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Busca por: Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Pedro José Labronici; Fernando Claudino dos Santos; Yuri Leander Oliveira Diamantino; Eduardo Loureiro; Maria Cristina Diniz Gonçalves Ezequiel; Sérgio Delmonte Alves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):343-346 - Relato de Caso

Complicações vasculares no tratamento cirúrgico da fratura do quadril são raras. A depender da lesão arterial, pode ocorrer um grave sangramento intraoperatório ou formação de hematoma subagudo com desenvolvimento de pseudoaneurisma arterial. Na literatura, as complicações mais frequentes relatadas são a formação de grandes hematomas locais após osteossíntese com parafuso deslizante do quadril. O objetivo do presente relato foi demonstrar um caso de lesão arterial tardia após osteossíntese proximal do fêmur.


Palavras-chave: fraturas do fêmur; lesões do sistema vascular; parafusos ósseos; quadril/cirurgia.

Estudo radiográfico dos aspectos anatômicos do fêmur proximal dos adultos brasileiros

Tércio Henrique Soares de Farias; Vinícius Quadros Borges; Eduardo Soares de Souza; Natália Miki; Fernando Abdala

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):16-21 - Artigo Original
Objetivo: Verificar a geometria do fêmur da população brasileira por meio de estudo radio-gráfico e correlacionar os valores quanto ao sexo e ao lado direito/esquerdo.Métodos: Foram analisadas 500 radiografias anteroposteriores de bacia de pacientes esque-leticamente maduros, 250 de cada sexo, sem a presença de osteoartrose, fraturas e lesõestumorais ou infecciosas. Foram mensurados os valores do comprimento e da largura do colodo fêmur, do eixo femoral, do ângulo colodiafisário e do offset femoral.Resultados: Observou-se uma média de 36,54 mm do comprimento do colo do fêmur,37,48 mm da largura do colo do fêmur, 108,42 mm do comprimento do eixo femoral, 130,47?do ângulo colodiafisário e 44,4 mm do offset femoral.Conclusão: Os valores médios das principais medidas do fêmur proximal dos brasileirosdiferem de trabalhos prévios. Foi possível evidenciar também que existe diferença médiaestatisticamente significante entre homens e mulheres para todas as variáveis, tanto do ladoesquerdo quanto do direito, e que os homens tiveram média maior do que as mulheres. Descritores - Fêmur/anatomia e histologia Fêmur/fisiologia Radiografia

Lesão da artéria axilar secundária a fratura do terço proximal de úmero: relato de caso

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux dos Santos; Luciana Andrade da Silva; Guilherme do Val Sella; Sergio Luiz Checchia; Sílvia Helena Cavadinha Cândido dos Santos; Fábio Araujo Fernandes

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):110-113 - Relato de Caso
As lesões da artéria axilar são raras em pacientes com fraturas do terço proximal do úmeroe podem ter manifestações clínicas bastante variadas. São responsáveis por 15% a 20% daslesões arteriais dos membros superiores e o mecanismo mais comum é a queda ao solo, querepresenta 79% dos traumas. Em alguns casos os sinais só aparecem tardiamente. É impor-tante lembrar essa associação, a fim de diagnosticá-la precocemente e evitar complicaçõesgraves. Relatamos um caso de lesão traumática da artéria axilar secundária à fratura doterço proximal do úmero em uma paciente de 84 anos, com evolução tardia dos sinais clíni-cos de isquemia do membro acometido. O objetivo é discutir as dificuldades do diagnósticoe do tratamento. Descritores - Artéria axilarFraturas do úmeroFraturas do ombro

LESÃO LIGAMENTAR DO JOELHO ASSOCIADA À FRATURA DIAFISÁRIA DO FÊMUR IPSILATERAL

Marco Tulio Lopes Caldas; Dorotea Starling Malheiros; Angelo Paulo Lazzaroni; Eduardo Axer Avelino; Anderson José Santos

