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Como os cirurgiões ortopédicos tratam a fratura desviada do colo do fêmur no paciente de meia idade? Pesquisa brasileira com 78 cirurgiões ortopédicos*

Vincenzo Giordano; Marcos Giordano; Rodrigo Aquino; João Otávio Grossi; Hudson Senna; Hilton Augusto Koch

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):288-294 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo do presente estudo foi avaliar as práticas e preferências dos cirurgiões ortopédicos brasileiros para o tratamento da fratura do colo do fêmur no paciente de meia idade.
MÉTODOS Foi elaborado um questionário contendo 10 imagens de fraturas do colo do fêmur enviado a um grupo de 100 ortopedistas, todos membros titulares da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. No questionário, foi perguntada a opção de tratamento para casos de fratura não desviada e desviada do colo do fêmur em pacientes de meia idade, caracterizados como aqueles com idades entre 50 e 69 anos. Foram realizadas análises estatísticas descritiva e inferencial, pelos testes de qui-quadrado (χ2) e exato de Fisher. O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%.
RESULTADOS O questionário foi respondido por 78% dos ortopedistas convidados a participar do presente estudo. Observou-se que não existe diferença significativa na distribuição do método de tratamento entre as avaliações de generalistas e especialistas (p = 0,16) na amostra de fraturas não desviadas do colo do fêmur. Observou-se que existe diferença altamente significativa na distribuição do método de tratamento entre as avaliações de generalistas e especialistas (p < 0,0001) na amostra de fraturas desviadas do colo do fêmur.
CONCLUSÃO A preservação da cabeça femoral por meio da fixação com múltiplos parafusos canulados é o tratamento de escolha para as fraturas não desviadas do colo do fêmur, tanto para os generalistas quanto para os especialistas. Idade cronológica e/ou fisiológica baixas são os principais fatores para esta tomada de decisão. Nos casos em que a fratura do colo do fêmur encontra-se desviada, a substituição da cabeça femoral é a preferência para os dois grupos de ortopedistas (generalistas e especialistas). Nesta situação, os especialistas preferem a artroplastia total do quadril (ATQ) e os generalistas a artroplastia parcial do quadril (APQ).


Palavras-chave: fêmur; fraturas do colo femoral; parafusos ósseos; artroplastia.

Uso de ressonância magnética por radiologistas e cirurgiões ortopédicos para detectar lesões intra-articulares do joelho

Sergio Figueiredo,; Luis Sa Castelo; Ana Daniela Pereira; Luis Machado; Joao Andre Silva; Antonio Sa

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):28-32 - Artigo Original
    Objetivo: A ressonância magnética (RM) é primordial na avaliação de patologias do joelho,particularmente no planejamento de um procedimento cirúrgico. Este estudo comparou aprecisão diagnóstica na leitura dos resultados da RM de joelhos patológicos por radiologistase cirurgiões ortopédicos.Materiais e métodos: Estudo transversal com 80 pacientes, selecionados aleatoriamente, pre-viamente submetidos à cirurgia artroscópica após exame clínico e RM. Foi solicitado umdiagnóstico por RM a duas equipes, uma de radiologistas e outra de cirurgiões ortopédicos.As conclusões de cada equipe foram comparadas. A significância estatística considerada foide p < 0,05.Resultados: Os achados dos radiologistas obtiveram significância estatística para lesões oste-ocondrais, do LCA e do menisco medial (p < 0,05); os achados dos cirurgiões ortopédicos, paralesões no LCA e meniscos (p < 0,05). Uma associação estatisticamente significativa entreequipes foi demonstrada para lesões do LCA (p < 0,001).Conclusões: A RM parece oferecer leituras confiáveis para lesões do LCA, independentementeda especialidade do observador. O compartimento lateral é de difícil leitura.

Fratura simultânea bilateral do colo do fêmur após queda doméstica em uma paciente idosa: relato de um caso raro

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):363-365 - Relato de Caso
    A fratura simultânea bilateral do colo do fêmur é uma entidade rara que tem sido associada a doenc¸as ósseas, diversas doenc¸as metabólicas, traumas de alta energia e distúrbios convulsivos. Sua ocorrência após trauma mínimo é muito rara. Este artigo apresenta o caso de uma mulher de 66 anos que sofreu fratura intracapsular bilateral do colo do fêmur após um deslize e queda em casa. Uma artroplastia total do quadril, bilateral e cimentada foi feita em um único momento, com o uso de uma abordagem lateral direta, em que se alternaram as posic¸ões lateral direita e esquerda. Os autores relatam um resultado satisfatório, com Harris Hip Score de 98 após um ano, que persistiu até o último seguimento, aos 30 meses.

