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Busca por: Avaliação prospectiva das lesões esportivas ocorridas durante as partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol em 2016*

Avaliação prospectiva das lesões esportivas ocorridas durante as partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol em 2016*

Diogo Cristiano; Gustavo Gonçalves Arliani; Edilson Schwansee Thiele; Monica Nunes Lima Cat; Moises Cohen; Jorge Roberto Pagura

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):329-334 - Artigo Original

OBJETIVO Determinar a prevalência, as características e possíveis fatores de risco para as lesões ocorridas durante as partidas do Campeonato Brasileiro de Futebol.
MÉTODOS Realizou-se um estudo prospectivo com coleta dos dados referentes às lesões ocorridas durante o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2016. O registro das lesões foi realizado pelo médico responsável de cada equipe, por meio de um sistema online de mapeamento de lesões.
RESULTADOS Dentre os 864 atletas que foram incluídos no estudo, 231 (26,7%) dos jogadores apresentaram alguma lesão durante o torneio. No total, foram registradas 312 lesões durante o Campeonato Brasileiro, com média de 0,82 lesões por partida. A incidência de lesões foi de 24,9 lesões para cada 1.000 horas de jogo. Meias e atacantes apresentaram, respectivamente, risco 3,6 e 2,4 vezes maior de sofrer lesão do que os goleiros.
CONCLUSÃO A prevalência e a incidência de lesões foram, respectivamente, 26,7% e 24,9 lesões/1.000 horas de partida. O segmento corporal mais frequentemente afetado foram os membros inferiores (76,3%), sendo que os atletas que atuaram nas posições meia e atacante foram os mais acometidos. Observou-se também maior predomínio de lesões no primeiro turno do campeonato.


Palavras-chave: futebol; atletas; traumatismos em atletas; epidemiologia.

Incidência de lesões esportivas em atletas com e sem síndrome de hipermobilidade articular familiar*

PAULO ARLEI LOMPA; CELSO LUÍS SCHIO; LUÍS MARCELO MÜLLER; LUÍS FELIPE MALLMANN

Rev Bras Ortop. 1998;33(12):- - Artigo Original
Foram acompanhados 105 atletas das modalidades vôlei, basquete e ginástica olímpica de um clube poliesportivo do Rio Grande do Sul. Os atletas foram avaliados segundo a presença ou não de síndrome de hipermobilidade articular familiar (SHMAF), tendo sido classificados em dois grupos: portadores e não-portadores. A referida avaliação foi realizada através de cinco critérios, envolvendo as articulações do punho, cotovelo, joelho e quadril. Realizou-se acompanhamento por 12 meses da incidência de lesões relacionadas ao esporte em ambos os grupos de atletas. Ao final desse período, foi feita a compilação dos dados e sua análise estatística, utilizando-se o coeficiente de correlação de Spearman, teste do qui-qua-drado e teste exato de Fisher. O nível de significância utilizado foi de 5%. Verificou-se a prevalência de 7,6% de atletas com SHMAF, índice semelhante aos encontrados na literatura. Observou-se a prevalência significativamente maior de SHMAF no sexo feminino (17,6%), quando comparado com o masculino (2,8%), relação essa que também é apontada pela literatura consultada. A incidência de lesões relacionadas à prática esportiva foi significativamente maior em atletas portadores de SHMAF do que nos indivíduos não-portadores da característica. Esses resultados indicam que a SHMAF realmente predispõe os indivíduos portadores a lesões músculo-ligamentares,no exercício de atividades físicas, com impacto sobre as articulações.

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualizaçao
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