Rev Bras Ortop. 2013;48(5):438-440 - Artigo Original
 Objetivo: Determinar a incidência de lesão ligamentar do joelho em pacientes com fratura diafisária de fêmur ipsilateral. Métodos: Foramavaliados 36 pacientes. Todos foramsubmetidos a exame físico e radiológico sob anestesia no momento da osteossíntese do fêmur. Resultados: Omecanismo de trauma mais comumfoi o acidente com motociclistas. Apresentaram lesão ligamentar do joelho 11 (30,5%) pacientes e foram encontradas lesões centrais (64%) e periféricas (36%). Nenhuma das lesões foi tratada no momento da fixação da fratura. Conclusão: Ressalta-se a dificuldade do diagnóstico no ato da admissão e a necessidade de exame físico sistematizado antes e após o tratamento cirúrgico da fratura femoral. Descritores - Fratura Fêmur Ligamentos Joelho

FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS: INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E MORTALIDADE EM UM ANO

ULISSES CUNHA; MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO

Rev Bras Ortop. 2006;41(6):195-199 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o grau de independência funcional e a mortalidade um ano após acidente que vitimou idosos que sofreram fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram incluídos, inicialmente, 190 pacientes (142 mulheres e 48 homens; média de idade de 79 anos). Foi realizada avaliação geriátrica global conjuntamente com a equipe de ortopedia. Resultados: Houve perda de seguimento de 37 pacientes; 153 foram reavaliados um ano após fratura. A mortalidade em um ano foi de 25%; peroperatória, 0%; pós-operatória imediata, 2,1%. Após um ano, 1/3 da amostra apresentava algum grau de dependência funcional. À internação, detectou-se alta taxa de co-mor-bidades clínicas, neuropsíquicas (depressão e demência) e consumo de vários fármacos. Conclusões: Este estudo res-salta a importância da fratura da extremidade proximal do fêmur em idosos no que concerne à alta mortalidade e à perda funcional em um ano. A alta associação de comorbidades e consumo de vários fármacos destaca a necessidade de abordagem conjunta ortopédica e geriátrica, iniciando-se no pré-operatório e estendendo-se até a alta hospitalar. Os fatores que constituem barreiras à reabilitação devem ser identificados e tratados.Descritores - Fraturas do femur/mortalidade; Fraturas do femur/epidemiologia; Idoso; Morbidade.

ESTUDO RADIOGRÁFICO DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE FRATURA OSTEOPORÓTICA

VINCENZO GIORDANO; MARCELO CARVALHO DIAS; GUSTAVO FRANCO SANTOS; SYLVESTRE CABRAL; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; RODRIGO PIRES; ALBUQUERQUE

Rev Bras Ortop. 2007;42(4):88-96 - Artigo Original
Objetivo: Correlacionar os fatores de risco para fratura na região do quadril e a geometria óssea da extremidade proximal do fêmur em indivíduos de diferentes faixas etárias da população brasileira. Métodos: Foi realizado estudo radiográfico da geometria da extremidade proximal do fêmur em 95 indivíduos internados por diferentes afecções músculo-esqueléticas. Todos eram esqueleticamente maduros, com média de idade de 52,1 (± 20,7) anos, variando de 20 a 98 anos. Os participantes foram divididos de acordo com a faixa etária em três grupos: 20 a 39 anos (grupo 1), 40 a 64 anos (grupo 2) e mais de 65 anos (grupo 3). Radiografias panorâmicas da bacia em projeção ânteroposterior foram obtidas de todos os participantes usando protocolo-padrão. O quadril direito foi padronizado para a realização das medidas radiográficas utilizadas nesta pesquisa. Foram estudados o índice de Singh, o ângulo cervicodiafisário (ACD), o comprimento do eixo do quadril (CEQ) e a largura do colo femoral (LCF). Análise estatística foi realizada para comparação dos parâmetros ósseos (ACD, CEQ e LCF) entre as faixas etárias utilizando-se análise de variância (ANOVA); para comparação dos parâmetros ósseos entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus III, II e I), o teste t de Student para amostras independentes; para verificação da relação entre os graus do índice de Singh (VI, V e IV versus II, II e I) com as faixas etárias, o teste do qui-quadrado (?2); e para correlação entre os parâmetros ósseos, o coeficiente de correlação de Pearson (r). O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%. Resultados: Observou-se associação significativa entre a faixa etária e o índice de Singh, demonstrando que indivíduos mais jovens têm melhor qualidade óssea. Na população com mais de 65 anos de idade, existe diferença significativa na média do ACD entre os graus do índice de Singh, demonstrando que indivíduos com má qualidade óssea apresentam colo femoral mais valgo. Conclusão: A utilização da radiografia panorâmica da bacia é ferramenta útil para a avaliação da existência de fatores de risco para fratura da extremidade superior do fêmur na população de idosos. O índice de Singh e o ângulo cervicodiafisário são bons parâmetros, tanto independentes quanto em correlação, para a predição de pacientes em risco. Descritores - Fraturas do fêmur/ radiografia; Fraturas do fêmur/ etiologia; Fraturas do fêmur/epidemiologia; Fraturas do fêmur/ prevenção & controle; Quadril/radiografia; Osteoporose/ complicações; Fatores de risco.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E CAUSAS DA FRATURA DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS

José Soares Hungria Neto ; Caio Roncon Dias ; José Daniel Bula de Almeida

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):660-667 - Artigo Original
 ObjetivoO custo social e econômico das fraturas da região proximal do fêmur é elevado e decorre, dentre outros fatores, da morbimortalidade da própria fratura. Apesar de sua importância, estudos envolvendo esse tema ainda são escassos no Brasil. Esse foi um estudo retrospectivo, observacional, transversal (ecológico) com objetivo de traçar um perfil epidemiológico da fratura do terço proximal do fêmur em idosos, analisar suas causas e as características físicas dos pacientes admitidos em um único hospital universitário de São Paulo. Métodos: Es -tudo de prontuários no período de um ano e comparação dos grupos pelo teste do Qui-quadrado; p < 0,05 foi considerado significante. Resultados: Totalizou-se 94 indivíduos, predomi -nando no sexo feminino (2:1), entre 81-85 anos, com o IMC dentro dos limites da normalidade, pacientes brancos e asiáticos (p < 0,05). A grande maioria das fraturas ocorreu por trauma de baixa energia e dentro da residência (p < 0,05). Retirando os traumas decorrentes de alta energia, mais de 39% foram no momento em que o paciente se levantava ou utilizava a escada, e aproximadamente 40% estavam parados de pé ou caminhando. Houve um maior número de casos correspondentes às estações frias do ano (p < 0,05). Conclusão: A maioria dos traumas ocor -reu dentro da própria residência. Devido à baixa energia, alguns acidentes podem ser evitados utilizando-se medidas simples e econômicas que orientem a população idosa quanto às situações de risco, trazendo grandes benefícios na qualidade de vida, além de uma sensível diminuição da morbimortalidade e dos custos socioeconômicos desse problema cada vez mais frequente.Descritores - Fraturas do Fêmur; Idoso; Epidemiologia.

Idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur apresentam níveis significativamente menores de 25-hidroxivitamina D

Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra,,; Eduardo Terra Feron; Roberto Deves Viana; Jonathan Maboni; Stéfany Ignêz Pastore; Cyntia Cordeiro de Castro

Rev Bras Ortop. 2016;51(5):583-588 - Artigo Original
    Objetivo: Comparar os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], marcador sérico da vitamina D3, entre pacientes com e sem fratura da extremidade proximal do fêmur (FEPF). Métodos: Estudo caso-controle em que foram obtidas amostras séricas de 25(OH)D de 110 pacientes com FEPF internados e de 231 pacientes de grupo controle que não apresentaram fraturas, todos acima de 60 anos. Níveis de 25(OH)D menores ou iguais a 20 ng/mL foram considerados deficitários; entre 21 ng/mL e 29 ng/mL, insuficientes; e acima de 30 ng/mL, suficientes. Foram consideradas as variáveis sexo, idade e etnia para associação com os grupos em estudo e os níveis de 25(OH)D. Resultados: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente inferiores (21,07 ng/mL) comparados com os do grupo controle (28,59 ng/mL; p = 0,000). Entre os pacientes com FEPF, 54,5% apresentaram níveis de 25(OH)D deficitários, 27,2% insuficientes e apenas 18,2% suficientes. Já no grupo controle, 30,3% dos pacientes apresentaram níveis deficitários, 30,7% insuficientes e 38,9% suficientes. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D reduzidos tanto no grupo com fratura quanto no grupo controle (19,50 vs. 26,94 ng/mL; p = 0,000) comparados com os do sexo masculino com e sem fratura (25,67 vs. 33,74 ng/mL; p = 0,017). Quanto à idade, houve associação significativa entre os níveis de 25(OH)D e risco de fratura apenas para as faixas 71-75 anos e acima de 80. Conclusão: Pacientes com FEPF apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente reduzidos em comparação com os do grupo controle. Pacientes do sexo feminino apresentaram níveis séricos de 25(OH)D significativamente menores em ambos os grupos.

