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Busca por: Atuação do médico cirurgião de mão em microcirurgia no Brasil*

Atuação do médico cirurgião de mão em microcirurgia no Brasil*

Rosana Raquel Endo; Carlos Henrique Fernandes; Marcela Fernandes; Joao Baptista Gomes dos Santos; Luiz Carlos Angelini; Luis Renato Nakachima

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):309-315 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar quais as condições que o cirurgião de mão no Brasil tem encontrado na prática clínica para a realização de procedimentos microvasculares.
MÉTODOS Pesquisa clínica primária prospectiva, observacional, transversal e analítica; realizada no 37° Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão, de 30 de março a 1 de abril de 2017, em Belo Horizonte. Por meio de aplicação de questionário a médicos do Congresso, com 12 perguntas, respostas objetivas, fechadas ou de múltipla escolha; envolveram a região geográfica, o tipo de instituição, se pública e/ou privada, seu treinamento microcirúrgico, tempo de formação, condições técnicas, presença de equipe de retaguarda para urgências e remuneração.
RESULTADOS Um total de 143 médicos foram entrevistados, 65,7% atuavam na região sudeste;13,3% na região nordeste; 11,9% na região sul; 6,3% na região centro-oeste; e 2,8% na região norte. Do total de cirurgiões, 43,4%, atuavam há < 5 anos; 16,8% de 5 a 10 anos; 23,8% de 10 a 20 anos; e 23% há > 20 anos. Do total de cirurgiões, 7,0% não tiveram treinamento em cirurgias microvasculares; 63,6% realizaram treinamento na residência médica, 30,8% em outra instituição, e 7,7%, outro país. Do total de cirurgiões, 5,6% trabalhavam em hospitais públicos, 14,7% em hospitais privados, e 76,9% em ambos. Do total de cirurgiões, 1,8% consideravam adequada a remuneração nas instituições públicas e 5,0% nas instituições privadas; 98,2% consideraram inadequadas as remunerações nas instituições públicas e 95,0% nas instituições privadas.
CONCLUSÃO A maioria obteve treinamento em microcirurgia, não fazia reimplantes, considerava a remuneração inadequada, e não dispunha de equipe de sobreaviso. Há escassez e má distribuição de cirurgiões de mão com habilidade microcirúrgica nas emergências e baixo valor de reembolso.


Palavras-chave: mãos/cirurgia; reimplante; procedimentos microcirúrgicos; fatores socioeconômicos.

RECONSTRUÇÃO DO POLEGAR COM TRANSFERÊNCIA DO DEDO DO PÉ PARA A MÃO: EXPERIÊNCIA EM 10 CASOS

MARCELO ROSA DE REZENDE; TENG HSIANG WEI; ARNALDO VALDIR ZUMIOTTI; RAMES MATTAR JR.

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
As amputações do polegar merecem especial atenção, considerando a sua importância para a função de preensão e pinça da mão. Nos casos em que o trauma inicial levou à amputação do polegar, há como opção de reconstrução a transferência de um dedo do pé para mão. Objetivo: Avaliar os resultados obtidos, no Serviço de Cirurgia da Mão e Microcirurgia do IOT-HC-FMUSP, com a transferência de um dos dedos do pé para a mão. Material: Foram avaliados 10 pacientes com amputação do polegar, sete distalmente à articulação metacarpofalangiana e três proximalmente. O segundo dedo do pé para a mão foi utilizado em oito casos e o primeiro dedo, em dois casos. A idade variou de cinco a 47 anos, com seguimento mínimo de oito meses. Em to-dos os casos foi feita a anastomose de uma artéria e duas veias, com viabilidade final do dedo e consolidação óssea em todos os casos. Resultado: Foram satisfatórios o aspecto cosmético e a amplitude articular que permitiu a realização da pinça digital e preensão. Em todos os casos houve o retorno, pelo menos, da sensibilidade protetora (S2) e ausência de casos de intolerância ao frio. Satisfação final em relação à área receptora foi relatada em 100% dos pacientes. Conclusão: A cirurgia de dedo do pé para a mão, apesar da complexidade do procedimento, deve ser considerada como boa opção de reconstrução em casos de amputações do polegar. Descritores - Reconstrução; transferência; dedo do pé; polegar.