PERFIL DAS LESÕES E EVOLUÇÃO DA CAPACIDADE FÍSICA EM ATLETAS PROFISSIONAIS DE FUTEBOL DURANTE UMA TEMPORADA

JOSÉ LUIZ POZO RAYMUNDO; LEANDRO JOSÉ RECKERS; RENATO LOCKS; LEANDRO SILVA; PEDRO CURI HALLAL

Rev Bras Ortop. 2005;40(6):- - Artigo Original
Objetivo: Este trabalho teve como objetivo estudar o perfil das lesões esportivas sofridas e a evolução da capacidade física e do percentual de gordura corporal de atletas profissionais do Esporte Clube Pelotas (ECP) durante uma temporada do campeonato gaúcho de futebol. Material: Os atletas avaliados pertencem ao ECP, que é um clube de porte médio da primeira divisão do futebol gaúcho e da terceira divisão do futebol brasileiro. A equipe realizou uma pré-temporada de duas semanas no início de 2003 e a temporada estendeu-se até julho do mesmo ano, totalizando 32 partidas e 360 horas de treinamento. Os 44 atletas que permaneceram por mais de 30 dias no elenco profissional foram avaliados. Fichas que registravam as lesões sofridas pelos atletas eram preenchidas a cada visita ao departamento médico (DM) durante a temporada. Do total de atletas, 84% compareceram ao DM pelo menos uma vez. Resultados: As lesões musculares foram predominantes, seguidas pelas entorses, sendo essas as que mantiveram os atletas afastados por um tempo maior. Observouse melhora importante tanto da capacidade física quanto do percentual de gordura corporal durante a pré-tempo-rada. Os resultados deste estudo atentam para a alta freqüência de lesões no futebol atual, justificadas, provavelmente, pelo acúmulo de jogos e treinamentos, intensidade e movimentos bruscos realizados pelos atletas e curta duração da pré-temporada. Conclusão: Os dados do presente estudo permitem concluir que a freqüência de lesões em atletas profissionais de futebol em uma temporada é extremamente alta. Mais de 5/6 dos atletas apresentam alguma lesão durante uma temporada e o número médio de lesões por atleta é de quase duas por temporada. Assim, esforços devem ser feitos tanto na área de preparação física quanto na área médica para que mecanismos de prevenção de lesões sejam implementados com êxito no futebol profissional. Descritores - Futebol; lesões; epidemiologia; esportes; aptidão física; atividade física.

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DAS LESÕES NO FUTEBOL PROFISSIONAL DURANTE A COPA AMÉRICA DE 2011 - ARGENTINA

André Pedrinelli; Gilberto Amado Rodrigues da Cunha Filho; Edilson Schwansee Thiele; Osvaldo Pangrazio Kullak

Rev Bras Ortop. 2013;48(2):131-136 - Artigo Original
Objetivo: Desenvolver estudo epidemiológico sobre as lesões ocorridas entre os jogadores profissionais de futebol masculino durante a Copa América de 2011, na Argentina. Métodos: Fez-se estudo retrospectivo das lesões ocorridas durante a 43ª edição da Copa América de Futebol na Argentina, em 2011. As lesões foram avaliadas pelo departamento médico das seleções e reportadas à Conmebol. Os dados foram compilados e descritos de acordo com as normas estabelecidas pelo Centro de Pesquisas e Avaliações Médicas (F-Marc) da Fédération Internationale de Football Association (Fifa) em 2005. Resultados: Ocorreu maior prevalência de lesões nos membros inferiores, sendo coxas e joelhos os segmentos mais acometidos. Os diagnósticos mais frequentes foram lesões musculares. As lesões apresentaram em sua maior parte grau leve de severidade e ocorreu pequena diferença na prevalência de lesões de acordo com as etapas da partida, havendo discreto predomínio nos 15 minutos finais. A incidência de lesões por 1.000 horas de jogo foi similar à média encontrada na literatura. Conclusões: A análise dos resultados obtidos permitiu traçar um perfil da prevalência, distribuição por segmento corporal, minuto em que ocorreram e severidade das lesões dos jogadores de futebol profissional das seleções participantes da Copa América de 2011 na Argentina. O maior rigor dos árbitros pode ser em parte atribuído à grande competitividade de torneios internacionais. Entretanto, esses resultados não podem ser considerados definitivos em virtude da necessidade de ser comparados a outros estudos epidemiológicos de mesmo espectro que usem conceitos e critérios semelhantes. Descritores - Atletas Futebol/lesões Epidemiologia

COMO O ORTOPEDISTA BRASILEIRO TRATA ENTORSE LATERAL AGUDA DO TORNOZELO?