Migração pélvica de lâmina helicoidal após tratamento de fratura transtrocantérica com cavilha proximal do fêmur

Pedro Luciano Teixeira Gomes; Luís Sá Castelo; António Lemos Lopes; Marta Maio; Adélia Miranda; António Marques Dias

Rev Bras Ortop. 2016;51(4):482-485 - Relato de Caso
    O caso diz respeito a um paciente do sexo masculino com queixa de dor e desconforto no cotovelo direito associados a diminuic¸ão da amplitude de movimento. Apresentava radiografia do cotovelo com lesão osteolítica da região metafisária do úmero distal e ressonância magnética que mostrava tumorac¸ão intra-articular com aumento de volume que sugeria sinovite vilonodular pigmentada. Foi feito tratamento artroscópico para biópsia sinovial e sinovectomia total. O estudo anatomopatológico confirmou o diagnóstico. O paciente apresentou ótima evoluc¸ão com reabilitac¸ão fisioterápica proposta, até 12 meses de pós- -operatorio apresentava-se assintomático.

CORRELAÇÃO ENTRE TEMPO PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO E MORTALIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR

Gustavo Gonçalves Arliani; Diego da Costa Astur; Glauber Kazuo Linhares; Daniel Balbachevsky; Hélio Jorge Alvachian Fernandes; Fernando Baldy dos Reis

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):189-194 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo primário do estudo é analisar a possível associação entre o atraso para a realização do tratamento cirúrgico e mortalidade em pacientes idosos com fratura da extremidade proximal do fêmur. Métodos: Foram estudados 269 pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (fraturas do colo do fêmur e fraturas intertrocanterianas), tratadas cirurgicamente no Hospital São Paulo - Unifesp-SP, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007. Foram analisados e comparados com a literatura referente ao assunto os seguintes atributos: sexo, idade, tipo de fratura, classificação da mesma, lado acometido, síntese utilizada, mecanismo de trauma, tempo de internação, tempo para cirurgia, comorbidades associadas, hemograma de entrada, tipo de anestesia, necessidade de transfusão sanguínea, dia da semana e estação do ano da fratura. Resultados: O estudo apresentou correlação entre maior número de comorbidades clínicas, maior tempo de internação e utilização de anestesia geral na cirurgia com maior mortalidade dos pacientes. Conclusão: Não houve associação entre tempo para realização da cirurgia e mortalidade.Descritores - Fraturas do Fêmur; Mortalidade; Estudos Retrospectivos.

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL COMO FATOR PROGNÓSTICO PARA FRATURA DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO FÊMUR: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE

Renato Cavanus Pagani; Rodrigo Ernesto Kunz; Ricardo Girardi; Marcelo Guerra

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):461-467 - Artigo Original
Objetivos: Comparar o índice de massa corporal (IMC) de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur com o IMC de pacientes sem história prévia de fraturas. Métodos: Investigamos pacientes de ambos os sexos, com 65 anos ou mais, internados no Hospital Independência, no Hospital Beneficência Portuguesa e no Hospital Universitário Ulbra, de dezembro de 2007 a dezembro de 2010, com história de trauma de baixa energia, como, por exemplo, quedas da própria altura, em relac ¸ão aos pacientes da mesma idade e sem história prévia de fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 89) atendidos no serviço ambulatorial de geriatria da Sociedade Porto-Alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan).Resultados: A faixa etária dos pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur variou de 65 a 96 anos (média: 77,58). O principal tipo de fratura foi a trocantérica (47; 62,2%), seguida da do colo de fêmur (27; 36%). Entre os pacientes que apresentaram fratura da extremidade proximal do fêmur, 12% tinham baixo peso, 62,7%, peso normal, 24%, sobrepeso e 1,3%, obesidade. Entre os pacientes sem história de fratura, 5,6% apresentaram baixo peso, 43,8%, peso normal, 33,7%, sobrepeso e 9,8%, obesidade. Verificou-se que os pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (n = 75) apresentaram IMC médio de 22,6, enquanto os pacientes sem fraturas apresentaram IMC médio de 25,5.Conclusão: Os pacientes do grupo com fratura são significativamente mais altos do que os do grupo sem fratura e apresentam IMC significativamente inferior ao do grupo sem fratura.Descritores - Fratura de quadril Idoso Índice de massa corporal

