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Busca por: Periostite reativa florida da falange proximal – relato de caso e revisão de literatura*

Periostite reativa florida da falange proximal – relato de caso e revisão de literatura*

José Neias Araujo Ribeiro; Maria Luzete Costa Cavalcante; Diogo Araujo Farias; Rudy Diavila Bingana

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):335-338 - Relato de Caso

A periostite reativa florida é uma lesão benigna e rara que constitui um problema recorrente de diagnóstico. Sua etiopatogênese permanece desconhecida. A periostite reativa florida caracteriza-se por ser uma reação periosteal agressiva e inflamatória de tecido mole e por ser um tumor portador de fibrose e produtor de cartilagem. Ocorre em adolescentes e adultos jovens, com predomínio no sexo feminino, e acomete com frequência os ossos das mãos e pés, podendo acometer também ossos longos. O diagnóstico permanece um grande desafio devido à enorme possibilidade de diagnósticos diferenciais. Por isso, uma cuidadosa avaliação clínica, radiológica e patológica é necessária para fechar o diagnóstico. Relata-se o caso de um paciente com periostite reativa florida na falange proximal do segundo dedo da mão direita, que foi submetida à excisão cirúrgica com margem ampla do segundo raio até o terço proximal do segundo metacarpo, e evoluiu sem queixas, com amplitude de movimento e força satisfatória.


Palavras-chave: falanges dos dedos da mão; periostite; neoplasias ósseas.

TUMOR DE CÉLULAS GIGANTES EM FALANGE PROXIMAL COM METÁSTASE PULMONAR: RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

Frederico Carvalho de Medeiros; Fernando Carvalho de Medeiros; Izabella de Campos Carvalho Lopes; Guilherme Carvalho de Medeiros; Eduardo Carvalho de Medeiros

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):205-210 - Relato de Caso
 Trata-se de um relato de caso de tumor de células gigantes (TCG) em falange proximal de terceiro dedo da mão esquerda com metástase pulmonar. A paciente apresentava dor no dedo sem história prévia de trauma. Foram realizados exame clínico, estudo radiográfico e ressonância nuclear magnética. Feito o estudo histológico, a partir de biópsia incisional, com hipótese de TCG. Foi submetida à amputação do dedo, confirmando o diagnóstico pela microscopia da peça. A paciente foi acompanhada devido ao risco de metástase pulmonar, evidenciada em estudo radiográfico e tomografia computadorizada de tórax, sendo submetida à toracotomia. Desde então, houve melhora dos sintomas referidos no pré-operatório e ausência de recidiva local e novas metástases. Descritores - Tumores de Células Gigantes/cirurgia; Falanges dos Dedos da Mão; Amputação; Metástase Neoplásica.

Enxerto ósseo no tratamento da não consolidação do escafoide com necrose do polo proximal: revisão da literatura

Antônio Lourenço Severo,; Marcelo Barreto Lemos; Osvandré Luiz Canfield Lech; Danilo Barreto Filho,; Daniel Paulo Strack e Larissa Knapp Candido

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):638-643 - Atualização
    Introdução: As fraturas do escafoide são as mais comuns dos ossos do carpo, correspondem a 60%. Dessas, 10% evoluem para não consolidação; além disso, 3% podem apresentar necrose do polo proximal. Existem vários métodos de tratamento com enxertos ósseos, vascularizados (EOV) e não vascularizados (EONV). Objetivo: Avaliar e comparar as taxas de consolidação do escafoide com necrose do polo proximal com diferentes técnicas cirúrgicas. Material e métodos: Fez-se uma revisão na literatura nas bases de dados PubMed e Bireme/Lilacs, das quais foram selecionadas 13 séries de casos (dez com uso de EOV e três EONV), de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. Conclusão: Enxertos ósseos vascularizados foram usados na maioria dos casos, principalmente naqueles baseados na artéria intercompartimental suprarretinacular 1 e 2, devido à maior reprodutibilidade na técnica cirúrgica.  

