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Busca por: Lesão variante de Maisonneuve com luxação tibiofibular proximal*

Lesão variante de Maisonneuve com luxação tibiofibular proximal*

Jonatas Brito Alencar; Maria Luzete Costa Cavalcante; Luiz Holanda Pinto; Igor Freitas de Lucena; Renackson Jordelino Garrido; Pedro Henrique Messias da Rocha

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):339-342 - Relato de Caso

A lesão de Maisonneuve é uma entidade rara, correspondendo a 7% das fraturas de tornozelo. Uma de suas variantes inclui a lesão da sindesmose tibiofibular distal com luxação tibiofibular proximal, tornando-a uma injúria ainda mais incomum. O presente artigo apresenta o caso de um paciente de 34 anos admitido na emergência de traumato-ortopedia de hospital terciário com dor e edema em membro inferior esquerdo, após trauma esportivo. A radiografia do joelho evidenciou luxação anterolateral da articulação tibiofibular proximal com subluxação lateral do tornozelo, sem sinais de fratura. Após avaliação tomográfica do membro, confirmou-se o diagnóstico de uma lesão variante de Maisonneuve com luxação tibiofibular proximal. Os autores descrevem o caso, abordando aspectos clínicos, radiográficos e cirúrgicos desta variante.


Palavras-chave: traumatismos do tornozelo; luxações articulares; procedimentos cirúrgicos operatórios.

LUXAÇÃO AGUDA ISOLADA DA ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR PROXIMAL

Paulo Roberto de Almeida Silvares; João Paulo Fernandes Guerreiro; Sérgio Swain Müller; Ricardo Violante Pereira; Rodrigo Vannini

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):460-464 - Relato de Caso
A luxação traumática isolada da articulação tibiofibular proximal é rara. Esta lesão pode não ser reconhecida ou diagnosticada no atendimento inicial. A ausência de suspeita clínica pode causar problemas para o diagnóstico. O diagnóstico necessita de história precisa do mecanismo e sintomas da lesão, avaliação clínica e radiográfica adequada de ambos joelhos. Casos não reconhecidos são fonte de alterações crônicas. O tratamento é feito por redução fechada e imobilização ou, em casos irredutíveis ou instáveis, redução aberta com fixação interna temporária. Um caso raro de luxação tibiofibular proximal isolada em um jogador de basquetebol é relatado para ilustrar essa lesão. Descritores - Luxação do joelho; Fíbula; Basquetebol; Masculino.

Neoligamentoplastia da sindesmose tibiofibular inferior*

MAURO LUIZ FUCHS, VALDECIR V. CARNEIRO, CLÁUDIO B. HESPANHOL, HÉLIO TOSHIO MORI, WALDIR ALVES DA CUNHA JR., SÉRGIO S. MULINARI

Rev Bras Ortop. 1997;32(7):- - Artigo Original
RESUMO
A lesão da sindesmose tibiofibular inferior, associada a entorses de repetição, não tem prevalência conhecida. Os achados clínicos na lesão da sindesmose tibiofibular inferior são dor, instabilidade e torções repetitivas do tornozelo. O diagnóstico desta lesão pode ser confirmado por exame radiográfico e ressonância nuclear magnética. Quando o tratamento conservador não obtém resultado, indicamos o tratamento cirúrgico. A técnica operatória é controversa. Os autores relatam sua experiência preliminar com a neoligamentoplastia usando o hemitendão do músculo fibular curto em oito pacientes. Todos os oito pacientes submetidos a este procedimento obtiveram bons resultados e retornaram a suas atividades esportivas habituais em um tempo médio de cinco meses. Os autores acham que esta técnica é simples e promove a estabilidade da sindesmose, evitando o uso de um parafuso entre a tíbia e a fíbula.

Luxação bilateral dos joelhos com lesão bilateral da artéria poplítea

Daniel Baumfeld; André Lourenço Pereira; Claudio Freitas Guerra Lage, Gabriel Mendes Miura; Yuri Vinicius Teles Gomes; Caio Nery

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):244-247 - Relato de Caso

As luxações unilaterais tibiofemurais do joelho são incomuns, o que torna as luxações bilaterais ainda mais raras. A luxação do joelho é considerada um dos ferimentos mais graves nessa articulação. As complicações associadas, tais como a lesão da artéria poplítea, são responsáveis pela importante morbidade observada nesses pacientes. Os autores relatam o caso de um homem de 52 anos com luxação traumática bilateral do joelho associada a lesão bilateral da artéria políptea. O estudo descreve a apresentação clínica e os achados radiográficos e angiográficos. Os tratamentos cirúrgico e não cirúrgico e os resultados funcionais também são relatados.


