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Busca por: Técnica de mosaicoplastia no tratamento de lesões osteocondrais isoladas do côndilo femoral do joelho – estudo retrospectivo*

Técnica de mosaicoplastia no tratamento de lesões osteocondrais isoladas do côndilo femoral do joelho – estudo retrospectivo*

Samir Karmali; Rui Guerreiro; Daniel Sá da Costa; Jorge Fonseca; Ricardo Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):316-321 - Artigo Original

OBJETIVO Lesões osteocondrais focais do joelho são encontradas em dois terços dos pacientes submetidos a artroscopia; seu tratamento, quando isoladas e, principalmente, em indivíduos jovens, ainda é debatido. O presente estudo analisa os resultados obtidos com a aplicação da técnica de mosaicoplastia no tratamento de lesões osteocondrais isoladas do côndilo femoral do joelho.
MÉTODOS Estudo retrospectivo de pacientes submetidos à mosaicoplastia e análise subjetiva com pontuações do International Knee Documentation Committee (IKDC, na sigla em inglês) antes e após a cirurgia.
RESULTADOS Um total de 13 casos, com média de idade de 34 anos; pacientes do sexo masculino (n = 4; 31%) apresentaram média de idade de 23 anos (17–31 anos), e pacientes do sexo feminino (n = 9; 69%) apresentaram média de 39 anos; (16–56 anos); femoral medial ou lateral (n = 11, 85% versus n = 2, 15%, respectivamente); o tamanho médio da lesão foi de 1,8 cm2 (0,6–4 cm); o tempo médio de acompanhamento foi de 5,045 ± 3,47 anos (1,15–11,01 anos). A pontuação IKDC média pré-operatória foi 31,63 pontos ( ± 20,24), e a pós-operatória foi 74,18 pontos ( ± 20,26). A diferença entre as pontuações IKDC obtidas depois e antes da cirurgia foi de 42,55 ( ± 21,05) pontos, com o aumento mínimo de 8,1 pontos e o aumento máximo de 82,8 pontos. Uma diferença estatística significativa (p < 0,001) foi encontrada entre a pontuação IKDC antes e após a cirurgia. Uma relação estatisticamente significativa (p = 0,038) foi observada entre o aumento da pontuação IKDC (a diferença entre a pontuação pré- e pós-operatória) e as dimensões da lesão.
CONCLUSÕES A mosaicoplastia com transferência de autoenxerto osteocondral, quando adequadamente usada, pode produzir resultados excelentes com grande durabilidade e impacto funcional, baixas taxas de morbidade e baixos custos. A expansão dos critérios de indicação mostra resultados promissores no médio e longo prazo.


Palavras-chave: osteocondrite/diagnóstico; osteocondrite/cirurgia; artroscopia; articulação do joelho; cartilagem articular.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS LESÕES OSTEOCONDRAIS DO JOELHO COM MOSAICOPLASTIA

Ozório de Almeida Lira Neto; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Geraldo Sérgio de Mello Granata Júnior; Antonio Altenor Bessa de Queiroz; Mario Carneiro Filho; Ricardo Dizioli Navarro

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):166-173 - Artigo Original
Objetivo: Avaliação dos resultados funcionais da técnica de mosaicoplastia em joelhos de pacientes com lesão osteocondral. Métodos: No período de agosto de 1999 a março de 2005, 27 pacientes foram submetidos à mosaicoplastia do joelho. Vinte e um eram do sexo masculino e seis, do feminino. A idade variou de 16 a 64 anos (média de 38,1 anos). Dezessete lesões eram do lado direito e 10, do esquerdo. Em relação à localização da lesão, quatro (15%) situaram-se no côndilo femoral lateral, 18 (66,5%) no côndilo femoral medial e 5 (18,5%) na patela. O tamanho das lesões variou de 1 a 8cm2 (média de 2,7cm2). Os pacientes operados foram avaliados no pré e pós-operatórios pela escala funcional de Lysholm, com seguimento médio de 2,5 anos. Resultados: O pré-operatório teve uma média de 62,7 pontos e o pós-operatório uma média de 95,4 pontos. Os pacientes submetidos à mosaicoplastia no côndilo femoral lateral apresentaram, no pré-operatório, a média de pontos de 51,5 pontos e, no pós-operatório, média de 100 pontos. No côndilo femoral medial a média no pré-operatório foi de 64,1 pontos e, no pós-operatório, de 95,4 pontos. Com relação à patela, a média do pré-operatório foi de 66,4 pontos e, do pós-operatório, de 92 pontos. Conclusão: A mosaicoplastia mostrou-se uma boa alternativa no tratamento das lesões osteocondrais do joelho. Entretanto, apresentou melhor evolução nas lesões dos côndilos femorais em relação às localizadas na patela. Descritores - Doenças das cartilagens/cirurgia; Cartilagem articular/transplante; Articulação do joelho/cirurgia; Artroscopia; Transplante autólogo.

