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Busca por: Qual o prognóstico da artrodese tríplice quando utilizada no tratamento do pé plano adquirido do adulto (PPAA)?*

Qual o prognóstico da artrodese tríplice quando utilizada no tratamento do pé plano adquirido do adulto (PPAA)?*

Daiana Kerry Picanço Gobbo; Nilson Roberto Severino; Ricardo Cardenuto Ferreira

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):275-281 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a capacidade da artrodese tríplice de aliviar as principais queixas dos pacientes que apresentam pé plano adquirido do adulto (PPAA): 1) dor incapacitante localizada no médio e retropé; 2) deformidades marcadas pelo colapso do arco medial, valgo, abdução e supinação.
MÉTODO Avaliamos 17 pacientes (20 pés) portadores de PPAA em estado avançado que foram submetidos à correção cirúrgica pela artrodese tríplice modelante. A média de idade dos pacientes no momento da cirurgia foi de 62 anos (variação de 38 a 79 anos), e o tempo médio de seguimento foi de 43 meses (variação de 18 a 84 meses). Utilizamos critérios clínicos empregando a escala visual analógica da dor (EVAD) e a escala funcional da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS, na sigla em inglês) do retropé para avaliar a eficácia da cirurgia.
RESULTADOS A dor residual mensurada pela EVAD foi de três pontos, em média. Observamos incremento médio de 23% nos valores da escala AOFAS do retropé após o tratamento cirúrgico. A correção das deformidades foi satisfatória em 10 de 20 pés; parcialmente satisfatória em 4 de 20 pés; parcialmente insatisfatória em 5 de 20 pés; e insatisfatória em 1 de 20 pés.
CONCLUSÃO Apesar da artrodese tríplice modelante indicada no tratamento do PPAA em estágio avançado apresentar alto índice de consolidação óssea, a correção incompleta das deformidades pré-existentes e a persistência de dor residual contribuíram para a elevada taxa de decepção dos pacientes com o resultado da cirurgia.


Palavras-chave: pé chato/etiologia; pé chato/cirurgia; artrodese; deformidades adquiridas do pé.

Pé plano adquirido do adulto por disfunção do tendão do tibial posterior: avaliação clínica, imagenológica e morfométrica*

RUI DOS SANTOS BARRCO; MIRIAM LEMOS; CAIO AUGUSTO DE SOUZA NERY

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Com o intuito de identificar as alterações histológicas características do pé plano adquirido do adulto por disfunção do tendão do tibial posterior e estabelecer sua correlação com parâmetros clínicos, radiológicos e de ressonância magnética, foram estudados 19 pacientes (19 pés) - 17 do sexo feminino e 2 do masculino, com idades de 27a 68 anos (média de 52,9 anos). Dos pacientes incluídos nesta amostra, 7 (36,8%) apresentavam artrite reumatóide, 7 (36,8%) hipertensão arterial, 3 (15,8%) obesidade, 1 (5,3%) lúpus eritematoso sistêmico e 1 (5,3%) tinha seqüela de fratura de tornozelo. Após a avaliação clínica e imagenológica, foram obtidos fragmentos dos tendões acometidos, os quais foram comparados, através de técnicas morfométricas capazes de mensurar o grau de organização tecidual, com tendões normais obtidos de doadores e cadáveres. Os parâmetros clínicos (podoscopia, teste das pontas dos pés, força do músculo tibial posterior, sinal da lateralização dos dedos e o grau de supinação do antepé) exibiram correlação estatística com os demais achados e constituem importante recurso no diagnóstico e classificação dessa patologia. Dentre os parâmetros radiológicos destacam-se os ângulos talo-I metatársico e congruência articular talonavicular nesse mister. Embora seja de grande utilidade na localização e visibilização das lesões do tendão do tibial posterior, ficou demonstrado o caráter opcional da ressonância magnética no diagnóstico e classificação dessa enfermidade. A análise discriminante realizada entre os dados morfométricos e a classificação geral demonstraram a validade e utilidade dos parâmetros sugeridos para a determinação do estadiamento do pé plano adquirido do adulto por disfunção do tendão do tibial posterior.