SISTEMA DE FABRICO RÁPIDO DE IMPLANTES ORTOPÉDICOS

Carlos Relvas; Joana Reis; José Alberto Caeiro Potes; Fernando Manuel Ferreira Fonseca; José Antonio Oliveira Simões

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):260-265 - Nota Técnica
Este estudo teve como objectivo o desenvolvimento uma metodologia de fabrico rápido de implantes ortopédicos, em simultaneidade com a intervenção cirúrgica, considerando duas potenciais aplicações na área ortopédica: o fabrico de implantes anatomicamente adaptados e o fabrico de implantes para substituição de perdas ósseas. A inovação do trabalho desenvolvido consiste na obtenção in situ da geometria do implante, através da impressão directa de um material elastomérico (polivinilsiloxano) que permite obter com grande exactidão a geometria pretendida. Após digitalização do modelo obtido em material elastomérico, o implante final é fabricado por maquinagem recorrendo a um sistema de CAD/CAM dedicado. O implante após esterilização, pode ser colocado no paciente. O conceito foi desenvolvido com recurso a tecnologias disponíveis comercialmente e de baixo custo. O mesmo foi testado sob a forma de uma artroplastia da anca realizada in vivo numa ovelha. O acréscimo de tempo de cirurgia foi de 80 minutos sendo 40 directamente resultantes do processo de fabrico do implante. O sistema desenvolvido revelou-se eficiente no alcance dos objectivos propostos, possibilitando o fabrico de um implante durante um período de tempo perfeitamente compatível com o tempo de cirurgia.Descritores - Próteses e implantes; Perdas ósseas; Artroplastia.      

Procedimentos ortopédicos e a febre em crianças*

CLOVIS VIEIRA; LUÍS FERNANDO OLIVEIRA; JORGE LUIZ BORGES

Rev Bras Ortop. 1998;33(1):- - Artigo Original
Fez-se análise de 348 arquivos de pacientes com idade inferior a 14 anos, na tentativa de determinar a freqüência de febre e de identificar fatores de risco, seguindo procedimentos cirúrgicos ortopédicos, bem como possíveis complicações no pós-operatório. Cento e quarenta e cinco pacientes não tiveram redução cirúrgica. Dez por cento desses pacientes apresentaram febre no período pósredução. Em todos eles, a febre apareceu nas primeiras 24 horas pós-redução incruenta. Duzentos e três pacientes foram tratados cirurgicamente, dos quais 45% (92 crianças) tiveram temperatura maior do que 38ºC no pósoperatório. Em 36% dessas 92 crianças, a febre surgiu nas primeiras 24 horas e, em 64% delas, despontou após o segundo dia. Setenta e um pacientes com fraturas dos ossos longos tiveram tratamento cirúrgico. Desses, 73% desenvolveram temperatura maior do que 38ºC no pósoperatório. Não observamos correlação entre o tipo de cirurgia, o sexo, a idade do paciente no momento da cirurgia e a presença de febre. Entretanto, nos pacientes em que o tempo cirúrgico foi superior a duas horas, fo-ram encontradas as maiores temperaturas no pós-opera-tório. Não houve complicações com crianças submetidas a cirurgia e que apresentaram temperatura inferior a 38ºC e, tampouco, com aquelas tratadas de forma conservadora. Das crianças tratadas cirurgicamente, 16% tiveram complicações e todas apresentaram ao exame físico sinais positivos que justificavam a febre. A elevação da temperatura maior do que 38ºC no período pós-operatório imediato não é um indicador definitivo de complicações. Em crianças menores de 3 anos de idade, a febre persistente no pós-operatório tem sua mais provável causa nos quadros de IVAS, de otites ou de infecção urinária. Portanto, um exame físico detalhado deve ser feito, pois ele é o método mais seguro para detectar a presença de complicações.

