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Busca por: Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico*

Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico*

Marcos Ceita Nunes; Ticiano Dozza Posser; Charles Leonardo Israel; Leandro de Freitas Spinelli; Luis Gustavo Calieron; Jung Ho Kim

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):261-267 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar através de ensaios mecânicos a estabilidade da fixação da fratura supracondiliana do úmero com dois fios de Kirschner, intramedular e lateral (Fi), comparada à fixação com dois fios laterais paralelos (FL) em modelos anatômicos, de forma a se definir qual configuração apresenta maior estabilidade.
MÉTODOS Foram utilizados como corpos de prova 72 úmeros sintéticos, os quais foram seccionados transversalmente para simular a fratura. Estes ossos foram divididos em dois grupos iguais e as fraturas fixadas com dois fios de Kirschner paralelos (FL) e com um fio lateral e outro intramedular (Fi). Então os corpos de prova foram submetidos aos testes de carga em estresse em uma máquina de ensaio universal, medidos em Newtons (N). Cada grupo foi subdividido em carga em varo, em valgo, em extensão, em flexão, em rotação externa e em rotação interna. A análise dos dados foi realizada comparando os subgrupos do grupo FL, com seus respectivos subgrupos do grupo Fi através do teste t bicaudal.
RESULTADOS O teste t bicaudal demonstrou que em 4 das 6 condições aplicadas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p > 0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os grupos com carga em extensão com uma média das maiores forças no grupo FL de 19 N e no grupo Fi de 28,7 N (p = 0,004), e também entre os grupos com carga em flexão com a média de forças registradas no grupo FL de 17,1 N e no grupo Fi de 22,9 N (p = 0,01).
CONCLUSÃO A fixação com fio intramedular e um fio lateral para cargas em extensão e flexão apresenta maior estabilidade quando comparada com a fixação com dois fios laterais paralelos, sugerindo resultados clínicos no mínimo semelhantes.


Palavras-chave: fenômenos biomecânicos; epífises/lesões; fixação de fratura; fraturas do úmero.

FRATURA SUPRACONDILIANA DO ÚMERO EM CRIANÇAS: FIXAÇÃO COM DOIS FIOS DE KIRSCHNER CRUZADOS

Roni Azevedo Carvalho; Nelson Franco Filho; Antonio Batalha Castelo Neto; Giulyano Dias Reis; Marcos Pereira Dias

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):705-709 - Artigo Original
Objetivo: Analisar e apresentar os resultados de fraturas supracondilianas instáveis de úmero em crianças, tratadas cirurgicamente com redução e fixação percutânea com dois fios de Kirschner cruzados. Métodos: Foi realizado estudo transversal com 20 crianças, considerando sexo, idade na época da fratura e no momento da análise, lateralidade, tipo e mecanismo de fratura, complicações pós-operatórias, variáveis radiográficas e clínicas. Resultados: Observaram-se 10 fraturas à esquerda e 10 à direita. A idade na fratura variou de dois a 13 anos (média 5,9 anos ± 2,48). Três fraturas foram classificadas como tipo II e 17 do tipo III. O tempo de seguimento variou de quatro meses a três anos. O ângulo de Baumann variou de 69 a 100 (média 78,3), sendo observada a presença de cúbito varo em quatro pacientes (com valores variando de 84 a 100). Segundo os critérios de Flynn modificados, obtiveram- se 20 casos satisfatórios, 17 excelentes (85%), dois bons (10%) e um regular (5%). Dois pacientes apresentaram déficit da amplitude de movimento, dois parestesia no território cubital e uma criança apresentou neuropraxia transitória do nervo ulnar por seis semanas. Conclusão: A fixação percutânea com dois fios de Kirschner cruzados, quando realizada com visualização direta e isolamento do nervo ulnar, permite bons resultados.Descritores - Criança; Fraturas do Úmero; Fios Ortopédicos; Fixação de Fratura

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DA FIXAÇÃO DA FRATURA SUPRACONDILIANA DO FÊMUR COMPARANDO PLACA-LÂMINA 95O COM DCS

Marco Antônio Percope Andrade; André Soares Rodrigues; Celso Junio Mendonça; Luiz Gustavo Santos Portela