Palavras-chave: Lesões do joelho; Fratura do fêmur; Luxações; Artéria poplítea.

LUXAÇÃO ANTERIOR RECIDIVANTE DO OMBRO E LESÃO DO MANGUITO ROTADOR EM PACIENTES ACIMA DOS 40 ANOS

SÉRGIO L. CHECCHIA; PEDRO DONEUX S.; MARCELO FREGONEZE; ALBERTO N. MIYAZAKI; LUCIANA A. SILVA; EMERSON O. MASCHIETTO; MAURÍCIO P. RAFFAELLI; WANDER G. AMA

Rev Bras Ortop. 2005;40(4):- - Artigo Original
A luxação anterior recidivante do ombro (LARO) em pacientes com idade superior a 40 anos pode estar associada à lesão do manguito rotador (LMR). Quando isso ocorre, o tratamento cirúrgico desses pacientes deve incluir a reparação da LMR, pois, além de promover déficit funcional, esta pode ser responsável pela permanência da instabilidade. Entre julho de 1992 e outubro de 2001, 15 pacientes com LARO e idade superior a 40 anos foram submetidos ao tratamento pelo Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - "Pavilhão Fernandinho Simonsen". Dos 15 pacientes, 13 foram reavaliados com seguimento médio de 44,2 meses. A reparação da LMR foi conseguida em 11 (84,9%) dos casos e em dois eram irreparáveis. A lesão de Bankart, encontrada em seis pacientes (46,2%), também foi reparada. Utilizando o método de avaliação da UCLA, houve 61,5% (oito pacientes) de resultados satisfatórios. A persistência do teste de apreensão para instabilidade anterior foi verificada em um paciente (7,7%). Os autores concluem que, em indivíduos com idade superior a 40 anos e com quadro de LARO, a reparação da LMR, quando possível, deve ser realizada como parte do tratamento. Descritores - Ombro; manguito rotador; luxação; tratamento; cirurgia.

Avaliacão da mensuração da lesão de Hill-Sachs em modelos tridimensionais na luxação anterior de ombro

Alberto Naoki Miyazaki; Luciana Andrade Silva; Pedro Doneux Santos; Guilherme do Val Sella; Leonardo Hideto Nagaya e Sergio Luiz Checchia

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):357-363 - Artigo Original

OBJETIVO Verificar se há reprodutibilidade e repetibilidade das mensurações diretas da lesão de Hill-Sachs (HS), a partir de imagens de reconstrução tomográficas, com o uso do programa de computador e em modelos obtidos por impressora tridimensional.
MÉTODOS Usaram-se imagens tomográficas de 14 pacientes com luxação recidivante do ombro feitas pelo serviço para construção dos modelos tridimensionais virtuais (software InVesalius 3.0®). Com o software Rhinocerus 5.0® mensurou-se a lesão de HS e padronizou-se uma posição para aferição das seguintes medidas: a maior distância mediolateral, perpendicular ao eixo da diáfise, a distância craniocaudal, pararela à diáfise, e a maior distância numa linha imaginária no eixo longitudinal da lesão. Com impressora tridimensional Printer-ZP 310 confeccionou-se os protótipos em gesso. Usou-se paquímetro digital universal calibrado, para fazer as três medidas da lesão de HS pré-estabelecidas. As mensurações foram feitas por aferição cega.
RESULTADOS Houve grande variabilidade intraobservador e interobservador para as medidas em uma mesma peça. Os observadores não fizeram as medições de forma similar, o que caracteriza a existência de dificuldade da mensuração pelo método (p < 0,05). Nas mensurações no computador para aferição da distância mediolateral e na medição da peça com paquímetro, o tipo da peça influenciou a forma de feitura de medidas por cada um dos observadores, o que tornou o método de mensuração inválido (p < 0,05).
CONCLUSÃO Não houve reprodutibilidade e repetibilidade nas mensurações da lesão de HS, tanto em modelos de gesso quanto nas imagens de reconstrução tomográficas.