Fratura do colo do fêmur em crianças*

CSAR LUIZ F. A. LIMA; TULIO CANELLA B. CARNEIRO; GILBERTO DE OLIVEIRA; DALTON L. TERRA; DOROTEA S. MALHEIROS

Rev Bras Ortop. 1998;33(11):- - Artigo Original
Os autores analisaram sete crianças com fratura do colo do fêmur tratadas no período de agosto de 1995 a julho de 1997. A idade variou de cinco a 12 anos, com média de 8,7 anos. A maior parte das fraturas foi causada por traumas de alta energia. A classificação utilizada foi a de Del-bet, sendo encontrados os tipos II e III. O tratamento cirúrgico foi realizado em seis pacientes. As complicações foram observadas em 50% dos casos, sendo necrose avascular e fechamento prematuro da fise as mais freqüentes. A análise dos resultados segundo os critérios de Ratliff mostrou 50% de bons resultados.

FRATURA DO COLO DO FÊMUR EM CRIANÇAS

MARCEL BARBIERI FREITAS; FERNANDO CARLOS MOTHES; LUIS JOSÉ MOURA E ALIMENA; MÁRIO DIRANI; PAULO LOMPA; LAURO MACHADO NETO

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):151-156 - Artigo Original
Objetivo: Os autores relatam uma série de 10 pacientes com fratura do colo do fêmur em crianças, tratados de julho de 1993 a agosto de 2001. Métodos: As fraturas fo-ram classificadas segundo Delbet em transepifisárias, um caso (10%), transcervicais, cinco casos (50%), cervicotrocantéricas, quatro casos (40%). Os pacientes foram avaliados seguindo os critérios clínicos e radiológicos de Ratliff. O seguimento mínimo foi de seis meses e o máximo de 96 meses com média de 17,6 meses. Resultados: O índice de complicações foi, de modo geral, de 40%. Coxa vara ocorreu em um paciente (10%); fechamento da fise femoral proximal, em três pacientes (30%); necrose avascular, em três pacientes (30%). Quanto ao resultado do tratamento, segundo Ratliff, sete pacientes (70%) foram classificados como bom, dois pacientes (20%) classificados como regular e um paciente (10 %) classificado como pobre. Conclusão: Os autores enfatizam a gravidade dessa fratura através do alto índice de complicações.Descritores - Fraturas do colo femoral/complicações; Fraturas do quadril; Necrose avascular da cabeça femoral; Criança; Estudos retrospectivos

Tratamento das lesões do ligamento cruzado anterior em jogadores profissionais de futebol por cirurgiões ortopedistas*

Gustavo Gonçalves Arliani; Vitor Luis Pereira; Renan Gonçalves Leão; Paulo Schmidt Lara; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):703-708 - Artigo Original

OBJETIVO Descrever o tratamento realizado por especialistas das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) em jogadores profissionais de futebol.
MÉTODOS Estudo transversal, no qual ortopedistas vinculados a clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol responderam a um questionário sobre o tratamento das lesões do LCA em jogadores profissionais de futebol.
RESULTADOS Os especialistas aguardam entre uma e quatro semanas após a lesão do LCA para realizar o tratamento cirúrgico. Utilizam técnica com incisão e banda únicas auxiliada por artroscopia, perfuração do túnel femoral via portal acessório medial, e autoenxerto quádruplo de tendões flexores ou autoenxerto de tendão patelar. Os jogadores são liberados para correr em linha reta após três a quatro meses; para exercícios com bola sem contato com outros atletas, após quatro a seis meses; e o retorno ao esporte acorre após seis a oito meses. O principal parâmetro usado para o retorno ao esporte é o teste de força isocinético. Os especialistas estimam que mais de 90% dos jogadores operados por lesão do LCA retornam ao esporte profissional, e entre 60% e 90% retornam com o mesmo nível ou com um nível melhor de desempenho.
CONCLUSÃO Este estudo descreve de forma satisfatória as principais práticas cirúrgicas e pós-operatórias adotadas pelos especialistas nessa população altamente específica de pacientes.

Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; joelho/cirurgia; futebol; reabilitação.