TRATAMENTO DAS LESÕES OSTEOCONDRAIS DO TALO ATRAVÉS DA TÉCNICA DE MICROPERFURAÇÕES ASSISTIDAS POR ARTROSCOPIA

Everton de Lima ; Felipe de Queiroz ; Osmar Valadão Lopes Júnior; Leandro de Freitas Spinelli

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):702-708 - Artigo Original
ObjetivoAnalisar pacientes acometidos por fratura osteocondral do talo tratados cirurgicamente através de microperfurações assis -tidas por artroscopia. Métodos: Foi realizado um estudo retrospec -tivo de 24 pacientes com lesão osteocondral do talo submetidos à microperfurações assistidas por videoartroscopia do tornozelo. Todos os pacientes foram submetidos ao sistema de avaliação da American Orthopaedic Foot & Ankle Society (AOFAS) no pré e pós-operatório. Resultados: Foram observados 19 homens e cinco mulheres, com idade média de 35,3 anos (mínima de 17 anos e máxima de 54 anos). O tempo mínimo de seguimento foi de dois anos (máximo de 39 meses). Todos os pacientes apresentaram melhora do escore da AOFAS após o procedimento cirúrgico, com média de elevação do escore em torno de 22,5 pontos. Conclusão: A técnica de microperfurações assistidas por videoartroscopia consiste em boa opção para o tratamento das lesões osteocondrais do talo e fornece bons resultados funcionais.Descritivos - Osteocondral; Tálus/lesões; Tálus/cirurgia; Artroscopia; Tornozelo.

Estudo radiográfico do declive tibial e sulco de depressão terminal do côndilo femoral lateral no joelho*

EDGARD DOS SANTOS PEREIRA; CARLOS GORIOS; FABIO COLETTI; LO L. HUANG; OSMINDO J.V. LOPES

Rev Bras Ortop. 1999;34(9):- - Artigo Original
Os autores estudam radiografias de 41 voluntários (82 joelhos) com idade média de 31 anos, distribuídos em 28 indivíduos do sexo masculino (68%) e 13 do feminino (32%), sem queixa prévia ou atual do joelho. O objetivo é padronizar a medida radiográfica da profundidade do sul-co de depressão terminal femoral lateral e do ângulo de inclinação do planalto tibial medial (declive tibial). Foram selecionados indivíduos ativos e sedentários sem queixa prévia de dor, falseio e insegurança nos joelhos e ao exame físico sem frouxidão ligamentar (teste Lachman negativo). Submetidos a radiografias do joelho na incidência lateral (perfil absoluto), nas quais foram obtidas as medidas pelo método de Warren e Bonnin, respectivamente, para a profundidade do sulco terminal femoral lateral e ângulo de inclinação do planalto tibial medial. O valor médio encontrado para a profundidade do sulco é de 0,36mm (0-1,45mm) e do declive de 7,06º (4º-17º). Com relação ao sexo, o sulco é mais profundo no homem e em indivíduos ativos. Quanto ao declive tibial, não há dependência dos valores com relação ao sexo, idade, lado e atividade física. Os autores concluem que a metodologia é reprodutível na prática médica diária e que há correlação entre os valores do declive tibial e a profundidade do sulco terminal femoral lateral.