Tríplice artrodese do pé na paralisia cerebral*

PATRICIA M. DE MORAES BARROS FUCS, CELSO SVARTMAN, PAULO F. KERTZMAN, ALEXANDRE LEMOS DEBS, MANUEL GENN DE ASSUNÇÃO BARROS, MARCOS RICARDO MAIOCHI

Rev Bras Ortop. 1997;32(9):- - Artigo Original

RESUMO

No período entre maio de 1985 e setembro de 1995 fo-ram submetidos a tríplice artrodese 18 pacientes (21 pés) portadores de paralisia cerebral espástica com deformidades rígidas dos pés, dos quais 16 (18 pés) retornaram para reavaliação clínica e revisão dos prontuários. Esse grupo foi constituído de 8 pacientes do sexo feminino e 8 do masculino, com idade média na ocasião da cirurgia de 15 anos e 11 meses e tempo de seguimento médio de 4 anos. A indicação da tríplice artrodese foi baseada na avaliação clínica e radiográfica objetivando a obtenção de pé plantígrado, estável e indolor à marcha. Procedimentos associados foram necessários no mesmo tempo operatório para correção de outras deformidades; o mais comum foi o alongamento do tendão de Aquiles. A análise dos resultados baseou-se em parâmetros clínicos, radiográficos e subjetivos. Os autores obtiveram 72% de resultados satisfatórios e 28% de insatisfatórios.

Pé plano adquirido por disfunção do tibial posterior: resultados cirúrgicos*

RUI BARRÔCO; CAIO NERY; ALFONSO APOSTÓLICO NETTO

Rev Bras Ortop. 2002;37(6):- - Artigo Original
Foram estudados 46 pacientes (46 pés), com os parâmetros clínicos (podoscopia, teste das pontas dos pés, força do músculo tibial posterior, sinal da lateralização dos dedos e supinação do antepé) e parâmetros radiológicos (ângulos de inclinação calcâneo-solo, talo-I metatársico e congruência articular talonavicular). Quanto ao sexo, 41 eram do feminino e cinco do masculino, com idade de 27 a 84 anos (média de 54 anos). Dos pacientes incluídos nessa amostra, nove (19,6%) apresentaram ar-trite reumatóide; 15 (32,6%), hipertensão arterial; seis (13,0%), obesidade; um (2,2%), lúpus eritematoso sistêmico; e um (2,2%) era portador de seqüela de fratura de tornozelo. O tratamento dos pacientes classificados como leves foi satisfatoriamente conduzido através da realização de cirurgia sobre as partes moles. Os pacientes classificados como moderados, submetidos ao tratamento cirúrgico pela associação de procedimentos sobre as partes moles e osteotomia do calcâneo, demonstraram resultados satisfatórios. Em outro grupo de pacientes classificados como moderados, a artrodese combinada com procedimento sobre as partes moles demonstrou ser a melhor opção para o tratamento do pé plano adquirido por insuficiência do tendão do tibial posterior. Os pacientes classificados como graves, submetidos à combinação de procedimento sobre as partes moles e osteotomia do calcâneo, demonstraram ter sido insuficientemente tratados.

PÉ CAVO ADQUIRIDO NA DOENÇA DE CHARCOT-MARIE-TOOTH

Daniel Augusto Carvalho Maranho; José Batista Volpon

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):479-486 - Atualizaçao
As neuropatias sensitivomotoras hereditárias, principalmente a doença de Charcot-Marie-Tooth, manifestam-se frequentemente com o aparecimento de pé cavovaro, deformidade caracterizada pela acentuação fixa do arco plantar e inversão do retropé. O diagnóstico da doença de base e a cuidadosa avaliação do paciente fornecem os elementos-chave para decisão do tratamento. O cavo pode situar-se no antepé, retropé ou ser o resultado da associação das duas localizações. Deformidades combinadas, principalmente varismo e garras dos artelhos, devem ser bem avaliadas; as características clínicas como grau das alterações, acometimento da força muscular, flexibilidade e idade são fatores importantes para a decisão da conduta. O tratamento conservador do pé cavovaro por meio de fisioterapia, palmilhas e adaptação nos calçados é reservado ao paciente mais jovem ou casos levemente acometidos. Entretanto, há tendência de agravamento das deformidades devido à característica progressiva da doença neurológica de base. Assim, o tratamento cirúrgico pelas técnicas clássicas é indicado precocemente, sendo importante identificar as alterações primárias, diferenciá-las das secundárias e corrigi-las, se possível. As transferências musculares são usadas no sentido de minimizar o desequilíbrio, estruturas retraídas são seccionadas ou alongadas e osteotomias localizadas devem ser preferíveis às artrodeses, que são reservadas para pés rígidos e muito deformados de pacientes adultos. Descritores - Polineuropatias; Doença de Charcot-Marie-Tooth; Deformidades do pé.