Palavras-chave: Luxação do ombro; Articulação do ombro; Instabilidade articular; Impressão tridimensional; Tomografia computadorizada por raios X.

Lesão do nervo axilar por luxação traumática do ombro Relato de um caso

GILBERTO OHARA; WALTER TARGA; KODI KOJIMA

Rev Bras Ortop. 1993;28(9):- - Relato de Caso
Os autores relatam um caso de um paciente que teve queda de altura com perda da consciência, apresentando luxação traumática do ombro esquerdo. Teve como complicação a lesão do nervo axilar, desenvolvendo paralisia do músculo deltóide e sua conseqüente atrofia. Foi submetido a exploração cirúrgica, tendo sido realizada neurolise. A evolução pós-operatória foi satisfatória, recuperando a força muscular total.

Luxação traumática de joelho associada a lesão arterial em atleta jogador de futebol*

MARCO ANTONIO PEDRONI; MÁRIO MARTINS; ALCY VILAS BOAS JR.; SÉRGIO ROBERTO FRATTI; FÁBIO SECCHI; WILSON CARDOZO IIDA

Rev Bras Ortop. 1997;32(12):- - Relato de Caso
Os autores relatam um caso de luxação traumática de joelho, associada a lesão da artéria poplítea, em um atleta jogador de futebol amador. Descrevem as medidas préoperatórias e exames auxiliares ao diagnóstico da lesão vascular, assim como os procedimentos cirúrgicos, ortopédicos e vasculares emergenciais a serem realizados. Revisam a literatura sobre conceitos de arteriografia préoperatória, que é controversa nos casos em que são encontrados os sinais maiores de isquemia. Com esse relato de caso os autores querem chamar a atenção quanto ao risco de lesões graves que possam ocorrer nos atletas, profissionais ou amadores, e a necessidade de equipe multidisciplinar especializada para atendimento.

Lesão da artéria braquial decorrente de luxação posterior fechada do cotovelo: relato de caso

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux Santos,Guilherme do Val Sella; Caio Santos Checchia e Sergio Luiz Checchia

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):239-243 - Relato de Caso
    A associação da luxação posterior fechada do cotovelo com a lesão traumática da artéria braquial é rara. A ausência do pulso radial à palpação é um importante sinal de alerta e a arteriografia é o exame diagnóstico padrão-ouro. O diagnóstico precoce é essencial para a providência do tratamento adequado, que envolve a redução e a imobilização articular, além do restabelecimento cirúrgico urgente do fluxo arterial. É relatado um caso inédito na literatura brasileira da associação dessas lesões (e do tratamento feito), ocorrida em um paciente de 27 anos, do sexo masculino, após ter sido vítima de agressão física  

Lesão de plexo braquial secundária a pseudoaneurisma de artéria axilar após luxação glenoumeral: relato de caso

Douglas Ribas Schumann; Mauro José Superti; Felipe Candido Seybothe; Gabriella Eduarda Jacomel

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):491-495 - Relato de Caso
    As lesões de artéria axilar e consequente compressão de plexo braquial são extremamente raras em pacientes com luxac¸ão de glenoumeral e podem ter manifestac¸ões clínicas bastante variadas. Essa articulac¸ão é uma das mais acometidas por luxac¸ão do corpo humano, representando cerca de 45% dos casos. Menos de 1% dos pacientes com luxac¸ão de ombro apresentam complicac¸ões vasculares; no entanto, quando há lesão da artéria axilar, a incidência de lesão de plexo braquial associada é de 27% a 44%. Relatamos um caso de compressão do plexo braquial por um pseudoaneurisma de artéria axilar após uma luxac¸ão glenoumeral. O objetivo é lembrar a existência dessa associac¸ão, a fim de diagnosticá-la precocemente e evitar complicac¸ões graves, como a lesão neurológica.