USO DA ADRENALINA COM LIDOCAÍNA NA CIRURGIA DA MÃO

Ronaldo Antonio de Freitas Novais Junior; Jorge Ribamar Bacelar Costa; Jose Mauricio de Morais Carmo

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):452-460 - Artigo Original
Objetivo: Por causa do dogma existente em nosso meio de que não deve ser usada anestesia local com adrenalina na cirurgia da mão, fizemos um estudo com o uso de lidocaína com adrenalina para demonstrar sua segurança, utilidade e eficácia. Métodos: Fizemos um trabalho prospectivo no qual, a partir de julho de 2012, usamos como anestesia local uma solução de lidocaína 1% com adrenalina 1:100.000 nas cirurgias em punho, mão e dedos e avaliamos a quantidade de sangramento, as alterações sistêmicas, os sinais de déficit arterial e as complicações, entre outros parâmetros. Descrevemos as técnicas de infiltração de procedimentos específicos individualmente. Resultados: Operamos 41 pacientes e optamos por descrever separadamente um levantamento de retalho microcirúrgico lateral do braço, que ocorreu sem sangramento excessivo e no tempo habitual. Em apenas três casos houve sangramento e uso de pinça bipolar excessivos. Não houve alterações sistêmicas verificadas pelos anestesiologistas ou complicações relacionadas à isquemia e necrose nas feridas ou nos dedos e em nenhum caso foi necessário o uso do torniquete.Conclusões: O uso de lidocaína com adrenalina na cirurgia da mão mostrou-se técnica anestésica local segura, sem complicações relacionadas à necrose, forneceu campo cirúrgico exsangue eficiente, permitiu os procedimentos cirúrgicos sem uso do torniquete pneumático, evitou seus riscos e beneficiou os pacientes com menor sedação.Descritores - Anestesia local Adrenalina Cirurgia Mão Dedos

Lesões traumáticas da mão*

RAMES MATTAR JR.

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Atualização
A maioria dos pacientes vítimas de traumatismos na mão em nosso país é jovem e do sexo masculino. O mesmo fenômeno ocorre na maioria dos países, mas acentua-se naqueles em que a pobreza, a economia informal, a falta de acesso a equipamentos, os altos índices de violência urbana e de acidentes de trânsito e a falta de múltiplas campanhas de prevenção são realidade há muitas décadas. Quando analisamos os traumas de mão, podemos afirmar que vivemos em epidemia que resulta no grande número de pacientes mutilados, cujas seqüelas geram incapacidade para o trabalho e para as atividades da vida diária.

Mão torta radial congênita

EUGÊNIO PACELLI CASADO DE SOUZA; CLEBER BARBOSA BARROS; ÁLVARO MASSAO NOMURA; ADAILTON SILVA REIS

Rev Bras Ortop. 1993;28(5):- - Artigo Original
Quinze pacientes com mão torta radial congênita (dezenove mãos) foram acompanhados entre agosto de 1980 e agosto de 1990 no Hospital Sarah Kubitschek (DF). Em onze pacientes a deformidade era unilateral e em quatro, bilateral. O seguimento médio foi de 42 meses (variação de oito a 120 meses). UM método de avaliação radiológical é proposto. Os pacientes com desvio radial menor que 60° foram tratados conservadoramente. São também analisadas as malformações congênitas associadas.