Paulo Santoro Belangero; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Gilberto Yoshinobu Nakama; Marcus Vinicius Shoiti; Rodrigo Vick Fernandes Gomes; João Carlos Belloti

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):468-473 - Artigo Original
Objetivo: A entorse lateral aguda do tornozelo (ELAT) é uma afecção frequente cujo tratamento ainda não se encontra totalmente estabelecido. O objetivo do estudo foi verificar a conduta do médico ortopedista brasileiro (incluindo residentes) em relação ao diagnóstico, classificação, tratamento e complicações da entorse lateral aguda do tornozelo (ELAT). Métodos: Um questionário de múltipla escolha foi elaborado com objetivo de abordar os principais aspectos do tratamento da ELAT. O questionário foi veiculado na página eletrônica oficial da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, no período de 15 de junho a 1º de agosto de 2004. Resultados: Foram incluídos para análise um total de 444 questionários. Os resultados demonstraram concordância da maioria dos entrevistados em relação aos seguintes aspectos: 90,8% utilizam alguma classificação para nortear o tratamento da entorse; 59% classificam a ELAT com segurança; 63,7% utilizam imobilização rígida nas lesões ligamentares completas; 60,6% utilizam medicação anti-inflamatória na ruptura ligamentar parcial; 75,9% relataram que a dor residual é a complicação mais frequente. Não houve consenso quanto ao método de imobilização da ELAT parcial visto que imobilização e tratamento funcional foram escolhidos com a mesma frequência (47%). Não houve diferenças significativas entre as respostas dos residentes e a dos ortopedistas (p = 0,81). Conclusões: Os ortopedistas e residentes em ortopedia do Brasil têm dificuldade em classificar a ELAT e não há consenso quanto à melhor opção para a ELAT parcial. Descritores - Ligamentos Laterais do Tornozelo; Entorses e Distensões; Avaliação em Saúde.

Tetraparesia transitória durante prática esportiva*

TARCÍSIO E. P. BARROS Fº; REGINALDO P. OLIVEIRA; NILSON R. RODRIGUES; EDUARDO F. V. UHLENDORFF; ERIKA M. KALIL

Rev Bras Ortop. 1994;29(10):- - Artigo Original
Os autores apresentam quatro casos de tetraparesia transitória ocorridos durante prática esportiva, sendo dois no rúgbi, um no futebol e um no voleibol. Alertam para a relação deste tipo de sintoma com a estenose do canal cervical e para o risco dos pacientes desenvolverem mielopatia se persistirem na prática de esportes de contato.

Tratamento ortopédico do osteossarcoma Grupo Cooperativo Brasileiro de Tratamento do Osteossarcoma

REYNALDO JESUS-GARCIA; ÉLIO CONSENTINO; OLAVO PIRES DE CAMARGO; PEDRO PÉRICLES R. BAPTISTA; ALBERTO T. CROCI; MARCOS KORUKIAN; RITA KECHICHIAN; ANTONIO SÉRGIO PETRILLI

Rev Bras Ortop. 1996;31(11):- - Artigo Original
Os autores apresentam um estudo cooperativo entre várias instituições que avaliaram 80 portadores de osteossarcoma que não compromete o esqueleto axial e não metastático no estadiamento inicial. O estadiamento foi realizado através de radiografias, tomografia, mapeamento ósseo, exames laboratoriais e confirmado por biópsia. O fêmur foi o local de maior acometimento (57,5%), seguido de tíbia (27,5%), úmero (7,5%) e fíbula (5,0%). As cirurgias de preservação do membro foram realizadas em 50 (62,5%) dos pacientes e corresponderam principalmente a endopróteses totais de joelho em 22 (27,7%), substituição por fíbula livre em oito (10,0%) e endoprótese parcial de tíbia em seis (7,5%). Trinta pacientes foram submetidos a cirurgias radicais, entre elas a amputação da coxa em 20 (25,0%), desarticulação do quadril e amputação interescapulotorácica em três (3,8%). Os resultados das cirurgias foram satisfatórios em 56 (70,0%) dos pacientes. Nos tumores menores do que 12cm o número de cirurgias conservadoras foi significativamente maior (43,8%) do que nos maiores (22,5%). Quanto à sobrevida total, livre de doença, encontrou-se percentagem de 42,9% aos três anos. Os autores salientam que os pacientes submetidos a tratamento conservador apresentaram sobrevida significativamente maior (64,7%) do que os que sofreram amputação (17,9%). Da mesma forma, os pacientes com melhor grau de necrose tumoral após a quimioterapia apresentaram melhor sobrevida (76,0%) em relação aos de pior grau de resposta (37,0%).