ARTROPLASTIA UNICOMPARTIMENTAL DO JOELHO NO TRATAMENTO DA OSTEONECROSE PRIMÁRIA DO CÔNDILO FEMORAL MEDIAL

GILBERTO LUÍS CAMANHO; ANTONIO CARLOS ROSSETTI; LUÍS FELIPPE CAMANHO; RODRIGO PIRES E ALBUQUERQUE

Rev Bras Ortop. 2004;39(9):- - Artigo Original
Os autores estudaram a evolução de 15 pacientes portadores de osteonecrose primária do côndilo femoral medial do joelho em fase avançada, submetidos à artroplastia unicompartimental, com dois tipos de prótese. Baseados na análise feita segundo escores da International Knee Society pré e pós-operatórios, concluem que a artroplastia unicompartimental é uma boa alternativa para o tratamento da osteonecrose unicompartimental do joelho. Descritores - Osteonecrose; joelho; artroplastia do joelho.

Estudo radiográfico do declive tibial e sulco de depressão terminal do côndilo femoral lateral no joelho*

EDGARD DOS SANTOS PEREIRA; CARLOS GORIOS; FABIO COLETTI; LO L. HUANG; OSMINDO J.V. LOPES

Rev Bras Ortop. 1999;34(10):- - Artigo Original
Os autores estudam radiografias de 41 voluntários (82 joelhos) com idade média de 31 anos, distribuídos em 28 indivíduos do sexo masculino (68%) e 13 do feminino (32%), sem queixa prévia ou atual do joelho. O objetivo é padronizar a medida radiográfica da profundidade do sul-co de depressão terminal femoral lateral e do ângulo de inclinação do planalto tibial medial (declive tibial). Foram selecionados indivíduos ativos e sedentários sem queixa prévia de dor, falseio e insegurança nos joelhos e ao exame físico sem frouxidão ligamentar (teste Lachman negativo). Submetidos a radiografias do joelho na incidência lateral (perfil absoluto), nas quais foram obtidas as medidas pelo método de Warren e Bonnin, respectivamente, para a profundidade do sulco terminal femoral lateral e ângulo de inclinação do planalto tibial medial. O valor médio encontrado para a profundidade do sulco é de 0,36mm (0-1,45mm) e do declive de 7,06º (4º-17º). Com relação ao sexo, o sulco é mais profundo no homem e em indivíduos ativos. Quanto ao declive tibial, não há dependência dos valores com relação ao sexo, idade, lado e atividade física. Os autores concluem que a metodologia é reprodutível na prática médica diária e que há correlação entre os valores do declive tibial e a profundidade do sulco terminal femoral lateral.

O USO DO TRANSPLANTE OSTEOCONDRAL A FRESCO NO TRATAMENTO DAS LESÕES OSTEOCONDRAIS DO JOELHO

Luís Eduardo Passarelli Tírico; Marco Kawamura Demange

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):694-700 - Atualização
O tratamento das lesões condrais e osteocondrais do joelho em pacientes jovens ainda permanece um desafio para os ortopedistas. As técnicas de reparo atualmente disponíveis no Brasil, como o desbridamento, microfraturas e transplante osteocondral autólogo são insuficientes nos tratamentos de lesões condrais e osteocondrais grandes. O transplante osteocondral homólogo a fresco (TOF) na articulação do joelho vem sendo usado nos Estados Unidos com excelentes resultados. Este artigo tem o intuito de revisar a ciência básica, indicações, técnicas cirúrgicas, possíveis complicações e descrever a técnica de transplante osteocondral homólogo a fresco na articulação do joelho realizada no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.Descritores - Joelho; Cartilagem; Osteoartrite; Transplante Homólogo

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DO USO DA TÉCNICA TRANSPORTAL NA RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: RELAÇÃO ENTRE O TÚNEL FEMORAL, A ARTÉRIA GENICULAR LATERAL SUPERIOR E O EPICÔNDILO LATERAL DO CÔNDILO FEMORAL

Diego Costa Astur; Vinicius Aleluia; Ciro Veronese Santos; Gustavo Gonçalves Arliani; Ricardo Badra; Saulo Gomes Oliveira; Camila Cohen Kaleka; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):606-610 - Artigo Original
Objetivo: Definir zona de segurança para evitar possíveis complicações vasculares e ligamentares durante a reconstrução do ligamento cruzado anterior. Métodos: Reconstrução artroscópica com uso de técnica transportal e transtibial em joelhos de cadáver foi realizada seguida de dissecção e mensuração da distância entre o túnel femoral e a inserção proximal do ligamento colateral lateral e o túnel femoral e a artéria genicular lateral superior. Resultados: A mensuração das distâncias analisadas mostra uma aproximação maior do principal ramo da artéria genicular lateral superior e da inserção proximal do ligamento colateral lateral com o túnel femoral, realizado com a técnica transportal. Conclusão: Percebemos que o uso da técnica transportal para reconstrução artroscópica do LCA apresenta maior probabilidade de lesão da artéria genicular lateral e da inserção do ligamento colateral lateral, favorecendo complicações pós-cirúrgicas como instabilidade do joelho, osteonecrose do côndilo femoral lateral e ligamentização do enxerto. Descritores - Ligamento Cruzado Anterior; Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos; Artérias; Fêmur