O realinhamento proximal do aparelho extensor, por via artroscópica, no tratamento da luxação femoropatelar

GILBERTO LUÍS CAMANHO; LUÍS FELIPPE CAMANHO

Rev Bras Ortop. 2000;35(4):- - Artigo Original
Os autores estudam a eficiência do realinhamento proximal do aparelho extensor, feito por via artroscópica, em 21 pacientes portadores de luxação recidivante da articulação femoropatelar. Descrevem a técnica cirúrgica por via artroscópica, que foi associada ao realinhamento distal em 81% dos pacientes. Apresentam os resultados que consideraram bons em 19 pacientes, por não revelarem novas luxações femoropatelares durante o período de seguimento, que foi de dois anos, no mínimo. Unitermos - Femoropatelar; luxação; artroscopia

FRATURA EPIFISIOLISE DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO COM LUXAÇÃO INTRATORÁCICA: RELATO DE CASO

JAIME GUIOTTI FILHO; ANTÔNIO CARLOS WALL BORGES; MARCELO DE CARVALHO LEITE

Rev Bras Ortop. 2008;43(1/2):48-52 - Relato de Caso
A fratura da extremidade proximal do úmero com luxação intratorácica foi relatada em 1949 por West, em que a fratura era, somente, do tubérculo maior. Desde então, poucos casos foram relatados na literatura, a maioria constituída por pessoas idosas, prevalecendo como indicação terapêutica artroplastia parcial. Os autores relatam o caso de um adolescente de 14 anos de idade, sexo masculino, que apresentou fratura epifisiolise da extremidade proximal do úmero com luxação intratorácica em decorrência de acidente ciclístico e que foi submetido a tratamento cirúrgico com redução, osteossíntese e reinserção do manguito rotador. A recuperação da cabeça do úmero totalmente desvitalizada e o acompanhamento do processo de necrose e revascularização durante seis anos, em paciente adolescente, parece não terem sido previamente relatados.Descritores - Epifisiolise; Necrose asséptica do osso; Relato de caso.

Lesão da artéria axilar secundária a fratura do terço proximal de úmero: relato de caso

Alberto Naoki Miyazaki; Marcelo Fregoneze; Pedro Doneux dos Santos; Luciana Andrade da Silva; Guilherme do Val Sella; Sergio Luiz Checchia; Sílvia Helena Cavadinha Cândido dos Santos; Fábio Araujo Fernandes

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):110-113 - Relato de Caso
As lesões da artéria axilar são raras em pacientes com fraturas do terço proximal do úmeroe podem ter manifestações clínicas bastante variadas. São responsáveis por 15% a 20% daslesões arteriais dos membros superiores e o mecanismo mais comum é a queda ao solo, querepresenta 79% dos traumas. Em alguns casos os sinais só aparecem tardiamente. É impor-tante lembrar essa associação, a fim de diagnosticá-la precocemente e evitar complicaçõesgraves. Relatamos um caso de lesão traumática da artéria axilar secundária à fratura doterço proximal do úmero em uma paciente de 84 anos, com evolução tardia dos sinais clíni-cos de isquemia do membro acometido. O objetivo é discutir as dificuldades do diagnósticoe do tratamento. Descritores - Artéria axilarFraturas do úmeroFraturas do ombro

Fratura proximal do fêmur e lesão vascular em adultos – Relato de caso*

Pedro José Labronici; Fernando Claudino dos Santos; Yuri Leander Oliveira Diamantino; Eduardo Loureiro; Maria Cristina Diniz Gonçalves Ezequiel; Sérgio Delmonte Alves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):343-346 - Relato de Caso

Complicações vasculares no tratamento cirúrgico da fratura do quadril são raras. A depender da lesão arterial, pode ocorrer um grave sangramento intraoperatório ou formação de hematoma subagudo com desenvolvimento de pseudoaneurisma arterial. Na literatura, as complicações mais frequentes relatadas são a formação de grandes hematomas locais após osteossíntese com parafuso deslizante do quadril. O objetivo do presente relato foi demonstrar um caso de lesão arterial tardia após osteossíntese proximal do fêmur.


Palavras-chave: fraturas do fêmur; lesões do sistema vascular; parafusos ósseos; quadril/cirurgia.