Luxação acromioclavicular: tratamento e reabilitação. Perspectivas e tendências atuais do ortopedista brasileiro

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):515-522 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar as condutas e os procedimentos feitos pelos cirurgiões ortopédicos do Brasilno tratamento e na reabilitação das luxações acromioclaviculares do ombro.Métodos: Foi aplicado um questionário de oito questões fechadas que abordavam tópicosrelacionados ao tratamento e à reabilitação das luxações acromioclaviculares aos cirurgiõesortopédicos brasileiros nos três dias do 45?Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumato-logia de 2013.Resultados: Preencheram completamente o questionário e fizeram parte da amostra ana-lisada 122 cirurgiões. A maior parte era proveniente da Região Sudeste. Na amostra,67% dos participantes optariam pelo tratamento cirúrgico em pacientes com luxação acro-mioclavicular grau 3. Em relação à técnica preferida para tratamento cirúrgico das luxaçõesacromioclaviculares agudas, a maioria dos cirurgiões usa amarrilho subcoracoide comfixação acromioclavicular e transferência do ligamento coracoacromial (25,4%). Quandoperguntados sobre complicações encontradas após a cirurgia, 43,4% e 32,8% dos partici-pantes, respectivamente, responderam que deformidade residual na articulação operada edor foram as complicações mais vistas no período pós-operatório.Conclusões: Apesar de não haver consenso no tratamento e na reabilitação das luxações acro-mioclaviculares, há evolução em alguns tópicos analisados no questionário aplicado para osortopedistas nacionais. No entanto, mais estudos prospectivos controlados são necessáriospara avaliar o benefício clínico e científico dessas tendências.

Artroplastia total de joelho e quadril: a preocupante realidade assistencial do Sistema Único de Saúde brasileiro

Marcio de Castro Ferreira; Julio Cesar Pinto Oliveira; Flavio Ferreira Zidan; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Marcus Vinicius Malheiros Luzo; Rene Jorge Abdalla

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):432-440 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar o número de autorizações de internação hospitalar para cirurgias de artroplastia total de joelho (ATJ) e quadril (ATQ) no Brasil entre 2008 e 2015 e correlacioná-lo com aspectos demográficos e epidemiológicos regionais, nacionais e internacionais.
MÉTODOS: Os dados sobre informativos demográficos, econômicos e sobre ATJ e ATQ foram obtidos no website do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Agência Nacional de Saúde (ANS) e Ministério da Saúde/Datasus para avaliar o assistencialismo do Sistema Único de Saúde (SUS) em artroplastias para a população idosa brasileira sem planos de saúde privados.
RESULTADOS: As Regiões Sul e Sudeste apresentaram a melhor relação assistencial, com 8,07 e 6,07ATJ/100.000 habitantes e uma ATJ para 1.811 e 2.624 idosos e 17,3 e 10,99ATQ/100.000 habitantes e uma ATQ para 923 e 1.427 idosos, respectivamente. Os piores índices foram do Norte e Nordeste, com 0,88 e 0,98 ATJ/100.000 e uma ATJ para 6.930 e 10.411 idosos e 0,96 e 3,25 ATQ/100.000 e uma ATQ para 6.849 e 2.634 idosos, respectivamente. A média nacional foi de 4,00 ATJ/100.000 e uma ATJ para 3.249 idosos e 8,01 ATQ/100.000 e uma ATQ para 1.586 idosos. A média internacional foi de 142,8 ATJ/100.000 e 191,8 ATQ/100.000.
CONCLUSÃO: Os resultados indicaram resultados assistenciais insatisfatórios para ATJ e ATQ no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.


Palavras-chave: Artroplastia; Joelho; Quadril.