Aços inoxidáveis em implantes ortopédicos: fundamentos e resistência à corrosão*

RUTH FLAVIA VERA VILLAMIL; HERNANI ARANHA; MÓNICA LUÍSA CHAVES DE ANDRADE AFONSO; MARCELO TOMANIK MERCADANTE; SILVIA MARIA LEITE AGOSTINHO

Rev Bras Ortop. 2002;37(11/12):- - Atualizaçao
O emprego de metais e ligas metálicas em medicina e, em particular, em cirurgia, tomou impulso a partir do momento em que técnicas cirúrgicas assépticas, aperfeiçoamento da anestesia e substituição do sangue e do fluido humano perdidos foram desenvolvidas(1,2). Por volta de 1900 ainda não se conheciam materiais metálicos com adequadas propriedades de resistência mecânica e inércia química disponíveis para confecção de implantes ortopédicos. Metais nobres, como o ouro, eram dúcteis. As ligas ferrosas disponíveis, além do cobre, zinco e alumínio, não apresentavam estabilidade química adequada, produzindo substâncias tóxicas por dissolução (oxidação) dos metais em contato com fluidos do corpo humano. O emprego dos primeiros aços inoxidáveis em implantes ortopédicos data de 1926(1) e a estes se seguiram as ligas à base de níquel e metais como titânio e tântalo ou suas ligas(1). A procura de materiais metálicos mais apropriados a implantes ortopédicos deve-se às diferentes falhas que os mesmos ainda apresentam e que são de natureza fisiológica (biocompatibilidade), mecânica (resistência) e química (corrosão). Este trabalho tem como objetivos: - descrever o que são aços inoxidáveis; - apresentar os diferentes tipos de corrosão que podem ocorrer em aços inoxidáveis quando aplicados em implantes ortopédicos.

ANÁLISE QUÍMICA E ESTRUTURAL DE IMPLANTES ORTOPÉDICOS DE AÇO INOXIDÁVEL

LISZT PALMEIRA DE OLIVEIRA; LUIZ OTÁVIO SAMPAIO PENTEADO; BERLIET ASSAD GOMES; FELIPE DE PAIVA RODRIGUES; EDUARDO H. DE S. CAVALCANTI; KARLOS CELSO DE MESQUITA

Rev Bras Ortop. 2004;39(3):- - Artigo Original
O objetivo deste trabalho foi verificar se os implantes ortopédicos de aço inoxidável, disponíveis para uso ou removidos de pacientes, de um mesmo Serviço, encontramse em conformidade química e estrutural com as normas ASTM F138-92 e ISO 5832-1-87. Para tal, 18 implantes ortopédicos de aço inoxidável foram submetidos à análise metalográfica, que constou de avaliação da microestrutura, tamanho de grão e teor de inclusões não metálicas. Nove implantes foram submetidos à análise da composição química. Os resultados foram comparados com os critérios especificados nas normas ASTM F138-92 e ISO 5832-1-87. Na avaliação metalográfica, cinco dos 18 implantes estudados apresentaram valores de tamanho de grão fora das especificações exigidas em ambas as normas. Na avaliação da composição química, sete dos nove implantes estudados apresentaram teores de molibdênio abaixo do exigido na norma ISO 5832-1-87. Considerando o alto número de inconformidades detectado nas análises, os autores sugerem que, dentre os critérios de escolha dos implantes ortopédicos de aço inoxidável, devam constar certificados de qualidade ou análises química e metalográfica do material.  Descritores - Aço inoxidável; análise química; implantes ortopédicos.

FRATURA ESPONTÂNEA BILATERAL DO COLO FEMORAL EM PACIENTE COM OSTEODISTROFIA RENAL

Flavio Luís Garcia, Renato Bellini Dalio, Arthur Tomotaka Sugo, Celso Hermínio Ferraz Picado.

Rev Bras Ortop. 2014;49(5):- - Relato de Caso
RESUMO
Relatamos um caso de fratura bilateral do colo femoral em paciente com osteodistrofia renal tratada com osteossíntese. Nesse tipo de paciente, é necessário estar atento à possibilidade de ocorrência de fraturas espontâneas do colo femoral, mesmo com exame radiográfico inicial normal.