Rev Bras Ortop. 2010;45(1):84-88 - Artigo Original
Objetivo: Demonstrar por meio de ensaios biomecânicos comparativos entre a placa-lâmina de 95º e o parafuso condilar dinâmico (Dynamic Condylar Screw - DCS), qual apresenta maior resistência às cargas compressivas e de flexão, bem como tentar correlacionar o tipo de falha apresentada durante os testes com cada um dos tipos de placa. Métodos: Sessenta e cinco fêmures suínos foram submetidos a osteotomia em cunha de subtração medial de um centímetro (cm), na região metafisária distal do fêmur, com o objetivo de simular fratura supracondiliana instável. Foi realizada osteossíntese dessas peças, sendo 35 fixadas com placa-lâmina 95º e 30 com placas com DCS, submetendo-as a cargas em compressão axial e flexão. Outra variável estudada foi o tipo de falha apresentada em cada grupo com a tentativa de correlacioná-la com o tipo de placa. Resultados: Os resultados não mostraram diferença estatisticamente significante na resistência biomecânica entre os dois tipos de placas ou entre o tipo de falha e a placa utilizada na osteossíntese. Conclusão: Os dois tipos de placas se comportam de maneira semelhante, embora haja um indicativo de que a placa-lâmina seja, no ensaio de flexão, superior à placa DCS. Não foi observada diferença entre o tipo de falha e o tipo de placa utilizada. Descritores - Fraturas do fêmur; Fixação interna de fraturas; Biomecânica.

Observe a distância entre a linha de fratura e o comprimento da área de trabalho: análise bidimensional de elementos finitos em modelo de fixação extramedular

Vincenzo Giordano,; Alexandre Leme Godoy dos Santos; William Dias Belangero; Robinson Esteves Santos Pires; Pedro José Labronici; Hilton Augusto Kochf

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):88-93 - Artigo Original
    Objetivo: Análise comparativa da qualidade de vida e funcionalidade dos pacientes submeti-dos a artrodese de coluna lombar devido a doença degenerativa da coluna lombar. Os autoresbuscaram correlacionar a influência dos sintomas de ansiedade e depressão antes e após acirurgia.Métodos: Estudo de coorte prospectivo, que acompanhou 32 pacientes submetidos à artro-dese por doença degenerativa da coluna lombar e aplicou os questionários escala visualanalógica da dor (EVA), Oswestry Disability Index (ODI), Medical Outcomes Survey Short Form- 36 items (SF-36) e Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Esses questionários foramaplicados no período pré-operatório e quatro meses após o procedimento.Resultados: Observou-se melhoria nas médias das pontuações das escalas EVA (p < 0,001) eODI (p < 0,001). No pré-operatório, as variáveis que apresentaram diferença entre pacien-tes com e sem sintomas ansiosos foram os domínios de SF36 de estado geral de saúde(p = 0,031), aspectos sociais (p = 0,008) e saúde mental (p = 0,035). No pós-operatório, ospacientes sem sintomas de ansiedade demonstraram melhores resultados nos domíniosvitalidade (p = 0,004), aspectos sociais (p = 0,001), saúde mental (p < 0,001) e dor (p = 0,011).No pré-operatório, a variável que apresentou diferença entre pacientes com e sem depres-são foi o domínio do SF36 de aspectos emocionais (p = 0,022). No pós-operatório os pacientessem depressão apresentaram melhores resultados nos domínios dor (p = 0,009), estado geralde saúde (p = 0,001), vitalidade (p < 0,001), aspectos sociais (p < 0,001), aspectos emocionais(p = 0,004) e saúde mental (p = 0,001).Conclusão: A artrodese de coluna lombar mostrou-se efetiva na melhoria da dor, lombalgia,capacidade funcional, limitação por aspectos físicos e vitalidade, bem como em aspec-tos sociais e emocionais. Pacientes sem sintomas ansiosos e depressivos apresentaramObjective: Comparative analysis of the quality of life and functionality of patients undergoing lumbar spine arthrodesis due to degenerative lumbar spine disease. The authors sought to correlate the influence of anxious and depressive symptoms before and after surgery. Methods: A prospective cohort study was performed, with 32 patients submitted to arthrode- sis due to degenerative lumbar spine disease and the visual analogue pain scale (VAS) pain questionnaire, the Oswestry Disability Index (ODI) questionnaire, the Medical Outcomes Sur- vey Short Form questionnaire - 36 Items (SF-36), and the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), applied in the preoperative period and four months after the procedure. Results: There was improvement in the mean scores of the VSA scales (p < 0.001) and the ODI (p < 0.001). In the preoperative period, the variables that presented a difference between patients with and without anxiety symptoms were the SF-36 domains of general health (p = 0.031), social aspects (p = 0.008), and mental health (p = 0.035). In the postoperative period, patients without anxiety symptoms showed better results in the vitality (p = 0.004), social aspects (p = 0.001), mental health (p < 0.001), and pain (p = 0.011) domains. In the preoperative period, the variable that presented a difference between patients with and without depression was the SF-36 domain of emotional aspects (p = 0.022). In the post-operativeperiod, patients without depression presented better vitality (p < 0.001), social aspects (p < 0.001), emotional aspects (p = 0.004), and mental health results (p = 0.001). Conclusion: Lumbar spine arthrodesis was effective in improving pain, low back pain, functional capacity, limitation due to physical aspects, vitality, and social and emotional aspects. Patients without anxiety and depression symptoms had better results on the scales compared to those with such symptoms.