Dedo em gatilho: avaliação prospectiva de 76 dedos tratados cirurgicamente pela via percutânea

EDSON SASAHARA SATO; WALTER MANNA ALBERTONI; VILNEI MATTIOLI LEITE; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS; FLAVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2004;39(6):- - Artigo Original
objetivo deste trabalho é avaliar, em estudo prospectivo, o resultado do tratamento do dedo em gatilho pela liberação percutânea da polia A1 e as complicações associadas ao método utilizado. Este estudo prospectivo foi realizado na Disciplina de Cirurgia da Mão e Membro Superior do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (DCMMS-DOT-EPM-Unifesp), no período de outubro de 1999 a abril de 2002. O material consistiu de 76 dedos em gatilho pertencentes a 65 pacientes, submetidos à liberação percutânea da polia A1 com agulha hipodérmica 40 x 12, em regime ambulatorial. Utilizaramse como critério de inclusão os casos de dedos em gatilho do tipo I ao tipo IV, excluíram-se os dedos em gatilho do tipo congênito e o gatilho no polegar. Após a liberação percutânea dos dedos em gatilho, obteve-se a remissão dos sintomas. Não houve necessidade de conversão de nenhuma intervenção para o método aberto. Ocorreram três (4%) recidivas. Todos os pacientes queixaram-se de dor não incapacitante para atividades manuais, ao redor da região de introdução da agulha, por um período que variou de uma até quatro semanas. Observou-se em todos os pacientes a formação de pequeno hematoma no local de punção, que regrediu espontaneamente durante a primeira semana. O método do tratamento pela via percutânea mostrou-se eficiente, resultando em 100% de correção do gatilho. Verificaram-se três (4%) dedos com recidiva do gatilho durante o seguimento. Não ocorreram complicações como: lesão de nervo ou disfunção do tendão flexor.  Descritores - Tenossinovite; articulação do dedo; tendões; cirurgia

FRATURAS IPSILATERAIS DE FÊMUR E PELVE (QUADRIL FLUTUANTE): ANÁLISE PROSPECTIVA DE 16 CASOS

VINCENZO GIORDANO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; HENRIQUE RIOS,CARLOS EDUARDO FRANKLIN; ALEXANDRE PALLOTTINO

Rev Bras Ortop. 2007;42(9):306-312 - Artigo Original
Objetivo: Analisar 16 casos de fraturas ipsilaterais de fêmur e pelve, descrevendo lesões associadas, tratamento, resultados e complicações. Métodos: Foram estudados 16 pacientes (13 do sexo masculino e três do feminino, com idade média de 27,8 anos [variando de 19,1 a 35,6 anos]), apresentando fratura ipsilateral de fêmur e pelve ("quadril flutuante"). O mecanismo de lesão envolveu acidente em via pública em todos os pacientes: colisão auto-auto em 10, colisão auto-objeto estático em três e atropelamento em três. Todos os pacientes apresentaram lesões associadas. De acordo com a classificação de Liebergall et al, oito pacientes eram do tipo A, seis do tipo B e dois pacientes do tipo C. O momento da cirurgia foi determinado pelo status hemodinâmico do paciente e sua resposta às manobras de ressuscitação inicial e pelas condições de partes moles nos locais de lesão. As lesões foram fixadas definitivamente em média no 12o dia após o acidente (variando de nove a 19 dias). Os procedimentos foram realizados em único tempo operatório. O período médio de internação foi de 28 dias (variando de 16 a 120 dias). Nenhum paciente abandonou o tratamento e o seguimento médio foi de 26 meses (variando de 20 a 51 meses). Os resultados foram avaliados segundo os critérios de d`Aubigné e Postel modificados por Matta et al. Resultados: Nenhum paciente evoluiu a óbito. Utilizando os critérios de d`Aubigné e Postel modificados, os resultados foram excelentes em três casos, bons em nove, regulares em três e ruim em um. Os resultados regulares deveram-se principalmente à existência de dor à deambulação, tornando-a limitada, mesmo com o uso de muletas. Um paciente apresentou resultado final ruim após ter sofrido fratura ipsilateral aberta de tíbia, aberta de fêmur e de rebordo posterior com luxação de quadril. Considerações finais: Fraturas ipsilaterais de fêmur e pelve são lesões complexas e que requerem treinamento específico para seu manejo. Resultados satisfatórios podem ser esperados quando essas lesões são tratadas por profissionais familiarizados com a anatomia da região do anel pélvico. A existência de envolvimento do acetábulo piora o prognóstico do paciente. Descritores - Fraturas do fêmur/cirurgia; Ossos pélvicos/lesões; Acetábulo; Lesões do quadril.