REPARO ARTROSCÓPICO DAS LESÕES COMPLETAS ISOLADAS DO SUBESCAPULAR

NISO EDUARDO BALSINI; NISO BALSINI; LUCIANA KOCHEN; LUCIANO JOSÉ GORI PALKA; ANDRÉ VILELA; JASON SCHREINER DOS SANTOS

Rev Bras Ortop. 2008;43(11/12):497-504 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o resultado retrospectivo de 12 pacientes submetidos ao reparo artroscópico de lesões completas isoladas do tendão do subescapular com seguimento mínimo de um ano. Métodos: De 11 de abril de 2002 a 24 de setembro de 2004, realizou-se o reparo artroscópico de lesões completas do manguito rotador em 95 pacientes no Instituto Balsini. Pacientes com subescapular lesado somavam 31; 12 lesões isoladas compunham o grupo de estudo. Foram reavaliados com seguimento mínimo de um ano da cirurgia, considerando grau de elevação anterior ativa, escala da UCLA e satisfação do paciente. Resultados: A elevação anterior ativa préoperatória atingiu a média de 102º, o grau de elevação anterior ativa pós-operatória obteve a média de 175º. O ganho médio na elevação anterior ativa foi de 73º (p < 0,0001). O UCLA pré-operatório teve a média de 15,25 pontos e o pós-operatório atingiu a média de 31,66 pontos. O índice da UCLA médio foi de 16 pontos (p < 0,0001); 10 resultados excelentes, um bom e um mau. Resultados considerados satisfatórios foram 11 e um, insatisfatório. Conclusões: 1) A sutura artroscópica das lesões do subescapular apresenta resultados satisfatórios em 91,67% dos casos, para as lesões isoladas do terço superior e as lesões completas totais; 2) A instabilidade do bíceps é achado comum; 3) A sutura artroscópica do subescapular é possível mesmo nos tendões retraídos; 4) É uma técnica segura; 5) As lesões completas do terço superior do subescapular são sintomáticas e devem ser tratadas como tal.Descritores - Ombro/ lesões; Bainha rotadora/ lesões; Artroscopia; Estudos retrospectivos.

MOSAICOPLASTIA REVESTIDA COM PERIÓSSEO NO TRATAMENTO DE PERDA OSTEOCONDRAL DO JOELHO

FERNANDO FONSECA

Rev Bras Ortop. 2009;44(2):153-158 - Artigo Original
Introdução e Objetivos: Existem várias formas de tratamento das perdas extensas de substância osteocondral (OC), entre elas, a mosaicoplastia recoberta com periósseo (mosaicambium). Neste trabalho pretende-se avaliar os resultados clínicos a médio dos doentes com defeito osteocondral tratados por esse método. Métodos: Vinte joelhos com defeito osteocondral superior a 2cm2 foram operados entre 1999 e 2005, com recurso a duas técnicas cirúrgicas (mosaicoplastia/mosaicambium). Todos os doentes foram avaliados em pré-operatório clinicamente (escalas ICRS, VAS), radiograficamente e com RM. No ano de 2008 todos foram revistos e avaliados seguindo os mesmos critérios. Os casos foram distribuídos em dois grupos consoante o tipo de tratamento. A avaliação estatística recorreu ao programa informático EPI2000. Utilizou-se o teste do qui-quadrado para variáveis categoriais e o teste t de Student para variáveis contínuas. Aceitou-se como erro alfa um valor de 0,05. Tipo de estudo: Estudo clínico, retrospectivo, nível de evidência 4. Resultados: Antes, todos os doentes estavam nos grupos ICRS C e D. Em 2008, 18 doentes estavam nos grupos A e B (12 no grupo A). Comparando os resultados entre grupos (mosaicoplastia/mosaicambium), não houve diferenças significativas entre os grupos. Radiograficamente, não existiam alterações em 55% dos casos. Discussão: Sem diferenças clínicas, por que a opção mosaicambium? A morbilidade nas zonas dadoras não é desprezível. A opção mosaicambium recorreu a menos cilindros OC, reduzindo a morbilidade resultante. Conclusão: A técnica mosaicambium é uma boa opção alternativa para perdas de substância OC com mais de 2 cm2.Descritores - Cartilagem; Defeito osteocondral; Mosaicoplastia.