Prevenção de cúbito varo e cúbito valgo na fratura supracondiliana do úmero*

GOTTFRIED KÖBERLE

Rev Bras Ortop. 2003;38(10):- - Artigo Original
Num levantamento retrospectivo de 50 casos de fratura supracondiliana do úmero com desvio, em crianças, foi estudada a incidência e causa de cúbito varo e valgo residuais. Foi medido o ângulo de Baumann nas radiografias iniciais e finais. Houve um alto índice de deformidade residual em varo, quando o desvio inicial é para medial e varo e o antebraço é imobilizado em supinação. Por outro lado, as casos com desvio inicial para lateral e valgo, quando mantidos com o antebraço em supinação, deram um bom índice de bons resultados; apareceram deformidades residuais em valgo, quando imobilizados em pronação. Estabeleceu-se que, em casos de desvio inicial medial e varo, o antebraço deve ser imobilizado em pronação e nos casos de desvio inicial para lateral e valgo usa-se a posição de supinação. Nos casos de desvios mistos o número de fraturas foi insuficiente para estabelecer regras. São analisados ainda o mecanismo de ação da posição do antebraço e da `dobradiça` periostal.

Fratura supracondiliana do úmero em crianças: estudo de 90 casos operados*

MARCO MARTINS AMATUZZI; AMRICO ZOPPI FILHO; NEI BOTTER MONTENEGRO

Rev Bras Ortop. 1997;32(6):- - Artigo Original
Os autores estudaram 90 fraturas supracondilianas do úmero na criança do tipo III de Felsenreich tratadas cirurgicamente, comparando a redução cruenta com a incruenta e os tipos de fixação com fios de Kirschner, cruzados e "em torre". Através da análise do ângulo de Baumann e da função articular do cotovelo pelos critérios de Flynn, obtiveram bons resultados com ambas as técnicas de redução e fixação desta fratura.

Avaliação biomecânica da fixação do tendão da cabeça longa do bíceps braquial por três técnicas: modelo em ovinos

Carlos Henrique Ramos; Júlio Cezar Uili Coelho

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):52-60 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico artroscó- pico da epicondilite lateral refratária a tratamento conservador e identificar fatores de pior prognóstico. Métodos: Estudo retrospectivo de 44 pacientes (47 cotovelos) submetidos a desbridamento cirúrgico artroscópico do tendão extensor radial curto do carpo (ERCC) para tratamento de epicondilite lateral refratária a tratamento conservador de fevereiro de 2013 a fevereiro de 2015, operados por um único cirurgião em um único centro. Os pacientes foram avaliados pelo escore de DASH, pela classificação visual analógica de dor (EVA) e pelo Short-Form 36 (SF-36). A média de idade na cirurgia foi de 44,4 anos (32 a 60). O tempo de sintomas antes da cirurgia foi de 2,02 anos (variação de seis meses a 10 anos). O seguimento médio foi de 18,6 meses (variação de seis a 31,9). Resultados: A média dos escores pós-operatórios foi de 25,9 pontos no DASH; 1 ponto no EVA de repouso (todos os casos de dores leve) e 3 pontos na EVA em atividade, 31 (66%) casos de dores leves, 10 (21%) de moderadas e seis (13%) de intensas; SF-36 de 62,5. Observou-se uma correlação moderada entre o tempo de dor antes da cirurgia e a pontuação no escore de DASH com o resultado funcional final. Não foram observadas complicações significativas com o procedimento por via artroscópica. Conclusões: O tratamento cirúrgico artroscópico para epicondilite lateral recalcitrante do cotovelo apresenta bons resultados, é eficaz e seguro. Quanto menor o tempo de dor antes da cirurgia e quanto menor o DASH pré-operatório, melhor o prognóstico