Sindesmose tibiofibular distal: correlação entre medição radiográfica e anatômica*

CARLOS ANTÔNIO WALKER; JULIANO SILVEIRA LUIZ VIEIRA; GASTON ENDRES; JOÃO FERNANDO SARAIVA

Rev Bras Ortop. 2003;38(10):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados do estudo de 30 tornozelos de cadáveres formolizados, nos quais foram realizadas radiografias nos planos ântero-posterior (AP) com 20º de rotação interna (incidência da pinça articular) e perfil, a um metro de distância entre a ampola de RX e o chassi do filme. Após, foram submetidos à dissecação e a medições previamente definidas, com posterior comparação com as medidas radiográficas. Foram realizadas quatro medidas na peça anatômica: distância intermaleolar interna a 3mm da cúpula tibial (medida 1), distância intermaleolar interna a 10mm da cúpula tibial (medida 2), distância intermaleolar externa a 10mm da cúpula tibial (medida 3) e espaço livre tibiofibular medido na cúpula tibial após a luxação do tálus (medida 4). Tais medidas foram repetidas nas respectivas radiografias, acrescentan-do-se três medidas às mesmas, não realizáveis na peça anatômica, porque se necessitaria de lesão das estruturas para correta visualização: espaço livre tibiofibular 10mm proximal à cúpula tibial (medida 5); sobreposição tibiofibular na sua maior extensão (medida 6); espaço articular medial entre a borda lateral do maléolo medial e a borda medial do tálus ao nível da cúpula talar (medida 7). Com-pararam-se os resultados das medidas 1 a 4 obtidas nas peças anatômicas com os resultados radiográficos das mesmas. Encontrou-se aumento médio de 9,66% nas medidas radiográficas, por conta da distorção radiográfica. Na medida do espaço livre tibiofibular 10mm proximal à articulação (medida 5), encontrou-se média de 3,2mm (variação de 1,9 a 4,4mm); na medida da sobreposição tibiofibular em sua maior extensão (medida 6), média de 7,1mm (variação de 4,1 a 12,3mm); e, na medida do espaço articular medial ao nível da cúpula talar, média de 2,9mm (variação de 2,2 a 3,9mm). De acordo com as comparações obtidas nas medidas 1 a 4, concluiu-se que há conformidade das medições radiográficas com as da peça anatômica. Em relação às medidas 5 a 7, encontraram-se resultados em conformidade com a literatura. Tais achados permitem afirmar que as medidas são confiáveis e de fácil reprodutibilidade, principalmente quando utilizadas em comparação com radiografias da articulação contralateral para o diagnóstico de lesões da sindesmose do tornozelo.

Diástase congênita tibiofibular distal Relato de dois casos*

ROBERTO A. SANTIN; FERNANDO F. FONSECA FILHO; MARIA CECILIA DE CONTI; WILSON LUÍS PASQUALETO

Rev Bras Ortop. 1993;28(7):- - Relato de Caso
Os autores apresentam dois pacientes portadores de diástase congênita tibiofibular distal (DCTFD), entidade pouco referida na literatura. São relatadas as alterações clínico-radiográficas encontradas e o tratamento instituído. A DCTFD é uma alteração congênita que apresenta pés tortos, mãos e pés fendidos (tipo ``lagosta"), associados a outras anomalias. São comentados os casos descritos na literatura e os tratamentos efetuados.

Tratamento cirúrgico da luxação recidivante anterior do ombro pela técnica da capsuloplastia associada com a reparação da lesão de Bankart *

S. L. CHECCHIA; P. S. DONEUX; J. H. MONCADA; B. T. COVO

Rev Bras Ortop. 1993;28(9):- - Artigo Original
Entre julho de 1987 e fevereiro de 1993, 178 pacientes foram operados pelo Grupo de Ombro do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (" Pavilhão Fernandinho Simonsen") para o tratamento da instabilidade ântero-infe-rior, involuntária do ombro. Os autores analisam e discutem os resultados de 92 ombros em 92 pacientes com seguimento mínimo de 24 meses e médio de 32 meses. A técnica utilizada foi a da capsuloplastia ântero-inferior, como descrita por Neer em 1980(11), associada a uma eventual correção da "lesão de Bankart", quando esta está presente. Obtiveram índices de bons resultados de 93,5%, com relação à satisfação dos pacientes e prevenção das recidivas de luxação. Concluem que a técnica utilizada, apesar de ser um pouco trabalhosa e exigir alguns instrumentos especiais, tem como grande crédito a reconstrução da anatomia normal do ombro, o que leva a índices bastante satisfatórios de contensão da instabilidade e pouca ou nenhuma limitação da amplitude final de movimentos do ombro, principalmente rotação externa.