TRAUMAS DA MÃO: ESTUDO RETROSPECTIVO

MARISA DE CÁSSIA REGISTRO FONSECA; NILTON MAZZER; CLÁUDIO HENRIQUE BARBIERI; VALÉRIA MEIRELLES CARRIL ELUI

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):181-186 - Artigo Original
Objetivo: Fazer levantamento retrospectivo de dados sobre lesões traumáticas das mãos por meio de amostra populacional de pacientes atendidos em hospital universitário durante um ano, visando conhecer o perfil dos acidentados de mão. Métodos: Informações obtidas em 355 prontuários de uma amostra dos traumas de mão ocorridos durante o ano de 2000 e atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo foram analisadas com técnica de amostragem aleatória simples. Resultados: Os dados revelaram que a média de idade foi de 27,3 ± 16,7 anos e que o sexo masculino foi o predominante (74,4%). Estudantes (28%) e profissionais que lidam com máquinas e ferramentas foram os mais acometidos (24%). Acidentes de trânsito e lacerações com vidro e serras foram as causas mais comuns das lesões. Fraturas (33%) e lesões tendinosas (20,3%) foram os diagnósticos mais freqüentes. Conclusão: As lesões traumáticas das mãos responderam por 27,6% de todos os traumas atendidos no hospital. A redução desse tipo de acidente pode ocorrer como resultado de um programa de prevenção, envolvendo a população, profissionais da saúde, educadores, representantes de entidades e governo.Descritores - Traumatismo da mão/epidemiologia; Estudos retrospectivos

Reconstrução da mão na epidermólise bolhosa*

EMYGDIO JOSÉ LEOMIL DE PAULA; RAMES MATTAR JR.; MÁRCIA ARIMA; RONALDO JORGE AZZE

Rev Bras Ortop. 2002;37(6):- - Artigo Original
Contraturas digitais e pseudo-sindactilias são freqüentes nos pacientes com epidermólise bolhosa, acarretando déficit funcional importante da mão. As deformidades aumentam com o passar do tempo e o tratamento cirúrgico associado à utilização de órteses pode retardar essa evolução. Neste trabalho, os autores apresentam nova forma de tratamento para correção dessas deformidades em 20 pacientes, perfazendo um total de 30 mãos operadas. O seguimento pós-operatório médio foi de 20 meses, havendo recidiva parcial das deformidades em dois pacientes.

Alterações esqueléticas da mão na picnodisostose

CARLOS HENRIQUE FERNANDES; RICARDO PECYL MATHEUS; FLÁVIO FALOPPA; WALTER MANNA ALBERTONI

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
Em três pacientes com picnodisostose que apresentavam alterações esqueléticas nas mãos, no exame clínico encontraram-se encurtamento da mão, enrugamento da pele e hipoplasia das unhas. O exame radiográfico revelou aumento de densidade óssea, encurtamento das falanges médias e afilamento das extremidades distais da falange distal.

A mão na artrogripose múltipla congênita

J.R. CHICONELLI; ANDERSON V. MONTEIRO

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
A artrogripose múltipla é uma afecção congênita rara e simétrica, que também atinge as mãos, produzindo contraturas em flexão dos dedos e desvio ulnal. Os autores apresentam quatro casos desta afecção, totalizando oito mãos operadas. Enfatizam a patologia da doença e sua classificação, que normatiza a forma de tratamento e o tipo de resultado a ser obtido.

Calcinose tumoral na mão e punho*

GILBERTO H. OHARA; MARCELO H. MATSUMOTO; BENEDITO FELIPE R. PIMENTEL; LUCIANO E. BARBOZA; FLAVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 1994;29(9):- - Artigo Original
Calcinose tumoral, descrita inicialmente por Inclan(3), é uma patologia rara de etiologia indeterminada, caracterizada pela formação de grandes massas calcificadas em regiões justarticulares, geralmente em pontos de pressão. Os aspectos radiográfico e histológico são bastante característicos. Os autores relatam quatro casos de calcinose tumoral localizados em punhos e mãos.