Tratamento do pé plano flexível pela técnica de Lelièvre*

VINCENZO GIORDANO NETO; ANDRÉ LUIZ GOMES RODRIGUES; RAFAEL FREDERICO VAZ CURVO; DIRCEU BELLIZZI; PAULO GLADSTONE; FLÁVIO CATALDO; FLÁVIA JUNQUEIRA; ANA PAULA ROCHA; PAULA VOLOCH

Rev Bras Ortop. 1998;33(11):- - Artigo Original
No período compreendido entre dezembro de 1995 e janeiro de 1997 foram operados neste Serviço 15 pacientes (30 pés) com pés planos flexíveis (PPF), por hiperfrouxidão ligamentar familiar, utilizando-se a técnica de artrorrise subtalar com grampos de Blount, proposta por Lelièvre. Doze pacientes (80%) eram do sexo masculino e três (20%) do feminino, com idades variando entre 4 e 8 anos (média de 6 anos). Além do exame clínico, foram realizadas radiografias nas incidências ântero-posterior e lateral, com apoio bipodal, e plantigramas, pré e pósoperatoriamente, com o intuito de avaliar a deformidade existente e a correção obtida. A avaliação dos resultados baseou-se no aspecto clínico, na função, no arco de movimentos, nas radiografias e nos plantigramas, tendo-se obtido 26 (86,7%) pés com resultados satisfatórios e 4 (13,3%) insatisfatórios, com tempo de seguimento médio de 14 meses. Os autores propõem o tratamento do PPF grave pela técnica de Lelièvre por ser uma cirurgia de simples execução, de baixo custo e que produz resultados eficientes e imediatos.

Hálux valgo e pé plano: estudo radiográfico em 160 pacientes *

OSNY SALOMÃO; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JR.; TÚLIO DINIZ FERNANDES; CELSO KOYAMA; JOÃO CARLOS ALMEIDA DE ARRUDA; TARRO KOSAI

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Os autores estudaram radiograficamente 273 pés em 160 pacientes portadores de hálux valgo doloroso, avaliando os ângulos talocalcaneano nas incidências lateral e ântero-posterior, calcaneoplantar e ângulo de Mo-reau-Costa Bertani. Observou-se aumento do ângulo de Moreau-Costa Bertani em 38,46% dos pés estudados e diminuição do ângulo calcâneo plantar em 23,08% dos pés. Esses resultados demonstram maior incidência de queda do arco plantar longitudinal medial nos pacientes portadores de hálux valgo, em relação à população normal.

Tratamento cirúrgico do pé plano valgo: técnica pessoal *

RICARDO MALAQUIAS DE MIRANDA; ALBERTO EDUARDO PERES; JARDÉLIO MENDES TORRES

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
Baseados em experiência de 11 anos, os autores apresentam nova técnica cirúrgica para correção do pé plano valgo. Acreditam que o maior problema da artroplastia subastragalina seja seu adequado posicionamento corrigindo todo o retropé, sem sacrificar as estruturas nobres da região, possibilitando estabilidade, sem artrodesar, mantendo a movimentação normal do pé. O seio do tarso não é absolutamente igual em todos os pacientes(9) para permitir o uso de próteses numeradas. Realizam a artroplastia com a prótese modelada no ato cirúrgico. Destacam a simplicidade e os bons resultados em relação a outras técnicas.

Artrodese tibiotársica: estudo evolutivo e repercussão nas articulações do pé*

GILDÁSIO DE CERQUEIRA DALTRO, FRANKLIN PASSOS DE ARAÚJO JUNIOR, MARCOS PIMENTEL DA SILVEIRA, AILTON COSTA SANTOS PEDREIRA

Rev Bras Ortop. 1997;32(7):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores fazem estudo tardio de 15 casos de artrodese do tornozelo e sua repercussão nas articulações subjacentes. Baseados na revisão dos casos, apoiada nos exames clínicos e radiológicos, os autores concluem que o método é efetivo, apesar dos reflexos nas demais articulações do pé, e que as alterações ósseas verificadas não repercutem na vida cotidiana dos pacientes.