ESTUDO PROSPECTIVO CONTROLADO DO TRATAMENTO DAS LESÕES ISOLADAS DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM RECONSTRUÇÃO E OSTEOTOMIAS CONCOMITANTES

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ; MARCO MARTINS AMATUZZI; ROBERTO FREIRE DA MOTA E ALBUQUERQUE; MARCOS HENRIQUE F. LARAYA; MARCIO LUIZ LIBRELOTTO RUBIN; MAURÍCIO MARTINELLI FILHO

Rev Bras Ortop. 2004;39(7):- - Artigo Original
Com o objetivo de verificar os resultados das reconstruções intra-articulares do LCA associadas à osteotomia valgizante da tíbia, no mesmo ato, os autores realizaram a análise de 15 joelhos operados em 15 pacientes (grupo com osteotomia) com média de idade de 32,87 anos (mínima: 20 e máxima: 54). O tempo de seguimento variou de 11 a 42 meses, com média de 24,67 meses. Compararam os resultados com outros 15 pacientes (15 joelhos) (grupo controle), submetidos à reconstrução do LCA isolada, com média de idade de 32,73 anos (mínima: 17 e máxima: 52). O tempo de seguimento variou de 19 a 132 meses, com média de 30,67 meses. No grupo com osteotomia o escore de Lysholm variou de 15 a 70 pontos, com média de 43,47, no pré-operatório e de 80 a 100 pontos, com média de 91,87, no pós-operatório. No grupo controle, os valores pelo mesmo escore pré-operatórios variaram de 30 a 81 pontos, com média de 55,73, e de 74 a 100 pontos, com média de 91,67, no pós-operatório. Não foram observadas diferenças estatísticas entre os dois grupos, tanto na pontuação pré como pós-operatória. Concluíram que a técnica proposta da operação concomitante apresentou os mesmos índices de bons resultados para a reconstrução ligamentar e, pelos índices calculados, a osteotomia não alterou esses dados. Descritores - Osteotomia; ligamento cruzado anterior; tíbia; joelho; estudo prospectivo.

Osteocondrite dissecante do joelho: estudo retrospectivo de 52 pacientes*

NILSON ROBERTO SEVERINO; OSMAR P. A. CAMARGO; TATSUO AIHARA; RICARDO DE P. L. CURY; CARLOS E. S. VAZ; GILBERTO GUARDIA PEREZ; MARCELO GORDO LANG

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Artigo Original
Foram estudados 52 pacientes (57 joelhos) com osteocondrite dissecante do joelho acompanhados no período de janeiro de 1980 a junho de 1995 e discutidos os dados clínicos e radiográficos importantes no diagnóstico dessa doença. O tratamento empregado baseou-se na presença ou não de maturidade esquelética, no tipo de lesão encontrada e, no caso de fragmentos livres, no seu tamanho e viabilidade vascular. Quanto ao tipo, a lesão foi classificada como fragmento in situ fixo ao osso, fragmento in situ móvel e corpo livre. Os pacientes considerados esqueleticamente imaturos e com lesão pequena foram tratados conservadoramente; evoluíram bem clinicamente e apresentaram consolidação radiográfica em tempo médio de oito meses. Nos casos com maturidade esquelética, optou-se pelo tratamento cirúrgico. Até janeiro de 1985, as lesões foram abordadas por artrotomia, período após o qual a artroscopia foi realizada em todos os casos, o que permitiu ótima avaliação do tipo e extensão da lesão e da presença ou não de mobilidade do fragmento osteocondral. Além disso, possibilitou recuperação pós-operatória mais rápida. As lesões in situ fixas ao osso receberam múltiplas perfurações com o objetivo de se estimular sua revascularização, enquanto que as móveis ou livres na articulação, porém viáveis, foram fixadas com cavilhas ósseas ou parafusos. Os fragmentos livres pequenos ou considerados inviáveis foram retirados. Todos os pacientes foram avaliados segundo os critérios estabelecidos por Hughston et al.(9). Obtiveram-se resultados considerados ótimos em todos os casos (cinco) submetidos ao tratamento conservador. Dos 52 joelhos tratados cirurgicamente, 36 resultados foram considerados ótimos, 11 bons e cinco ruins.