Resultados funcionais dos reimplantes da mão *

ARNALDO ZUMIOTTI; PAULO OHNO; RONALDO AZZE

Rev Bras Ortop. 1993;28(4):- - Artigo Original
Foram submetidos a reimplante no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo e no Hospital Sírio-Libanês 17 pacientes que haviam sofrido amputação da mão. A mão dominante foi a mais atingida (11 casos). A serra circular foi a causa mais freqüente de amputação (11 casos), seguida por guilhotina (três casos). O tempo de isquemia variou de seis a 16 horas, sendo a média de dez horas. Os procedimentos cirúrgicos foram realizados na seguinte ordem: osteossíntese, tenorrafias, anastomoses vasculares, neurorrafias e sutura de pele. Dos 17 reimplantes realizados, 15 evoluíram sem complicações vasculares; dois apresentaram trombose arterial, necessitando revisão vascular para restabelecimento do fluxo sanguíneo. Para a avaliação do resultado funcional, foram consideradas a amplitude do movimento ativo dos dedos e a qualidade da regeneração nervosa. Baseados neste critério, obtiveram-se resultados excelentes em sete casos, bons em cinco, regulares em quatro e mau em um.

Retalhos antebraquiais pediculados para cobertura dos defeitos cutâneos da mão*

AFRANIO D. FREITAS; ARLINDO G. PARDINI JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 1993;28(4):- - Artigo Original
Extensas lesões cutâneas da mão freqüentemente requerem boa cobertura cutânea para preservar as estruturas subjacentes. Neste artigo, os autores apresentam 20 casos de perdas de lesões cutâneas da mão em que os retalhos antebraquiais foram confeccionados, baseados na artéria interóssea posterior e radial. Sete retalhos baseados na artéria interóssea posterior foram usados para cobrir lesões na face palmar e primeiro espaço da mão; do mesmo modo, 13 retalhos, baseados na artéria radial, foram usados para cobrir perdas na palma, no primeiro espaço e também no dorso. Os autores observaram que ambos os retalhos são bons para cobertura das perdas cutâneas na mão, mas preferiram o ``retalho chinês" para as grandes lesões, ou mesmo para as pequenas lesões, quando estas são localizadas na face palmar da mão. O retalho intra-ósseo posterior é preferido para as perdas cutâneas no primeiro espaço ou dorso da mão. A despeito da complexidade das lesões envolven do várias estruturas, notaram que o resultado é sempre bom quando se considera o procedimento como sendo apenas para cobertura cutânea.

Amputação traumática da extremidade distal dos dedos da mão

JAIR ORTIZ; EVERSON DE OLIVEIRA GIRIBONI

Rev Bras Ortop. 1995;30(3):- - Artigo Original
Dezessete casos de amputações traumáticas da extremidade distal dos dedos da mão foram estudados prospectivamente, tratados conservadoramente com o uso de aparelho gessado oclusivo após desbridamento ósseo e de partes moles, com anestesia por bloqueio interdigital, em caráter ambulatorial e sem antibioticoterapia. Aspectos relevantes da literatura foram revistos, com especial ênfase nas vantagens dos tratamentos conservadores em relação aos cirúrgicos, quais sejam, a praticamente ausência de complicações importantes, a baixa morbidade e o baixo custo do método e a não necessidade de profissional altamente especializado para sua realização. Nossos resultados estão em total acordo com a literatura, já que não tivemos nenhuma complicação importante, com média de tratamento de 5,5 semanas, sem restrições dos movimentos dos dedos acometidos e sensibilidadc praticamente normal dos cotos amputados, com rápido retorno às atividades profissionais originais, com ótimos resultados cosméticos, fazendo deste método o preferencial nas amputações traumáticas da extremidade distal dos dedos da mão.