Lesão condral do fêmur tratada com sutura óssea após luxação aguda de patela: um relato de caso

Camila Maftoum Cavalheiro; Riccardo Gomes Gobbi; Betina Bremer Hinckel; Marco Kawamura Demange; José Ricardo Pécora; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):636-642 - Relato de Caso

A fratura osteocondral após luxação aguda de patela em adolescentes é relativamente comum (até 60% dos casos de luxação patelar), porém pouco diagnosticada. Existem diversos tratamentos propostos para esse tipo de lesão, mas nenhum está bem definido na literatura. Paciente do sexo masculino, 13 anos, com diagnóstico de fratura osteocondral do côndilo femoral lateral, após luxação aguda da patela direita. Foi submetido a tratamento cirúrgico da lesão condral, que consistiu em sutura do fragmento condral ao defeito da cartilagem e, em um segundo tempo, a reconstrução do ligamento patelotibial medial (LPTM) e reconstrução do ligamento patelofemoral medial (LPFM) com enxerto autólogo de flexores. Atualmente o paciente encontra-se com o seguimento de 16 meses de pós-operatório da sutura do fragmento condral e oito meses da reconstrução ligamentar, foi avaliado através de escores funcionais e ressonância magnética com mapeamento de T2. Em casos especiais, pode-se considerar o uso de fixação aguda por sutura óssea direta de um fragmento puramente condral.

Palavras-chave: Fraturas ósseas; Luxação patelar; Ligamentos articulares; Osteocondrite.

Variante sólida do cisto ósseo aneurismático na extremidade distal do rádio em uma criança

Adriano Jander Ferreira; Sebastião de Almeida Leitão; Murilo Antônio Rocha; Valdênia das Graças Nascimento ; Giovanni Bessa Pereira Lima e Antonio Carlos Oliveira de Meneses

Rev Bras Ortop. 2016;51(3):- - Relato de Caso
    A variante sólida do cisto ósseo aneurismático (COA) é considerada lesão rara, ocorre com maior frequência nos pacientes pediátricos e nos ossos da tíbia, fêmur, pelve e úmero. Apresentamos o caso de uma lesão lítica metafisária na extremidade distal do rádio de uma crianc¸a em que, ao exame radiográfico feito devido a um trauma de baixa energia, foi aventada a hipótese de fratura em um osso patológico secundária a um cisto ósseo aneurismático. Após a biópsia, a crianc¸a foi submetida a ressecc¸ão intralesional sem interposic¸ão de enxerto e o exame histopatológico foi condizente com a variante sólida do cisto ósseo aneurismático.

Dislocação patelar aguda irredutível devido a uma nova variante anatômica - a patela entalhada*

Miguel Duarte-Silva; Joaquim Rodeia; Tiago Mota Gomes; Francisco Guerra-Pinto

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):90-94 - Relato de Caso

As luxações irredutíveis da patela são raras e são geralmente associadas a mecanismos complexos. Os autores relatam o caso clínico de uma luxação patelar lateral irredutível devido a uma variante anatômica. Os autores atenderam um paciente de 16 anos que apresentou uma luxação lateral da patela de redução impossível por manipulação fechada, mesmo sob anestesia geral. Durante o estudo de imagem, a tomografia computadorizada (TC) mostrou um entalhe na faceta medial da patela, impactada no côndilo lateral, o que impediu a redução. Esta variante anatômica foi posteriormente confirmada durante a cirurgia. Em uma TC bilateral de acompanhamento, esta variante anatômica também estava presente no joelho contralateral, normal, excluindo o remodelamento traumático como o motivo deste entalhe patelar. Os autores utilizaramuma abordagem parapatelar medial para a redução aberta do deslocamento e para o reparo do retináculo medial. De acordo comWiberg, existem três tipos diferentes de patela. Os autores descrevem uma variação da patela de tipo III com um entalhe na margem medial que não está incluída na classificação anterior. Ressalta-se a importância de um estudo de TC na presença de luxação irredutível e o reconhecimento desta variante anatômica da patela, já quemanobras agressivas foram testadas sem sucesso. A redução aberta parece ser a melhor opção neste cenário.


Palavras-chave: deslocamentos articulares; fraturas intraarticulares; deslocamento da patela

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