Profilaxia primária e secundária de fraturas osteoporóticas: avaliação de uma coorte prospectiva

Bruno Gonc¸alves Schröder e Souza,,; Luiz Guilherme Vidal Assad de Carvalho; Luiz Felippe Mokdeci Martins de Oliveira; Anmy Gil Ferreira; Rita de Cássia Santana do Amaral; Valdeci Manoel de Oliveira,

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):538-543 - Artigo Original
    Objetivo: Medir a prevalência da profilaxia medicamentosa primária de fraturas por osteoporose em pacientes internados em um hospital terciário de ensino, em uma cidade de médio porte, admitidos com fraturas osteoporóticas. Além disso, identificar a incidência de prescrição de profilaxia medicamentosa secundária após o evento da primeira fratura. Paralelamente, medimos a prevalência de fatores de risco para fratura por osteoporose descritos na literatura. Método: Estudo longitudinal de uma coorte prospectiva de pacientes admitidos em hospital terciário de ensino de outubro de 2015 a janeiro 2016. Foram incluídos pacientes com fraturas de baixa energia ou por fragilidade, independentemente do gênero ou etnia, acima de 50 anos. Todos os pacientes que não apresentavam essas características foram excluídos. O seguimento foi de quatro meses. Foram aplicados questionários seriados na admissão, no retorno com quatro a oito semanas e com 16 semanas. Resultado: Somente um paciente referiu ter recebido tratamento com drogas específicas para a doença antes da internação hospitalar, o que revela uma prevalência de quimioprofilaxia primária de apenas 2,27%. Nenhum paciente recebeu prescrição para tratamento da osteoporose após a fratura. A prevalência dos fatores de risco de fratura se assemelha àquela encontrada na literatura. Conclusão: A frequência de quimioprofilaxia primária e secundária da osteoporose em pacientes admitidos com fraturas por fragilidade é baixa em nosso meio, assim como a indicação precoce de tratamento medicamentoso após a primeira fratura. A prevalência dos fatores de risco de fratura por fragilidade é semelhante àquela citada na literatura.

Artrodese lombar intersomática anterior multinível combinada com estabilização posterior em discopatia—Análise clínico-funcional prospectiva*

Diogo Lino Moura; David Lawrence; Josué Pereira Gabriel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):140-148 - Artigo Original

OBJETIVO Estudo prospectivo controlado em pacientes com discopatia degenerativa submetidos a artrodese intersomática lombar anterior instrumentada combinada com estabilização posterior.
MÉTODOS Amostra com 64 pacientes consecutivos operados pelos mesmos cirurgiões ao longo de quatro anos. Metade das artrodeses intersomática lombar anterior foi efetuada emdois níveis, 43,8% emtrês níveis e 6,25% emumnível. Foramusadas caixas intersomáticas com parafusos integrados preenchidas com matriz óssea e proteína morfogenética óssea 2.
RESULTADOS Metade da amostra apresentava cirurgias prévias à coluna lombar, 75% listeses degenerativas associadas e 62,5% patologia compressiva posterior da coluna lombar. Aproximadamente 56% da amostra apresentavam pelo menos um fator de risco de não união da artrodese. O índice Oswestry passou de 71,81 ± 7,22 no pré-operatório para 24,75 ± 7,82 na avaliação no fimdo tempo de seguimento, enquanto a escala visual analógica da dor passou de 7,88 ± 0,70 para 2,44 ± 0,87 (p < 0,001). Amelhoria clínicofuncional foi crescente de acordo com a intervenção num número superior de níveis, o que comprova a eficácia da artrodese intersomática lombar anterior multinível, aplicada em 93,75% da amostra. Ataxa global de complicações foi de 7,82% e de complicaçõesmajor de 0%. Não se identificou qualquer caso de não união.
CONCLUSÃO A artrodese intersomática lombar anterior instrumentada combinada com estabilização posterior é uma opção de sucesso na discopatia degenerativa uni ou multinível dos segmentos de L3 a S1, mesmo empresença significativa de fatores de risco de não união e cirurgias prévias da coluna lombar, garante resultados clínicofuncionais e radiográficos muito satisfatórios e reduzida taxa de complicações em médio prazo.