Osteossarcoma nos ossos da mão: relato de dois casos

JOSÉ ALEXANDRE REALE PEREIRA; RODRIGO SANTOS ALMEIDA; GUADALUPE MILAGRO ORTIZ ZAMBRANO; RONALDO PERCOPE DE ANDRADE; PAULO RANDAL PIRES; EULER JOSÉ VIANA DE CARVALHO

Rev Bras Ortop. 2000;35(7):- - Relato de Caso
Segundo a OMS, o osteossarcoma é um tumor maligno caracterizado pela direta formação de osso ou osteóide por células tumorais (1). De maneira geral, seguindo-se ao mieloma, o osteossarcoma é o tumor ósseo primário maligno mais comum, ocorrendo com maior freqüência em homens. A incidência máxima é em torno da segunda década de vida. Tem predileção pela metáfise dos ossos longos, exibe propensão de disseminação hematogênica e as metástases são mais comuns no pulmão(2). A incidência de tumores malignos primários na mão é ínfima, sendo estipulada em torno de 0,008% na população geral. A relação destes tumores em ordem decrescente de freqüência é carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular, outros sarcomas, melanoma e, por último, os tumores ósseos primários malignos(3). A ocorrência de osteossarcoma na mão é rara(1-13), equivalendo a 0,18% de todos os osteossarcomas(10). Na literatura não foi demonstrada relação com raça, idade e sexo(5), sendo que a idade variou de 13 meses(11) a 85 anos(1). É encontrado com igual freqüência em falanges e metacarpianos; os sintomas iniciais são edema local seguido de dor(7,9,11). Pode estar associado à doença de Paget(1,5,7,10,11), o que piora seu prognóstico, e à prévia exposição prolongada à radiação(1,4,5,10). O diagnóstico tardio é o que ocorre usualmente(12,13). A forma mais encontrada foi o osteossarcoma clássico, seguida pelo osteossarcoma paraosteal(10). O osteossarcoma paraosteal é raro em qualquer localização, apresenta crescimento lento e melhor prognóstico que o clássico(2). O osteossarcoma na mão tem como diagnóstico diferencial histológico tumor desmóide e displasia fibrosa( 13) e como diagnóstico diferencial radiográfico miosite ossificante, hematoma ossificado, exostose, osteocondroma( 12), displasia fibrosa, condrossarcoma, encondroma( 13), artrite degenerativa(1), tuberculose(11), fibroma desmoplásico, osteoblastoma, proliferação osteocondromatosa paraosteal, osteocondroma(10) e qualquer lesão benigna( 12). O objetivo deste trabalho é alertar no sentido de que o osteossarcoma deve ser considerado como diagnóstico diferencial nos pacientes que se apresentam com edema e dor ao nível do punho e da mão.

É seguro o uso de anestésico local com adrenalina na cirurgia da mão? Técnica WALANT

Pedro José Pires Neto; Leonardo de Andrade Moreira; Priscilla Pires de Las Casas

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):383-389 - Atualização
    Aprendemos que não deveríamos usar um anestésico local com adrenalina para procedimentos nas extremidades. Esse dogma é transmitido de geração em geração. Não questionávamos a sua veracidade ou a origem da dúvida. Em muitas situações não entendíamos o benefício do uso, pois muitas vezes pensávamos não ser necessário prolongar o efeito anestésico, já que os procedimentos eram, na sua maioria, de curta duração. Após a divulgação de estudos dos cirurgiões canadenses, passamos a entender que os benefícios se estendiam além do tempo de anestesia. A técnica WALANT permite um campo cirúrgico sem sangramento, possibilidade de troca de informações com o paciente durante o procedimento, redução de material de descarte, redução de custos e melhoria da segurança. Dessa forma, após passar pela fase inicial das dúvidas quanto ao uso dessa técnica, verificamos os seus benefícios e a satisfação dos pacientes em poderem retornar de imediato para casa após os procedimentos.