Tratamento cirúrgico do pé torto congênito grave, negligenciado e nunca tratado no paciente adulto

RICARDO MALAQUIAS DE MIRANDA; JARDÉLIO MENDES TORRES; HÉLIO SEBASTIÃO SOARES DE CAMPOS; ALBERTO EDUARDO PERES

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Os autores apresentam nova opção para o tratamento do pé torto congênito nunca tratado no paciente adulto. Trabalho realizado entre 1985 e 1997 com 12 pacientes e 21 pés operados. Realizam a correção cirúrgica em dois tempos. No primeiro tempo fazem liberação diferenciada das partes moles com seccionamento dos ramos superficial e profundo do ligamento deltóideo. No segundo tempo realizam artrodese tríplice com pequenas cunhas de ressecção óssea corrigindo o varismo, adução e eqüinismo do pé. Destacam a importância fundamental do ligamento deltóide como mantenedor da deformidade. O bom resultado estético e funcional dos pés operados parece bastante satisfatório, inclusive a médio prazo.

Legg-Calvé-Perthes: classificação radiológica e prognóstico*

ANASTÁCIO KOTZIAS NETO; CARLOS ALBERTO PIERRI; ALESSANDRA SANDRINI LOPES DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 1996;31(6):- - Artigo Original
Trata-se de estudo de 44 pacientes (49 quadris) com doença de Legg-Calvé-Perthes, utilizando-se a classificação radiológica de Stulberg, na fase de maturidade esquelética como parâmetro prognóstico. Dos 49 quadris, 35 chegaram à maturidade esquelética. Procurou-se traçar o perfil do paciente com Legg-Calvé-Perthes no que concerne a sua possível evolução clínica. Dezessete quadris não desenvolverão artrose, 16 tenderão a desenvolvê-la após os 50 anos e dois, antes dos 50 anos.

Fibroqueratoma digital adquirido*
Relato de um caso

ANTONIO CARLOS DA COSTA; SÉRGIO DOS SANTOS ANTONIO; IVAN CHAKKOUR; EDMUR ISIDORO LOPES; MOGAR DREON GOMES; JOÃO DAMASCENO LOPES; MARCOS SANMARTIN FERNANDES; JOSÉ DONATO DE PRÓSPERO

Rev Bras Ortop. 1998;33(3):- - Relato de Caso
Os autores apresentam um caso de fibroqueratoma bífido adquirido em ambas as mãos no local da ressecção de dedo supranumerário. Após a ressecção dos fibroqueratomas, houve recidiva na mão direita. Fazem diagnóstico diferencial com outras lesões incluindo fibroma, neurofibroma, corno cutâneo e, principalmente, dedo supranumerário rudimentar. O diagnóstico é feito pelos exames clínico e histológico. O tratamento de escolha é a ressecção do processo.

Resultado funcional após reparo artroscópico da tríplice instabilidade do ombro

Glaydson Gomes Godinho,,; Flávio de Oliveira França,,; José Márcio Alves Freitas,,; Lander Braga Calais Correia Pinto,,; Carolina Lima Simionatto,,; Pedro Paulo Gomes Viana Filho,,

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):182-188 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados funcionais dos pacientes submetidos a reparo artroscópico da tríplice lesão labral do ombro. Métodos: Estudo analítico retrospectivo de pacientes com tríplice lesão labral do ombro, submetidos a tratamento artroscópico de março de 2005 a dezembro de 2014. Foram incluídos pacientes com pelo menos um ano de seguimento pós-operatório. Nove pacientes foram avaliados. A média foi de 32,3 anos e o lado dominante foi afetado em cinco pacientes. Os pacientes foram avaliados funcionalmente por meio da amplitude de movimento em elevação, rotação externa com o braço junto ao corpo e com o braço em abdução de 90 ?, rotação interna e por meio do escore de Carter-Rowe. O grau de satisfação foi avaliado no fim do seguimento. Resultados: Três pacientes tiveram menos de cinco episódios de instabilidade, quatro entre cinco e dez e dois mais de dez. Sete pacientes tiveram teste de O'Brien positivo para lesão do lábio superior de anterior para posterior (Slap, do inglês superior labrum anterior to posterior lesion) e apreensão em abdução e rotação externa positiva; apenas um apresentou apreensão em adução e rotação interna. Três pacientes persistiram com teste de O'Brien positivo e um com apreensão em abdução e rotação externa no fim do seguimento. A amplitude de movimento esteve completa em todos os casos na última avaliação. A média do escore de Carter-Rowe aumentou de 40 no pré-operatório para 90 (p = 0,008). Conclusão: O reparo artroscópico da tríplice lesão labral permite restaurar a estabilidade da articulação glenoumeral e alcança excelentes resultados funcionais.  