Palavras-chave: vértebras lombares/ cirurgia; fusão vertebral; estudos prospectivos; escoliose/cirurgia; fatores de risco

EXPERIÊNCIA DE UM CIRURGIÃO BRASILEIRO EM CIRURGIA DE TRANSPLANTE DE MÃO: "O QUE VI, O QUE APRENDI"

João Bosco Rezende Panattoni Filhoa, Tsu-Min Tsaib, Huey Tienb e Joseph Kutzb,

Rev Bras Ortop. 2013;48(6):- - Relato de Caso

RESUMO

O Programa de Enxerto Alográfico Vascularizado Composto (Vascularized Composite Allograft ou VCA Program) de Louisville é um dos maiores de transplante de mão no mundo. Durante o meu fellowship em cirurgia da mão no Christine M. Kleinert Institute, o grupo fez o oitavo transplante de mão no sétimo receptor em Louisville. O VCA Program de Louisville já fez nove transplantes de mão em oito receptores (um caso bilateral). Entre esses estão os primeiros cinco casos de transplante de mão nos Estados Unidos da América. O primeiro foi feito em 1999, o que teve o mais longo seguimento em todo omundo. O sétimo caso foi feito em um paciente do sexo masculino de 36 anos em 10 de julho de 2011. O resultado obtido até agora pode ser considerado excelente, com ótimo benefício para o paciente. Em um procedimento como esse, existe uma grande equipe multidisciplinar envolvida, cada um tem uma func¸ão crucial para o alcance do melhor resultado possível. O presente artigo será focado no procedimento cirúrgico feito no sétimo receptor, que foi consideradoumcaso especial, por causa do nível da amputac¸ão da mão do paciente, com preservac¸ão do nervo para o polegar.

Descritores - Amputac¸ão Mãos Terapia Transplante

Modificações fisiológicas e patológicas do joelho durante o crescimento

JOSÉ B. VOLPON

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
É feita uma abordagem diagnóstica das causa mais freqüentes dos desvios do ângulo frontal do joelho na criança. Os desvios fisiológicos ocorrem em crianças saudáveis e corrigem-se espontaneamente, scm qualquer forma de tratamento. Os desvios patológicos devem ter a causa basal investigada. As correções geralmente são cirúrgicas, mas alterações metabólicas, quando existentes, devem ser, antes, compensadas. A técnica de osteotomia varia e casos com dcsvios complexos requerem mais de uma cirurgia para correção de outras deformidades associadas.

Avaliação cintilográfica durante consolidação óssea em fratura de tíbia *

MUNIR MARCUS BESSA; JOSÉ WAGNER DE BARROS; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI

Rev Bras Ortop. 1995;30(8):- - Artigo Original
Com o objetivo de estudar e quantificar o processo de consolidação de fraturas, 15 pacientes com fratura fechada da diáfise da tíbia, tratados por método conservador, foram submetidos a exame cintilográfico com metileno difosfonato de tecnécio (MDP-Tc99m) aos 45, 90 e 180 dias de evolução. Foi calculado para cada paciente, durante o período de consolidação óssea, um índice de atividade (IA), resultado do quociente da média do número de impulsos captados na região fraturada pela média do número de impulsos captados na região correspondente, no membro contralateral. Os resultados mostraram que os IAs variaram significativamente de paciente a paciente e de um período a outro no mesmo paciente, sem correlação com o tipo de fratura ou outro parâmetro. Entretanto, a falta de homogeneidade tornou impossível estabelecer um padrão de comportamento consistente da atividade metabólica da evolução da consolidação óssea das fraturas fechadas da diáfise da tíbia.