Fratura epifisária Salter-Harris IV da falange proximal do hálux

IDYLLIO DO PRADO JR.; MURILO ANTÔNIO ROCHA; NARCISO ALVES FAUSTINO JR.

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Relato de Caso
As fraturas epifisárias Salter-Harris IV são raras e para tratá-las é essencial sua redução anatômica, a fim de procurar evitar a formação de pontes ósseas e alterações do crescimento. Relata-se caso de um rapaz de 14 anos de ida-de que apresentou evolução bastante satisfatória, após redução cirúrgica e fixação interna, de fratura Salter-Har-ris IV da falange proximal do hálux.

MAUS TRATOS INFANTIS. REVISÃO DA LITERATURA.

Bernardo Barcellos Terra; Eduardo Antônio de Figueiredo; Morena Pretti Espindula de Oliveira Lima Terra; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):11-16 - Artigo de Revisão
Lesões não acidentais em crianças são uma importante causa de morbidade e mortalidade nesta população. Fraturas são a segunda causa mais comum de manifestação clínica de maus tratos. A fratura do fêmur está associada em mais de 60% dos casos a maus tratos em crianças menores de 3 anos. O objetivo do trabalho foi fazer uma revisão da literatura nas principais bases de dados a respeito dos maus-tratos infantis e relatar um caso raro de fratura subtrocantérica bilateral de fêmur associada com fratura umeral unilateral em um recém-nascido de 28 dias. O ortopedista muitas vezes é o primeiro médico a avaliar essas crianças; portanto, um alto grau de suspeição, além de um exame físico minucioso e uma história clínica detalhada, é mandatório ao se avaliar um recém-nascido com lesões musculoesqueléticas.. Descritores -Fratura do fêmur Fratura do úmero Maus-tratos infantis.

Tratamento cirúrgico minimamente invasivo das fraturas instáveis da falange proximal: parafuso intramedular

Marcio Aurélio Aita; Paulo Augusto Castro Mos; Gisele de Paula Cardoso Marques Leite; Rafael Saleme Alves; Marcos Vinicius Credídio; Eduardo Fernandes da Costa

Rev Bras Ortop. 2016;51(1):16-23 - Artigo Original
    Objetivo: Analisar os parâmetros clínico-funcionais e a qualidade de vida de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico minimamente invasivo das fraturas extra-articulares da falange proximal com uso do parafuso intramedular (Acutrak®). Métodos: Um estudo prospectivo foi feito de janeiro de 2011 a setembro de 2014 e incluiu 41 pacientes e 48 dedos acometidos com fratura da falange proximal extra- articular e instá- vel submetidos ao tratamento cirúrgico minimamente invasivo com parafuso intramedular (Acutrak®). Esses pacientes foram avaliados 12 meses após a cirurgia por meio do questionário DASH de qualidade de vida, escala de dor VAS, arco de movimento (adm em graus) e avaliação radiográfica. Resultados: Todos os pacientes obtiveram redução adequada e consolidação das fraturas. Houve melhoria estatisticamente significativa da qualidade de vida (DASH), escala de dor (VAS) e arco de movimento. Conclusão: A técnica minimamente invasiva no tratamento das fraturas instáveis e extra- -articulares da falange proximal com o parafuso intramedular Acutrak® é eficaz e segura e apresenta resultados clínico-funcionais satisfatórios.

Gota vertebral: relato de caso e revisão da literatura

AXEL WERNER HULSMEYER

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
A gota é causa freqüente de artropatia. Qualquer articulação pode ser comprometida. Na coluna vertebral a incidência é rara e, até o momento, só foram descritos 30 casos. O diagnóstico pré-operatório não é lembrado, mesmo quando o paciente apresenta manifestações periféricas da gota. O aspecto na ressonância magnética pode ser confundido com processo infeccioso ou degenerativo. Assim, diante de um caso de lombalgia de repetição em paciente gotoso, essa hipótese diagnóstica não deve ser desprezada. O objetivo deste trabalho é descrever um caso em disco lombar, simulando uma hérnia discal ou abscesso epidural e fazer uma revisão da literatura disponível sobre o assunto.