Utilização do retalho ântero-lateral do antebraço na cobertura de perdas cutâneas da mão

JOSÉ WANDERLEY VASCONCELOS; JOSÉ CRISTÓVÃO MÁXIMO GUIMARÃES DE ALMEIDA

Rev Bras Ortop. 2000;35(5):- - Artigo Original
Foram avaliados nove pacientes que apresentavam perdas cutâneas na mão submetidos a tratamento com utilização de retalho fasciocutâneo ântero-lateral do antebraço (retalho chinês). Todos os retalhos integra-ram-se à área receptora, não ocorrendo graves complicações. Na área doadora foram realizados sete fechamentos primários e dois enxertos de pele, sem seqüelas importantes no resultado final. A técnica foi considerada uma opção segura e eficiente nas perdas cutâneas da mão com exposição óssea, tendinosa e nervosa. Unitermos - Retalho do antebraço; retalho chinês; retalho da artéria radial

Movimentação passiva precoce na reabilitação das osteossínteses dos ossos da mão*

GILBERTO OHARA; WALTER ALBERTONI; FLÁVIO FALOPPA; MARCELO MATSUMOTO; POLA ARAUJO

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Artigo Original
Os autores submeteram a protocolo denominado Movimentação Passiva Precoce 13 pacientes com 19 fraturas dos ossos da mão que haviam sido submetidos à osteossíntese rígida com material de minifragmentos. Comentam a metodologia empregada e os resultados conseguidos.

Reconstrução dos raios digitais pelo princípio de alongamento-distração na mão acidentada*

SAMUEL RIBAK; MARCELO ROSA RESENDE; ROBINSON DALAPRIA

Rev Bras Ortop. 1994;29(3):- - Artigo Original
O princípio do alongamento-distração foi utilizado para reconstrução de metacarpos e falanges encurtadas por lesões causadas por acidentes de trabalho, em que esses ossos perderam significantemente seu comprimento. Foram realizadas oito reconstruções do polegar e três do quinto raio. Os resultados mostraram tratar-se de técnica de simples realização, que pode alongar um coto de amputação com seu metacarpo preservado de três a quatro centímetros e apresenta como vantagem principal a boa qualidade de cobertura cutânea, com preservação da sensibilidade.

ESTUDO BIOMECÂNICO COMPARATIVO DA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ENTRE TÉCNICAS DE SUTURAS DOS TENDÕES FLEXORES DA MÃO

LUÍS ANTONIO BUENDIA; RAMES MATTAR JUNIOR; HEITOR J. R. ULSON

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
Objetivo: Avaliar por meio de estudos biomecânicos a resistência à tração entre três técnicas de sutura de tendões. Material: Selecionados 54 tendões flexores profundos dos dedos indicador, médio e anular obtidos de cadáveres frescos, foram submetidos a tenorrafias e a testes biomecânicos em máquina universal, da marca Kratos®, para ensaios quanto à força, resistência e formação de separação de 2mm. A área de secção transversa de todos os tendões foi mensurada, não apresentando diferenças significativas. Foram testadas três diferentes técnicas de tenorrafia: 1) Kessler modificada; 2) método de Indiana com quatro passagens; e 3) método de ancoragem de Brunelli modificado por Ulson. Para cada tipo de sutura foram testados 18 tendões. Resultados: Demonstraram: 1) quanto à força: a) 13,02 ± 4,41N para técnica de Kessler; b) 20,21 ± 11,23N para a técnica de ancoragem; e c) 18,10 ± 5,40N para a técnica de Indiana; 2) quanto à resistência: a) 4,09 ± 1,00N/mm para a técnica de Kessler modificada; b) 5,96 ± 2,27N/mm com a técnica de ancoragem; e c) 5,42 ± 1,78N/ mm para a técnica de Indiana; 3) quanto à formação deseparação: a) 17,13 ± 6,63N para Kessler; b) 27,71 ± 9,74N com a técnica de ancoragem; e c) 19,28 ± 7,71N para a técnica de Indiana. Conclusão: Os resultados indicam que a sutura de ancoragem de Brunelli, modificada por Ulson, foi a mais resistente, atingindo força maior e resistindo mais à separação. A área dos tendões não se diferenciou nos 54 tendões testados. Descritores - Flexor; tendões; tenorrafia; sutura.

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