Reparo da lesão de Bankart: análise biomecânica e anatômica das suturas tipo Mason-Allen e simples em modelo suíno

Ricardo Barreto Monteiro dos Santos; Cleber Maciel de Morais Prazeres; Ricardo Mertens Fittipaldi; João Monteiro; Tiago Cerqueira Lima Nogueira; Saulo Monteiro dos Santos

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):454-459 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a altura labral e a resistência ao arrancamento do reparo da lesão de Bankart em articulação glenoumeral de suínos, com âncoras duplamente carregadas com duas configurações de sutura: simples e tipo Mason-Allen.
MÉTODOS: Foram usados dez ombros suínos, nos quais foram criadas as lesões de Bankart. Para cada espécime foi feita a sutura da lesão com suturas tipo Mason-Allen e simples de forma aleatória. A altura labral foi mensurada previamente à confecção da lesão e após o reparo labral. Os espécimes foram submetidos ao ensaio de tração para avaliação biomecânica.
RESULTADOS: Nos espécimes submetidos a sutura simples (n = 5), observou-se altura média previamente à confecção da lesão de 3,86 mm e após a sutura, de 3,33 mm. Nos espécimes submetidos a sutura Mason-Allen (n = 5), observou-se que a altura média previamente à confecção da lesão era de 3,92 mm e após a sutura, de 3,48 mm. Ao comparar a altura labral após a sutura simples e Mason-Allen, não foram observadas diferenças significantes. A força de arrancamento no fim do ensaio de tração nos espécimes com sutura simples foi de 130 N e nos espécimes com sutura Mason-Allen, 128,6 N. Não houve diferença estatisticamente significante entre os ombros com suturas simples e Mason-Allen, p = 0,885.
CONCLUSÕES: O reparo das lesões de Bankart com sutura Mason-Allen proporciona aumento da altura do labrum, mas não eleva a força de resistência ao arrancamento.


Palavras-chave: Luxação do ombro; Cápsula articular; Interface osso-implante.

ANÁLISE BIOMECÂNICA DE VARIÁVEIS RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS DO SISTEMA DE FIXAÇÃO VERTEBRAL

RODRIGO CÉSAR ROSA; PATRÍCIA SILVA; ANTONIO CARLOS SHIMANO; JOSÉ BATISTA VOLPON; HELTON L. A. DEFINO; PHILIP SCHLEICHER; FRANK KANDZIORA

Rev Bras Ortop. 2008;43(7):293-299 - Artigo Original
Objetivo: Observar a influência do diâmetro do orifício-piloto nos diferentes modos de preparo: sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca, com o propósito de avaliar o nível de resistência ao arrancamento de parafusos com diâmetro diverso. Métodos: Parafusos de 5, 6 e 7mm foram inseridos nos corpos de prova de osso bovino. O orifício-piloto foi confeccionado por meio de sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca. O diâmetro da perfuração foi menor, igual e maior do que o diâmetro interno do parafuso. Após a inserção dos implantes, nos três diferentes diâmetros para cada modo de preparo do orifício-piloto, foram realizados os ensaios mecânicos de arrancamento. Os ensaios mecânicos realizados em máquina universal de ensaio Emic®, software Tesc 3.13, célula de carga de 2.000N, velocidade de aplicação de força de 2mm/min, pré-carga de 5N e tempo de acomodação de 10 segundos. A propriedade avaliada nos ensaios mecânicos foi a força máxima de arrancamento. Resultados: No grupo de parafusos de 5 e 6mm foi observado aumento na resistência ao arrancamento quando o diâmetro do orifício-piloto era menor que o diâmetro interno do parafuso em todos os modos de preparo (sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca). Não foi observada diferença estatística no grupo de parafusos de 7mm para todos os diâmetros de perfuração e modo de preparo do orifício-piloto. Conclusão: O diâmetro do orifício-piloto influencia a resistência ao arrancamento dos parafusos de sistema de fixação vertebral. A realização de orifíciopiloto de diâmetro maior que o diâmetro interno do parafuso reduz a resistência ao arrancamento do implante, independente do modo de preparo do orifício-piloto.Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Biomecânica; Procedimentos ortopédicos; Bovinos.