Luxação peritalar Relato de caso com revisão da literatura*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTONIO ROCHA; DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Os autores relatam caso de luxação peritalar medial, que se trata de lesão pouco comum. Além disso, apresen-tava-se acompanhada de fratura do processo posterior do talo e de fratura-avulsão da porção medial do maléolo tibial, associação essa ainda não registrada na literatura. Na avaliação final realizada após dez meses de evolução, o paciente informou dor matinal e evidenciaram-se discreta limitação dos movimentos, hipotrofia da panturrilha e aumento de volume do tornozelo. Nas radiografias, as fraturas estavam consolidadas e não se visualizaram alterações degenerativas osteoarticulares.

A importância do "labrum" acetabular: revisão da literatura

LAFAYETTE DE AZEVEDO LAGE; ROBERTO CAVALIERI COSTA; RICHARD N. VILLAR; B. S. C. (HONS); M. S.; F. R. C. S.

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
Muitos pacientes com artrose degenerativa do quadril referem que sua dificuldade começou a ocorrer após que-da ou torção de pequena intensidade. Geralmente, esse relato é ignorado por nós, ortopedistas. Esta revisão da literatura tem o objetivo de alertar os colegas da importância do labrum acetabular, estrutura de fundamental importância para o quadril saudável.

ELASTOFIBROMA DORSI: RELATO DE CASOS E REVISÃO DA LITERATURA

EDUARDO DA FROTA CARRERA; MARCELO HIDE MATSUMOTO; NICOLA ARCHETTI NETTO; MARCIO EDUARDO DE MELO VIVEIROS; MÁRCIO EDUARDO KOZONARA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Relato de Caso
Elastofibroma dorsi é uma lesão pseudotumoral, localizada na região do ângulo inferior da escápula, que ocorre em pacientes próximos da quinta década de vida. Essa lesão comumente é unilateral, podendo ser bilateral. Os sintomas mais freqüentes são: dor, ressalto e crepitação na mobilização do membro superior na região do ângulo inferior da escápula. A ressonância magnética é o exame que melhor sugere o diagnóstico. A confirmação do elastofibroma pode ser dada apenas pelo exame anatomopatológico. É importante o diagnóstico diferencial com outras lesões de partes moles, como sarcomas e tumores desmóides. A ressecção cirúrgica é curativa em indivíduos sintomáticos e deve ser feita em lesões maiores que 5cm, mesmo sem sintomas. Este estudo relata três casos de elastofibroma dorsi, sendo dois unilaterais e um bilateral, e faz uma revisão da literatura. Descritores - Pseudotumor; elastofibroma dorsi; ombro.

Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura

Gabriel Amorim Ramos; Gustavo Gonçalves Arliani; Diego Costa Astur; Alberto de Castro Pochini; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):11-16 - Artigo de Revisão
    As lesões dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes do esporte. A alta taxa de recidivas representa um desafio para a medicina esportiva e apresenta grande impacto para atletas e clubes esportivos. O objetivo do tratamento é proporcionar ao atleta o mesmo nível funcional anterior à lesão. Dessa forma, a reabilitação funcional é muito importante para o sucesso do tratamento. Atualmente, usam-se várias modalidades fisioterápicas de acordo com o estágio da lesão: crioterapia, laserterapia, ultrassom terapêutico, terapia manual e cinesioterapia. Entretanto, as evidências da eficácia dessas modalidades nas lesões musculares ainda não estão completamente estabelecidas, devido à baixa investigação científica sobre o tema. O presente artigo apresenta uma revisão sobre a abordagem fisioterápica na reabilitação das lesões musculares de isquiotibiais.  

''Hallux varus": tratamento cirúrgico pela transferência do hemitendão extensor do 2° artelho e osteotomia da falange proximal do hálux*

JARDÉLIO M. TORRES; RICARDO M. MIRANDA; GEÓRGIA C.B. MEDRADO

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam a classificação do "hallux varus" com revisão da literatura. Sugerem técnica cirúrgica para os casos de "hallux varus" adquiridos, pela transferência do hemitendão extensor do 2° artelho e osteotomia valgizante da falange proximal do hálux. São relatados cinco casos.