Descritores - Fraturas do colo femoral Osteodistrofia renal Fixac¸ão de fratura

EXPOSIÇÃO DA EQUIPE CIRÚRGICA À RADIAÇÃO IONIZANTE DURANTE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS ORTOPÉDICOS

Evandro Pereira Palacio; André Araújo Ribeiro; Bruno Moreira Gavassi; Gabriel Guimarães Di Stasi; José Antônio Galbiatti; Alcides Durigam Jr; Roberto Ryuiti Mizobuchi

Rev Bras Ortop. 2014;49(3):227-232 - Artigo Original
Objetivo:avaliar o grau de exposição da equipe cirúrgica ortopédica à radiação ionizante fluoroscópica. Métodos:foi dosada a radiac ¸ão ionizante incidida sobre a equipe cirúrgica ortopédica (R1, R2 e R3) com dosímetros termoluminescentes, distribuídos em regiões anatômicas alvo, com e sem a proteção de avental de chumbo, durante 45 procedimentos de osteossíntese de quadril (DHS), por fraturas transtrocantéricas classificadas como 31-A2.1 (AO). Resultados:a dose radioativa sobre o R3 foi de 6,33 mSv, de 4,51 mSv sobre o R2 e de 1,99 mSv sobre o R1 (p=0,33). A região da tireoide recebeu 0,86 mSv de radiac ¸ão, a região torácica 1,24 mSvearegiãogonadal 2,15 mSv (p=0,25). Não houve registro de radiação nas dosímetros localizados abaixo dos protetores de biossegurança ou nas costas dos membros da equipe. Conclusões:os membros da equipe cirúrgica que ficaram mais próximos do fluoroscópio receberam maiores doses de radiac ¸ão do que os que ficaram mais remotamente. As regiões anatômicas abaixo da linha cintura foram as que mais receberam radiação ionizante. Os resultados ressaltam a importância do uso de dispositivos de biosseguranc ¸a, os quais são efetivos em impedir que a radiação atinja órgãos vitais dos integrantes da equipe médica. Descritores - Radiação ionizante Fluoroscopia Cirurgia ortopédica

Infecção pós-operatória nos pacientes submetidos ao controle de danos ortopédicos pela fixação externa

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):625-630 - Artigo Original
Objetivo: Fazer uma análise retrospectiva de casos submetidos ao controle de danos orto-pédicos em um pronto socorro de ortopedia de hospital-escola com o objetivo de avaliar ospacientes com infecção pós-operatória após serem convertidos para osteossíntese interna.Métodos: Análise retrospectiva de pacientes de junho de 2012 a junho de 2013 submetidos aocontrole de danos ortopédicos com fixador externo que posteriormente foram convertidospara osteossíntese definitiva, com haste ou placa.Resultados: Encontramos uma taxa de infecção de 13,3% em nossa casuística e verificamoserros técnicos na elaboração do fixador em 60,4% das oportunidades.Conclusão: Foi encontrada uma taxa de infecção que consideramos alta, assim como deinadequações na confecção do fixador externo. Salientamos que esse procedimento nãoé isento de riscos e treinamento para médicos que o fazem deve ser obrigatório.

A fratura do colo do fêmur como fator de maior morbidade e mortalidade*

ALCY VILAS BOAS JR.; JAMIL SONI; SRGIO ROBERTO FRATTI; PAULO CSAR J. KANTOVITZ; ROBERTO MELO DE SOUZA FILHO; EDGAR BEZERRA VALENTE NETTO

Rev Bras Ortop. 1998;33(6):- - Artigo Original
Os pacientes com fratura do colo do fêmur têm índice de mortalidade aumentado, durante o primeiro ano do tratamento ortopédico. Incidência variável de complicações e limitações funcionais nesse período têm sido avaliadas por diversos trabalhos e relacionadas aos índices de mortalidade e morbidade desses pacientes. Os autores confrontam esses índices com as condições fisiológicas préoperatórias de 31 pacientes admitidos em período de 12 meses com fratura de colo de fêmur, acompanhados por média de 15 meses após o tratamento, e questionam sua influência na qualidade de vida, mortalidade e morbidade. A avaliação pré-operatória foi baseada no Scoring System of Hip Fractures, no qual a capacidade deambulatória, a independência domiciliar, o grau de osteoporose, o nível de cognição e as condições clínicas pré-operatórias proporcionam um escore. Os pacientes com 20 pontos ou mais eram considerados em boas condições gerais e os com pontuações menores tinham piores condições pré-ope-ratórias. A incidência de mortalidade obtida neste estudo foi de 32%, com um escore fisiológico pré-operatório médio de 16,5 pontos, contrastando com o escore médio de 20,72 pontos para os pacientes que não foram a óbito. Os autores constatam a importante influência do estado préoperatório no prognóstico, morbidade e mortalidade dos pacientes com fratura de colo de fêmur. Admitem que a fratura é um fator que se associa às condições gerais desses indivíduos, não sendo uma causa isolada de mortalidade e morbidade.