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

Fixação do enxerto do ligamento cruzado anterior no polo tibial: Análise biomecânica de três métodos*

Fernando Pessoa Weiss; Felipe Augusto de Aguiar Possoli; Isabel Ziesemer Costa; Paulo César Borges; Edmar Stieven Filho; Luiz Fernando Kubrusly

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):697-702 - Artigo Original

OBJETIVO Análise biomecânica comparativa da resistência da fixação tibial para reconstrução ligamentar com parafuso de interferência, comparada com parafuso do tipo poste com arruela, e com fixação associada entre os métodos (fixação híbrida).
MÉTODOS Foram utilizados 54 corpos de prova (tíbia suína e tendão digital bovino), que foram divididos em 3 grupos com tipos de fixação semelhantes àqueles utilizados na reconstrução do ligamento cruzado anterior: 1) fixação com parafuso de interferência; 2) fixação com parafuso do tipo poste com arruela dentada sobre nó e fios de sutura; e 3) fixação com parafuso do tipo poste com arruela combinada com parafuso de interferência (fixação híbrida). Os testes foram realizados por meio de ensaios biomecânicos de tração tipo pull-out para determinação da rigidez e carga para falha (yield load) do sistema.
RESULTADOS O grupo com fixação híbrida apresentou maior rigidez final (59,10 ± 3,45 N/mm) do que os demais grupos (p < 0,05), e carga superior para falha (581,34 ± 33,48 N) em relação ao grupo com parafuso de interferência (p < 0,05).
CONCLUSÃO A fixação híbrida apresentou vantagens biomecânicas com relação ao sistema de fixação do enxerto de flexor digital bovino em tíbia suína durante os ensaios de tração.

Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; dispositivos de fixação cirúrgica; tíbia.

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

Qual a melhor técnica para fixação no tratamento de fratura supracondilar do úmero em crianças?

Gyoguevara Sol Queiroz Andrade Patriota,; Carlos Alberto Assunção Filho; e Carlos Alberto Assunção

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):- - Artigo Original
    Objetivo: Definir a melhor técnica para o tratamento cirúrgico da fratura supracondilar do úmero (FSU) nas crianças e avaliar a pinagem percutânea com fios laterais vs. cruzados. Métodos: Revisão de ensaios clínicos randomizados nas bases de dados Medline, Capes, Bireme. Os critérios de inclusão dos artigos foram: (1) Ensaios clínicos randomizados que comparam técnicas de fixação percutânea com fios, (2) FSU Gartland II tipo B, III e IV e (3) Crianças com um a 14 anos. Usamos como principais variáveis: incidência de lesão iatrogênica do nervo ulnar e perda da redução. Resultados: Foram selecionados oito estudos (521 pacientes) que comparam tratamento cirúrgico com pinagem em fratura supracondilar do úmero em crianças classificadas como Gartland II tipo B, III ou IV. A lesão iatrogênica do nervo ulnar foi maior com a técnica de pinagem cruzada, apresentou RR 0,28 e p = 0,03, enquanto que na técnica de mini-open encontraram-se RR 0,14 e p = 0,2. Em casos de FSU Gartland III e IV, evidenciou-se maior perda da redução na pinagem lateral, com significância estatística (p = 0,04). Conclusão: Embasado em nossa metanálise com ensaios clínicos randomizados prospectivos, recomendamos: (1) pinagem percutânea com fios laterais em fraturas supracondilar do úmero em crianças classificadas como Gartland II tipo B (2) Uso de fios cruzados para fraturas Gartland tipo III ou IV, com a técnica de mini-open para o fio medial.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE SUTURA TENDINOSA COM TRÊS TIPOS DE FIOS CIRÚRGICOS ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES *

SÉRGIO SWAIN MÜLLER; TRAJANO SARDENBERG; MARCUS VINÍCIUS DANIELI; FÁBIO PIZOL; CARLOS ROBERTO PADOVANI

Rev Bras Ortop. 2003;38(3):- - Artigo Original
O objetivo desta investigação experimental foi ava-liar o perfil mecânico de uma técnica de sutura tendí-nea realizada com três tipos diferentes de fios cirúrgi-cos utilizando tendões de cães, para avaliação do desempenho de cada um dos três fios quando submeti-dos às mesmas solicitações. Foram utilizados 18 cães (13 machos e cinco fêmeas), dos quais foram obtidos o tendão flexor profundo do terceiro dedo de ambos os membros anteriores. A sutura foi realizada nos tendões do lado direito com três diferentes fios por sorteio (seis animais por grupo: grupo I com Mononylon ? , grupo II com Prolene ? e grupo III com Ethibond ? ). Os corpos de prova de ambos os lados (direito: suturado, esquerdo: controle) foram fixados em garras especialmente desen-volvidas e submetidos a ensaio de tração axial à veloci-dade de 40mm/min, com célula de carga de 5.000N. A ruptura dos tendões suturados ocorreu sempre no nó e, nos controles, na porção média do corpo de prova. Após o ensaio, o programa da máquina forneceu os valores da carga máxima (N), alongamento relativo na carga máxima (%) e módulo de elasticidade ( MPa). Os resul-tados foram avaliados pela técnica de análise de variân-cia dos pontos médios complementado com a constru-ção dos intervalos de confiança simultâneos no nível de 5% de significância. Não foi constatada diferença esta-tisticamente significativa nos parâmetros carga máxi-ma e módulo de elasticidade entre os tendões tratados, independentemente do tipo de fio, sendo todos inferio-res ao respectivo controle. No parâmetro alongamento relativo na carga máxima o fio de náilon teve resultado superior ao dos outros fios (que tiveram resultado se-melhante ao controle), sugerindo formação de gap an-tes da ruptura. Unitermos - Tendões; biomecânica; cãe

Estudo biomecânico comparativo da resistência à tração entre dois tipos diferentes de miniâncoras de sutura

SANDRA UMEDA SASAKI; RODRIGO M. STUGINSKI; RAMES MATTAR JR.; ALEXANDRE SADAO YUTAKA; FLÁVIA NAMIE AZATO; LUIZ KOITI KIMURA; CEZAR A. M. PEREIRA; RONALDO JORGE AZZE

Rev Bras Ortop. 2000;35(7):- - Artigo Original
Através de um estudo biomecânico, foram testados dois diferentes tipos de âncoras de sutura, com o objetivo de avaliar sua resistência às forças de tração comparativamente. Foram utilizados cinco exemplares de miniâncora de aletas e seis exemplares de miniâncora tipo rosqueada, inseridos em osso de cadáver humano. Como material de sutura utilizaram-se fios de aço nº 10, trançados, com o intuito de analisar o material de fixação propriamente dito (âncoras) e não o conjunto material de sutura-âncora. O único tipo de falha observada foi a soltura das 11 miniâncoras. A média da força de resistência máxima para as miniâncoras de aletas foi de 69,986N e das miniâncoras rosqueadas foi de 267,551N, mostrando uma análise comparativa altamente significante (p = 0,0043). Pôde-se concluir que houve maior resistência da miniâncora rosqueada em comparação com a de aletas, porém a resistência de ambas as âncoras superou os valores de força normalmente exigidos nas inserções tendíneas do punho e da mão.