Estudo radiográfico, na incidência ântero-posterior, dos ângulos intermetatarsiano I-II, articular metatarsiano distal I e articular proximal da falange proximal do hálux, em pés normais de adultos*

IDYLLIO DO PRADO JUNIOR; SANDRO MARCILIO PEREIRA GOMES; RICARDO DA ROCHA REZENDE

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Estudaram-se os pés direitos e esquerdos, considerados normais, de 50 homens e 50 mulheres, entre 25 e 49 anos de idade, através de radiografias na incidência ântero-pos-terior, a partir das quais foram determinados os ângulos intermetatarsiano I-II, articular metatársico distal I e articular proximal da falange proximal do hálux, obtendose os seguintes resultados: Homens Mulheres Ângulo intermetatarsiano I-II 8,0 ± 1,78º 8,36 ± 1,91º Ângulo articular metatarsiano distal I 4,11 ± 1,88º 3,21 ± 1,86º Ângulo articular proximal da falange proximal do hálux 6,48 ± 1,82º 4,05 ± 2,18º A análise estatística indicou diferenças significantes entre os sexos para os ângulos articular metatársico distal I e articular proximal da falange proximal do hálux, com predominância dos valores dos homens sobre os das mulheres. Quanto ao comportamento dos ângulos em relação às faixas etárias, verificou-se significância estatística para os valores do ângulo articular metatársico distal I; com o avanço da idade, houve, no sexo masculino, redução e, no feminino, aumento. Com relação à interferência dos ângulos entre si, encontraram-se diferenças estatisticamente significantes do ângulo intermetatársico I-II com os outros dois. Aumenta juntamente com o articular metatársico distal I, em homens e mulheres, e diminui com o aumento do articular proximal da falange proximal do hálux, somente nos homens.

Ensaio experimental para tratamento cirúrgico das fraturas transversas da falange proximal - Técnica com parafuso intramedular cônico de compressão versus placa de compressão lateral

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):509-514 - Artigo Original
Objetivo: Comparar os parâmetros mecânicos entre dois métodos de estabilização por com-pressão: placa de compressão axial de 1,5 mm com o parafuso cônico de compressão usadocomo tutor intramedular.Métodos: Foram usados modelos de poliuretano (Sawbone®) que simulam a fratura dafalange proximal transversa, divididos em três grupos (placa lateral, parafuso cônico, semimplante).Resultados: Há necessidade de uma maior força para resultar na fadiga da síntese com para-fuso intramedular. Comprova-se, assim, a supremacia mecânica desse sobre o modelo coma placa lateral.Conclusão: A estabilização com o parafuso Acutrak®, no tratamento das fraturas no modeloadotado neste ensaio, apresenta resultados mecânicos superiores e estatisticamente sig-nificativos em comparação com a técnica de compressão axial com o uso da placa lateral(Aptus Hand ®).

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualização
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