Artrodese de ombro*

SERGIO L. CHECCHIA; PEDRO DONEUX S.; ALBERTO N. MIYAZAKI; EMERSON K. ZANONI; RONALDO RONCETTI; RAIMUNDO N. O. GUIMARÃES

Rev Bras Ortop. 2001;36(8):- - Artigo Original
Entre março de 1990 e maio de 1999, 13 pacientes, totalizando 13 ombros, foram submetidos à artrodese de ombro com placa de compressão dinâmica estreita moldada e enxerto ósseo esponjoso. A seqüela de lesão do plexo braquial foi a causa mais freqüente de indicação para a artrodese (quatro pacientes). Nove homens e quatro mulheres, com idade média de 41 anos e quatro meses, tiveram seguimento médio de 53 meses. Todos os pacientes com dor no pré-operatório tiveram alívio dos sintomas e a consolidação ocorreu em todos os ca-sos, em média aos quatro meses e 10 dias após a cirurgia. Sete pacientes conseguiam levar a mão à cabeça e seis faziam higiene da axila oposta. Houve cinco complicações em quatro pacientes, sem maiores conseqüências clínicas. A artrodese de ombro com placa de compressão dinâmica é procedimento complexo, porém, quando indicada, dá excelentes resultados em relação à consolidação e satisfação dos pacientes.

Artrodese do ombro *

MARCO ANTÔNIO CASTRO VEADO; MARCO ANTÔNIO FABRINI DE ARAÚJO

Rev Bras Ortop. 1995;30(9):- - Artigo Original
Os autores fazem levantamento bibliográfico sobre o assunto mostrando as diferentes técnicas para se conseguir a artrodese do ombro, como a intra-articular, extraarticular e o método combinado. Em seguida, descrevem a técnica cirúrgica utilizada e apresentam cinco casos operados, em que foram usados placa de compressão e gesso toracobraquial. Comentam sobre as principais vantagens e desvantagens da artrodese com o uso da fixação interna e externa. Tendo em vista a gravidade dos casos em que esta cirurgia é indicada, o resultado funcional é surpreendentemente bom, quando a fusão é obtida na posição de 30-30-30 (abdução-flexão-rotação interna). Apesar do reduzido número de casos, os resultados são animadores, com a consolidação acontecendo em aproximadamente seis semanas ao se utilizar a técnica apresentada. A artrodese do ombro é bom procedimento reconstrutor para certos diagnósticos específicos e merece lugar no arsenal terapêutico.

Complicação da anestesia subdural utilizada em artroscopia de joelho em paciente com doença de Von Willebrand - Relato de caso

MAX R. F. RAMOS; ISAAC S. ROTBANDE; ROSSANA R. M. RAMOS

Rev Bras Ortop. 2000;35(10):- - Relato de Caso
As coagulopatias hereditárias têm sido um desafio médico e científico nas últimas décadas. Devido certamente à gravidade de doenças transmitidas por transfusões sanguíneas, tais como hepatites B e C e, principalmente, AIDS, toda uma nova postura teve de ser tomada para o tratamento não só da doença de base como das enfermidades secundárias adquiridas. Segundo a Comissão Internacional de Nomenclatura da Organização Mundial de Saúde, OMS, a classificação das moléstias hemorrágicas causadas por deficiência de um dos fatores plasmáticos da coagulação é dividida por algarismos romanos de I a XIII, sendo: I) fibrinogênio, II) protrombina, III) tromboplastina, IV) cálcio, V) fator lábil, VI) protrombinase, VII) fator estável, VIII) globulina anti-hemofílica, IX) fator de Christmas PTC, X) fator de Stuart- Power, XI) PTA, XII) fator de Hageman, XIII) fator estabilizador da fibrina. Sob um critério estritamente etiológico, as moléstias hemorrágicas podem ainda ser agrupadas de acordo com o fator deficiente: 1) Deficiência do fibrinogênio I: afibrinogenemia, hipofibrinogenemia. 2) Deficiência do fator estabilizador da fibrina XIII. 3) Deficiência da protrombina. 4) Deficiência dos fatores ativadores da protrombina: a) Sistema extrínseco: deficiência de fator V ou parahemofilia; deficiência de fator VII; deficiência de fator X. b) Sistema intrínseco: deficiência de fator VIII (hemofilia A); deficiência de fator IX (hemofilia B); deficiência de fator XI (hemofilia C); deficiência de fator XII (moléstia de Hageman). 5) Deficiência associada de fator vascular e plasmático (moléstia de Von Willebrand). Do ponto de vista ortopédico, são inúmeras as complicações locais associadas ao sangramento excessivo de feridas cirúrgicas, além de grandes hematomas e hemartroses devido a pequenos traumatismos(1). As articulações mais afetadas, em ordem decrescente, são: joelho, cotovelo, ombro, tornozelo, punho e quadril, porém qualquer articulação do esqueleto poderia virtualmente ser afetada(2). Neste estudo descreveremos uma grave complicação, observada após procedimento cirúrgico de baixa morbidade efetuado com bloqueio anestésico. Não encontramos relato similar na literatura especializada, não só nos periódicos e compêndios ortopédicos como também nos de anestesiologia.