AVALIAÇÃO PROSPECTIVA DOS PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO COM E SEM COLOCAÇÃO DE DRENO DE SUCÇÃO

Marco Antônio Percope de Andrade; Túlio Vinícius de Oliveira Campos; Bruno Flúvio Alves Silva; Mauricio Ernesto de Assis; Lucas de Castro Boechat; Lúcio Flávio Biondi; Wagner Guimarães Lemos; Guilherme Moreira Abreu Silva

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):549-553 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste trabalho é avaliar prospectivamente o padrão de evolução e complicações pós-operatórias relacionadas ao uso de drenos de sucção quando comparado à não utilização destes dispositivos na ATJ. Métodos: Foram incluídos 42 pacientes de um serviço de referência em cirurgia do joelho. Quinze pacientes não receberam e 27 receberam dreno de sucção no pós-operatório. Os parâmetros avaliados foram: amplitude de movimento (ADM), índices hematimétricos, circunferência do joelho e taxa de complicações. O período de observação estendeu-se até o sexto mês de pós-operatório. Resultados: Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto à circunferência do joelho, hemoglobina, hematócrito, taxa de transfusão e índice de infecção. Com relação à amplitude de movimentos, não houve diferença estatística entre os grupos com e sem dreno no pré-operatório (p = 0,126), primeiro DPO (p = 0,583), quinto ao sétimo DPO (p = 0,076) e seis meses de pós-operatório (p = 0,848). Foi identificada diferença estatisticamente significante entre os grupos na avaliação entre o 14° e 28° DPO (p = 0,025). Conclusão: Este estudo conclui que não existe benefício no uso de dreno de sucção fechado na ATJ além de seis meses de pós-operatório. No entanto, a ADM ao final do primeiro mês é melhor no grupo que utilizou o dreno de sucção. Descritores - Artroplastia do Joelho; Canal de Drenagem; Hemorragia. Amplitude de Movimento Articular.

AVALIAÇÃO PROSPECTIVA DA EVOLUÇÃO CLÍNICA, RADIOGRÁFICA E FUNCIONAL DO TRATAMENTO DAS FRATURAS TROCANTÉRICAS INSTÁVEIS DO FÊMUR COM HASTE CEFALOMEDULAR

Richard Armelin Borger; Frederico Araújo Leite; Rodrigo Pires de Araújo; Thiago Ferreira Nunes Pereira; Roberto Dantas Queiroz

Rev Bras Ortop. 2011;46(4):380-389 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar, durante um ano de seguimento pós-operatório, a evolução clínica, radiográfica e funcional das fraturas trocantéricas instáveis do fêmur submetidas à osteossíntese com haste cefalomedular. Métodos: Foram avaliados 14 homens e 23 mulheres com idade média de 77,7 anos, 27 destes com fraturas AO/ASIF 31A2 e 10, 31A3. Os pacientes foram avaliados clinicamente, radiograficamente e funcionalmente com uma semana, duas semanas, um mês, dois meses, seis meses e um ano de pós-operatório. Resultados: Nas complicações clínicas, verificaram-se cinco casos de óbito, um caso de úlcera de calcâneo, um caso de obstrução arterial aguda e dois casos de trombose venosa profunda. Na avaliação radiográfica, o ângulo cervicodiafisário médio no pós- -operatório imediato foi de 132,5°. O índice ponta-ápice médio foi de 22,8mm. Após um ano, o ângulo cervicodiafisário médio foi de 131,7. A consolidação da fratura foi verificada em todos os pacientes após seis meses de pós-operatório, exceto em um caso que apresentou cut out. Não houve casos de fratura abaixo do implante. A avaliação funcional através do escore de Harris após um ano apresentou uma média de 69,3 pontos. A avaliação da progressão da marcha identificou que, após um ano, 40,6% dos pacientes apresentavam a mesma capacidade de deambulação prévia. Através da escala visual analógica de dor, identificamos diminuição importante das queixas álgicas, passando de 5,19 com uma semana para 2,25 após um ano. Conclusão: A osteossíntese com haste cefalomedular resultou em baixas complicações clínicas, mecânicas e resultados funcionais adequados.Descritores - Fraturas do Quadril; Fixação Interna de Fraturas/ métodos; Fraturas do Fêmur; Pinos Ortopédicos; Consolidação da Fratura; Complicações Pós-operatórias.

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