Estudo retrospectivo para avaliação do tratamento de lesões da polpa digital com retalho homodigital

Tarsila Pagnan Silva dos Santos∗; Marcelo Tavares de Oliveira; Luiz Carlos Angelini

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):200-207 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar o procedimento cirúrgico de retalho homodigital, bem como a função do quirodáctilo, a dor, a sensibilidade, a estética e a satisfação do paciente.
MÉTODO: Análise retrospectiva de prontuários e questionários de pacientes submetidos a essa técnica entre maio de 2013 e outubro de 2016. Oito pacientes foram incluídos no estudo, com uma média de seguimento de 23 meses. Foram excluídos os pacientes com lesões de polpa digital em polegares e os que não fizeram reabilitação. Todos os pacientes fizeram os testes de discriminação entre dois pontos, Semmes-Weinstein, e avaliação do arco de movimento. A idade variou entre 22 e 59 anos (média de 32,9), seis (75%) eram do sexo masculino.
RESULTADOS: Três pacientes (37,5%) tiveram acometimento da mão direita e cinco (62,5%), da esquerda. Com relação à etiologia, sete sofreram lesão traumática e um sofreu queimadura química. A distância média obtida no teste de discriminação entre dois pontos foi de 7,3 mm. Todos os pacientes submetidos ao teste Semmes-Weinstein obtiveram resposta ao filamento de cor roxa. A média da somatória do arco de movimento do dígito acometido foi de 98,9%. A área do retalho foi em média de 294,4 mm2. O retorno ao trabalho foi em torno de sete semanas. Um apresentou sinal de Tinel positivo na área doadora e dois referiram intolerância ao frio. Não se observou necrose parcial ou total do retalho.
CONCLUSÃO: A técnica do retalho homodigital apresentou resultados estéticos e funcionais satisfatórios quanto à viabilidade, sensibilidade e mobilidade digital em lesões da polpa.


Palavras-chave: Dedos/cirurgia; Amputação traumática; Retalhos cirúrgicos.

COMPLICAÇÕES DA OSTEOTOMIA EM CUNHA DE ABERTURA MEDIAL DO JOELHO: ESTUDO RETROSPECTIVO

Wilson Alves de Mello Junior; Luciano Rodrigo Peres Arruda; André Muller Coluccini; Rodrigo Pereira da Silva Nunes; Márcio do Amaral Camargo Pedro; Márcio Regis de Souza; José Luis Amin Zabeu

Rev Bras Ortop. 2011;46(1):64-68 - Artigo Original
 Objetivo: Realizar um levantamento retrospectivo das complicações mais frequentes da osteotomia tibial alta (OTA) em cunha de abertura medial. Esse procedimento vem a cada vez ganhando mais espaço no tratamento da artrose do joelho como uma das opções para pacientes jovens e ativos. Apesar dos resultados satisfatórios e seus benefícios, não é procedimento isento de complicações. Métodos: Foram avaliados, retrospectivamente, todos os pacientes submetidos à OTA supratuberositária medial de cunha de abertura e fixados com placa do tipo Puddu, realizadas no período de 1 de outubro de 1987 a 30 de outubro de 2008, no Hospital e Maternidade Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e no Instituto Wilson Mello em Campinas. Foram excluídos pacientes com menos de 12 meses de seguimento, com prontuários incompletos, e os que tinham osteotomias bilaterais. Resultados: Dos 67 casos avaliados, 55 eram do sexo masculino e 12 do feminino, com média de idade de 49,5 anos. O tamanho médio da cunha foi de 10,15mm e as complicações mais frequentes foram dor moderada e grave (13,04%), seguida de rigidez (6,52%), quebra de material (4,4%), fratura da cortical lateral intraoperatória (4,4%) e infecção (4,4%). Conclusão: Foi observado aumento de probabilidade de complicações quando há retardo na consolidação da osteotomia (p < 0,05). Foi possível concluir que as complicações da osteotomia de cunha medial são mais frequentes quando há associação de retardo de consolidação.Descritores - Joelho; Osteotomia; Complicações Pós-Operatórias; Estudos Retrospectivos.