Correção cirúrgica concomitante da tríplice flexão primária dos membros inferiores na paralisia cerebral Estudo retrospectivo de 21 casos

JOÃO GILBERTO CARAZZATO; GEORGE ALFRED DELATORRE; JOSÉ LUIZ THADEU PEDREIRA DA SILVA; MAURÍCIO MARTINELLI FILH2; ADILSON DE PAULA; CARLOS ALBERTO DOS SANTOS; CARLOS ANTONIO SOARES ULHÔA

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Os autores fizeram levantamento de 21 prontuários de pacientes com paralisia cerebral, que tinham as deformidades da tríplice flexão dos membros inferiores e que tinham sido operadas por uma nova proposta de técnica, iniciada em 1975 e feita até a data. A proposta, feita pelo atual Chefe do Grupo de Paralisias deste Serviço, foi a de operar concomitantemente as deformidades, fossem elas uni ou bilaterais. Foram operados 21 pacientes, que tinham 105 articulações acometidas em 35 membros inferiores, totalizando, portanto, 105 cirurgias. Os pacientesl bem como os resultados finais dac operações, foram avaliados por critérios clínicos estáticos e dinâmicos e as operações quanto ao tempo cirúrgico e pelo tempo de reabilitação necessário para a total recuperação do paciente. Concluem os autores que a proposta do tratamento concomitante da tríplice flexão dos membros inferiores e excelente, dado os benefícios no ganho de tempo precioso, aliado aos bons resultados observados.

Pé torto congênito

MARIA HENRIQUETA RENNÓ MERLLOTTI; SUSANA DOS REIS BRAGA; CLÁUDIO SANTILI

Rev Bras Ortop. 2006;41(5):137-144 - Atualizaçao
Pé torto congênito (PTC) é deformidade complexa que compromete todos os tecidos músculo-esqueléticos distais ao joelho. A deformidade consiste de eqüino do retropé, varo (ou inversão) da articulação subtalar, cavo por flexão plantar do antepé e adução do mediopé e do antepé. O PTC é um dos defeitos congênitos mais comuns do pé; entretanto, sua patogênese ainda não foi totalmente esclarecida. O PTC idiopático ocorre em crianças sem alterações subjacentes que justifiquem o quadro e não se resolve de forma espontânea. O objetivo do tratamento é obter um pé plantígrado, funcional e indolor. Com a técnica não cirúrgica se visa, de forma progressiva, produzir remodelação plástica e alongamento das estruturas contraturadas. A manipulação seguida de gesso, de forma seriada, é sempre o tratamento inicial. O tratamento cirúrgico deve ser reservado para as deformidades residuais e busca a completa resolução do quadro em um único procedimento. Deve-se lembrar que mesmo um pé corretamente tra tado nunca será um pé absolutamente normal, permanecendo de tamanho menor e quase sempre associado à atrofia da panturrilha.Descritores - Pé torto congênito; Deformidade congênitas do pé/terapia; Deformidade congênitas do pé/ciurgia