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA MECÂNICA DE FIXAÇÃO DE FRATURA DO COLO FEMORAL EM OSSO SINTÉTICO COM DHS E PARAFUSO ANTIROTATÓRIO

Anderson Freitas; Gustavo Melo Torres; André Cezar de Andrade de Mello e Souza; Rafael Almeida Maciel; Diogo Ranier de Macedo Souto; George Neri de Barros Ferreira

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):586-592 - Artigo Original
Objetivo: Analisar estatisticamente resultados obtidos em ensaios biomecânicos de fixação de fratura do colo femoral tipo Pauwels III, em osso sintético, com o uso do sistema dinâmico do quadril (DHS) com parafuso antirrotatório vs um grupo controle.Métodos: Foram usados dez ossos sintéticos, de um fabricante nacional, do modelo C1010, divididos em dois grupos: teste e controle. No grupo teste foi feita fixação de osteotomia, com 70 ? de inclinação em nível de colo femoral, com o uso de DHS com parafuso antirrotatório. Avaliou-se a resistência dessa fixação e seu desvio rotacional em 5 mm de deslocamento (fase 1) e em 10 mm de deslocamento, considerado como falência da síntese (fase 2). No grupo controle, os modelos foram ensaiados em sua integridade até que ocorresse a fratura do colo femoral.Resultados: Os valores do ensaio no grupo teste na fase 1, nas amostras de 1 a 5, foram: 1.512 N, 1.439 N, 1.205 N, 1.251 N e 1.273 N, respectivamente (média = 1.336 N; desvio padrão [DP] = 132 N). Os desvios rotacionais foram: 4,90 ? ; 3,27 ? ; 2,62 ? ; 0,66 ? e 0,66 ? , respectivamente (média = 2,42 ? ; DP = 1,81 ? ). Na fase 2, obtivemos: 2.064 N, 1.895 N, 1.682 N, 1.713 N e 1.354 N, respectivamente (média = 1.742 N; DP = 265 N). Os valores da carga de falência no grupo controle foram: 1.544 N, 1.110 N, 1.359 N, 1.194 N e 1.437 N, respectivamente (média = 1.329 N; DP = 177 N). A análise estatística pelo teste de Mann-Whitney demonstrou que o grupo teste apresentou carga máxima, em 10 mm de deslocamento, significativamente maior do que a carga de falência do grupo controle (p = 0,047).Conclusão: A resistência mecânica do grupo teste foi significativamente superior à do grupo controle. Descritores - Fraturas do colo femoral Fixadores internos Biomecânica

Fixação lateral em quatro corticais através da fossa olecraniana em fraturas supracondilianas deslocadas do úmero - Uma análise prospectiva em 48 crianças

Saravanan Kasirajan,; Rajesh Govindasamy; Bhava Ramalingam Jawaharlal Sathish; Jimmy Joseph Meleppuram

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):342-349 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar funcionalmente a fixação lateral através da fossa olecraniana em fraturas supracondilianas deslocadas do úmero (FSDU) em crianças.
MÉTODOS Estudo prospectivo de 48 crianças (30 do sexo masculino, 18 do feminino, idade média: 7,4 anos) com FSDU, tratados nesta instituição entre março de 2011 e setembro de 2014 com uma técnica modificada. Os casos foram selecionados com base em critérios de inclusão. O resultado funcional foi avaliado clinicamente pelos critérios de Flynn modificados, juntamente com a feitura da amplitude de movimento completa.
RESULTADOS Todas as 48 crianças foram avaliadas, com seguimento médio de 20 meses (intervalo: seis a 26). Todas as fraturas apresentaram boa união. De acordo com os critérios de Flynn modificados, os resultados foram excelentes em 40 crianças (83,3%), bons em seis (12,5%) e razoáveis em duas (4,2%). Não foram observados resultados ruins. As paralisias nervosas pré-operatórias observadas em quatro crianças se resolveram após dez semanas. Os pacientes alcançaram amplitude completa de movimento em uma média de 20 dias após a remoção dos fios de Kirschner e não foram observadas novas paralisias nervosas pós-operatórias.
CONCLUSÃO A técnica modificada de fixação em quatro corticais através da fossa transoleocraniana (FQC-FTO) foi promissora em todos os casos de FSDU instável, não apresentou complicações de perda de redução ou lesão do nervo ulnar iatrogênico. A técnica é simples, segura e reprodutível, com bons resultados clínicos nesse tipo de fratura.


Palavras-chave: Fraturas do úmero; Fixação de fraturas/interna; Processo olecraniano/lesões; Criança.