Experiência na fixação de pseudartrose infectada da tíbia com a técnica de Ilizarov - Estudo retrospectivo de 42 casos

Jimmy Joseph Meleppuram; Syed Ibrahim

Rev Bras Ortop. 2017;52(6):670-675 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar o desfecho clínico e funcional no tratamento da pseudartrose infectada datíbia pelo método de Ilizarov.Métodos: Os autores analisaram retrospectivamente 42 pacientes com pseudartrose infec-tada da tíbia com perda óssea. Os casos de encurtamento e deformidade tratados nestainstituição de fevereiro de 2012 a abril de 2015 foram incluídos no estudo. Os resultadosforam avaliados de acordo com os critérios da Associação para o Estudo e Aplicação dosMétodos de Ilizarov (Association for the Study and Application of the Methods of Ilizarov [ASAMI]).As infecções no trajeto dos fios e pinos foram avaliadas pela classificação de Moore e Dahl.Resultados: Os resultados ósseos foram excelentes em 60% dos pacientes (n = 25), bons em15% (n = 6) e moderados em 25% (n = 11); nenhum paciente apresentou resultados ruins. Osresultados funcionais foram excelentes em 55% dos pacientes, bons em 30%, razoáveis em5% e ruins em 10%. A complicação mais comum encontrada neste estudo foi infecção notrajeto dos fios e pinos.Conclusão: Embora seja um procedimento complicado, a fixação de Ilizarov continua a seruma modalidade de tratamento excelente para pseudartrose da tíbia, uma vez que abordaos problemas associados à condição.

LUXAÇÃO DO JOELHO: ESTUDO DESCRITIVO DAS LESÕES

Fabiano Kupczik Kupczik; Marlus Eduardo Gunia Schiavon; Lucas de Almeida Vieira; Daniel Pundek Tenius; Rodrigo Caldonazzo Fávaro

Rev Bras Ortop. 2013;48(2):145-151 - Artigo Original
 Objetivo: Descrever as lesões ligamentares e associadas ocorridas nas luxações traumáticas do joelho, relacioná-las aos mecanismos de trauma e identificar padrões de lesões. Métodos: Foram descritas 23 luxações do joelho entre março de 2010 e março de 2011. Após o diagnóstico das lesões, foi procedida a redução e fixação externa transarticular das luxações. Num segundo tempo, os pacientes foram avaliados sob anestesia e a exploração cirúrgica das lesões periféricas foi feita pelos membros do grupo de cirurgia do joelho da instituição. Os dados dos pacientes, junto com as descrições das lesões encontradas, foram registrados. Resultados: 65% dos pacientes eram do sexo masculino, a média de idade foi de 35 anos, o mecanismo de trauma mais comum foi o acidente com motocicleta (60%). A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) ocorreu em 75% dos casos, a lesão do ligamento cruzado posterior (LCP) em 95%. A lesão periférica medial aconteceu em 65% das luxações e as lesões laterais em 40%. As luxações mais comuns foram as classificadas como KDI (25%) e KDIIIm (25%). A lesão arterial esteve presente em 15% dos casos e a lesão nervosa foi registrada em um paciente (5%). Na avaliação radiográfica inicial, 45% das luxações apresentavam-se reduzidas. Conclusão: As luxações do joelho descritas apresentaram grande variabilidade, demonstrando que é preciso a avaliação individualizada de cada caso, sendo que o ortopedista precisa estar apto para o reconhecimento e tratamento específicos dessas diversas lesões. Descritores - Luxação do joelho/diagnóstico Luxação do joelho/cirurgia Luxação do joelho/epidemiologia Traumatismos do joelho/diagnóstico Traumatismos do joelho/cirurgia

ALINHAMENTO ROTACIONAL DO COMPONENTE FEMORAL NA ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; MATHEUS BRAGA JACQUES GONÇALVES; LUIZ FERNANDO MACHADO SOARES; RAFAEL CAVALCANTI SILVA