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

Revisão de prótese total do quadril com alto risco de lesão vascular pélvica associada a abordagem endovascular: relato de caso

Rafael Leite de Pinho Tavares; Elias Arcenio; Walter Taki

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):626-631 - Relato de Caso

A lesão vascular durante cirurgia de revisão da artroplastia do quadril é um evento incomum, porém reconhecido como complicação perioperatória. O planejamento pré-operatório torna-se imperativo nesses casos, especialmente quando há conflito entre o material implantado e os vasos ilíacos. Usualmente faz-se uma abordagem com via de acesso ilioinguinal para identificar as estruturas vasculares em risco e isolá-las dos componentes protéticos, o que aumenta o tempo de duração e a morbidade do procedimento para o paciente.O artigo descreve uma abordagem opcional menos invasiva para prevenção de lesão arterial intraoperatória. A paciente foi informada de que os dados relativos ao seu caso seriam submetidos a publicação e assinou um termo de consentimento livre e esclarecido.

Palavras-chave: Acetábulo; Parafusos ósseos; Prótese de quadril; Lesões do sistema vascular.

Administração de omeprazol em longo prazo diminui a densidade mineral óssea do fêmur de ratos adultos

Gabriela Rezende Yanagihara; Aline Goulart de Paiva; Maurílio Pacheco Neto; Larissa Helena Torres; Antônio Carlos Shimano; Mário Jefferson Quirino Louzada Grau acadêmico; Raquel Annoni; Álvaro César de Oliveira Penoni

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):232-238 - Artigo Original
Objetivos: Estudos epidemiológicos mostram uma relação entre o uso em longo prazo deinibidores de bomba de prótons e o metabolismo ósseo, porém essa relação ainda não estáestabelecida. O objetivo deste estudo foi analisar as propriedade mecânicas e a densidademineral óssea (DMO) de ratos submetidos ao uso de omeprazol em longo prazo.Métodos: Cinquenta ratos Wistar, entre 200 e 240 g, foram divididos igualmente em cincogrupos: OMP300 (ingestão de omeprazol na dose de 300 moL/Kg/dia), OMP200 (200 moL/Kg/dia), OMP40 (40 moL/Kg/dia), OMP10 (10 moL/Kg/dia) e Cont (grupo controle; ingestãodo veículo de diluição). A administração das soluções ocorreu durante 90 dias seguidos. Apósa eutanásia, foram analisadas a DMO, as propriedades mecânicas dos fêmures dissecadose a dosagem de Ca++ sérico.Resultados: A DMO do grupo OMP300 foi menor do que a do Cont (p = 0,006). Não houvediferença na comparação entre os grupos OMP200, OMP40 e OMP10 em relação ao Cont. Aforça máxima e rigidez do fêmur não foram diferentes nos grupos experimentais quandocomparados ao Cont. O grupo OMP300 teve concentrações séricas de Ca++ estatisticamentemenores do que o grupo Cont (p = 0,049) sem diferença entre os demais grupos em relaçãoao Cont.Conclusão: A ingestão diária de 300 moL/Kg/dia de omeprazol diminuiu a DMO do fêmur,porém sem alterações na rigidez e na força do fêmur de ratos adultos.

Prótese total do fêmur em adultos: relato de seu emprego em dois casos*

MAURÍCIO ETCHEBEHERE; REINALDO GAMBA

Rev Bras Ortop. 2002;37(7):- - Relato de Caso
São vários os relatos da literatura que tratam das ressecções completas do fêmur seguidas de reconstrução com próteses não convencionais(1,2,3,4). O procedimento mais antigo de que se tem conhecimento foi realizado em 1965(1). A maioria dos trabalhos não utiliza um sistema objetivo para avaliação funcional dos pacientes submetidos a esse tipo de reconstrução. O objetivo deste trabalho é relatar dois casos de pacientes adultos que tiveram suas falhas ósseas reparadas com o uso de próteses não convencionais totais do fêmur, além de discutir as indicações, vantagens e desvantagens dessa forma de reconstrução com ênfase no aspecto funcional.

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