A RETROVERSÃO DA CABEÇA DO ÚMERO: REVISÃO DA LITERATURA E MENSURAÇÃO EM 113 ÚMEROS DE CADÁVERES

HELIO PIRES LEAL; SERGIO LUIZ CHECCHIA

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):122-127 - Artigo Original
Objetivo: Realizar avaliação osteométrica (anatômica) dos ângulos de retroversão da cabeça de 113 úmeros de adultos. Método: Determinou-se como parâmetro proximal o eixo longo da superfície articular da cabeça do úmero e, como parâmetros distais, uma linha passando pelos epicôndilos do úmero e outra linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo, formando respectivamente os ângulos e . Projetando-se no plano axial essas linhas, mediante um goniômetro foi possível mensurar o ângulo de retroversão da cabeça desses úmeros. Resultado: A média do ângulo dos 113 úmeros foi de 22,26¡Æ (variando de 2¡Æ a 76¡Æ), enquanto que a média do ângulo foi de 27,76¡Æ (variando de 8¡Æ a 82¡Æ). Não há evidências de diferenças estatísticas em relação aos lados direito e esquerdo, tanto para o ângulo (p = 0,141), quanto para o ângulo (p = 0,117). O ângulo de retroversão da cabeça do úmero diminui, em média, 5,50¡Æ (variando de 0¡Æ a 8¡Æ) quando se usa como parâmetro distal uma linha passando pelos epicôndilos do úmero (ângulo ), em vez de usar uma linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo (ângulo ); essa diferença é estatisticamente significativa (p < 0,001). Conclusão: No material de observação os valores da média do ângulo de RCU (22,26¨¬) e a do ângulo (27,76¨¬) estão entre os 15¨¬ e 35¨¬ relatados na literatura.Descritores - Úmero/anatomia & histologia; Úmero/lesões; Articulação do ombro/lesões

TRATAMENTO CIRÚRGICO DO PÉ EQÜINO NA PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E QUANTITATIVA DA LITERATURA

RODRIGO MONTEZUMA CÉSAR DE ASSUMPÇÃO; PATRICIA MARIA DE MORAES BARROS FUCS; CELSO SVARTMAN

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):388-398 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma revisão sistemática e quantitativa da literatura que versa sobre o tratamento cirúrgico do pé eqüino na paralisia cerebral, submetendo os resultados à apreciação estatística, caracterizando-se assim uma metanálise, cujo propósito é esclarecer qual a técnica cirúrgica que apresenta o menor risco de recidiva da deformidade em eqüino e quando devemos operar. Métodos: Revisão sistemática e quantitativa da literatura entre 1966 e 2007. A seleção dos artigos seguiu critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Os estudos foram identificados e escolhidos utilizando como estratégia de busca os bancos de dados computadorizados da Internet (Medline, Embase, Lilacs e Biblioteca Virtual Cochrane). Também foi realizada a busca manual de estudos em periódicos e livros. Os dados de cada estudo foram coletados conforme formulário preestabelecido. Foi avaliada a qualidade metodológica de cada estudo. Calculou-se para cada estudo selecionado a estimativa do efeito do tratamento (risco relativo de recidivas). Os dados foram submetidos à apreciação estatística específica direcionada para revisões sistemáticas. Os estudos e dados obtidos foram submetidos à análise clínica e estatística de heterogeneidade por meio da análise de subgrupos (média de idade, tempo de seguimento e técnica cirúrgica utilizada). Resultados: Do total de 70 publicações encontradas, foram selecionados 20 estudos observacionais retrospectivos. A análise dos estudos com seguimento médio acima de cinco anos mostra que as taxas de recidiva se tornam de maior valor absoluto quanto maior o tempo de seguimento. Os estudos em que a média de idade dos pacientes no momento da cirurgia foi superior aos sete anos mostram menor soma dos riscos relativos, quando comparados ao grupo com média de idade inferior aos sete anos, evidenciando diminuição significativa do risco absoluto. A análise comparativa dos estudos que citam alongamentos realizados no tendão calcâneo mostra soma dos riscos relativos inferiores, quando comparados aos estudos que citam alongamentos na junção músculo-tendão, porém, com diminuição pequena no risco absoluto. Conclusões: A zetaplastia para o alongamento do tendão calcâneo tende a ser mais segura. Os pacientes devem ser operados após os sete anos de idade. A longo prazo, o risco de recidiva aumenta de forma significativa, reforçando a necessidade do seguimento destes pacientes, no mínimo, até a maturidade esquelética.Descritores - Paralisia cerebral /complicações; Pé eqüino/ etiologia; Pé eqüino/cirurgia; Procedimentos ortopédicos / métodos; Metanálise.

