modo geral, reação inflamatória e não são eficazes no reparo de defeitos osteocondrais.

Tempo de internação pré-operatório: um fator de risco para reduzir a infecção cirúrgica em fraturas de fêmur

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):638-646 - Artigo Original
Objetivo: Analisar as infecções de sítio cirúrgico em pacientes submetidos a cirurgias limpaspara correção de fraturas de fêmur.Métodos: Estudo tipo coorte histórica desenvolvido em um hospital de grande porte de BeloHorizonte. A coleta dos dados foi feita nos registros dos prontuários eletrônicos, de julhode 2007 a julho de 2009. Foram coletados dados referentes às características dos pacientes,dos procedimentos cirúrgicos e das infecções cirúrgicas. Os fatores de risco para infecçãoforam identificados por meio de testes estatísticos de hipóteses bilaterais, considerandonível de significância de 5%. As variáveis contínuas foram avaliadas por teste t de Student.As variáveis categóricas foram analisadas por meio de teste de qui-quadrado ou exato deFisher, quando necessário. Para cada fator sob análise, foi obtida uma estimativa pontuale por intervalos de confiança de 95% para o risco relativo. Na última etapa do trabalho, foifeita uma análise multivariada (regressão logística).Resultados: Foram incluídos neste estudo 432 pacientes submetidos a cirurgias limpas decorreção de fratura de fêmur. A taxa de incidência de ISC foi de 4,9% e os fatores de riscoidentificados foram a presença de acidente vascular cerebral (razão das chances - OR = 5) eperíodo de internação até a cirurgia acima de quatro dias (OR = 3,3).Conclusão: Para a prevenção das infecções de sítio cirúrgico (ISC) das cirurgias de fraturas defêmur serão necessárias medidas que envolvam a equipe multiprofissional na avaliação dascondições clínicas dos pacientes, redução do tempo de internação até a cirurgia e prevençãodas complicações decorrentes das infecções.

Ligamento cruzado anterior - Artigo de atualização

Marcus Vinicius Malheiros Luzo; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Fernando Cury Rezende; Guilherme Conforto Gracitelli; Pedro Debieux; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):385-395 - Atualização
    This updating article on the anterior cruciate ligament (ACL) has the aim ofaddressing some ofthe most interesting current topics in this field. Within this stratified approach, it contains the following sections: ACL remnant; anterolateral ligament and combined intra and extraarticular reconstruction; fixation devices; and ACL femoral tunnel creation techniques.

Lesões dos isquiotibiais: artigo de atualização

Lucio Ernlund; Lucas de Almeida Vieira

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):373-382 - Atualização
    As lesões dos músculos isquiotibiais (IT) são as mais comuns do esporte e estão correlacionadas com um longo tempo de reabilitação e apresentam uma grande tendência de recidiva. Os IT são compostos pela cabeça longa do bíceps femoral, semitendíneo e semimembranoso. A apresentação clínica do paciente depende das características da lesão, que podem variar desde um estiramento até avulsões da inserção proximal. O fator de risco mais reconhecido é a lesão prévia. A ressonância magnética é o exame de escolha para o diagnóstico e classificação da lesão. Muitos sistemas de classificação têm sido propostos; os mais atuais objetivam descrever a lesão e correlacioná-la com o seu prognóstico. O tratamento das lesões é conservador, com o uso de medicações anti-inflamatórias na fase aguda, seguido do programa de reabilitação. As lesões por avulsão proximal têm apresentado melhores resultados com o reparo cirúrgico. Quando o paciente está sem dor, apresenta recuperação da força e do alongamento muscular e consegue fazer os movimentos do esporte, está apto para retornar à atividade física. Programas de prevenção, baseados no fortalecimento excêntrico da musculatura, têm sido indicados tanto para evitar a lesão inicial como a recidiva.

O risco de contaminação pelo vírus HIV na cirurgia ortopédica*

MILTON CHOHFI; EDUARDO ALEXANDRINO SERVOLO DE MEDEIROS; JOSÉ LAREDO FILHO; SÉRGIO BARSANTI WEY

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Os autores realizam trabalho de revisão a respeito dos riscos que representam para os profissionais de saúde o tratamento cirúrgico de pacientes portadores do vírus da AIDS. Após considerações sobre o estado atual da infecção em nosso meio, apresentam aspectos dos mecanismos de transmissão do vírus, assim como a história natural da evolução da doença e os meios disponíveis para seu diagnóstico. Em seguida, analisam os acidentes que podem ocorrer no ato cirúrgico e os riscos que representam para os profissionais de saúde. Opinam que a prática do exame sorológico sistemático dos pacientes a serem submetidos a cirurgia deve ser evitada por ser ineficiente e ilegal e substituída por medidas universais de precaução, procurando prevenir os acidentes. Finalmente, apresentam recomendações de medidas a serem tomadas em caso de acidente durante o tratamento de um paciente.

Fatores de risco da ossificação heterotópica em artroplastia do quadril

MILTON CHOHFI; SINÉZIO MARTINI; FERNANDO BALDY DOS REIS; REGINALDO ABDALLA ROSA

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
Os autores revisaram 84 artroplastias do quadril realizadas em 79 pacientes com o objetivo de determinar os possíveis fatores predisponentes à ocorrência da ossificação heterotópica (OH). As variáveis consideradas foram sexo, idade, massa corpórea, diagnóstico pré-operatório, tipo de anestesia, via de acesso, tipo de fixação das próteses. A incidência de OH foi de 45,2%, predominantemente em pacientes do sexo masculino, na faixa etária entre os 50 e 60 anos, portadores de osteonecrose de cabeça femoral ou osteoartrose do tipo hipertrófico. Acreditam ser conveniente a adoção de medidas profiláticas para a OH, especialmente nos pacientes que apresentem essas condições.

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