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):244-247 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a eficiência dos guias de orientação rotacional utilizados na realização da artroplastia total do joelho. Avaliar a possível correlação entre o eixo anatômico pré-operatório e a capacidade do guia em posicionar corretamente o componente. Métodos: Foram avaliadas 64 artroplastias confrontando a orientação sugerida pelo guia com aquela mostrada pela linha de Whiteside. Os casos de divergência foram registrados e confrontados com o eixo anatômico pré-operatório. Resultado: Não houve divergências entre o alinhamento rotacional medido pelos dois métodos nos joelhos alinhados e naqueles com alinhamento em varo. Foram encontradas divergências entre o alinhamento rotacional sugerido pelo guia e aquele mostrado pela linha de Whiteside em sete dos 64 joelhos (10,93%). Em todos os pacientes com discrepância, o alinhamento préoperatório era valgo. Conclusão: Os guias de orientação rotacional do componente femoral na artroplastia total do joelho mostraram-se coincidentes com a orientação obtida pela linha de Whiteside nos joelhos com eixo anatômico em varo e naqueles alinhados. Nos joelhos com eixo anatômico em valgo, a referência dos guias não se mostrou coincidente com aquela sugerida pela mesma linha. Descritores - Artroplastia do joelho/métodos; Prótese do joelho; Rotação; Estudos de avaliação.

ARTROPLASTIA TOTAL EM QUADRIS DISPLÁSICOS LUXADOS COM RECONSTRUÇÃO ACETABULAR E ENCURTAMENTO FEMORAL - NOTA TÉCNICA.

PAULO SILVA; LEANDRO ALVES DE OLIVEIRA; DANILO LOPES COELHO; ROGÉRIO ANDRADE DO AMARAL; PERCIVAL ROSA REBELLO; FREDERICO BARRA DE MORAES

Rev Bras Ortop. 2014;49(1):69-73 - Nota Técnica
 Descrever contribuições à técnica da cirurgia de artroplastia total em displasias do desenvolvimento do quadril grave, por meio da reconstrução acetabular com o uso de enxerto autólogo e encurtamento femoral feito com osteotomia subtrocantérica em V invertido. Paciente submetido a artroplastia total do quadril esquerdo em janeiro de 2003. Foi usada a classificação de Eftekhar e o paciente era do tipo D, luxação inveterada. Incorporação do enxerto no teto acetabular e osteotomia femoral. Acrescentamos a fixação do enxerto da cabeça femoral no acetábulo com placa do tipo Allis, que contribui para maior resistência do sistema, e a cerclagem com fio de aço no enxerto ósseo junto à osteotomia subtrocantérica, que diminui o risco de pseudoartrose. Essa técnica demonstrou eficácia e permitiu a resolução imediata do caso com melhoria da dor e da amplitude de movimento do quadril. Permitiu também a reconstrução do déficit ósseo acetabular, a recomposição do comprimento do membro (sem risco aumentado de lesão neurovascular) e a recuperação da biomecânica do quadril com a reparação do centro de rotação normal. Descritores - Artroplastia de quadril Doenças do desenvolvimento ósseo Osteotomia Transplante autólogo

Necrose avascular da cabeça femoral: tratamento pela técnica de descompressão cirúrgica *

JORGE LUIZ PENEDO; PAULO RONDINELLI

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Os autores analisaram 25 quadris em 19 pacientes portadores de necrose avascular da cabeça femoral que foram tratados pela técnica de descompressão cirúrgica com ou sem a utilização de enxerto ósseo autólogo, no período entre 1982 e 1992. Foi adotada a classificação de Ficat para o estadiamento dos casos e a técnica operatória utilizada foi a descrita por Phemister e postenormente a preconizada por Ficat. Os resultados pós-operatórios foram avaliados pelo método de Harris, levando em consideração os parâmetros dor, função, grau de movimentos e ausência de deformidade. Foram obtidos 14 resultados satisfatórios e 11 insatisfatórios, sendo que os melhores resultados encontravam-se nos estágios iniciais de doença. O tempo de seguimento médio dos pacientes foi de 75 meses. Ressalta-se a importância: do diagnóstico precoce, pois foi notada uma relação direta entre o resultado e o estágio em que se encontrava a lesão; do fato de não haver diferença no resultado final entre pacientes que utilizaram ou não enxerto ósseo; e da simplicidade do método empregado, que por tratarse de procedimento biológico não invalida procedimentos futuros e consegue prorrogar por prazos significativos a artroplastia total do quadril.

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