Luxação da prótese total do quadril em pacientes com fratura do colo do fêmur*

RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; EMERSON HONDA; GIANCARLO POLESELLO; EDSON HIDENORI MIASHIRO; SANDRO DA SILVA REGINALDO

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
A luxação é uma complicação precoce freqüente em pacientes submetidos à artroplastia total do quadril por fra-tura do colo femoral, ocorrendo principalmente nas primeiras semanas do período pós-operatório. Sua incidência é maior quando comparada com os casos operados por outros diagnósticos. Nesta casuística foram analisados 96 pacientes submetidos a 101 artroplastias totais do quadril utilizando-se a prótese de Charnley, 51 delas por fratura aguda do colo femoral (grupo A). Houve luxação em 5 quadris neste grupo (9,8%); o primeiro episódio ocorreu nos primeiros 45 dias do período pós-operatório em 4 casos; em apenas 1 caso houve 2 episódios. Destas 5 luxações, 4 apresentavam próteses de colo largo e todos os pacientes tinham mais de 75 anos de idade. No outro grupo (grupo B) apenas 1 caso (2%) apresentou luxação. Apesar de não ter sido diferença estatisticamente significante, observou-se predominância de luxações nos casos em que foi realizada a artroplastia por fratura aguda do colo femoral.

Fratura de estresse bilateral do colo do fêmur em não atleta - relato de caso

Ubiratan Stefani de Oliveira; Pedro José Labronici,,; André João Neto; Alexandre Yukio Nishimi; Robinson Esteves Santos Pires de Luiz Henrique Penteado Silva

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):735-738 - Relato de Caso
    A fratura de estresse bilateral do colo do fêmur em pacientes adultos sadios é uma entidade extremamente rara, cujo diagnóstico e tratamento representam um grande desafio. Pacientes com história de dor no quadril, mesmo se não forem atletas ou militares, devem ser analisados para se obter um diagnóstico precoce e prevenir possíveis complicac¸ões provenientes do tratamento cirúrgico. Este relato descreve um paciente de 43 anos, não atleta, do gênero masculino, sem doenc¸as prévias, que desenvolveu fratura de estresse do colo do fêmur bilateral sem desvio, diagnosticado e tratado tardiamente com osteossíntese bilateral com parafusos canulados. Apesar de o diagnóstico ter sido tardio nesse caso, enfatiza-se a importância de se obter diagnóstico de fratura de estresse, independentemente do nível de atividade dos pacientes, para o sucesso do tratamento.  

Associação da deficiência de vitamina D com mortalidade e marcha pós-operatória em paciente com fratura de fêmur proximal

David Nicoletti Gumieiro; Gilberto José Cação Pereira; Marcos Ferreira Minicucci; Carlos Eduardo Inácio Ricciardi; Erick Ribeiro Damasceno; Bruno Schiavoni Funayama

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):153-158 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se a concentração sérica de vitamina D está associada ao status de marchae à mortalidade em pacientes com fratura de fêmur proximal seis meses após a fratura.Métodos: Avaliados prospectivamente pacientes consecutivos com fratura de fêmur proxi-mal, com idade = 65 anos, internados na enfermaria de ortopedia e traumatologia do serviço,entre janeiro a dezembro de 2011. Foram feitas análises clínica, radiológica, epidemiológica elaboratorial, incluindo vitamina D. Foram submetidos à cirurgia e acompanhados ambulato-rialmente em retornos 15, 30, 60 e 180 dias após a alta, quando foram avaliados os desfechosde marcha e mortalidade.Resultados: Avaliados 88 pacientes. Dois foram excluídos por causa de fratura patológica.Oitenta e seis pacientes com idade média de 80,2 ± 7,3 anos foram estudados. Em relaçãoà vitamina D sérica a média foi de 27,8 ± 14,5 ng/mL e 33,7% dos pacientes apresentavamdeficiência dessa vitamina. Em relação à marcha, a análise de regressão logística uni e mul-tivariada mostrou que a deficiência de vitamina D não esteve associada a sua recuperação,mesmo após ajuste por gênero, idade e tipo de fratura (OR 1,463; 95% IC 0,524-4,088; p = 0,469).Considerando a mortalidade, a análise de regressão de Cox mostrou que a deficiência de vita-mina D também não esteve relacionada à sua ocorrência em seis meses, mesmo na análisemultivariada (HR 0,627; 95% IC 0,180-2,191; p = 0,465).Conclusão: A concentração de vitamina D sérica não esteve relacionada ao status de marchae/ou à mortalidade em paciente com fratura de fêmur proximal seis meses depois dela.

Fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur em pacientes adultos jovens*

Daniel Alves Ramallo; Leandro Lemgruber Kropf; Alexandre Dreifus Zaluski; Amanda dos Santos Cavalcanti; Maria Eugenia Leite Duarte; João Antonio Matheus Guimarães

Rev Bras Ortop. 2019;54(4):408-415 - Artigo Original

OBJETIVOS Avaliar os fatores que influenciam o resultado da osteossíntese pela redução fechada da fratura do colo femoral nos pacientes jovens.
MÉTODOS Foi feito um estudo retrospectivo com revisão dos dados dos pacientes operados em um hospital ortopédico de grande porte, de 2003 a 2011, com um total de 81 pacientes que atenderam aos critérios de inclusão. O intervalo de tempo entre a fratura e a cirurgia, o desvio inicial da fratura, a qualidade da redução e o posicionamento dos implantes foram os fatores avaliados.
RESULTADOS O estudo encontrou forte relação entre a qualidade da redução e o sucesso terapêutico. O grau de desvio inicial e o tempo entre o trauma inicial e a osteossíntese não influenciaram o desfecho cirúrgico em relação à consolidação óssea. O correto posicionamento dos implantes mostrou relação com a evolução satisfatória no pós-operatório dos pacientes.
CONCLUSÃO A qualidade da redução e o posicionamento dos implantes são fatores que influenciam o resultado da osteossíntese na fratura do colo do fêmur no paciente adulto jovem.


Palavras-chave: colo do fêmur; necrose da cabeça do fêmur; fraturas do colo femoral; pseudoartrose.

ARTROPLASTIA PARCIAL NO TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COLO DO FÊMUR

Nelson Keiske Ono; Guilherme Didier de Andrade Lima; Emerson Kiyoshi Honda; Giancarlo Cavalli Polesello; Rodrigo Pereira Guimarães; Walter Ricioli Júnior; Marcelo Cavalheiro de Queiroz

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):382-388 - Artigo Original
Objetivo: Realizar avaliação epidemiológica e clínica dos pacientes com fratura desviada do colo femoral, que foram submetidos ao tratamento cirúrgico, com artroplastia parcial do quadril cimentada. Métodos: Foram avaliados, de forma retrospectiva, todos os pacientes com fratura desviada do colo do fêmur (Garden III e IV) submetidos à artroplastia parcial do quadril com prótese unipolar (Thompson), cimentada pela via de acesso posterolateral do quadril, no período de junho de 2005 a setembro de 2008. Resultados: Foram avaliados, inicialmente, 70 pacientes. A média de idade foi de 83,1 anos. Houve predomínio de pacientes do sexo feminino (84,3%). Houve acompanhamento ambulatorial de 36 pacientes, cujo tempo de seguimento variou de 10 a 48 meses (média de 26,5 meses). Houve perda de seguimento de 15 pacientes. Dezenove pacientes foram a óbito, com uma taxa de mortalidade no primeiro ano de 25,4%. Os pacientes classificados como ASA III apresentaram taxa de 25,7%, enquanto os pacientes ASA II, uma taxa de 12,1%. Dois pacientes apresentaram trombose venosa profunda sintomática; um paciente, infecção do sítio operatório; e nenhum paciente apresentou luxação do quadril. A maioria dos pacientes evoluiu sem dor. Doze pacientes (33%), durante a evolução, apresentaram piora na capacidade de deambulação. Conclusão: Nenhum caso de luxação do quadril foi observado. Os pacientes classificados como ASA III apresentaram um índice de mortalidade mais elevado, em relação aos pacientes ASA I e II. Houve uma piora da capacidade de deambular em 33% dos pacientes. Não foi necessária revisão de nenhum paciente por soltura ou dor. Trinta pacientes não apresentavam dor (83,3%), quatro apresentavam dor moderada (11,1%) e dois apresentavam dor intensa (5,5%). Descritores - Fraturas do colo femoral; Idoso; Artroplastia de quadril.

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