Desarticulação da anca - Análise de uma série e revisão da literatura

Diogo Lino Moura; António Garruço

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):154-158 - Artigo Original
    Objetivo: Apresentar um estudo retrospectivo em 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca. Métodos: Foram identificados 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca ao longo de 16 anos. Todos foram estudados por meio dos registos clínicos quanto a sexo, idade na cirurgia, causa da desarticulação, complicações no pós-operatório, índices de mortalidade e grau de funcionalidade após a desarticulação da anca. Resultados: A desarticulação da anca foi feita eletivamente na maioria das situações e apenas de forma urgente em três casos. As indicações tiveram as seguintes origens: infecção (n = 6), tumor (n = 5), traumatismo (n = 3) e isquemia (n = 2). O tempo médio global de sobrevivência pós-cirurgia foi de 200,5 dias. Os índices de sobrevivência foram de 68,75% após seis meses, 56,25% após um ano e de 50% após três anos. Os índices de mortalidade foram mais elevados nas desarticulações de causa traumática (66,7%) e de causa tumoral (60%). Em relação aos oito pacientes que permanecem vivos, metade faz marcha com apoio de muletas canadenses e sem prótese, 25% fazem marcha com membro protético e 25% encontram-se acamados. As taxas de complicações e mortalidade foram mais elevadas nas desarticulações urgentes e nas efetuadas em consequência de traumatismos e tumores. Conclusão: A desarticulação da anca é uma cirurgia altamente mutilante, com implicações óbvias na funcionalidade do membro e taxas elevadas de complicações e mortalidade. No entanto, quando efetuado em um momento adequado e com indicação correta, esse procedimento pode salvar a vida do paciente e garantir o seu regresso ao domicílio com alguma qualidade de vida

Síndrome de Proteus: relato de dois casos e revisão de literatura*

RENATA CRUZ; ADRIANA L. S. NUNES; CRISTINA M. M. FORTUNA; HELENA M. PIMENTEL; EDUARDO TEIXEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(4):- - Relato de Caso
Dois casos de síndrome de Proteus são descritos para ilustrar as características diagnósticas e os problemas ortopédicos associados a esta enfermidade rara. Revisão de literatura foi realizada para melhor compreensão da etiologia, apresentações clínicas, diagnóstico e tratamento.

Angiomatose bacilar com comprometimento ósseo: relato de caso e revisão da literatura*

LUIZ ALBERTO COSTA BARRA; FÁBIO BOUCALT TRANCHITELLA; JAMAL MUHAMAD ABDUL HAMID SULEIMAN; ELENI APARECIDA BEDAQUE; FABIO LEONCIO BORNSTEIN MARTINELLI; MÁRCIA CÂMARA XAVIER; RICARDO HANNA; ANTÔNIO MARMO MIZIARA

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Relato de Caso
A angiomatose bacilar (AB) é doença infecciosa caracterizada por reação proliferativa de pequenos vasos sanguíneos da pele e vísceras, afetando freqüentemente indivíduos imunodeprimidos, notadamente os infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)(1-3). Os agentes etiológicos envolvidos, Bartonella henselae e Bartonella quintana, pertencem ao gênero Bartonella e à ordem Rickettsiales. São bacilos gram-negativos, encurvados e dotados de motilidade(1,4). Outras infecções causa-das por esses agentes são a doença da arranhadura do gato e a peliose bacilar. A Bartonella quintana é também o agente etiológico da febre das trincheiras. Alguns autores acreditam que a angiomatose bacilar seja uma manifestação da doença da arranhadura do gato no indivíduo imunodeprimido. As lesões cutâneas caracterizam-se pela presença de pápulas ou nódulos, às vezes violáceos, com ou sem secreção serossanguinolenta, macroscopicamente semelhantes ao sarcoma de Kaposi e histologicamente ao hemangioma epitelióide(3). As lesões ósseas são dolorosas, envolvendo mais freqüentemente os ossos longos, especialmente a tíbia, a fíbula e o rádio, levando-os à osteólise progressiva(6). Febre, perda de peso, mal-estar, comprometimento heptico e esplnico, encefalite, pneumonia e ndulos pulmonares podem estar presentes na forma disseminada da doena(4-6).

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