ANÁLISE COMPARATIVA EM MODELO COMPUTADORIZADO BIDIMENSIONAL COM SIMULAÇÃO DO EMPREGO DE HASTES FLEXÍVEIS DE AÇO E TITÂNIO, NA FRATURA DO FÊMUR DA CRIANÇA, UTILIZANDO O MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS

JAMIL FAISSAL SONI; CLÁUDIO SANTILI; CARMEN LUCIA PENTEADO LANCELLOTTI; MILDRED BALIN HECKE; FELIPE RECKA DE ALMEIDA; LEANDRO ZEN KARAM

Rev Bras Ortop. 2008;43(5):183-192 - Artigo Original
Objetivo: Apresentar um modelo computadorizado bidimensional, simulando uma fratura do fêmur em criança tratada por hastes flexíveis de aço e titânio, utilizando o método dos elementos finitos, avaliando-se comparativamente o caminho e distribuição das tensões, tensões principais e deformações. Métodos: Foram utilizados dois modelos diferentes, gerados pelo aplicativo ANSYS®, considerando a simulação de uma fratura transversal na região diafisária, com a espessura de 1mm, cuja estabilização foi feita mediante o emprego de hastes intramedulares de materiais diferentes (aço e titânio), à luz da teoria mecanostática proposta por Frost, em 1987. Resultados: A introdução das hastes intramedulares no fêmur alterou o caminho das tensões, servindo como condutoras das forças compressivas. Na análise comparativa, o modelo com as hastes de titânio, à luz da teoria mecanostática proposta por Frost, apresentou desempenho mais homogêneo quando do estudo das deformações em relação ao modelo com hastes de aço inoxidável. Conclusões: O modelo proposto atingiu os objetivos de comparar as tensões e deformações entre as simulações das hastes de aço e titânio. Analisando o caminho e distribuição das tensões no modelo (Von Mises e tensões principais), observa-se comportamento biomecânico qualitativamente melhor no modelo com hastes de titânio; todavia, na análise quantitativa, restrita às regiões do foco de fratura, os valores são estatisticamente semelhantes. No estudo das deformações, observa-se comportamento biomecânico mais homogêneo no modelo com hastes de titânio, pois as deformações verificadas nas regiões do foco de fratura apresentam-se dentro das janelas fisiológicas propostas por Frost.Descritores - Fixação intramedular de fraturas; Pinos ortopédicos; Análise de imagem assistida por computador; Análise de elemento finito; Estudo comparativo.

FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras; Luciano Manoel Kroth; Keith Lúcia Kotani; Jorge Luiz Da Silva Junior; Mário Cesar De Andrade; Aluísio Otávio Vargas Ávila; Francisco José Berral

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):496-503 - Artigo Original
Objetivo: Verificar as variáveis de distribuição da pressão plantar de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de fratura de calcâneo e correlacioná-las com duas diferentes vias de acesso cirúrgico. Métodos: Os autores estudaram 15 pacientes com idade entre 20 e 53 anos (média de 40,06 anos) que apresentaram fraturas intra-articulares do calcâneo, submetidos ao tratamento cirúrgico por duas vias de acesso cirúrgico, a via lateral e a via do seio do tarso. Avaliaram a distribuição da pressão plantar, correlacionando essas variáveis com as duas vias de acesso. A avaliação da distribuição da pressão plantar foi realizada através do sistema Pedar (Novel, GmbH, Munique, Alemanha), verificando o pico máximo de pressão do retropé e do antepé do lado fraturado e do lado normal. Resultados: A média das pressões máximas dos plantigramas do retropé dos pés operados pela via de acesso lateral e pela via curta não apresentou diferença estatística entre as duas vias de acesso (t = 0,11; p = 0,91), bem como a média das pressões máximas dos plantigramas do antepé também não mostrou diferença estatística significativa (t = -0,48; p = 0,64). Conclusão: Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre as médias dos picos máximos de pressão do retropé e do antepé do lado operado, comparados com o lado normal, bem como não houve diferença estatística dessas variáveis comparadas com a via de acesso cirúrgico utilizada. Descritores - Fratura de calcâneo; Distribuição de pressão plantar; Biomecânica.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

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