Pé torto congênito

ROBERTO ATTILIO LIMA SANTIN; JOSÉ SOARES HUNGRIA FILHO

Rev Bras Ortop. 2004;39(7):137-144 - Artigo Original
Definição: Atitude viciosa permanente condicionando apoio anormal. Vamos estudar apenas o pé eqüinovaro. Etiologia: Alterações primitivas no esboço cartilaginoso do talo e do calcâneo, de origem genética, como possível gene dominante de baixa penetrância ou poligênica com efeito "threshold"; influência de fatores ambientais. Anatomia patológica: 1) adução-supinação do antepé na articulação mediotársica; 2) varo do calcâneo, na articulação subtalar. A associação de 1) e 2) dá a inversão do pé; 3) eqüinismo do pé - na articulação tibiotársica (um pouco na subtalar); 4) cavismo - na articulação mediotársica; 5) alterações esqueléticas: diminuição do ângulo entre corpo e colo do talo que tem direção medial e plantar; abertura do seio do tarso, diminuição de tamanho do navicular; 6) alterações de partes moles: (secundárias) - retração dos elementos posteriores, mediais, subtalares e plantares; distensão dos laterais e atrofia da panturrilha. Pé, perna e coxa menores. Fisiopatologia: Subtalar e mediotársica são solidárias à tibiotársica: na flexão plantar, o antepé supina e o calcâneo variza; na flexão dorsal, o antepé prona e o calcâneo valgiza. Quadro clínico: Tipos rígido e flexível, conforme a gravidade das deformidades e a redutibilidade. Períodos evolutivos: Redutibilidade nos primeiros meses; redutibilidade relativa na segunda infância; irredutibilidade em torno dos cinco anos. Radiologia: Útil na avaliação do grau de desvios e critério de redução. Em ântero-posterior (AP) o ângulo de abertura da subtalar é menor que 20º e os eixos do calcâneo e talo são quase paralelos. Em perfil o ângulo talocalcaneano é maior que 35º. No pé em "mata-borrão" a linha do solo cruza a cal-câneo-cubóide e na torção lateral a superfície sup. do talo aparece plana. Tratamento: Iniciar o mais precocemente possível. Incruento: Manipulação, só nos primeiros dias; bandagens adesivas, menos usadas; aparelhos ortopédicos, só para manter redução; aparelhos gessados (cunhas de Kite), começa pela adução e varismo e depois o eqüino, para evitar "mata-borrão". Em vez de cunha pode-se trocar o gesso. Aparelho de Denis-Browne para manutenção. Cruento: Em casos difíceis ou recidivas. Alongamento do Aquiles e capsulotomia aos 12 meses: operação de Codivilla de um a quatro anos e operação de Evans de quatro a oito anos. Complicações: Imediatas - distúrbios vascula-res; tardias - deiscência de suturas, necrose de pele. Lesões residuais: Eqüinismo do calcâneo: libertação posterior (incluindo ligamentos perônio e talocalcaneanos); varismo do calcâneo: operação de Dwyer (nos calcâneos pequenos fazer cunha medial com incisão longitudinal da pele); eqüino-varismo do calcâneo: operar em dois tempos; varismo do calcâneo e adução da articulação de Chopart: operação de Evans; adução da articulação de Lis-franc; operação de Heyman; torção tibial: osteotomia transversa infratuberositária. Complicações iatrogênicas: Não cirúrgicas - achatamento superior do talo; pé em "mata-borrão"; desvios tibiofibulares; fraturas metafisárias; escaras. Cirúrgicas - hipercorreção; correção insuficiente. Descritores - Mono; mono.

Alinhamento dos joelhos no plano frontal dos 12 aos 17 anos*

ANTÔNIO VITOR DE ABREU; JOSÉ ROBERTO PINTO BARBOSA; FERNANDO JOSÉ DE PAIVA COELHO

Rev Bras Ortop. 1996;31(1):- - Artigo Original
Com o objetivo de avaliar o padrão do alinhamento dos joelhos no plano frontal durante o período de desenvolvimento, dos 12 aos 17 anos, foram medidas as distâncias intercondilares e intermaleolares de um grupo de 258 jogadores de futebol de quatro clubes do Rio de Janeiro. Este grupo foi comparado com dois grupos-controles não desportistas na mesma faixa etária, sendo um masculino composto de 69 examinados e outro feminino composto de 85 examinados, perfazendo um total de 412 examinados. Observou-se que os três grupos apresentaram alinhamento em valgo aos 12 anos de idade. O grupo feminino permaneceu valgo até os 17 anos. O grupo masculino não desportista retificou o valgo e tornou-se varo entre 15 e 16 anos, persistindo até os 17 anos. O grupo de jogadores inverteu bruscamente, de valgo para varo entre 12 e 13 anos de idade, com um ano de prática de futebol, e ainda permaneceu acentuado o varismo até os 17 anos, porém com menor intensidade.

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